She Wolf
29 Capítulo 29 - EPILOGO
Notas iniciais
E aí?? Como estão as coisas hein?? Eu continuo correndo...e correndo....e correndo...affffffffffffffffffffffffffffff
Minhas aulas da Faculdade começaram, meus cursos tbm, e meu trabalho tá cada vez exigindo mais de mim...enfim, estou pra pirar a qqer hora O.O acreditem!
Mas então, trouxe para vcs o final dessa estoria que por alguns meses nos mente conectadas de alguma forma... Espero que gostem, me deixem saber se for o caso ok? Eu SINCERAMENTE vou adorar ver isso!
Querem uma dica? Ouçam as músicas...elas dirão muito sobre nosso casal ;)
Nos vemos ao final...até lá...
ENJOY!!
PV LEAH
Parada em frente ao espelho do banheiro, analisei criticamente o corpo ali refletido, vestindo um baby doll negro de cetim e renda, passei a mão lentamente na fenda que se abria na frente do traje, alisando meu estômago completamente plano mais uma vez.
Com um suspiro abandonei minha pose reflexiva e liberei meus cabelos da toalha branca que os envolvia deixando que caíssem pesadamente sobre meus ombros e costas, peguei minha escova para penteá-los, mas antes que o fizesse, mãos gentis barraram meu braço a meio caminho.
– Deixe-me fazer isso – murmurou ao meu ouvido, aproximando-se por trás até encostar seu corpo no meu.
Meus olhos encontram os seus no espelho, ainda que eu vivesse 1.000 anos, nunca cansaria de me repetir quão afortunada me sentia por tê-lo. Eu assenti e baixei meu braço, deixando que ele tirasse a escova dos meus dedos e me levasse dali pela mão.
Segui-o até o quarto, iluminado apenas pela luz que provinha do banheiro, ficando um passo atrás para admirar mais uma vez seu corpo. Descalço, ele vestia só a calça cinza e folgada do pijama, por baixo dela eu o sabia nu. Os músculos de suas costas nuas ondulavam sob sua pele morena, enquanto seguia até a cama, onde se sentou encostado a cabeceira me puxando para que eu me acomodasse entre suas pernas, longe o bastante para que pudesse pentear meus cabelos, mas perto o suficiente para sentir seu calor.
Seus dedos carinhosos deslizaram por todo o cumprimento do meu cabelo até juntá-lo todo em um punho para desembaraçá-lo, seus movimentos lentos, passando a escova entre os fios eram hipnóticos, fechei meus olhos usufruindo desse contato. Quando se deu por satisfeito deixou-os soltos e passou a escová-lo com mais vigor, seus dedos percorrendo o mesmo caminho que a escova.
Eu costumava brincar, mexendo com ele sobre seu fetiche por cabelos compridos, e ele me dizia que era só o meu que tinha esse efeito sobre ele.
Quando ficou feliz com seu trabalho largou a escova na mesinha ao lado da cama e voltou a afastar meus cabelos das costas, liberando minha nuca onde seus lábios quentes repousaram suavemente, estremeci involuntariamente, ainda de olhos fechados sorri sabendo exatamente ao que isso nos levaria.
Ergui minha mão para acariciar seus cabelos que faziam cócegas em meu pescoço, suas mãos desceram por minhas costelas e infiltraram-se pela abertura na frente da minha roupa. Um gemido escapou dos meus lábios quando seus dedos tocaram meus seios. Empurrei minhas nadegas para me aconchegar em sua virilha, e foi sua vez de gemer.
Girando rapidamente, Paul deitou-me de costas e equilibrou-se sobre mim, seus olhos escurecidos pelo desejo cintilavam cheios de promessas de luxuria e um prazer sem igual. Arfei quando seu quadril encaixou-se ao meu, roçando sutilmente entre minhas pernas.
Sua boca desceu capturando a minha num beijo ardente e sensual, que apagou da minha mente qualquer pensamento coerente. Minhas mãos pressionaram suas costas buscando uma proximidade maior; sua mão infiltrou-se entre nós apertando meu seio levemente, arrancando gemidos de ambos. Ele baixou seus lábios, mordiscando meu queixo e pescoço, seu corpo serpenteando para baixo, ele prosseguiu beijando meu colo e meus seios sobre o tecido fino fazendo-os palpitar desejando um contato mais direto.
