She Wolf

8 Capítulo 8 - POR UM TRIZ!


Notas iniciais
Olá minhas queridas,
Resolvi antecipar o capitulo para que vocês possam desfrutar uma pouco mais desse casal tão inusitado e ardente! Estou tão feliz com os comentários que tenho recebido que nem sei mais o que dizer para agradecer-lhes por tanto carinho e consideração! Obrigada Mesmo.
Quero agradecer especialmente a COSTA, que tão generosamente recomendou essa estória, com palavras tão lindas que me deixaram emocionada! Obrigada por mais esse carinho querida!
Antes de deixar vcs se deleitarem com o capitulo, quero dizer que, minha pergunta no cap anterior, sobre querer saber se alguma de vcs curtiam os vampiros de IAN, se deu por que estou escrevendo uma fic relacionada a essa série. E se for do agrado de vcs, ela já está postada! Então, se não for pedir mto, será que vcs poderiam ao menos dar uma olhadinha nela!!?? *.* Eu sei que a Lu e a Lany o farão pq me disseram que eram fãs dos Guerreiros da Irmandade. Eis aqui o link da minha nova fic, espero que curtão bastante!
http://www.fanfiction.com.br/historia/168316/Storm
Nos vemos no final...
Bjs

Algumas semanas já haviam se passado, desde que Paul e eu tínhamos selado aquele acordo na gruta. Por incrível que pudesse parecer conseguimos nos manter firmes no propósito de não revelarmos a ninguém sobre o que existia entre nós. Não era fácil, mas também não foi tão difícil, nosso esquema básico era pensar em outras coisas que não fossem em nossos encontros clandestinos.

Normalmente eu procurava manter meus pensamentos em Sam, era mais fácil recorrer a esses pensamentos, já que eu continuava a ser apaixonada por ele, ou pelo menos era isso o que eu dizia para mim mesma. Já Paul enchia sua mente com fantasias sobre outras garotas, ele dizia que essa era a maneira que ele havia encontrado para burlar as especulações dos outros do bando, quando cansava de usar esse subterfúgio, ele procurava focar-se nos vampiros.

Nós procuramos ter mais cuidado em relação a nossos encontros, nos víamos somente nos fins de semana, na gruta, não queríamos arriscar ser pegos desprevenidos por quem quer que fosse, e eu era obrigada a concordar com ele no que dizia respeito a ser muito bom manter um caso proibido. A adrenalina desencadeada pelo risco de sermos flagrados era um combustível a mais em nossa relação, os momentos de puro prazer que compartilhávamos em companhia um do outro eram incríveis.

Era sábado, e eu acabava de vir de uma de nossas escapadas quando me reuni à matilha na clareira, todos nós já devidamente transformados em lobos. Sam já designava os grupos de patrulha, me atrevi a dar uma espiada em Paul que estava a alguns metros longe de onde eu havia parado, ele manteve seu olhar baixo, toda sua atenção voltada para as explicações de Sam.

Respirei aliviada procuram também me focar no que Sam nos dizia “Jacob, Embry e Quill ficarão com a fronteira mais ao Sul” os três acenaram positivamente com suas enormes cabeças, “Seth, Paul e eu estaremos do lado Norte, e Jared e Leah ficam cuidando do perímetro interno”, acenei concordando e me posicionei ao lado de Jared, todos ouvimos sua frustração por ter de ficar comigo. Dei de ombros para isso, Sam finalizou a conversa dizendo “Todo trabalho é importante Jared, tenho certeza que Leah dará conta do recado se algo vier a surpreendê-los por aqui”. Jared calou seus pensamentos e eu aproveitei para lhe dar um sorrisinho irônico antes de disparar para minha ronda.

Mesmo distante do restante do grupo, ainda podíamos ouvir nitidamente cada pensamento deles. Enquanto eu corria sentindo o vento bagunçar meus pêlos, ouvi Quill perguntar a Jacob “Qual o problema com você cara? Seu humor tá cada dia pior”, Jake lamentou-se “Desculpe rapazes, só estou preocupado”. Embry deduziu qual a chave do problema dele “Você está assim por causa da Bella não é?”, ao que Jacob respondeu raivoso “Meta-se com sua vida”, Quill riu alto antes de dizer a ele “Pois é eu soube que ela agora anda com aquele parasita do Cullen pra cima e pra baixo” ouvimos Jacob grunhir alto ao mesmo tempo em que imagens de Bella abraçada ao seu namorado vampiro passaram por nossas mentes.

