She Wolf

19 Capítulo 19 - ACEITAÇÃO


Notas iniciais
Olá meus amores!!
Vim trazendo além do capitulo prometido, um presentinho:
Quero deixar um beijo especial para : Mandy, Nira, Elinha, CarlaBlack, Lauura, LuBlack, RachelBlack, MichelleBlack, Vanessa Sousa Ramos, Serrenety, Crefix, anialonso, Alexia Black, CarolFigueiredoLee, Karen Cleawater, que me acompanham desde sempre e me brindam com as reviews mais FOFAS DO MUNDO! E 2 beijos mais do que especiais pra ViviCosta, MissLany, Ioa, Lautener, Die Cullen, que além de lerem e comentarem ainda tiveram a gentileza de recomendar e me fazerem acreditar que vale a pena continuar escrevendo. OBRIGADA DE CORAÇÃO meus anjos!
Desejo a todas UM FELIZ NATAL pra vcs e suas famílias!!
AMO VCS MUITÃO!!!
Key.
PS: Postei uma ONE SHOT pra comemorar o Natal...Foi a maneira que encontrei para presenteá-las ok? É com Jacob Black! Se tiverem interesse dêem uma espiadinha lá https://www.fanfiction.com.br/historia/183346/Meu_Melhor_Presente

Depois de nossa conversa com Sam, a amanhã transcorreu normalmente, Paul foi pra casa conversar com os pais, para pedir ajuda afim de que com o auxilio deles pudessem trazer Sara pra La Push, essa era sua maior preocupação no momento.

Voltei pra minha casa e passei o resto da manhã arrumando meu quarto e, logo estava na hora de ir pro trabalho, minha tarde no escritório foi tranqüila, salvo à hora em que meu chefe questionou como havia sido meu final de semana, e eu lhe respondi com um constrangido “Ótimo!” sentindo minhas bochechas esquentarem a medida que as lembranças daquele período em Seattle com Paul inundavam minha mente.

Ao chegar em casa naquele fim de tarde não fiquei surpresa em encontrar Paul, vestindo só bermuda e tênis, displicentemente sentado nas escadas da varanda da minha casa, sorri para ele assim que desci do carro, eu estava a cinco passos dele quanto a porta da frente se abriu e Seth passou por ela, só de bermuda e com um sanduíche pela metade nas mãos.

- Hei Leah! – ele me cumprimentou com a boca cheia de pão – Até que em fim você chegou! O “Senhor Paciência” ai está te esperando faz é tempo – ele disse apontando Paul com um meneio de cabeça enquanto passava por mim e seguia em direção a floresta.

- Obrigada por me manter informada irmãozinho – agradeci sorrindo para ele – E, por favor, não fale de boca cheia Seth, ninguém precisa saber o que você está comendo – recriminei-o suavemente, eu sabia o quanto ele detestava ser tratado como uma criança.

Ouvi-o resmungar alguma coisa do tipo “Metida à besta!” e prosseguir seu caminho. Quando finalmente o perdi de vista retomei meus passos parando em frente a meu namorado, sorri diante dessa lembrança, era estranho que, depois de tanto tempo de autoflagelo eu conseguisse aceitar tão bem minha nova condição de namorada de alguém.

- Olá – Paul me cumprimentou pondo-se de pé sem desligar seu olhar do meu nem por um segundo se quer – Eu realmente me sinto perdido quando você não está comigo – confessou tenso.

- E isso é tão ruim quanto você faz parecer? – questionei-o curiosa.

- Não, desde que, eu tenha a certeza de que você voltará pra mim – disse-me, os olhos brilhando cheios de esperança.

- Sempre! – prometi séria.

Ele sorriu lindamente relaxando, depois repousou uma mão no meu rosto me trazendo para mais perto dele roçando levemente meus lábios com os seus, por torturantes 5 segundos antes de finalmente aprofundar o beijo.