Seus dentes roçaram a pele do meu estomago e barriga, sua língua áspera encontrou meu umbigo. Num ato reflexo, arquei meu quadril, seus dedos experientes pressionaram minha carne, mas antes que eu pudesse me dar conta do por que, ele parou e puxou a coberta sobre nós.
Olhei-o num misto de frustração e confusão, sem conseguir articular meu protesto.
– Lembre-se de me agradecer por isso depois – sussurrou ao meu ouvido antes de virar para acender a luz do abajur e pegar o livro que estava ali ao lado.
Ainda sem entender eu já estava prestes a confrontá-lo, quando ouvi a porta do quarto abrindo-se devagar. E foi quando minha ficha caiu.
Pela luz que provinha do corredor, vislumbrei dois vultos diminutos enfiarem suas cabeças morenas por uma brecha na porta. Olhos perscrutadores recaíram sobre nossa cama.
Abrindo mais a porta, Naylin abrumou seus pequenos ombros e nos olhou ansiosa. Nossa filha mais velha, que havia completado 4 anos recentemente, era a representação feminina de seu pai, em todos os sentidos, ela era dona de uma beleza sem igual e de uma personalidade forte. Era propensa a meter-se em confusões, mas também sempre conseguia sair delas com argumentos inteligentes e rápidos, mas o mais encantador sobre ela era a forma como amava e cuidava de todos que lhe fossem queridos com total desprendimento.
Ao seu lado Cold, nosso caçula de 2 anos, bocejou longamente, esfregando seus olhinhos sonolentos com a mãozinha rechonchuda. Ele era muito parecido com Seth, mais até que Michael, seu próprio filho, que se parecida mais com Sandy. E não era só no físico que eles se pareciam, Cold tinha o mesmo gênio dócil e afetuoso do tio, seus olhinhos escuros eram sempre alegres, mesmo agora quando pesavam por conta do sono, seu sorriso sempre receptivo abria covinhas em suas bochechas rosadas fazendo com que todos se apaixonassem por ele imediatamente.
Olhei interrogativamente a meus filhos ali parados, enquanto meu coração inflava por amor a eles.
– O que fazem fora da cama á essa hora? – questionei-os calmamente.
Nay deu um passinho decidido à frente, ela era sempre a porta-voz nessas ocasiões.
– Nós não conseguimos dormir, e pensamos se poderíamos ficar um pouco aqui com vocês até que o sono chegue – sua voz infantil era persuasiva.
Pelo canto do olho vi Paul fechar seu livro e abandoná-lo novamente na mesinha antes de virar-se para eles.
– Venham aqui – com um sorriso cúmplice, ele os convidou abrindo os braços para recebê-los. Naylin alcançou a cama muito antes de seu irmão, que tropeçava em seus pequenos pés enrolados na barra do pijama. Ela lançou-se aos braços do pai, envolvendo seu pescoço com os bracinhos e dando-lhe um beijo estalado na bochecha, ele riu e a sentou no espaço entre nós antes de içar Cold até a cama, assim que se encontrou nos braços do pai o menino descansou sua cabecinha de cabelos escuros no ombro dele fechando os olhinhos a seguir.
Puxei Naylin para mais perto de mim brincando com suas mechas castanhas. Paul e eu a chamávamos de “Bebê La Pusch”, já que ela havia nascido exatamente nove meses após o casamento de Seth e Sandy. Ela era nosso pequeno milagre de reconciliação. Quando descobri que estava grávida chorei durante uma semana sem conseguir acreditar, e depois chorei outra semana inteira de pura felicidade.
– Diga a verdade, você acordou seu irmão para virem pra cá? – interroguei-a olhando-a nos olhos.
Ela suspirou, olhando entre Paul e eu, antes de responder.
– Na verdade eu perdi o sono, e como não tinha com quem conversar fui procurar Cold, mas ele estava cansado demais pra falar, aí lhe disse que viria até aqui e ele se ofereceu para vir junto – confessou olhando-nos sobre seus cílios e sorrindo abertamente.
