She Wolf
13 No Regrets
Notas iniciais
Capitulo 13 – No Regrets
Naquela manha ensolarada o assunto à mesa do café era a festa que Regina havia ido noite passada. Selene ouvia com muito interesse e Regina não havia notado que desde que ela começara a contar sobre a noite o nome que ela mais citara era o de Emma. Mas Selene notou, mas guardou todas as observações para ela mesma.
Regina também contou sobre o jantar que ela daria, para que Henry e Emma pudessem vir para conhecê-la. Selene ficou bem empolgada com essa ideia e não esperava a hora de conhecer os dois.
Assim que o assunto de Regina acabou, Selene então contou a ela o que havia feito na noite passada. Contou sobre Rumple e no primeiro momento Regina ficou aflita, mas na medida em que Selene ia contando a historia, a rainha foi ficando mais aliviada.
Rumple havia levado Selene até a sua casa, preparou um chá para os dois e contou tudo sobre ele e Belle. Incluindo o fato de que eles dois já não tinham mais nada, isso aliviou o coração de Selene, fazendo com que pela primeira vez em meses ela se sentisse de fato bem.
Depois foi a vez de Selene contar sua historia, sua historia desde o começo, sobre Marōn, sobre sua expulsão do reino dos céus, sobre o fato dela ter ido até a Floresta Encantada e deixado lá sua primogênita. Rumple ouvia com curiosidade e muito interesse, pois afinal, ele também estava na historia só não se lembrava disso.
Quando ela concluiu tudo, ele se sentiu confuso, pois ela havia acabado de contar a historia de sua vida e contado como a vida dela e a dele se entrelaçavam. Isso o fascinava e de certa forma o assustava, pois agora ele sabia que chegaria o tempo em que ele precisaria do coração da estrela. Agora também ele sabia que ela morreria em breve, que o tempo dela aqui na terra era curto. Mas ela não se importava com isso, pois sua morte não seria em vão. Uma vez ela morta, Marōn também morreria e todos então estariam a salvos.
“Eu fui transformada em uma estrela.” Ela respondeu a Rumple, quando ele perguntou se ela não achava tudo isso muito trágico. “De modo que apenas meu corpo vai virar pó, mas minha alma vai seguir de volta aos céus, onde eu de fato pertenço.” Ela concluiu, mas Rumple não pareceu convencido.
Talvez fosse porque ele não sabia o que era se sacrificar por alguém, talvez fosse porque ele sempre fora esse covarde egoísta. Então era bem difícil pra ele, se colocar no lugar dessa mulher. De qualquer forma, ele não disse mais nada e a levou de volta para a mansão de Regina.
“Então quer dizer que não há mais nenhum acordo?” Regina perguntou a Selene, que lhe deu um sorriso satisfeito. “Você está à salva então?” Ela continuou e Selene apenas assentiu. “E Belle está livre pra...” Regina deu uma pausa, pareceu pensativa, talvez pensando em quais palavras devesse usar.
“Voltar pra sua garota.” Selene completou pra ela e Regina sorriu de volta.
“Isso é normal pra você?” Regina a questionou, enquanto olhava a garota terminar seu suco.
“O que?” Selene perguntou confusa.
“Duas garotas ficarem juntas.” Regina concluiu, em um tom cauteloso.
“Regina, acho que você se esquece de que eu sou uma deusa. E nós deuses observamos vocês humanos mais do que deveríamos. Vocês se apaixonam pelas pessoas não pelo gênero ou pela aparência física, há sempre algo que se destaca antes. Uma atitude, um olhar, ou sei lá, até mesmo uma mania. Vocês nem notam isso, mas todos vocês primeiro se apaixonam pela alma e depois pelo gênero. Por que eu não acharia isso normal?” Ela responde e Regina fica pensativa, Selene sabe o motivo, mas decidiu deixar que ela buscasse suas próprias respostas.
A campainha então toca e Regina se levanta e vai em direção à entrada, ela estava confusa, pois não estava esperando ninguém e ainda era muito cedo. Ao chegar à porta e abri-la, ela se espantou, ali diante da entrada estava Marco e Leroy.
“Bom dia, Sra. Prefeita.” Leroy disse, tirando o chapéu, Marco também a cumprimentou e Regina se afastou, permitindo que os dois entrassem.
“Alguém problema?” Regina perguntou.
