She Wolf
8 Choices
Notas iniciais
Vocês lembram? Lembra do primeiro dia que elas se conheceram? Lembra do sorriso que Ruby deu para Belle e de como Belle estava tão perdida, procurando um lugar para se encontrar e Ruby foi isso pra ela... Ruby foi seu farol e eu sei que Rumbelle é canon, eu não ligo, nada tira a linda historia de amor que eu criei na minha cabeça pra essas duas. Nada tira da minha mente que Ruby é a verdadeira fera da historia e que Belle é a eterna Bela...
Foi meu primeiro ship em ouat e eu tenho um carinho muito grande por essas duas... Essa foi minha primeira fic de OUAT e isso me trouxe muita alegria durante esse ano e o ano passado... Conheci pessoas incríveis através desse mundo louco chamado Nyah! E trouxe de volta um amor que eu tinha pela escrita, que eu nem percebi que eu estava deixando morrer...
Enfim, obrigada a todos que estão acompanhando essa fic, espero que continuem, pois eu tenho intenção de continuar.
Um beijo enorme a todos os leitores, esse capitulo é bem heartbreaker...
Perdão, mas tudo é necessário a historia. Espero que gostem.
Aproveitem o dia, comam panquecas, tomem chá gelado, visitem uma biblioteca ou lanchonete... Quem sabe não está lá a fera ou a bela de vocês?
Boa Leitura.
Capitulo 8 — Choices
Durante todo o caminho para o hospital, Regina e Selene não trocaram uma palavra sequer, a Rainha não conseguiu responder a pergunta que Selene havia feito a ela, poucas horas antes, quando elas ainda estavam em casa. E agora na sala de espera, no aguardo para que o doutor as atendesse, ela não podia pensar em outra que não fosse atender ao pedido, que não fosse dizer sim a esse desejo. Pelo o que a Estrela havia contado a ela, assim que a criança nascesse ela teria que sacrificar seu coração, pois era a única forma de manter o demônio que a seguia longe. Quando Selene contou isso a Regina, ela não estava triste, não havia tristeza em seu olhar e Regina então entendeu que esse era um sacrifício que ela faria independente do quanto doesse. E Regina sabia mais, sabia que se fosse preciso, ela também faria o mesmo por Henry, sacrificaria seu ultimo suspiro, para que seu filho pudesse viver.
Ela só rezava para que isso jamais acontecesse.
O medico então chamou pelo nome de Regina, e ela entrou no consultório junto com Selene, foi pedido então uma serie de exames, alguns só poderiam ser feitos na manha seguinte e outros ela fez ali mesmo. O ultimo exame que foi solicitado foi a ultrassonografia e Selene pediu então que Regina a acompanhasse, mesmo incerta sobre estar ali na sala com ela, Regina ainda assim aceitou e ficou em silencio quando o doutor pediu que Selene se deitasse na maca. Selene jamais havia estado antes em um hospital, mas obedeceu ao medico, já havia respondido todas as perguntas e já tinha feito todos os exames possíveis, estava ansiosa para o que iria acontecer, pois lhe fora dito que ela poderia saber o sexo do bebê e também ouvir seu coração.
Ela não sabia como isso funcionava, mas estava muito ansiosa em descobrir. Deitou-se na maca levantou a parte de cima do pijama que usava, que fora dado pelo hospital, e gemeu um pouco quando sentiu o liquido gelado tocar sua barriga. Regina estava um pouco distante, mas de onde estava era possível ver a pequena televisão do ultrassom e era também possível ver a expressão do rosto de Selene, ela tinha um grande sorriso nos lábios e seus olhos estavam cheios de lagrimas. Regina então se colocou em seu lugar, tentou imaginar como ela estava se sentindo agora, da saudade que ela sentia do pai da criança que ela carregava e do medo do incerto, pois ela não sabia o que seria de seu bebê depois que ele nascesse.
Os pensamentos da rainha foram quebrados, assim que o silencio do consultório foi tomado por um som que nem a Rainha e nem a estrela jamais haviam escutado. Era alto, constante e preencheu todo o cômodo em que elas estavam e não só invadiu aquele local, levando o silencio embora, como também invadiu Selene, e a Rainha a viu chorar ainda mais, levando agora uma de suas mãos ao rosto, quando o medico lhe disse que ela estava esperando uma menina.