Paul baixou para ela, depositando um beijo em sua cabeça, me olhando divertido.
– Você deveria tê-lo deixado dormir e vindo sozinha, sabe que ele teve um dia cansativo hoje, já que foi seu primeiro dia na escolinha – advertia-a brandamente.
– Eu sei disso mamãe – ela concordou abraçando minha cintura – Mas ele ficaria magoado amanhã quando eu lhe contasse que tinha dormido com vocês enquanto ele ficava sozinho no quarto – argumento.
– Certo mocinha, se seu problema era sono perdido trate de encontrá-lo logo, por que amanhã a senhorita tem uma apresentação de balé e aposto que não vai querer parecer cansada não é mesmo? – disse acomodando-a na cama, enquanto prendia o riso, ela era esperta demais.
– Você também irá assistir minha apresentação amanhã papai? – seus olhinhos súplices recaíram sobre Paul, enquanto esse se ajeitava para deitar com o filho adormecido sobre seu peito.
– Eu não perderia isso por nada meu amor – declarou carinhoso, ganhando mais um beijo dela por conta disso.
– Boa noite. Amo vocês dois muito mesmo – disse se aconchegando ao meu lado.
– Também te amos muito mesmo Bebê La Pusch – eu e Paul dissemos juntos, e rimos da coincidência.
Eu me deitei de lado, ficando virada de frente para eles. Contemplei minha família e sorri feliz por minha sorte.
Há 10 anos eu havia julgado que a vida tinha acabado para mim. Para me livrar da minha condição de lobisomem, eu havia abdicado da minha família, dos meus amigos e do amor da minha vida. Porém, mais uma vez descobri que eu estava errada. Graças a Deus.
Todos os dias eu agradecia aos Céus as benções que havia recebido, representadas nas figuras de Paul e nossos filhos. Minha mãe e meu irmão estavam bem, assim como a família de Paul também, nossos amigos e familiares vinham nos visitar com freqüência depois que optamos por viver mais perto deles, em Seattle.
Paul dividia seu tempo entre sua Clinica Veterinária no centro da cidade, onde atuava como médico, e algumas, agora raríssimas, incursões a sua origem Lupina em La Pusch. E tinha seu tempo para nossa família, sendo que está estava sempre em primeiro lugar para ele. Eu dividia meu tempo entre meu trabalho de meio período como enfermeira numa Clinica pediátrica e nosso lar. Alguns dias eram complicados, administrar tudo isso provou ser uma tarefa e tanto, mas eu nunca me queixava, nem toda dificuldade do mundo, seria capaz de apagar minha felicidade diante dessa dádiva chamada família. Eu era tão orgulhosa deles.
Quando as coisas saiam dos eixos, tudo o que eu precisava era olhar para eles e me sentir recarregada pelo amor que nutria por eles e vice e versa.
A loba em mim estava adormecida, tantos anos sem me transformar me deu controle absoluto sobre ela, mas eu bem sabia que bastaria um só sinal de perigo, no que se referia a minha família, para que ela voltasse à ativa com força total. Por eles, eu voltaria a ser Lobisomem de bom grado.
Olhei sobre a cabeça da minha filha adormecida, ao homem do outro lado da cama, que cochilava embalado pelo ressonar do próprio filho que mantinha em seus braços, e meu coração alagou-se do mais puro amor. Sem ele nada disso teria sido possível.
Com sua persistência e uma fé incondicional no ser humano, ele havia nutrido durante anos um amor por mim que eu ainda não saberia explicar. Só sei que era imensamente agradecida a ele por isso. Estiquei meu braço até alcançar seus cabelos e acariciei-os.
Veio-me a lembrança certa noite, quando estávamos em sua casa depois de uma caçada, e questionei-o duramente, perguntando se ele sabia qual papel representava na minha vida, e foi quando ele me disse: “ Eu sou o cara que compartilha seus pensamentos mais sombrios; sou o cara que olha pra você e vê uma garota adorável, quando todos a sua volta parecem enxergar apenas a sua armadura de frieza... Sou sua ponte para a vida real Leah”, ele não poderia ter estado mais certo então.