“Não, nenhum problema. Emma nos mandou aqui.” Disse Marco em seu sotaque carregado.
“E por qual motivo?” Questionou a prefeita, agora não mais surpresa e sim curiosa.
“Ela falou que você precisaria de ajuda com os moveis do bebê, então nós viemos aqui tirar as medidas e todas essas coisas. Pra qual lado fica o quarto?” Leroy perguntou e Regina franziu o cenho.
“Ela disse isso?” Regina perguntou e sem pensar duas vezes ela levou os dois até o primeiro andar e mostrou a eles o quarto onde seria o do bebê.
“Ela disse sim, disse para nós dois ajudarmos em tudo o que você precisasse.” Leroy respondeu novamente, agora os dois estavam no quarto de Henry, que era onde seria o quarto do bebê. “Onde é que o garoto vai dormir?” Leroy continuou e Regina pode ver Marco tirando a medida de todo o quarto e fazendo varias anotações.
“Eu quero reformar o escritório lá embaixo e fazer um quarto maior pra Henry.” Regina respondeu, ela estava bem confusa com tudo o que estava acontecendo, os dois homens trabalhavam e respondia as perguntas dela ao mesmo tempo. Ela viu Marco estender uma grande folha sobre o chão e mostrar a ela desenhos de vários modelos de berços e cadeiras de ninar.
Regina apenas concordava com a cabeça, com as observações que os homens faziam. Mas seus pensamentos não estavam focados no que estava acontecendo diante de si e sim no fato de que isso só estava acontecendo por causa de Emma e ela não podia deixar de sentir bem com isso.
Era estranho entender tudo isso que estava acontecendo dentro de si. Ela sentia como se estivesse se apaixonando por esse gesto tão carinhoso de Emma e assim que assumiu para si mesma esse fato, ela então percebeu que não era só pelo gesto que ela estava se apaixonando.
–x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
Ela havia comprado todas as coisas para o jantar e se certificado de que tudo fosse entregue em sua casa, onde Selene receberia as compras. Ela tinha outras coisas pra fazer naquela tarde, antes de voltar para casa. É por isso então que ela estava ali naquela rua, andando pela calçada e olhando as vitrines das lojas.
A prefeita estava tão focada no que estava fazendo, que nem notou quando Emma encostou seu carro no meio fio e buzinou para ela. Só notou porque Emma insistiu e a seguiu por alguns metros.
“Olá, Emma.” Regina disse, se aproximando da janela do carro, dessa vez Emma estava no carro da delegacia. Ela saiu do veiculo e se aproximou de Regina, respondendo o seu olá logo em seguida.
“Leroy levou seu carro até sua casa hoje?” Emma perguntou e Regina confirmou com a cabeça. “E está tudo em ordem?” Ela continuou e Regina confirmou que sim novamente.
“Está sim, muito obrigada.” Regina respondeu e Emma pareceu verdadeiramente surpresa pelo agradecimento. “Alias, não foi apenas o carro que Leroy me levou...” Regina continuou e Emma nem tentou esconder o sorriso no rosto.
“Você gostou da surpresa? Eu imaginei que você fosse precisar de ajuda com essa parte...” Emma respondeu.
“Gostei sim... Foi muito...” Regina se perdeu em suas palavras, não sabia o que dizer em seguida. Era novo isso pra ela, receber ajuda de alguém. Na verdade, ela estava constantemente negando a ajuda de todos. Ela se fechou para o mundo há muitos anos atrás e sempre pensou que nunca mais precisaria se abrir. Então aparece essa mulher, que simplesmente vem bagunçando tudo dentro de si.
“Gentil?” Emma terminou a frase para ela. Regina confirmou com a cabeça. “Não foi nada, espero que o quarto fique exatamente da forma que você imagina.” Ela completa. Então ela se despede e Regina a vê entrar novamente em seu carro, mas ao invés de deixa-la ir, ela a chama de volta. Emma se vira, olhando para a morena ali parada a sua frente. “Algum problema?” Emma pergunta.
“Não, nenhum... É que eu estava aqui me perguntando se você não gostaria de me acompanhar nas compras pro quarto do bebê.” Regina diz e Emma abre a boca pra responder, mas não diz nada, não que ela não soubesse o que dizer, pois ela sabia. Mas sim porque tudo foi muito inesperado. “Se você tiver livre, é claro.” Regina completa, quando vê a hesitação da loira. “E se você quiser...” Ela continua; se arrependendo de ter feito o convite. Emma apenas sorri e solta uma leve risada, era engraçado ver a Regina assim tão desconcertada.
