She Wolf

20 Capítulo 20 - COISAS NOVAS E ANTIGAS


Notas iniciais
OLÁ MEUS ANJOS!!
Aproveito esse espaço para AGRADECER IMENSAMENTE todo o carinho e gentileza com que vcs trataram, tanto a mim qto as minhas estórias!! Isso é o que me torna (que as demais autoras me perdoem por dizê-lo) a autora MAIS FELIZ DO MUNDO, pois que tenho as melhores leitoras que alguém pdoeria desejar!
Agradeço a cada uma em esperical, e a Jennifer Violet, que deu o ar da graça ontem, e que numa tarde leu, comentou e ainda teve o carinho de recomendar a fic!
Repito: SOU FELIZ!
Tenho apenas dois desejos:
1º Desejo que nossas parceria perdure por um longo tempo!
2º DESEJO a TODAS um ANO NOVO REPLETO DE SAÚDE, AMOR E PAZ!
Como lhes avisei antes, fiz uma fic de Fim de Ano, e a dediquei á vocês:
https://www.fanfiction.com.br/historia/185267/Masked_Desire
Se houver interesse, deem uma espiadinha. Espero que gostem ;)
Segue uma mostra da One:
"Ela estava farta de esconder-se por trás da mascára das falsas convenções, num ato de rebelião tardia, decide aceitar o convite de uma amiga para irem juntas comemorar a passagem de Ano em um Baile de Máscaras para Solteiros. Ele, cansado de sua vida dura, onde só havia espaço para o trabalho exaustivo, resolve na última hora ir com o amigo, divertirsse entre pessoas mascaradas que festejariam a Virada do Ano.
O que o Destino teria reservado para dois corações solitários, cujo o pulsar estava cada dia mais fraco?"
Beijos grandes,
Key.

A semana passou rápida demais, eu não conseguia acreditar que já era sábado, onde tinham ido parar os outros dias?

A correria do trabalho, das últimas provas e as vigílias noturnas tinham tomado todo o meu tempo, minha mente lutava pra conciliar tudo de uma só vez. E ainda havia Paul, com quem eu mal consegui trocar algumas palavras durante esse período, nossos encontros resumiram-se a alguns breves momentos antes e depois das rondas noturnas quando já estávamos tão cansados que tudo o que desejávamos eram nossas camas quentes e reconfortantes; eu sentia falta de Seattle, sentia falta de estar com ele, de tê-lo só pra mim, sem um bando de garotos enxeridos que ficavam vigiando nossos mínimos pensamentos, isso era realmente irritante.

Levantei , a casa estava silenciosa, fui até a cozinha, havia um bilhete de minha mãe preso a geladeira, avisando que iria trabalhar o dia inteiro e nos desejando um ótimo dia, sorri com tristeza ao lembrar que meu dia seria bem melhor se eu não tivesse que dar uma geral no meu quarto, voltei para dentro dele munida de coragem e uma xícara de café, recolhi livros e roupas espalhadas, definitivamente organização não era meu forte, troquei minha roupa de cama, espanei o pó acumulado e varri o chão, deixando tudo limpo e perfeito.

Aproveitei minha empolgação para dar uma ajeitada na casa, o barulho alto do aspirador de pó ligado não me permitiu ouvir sua chegada, mas sua presença foi denunciada por seu cheiro.

Olhei sobre meu ombro, ainda curvada sobre o aparelho ruidoso, e lá estava ele, os braços cruzados sob o peito, o corpo apoiado no batente da porta e um sorriso de tirar o fôlego brilhando no rosto bonito.

– Olá – cumprimentou-me — Você parece bem ocupada – constatou olhando em volta, observando os móveis fora do lugar e pousando-os novamente em mim.

– Oi – respondi, desligando o aspirador e caminhando até onde ele estava – Não estou tão ocupada que não possa arrumar um tempinho pra fazer isso – conclui erguendo minhas mãos até seu pescoço e trazendo seu rosto pra perto do meu capturando sua boca em seguida.

Suas mãos me puxaram pela cintura, aproximando mais nossos corpos, sua língua deslizou para dentro da minha boca quando a abri em busca de ar, o desejo reprimido durante toda a semana apoderou-se de nós fazendo-nos estremecer nos braços um do outro.

Relutante, afastei-me um pouco, infelizmente eu ainda precisa de ar para continuar vivendo.

– Saudades – disse acariciando seu pescoço com a ponta do nariz.

Ele gemeu baixinho, entrelaçando seus dedos em meus cabelos antes de falar.

– Eu senti mais – disse beijando minha testa e afastando-se de mim, já mais controlado.