E como se só isso não bastasse, ele ainda me ensinou sobre o amor. Ensinou-me que sentimentos são para ser compartilhados e não guardados a sete chaves, me mostrou que amar era arriscado, mas que não amar era morrer em vida.
E era por tudo isso e muito mais que eu era insanamente louca por ele, que o amava com calma e desespero, sem medidas nem restrições.
Ele me amava tal como eu era, e em troca eu o amava do mesmo jeito.
Suspirei feliz e ele abriu os olhos, girando a cabeça em minha direção.
– O que foi amor? – perguntou intrigado.
Eu continuei acariciando seus cabelos enquanto o encarava.
– Só estava pensando no quanto amo você! – confessei, seus olhos brilharam com felicidade, e eu sorri.
Ele pegou minha mão e beijou a palma antes de sujeitá-la ao próprio peito.
– Eu te amo mais! – rebateu como sempre fazia, me deixando saber o quanto eu era importante para ele.
Sorri ainda mais feliz, e antes de me entregar ao sono reparador, pensei que era bom que certas coisas não mudassem nunca, jamais.
http://letras.terra.com.br/nicole-scherzinger/1065290/traducao.html
PV Paul
Recostei no batente da porta do quarto, cruzando os braços sobre o peito, me dando um momento para admirar a mulher adormecida sobre a cama. Eu tinha acabado de acomodar nossos filhos em seus quartos, e agora ela tinha a cama toda só pra si, pelo menos até que eu resolvesse me juntar a ela.
Ás vezes eu custava a crer em minha sorte por tê-la comigo, muito embora, boa parte, dessa “sorte”, se devesse a minha teimosia em não desistir nunca dos meus sonhos e outra parte por ter meu amor por ela correspondido na mesma medida.
Eu me lembrava perfeitamente do dia em que me apaixonei por ela. Eu era um garoto, e ela era uma menina magricela e implicante. Estávamos na sua casa, era aniversário de Seth, e ela estava ajudando a mãe deles a servir o bolo, eu estava sentado no sofá quando ela debruçou-se sobre o encosto para me entregar o prato, e foi então que seus cabelos longos resvalaram sobre meus ombros e tocaram meu rosto, o perfume e a maciez deles me atingiu como um soco. Senti um aperto estranho no estomago que se estendia até meu peito, olhei-a assustado tomando ciência, pela primeira vez, da sua beleza, e então eu soube que a queria pra mim.
Eu era afortunado e agradecido por tudo que eu tinha, por meus amigos, meus pais e parentes, meu trabalho, meus filhos, mas principalmente por ter Leah.
Ela era tudo pra mim, minha amiga, minha companheira, minha confidente, minha mulher, minha amante, e a mãe dos meus filhos. Eu não conseguia conceber minha vida sem ela.
Eu até tentei, durante os cinco longos e amargos anos, em que ficamos separados, me esforcei para esquecê-la. A principio me vi louco, sem rumo, sem chão, sem céu, sem nada. Vaguei por La Pusch, como um morto-vivo durante semanas sem fim, lamentando sua ausência, e me sentindo culpado por não ter me esforçado para entendê-la. Foi então que aprendi, por duras penas, que o ciúme não era um bom conselheiro e jurei a mim mesmo que se um dia voltasse a ter a benção de tê-la comigo novamente, jamais deixaria que algo tão insignificante como o ciúmes nos atingisse de alguma forma.
Mas os dias se passaram, seguido pelos meses, e mesmo derrotado pela dor de tê-la perdido, comecei a me cobrar ânimo, eu sentia no fundo da minha alma que voltaria a encontrá-la, era só uma questão de tempo, e pensei que ela não iria querer ficar comigo se eu continuasse naquela vidinha de autocomiseração. Impulsionado pelo desejo ardente de reconquistá-la me dispus a estudar e correr atrás de algo que pudesse oferecer-lhe, além do imenso amor que sentia.