— Preciso trocar de roupa antes da reunião — eu disse tão logo ele me permitiu respirar – Gostaria de entrar e esperar por mim? — sugeri ainda ofegante.

- Esperarei por você bem aqui, não quero abusar da confiança da sua mãe, seria meio estranho se ela voltasse do trabalho e me pegasse espiando você trocar de roupa pela fresta da porta do seu quarto – ele disse fazendo uma careta – E, por favor, coma alguma coisa antes de irmos, não quero ter que levar você pra caçar de novo, você é péssima nisso – disse sarcástico.

Separei-me dele rindo muito enquanto me encaminhava para a porta e ele desabava novamente nos degraus da varanda.

Corri pro quarto e mudei rapidamente de roupa, vesti um short jeans, um top e prendi meus cabelos num rabo de cavalo ao mesmo tempo em que calçava uma rasteirinha, segui até a geladeira tirei um iogurte e saí pra encontrá-lo.

— Isso é que é ser rápida – ele disse me olhando sobre o ombro – Só vai comer isso? – inquiriu franzindo as sobrancelhas para o copinho de iogurte que eu trazia nas mãos.

- Eu fiz um lanche na cidade antes de vir pra casa – falei dando de ombros – Vamos? – convidei-o já descendo as escadas e parando diante dele.

- OK, não estou feliz com isso – ele disse apontando pro meu lanche minguado – Você não ouviu Sam dizer que teremos que dobrar nosso turno? – perguntou firme.

- Ah, por favor, Paul, sem dramas, eu prometo comer um boi inteiro quando voltarmos ok? – falei, fazendo uma carinha de anjo, que se não o convenceu pelo menos o fez desistir de me incomodar mais com aquele papo.

- Certo, então vamos embora, o bando nos aguarda – disse ficando de pé e pegando minha mão para irmos.

Antes de chegarmos ao ponto de encontro, soltamos nossas mãos e aprumamos nossos ombros, essa seria nossa última batalha, e precisávamos de toda concentração para enfrentar nossos amigos com a novidade do nosso envolvimento, eu rezei para que eles não criassem nenhum problema sobre isso, por que seria muito ruim ter que nos indispor seriamente com eles.

Todos estavam lá, conversando sobre o último turno de vigília, assim que nos viu, Sam levantou-se nos encarando sério, depois se virou para os demais, o que os fez silenciar imediatamente.

- Bom, já que, finalmente o grupo todo está aqui reunido preciso da atenção de todos – ele começou tão logo Paul e nós nos acomodamos ao lado dos outros.

- Como todos sabem, estamos sobre grande pressão devido às constantes visitas que temos recebido de Sanguessugas á nossa região – ele começou sério – Na última noite o grupo de Jared seguiu um rastro fresco, mas, infelizmente, não conseguiu alcançar o invasor antes que este alcançasse o mar, onde o maldito mergulhou e desapareceu quase que imediatamente – nos informou aborrecido.

- As últimas manchetes, nos informam que algo de muito ruim está acontecendo em Seattle e região, o que nos faz ter certeza de que Vampiros vêm agindo por ali – ele disse – A pergunta é: O quanto isso, que está acontecendo por lá, tem a haver com o que se passa aqui? Será um novo clã? Ou os ataques são alheatórios, feitos por vampiros nômades? – inquiriu, olhando em volta, esperando que alguém se manifestasse.

- Acredito que o bando ou clã, ou seja, lá como esses nojentos se intitulam que está aterrorizando Seattle é o mesmo que tem nos visitado, pelo menos é o que os Cullen acreditam também – disse Jacke fazendo uma careta ao mencionar aquele nome.

- E desde quando você dá crédito ao que os sanguessugas falam? – Jared perguntou cínico.

- Á partir do momento que eles também se mobilizaram para caçar o invasor – Jacke informou nervoso, as mãos tremendo violentamente.