Selene olhou para Regina e sorriu para ela, e tudo o que Regina pode fazer foi sorrir de volta, não por educação e sim porque ela se permitiu ser invadia por aquele som, permitiu se emocionar, sentiu como se viesse dela, como se aquele coraçãozinho pertencesse a ela. Eram um som único e magico e dava tanto sentido a tantas as coisas no mundo, que Regina desejou que esse som jamais acabasse.
“Vem ver mais de perto.”- disse Selene e Regina se aproximou dela e segurou sua mão, pois parecia o certo a se fazer e ouviu atentamente enquanto o doutor mostrava na pequena tela de LCD a menininha que Selene esperava. Ela pôde ver perfeitamente cada membro do corpinho do bebê, suas mãozinhas, seus pezinhos, seu rostinho e agora não podia parar de imaginar como seria essa criança.
“Meus parabéns.”- disse o doutor entregando a Selene um pedaço de papel para que ela tirasse o excesso do gel de sua barriga. – “Sua menina está muito bem, teremos que fazer aqueles outros exames que eu solicitei, mas não se preocupe, ela está ótima.”- ele disse e Selene agradeceu aos céus, por nada ter acontecido ao seu bebê. Depois disso, elas ouviram atentamente aos conselhos do medico, que instruiu Selene a se alimentar melhor, passou uma dieta especifica e pediu para que elas voltassem, caso algo acontecesse.
As duas então foram embora, em nenhum momento Selene perguntou novamente a Regina se ela já tinha a resposta do seu pedido e Regina, mesmo que questionada, não saberia o que dizer. Já era noite quando elas voltaram, Regina preparou algo para elas comerem, enquanto Selene tomava um banho. A rainha então se viu sozinha na cozinha, pegou uma taça e se serviu de seu melhor vinho e caminhou pela sala de estar, enquanto esperava a estrela, parou próxima a lareira, onde havia uma serie de porta retratos, em um deles tinha uma foto de Henry ainda bem novinho, ela sorriu enquanto tocava no vidro e pela primeira vez percebeu o quanto o pequeno sempre pareceu com Emma.
Seus dedos contornaram o rosto do menino e parou em sua mãozinha, e veio então em sua memória o tempo em que ele cabia perfeitamente em seus braços e no tempo em que ele ainda não falava e que ela podia andar com ele em seus braços pela casa, sabendo que nada de mal aconteceria a ele. Agora ele já não estava mais ali, era difícil pra ela pensar que aqueles dois idiotas e Emma, poderiam cuidar do filho dela tão bem quanto ela, mas pensamento melhor, ela sabia que eles podiam e sabia também que eles faziam isso melhor que ela e de certo modo isso a perturbou por dentro, ela havia perdido Henry e não fora por culpa de Emma ou dos dois idiotas, havia sido culpa dela mesmo. Talvez fosse melhor assim, talvez fosse melhor ele distante, talvez a vida dele pertencesse agora a Emma e ela não podia mais ter o filho de volta. Já não valia mais a pena lutar, ele já não mais pertencia a ela.
“Você tá bem?”- perguntou Selene, Regina se virou para encarar a estrela e nada respondeu, apenas abaixou a cabeça por alguns segundos e deixou que a estrela se aproximasse. – “Não quer falar a respeito?”- insistiu a estrela e Regina deu um sorriso de lado.
“Ele foi embora. Meu filho... E já não vai mais voltar, eu não voltaria, eu não voltaria para mim mesma se tivesse a chance, eu escolheria Emma também, eu escolheria o amor dela ao meu.”- ela disse por fim e encarou a estrela.
“Eu sei.”- ela disse, como se pudesse entender todo o conflito que a Rainha sentia.- “Você não só escolheria o amor dela, como de fato já o escolheu.”- concluiu ela, e Regina a encarou com um olhar perplexo.”
“O que quer dizer com isso?”- perguntou a Rainha.
“Eu só estou querendo dizer que você já não mais culpa Emma por ter roubado o coração de seu filho, porque agora percebeu que ela também roubou o seu.”- Selene disse e soltou uma risada de leve.
“Não seja ridícula, eu não sinto nada por ela, não sei como funciona as coisas no seu mundo, mas não é assim que as coisas funcionam aqui.”- respondeu Regina, em um tom mais defensivo do que gostaria.
“E como funciona? Como vocês humanos se apaixonam? Porque o pouco que eu observei de vocês nos meus milhares de anos de vida, é que existe uma linha tênue entre o amor e o ódio, que eles não são sentimentos opostos e sim complementares. E que basta algo bem sutil, para que até a pessoa de coração mais negro se apaixone perdidamente por alguém.”- concluiu Selene e ficou em silencio, deixando que a Rainha se afundasse em seus próprios pensamentos.