Quill pareceu achar que atormentar Jake era tão engraçado que resolveu arriscar mais uma das suas piadas “Relaxa amigão, na pior das hipóteses ela será transformada e teremos uma fedorenta a mais para caçar!”, eu e os outros adoramos a piada e rimos juntos com Quill, mas Jacob odiou, ele deu meia volta e lançou-se contra a lateral do corpanzil de Quill, fazendo-o perder o equilibro e chocar-se contra uma arvore, ele levantou-se rápido rosnando para Jacob e antes que esse pudesse atacá-lo novamente Sam interveio “Já chega vocês dois, parem agora mesmo”, a voz firme do comando do Alpha, que não podia ser ignorada, os fez parar imediatamente, “Nossa luta é contra os vampiros, mantenham o foco, os dois se refizeram rapidamente.

Comecei a pensar em Sam, em como ele era a pessoa certa para liderar nosso grupo. Ele tinha a força e o caráter certos para nos fazer manter a linha, ele sempre fora assim, um líder nato. Acho que foi isso que fez com que eu me apaixonasse por ele, lembranças da nossa época de namoro fluíram rápidas por minha mente. Ouvi os suspiros do restante da matilha fazerem eco aos meus, Jared soltou um último suspiro exasperado, antes de grunhir “Ah, dá um tempo Leah, vê se esquece o cara, quer um conselho? Parte pra outra, por que ele com certeza já fez isso!, concluiu ele maldoso, “Meta-se com sua vida Jared”, rebati raivosa.

Deixe minha irmã em paz”, rosnou Seth intrometendo-se, “É isso mesmo Jared, deixe a garota lamber suas feridas sossegada irmão”, salientou Paul sarcasticamente.

Querem saber? Vão todos vocês pro INFERNO!” Ladrei colérica. Dessa vez Sam não interferiu, eu sabia que era difícil para ele lidar com isso, ele se culpava por meu sofrimento, e eu não fazia nada para amenizar a situação.

De repente nossa rotina foi quebrada, todos puderam sentir quando o grupo de Jacob deparou-se com o rastro fresco de nosso inimigo logo à frente, a adrenalina tomou conta de nossas mentes. Sam pediu que eles esperassem por nós antes de saírem à caça da criatura, mas Jake não quis perder aquela chance, ele reconheceu o cheiro do parasita, era a mesma vampira que já há algum tempo vinha querendo matar sua preciosa Bella Swan.

Seu grupo disparou ao encalço da sanguessuga, e nós partimos acelerados para nos unir a eles, o plano era emboscá-la mais ao norte, mas a maldita era rápida e dançava entre os dois lados da fronteira, quando Jared e eu estávamos quase alcançando os outros, vimos que o clã dos Cullen também participava da caçada. Um deles, o grandalhão de cabelo escuro quase á pegou, mas errou o alvo e por muito pouco quase atingiu Paul!

De onde estávamos pude ver o momento exato em que Paul perdeu seu foco na vampira ruiva e voltou-se para atacar o vampirão, mas antes que ele pudesse cravar seus dentes nele, o safado recuperou-se e voltou para o seu lado da fronteira já flanqueado por sua parceira loira, que arreganhava seus dentes para nós. Disparei para lá, Sam e Jacob já estavam flanqueando Paul, um ódio me cegou enquanto encarava a desgraçada, rezando que ela desce um passo em falso para o nosso lado, assim eu teria a desculpa perfeita para fazê-la em pedacinhos, por ter ousado pensar em encostar uma presa que fosse em Paul.

Outro vampiro do bando, que identifiquei como sendo, Dr. Carlisle Cullen, o médico que havia cuidado de mim no hospital quando meu pai morreu, parecia ser o líder deles, ele correu para interpor-se entre nós e os seus, junto com ele estava outro vampiro, loiro também, Carlisle dirigiu-se diretamente a Sam dizendo numa voz apaziguadora:

- Paz! Nossa briga não é com vocês. Também queremos pegar a mulher. – enquanto ele falava o loiro a seu lado nos olhava de um jeito estranho, uma súbita onda de calma parecia nos invadir – Meu filho não fez por mal – disse ele apontando para o musculoso — ele só queria pegar a fugitiva. Peço desculpas ao membro do seu bando se o ofendemos. Nossa prioridade é pegar aquela vampira.