“Eu não estou fazendo nada agora e eu adoraria te acompanhar.” Emma responde e Regina apenas sorri com a resposta dela e as duas caminham juntas e entram na primeira loja decoração infantil que elas encontram.
–x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
“Como eu estou?” Regina perguntou a Selene, enquanto se olhava no espelho do seu quarto. Selene, que estava sentada na cama de Regina, apenas respondeu que ela estava linda. Mas Regina ignorou a resposta e caminhou em direção a seu closet, tirando de lá um segundo vestido da mesma cor e o colocando logo em seguida.
Selene revirou os olhos e se jogou na cama e esperou novamente que a rainha perguntasse como ela estava.
“Você está linda.” Selene respondeu, pela terceira vez em menos de 15 minutos, mas dessa vez ela nem se deu o trabalho de olhar para a Regina.
“Você achou mesmo?” Regina insistiu e a garota sentou-se na cama e confirmou com a cabeça. “Ótimo, essa noite tem que ser perfeita.” Regina completou e ajeitou o cabelo em frente ao espelho.
“Você está se arrumando toda pro seu filho ou pra mãe dele?” Selene questionou Regina, que se virou e encarou a loira.
“Pra Henry, é claro. Estou com saudades de jantar com meu filho, só isso.” Regina respondeu e checou sua imagem uma ultima vez, antes de sair do quarto, sendo seguida pela garota.
Regina havia escolhido um vestido vermelho, que se moldava completamente em suas curvas. Vermelho não era sua cor preferida, mas por algum motivo ela queria usar essa cor essa noite. As duas desceram as escadas e caminharam para a cozinha, onde Regina desligou o forno da lasanha.
Selene sentou-se a mesa que havia ali e observou a mulher, ela havia passado o resto da tarde preparando tudo e agora estava bem nervosa. Selene ria por dentro, pois era muito engraçado o fato de Regina ter passado o dia tentando se convencer de que o jantar era pra Henry.
Não era pra Henry, tanto Regina quanto Selene sabiam bem disso. Henry era só uma desculpa. É logico que Regina adoraria passar a noite com o seu filho e tê-lo ali no jantar significaria muito. Mas os pensamentos da prefeita estavam em Emma, por isso tanto zelo e tanto cuidado na hora de preparar tudo. Ela queria surpreender Emma, faze-la perceber que de fato ela poderia fazer algo bom.
Nem que fosse um jantar.
A campainha tocou e Regina sentiu seu coração quase sair pela boca, Selene riu baixinho com a cena. A mulher arrumou uma ultima vez o vestido e caminhou em direção à porta, sentindo suas mãos suando de nervoso.
“Mãe!” Disse Henry assim que entrou na casa e deu um abraço apertado em Regina.
“Olá, querido. Senti sua falta aqui.” Ela disse, lhe dando um beijo no rosto. O menino sorriu e lhe respondeu um beijo.
“Cadê ela?” Henry perguntou animado e Regina respondeu que ela estava na cozinha, o menino não pensou duas vezes antes de correr para lá, deixando então suas duas mães a sós.
Regina então pôde ver Emma, parada na porta e para sua total surpresa ela usava um vestido preto de couro. Ela nunca tinha visto Emma em um vestido e não soube como reagir àquela imagem, quer dizer, ela estava linda naquele vestido e Regina sentiu algo correr por todo o seu corpo apenas com a visão daquela mulher a sua frente.
“Olá, Regina.” Emma disse enquanto tocava em uma das suas mechas loiras, que caiam perfeitamente pelos seus ombros. Regina não disse nada, embora quisesse. Mas ficar ali parada com cara de idiota, decorando cada detalhe daquela loira a sua frente parecia o mais sensato a se fazer. “Tá tudo bem?” Emma perguntou em um tom preocupado e se aproximou da prefeita. Essa aproximação era demais pra Regina.
“Eu estou bem.” Respondeu a prefeita, se afastando de Emma e impedindo-a de se aproximar mais do que deveria. “Quer tomar alguma coisa?” Ela continuou e Emma concordou com a cabeça e as duas seguiram para a sala de estar, onde Regina tinha seu bar particular.