Vi a oportunidade de o reencontro surgir quando Seth anunciou seu casamento, eu sabia que ela não deixaria de vir, ela amava muito a seu irmão. Ela só veio á saber, muito tempo depois, que sua mãe era minha confidente e informante. Foi Sue, quem mais me deu esperanças em relação a nós dois, foi sua mãe que não deixou que eu desistisse, mesmo mantendo em sigilo o lugar onde ela tinha ido viver, ela sempre me fala sobre a filha. Dizendo o quanto lamentava o fato de Leah ser tão teimosa a ponto de abrir mão do nosso amor, mas que ela tinha certeza que cedo ou tarde a filha daria o braço a torce e voltaria à razão, por que ela intuía sobre os sentimentos da filha em relação a mim.
Quanto a vi no bar aquela primeira noite em La Pusch, pensei que fosse morrer pela comoção de encontrá-la ali. Eu estava disposto a manter distância, deixar que ela voltasse a se acostumar com minha presença, mas falhei miseravelmente quando a encontrei na saída do banheiro. Ela estava ainda mais linda do que eu me lembrava, tudo nela era um chamado para o meu coração. Mas lutei comigo mesmo, para ser paciente e aguardar.
Foi com tristeza que ouvi meu amigo dizer que ela não queria fazer par comigo durante a cerimônia de seu casamento, mas Jacob me garantiu que resolveria a questão, deixei por conta dele. E a chance realmente surgiu quando ele a deixou nos meus braços para dançarmos a valsa dos padrinhos. Eu estava nas nuvens então, muito embora, optei por me manter frio e distante, por que eu realmente não sabia se ela ainda sentia algo por mim, apesar de todos insistirem em dizer que sim.
Ri ante a lembrança de seu pequeno desentendimento com Helen, mas verdade seja dita, eu nunca fiquei com aquela mulher, não sei nem dizer o que se passou pela cabeça dela quando partiu pra cima de mim, me cobrando um envolvimento que nunca existiu, mas enfim, vi ali a oportunidade de poder conversar a sós com Leah e sondá-la sobre seus sentimentos. Quando a levei para casa nem por um momento achei que poderíamos acabar na cama, mesmo antes de conversarmos.
Quando a encontrei lutando com seu vestido no quarto minha intenção era ajudá-la e voltar pra sala o quanto antes, mas fui derrotado por meu desejo avassalador por ela. Senti-la em meus braços, com seu perfume marcante nos rodeando foi demais para mim, sem pensar no que estava fazendo acabei antecipando as coisas.
Sua entrega durante o ato do amor foi como balsamo ao meu coração ferido, minhas esperanças renasceram com força e antes que me desse conta corri pra casa a fim de arrumar minhas coisas, eu não a deixaria partir novamente sem que antes tivesse a chance de falar-lhe sobre meu amor. Se ela me rejeitasse, eu iria embora e nunca mais a procuraria, mesmo sabendo que isso me mataria.
Mas então, depois de uma breve discussão, em que a forcei deliberadamente a admitir seus sentimentos, me senti livre outra vez, para confessar ao mundo meu amor por ela.
Desde então, ela tinha feito dos meus dias, os melhores da minha vida, cada segundo passado ao lado dela era valioso para mim. E sem saber como isso era possível, eu me descobria amando-a cada dia mais e mais.
Sua força e persistência eram uma lição de vida, todos os dias eu a assistia lutar consigo mesma para superar seus medos, tanto da transformação como do maldito Imprinting, que graças a Deus nunca aconteceu comigo.
Quando soubemos da sua gravidez não cabíamos em nós, tamanha felicidade sentimos. Ela sempre desejou ser mãe, e eu sempre quis ser o pai dos seus filhos.
À noite em que Naylin nasceu, descobri em Leah outra faceta da sua personalidade que eu não conhecia, ela revelou-se uma mulher resignada, sua alegria em conceber a manteve tranqüila durante todo o trabalho de parto, nada de gritos ou lamentações, só sorrisos em meio à dor que eu não conseguia nem imaginar, mas que só de ouvir falar já me assustava. Ela provou que tudo valia à pena quando o amor era grande o bastante, e oh, eu a amava e amava nossa filha, imensamente.