“Eu não quero me apaixonar por ela, prefiro fechar meu coração para amores desse tipo, isso não pertence mais a mim.”- Regina disse por fim e Selene assentiu, imaginou que a Rainha ficaria na defensiva e ela não estava ali para questionar seus sentimentos, estava ali por outro motivo.
“Sei que para esse tipo de amor você fechou seu coração, mas e para esse tipo de amor?”- Selene continuou, pegando agora a mão da rainha e a trazendo para sua barriga, onde depositou a mão da rainha, e deixou que a Rainha sentisse o bebê se mexer. — “Tem espaço para esse tipo de amor?”- continuou a estrela e sorriu, Regina foi obrigada a sorrir de volta e encarou a estrela por alguns segundos, se perguntando se a menina iria se parecer com ela, ou se iria parecer com o pai, o pai que jamais conheceria.
“Você confia essa criança a mim?”- perguntou Regina em um tom confuso, pois ela sabia que existiam pessoas naquela cidade que poderia dar todo o amor que essa criança merecia. Mas porque ela pensava que não podia amar essa criança também? O que a fazia pensar que essa criança seria infeliz? Talvez essa criança fosse sua chance de redenção e embora todo seu lado racional dissesse a ela para dizer não a essa proposta, seu lado emotivo e acima de tudo seu lado maternal gritava para que ela aceitasse.
“É logico que confio, quem melhor para cuidar de minha filha, se não uma Rainha?”
“Meu titulo é seguido de um Má... você sabe muito bem disso, ainda assim confiaria a vida de um inocente a mim?”
Selene deu de ombros, ela não conseguia entender o porquê Regina pensava não ser capaz de ser a mãe que sua filha precisava, ela podia ver a si própria como uma vilã, mas Selene a via como uma mulher desesperada para acertar os erros do passado, uma mãe desesperada para ter o filho novamente nos braços e acima de tudo um ser humano caminhando para redenção e mesmo que ela procurasse por todos os reinos, ela jamais acharia alguém melhor para criar sua filha.
“Bem, Emma fez o mesmo há 11 anos, não acho que ela tenha se arrependido. Diferente dela, uma vez que eu te entregar minha filha, eu jamais voltarei para ver como ela está, mas eu confio cegamente na sua capacidade de amar... De amar novamente.” – disse a estrela e Regina sorriu para si mesma, apenas com a ideia de ter novamente um bebezinho em seus braços.
“Eu aceito.”- disse Regina e um sorriso enorme surgiu no rosto de Selene, que se jogou nos braços da rainha a abraçando bem forte contra o corpo.
“Você vai ser uma mãe incrível, Regina.” – disse Selene. – “E onde quer que eu esteja, eu vou sempre olhar por vocês, vou sempre cuidar de você e da minha pequena e eu não faço ideia de onde minha primogênita está, ou se ela está bem, mas eu ainda rezo e continuarei rezando para que ela ache seu caminho e que jamais se perca.”
Regina apenas sorriu para a estrela e a abraçou mais uma vez, sentiu o contato da barriga dela contra a sua, não era a mesma coisa, ela não se sentia gravida e jamais poderia engravidar, isso era um fato, mas só naquele breve contato, já foi o suficiente para que ela se sentisse completamente mãe.
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Belle foi até o hospital aquela noite, havia ligado antes para vovó e perguntado sobre o estado de Ruby, ficou sabendo então que ela receberia alta na manha seguinte, mas Belle não podia esperar, então resolveu que sua ultima visita seria ali mesmo no hospital. Ela também ligou para Rumple, para que ele fosse busca-la no hospital, era por isso então que ela estava ali com suas malas, as colocou no chão assim que entrou no cômodo e olhou para a morena que estava sentada na cama, havia muita gente ali, mais do que ela gostaria que tivesse, mas assim que ela entrou vovó fez o favor de pedir para que todos se retirassem. Belle então ficou parada junto à porta, cumprimentando todos que passavam por ela com um sorriso. Quando por fim a ultima pessoa passou, ela fechou a porta atrás de si, mas ficou exatamente onde estava.
“Para aonde você está indo?”- perguntou Ruby, era bom ouvir a voz dela novamente, era bom saber que ela estava bem, que ela estava viva e que no dia seguinte já estaria em casa.