Sorri, ele sempre dizia isso, sempre fazia questão de me lembrar o quanto seus sentimentos por mim eram maiores que os meus por ele, como se fosse uma competição.

– Cadê sua família? – perguntou brincando distraído com uma mecha do meu cabelo.

– Minha mãe está trabalhando e Seth está dormindo – informei-o calmamente, aspirando seu perfume enquanto descansava a cabeça em seu peito, coberto pela malha fina da camiseta, e o abraçava pela cintura.

– Sei. Você acha que vai se demorar muito por aqui? – perguntou erguendo meu rosto para poder me olhar.

– Terminei já, só falta colocar os móveis em seus lugares – disse-lhe – O que você tem mente? – questionei-o olhando desconfiada.

– Nada demais, só pensei que poderíamos dar uma volta, ter um tempo só pra nós, sem aqueles caras tentando bisbilhotar nossas mentes – esclareceu tranqüilo.

Eu sorri amplamente enquanto concordava com um gesto.

– Adorei a idéia, se você me ajudar com os móveis poderemos ir mais rápido – disse num tom persuasivo.

– Eu sabia que você daria um jeito de me explorar – brincou – Vamos logo com isso.

Depois de estar tudo em seus devidos lugares, corri pro banho, voltei ao quarto onde vesti um short e uma camiseta por cima do biquíni, por que eu não sabia exatamente pra onde estávamos indo, talvez déssemos uma passada na praia.

Quando voltei à sala ele estava lá, de papo com Seth que tinha acabado de acordar.

– Bom dia – disse Seth, entre um bocejo e outro quando meu viu entrar.

– Boa tarde dorminhoco – brinquei com o fato de ele estar perdido no tempo – Estou de saída, tem comida na geladeira, nos vemos mais tarde – eu disse já puxando Paul pela mão para sairmos.

– Ei espere aí! Aonde vocês vão? – perguntou parecendo mais desperto.

– Vamos dar uma volta – disse dando de ombros, ignorando seu olhar desconfiado, já saindo pela porta.

Já dentro do carro me virei para Paul.

– Pra onde? – perguntei.

– Vamos à praia – ele disse calmo.

Assenti, e sorri feliz por ter colocado o biquíni, peguei a estrada que nos levaria até a última praia.

Apesar do sol por detrás das nuvens, o dia estava frio, mas nós nem nos demos conta disso, a coisa boa de ser Lobo, se é que existia uma, era a de que não sentíamos frio como as outras pessoas, nossa temperatura estava sempre elevada, o que nos permitia, se quiséssemos, encarar um mergulho na água fria do mar a nossa frente.

A principio nós só caminhamos, de mãos dadas andando sem rumo, num silêncio reconfortante, apenas admirando a paisagem, depois de certo tempo Paul parou, sentou-se na areia e ergueu a mão para mim num convite para me juntar a ele, ele me fez sentar entre suas pernas apertando seu peito em minhas costas enquanto passava os braços prendendo meus joelhos com as mãos, seu queixo descansando em meu ombro, meus braços relaxados repousavam sobre suas coxas.

– Adoro o silêncio desse lugar – murmurou junto ao meu ouvido – principalmente depois de passar a noite ouvindo os pensamentos de todo o bando – ele disse num tom divertido.

– Com certeza – concordei acompanhando seu riso – Mas não fique tão animado, logo mais a noite haverá Reunião do Conselho e teremos mais das nossas doses diárias de enxeridos – brinquei.

Ele se encolheu forçando mais seus braços ao meu redor.

– Então, como foi sua última semana na escola? — perguntou curioso.

– Ah, nada demais, acho que consegui pontos o suficiente para me formar – falei dando de ombros – E você? – devolvi-lhe a pergunta.

– Eu também – falou calmo – Estou feliz por não ter que voltar – confessou.

Eu apenas concordei com um meneio de cabeça.

– Sara chega na próxima semana, minha mãe conseguiu convencê-la a vir passar uns tempos conosco – disse mudando de assunto.

– Que maravilha Paul! – falei contente, me virando em seus braços encarando-o – John também virá? – perguntei.

– Sim – ele disse – Ele consegue fazer seu trabalho de qualquer lugar, já que só precisa estar conectado com seu escritório de consultorias em Seattle – sorriu esclarecendo.

– Estou louca pra ver Benjamim novamente – disse animada.

– Quem diria que a Durona Leah Clearwater se desmancha quando tem um bebezinho nos braços hein? – zombou – Imagine como será com seus próprios filhos? – brincou.

Meu corpo retesou diante das palavras dele, senti lágrimas amargas queimarem meus olhos.