Com Cold não foi diferente, curtimos muito sua gestação e a experiência anterior, com Naylin, quando ainda éramos marinheiros de primeira viagem, foi suplanta em termos de tranqüilidade.
Sua dedicação em relação a nossa família era comovente, ela se desdobrava para atender nossas necessidades sem reclamar, jamais. Era uma mãe exemplar, uma mulher maravilhosa e uma amante generosa.
E era por isso e por muito mais que eu a amava. Ela virou-se na cama, brindando-me com a visão privilegiada do seu corpo quando o lençol escorregou de cima dela. Meu corpo reagiu imediatamente. Ainda dormindo, ela tateou as cegas pela cama, a minha procura, sorrindo me desfiz do meu pijama antes de me estender a seu lado.
Provei de seus lábios, antes de saborear sua pele que recebia tão bem meus carinhos, eu nunca me sentia cansado quando estava em seus braços, ela era minha fonte de energia. Eu a despi delicadamente, ainda meio adormecida, suas mãos me tocaram e não consegui suprimir um gemido, que me alertava sobre minha necessidade urgente de estar com dela.
Sentando-me no meio da cama, peguei-a pelas mãos e a trouxe para mim, sentando-a em meu colo.
Seus olhos abriram-se languidos, deixando-me saber de sua satisfação por me ter dentro de seu corpo.
– Olá – me cumprimentou sorrindo, enlaçando seus braços em meus ombros e as pernas em torno dos meus quadris.
– Oi – disse-lhe retribuindo seu sorriso, mas me mantendo parado – Acho que fiquei lhe devendo algo, antes de termos sido tão drasticamente interrompidos mais cedo – assim que lhe disso isso, movi meu quadril contra o seu para ilustrar o que queria dizer.
Ela colou seu corpo ao meu, gemendo e suspirando, acirrando ainda mais meu desejo, o roçar dos seus seios em meu peito me faziam delirar, tomei sua boca com paixão, sua aceitação e seu desejo por mais de mim me faziam vibrar de felicidade, me deleitei em seu corpo, dando e recebendo, numa troca mais do que harmoniosa.
Eu pressenti o momento em que o prelúdio do seu prazer se aproximou, eu me sentia orgulhoso de conhecer seu corpo como ninguém mais, acelerei minhas investidas para acompanhá-la naquela viagem. Seus olhos cravaram-se nos meus segundos antes de ser arrebatada pela onda de puro êxtase que retesou seu corpo e estimulou ainda mais o meu, deixei meu autocontrole de lado e me entreguei também, sujeitando-a ainda mais apertada em meus braços, liberando-me dentro dela, marcando-a como minha, desejando que o tempo parasse nesse instante só para poder desfrutá-lo eternamente.
Acariciei seus cabelos e costas, enquanto sentia seus lábios brincando em meu pescoço, esperei que nossas respirações se normalizassem antes de deitá-la na cama, sem me retirar dela, acomodei meu corpo sobre o seu, descansei meus braços em seu travesseiro e segurei seu rosto amado entre minhas mãos, acariciando-o com os dedos, admirando o sorriso de satisfação que iluminava sua face.
– Você sabe que dia é hoje? – meu corpo estremeceu involuntariamente quando ela deslizou as mãos entre nossos corpos, arranhando minha pele.
– Não me faça perguntas difíceis amor – rebateu erguendo sua cabeça para me beijar com luxuria – Você sabe que meu raciocínio entra em curto nessas horas – um sorriso malicioso fixou-se em sua boca tentadora, ela rebolou abaixo de mim, me fazendo gemer no processo.
Forçando-me a ficar parado, voltei minha atenção para ela.
– Hoje faz 10 anos que a resgatei de uma morte por afogamento naquele rio em La Pusch – elucidei, e sorri quando o entendimento alcançou seus olhos.
– Você sabe que eu sou uma ótima nadadora não é? E que por tanto não corria risco nenhum naquele dia — eu podia ver sua mente trabalhando nesse instante, vi as lembranças assaltarem seus olhos, e reconheci os sentimentos despertados por elas – Mas lhe sou grata de qualquer forma. Não por salvar meu corpo de um hipotético afogamento, e sim por ter resgato minha alma e meu coração – suas mãos envolveram meu pescoço e ela aproximou meu rosto do seu – O amo ainda mais por isso – sua voz embargada pela emoção me comoveu profundamente.