“Eu vou voltar para a casa do Rumple.”- respondeu Belle, e Ruby a olhou confusa.
“Por quê? Aconteceu algo com a biblioteca? Porque se for isso, você pode voltar a morar na pensão, você sabe disso.”- disse Ruby, se mexendo na cama e se preparando pra se levantar dali, mas Belle se aproximou dela, impedindo que ela se movesse mais.
“Eu sei. Eu sei que eu posso voltar, mas não é isso... não aconteceu nada com o lugar que eu estava, é que Rumple e eu vamos tentar novamente.” – Belle disse o mais rápido que pôde, mas seu tom de voz saiu cheio de incerteza e de confusão, Ruby a olhou mais confusa, balançou a cabeça algumas vezes e se preparou para falar algo, mas não sabia como colocar o que sentia em palavras, então se calou. – “Eu gostaria de poder dizer que eu quero ficar e que eu posso, mas eu estarei mentindo quanto à primeira parte.”- Belle conclui, sentando-se junto à cama de Ruby.
“E quanto à segunda parte?”- perguntou Ruby, sentindo sua voz mudar de tom, e a tristeza tomar conta de todo seu corpo, de repente ela entendeu tudo, entendeu o motivo pelo qual Belle iria voltar a morar com Rumple, entendeu que sua cura de nada tinha de milagrosa. Entendeu só em uma troca de olhar, com a mulher a sua frente, de que ela havia feito um acordo com o Senhor das Trevas e era por isso que ela não podia ficar, embora quisesse. — “Belle, o que você fez?” – insistiu Ruby, se ajeitando na cama de modo que pudesse trazer as mãos de Belle para si. O olhar de Belle caminhou das mãos da morena, ate seus olhos e ela sentiu como se fosse a ultima vez que ela veria aquele olhar.
“Eu fiz um acordo, não tinha outra saída, eu não podia arriscar te perder.”- Belle disse, sua voz soando com um desespero, pois a garota a sua frente parecia transtornada com o que estava ouvindo.
“Meu Deus, Belle! Eu ficaria bem! Eu iria acordar! Essa coisa de lobo que eu tenho permite que eu não me machuque. Que eu me recupere de qualquer ferimento! Por que você teve que fazer isso?! Por que você teve que se arriscar? Perder sua liberdade por minha causa?!”- Ruby perguntou, agora se aproximando de Belle, ficando tão próxima dela que com apenas um movimento poderia beija-la.
“Eu não podia arriscar.”- respondeu Belle, balançando a cabeça negativamente. — “Você não entende, não foi um sacrifício tão grande...”- ela conclui, mas sabia que não estava sendo sincera, que nem ela mais acreditava em suas próprias palavras. Então ela entregou os pontos e desistiu de segurar todo o desespero de seu peito e deixou as lágrimas caírem soltas, deixou Ruby se aproximar dela e deixou que ela a abraçasse o mais forte que pôde. – “Eu vou sentir sua falta, vou sentir falta de tudo aquilo que não pudemos ter.”- disse Belle no ouvido de Ruby, que a beijou no rosto inúmeras vezes antes se afastar, a vontade era de tomar seus lábios para si, a vontade era de dizer que a amava, mas não podia, não precisava, aliás, aquela troca de olhares, de carinhos, já dizia por elas mesmas o quanto uma amava a outra. – “Eu preciso ir.”- disse Belle e Ruby segurou mais forte suas mãos, sentindo agora que suas lagrimas também saiam de seus olhos, ela queria gritar, suplicar que Belle ficasse com ela, a abraçar o mais forte que pudesse, para que ela não a deixasse, mas Belle tinha que ir e ela tinha que deixar. E abrir mão de Belle era a coisa mais difícil que Ruby já fez em toda a sua vida.
“Fica comigo.”- ela disse, baixinho, mas ainda assim audível.- “Fica ate que eu adormeça e vá embora quando eu não puder mais te ver, quando eu tiver presa em meus sonhos... Nos meus sonhos que provavelmente é o único lugar onde eu te encontrei agora.”- completou Ruby e os olhos de Belle mais uma vez se encheram de lagrimas e as duas se abraçaram de novo, mais forte, com mais intensidade, com mais saudades uma da outra agora, enquanto Ruby beijava o rosto da garota a sua frente e descia seus lábios em direção ao pescoço da garota que a afastou logo em seguida, não podia se entregar pra ela, embora quisesse muito e a morena intendeu a mensagem, mas ainda assim a puxou para si, deitando-se logo em seguida.