- Não me interessa saber quem acredita em quem nessa história, nossa responsabilidade é proteger os humanos, e se os Cullen também estão preocupados com eles então, só nos resta fazer nossa parte – Sam interveio, seu tom Alfa dominando imediatamente os ânimos de todos ali.

- Paul me informou, que durante sua estadia em Seattle topou com um deles por lá – Sam informou-os, e todos olharam para ele em expectativa.

- Ele era jovem, e me pareceu bem inexperiente, quer dizer, além da força bruta ele não me pareceu ter algum conhecimento de luta – Paul falou olhando a sua volta – Ele mal sabia como se defender e ficou realmente surpreso quando deu de cara comigo, antes que eu o destroçasse – ele arrematou com um sorrisinho debochado.

- Uauuuu..isso deve ter sido irado – o comentário de Seth, suscitou risadinhas em Embry e Quill, que olhavam para Paul com certa inveja, pela oportunidade de ter matado um vampiro quando supostamente estava de folga na cidade.

- E como foi isso Paul? Não foi difícil encará-lo sozinho? – Jared e seu costumeiro ceticismo, deram o ar da graça.

- Não se preocupe por nosso irmão Jared, ele teve ajuda – Sam disse enigmático – O que nos trás a outra questão, que gostaria de pô-los á par – ele anunciou – É com você agora amigo – ele disse sorrindo levianamente para Paul, voltando em seguida seu olhar para mim.

Meu instinto era me encolher, mas nem morta eu deixaria Paul na mão. Olhei para ele encorajando-o a falar.

- Bom, eu realmente tive ajuda ao enfrentar o inimigo – ele começou dizendo calmamente – Leah estava lá, e se não fosse por ela talvez eu não pudesse estar contanto isso para vocês agora – ele confessou, olhando para mim, eu sorri agradecida.

Todos os olhares estavam concentrados em mim agora.

- O que exatamente você quis dizer com “Leah estava lá” ? – Quill perguntando olhando de mim para Paul, uma ruga franzindo sua testa.

- Quis dizer que estávamos juntos quando enfrentamos o Vampiro – Paul falou olhando para os outros, vendo até onde eles tinham compreendido o fato de “estarmos juntos”.

- Juntos como? Vocês se encontraram durante sua viagem? – a curiosidade de Seth foi dirigida diretamente a mim.

- Não, quer dizer que viajamos juntos – respondi, e esperei que eles absorvessem a informação antes de prosseguir – Nós estamos namorando – anunciei calmamente, dando um passo para mais perto de Paul, buscando apoio, ele entendeu minha intenção e imediatamente envolveu meus ombros com seu braço protetor.

Todos os olhares recaíram sobre o gesto de Paul, como se eles esperassem que, ao invés de me abraçar ele estivesse me estrangulando.

- Vocês o quê? – Seth perguntou nervoso se pondo de pé num segundo – Diga que isso é uma piada – ele suplicando olhando para mim esperançoso.

- Desculpe irmãozinho, você ouviu o que ela disse claramente, estamos namorando – Paul confirmou minhas palavras sorrindo para meu irmão caçula, enquanto esse tremia visivelmente nervoso parado na nossa frente.

- Como? Quer dizer...vocês se odiavam certo? – Embry questionou confuso.

- Eu nunca disse a ninguém que a odiava – Paul esclareceu, enquanto eu me remexia inquieta sob seu braço – Na verdade, eu sempre gostei dela – ele admitiu tranqüilo.

Todos, sem exceção, o olharam como se lhe tivessem nascido chifres! “Seria cômico se não fosse trágico”, refleti nervosa.

- Ah cara! Isso não pode estar acontecendo! – Seth choramingou raivoso.

- Não é como se eles estivessem fazendo algo terrível – Jacke se pronunciou pela primeira vez – Vamos lá irmãos, todos temos nossos segredos, eles estão revelando o deles pra nós – ele arrematou sucinto.

Eu o olhei entre surpresa e agradecida, de todos ali, o primeiro que imaginei que poderia nos causar uma dor de cabeça era Jacke, e foi justamente ele a nos apoiar, sorri para ele involuntariamente quando ele piscou para mim cúmplice.