“Foi uma tarde muito boa hoje.” Emma disse, olhando ao redor da sala, foi ali que as duas tiveram a primeira conversa, mas isso fora há meses atrás. Emma, porém, lembrava-se de cada detalhe daquele dia, lembrava-se do quanto estava nervosa. Do quanto Regina a intimidou aquela noite, mal sabia ela que o que ela sentiu aquele dia, era o que Regina estava sentindo agora.
“Foi sim.” Regina respondeu, entregando a Emma a taça com a cidra e por um momento seus dedos se tocaram e Regina rapidamente se afastou, sentindo novamente seu corpo responder de forma muito exagerada a presença de Emma.
“Você está bem mesmo?” Emma insistiu e Regina caminhou em direção à cozinha, fazendo Emma a seguir.
“Tive um dia cansativo, não tive tempo de descansar ainda.” Regina respondeu e quando as duas chegaram à cozinha viram Henry encostado com o ouvido na barriga de Selene. Ele tinha esse sorriso estupido no rosto e Selene o observava em silencio.
“Mãe, isso é incrível!” o garoto disse. “Ela se mexe muito!” Ele continuou e Regina sorriu em resposta, Emma acompanhou a cena em silencio e Regina se aproximou dos dois, tocando também na barriga da garota a fim de sentir o toque do bebê.
Emma se sentiu deslocada ali, percebeu que não fazia parte dessa cena e ficou muito tentada a ir embora.
“Vem sentir também, mãe!” Henry disse novamente e Emma abriu a boca pra dizer algo, mas não teve tempo. Henry já estava a pegando pelo braço e a levando em direção a Selene. Emma sentiu seu coração disparar, quando chegou perto daquela garota.
“Olá, você deve ser a Emma.” Selene disse.
“É, essa sou eu.” A loira respondeu, roubando um sorriso da garota. Selene então pegou a mão de Emma a levou em direção da própria barriga. Regina ainda tinha uma de suas mãos bem ali também e as duas sentiram juntas o bebê chutar. Emma hesitou um pouco, ver essa mulher gravida, lhe trazia más lembranças, mas logo isso foi esquecido, quando seu olhar se cruzou com o de Regina. Havia uma calma naqueles olhos castanhos, algo que Emma nunca tinha sentindo antes naquela mulher.
Suas mãos estavam bem próximas uma da outra e embora não houvesse contato físico entre as duas, havia essa conexão enorme entre elas, que era esse bebê. Seu chute forte fazia as mãos das duas mulheres se mexer e fazia o coração das duas disparar. Regina sorriu por um momento e Emma também, aliás, todos ali sorriram. Regina então percebeu que aquela noite não precisava de muito para ser perfeita, todas aquelas pessoas ali presentes já tornava tudo perfeito. Ela só precisava ter coragem o suficiente pra dizer isso em voz alta.
–x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
“Foi um jantar incrível, mãe.” Henry disse e abraçou a prefeita. Ela lhe deu um beijo no rosto e o abraçou novamente. “A gente devia fazer isso mais vezes.” Ele continuou.
“A gente realmente devia fazer isso mais vezes.” Regina respondeu.
“Que tal amanha?” Henry sugeriu e se virou para Emma, que estava encostada em seu carro observando os dois.
“Bem, nós jantamos todos os dias.” Emma respondeu dando de ombros. “Não vejo nada de errado de jantarmos todos os dias aqui.” Ela completou e Henry franziu o cenho.
“Eu estava sugerindo só amanha, mas se você quiser todos os dias... Eu também acho uma ideia irada.” O garoto respondeu. “Pode ser?” Ele continuou se virando pra Regina, que apenas confirmou com a cabeça.
“Você pode vir jantar, almoçar, tomar café, lanchar, o que quiser e quando quiser, Henry... A casa é sua... Só não pode ficar pra dormir, porque vamos reformar o seu quarto. Mas dentro de 15 dias ele vai estar perfeito!” Regina respondeu e o garoto sorriu animado e entrou no carro de sua mãe. Regina o observou em silencio e Emma se aproximou dela.
A morena a olhou por alguns segundos, em silencio e Emma tinha esse sorriso no rosto que era impossível não responder de volta.
“Foi bem mais do que um jantar incrível.” Disse Emma e ela olhou para o seu carro e pôde ver Henry jogando em seu celular.