– Fui feliz naquele dia. E sou ainda mais feliz hoje por tê-la comigo – disse emocionado – Mas existe outro jeito, pelo qual você poderia me fazer crer em sua gratidão – insinuei. Deslizei meu nariz por sua bochecha até tocar o canto da sua boca com a minha.
– Diga-me o que você deseja e eu farei – ela subiu sua coxa, esfregando-se na lateral do meu quadril e cutucando minhas costelas com o joelho, suas mãos macias empurraram a base das minhas costas movendo seu corpo contra o meu.
Minha cabeça girava num caleidoscópio de paixão e desejo por ela, mas eu me neguei a perder o foco da nossa conversa.
– Case-se comigo Leah – pedi prendendo seu olhar com o meu, senti seu coração disparar. Ela sorriu disfarçando sua emoção, correndo os dedos por minha coluna até tocar meus cabelos.
– Nós já somos casados amor. Esqueceu? – seu falso ar ofendido me fez rir.
– Na verdade nós só vivemos juntos. Não somos casados legalmente, nunca tivemos uma cerimônia adequada – e ri divertido quando seus olhos estreitaram-se para mim.
– Achei que você não se importasse com essas coisas – disse desconfiada.
– Eu não me importo, mas minha mãe descobriu que você abusou de mim quando eu era menor e agora exige reparação – seus olhos arregalaram-se ante a menção do nome da minha mãe, e seu rosto ficou encantadoramente ruborizado – Então, você vai ou não fazer de mim um homem honesto? – insisti.
Ela ficou em silêncio por um ou dois minutos, antes de voltar a funcionar completamente, eu já estava ficando nervoso pela espera, se ela se negasse a casar eu teria que arrumar outra maneira de persuadi-la, mas então, seus olhos amorosos voltaram-se para os meus, e senti que me perdia neles.
– Eu aceito – foi minha vez de ficar com o coração aos saltos – Faço qualquer coisa para vê-lo feliz – confessou antes de me beijar docemente.
Eu me perdi em sua boca, saboreando sua textura e avivando a chama que ardia em meu corpo.
– Não quero que você faça isso por mim Leah. Quero que você seja feliz se resolver dar esse passo – falei calmamente, afastando minimamente nossos lábios e fitando seus olhos escuros.
– Você não entendeu ainda que minha felicidade depende da sua? – murmurou calma – Só sou feliz se você for feliz. Somos um, aceite isso e viverá bem – concluiu sorrindo maliciosa e voltando a mexer-se sob meu corpo.
– Amo você – afirmei, capturando sua boca novamente enquanto acompanhava o ritmo dos seus quadris sob os meus.
– Eu te amo mais – disse roubando minha fala e meu fôlego.
Eu era louco por ela, e saber que ela correspondia a essa paixão e amor com a mesma força, era o combustível que movia meu mundo.
E antes de me entregar as correntes do êxtase que embalava nossos corpos, fundindo nossas almas como uma só, pensei que era uma boa coisa que certas coisas não mudassem nunca, jamais.
http://letras.terra.com.br/bryan-adams/798/traducao.html
Notas finais
She Wolf tem um lugar especial em meu coração, foi a primeira fic que escrevi, na verdade foi a primeira estória que escrevi em toda minha vida, então nem preciso dizer que morri de medo quando comecei né!?
A personagem Leah Clearwater sempre me intrigou. Fiquei mto empolgada quando ela entrou na história da Saga, e muito frustrada (aqui fui mega delicada ok!?hihihihii) quando vi que a escritora não lhe deu o devido credito, encerrando a Saga Crepúsculo sem dar um final digno a Leah. Ela é tão essencial dentro daquele mundo, que sinceramente não entendi por que Stephenie Meyer a relegou ao mais completo e absurdo esquecimento no fim. Inconformada, assim que me interei do mundo das fics, pensei que seria legal dar um final feliz a ela.