- Ótimo, agora ao invés de suspirar por Sam o farei por Paul – Jared falou cheio de ressentimento – Isso vai ser uma Maravilha – concluiu nos fuzilando irritado.

- Qual é Jared, vai dizer que você não acha Paul mais bonito que Sam? – Quill zombou, gargalhando quando este lhe lançou um olhar fulminante.

- Olhem pelo lado bom, pelo menos quando estivermos compartilhando da mente de Paul, será a imagem de uma mulher adulta que veremos, ao invés de um bebê, certo? – Embry falou buscando a aprovação dos outros que riam divertidos, só Sam, Quill, eu e Paul não partilhamos das risadas.

- Isso foi golpe baixo, até pra você Embry – Jacke ralhou, mas ainda assim riu das palavras do amigo, que para mim e Paul ainda eram um enigma.

- Quill sofreu o Imprinting, com Claire – Sam informou-nos.

- Claire? Quem é essa? – Paul perguntou olhando para Quill, que se mexia nervoso.

- É a sobrinha de Emily – Sam esclareceu – Ela tem 2 anos – ele concluiu, olhando pesaroso para um Quill aborrecido com a situação.

- Oh Meu Deus! – murmurei assustada e pesarosa ao mesmo tempo, ele parecia realmente incomodado com aquilo.

- Não é como se eles tivessem que se casar amanhã – disse Sam, tentando desfazer o mal estar causado pela novidade – aqueles que já sofreram o Imprinting, sabem bem do que estou falando, o primeiro e maior instinto que ele desencadeia é o de proteção, o resto vem com o passar do tempo, e só acontece com o completo consentimento da pessoa por quem nos sentimos irremediavelmente atraídos – ele esclareceu calmamente.

- É isso mesmo, e de mais a mais o foco aqui não sou eu e sim eles! – Quill pronunciou-se, desviando astutamente a atenção de si para nós.

- OK, vocês estão namorando agora, então quer dizer que teremos que suporta horas torturantes de melação e suspiros, isso é um pé no saco cara! – Embry constatou infeliz.

- Pé no saco? Você já pensou o que será para mim? Imagine ter sua mente invadida pelos pensamentos do cara que tá pegando sua irmã! – Seth lamentou-se desesperado.

- Calma Seth, eu controlarei meus pensamentos, não irei expor Leah dessa maneira – Paul prometeu sério.

- Acho bom mesmo, por que isso seria no mínimo bizarro – meu irmão encarava meu namorado com um olhar que ele tentava fazer parecer ameaçador, se todos ali não conhecem a natureza bondosa dele, poderiam até acreditar que ele realmente estava prestes a confrontar Paul.

- Me diga Leah...como será quando Paul sofrer o Imprinting? – Jared fazia mesmo questão de ser desagradável.

Paul grunhiu mostrando os dentes para ele, enquanto os demais me encaravam em expectativa.

- Se acontecer, farei questão de que você seja o primeiro a saber o quanto isso me afetou, e pode apostar que você não gostará nadinha disso – dei um sorrisinho cruel para ele.

- Uau...quem tem medo da Loba Má? – Quill brincou, rindo da cara do amigo.

- Alguém tem alguma coisa contra ao fato de estarmos juntos? – Paul questionou, olhando sério para cada um deles.

- Por mim tudo bem – Embry disse dando de ombros – Acho até que será divertido, afinal quem poderia imaginar que você seria posto na coleira, e logo pela Leah? – concluiu sorrindo.

Os outros riram concordando com ele, menos Seth, esse parecia realmente chateado.

- Acho que vai ser legal ver no que isso vai dar! – Quill cogitou, e os outros assentiram.