Sam ouviu atentamente e concordou com o líder deles, agora com os ânimos mais calmos, saímos todos recomeçando a perseguição, cada grupo respeitando o seu lado da fronteira. A maldita era muito rápida, fomos bem longe atrás dela, que se desviou pelos penhascos de Makah e meteu-se na água, fugindo á nado. O loiro e o candidato a Mister Universo queriam permissão para cruzar nossa fronteira, para irem atrás dela, mas Sam não cedeu, e os Cullen partiram tão frustrados quanto nós.

Antes de voltarmos á La Push, Sam deixou o grupo de Jacob patrulhando aquela área, para o caso de ela resolver voltar.

Durante o trajeto, ouvimos Paul reclamando com Sam “Você deveria ter-me deixado acabar com aquele maldito sanguessuga!”, a cólera dominando sua voz, ao que Sam respondeu autoritário “Não seremos nós a quebrar o Pacto feito entre eles e nossos ancestrais Paul. Os lobos Quileutes empenharam sua palavra e nós a honraremos até o fim!”, vendo que Paul ainda estava frustrado Sam arrematou, agora numa voz mais calma “Por hoje chega de patrulha para você irmão, volte á Reserva com Jared e Leah, vá para casa e procure esfriar a cabeça”, depois se dirigiu a Jared e eu concluindo “Vocês também podem ir para casa, eu e os outros assumimos daqui, nos vemos amanhã, e saiu com seu grupo para cumprir o que tinha estipulado.

Fizemos o percurso no mais absoluto silêncio até chegarmos à clareira onde reassumimos nossas formas humanas. Tomamos o caminho para á reserva calados. Paul e eu nos despedimos de Jared que morava no lado oposto ao nosso.

Fui obrigada a quebrar o silêncio que pesava sobre nós.

- Como você está? – Perguntei disfarçando minha preocupação.

- Como você acha que estou? – rebateu ele raivoso – Tudo o que eu queria agora era uma oportunidade de acabar com aquele parasita asqueroso. – a raiva borbulhava em suas palavras.

- Já passou Paul. Hei? Talvez você ainda tenha outra chance de confrontá-lo — eu tentava amenizar a situação.

Estávamos em frente à casa dele quando ele finalmente se virou para olhar para mim.

Meu estomago revirou, me dei conta naquele momento que, por muito pouco, quase houve uma luta, e não pude deixar de cogitar quem sairia vivo dela. Será que Paul tão jovem e inexperiente daria conta de acabar com o Cullen grandalhão? Eu não queria pensar no quão perto estivemos, senão de perdê-lo, de ao menos vê-lo muito ferido!

Devo ter deixado escapar alguma coisa através dos meus olhos, por que ele aproximou-se mais de mim, tocou meu rosto com seus dedos quentes antes de dizer:

- Está tudo bem – falou sereno – Você tem mesmo que ir pra casa agora ou pode ficar mais um pouco comigo? — perguntou ansioso.

- Tudo bem, posso ficar mais um pouco se você quiser – ofereci – Mas só se você prometer não falar sobre o ocorrido lá na fronteira – exigi como garantia.

- Tudo bem, agora vamos entrar – disse animado – Meus pais viajaram para visitar minha irmã. Acabei de ser promovido a tio! – falou ele rindo todo orgulhoso.

Ri com ele, Paul era tão diferente de todos os caras que eu conhecia! Ele tinha um humor instável, indo da fúria a euforia com a mesma rapidez. Era estranho o quanto isso me agradava nele. Talvez, por que ambos os sentimentos demonstrassem o quanto ele era regido pela paixão. Acho que era isso mesmo, Paul poderia ser descrito, por alguém que o observasse mais atentamente, como eu vinha fazendo nos últimos tempos, como um cara Passional. Tudo nele era intenso. Fiquei imaginando, enquanto ele me puxava em direção à entrada da casa, que a mulher que conseguisse despertar o amor dele por ela, seria muito feliz ao seu lado.

Enquanto ele abria a porta, esperando que eu entrasse primeiro, senti algo incomodo cutucando meu peito. Seria ciúmes? Não! Eu não seria tão estúpida a ponto de me apaixonar por ele. Ou seria? Julgando que a indecisão que transparecia em meu rosto, fosse pelo fato de se eu deveria ou não entrar, ele tomou a frente e me puxou para dentro de casa pela mão, acendeu as luzes e bateu a porta atrás de si, tomando o cuidado de fechá-la á chave.

- Tudo isso é pra evitar que eu fuja? – brinquei. Erguendo uma sobrancelha inquisitiva.