“Eu sei.” Regina respondeu. “E o convite se estende a você também.” Ela disse e Emma sorriu divertida.
“Quer dizer então que eu posso ficar para o jantar, almoço, café e lanche?” Emma perguntou, fazendo a prefeita rir.
“Bem, por que não?” Regina respondeu. “Deixando tudo limpo antes de sair, você pode tudo.” Ela continua e dessa vez é Emma quem ri.
“Claro, sem problemas. Então quer dizer que daqui a 15 dias eu também posso ficar pra dormir?” Emma pergunta e se aproxima de Regina, que novamente tenta controlar toda essa sensação que a loira a causa.
“Não foi isso que eu quis dizer.” Regina responde e Emma se diverte com a forma que ela tenta se esquivar do seu contato.
“Claro que não.” Emma responde. “Até depois, Regina.” A loira continua e se afasta de Regina que fica ali parada, sentindo todas essas coisas dentro de si e sem saber o que fazer a respeito.
Emma então liga o carro e segue, desaparecendo poucos minutos depois, Regina apenas respira fundo e volta para a sua casa. Assim que ela entra, encontra com Selene sentada nos degraus da escada. A loira se levanta e caminha em sua direção.
“Eu adorei conhecer sua família.” A garota diz e Regina sorri para ela.
“Eles adoraram te conhecer também.” Regina responde.
“Bem, eu preciso ir dormir, eu estou exausta.” Ela continua e se despede de Regina, subindo as escadas em direção ao primeiro andar.
Regina liga então o alarme e se prepara para subir também, mas a campainha toca. Ainda confusa, já que é tarde da noite, Regina abre então a porta e se depara com Emma ali parada diante da porta.
“Oi, Regina.” A loira diz e Regina franziu o cenho, confusa em vê-la de volta.
“Aconteceu alguma coisa?” Regina pergunta e Emma balança a cabeça e se aproxima da morena, de modo a não permitir que houvesse espaço entre as duas.
“Regina, eu vivi minha vida toda fazendo coisas e me arrependendo logo em seguida. De modo que metade de mim é só arrependimento.” Ela começa a dizer e Regina fica em silencio, tentando controlar toda essa energia que corre em seu corpo. “Mas sabe, eu aprendi a viver com isso. Meus arrependimentos não apenas fazem parte de mim, como me completam de alguma forma. Todos meus arrependimentos me trouxeram até aqui e eu sei que o que eu vou fazer a seguir, eu vou me arrepender também...” Ela continua. “Mas eu também sei que se eu não fizer, eu vou me arrepender da mesma forma. Então que se dane.” Ela completa e então traz Regina para perto de si, quebrando qualquer distancia que havia entre elas duas. Os lábios da loira tocam então nos dela e assim que suas línguas se encontram, todo aquele sentimento que antes corria pelo corpo de Regina, agora se intensificam.
Não é mais confuso, não é mais complicado. Regina agora entende o que era tudo aquilo, não só entende, como gosta. As mãos da loira se entrelaçam em seus cabelos e Regina se entrega por completo ao beijo e permite que o calor que ela sente em si a tome por completo. O beijo é intenso e cheio de paixão e demora o suficiente para deixar as duas sem folego, mas é curto o suficiente para deixar as duas exigindo por mais.
“Eu tenho que voltar, Henry ficou no carro.” Emma diz, quebrando o beijo e encostando sua testa a da rainha. Regina não responde, apenas a beija novamente, fazendo Emma se arrepender por não ter levado o garoto pra casa antes. “É serio.” Ela continua e Regina quebra o beijo, mesmo contra a sua vontade.
“Você voltou só pra me beijar?” Regina perguntou e suas mãos ainda estavam em volta do pescoço de Emma.
“Parecia o certo a se fazer. Não gostou?” Respondeu a loira e Regina apenas riu em resposta.
“Eu adorei.” Ela respondeu e Emma se aproximou novamente, lhe dando agora um selinho, não tão quente quando os beijos anteriores, mas bom o bastante pra deixar a morena louca por mais.
“Ótimo... Porque agora então eu tenho um motivo pra voltar para o café da manha.” Emma disse, quebrando o contato entre as duas e dando um ultimo selinho em Regina, antes de voltar ao seu carro. Regina observou a loira se afastar e respirou fundo, enquanto votava para dentro da casa, sentindo que finalmente havia achado o que faltava dentro de si.
Fale com o autor