Eu suspirei aliviada, tudo o que tínhamos que fazer agora era manter nossos pensamentos resguardados em algum lugar onde eles não penetrassem e estaria tudo bem, mas será que conseguiríamos? Por que agora, nada nos impedia realmente de demonstrar nosso afeto um pelo outro, não tínhamos mais que guardar segredo sobre isso, mas também não tinha muito que eu pudesse fazer a respeito, esse era o preço de compartilhar a mente com uma matilha de lobos onde eu era a única garota! Inferno.

- Certo rapazes, agora que isso foi devidamente esclarecido vamos dividir as turmas de patrulha – disse Sam, calmamente – a noite será longa e não quero surpresas desagradáveis, sinto que teremos problemas maiores que o namorado do casal de lobos aqui, portanto vamos nos transformar e trabalhar – ele encerrou o assunto, já se encaminhando para trás de uma árvore, todos seguimos seu exemplo, depois de transformados um a um fomos voltando para o centro da clareira.

Só não me coloque com eles dois Sam, por favor!”, a suplica de Seth ressoou em nossas mentes, tão logo ele se junto ao grupo novamente; “Certo Seth, você fica encarregado da proteção da Reserva, Jacke, Embry e Leah ficam com a fronteira Sul, enquanto Jared, Paul e eu estaremos vigiando a Norte, e você Quill vá render guarda na casa do Chefe Swan”, as ordens do Alfa foram acatadas sem questionamentos, tão logo ele terminou de falar começamos a nos dispersar pegando os rumos indicados por ele.

Nós ainda não tínhamos nos afastado o suficiente quando o pensamento de Embry ecoou em minha cabeça “Você e Paul hein? Quem diria!”, ele pensava ainda sobre o impacto da nossa revelação, “É, eu e Paul. Por que é tão difícil assim de acreditar, posso saber?”, questionei-o curiosa, “Ah, só pensei que você tivesse um gosto melhor para homens!” ele confessou dando de ombros, eu o olhei surpresa enquanto imprimia um ritmo mais acelerado a nossa corrida, “Certo Embry, acho melhor você parar por aí antes que eu dê meia volta e parta sua carinha bonita ok!?”, o pensamento irritado de Paul transpassou nossas mentes pegando-nos de surpresa, eu sorri ao ver Embry encolher-se mentalmente diante dessa ameaça, “Cuide-se Leah, nos vemos mais tarde” Paul finalizou e em seguida nossas mentes foram tomadas com a visão do beijo que trocamos mais cedo quanto cheguei do trabalho, “Ahhhhhhh cara, isso não vai dar certo!”, Seth e Jared lamuriaram-se ao mesmo tempo, “Foco rapazes”, nosso Alfa nos chamou a razão e imediatamente corremos para cumprir nosso dever.

Quando o dia começou a clarear Sam nos ordenou que voltássemos, dando por encerrado nosso turno, minha equipe foi a primeira a tingir a clareira, e tão logo voltei à forma humana me vesti rapidamente indo de encontro a Jacob.

- Eu queria lhe agradecer – disse timidamente.

- Pelo o quê? – ele perguntou franzindo a testa diante das minhas palavras.

- Por não nos julgar, e apoiar nosso relacionamento – esclareci, olhando-o calma.

- Certo, mas preciso lhe dizer que não fiz isso por você ou por Paul; fiz pelo bando, por que estamos sobre a ameaça de um confronto iminente e não seria nada bom para nós sermos distraídos pelas aventuras amorosas de vocês – ele disse num tom ácido, sem deixar dúvidas sobre suas prioridades.

- Ok, manterei isso em mente quando o vir se lamentando por Bella, enquanto ela se derrete nos braços de seu namorado vampiro – rebati mantendo meu olhar sobre ele – Você é uma ótima referência no que diz respeito à aventura amorosa, se bem que, pensando melhor, você está longe disso não é? De ter seu amor correspondido – cutuquei-o sarcástica, enquanto lhe dava as costas e caminhava pro outro lado, por onde eu sabia que Paul surgiria.