Belle não interrompeu esse toque e se permitiu se trazida para perto da garota, deitando sobre seu peito logo em seguida, Ruby então pôde sentir o perfume que a garota exalava e pôde sentir seu toque e sua respiração próxima ao seu corpo, não era o suficiente, mas bastava por hora, bastava por hoje, bastaria em sua memoria, ela só não sabia até quando. O sono veio rápido, porque Ruby estava tão cansada e tão triste, que não lutou contra isso e adormeceu, com Belle ali junto ao seu corpo. Belle porem permaneceu acordada e quando viu que a morena já não mais estava ali com ela, se levantou e a encarou por alguns instantes, passando a mão no rosto da garota que ela tanto amava, contornando com o dedo os seus lábios e parando ali por alguns instantes, pensou em beija-la, mas novamente não o fez. E trouxe o dedo de volta, andando agora pelo quarto, onde pegou as malas que carregava, encarando por ultima vez a garota adormecida.
Então se lembrou do colar e colocou novamente as malas no chão, tirou lá de dentro a caixinha de veludo e caminhou com ela em direção à cama onde Ruby dormia. Olhou para a caixa e depois para a morena e cogitou milhões de motivos para não abrir a caixa, porem acabou fazendo, acabou abrindo a caixa e encarou o diamante ali dentro, ele tinha um brilho próprio que aos poucos foi se tornando negro, negro como o mais negro dos carvões. Belle ficou confusa, olhou para Ruby e novamente para o diamante, que não passava agora de um carvão, ela fechou logo em seguida a caixa e novamente sua atenção foi para a morena. Ela estava tão confusa, o que significava aquilo? Renée não havia lhe dito o que era e agora ela queria uma resposta, uma resposta que não viria, pois sua mãe já não estava mais ali.
Ela guardou a caixa dentro da mala novamente e saiu do quarto o mais rápido que pôde, ignorando a vovó que chamava pelo seu nome indo em direção ao elevador, onde desceu para o térreo em direção a saída, sendo abordada então por Rumple que a esperava.
“O que aconteceu, minha querida?”- perguntou ele, em um tom de preocupação.
“Nada.”- mentiu ela e embora ele soubesse que era mentira, ele não insistiu, não queria saber o que tinha acontecido, pois sabia que envolvia Ruby, e a ultima coisa que ele queria era trazê-la para a vida deles.
“Vamos embora, então?”- perguntou ele, tirando a mala das mãos da garota, ela assentiu e o acompanhou em direção ao carro, ela pediu para ficar com uma das malas no banco do passageiro, a mala onde estava o colar com o diamante. Rumple permitiu e guardou a segunda mala no porta-malas, sentando-se no banco do motorista logo em seguida.
Os dois foram em silencio durante o caminho, Belle completamente perdida em seus pensamentos e apertando a mala contra o corpo durante o percurso, Rumple a olhava de tempo em tempo, mas não insistiu em puxar assunto. O único momento que Rumple falou algo foi quando finalmente chegaram a casa dele, ela olhou pela janela, para a casa que agora ela teria que chamar de sua e Rumple perguntou a ela se estava tudo bem, ela disse que sim, mas não estava. Ele então ficou em silencio e deixou que ela tomasse seu tempo, ficaram no carro por alguns minutos, ela ainda segurava a mala bem próxima ao corpo e na mente ela mantinha a visão do diamante negro que não brilhou como ela esperava.
“Não podemos ficar aqui pra sempre.”- disse ele e ela assentiu, mas não estava pronta, precisava de respostas, precisava de um rumo e então abriu novamente a mala e Rumple a observou fazer isso, a observou tirar lá de dentro a caixa de veludo e a passar a mão da tampa da mesma. Não a questionou, embora estivesse muito interessado. Ela então abriu a caixa, olhou para o pingente de diamante e depois para Rumple ao seu lado, voltando à atenção novamente ao diamante que agora brilhava de uma forma tão intensa que a fez fechar a caixa logo em seguida.
“O que isso significa?”- questionou Rumple e Belle segurou todas suas lagrimas dentro de si.
“Nada.”- respondeu ela, mas ela sabia sim o que significava, significava que ela estava errada sobre Ruby, ela não era seu caminho certo, ela não passava de um atalho.
Notas finais
Beijos a todxs e confiram depois todas as fics desse dia, ok?
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