– Nós nunca saberemos, por que eu não os terei – o nó que se formou em minha garganta fez minha voz tremer – O fato de ser um Lobisomem, me privou disso – minhas palavras o pegaram de surpresa, por seus olhos vi passar tristeza, confusão, susto, mas foi o último sentimento que se apossou deles que mais me incomodou, eles estavam cheios de pena.

– Talvez não seja algo definitivo – começou a dizer ainda abalado com a noticia – Quem sabe quando tudo isso acabar você possa ter seus bebês? – ele tentou me animar, sem sucesso.

– E se isso não acabar Paul? E se eu ficar assim pra sempre, seca e estéril? — questionei-o exasperada, ainda encarando seus olhos doloridos.

– Isso vai acabar – afirmou segurando meu rosto com as mãos quentes – E se mesmo quando isso terminar você ainda não puder ter seus filhos, sempre existirá a possibilidade de adoção, certo? Você será uma mãe maravilhosa Leah, eu sei disso – concluiu convicto – Só não pense mais nisso ok? – pediu firme.

Ele fitou meus olhos tristonhos enquanto os dele tentavam me passar confiança. Abracei-o com força, enterrando meu rosto na curva do seu pescoço. Eu queria acreditar nele, eu precisava acreditar, eu não queria me permitir conviver com o fantasma da esterilidade.

Seus braços, envolta do meu corpo, eram firmes, a segurança que ele exalava acabou me atingindo, e uma paz envolveu meu coração, suspirei mais tranqüila.

– Quer dar um mergulho pra esfriar a cabeça? – convidou alegre, tentando me distrair.

– Ok – concordei, me desprendendo dele e me pondo de pé já me livrando da camiseta e do short, quando ergui meus olhos novamente ele me encarava com verdadeira adoração, eu sorri pra ele.

– Cara, digam o que quiser, mas se existe um sujeito sortudo nesse mundo, esse sou eu – ele falou sério, me abraçando firme. Eu apenas ri.

O choque térmico do meu corpo quente em contado com a água fria do mar me fez sobressaltar, a mão firme de Paul me incentivou a prosseguir, quando chegamos a certa profundidade ele me puxou pros seus braços, me beijando e mergulhando nossos corpos na água sem separar sua boca da minha.

Quando voltamos à tona deixei meu corpo flutuar de encontro ao dele, enlaçando seu pescoço com meus braços.

– Adoro você sabia? – ele disse, me segurando pela cintura com firmeza.

– Ahãm! – eu confirmei sorrindo.

– Convencida! – ralhou brincalhão.

Eu gargalhei com gosto, me desprendendo de seus braços mergulhei mais uma vez. Passamos algum tempo ali, hora nadando hora nos acariciando, até que o céu ficou encoberto por nuvens pesadas de chuva.

– Acho melhor voltarmos – falei indicando o céu.

– Certo, já está tarde mesmo – concordou me arrastando com ele pra fora da água. Nos vestimos e voltamos pro carro, em seguida o céu desabou ao nosso redor.

Quando estacionei diante da minha casa a chuva já tinha diminuído, transformando em uma garoa fina, me voltei para ele.

– Vai ficar mais um pouco comigo? – perguntei esperançosa.

– Na verdade tenho umas coisas pra fazer, mas volto pra te pegar daqui a pouco – disse, depositando um beijo singelo em meus lábios antes de sair do carro.

– Vamos a algum lugar antes da Reunião de logo mais? – inquiri, saindo do carro e o encarando curiosa.

– Minha mãe convidou você pro jantar – ele disse encolhendo os ombros, como se fizéssemos isso todos os dias.

– Jantar? – a novidade me pegou de surpresa e minha voz soou mais nervosa do que deveria.

– Qual o problema? – perguntou, dando a volta no carro e pegando minha mão na sua – Você não vai amarelar agora, vai? – provocou.

– Não é isso, é só que... – parei de falar olhando-o confusa.

– Não é como se eles fossem massacrar você sabe? – ele zombou – Minha mãe só quer retribuir a gentileza, já que sua mãe foi bacana por me convidar no outro dia – ele disse sério – e ela quer conhecer você melhor, é só isso – disse dando de ombros.

– Tudo bem, eu acho – concordei mais calma.

– Essa é a minha garota — ele disse sorrindo orgulhoso.

Nos despedimos, e corri pra me aprontar. Durante o banho fiquei repassando, em minha mente, meu guarda-roupa minguado, sem conseguir pensar em nada adequado pra vestir.