Pelo canto do olho, vi Jacke disparar para casa, sem esperar pelos outros, que acabavam de surgir, já em suas formas humanas, de detrás das árvores.

- Que bicho o mordeu? – Paul perguntou assim que se aproximou de mim.

- Dor de cotovelo – eu disse dando de ombros, Paul me olhou de lado, ponderando minhas palavras, depois pegou minha mão na sua, nos guiando para casa.

Quando apontamos na esquina de nossa rua, Paul parou me puxando pro círculo dos seus braços, esmagando meu corpo no seu capturando meus lábios nos seus com ardor.

- Vocês precisam mesmo fazer isso em público? – A voz raivosa de Seth nos despertou de nossa paixão, e antes mesmo que Paul me largasse no chão novamente ouvimos Embry repreendê-lo.

- Deixe eles Seth, o amor é lindo cara! – disse dando uma risada quando meu irmão o olhou rancoroso.

- Lindo por que não é com sua irmã! – ele rebateu chateado.

Eu apenas olhei para Paul e ele sorriu de maneira reconfortante, pegando minha mão e seguindo comigo até em casa.

- Nos vemos mais tarde – ele disse, me dando um beijinho em seguida.

Eu apenas assenti.

- Seth, posso falar com você um minuto? – Paul pediu, sua voz calma fazendo meu irmão parar e olhar para ele desconfiado antes de se decidir acatar seu pedido.

Olhei para Paul intrigada, ele devolveu meu olhar calmamente, como se me dissesse que estava tudo bem, dei de ombros e entrei em casa, encontrando minha mãe acordada preparando o café.

- Acordada tão cedo Dona Sue? – inquiri abraçando seus ombros e beijando seu rosto.

- Hoje trabalharei no turno da manhã – ela esclareceu – Como foi? – sua simples pergunta abrangia vários tópicos então decidi contar-lhe tudo de uma vez só.

- Foi melhor do que imaginei, Sam e o grupo aceitaram meu relacionamento com Paul, só Seth parece meio desconfortável com isso – eu disse chateada – E nesse momento eles estão lá fora tentando uma conversa de homem pra homem – conclui fazendo uma careta.

- Tente entendê-lo Leah – minha mãe começou a dizer naquele seu tom apaziguador – Desde que seu pai se foi, Seth se sente responsável por nós, ele é o homem da casa agora, e pra ele o fato de você estar namorando requer cuidados, afinal ele a viu sofrer com o término de seu namoro com Sam – ela disse complacente.

Eu realmente não tinha visto a coisa por esse ângulo, agora percebia que Seth não estava sento implicante, só temeroso.

- Obrigada por tornar as coisas mais simples para mim – eu disse olhando-a com respeito – Não sei o que seria de nós sem você Dona Sue! – conclui abraçando-a com amor.

Fui para o quarto, pegar uma muda de roupas limpas antes de entrar no banho, estava pegando minha necesserie quando uma leve batida na porta se vez ouvir.

- Entre – eu disse sem me virar pra ver quem era, certa que era minha mãe me chamando para tomar café, antes que eu fosse dormir.

- Você está muito ocupada? – A voz suave de Seth chamou minha atenção.

- Não – afirmei olhando-o sobre o ombro, sua expressão estava tranqüila, o que me deixou menos preocupada.

- Eu só queria dizer que... – ele começou, mas parou abruptamente, passando as mãos pelos cabelos negros revoltos, parecendo meio sem jeito — quer dizer, você gosta mesmo dele? – ele perguntou me olhando em expectativa.

- Sim Seth, eu realmente gosto dele – confirmei calma.

- Certo, então, quero que você saiba que se você está feliz eu também estou, espero mesmo que isso dê certo entre vocês — ele disse olhando direto para mim, suas palavras sinceras mexeram comigo, seja lá o que Paul tenha lhe dito, surtiu efeito.

- Obrigada – agradeci, abraçando-o em seguida.

Ele retribuiu meu gesto, depois separou-se de mim, fitando-me com ares de superioridade.