- Não quero dar sopa pro azar. Já basta ter perdido a chance de uma boa briga. Não quero perder mais nada hoje – respondeu, me olhando sério.

- Não tínhamos combinado em não tocar mais nesse assunto? – lembrei-lhe triste, aproveitando para puxá-lo para o sofá, sentamos lado a lado, minha mão entre as suas, ele concordou com um aceno.

Ergueu minha mão do seu colo, brincando com meus dedos, depois perguntou:

- Então me diga, o que você quer fazer? – perguntou curioso.

Para minha completa vergonha, meu estomago roncou alto. Rimos juntos e ele mesmo respondeu sua pergunta:

- Acho que devo alimentá-la certo? – O riso ainda presente em sua voz – Venha, minha mãe deve ter deixado alguma coisa pronta pra mim antes de sair — decidiu ele, erguendo-se do sofá e me arrastando até a cozinha junto com ele. Puxou uma cadeira para eu sentar, depois foi até a geladeira, abrindo-a para analisar seu conteúdo, listando em voz alta o que tínhamos no cardápio.

- Você é convidada, então pode escolher – falou ele solene – Temos Lasanha, Macarronada a Carbonara, carne assada e purê – olhou-me, esperando que eu me decidisse.

- Hum... Acho que vou ficar com a Lasanha – falei com água na boca, alisando sugestivamente minha barriga.

- O.K., uma Lasanha saindo para a Madame da mesa 4 – ele brincou, pegando uma travessa.

- Você se importa se eu abusar da sua gentileza e pedir pra tomar uma ducha? – pedi constrangida – Detesto comer sentindo a poeira em meu corpo – expliquei.

- Lógico que pode, venha comigo – ele me levou até o banheiro, me ofereceu uma toalha que tirou do armário – Vou buscar algo limpo pra você usar – disse sorrindo enquanto saia e fechava a porta atrás de si.

Despi-me rapidamente e entrei no chuveiro, deixando que a água morna aliviasse a tensão da noite. Já estava me secando quando ele voltou e abriu a porta para me ofertar uma camiseta sua, grande o bastante para cobrir-me até o meio das coxas.

Assim que deixei o banheiro ele assumiu meu lugar, alegando que também precisa de uma ducha, voltei para a cozinha e ocupei a mesma cadeira onde tinha estado sentada antes, aguardando seu retorno.

Assim que ele entrou na cozinha pude senti-lo mais relaxado, ficamos em silêncio, vi-o colocar a lasanha no micro-ondas e ajustar o tempo para aquecê-la, depois se voltou com desenvoltura para o armário de onde tirou os pratos, talheres e copos, dispondo-os sobre a mesa, voltou à geladeira, pegando uma jarra de suco e outra de leite, mostrou para mim, para que eu pudesse escolher, sem dizer nada, apontei o suco, ele encheu os dois copos. Depois, foi encostar-se no balcão, cruzando os braços sobre o peito, para esperar que a comida estivesse pronta, ficou me olhando de lá, a testa franzida, como se estivesse diante de um enigma.

Remexi-me nervosa na cadeira, peguei uma mecha do meu cabelo, enrolei-a no dedo antes de perguntar:

- O quê? Tô com a cara suja? – brinquei inquieta.

- Não, eu só estava aqui pensando... — e interrompeu-se quando o sinal do micro-ondas apitou, avisando que a lasanha já estava pronta para ser consumida.

Ele virou-se, tirou a travessa de lá, colocou-a na mesa. Minha fome ficou esquecida por 1 minuto. Meus pensamentos ainda estavam voltados para a frase que ele não terminará. Ele serviu-me um pedaço fumegante e pôs outro em seu prato, sentou-se, pegou o garfo e apontou mim dizendo:

- Vamos, coma antes que esfrie – estimulou.

Cortei um pedaço, levei-o a boca e mastiguei. Estava uma delicia, dei outra garfada, e tomei um gole de suco antes de retomar o assunto.

- Então, sobre o que você estava pensando ainda há pouco? – perguntei curiosa.

- Falo sobre isso depois, não quero estragar seu apetite – falou descontraído – Deus me Livre de ter uma Loba irada e faminta rondando meu pescoço. – caçoou.

Tive que rir. Essa era outra coisa que me agradava em Paul, ele era divertido e, gostava de flertar com o perigo. Nossa! Eu tinha que aprender a me controlar, ou poria tudo a perder.