Voltei pro quarto e enquanto secava meus cabelos decidi por algo simples e casual, nada de grandes produções, afinal era só um jantar em família na casa do meu namorado. Terminando com o cabelo peguei um vestido floral de alcinhas, calcei sandálias baixas e fui pra sala, fazer hora até que Paul voltasse, lembrei que na época em que Sara vivia entre nós, eu não costumava freqüentar sua casa, eu só conhecia os pais deles das reuniões comuns da Reserva, muito embora eles sempre fossem simpáticos e educados comigo, isso ajudava pouco agora.

Paul não demorou muito, abri a porta assim que o ouvi subir os primeiros degraus da varanda.

–Uau! Você está linda – seu elogio sincero me fez corar um pouco, enquanto ele me analisa com prazer.

– Obrigada – disse fechando a porta atrás de mim e segurando a mão que ele me oferecia.

Fomos caminhando até sua casa, minha mão suada, denunciava meu nervosismo. Ele levou minha mão até seus lábios beijando-a com delicadeza quando chegamos à porta.

– Fique tranqüila, não é nada demais – ele disse calmo fitando-me com carinho.

Apenas meneei minha cabeça em concordância e respirei fundo antes de passar pela porta que ele abriu.

– Mãe? Pai? Chegamos – ele anunciou, mantendo nossas mãos unidas e me olhando de canto.

– Pequena Leah! Que bom que está aqui – a Sra. River veio até onde estávamos e me abraçou carinhosamente – Bem, você já não é mais tão pequena não é mesmo? – ela disse divertida, tendo que olhar pra cima pra me encarar, rindo descontraída.

– Olá Sra. River – disse, retribuindo-lhe o abraço e o sorriso – Obrigada por me convidar – agradeci educadamente.

– Ora, ora se não é mesmo a linda garota Clearwater que veio nos encantar com sua presença nessa noite? – a voz grave do Sr. River ressoou pela sala, ele parou juntou a esposa e sorriu para mim galantemente. Eu bem podia ver de quem Paul havia herdado todo aquele charme.

– Boa noite Senhor – cumprimentei-o tímida.

– O jantar será servido daqui á 10 minutos, Leah, fique á vontade está bem? – a mãe de Paul avisou-nos, já voltando para a cozinha.

Seguimos o pai dele até o sofá e antes de sentar olhei para Paul na dúvida.

– Acho que vou ver se ela não precisa de ajuda – disse.

– Se você não se importar de ser enxotada de lá, vá em frente – ele disse dando de ombros.

Olhei-o sem entender.

–Mary defende sua cozinha como território restrito – o pai dele confidenciou olhando para a cozinha com carinho – Ela não faz por mal, é só seu amor pela culinária falando mais alto – ele explicou divertindo-se com meu espanto aparente.

Paul me puxou para sentar ao seu lado sorrindo.

– Como vai sua mãe? – o Sr. River perguntou puxando conversa.

– Ela está bem, trabalhando muito, mas ela não se importa, diz que isso é melhor do que ficar em casa sem fazer nada – informei-o.

– Ela tem razão sobre isso – ele concordou – A força dela é admirável – ele disse respeitoso.

Eu assenti, relaxando um pouco mais a cada minuto.

– Paul nos disse que você visitou Sara quando esteve em Seattle – disse calmo.

Olhei para Paul procurando algum sinal do quanto da nossa viagem a Seattle seus pais sabiam, ele sorriu tranqüilo, como se me dissesse pra não me preocupar com isso.

– Oh sim, estive com ela e sua família, seu neto é um anjo lindo, parabéns – cumprimentei-o, e vi seu peito inflar de orgulho.

– É verdade, dizem que ser avó é como ser pai duas vezes, e tenho que concordar com isso sabe? – ele disse como se refletisse sobre o assunto – Mas o melhor mesmo, é o fato que eu posso mimá-lo sem culpa, afinal avôs são pra isso certo? – Ele procurou meu apoio e eu sorri para ele em confirmação.

– Certo pessoal, o jantar está servido, vamos? – A Sra. River, chamo-nos da porta que dividia a sala de estar da de jantar.

O jantar foi divino, a mãe de Paul cozinhava tão bem quanto a minha, a conversa fluiu tranqüila e animada, os pais dele eram pessoas simples e divertidas, eu me senti feliz e bem vinda naquela casa e naquela família.

Nos despedimos deles uma hora depois, já que tínhamos compromisso com o Conselho dos Anciões e não queríamos nos atrasar.

Encontramos minha mãe e Seth no caminho.