Então pensei Como seria se Leah superasse seu amor por Sam!? e pensei também Cara! Ela é forte, tem personalidade, então com quem ela combinaria?. E foi então que Paul surgiu em minha mente. Nunca acreditei nessa história de que Os opostos se atraem no que se refere ao amor, bem pelo contrário, acho que os iguais se atraem, por isso achei que seria legal unir esses dois temperamentais de sangue quente numa relação, que a meu ver, seria convincente e promissora.
Falando sério, acho que Amanhecer nem deveria ter sido escrito, essa é minha opinião. E pior do que escrevê-lo foi a autora ter dado um peso tão significativo pro tal do Imprinting, que aliás,na minha humilde opinião, é a pior coisa sobre toda a série. Quem precisa de um impulso desses pra viver um amor!? Aliás, o Imprinting é um amor forjado, que obriga uma pessoa a ficar com outra sem ao menos levar em consideração os sentimentos dos envolvidos. Achei isso péssimo. Agora pior mesmo, foi ela ter dado um Imprinting pro Paul com a Rachel, irmã do Jacob, surgida sabe Deus de onde, já que mal ouvimos falar dela durante toda a estória, e de repente a guria chega e leva um dos lobos mais hot da Saga!? > < *ódiomortal*
Não achei nada justo. Por isso, coloquei-os juntos aqui. E espero sinceramente, que vcs tenham gostado. Dediquei-me a essa estória com todo amor, chorei e sorri enquanto escrevia. Experimentei cada sentimento vivido por esses dois, ri com eles, me diverti, chorei com e por eles, sofri, e por fim fui imensamente FELIZ ao vê-los juntos. E pra mim será PRA SEMPRE.
Serei eternamente grata a essa fic, por que ela me deu a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, de travar amizades sinceras e de estar perto de pessoas tão especiais.
Obrigada a todas vcs, amigas, irmãs, colegas, ouvintes, colaboradoras, apoiadoras, entusiastas, criticas, mas principalmente fiéis leitoras da fic. Sem vcs, nada disso teria sido possível. She Wolf até o penúltimo capitulo teve 281 comentários dos mais AMAVEIS que já vi.
Meu agradecimento especial para minhas queridíssimas: Miss Lany (minha amiga amada, responsável por SW estar aqui hoje!). Elinha, BabySuh, Vivi Costa, CarlaBlack, leleleth96, Lauura, Enunes, Vava, Violet, Camila_Black, clau lemme, Nannah Andrade, Thaiana_mccarthy, Amanda Freitas, Ioa, Lu Black, RachelBlack, Nira, Die Black, Michelle Black, Vanessa Souza Ramos, Serenety, Crefix, anialonso, Alexia-Black, CarolFigueiredoLee, Beatriz, MillaHalliwell, Danimara129, Karen, IzaKeiroz, StéhClemente, Smiley Leah, PahhFernandes97, smktamy, que além de lerem e acompanharem a fic ainda deixaram recados MARAVILHOSOS que me animaram a continuar. Isso sem falar nas Recomendações, que significaram MUITO, pois serviu como um aval para mim como pretensa escritora! AMO VOCÊS! Assim como tbm quero agradecer a querida BOLA DE PELOS, leitora que recentemente surgir nesse universo de Leah pra me mostrar que ainda sou capz de cativar leitoras das mais amáveis! OBRIGADA minha linda! Vc é SHOWWW!
Agradeço também as leitoras anônimas, que por um motivo ou outro continuaram incógnitas, mas que marcaram presença.
Para as que acompanham somente essa minha fic, despeço-me, deixando aqui meu mais forte abraço, meu maior beijo e meu MUITO OBRIGADO POR TUDO! Para as outras que estão comigo tbm em STORM além do AGRADECIMENTO fica meu ATÉ LOGO MAIS!
Quando sentirem saudade da estoria, venham nos ver, eu e She Wolf SEMPRE estaremos aqui pra vcs! E não se acanhem, mandem MP. torpedo, sinal de fumaça, qqer coisa, mas venham e me deixem saber! E quem por ventura leu, comentou mas não recomendou e acha que a estoria merece, o faça...sempre é tempo ;)
VOCÊS estarão sempre em meu coração.
Key.
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