Comemos falando apenas de amenidades, ele me contou sobre seu sobrinho, que tinha nascido em Seattle, e do quanto estava ansioso para conhecê-lo. Eu tinha sido amiga de Sara, a irmã de Paul, quando ela ainda morava em La Push, ela era um amor de pessoa, eu estava realmente feliz por ela.

Fiquei apavorada quando o vi pegar o que seria seu 4º pedaço de Lasanha, eu já estava satisfeita no 2º! Não consegui conter meu assombro:

- Jura que tem espaço para tudo isso no seu estomago? – falei assustada.

- Ah, me dá um desconto Leah. Tecnicamente, eu ainda estou em fase de crescimento lembra? – disse divertido.

Revirei meus olhos irritada! Garotos! Fiquei bebericando meu suco, esperando que ele terminasse, quando ele descansou o garfo no prato vazio, recolhi rápida a louça e levei para a pia, antes que ele resolve dar cabo da Lasanha inteira.

Lavei a louça, ele secou e guardou. Depois de tudo ajeitado ele virou-se para mim sugerindo:

- Que tal descansarmos um pouco para fazer a digestão?

- Tudo bem – concordei contente.

Ele pegou minha mão e me levou para fora da cozinha. Era incrível como eu me acostumei fácil com o fato de ele me tocar a todo instante. Quando Sam e eu rompemos, eu não suportava a idéia de outro rapaz se quer me olhar, o que dirá me tocar! Mas com Paul...

Era como se ele quisesse me mostrar que eu estava errada ao supor que não existia vida sem Sam ao meu lado. Definitivamente Paul era um cara muito diferente em muitos sentidos.

Seguimos pelo corredor, paramos diante de uma porta fechada, ele olhou para mim, com a mão na maçaneta antes de abri-la.

- Você se importa se ficarmos no meu quarto? – Ele parecia meio ansioso.

- Por mim tudo bem – consenti sorrindo, para acalmá-lo.

Ele abriu a porta e entramos. Reparei que o quarto dele não era muito diferente do meu, havia um guarda roupa, uma estante com livros, computador, aparelho de som e alguns CDs, a única diferença ali era que ele tinha uma cama de casal, enquanto eu ainda dormia em uma de solteiro.

- Bacana – falei aprovando – Seu quarto é mais organizado que o meu sabia? – disse-lhe admirada.

Ele riu descontraído, foi até o aparelho de som e ligou-o, deixando que a música suave enchesse o ambiente, depois caminhou até a cama e deitou-se, com um braço cruzado atrás da cabeça e com o outro largado na cama onde deu uma pancadinha com a mão num convite claro.

- Venha, deite-se aqui – incentivou-me – Prometo que não irei atacá-la – falou sério – pelo menos não enquanto não tiver digerido tudo o que comi – rematou com uma risada gostosa.

Caminhei até lá, sentei-me na beirada ainda indecisa.

- Vamos, relaxe. Só vamos descansar um pouco antes de eu levá-la pra casa está bem? – sua voz calma e seu olhar sincero venceram minha resistência inicial.

Deite-me ao seu lado, ele me puxou para mais perto passando o braço sob meu pescoço, e pôs-se a fazer carinhos leves em meu braço. Era tão aconchegante. Parecia tão certo estar ali, com ele, me fazendo caricias depois de uma noite agitada. Mexi-me incomodada, com o rumo dos meus pensamentos. Ele percebeu meu desconforto.

- O que a preocupa? – perguntou-me, deslizando os dedos em minha testa tentando desfazer as rugas que se formaram ali.

- Estava me lembrando do nosso encontro com os Cullens. – falei reticente.

- Ah! Bem, aquilo foi demais mesmo – sua voz deixou transparecer a sua frustração.

- Você não tem medo Paul? – perguntei preocupada.

- Medo de quê? – inquiriu ele sem entender.

- De se ferir num confronto desses, ou de que algo pior possa acontecer? – questionei-o.

- O pior que pode acontecer Leah, é um deles ferir ou matar alguém indefeso – respondeu sério – Eu sei me defender, e se for preciso que algo aconteça comigo, para que nosso povo fique a salvo eu enfrentarei numa boa – falou ele com toda a calma do mundo.

- Isso não está certo. Essas aberrações não deveriam existir. É por causa deles que fomos condenados a viver assim – rebati rancorosa – A existência deles nos priva de uma vida normal! – cerrei meus lábios raivosa.