– Paul, Sam pediu para avisá-lo que Jack trará Bella para a reunião então, seria melhor que você e Leah não ficassem juntos – Seth disse tão logo nos juntamos a eles – ele acha que quanto menos ela souber sobre nós melhor, não que ele ache que ela vá correndo contar o que se passa aqui pros Cullen, mas é mais seguro se ela não souber quantos de nós podem se transformar, e também por que seria uma informação valiosa se algum vampiro soubesse que existem casais entre os lobos, já que eles poderiam usar isso contra nós numa eventual luta – ele esclareceu.

– Certo Seth, obrigada por me avisar – Paul disse desgostoso.

– Isso não é esplendido? Agora qualquer um pode participar das Reuniões de Conselho – eu disse exasperada – Nossa tribo já foi mais seletiva – arrematei com cinismo.

– Por favor minha filha , não crie problemas ok? – minha mãe pediu cautelosa – Até por que não é uma Reunião secreta nem nada parecido, os Anciões escolheram essa noite para contar nossas lendas para os jovens que agora formam a nova Matilha de Guardiões de La Pusch, por isso eu lhe peço paciência – ela disse conciliadora.

Acatei suas palavras, e assim que chegamos ao local, onde nos reuniríamos ao restante dos convidados, me separei do meu namorado, sentando-me ao lado de minha mãe junto com Seth, enquanto Paul tomava acento perto de Quill e Embry; Jared estava lá com sua namorada e Sam e Emily chegaram dois minutos depois de nós; pouco depois os vi se aproximar, Jack e garota Swan, ela nos lançou seu sorriso amarelo, talvez sentindo-se como a intrusa que ela realmente era, Sam e Emily cumprimentaram-na cordialmente e até mesmo Paul fez questão de mexer com ela, pedindo que ela ficasse a favor do vento para manter o fedor dos sanguessugas longe, me irritava ver o quão confortáveis eles se sentiam na presença dela, era como se eles esquecessem todos os pensamentos atormentados que compartilhávamos com Jacob, eu não conseguia simplesmente deixar pra lá, sabendo o quanto aquele idiota sofria por ela, enquanto a falsa curtia seu namorado vampiro.

Quando já estávamos todos ali, os rapazes começaram a assar salsichas na fogueira, alguém trouxe refrigerantes e pães e a festa foi grande, eu não pude acreditar quando vi Paul engolir o que deveria ser seu 5º cachorro quente, eu não fazia a menor idéia de pra onde ia tanta comida, tudo bem que ele não tinha comido tanto durante o jantar, mas mesmo assim, Pelo Amor de Deus!

Senti os olhos de Bella em mim, como se me analisasse, mas não me dignei a olhá-la nem uma vez se quer, se eu o fizesse ela teria certeza do quanto sua presença me desagradava, e eu tinha prometido a minha mãe que não provocaria nenhum desconforto essa noite.

Pelo canto do olho, vi quando Billy Black, sentou-se ereto em sua cadeira de rodas, atraindo a atenção de todos em volta.

Ele limpou a garganta e então sua voz firme envolveu-nos, eu fechei meus olhos transportando-me para os tempos antigos, de quando nosso povo se formou, eu conseguia vislumbrar através das minhas pálpebras fechadas, cada detalhe que ele citava, eu podia sentir no mais fundo do meu ser todas as emoções que ele tentava passar com suas palavras.

Quando ele chegou ao fim da primeira estória eu ainda estava tão envolvida com tudo aquilo que permaneci estática, até que a voz do Sr. Ateara se fez ouvir, ele contou-nos sobre os frios e como á partir daquele acontecimento nossas vidas ficaram sinistramente interligadas a dos vampiros, nós existíamos com a única finalidade de defender os humanos daquelas criaturas odiosas e repulsivas.

Antes que eu pudesse controlar, uma lágrima escapou, rolando por minha face, eu a limpei rapidamente, levei algum tempo até que pudesse abrir meus olhos, voltando á realidade, entendendo em fim, o compromisso que tínhamos, e odiando ainda mais os vampiros.

Os garotos conversavam excitados entre si, e Paul me fitou confuso de seu lugar, desviei meus olhos, para que ele não captasse a amargura contida neles.

Pouco depois Jack partiu, levando consigo sua amiga, Sam fez sinal para que nos aproximássemos.

– Hoje apenas alguns irão fazer a ronda noturna, Quill, Embry, Seth e Jack, amanhã os que estão de folga hoje assumirão seus lugares – ele disse nos dispensando em seguida.

Fiquei grata por ser dispensada da ronda, Paul também pareceu gostar da novidade e voltamos pra junto de minha mãe.

– Vai voltar conosco? – perguntei abraçando-a pelos ombros.

– Não querida, estou cansada para ir caminhando, vou pegar uma carona com Billy – ela disse sorrindo para nós.