- Mas se ele magoar você, pode apostar que se verá comigo – avisou sério.

- Obrigada por isso também – eu disse sorrindo para ele descontraída.

- Certo, agora venha tomar café antes que mamãe decida nos arrastar até a mesa – brincou.

O segui feliz, deixando o banho para depois.

***************

Mais tarde naquele dia, estranhei não ver Paul na varanda esperando por mim quando voltei do trabalho, talvez ele tivesse que resolver alguma coisa em relação aos seus estudos, afinal estávamos no último ano e logo estaríamos nos formando, fiquei feliz ao imaginar que eu poderia me exibir no Baile de Formatura com meu namorado bonitão!

Assim que entrei em casa descobri o porquê de Paul não estar me esperando lá fora, ele estava confortavelmente sentado no sofá da sala, rindo e conversando com minha mãe e meu irmão.

- Oi – ele me cumprimentou sorrindo.

- Olá – disse sorrindo de volta – Tudo bem? – minha pergunta foi dirigida à minha mãe.

- Está tudo ótimo – ela tranqüilizou – Estávamos esperando você chegar, por que não senta aqui conosco? – ela convidou, apontando para o espaço no sofá ao lado de Paul.

Larguei minha bolsa e sentei-me ao lado dele, olhei-o erguendo minhas sobrancelhas inquisitiva, ele devolveu meu olhar calmamente, desviando-o em seguida para minha mãe.

- Então Dona Sue, agora que Leah está aqui, eu gostaria de aproveitar para pedir sua permissão para namorar sua filha – ele disse, me pegando de surpresa.

- Se é o que ela quer, por mim tudo bem, vocês tem minha benção – disse calma.

- Você quer namorar comigo Leah? – o calor da sua voz e de seus olhos aqueceram meu coração.

- Você está me pedindo oficialmente, é isso mesmo? – inquiri meio chocada.

- Eu prometi a seu irmão que o faria, não quero que paire nenhuma dúvida sobre meus sentimentos em relação a você, então? Aceita? – pediu mais uma vez, segurando minha mão na sua e apertando-a levemente.

Olhei para Seth, sentado ereto me encarando sério esperando minha resposta.

- Sim – confirmei feliz, entrelaçando meus dedos nos dele.

Seu rosto iluminou-se com seu sorriso, ele levou minha mão aos lábios beijando-a com carinho.

- Certo, agora que estamos conversados podemos comer? Tô morto de fome! – Seth falou já indo pra cozinha seguido de perto por nossa mãe.

- Vamos sim, Paul você janta conosco – minha mãe disse sem dar-lhe chance de recusar o convite.

O fitei demoradamente antes de beijá-lo.

- Agora não tem mais jeito, você é oficialmente minha namorada – disse, a boca ainda encostada na minha.

- Sou mesmo não é? – disse me fingindo derrotada, e como punição ele mordeu levemente meu lábio, arrancando um gemido meu.

- Acha que eles ficariam muito chocados se eu arrastasse você para quarto agora? – brincou, com um sorriso maroto — Juro que vou explodir se tiver que ficar longe de você mais uma noite! – enfatizou abraçando-me bem junto a si.

Eu sorri me desprendendo dele e me erguendo do sofá em seguida. A tentação de acatar sua sugestão era grande.

- Vamos comer, antes que Seth venha ver o porquê de estarmos nos demorando – instiguei-o, ofereci minha mão, ele segurou-a com firmeza pondo-se de pé sorrindo feliz.

Notas finais
Olá meninas!!! Como vcs estão hein?? Eu tô mortinha de cansada, mas pelo menos não terei que trabalhar amanhã!! THANKS GOD!! Seguinte, preciso saber o que vcs acharam do capitulo né? Então, por favor, comentem! Digam sem receio TUDO o que vcs acharam disso aqui combinado!?
FELIZ NATALLLLLLLLLL!!
Com carinho e amor,
Key.