- Imagino que deva ser mais difícil para você do que para o resto de nós – disse sucinto – Afinal você não perdeu só a liberdade de escolha entre ser ou não Lobisomem. Você perdeu o seu Sam. – nem por um momento me deixei enganar por seu falso tom neutro.

- Era sobre isso que você estava pensando lá na cozinha? – perguntei, fitando seu rosto carrancudo.

- Eu estava me perguntando o que a faz amar tanto aquele cara, a ponto de escolher viver amargurada e triste, chorando pelos cantos, fechando-se para o mundo – disse complacente.

Soltei-me do seu abraço, sentei na cama para encará-lo antes de dizer-lhe irritada:

- Quem é você para me julgar? – perguntei entre os dentes – Você não me conhece. Acha que por que transamos uma meia dúzia de vezes isso o torna um expert em Leah Clearwater? – falei cínica.

Ele também se sentou, os olhos brilhantes, toda a sua raiva vindo à tona, mas ele a recolheu antes que explodisse, dizendo numa voz controlada:

- Eu sou o cara que compartilha seus pensamentos mais sombrios; sou o cara que olha pra você e vê uma garota adorável quando todos a sua volta parecem enxergar apenas a sua armadura de frieza. Eu sou aquele que está com você agora, mesmo sabendo que você preferiria estar com outro. Eu sou sua ponte para a vida real Leah. – concluiu triste.

Ouvi chocada, cada verdade contida em suas palavras, recebi cada uma delas como tapas em minha cara estúpida.

Meus olhos ardiam com as lágrimas que estavam prestes a rolar, mas me controlei antes que elas descessem. Mantive meus olhos presos aos dele, quando respondi, numa voz firme:

- Sinto muito Paul. Eu não fazia idéia de que era tão difícil para você – falei com amargurada.

Ele agarrou meus braços me sacudindo e falando ao mesmo tempo:

- Você não entendeu nada do que eu disse. – acusou-me – não estou reclamando do que temos, nem tão pouco exigindo algo mais. Você é um desafio para mim Leah, e eu me nego a abrir mão de você, não sem antes conseguir trazê-la de volta a vida. Você é linda demais, por dentro e por fora, e merece encontrar alguém a quem você possa dar todo esse amor, que você represou aí dentro – disse ele apontando para o meu peito — Você merece ser amada Leah — finalizou convicto.

Dessa vez não consegui reprimir as lágrimas, meus lábios tremeram e eu chorei copiosamente. Ele deslizou os dedos sob meus olhos, aflito, como se pudesse impedir que elas me ferissem, depois beijou meus olhos, meu rosto e por fim tocou meus lábios com os seus. Deitou-se de costas me levando com ele, alisou meus cabelos até que eu me acalma-se.

Quando as lágrimas acabaram, ele deitou-me de costas, livram meu rosto dos fios de cabelos que tinham ficado grudados ali durante o choro, fitou-me com os olhos cheios de promessas, perdi-me na profundeza castanha deles. Ele aproveitou minha distração para me despir, enquanto me beijava livrou-se das próprias roupas também, depois começou a beijar todas as partes expostas do meu corpo, seus lábios cheios de paixão. Eu retribui cada caricia com o mesmo sentimento que o animava.

Apalpei cada músculo do corpo dele, deliciada pelos gemidos de prazer que escapavam de seus lábios, nossos movimentos sincronizados nos arrastando para o momento da satisfação, mas parecia que nunca estaríamos plenamente satisfeitos, por que mesmo antes de acabar, queríamos mais e mais.

Suas mãos despertavam sensações que eu nem sequer imaginei que pudesse ter, eu era como um instrumento nas mãos de um artista, ele sabia exatamente como me tocar, eu arfava em busca do ar que era arrancado dos pulmões a cada investida do seu quadril contra o meu. Quando unimos nossos corpos dessa vez, alcançamos juntos o clímax, e foi muito diferente das anteriores. Agora cada um sabia exatamente o que estava em jogo, e nenhum dos dois queria sair perdendo.

Notas finais
E aí galera?? O que acharam disso hein?? Tenho que admitir que sou loka nesse meu Paul gente *reviraosolhos* shuhadsu Esse menino sabe bem como mexer com as estruturas da loba, né?? Espero que o cap mereça comentários, estou ansiosa pra saber o que vcs estão pensando disso tudo!
Bjs e até o próximo!!
PS: Deêm uma chance pra STORM, quem sabe vcs acabem gostando né??