– Tudo bem, nos vemos mais tarde então – beijei seu rosto e Paul copiou meu gesto.

– Cuidem-se – ela disse acenando para nós já caminhando para a picape estacionada mais a frente.

Paul segurou minha mão e nos colocamos á caminho da reserva.

– O que você achou? – ele inquiriu ansioso, tão logo nos distanciamos dos outros.

– Foi instrutivo – eu disse calma, olhando-o de lado, e vendo seu desapontamento com minha colocação – Ok, Ok, foi ótimo, é no mínimo interessante saber que as estórias que nos contam no jardim da infância podem se tornar realidade – eu disse sorrindo – ainda que para alguns ela não seja uma realidade assim tão boa – conclui sarcástica.

– Você tem razão sobre isso, e você não é a única que se sente assim – ele disse introspectivo.

– Você quer me convencer que algum dos rapazes não gosta de se transformar? – perguntei desconfiada.

– Jacob odeia isso tanto quanto você – ele disse sério.

– Mesmo? Não é o que ele deixa transparecer – eu disse incrédula.

– Pode apostar, ele acha que isso diminui suas chances com Bella – ele confidenciou.

– Há! Isso seria cômico se não fosse trágico! – ri amargamente – Será que ele não percebe que ela não está nem aí pro que ele é ou deixa de ser? Ela não o ama, é simples – conclui séria.

– Está aí outro traço que vocês têm em comum, ambos adoram uma causa perdida – ele disse sério, numa clara alusão ao meu sofrimento por não ter mais o amor de Sam – Dentre todos nós, você deveria ser a primeira a se solidarizar com os sentimentos dele – arrematou.

Touché! Me senti pega em minha própria armadilha, mas eu não tinha por que ficar magoada por ele expor a coisa assim, friamente, esse era Paul, ele não tinha meios termos, era sempre sincero e direto, e era exatamente por isso que eu estava com ele, foi assim que ele conseguiu me conquistar.

– Você tem razão, manterei isso em mente de agora em diante – concordei firme.

Ele sorriu e acariciou minha mão com o polegar, eu nem tinha notado que já estávamos em frente a casa dele.

– Você quer entrar um pouco? Talvez eu possa convencê-la a compartilhar da minha cama hoje hein? – ele disse sorrindo malicioso.

– Não quero incomodar seus pais, e eu não transaria com você com eles dormindo no quarto ao lado, nem que minha vida dependesse disso – falei séria.

– Certo senhora puritana – ele disse beijando a ponta do meu nariz – Mas antes de levá-la pra casa quero lhe mostrar uma coisa – ele disse me puxando com ele, passamos pela lateral da casa e subimos uma escada que levava ao 2º andar, em cima da garagem.

Paul abriu a porta e acendeu a luz, estávamos num quarto, uma cama um pouco maior que uma de solteiro ocupava a parede a esquerda, sob a janela tinha um criado mudo com um abajur e um rádio relógio, a direita uma pequena cômoda e uma porta que provavelmente levaria a um banheiro.

Olhei para ele, inquisitiva, parado no meio do quarto sorrindo para mim com as mãos nos bolsos.

– Esse é nosso quarto de hospedes, meus pais o construíram para o caso de recebermos alguma visita de parentes distantes – explicou sorrindo – Eu o tenho usado com freqüência, pra não incomodá-los com minhas chegadas tardias, e também por que aqui eu posso dormir até mais tarde sem que minha mãe me enxote do meu quarto a fim de limpá-lo – esclareceu – Vamos, entre, você não vai passar a noite toda aí na porta vai? – convidou me puxando para dentro e fechando a porta atrás de si.

– Isso aqui é bem conveniente – disse aprovando.

– E, tecnicamente, estamos fora da casa deles certo? – falou esperançoso, me abraçando e beijando meu pescoço.

– Certo! – concordei, rendida aos seus encantos, beijando-o em seguida.

Minhas mãos ansiosas, subiram por baixo da camiseta dele, traçando círculos imaginários, com minhas unhas em seu estomago, um gemido rouco escapou de seus lábios junto a minha boca; ele livrou-se da camiseta e sentou-se na beira da cama me mantendo de pé diante dele, sua boca acariciava a minha enquanto seus dedos desabotoavam os primeiros botões na frente do meu vestido, infiltrando-se em seguida para dentro dele deslizando-os sobre meus seios desnudos.

– Adoro quando você torna as coisas mais fáceis pra mim – murmurou em meu ouvido, referindo-se ao fato de eu estar sem sutiã, meu riso perdeu-se, junto com o ar dos meus pulmões, quando senti seus lábios descerem sobre eles.

Sua boca passeou por meu estomago e barriga, enquanto ele terminava de desabotoar meu vestido que caiu aos meus pés. Ele sentou-me na cama e ajoelhou-se na minha frente livrando meus pés das sandálias, colocando-se de pé novamente tirou o tênis e a bermuda, diante do meu olhar maravilhado e desejoso, antes de sentar-se ao meu lado voltando a me beijar.

Ele inclinou-se sobre mim até que eu estivesse deitada de costas na cama deitando-se ao meu lado, suas mãos deslizavam por meu corpo em reconhecimento, sempre buscando os pontos que ele já conhecia tão bem, e que sabia que me fariam implorar por mais; meus lábios deixaram os seus para pousarem em seu pescoço, eu o mordisquei e lambi, sentindo seu gosto almiscarado e único, penetrando minha mente, atordoando meus sentidos, só me dei conta que estávamos completamente nus quando senti a pele quente do seu quadril tocar a minha, um gemido de antecipação escapou da minha garganta, enquanto eu me aproximava mais dele.

– Por favor, Paul -choraminguei queimando de desejo.

– O que você quer Leah? – seu hálito quente atingiu meu rosto, quando ele se posicionou sobre mim, seu corpo raspando o meu levemente.

Através dos meus olhos anuviados pelo desejo eu o vi, o rosto bem próximo ao meu, seus olhos cintilando de desejo e luxuria, enquanto aguardava pacientemente minha resposta.

– Quero que você me ame – pedi, fitando seus olhos escuros, agora animados por outros sentimentos, eu vi carinho e amor dilatarem suas pupilas antes que sua boca descesse sobre a minha e seu corpo mergulhasse no meu.

Eu queria gritar meu êxtase, quando o clímax me atingiu, mas então os lençóis macios em baixo de mim, me lembraram que não estávamos na gruta, por isso, só cravei minhas unhas em suas costas enquanto mordia meu lábio pra evitar que algum som mais alto fugisse através deles, meu corpo ainda estava arcado buscando contato com o dele para melhor extravasar meu prazer, quanto o senti estremecer sobre mim, ouvi-o ainda repetir meu nome várias vezes no ápice do seu próprio prazer, pra então buscar minha boca uma última vez, antes que tudo acabasse, como numa explosão de fogos e luzes.

Ele rolou para o lado, aliviando meu corpo do peso do seu, apoiando-se num braço ele procurou meus olhar, enquanto pousava suavemente a outra mão sobre meu peito, sentindo as batidas irregulares do meu coração e o esforço que eu fazia pra controlar minha respiração, passaram-se longos minutos até que pudéssemos falar normalmente.

– Você acha que será sempre assim com a gente? – perguntou incerto.

– Não sei – disse-lhe, mais recuperada – Me procure daqui a cinqüenta anos, aí saberemos – falei brincando com seus cabelos.

Seu riso cristalino ressoou pelo quarto.

– Acho que não quero esperar tanto pra saber sobre isso – ele disse o riso ainda em sua voz.

– Concordo. Até por que dizem que a prática leva a perfeição então... – deixei minhas palavras soltas no ar, enquanto deslizava meus dedos por seu rosto, parando para acariciar com o polegar a curva logo abaixo do seu lábio inferior, era tão tentadora, ergui meu corpo da cama ficando com o rosto na altura do dele e substitui meu dedo por minha língua, deslizando-a por toda a extensão do lábio antes de prendê-lo entre meus dentes e sugá-lo para dentro da minha boca.

Sua mão, que até então, repousava em meu peito deslizou, parando em minha barriga acariciando meu umbigo, meu estomago contraiu-se tomado pelo desejo novamente, minha mão firmou-se em sua nuca trazendo-o para mais perto de mim enquanto aprofundamos o beijo, seus dedos buscando meu calor, a proximidade fez meus seios tocarem em seu peito e ele grunhiu em minha boca.

Aquele som estrangulado, foi como um chamado pra mim, todo meu corpo respondeu a ele, forcei mais nossa proximidade e logo eu estava sobre ele, enlaçando seus quadris com minhas pernas, mantendo sua boca cativa da minha enquanto nossos quadris, assumindo um ritmo cadenciado, buscavam mais uma vez a satisfação.

Dessa vez ele alcançou seu prazer antes de mim, o que me fez sorrir feliz, sabendo que eu também podia ter algum controle sobre ele, isso me fez sentir recompensada, por saber que podia dominá-lo assim como ele me dominava.

Quando o êxtase me arrebatou, meu corpo saciado desabou sobre ele, escondendo-o parcialmente sobre as ondas dos meus cabelos, suas mãos espalmadas em minhas costas me mantiveram presa á ele, até que nossos corações serenassem e nossas respirações atingissem um ritmo mais saudável.

– Você estava certa, praticar é a resposta – sua voz grave abafada pela nuvem de cabelos revoltos sobre seu rosto despertou meu riso.

– Eu sempre tenho razão – falei presunçosa, saindo de cima dele, sentando-me ao seu lado na cama – Agora se você gosta realmente de mim deveria me levar pra casa – falei sorrindo, catando minhas roupas do chão e indo pro banheiro.

Levei algum tempo pra me arrumar e pentear meus cabelos antes de voltar pro quarto. Paul estava sentado na cama esperando, assim que liberei o banheiro ele entrou, levando consigo suas roupas, ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado e desligado minutos depois, eu recostei minhas costas na cabeceira da cama e fechei meus olhos, um principio de sono querendo me dominar, quando ouvi a porta do banheiro sendo aberta os abri, para encontrá-lo parado diante de mim, vestindo a bermuda mas sem a camiseta, passando a toalha no cabelo recém lavado, minhas mãos formigaram ansiosas por tocá-lo só mais um pouquinho, mas controlei minha ânsia e sentei ereta, antes de sorrir pra ele.

– Pronto pra irmos? – perguntei suave.

– Eu queria que você pudesse ficar – ele disse triste – na verdade, acho mesmo que você não deveria ir embora nunca mais – disse sério, vindo sentar-se ao meu lado e pegando minha mão na sua – O que você diria se eu lhe pedisse pra vivermos juntos? – inquiriu ansioso.

Eu olhei para ele pasma, eu podia ver em seus olhos o quão sério ele estava falando, e não pude acreditar naquilo.

– Bom, eu lhe diria que ainda é cedo para isso – disse pausadamente, me esforçando para não ferir seus sentimentos – E que já está tarde e preciso mesmo ir pra casa – finalizei, ficando de pé e puxando-o, pela mão que ainda segurava a minha, para levantar-se.

– Ainda é sobre o maldito Imprinting não é? – ele questionou-me visivelmente irritado – Eu já lhe disse que não... – eu o calei, com um beijo rápido e firme.

– Não prometa aquilo que você não pode cumprir – disse encarando seus olhos angustiados – Eu não quero realmente discutir sobre isso agora, estou cansada, só quero ir pra casa e dormir um pouco, está bem? – pedi esperançosa de que ele aceitasse e deixasse aquele assunto quieto.

Á princípio achei que ele fosse insistir na discussão, mas então seus olhos já não estavam mais tomados pela raiva, ele suspirou pesadamente enquanto me fitava sério.

– Tudo bem, venha, eu vou levá-la pra casa – disse controlado, embora a tristeza ainda estivesse presente em seus olhos.

Caminhamos em silêncio até minha casa, eu subi dois degraus da varanda e me virei para encará-lo, pronta pra me despedir dele com um beijo reconfortante como sempre fazíamos, mas ele limitou-se a beijar minha testa soltando minha mão e virando-se em seguida pra voltar pra casa.

– Paul? – chamei confusa.

– Está tudo bem Leah, eu também estou cansado – ele disse olhando-me sobre o ombro – Nos vemos amanhã, durma bem – e desapareceu em seguida na escuridão da rua.

Eu ainda fiquei ali mais um tempo, certa de que ele voltaria, e que não traria mais aquela magoa no olhar, mas isso não aconteceu, e eu tive que entrar, e mesmo durante o banho e depois, quando eu já estava deitada em minha cama, não pude deixar de pensar na proposta dele, não que eu estivesse tenta a aceitar ou algo assim, mas sim por que eu queria! Eu conseguia me ver vivendo com Paul, numa casa simples e feliz, mas então no meio disso surgia a sombra de outra mulher, sem rosto, que o arrancava de mim, levando-o embora com ela pra sempre...

Notas finais
Se gostaram me deixem saber. Se não foi o caso, tanto faz, quero saber do mesmo modo!! rsrsrsrs.
Com carinho,
Key.
PS: Aviso: Para as que por ventura ficaram com dúvidas (me refiro as leitoras que acompanham tanto SHE WOLF qto STORM) Apesar de dar uma espaçada em STORM (postes a cada 15 dias), o mesmo não acontecerá com SHE WOLF, por que essa fic já está concluida o que me absolve do trabalho de ter que revisá-la ou ajustá-la. Por tanto, não se preocupem, continuarei a postar essa fic religiosamente todas as 6º-feiras ok?
Bjos