She Wolf

17 Capítulo 17 - DESPEDIDA DE SEATTLE


Notas iniciais
BOA NOITE ANJAS!!!
Como foram de semana?? Espero que bem. Eu estou ótima!
Nem vou me prolongar mto aqui, sei que vcs querem ler e não me ouvir devanear....hihihihihi.
Quero só que saibam o qto sou GRATA por todos os Comentários lindos e carinhosos que vcs me presenteiam!! Sou FELIZ por tê-las como leitoras!!FATO! E a vc NIRA, obrigada por fazer de She Wolf sua primeira aventura no universo das fics de Crepusculo! SEJA MTO BEM VINDA QUERIDA!
Agora vamos ao capitulo...Nos vemos depois....

Assim que entramos na suíte, Paul pegou minha mão, detendo-me diante dele.

– Nós, realmente, precisamos ir embora agora? — perguntou ansioso.

Olhei para o relógio antes de responder, eram 16:00 horas.

– Não, na verdade, nossa reserva expira daqui á 4 horas — informei-o — Você quer sair para despedir-se de seus amigos antes de irmos? — sugeri tranqüila.

Ele largou minha mão, segurou-me pela cintura me puxando para seus abraços.

– Não! Tenho uma idéia melhor — disse sorrindo malicioso antes de me beijar com ardor.

Meu corpo reagiu com arrepios, diante da promessa antecipada de prazer que seus lábios transmitiam.

Minhas mãos, ávidas por tocá-lo, infiltraram-se sob sua camiseta, e suspirei contente ao sentir o calor da pele de suas costas sob minhas palmas, mas isso não era o bastante, eu precisa dele todo, só pra mim. Livrei-o da camiseta, e abandonei sua boca por um instante para tira a minha também, fiquei nas pontas dos pés para enlaçar seu pescoço, e deixei que meus seios roçassem seu peito, aproveitando-me para capturar seus lábios novamente.

Ele gemeu ao contato de nossas peles, me soltou por um breve momento para livrar-se das calças e da cueca de uma só vez, suas mãos ágeis, libertaram-me do jeans e da calcinha, deslizando em seguida por minhas coxas e apalpando minhas nádegas, apertando-as com força ergue-me do chão de encontro ao seu corpo.

Sua excitação era notável, sua boca quente e doce devorando a minha boca, ele caminhou comigo, me colocando sentada na beirada da mesa, deixando que sua língua percorresse um caminho incendiário por meu pescoço, mordiscando minha orelha, deslizando-a por meu ombro, descendo lentamente, indo de encontro ao meu seio, meus dedos brincavam em seus cabelos mas, quando o senti prender meu mamilo entre os dentes, cravei minhas unhas em seus ombros, perdendo completamente a noção da minha força e dos meus atos, ouvi-o gemer alto, não sei se de dor ou prazer, para compensá-lo, beijei-o, onde antes o havia arranhado.

O gosto de sua pele que minha língua capturava era doce, quente, excitante...Eu desejava sentir o gosto do corpo dele inteiro. Ele parecia ter a mesma necessidade que eu, suas mãos me empurraram gentis, deitando meu corpo sobre a mesa, enquanto seus lábios e seus dentes percorriam meu estomago, minha barriga, meu quadril; minhas mãos alcançaram seus braços e os acariciei, tentando puxá-lo para mim, ele desvencilhou-se delas, puxou uma cadeira e sentou-se diante de mim, meus olhos febris, ficaram presos aos dele, que estavam escurecidos pelo desejo que o dominava, ele gentilmente separou minhas pernas, baixou lentamente o rosto entre elas, e quando sua língua me tocou, todo meu corpo foi atacado por espasmos incontroláveis, arqueei minhas costas da mesa como que impulsionada por uma mola invisível, minhas mãos agarradas nas laterais da mesa, sua língua investia contra mim, e passados alguns poucos segundos comecei a arfar, em busca do ar que me faltava, tamanho o prazer que me invadia, tombei novamente sobre a mesa, finalmente vencida.

Suas mãos agarram minhas coxas, puxou-me para si, colocando-me sentada em seu colo, eu ainda tremia, ele me abraçou forte, inspirando profundamente em meus cabelos desalinhados.

– Você é tão doce — sussurrou com a voz rouca em meu ouvido, causando-me uma nova onda de arrepios.

Ergui-me e me coloquei de pé entre suas pernas, beijei-o disposta a retribuir todo o prazer que ele me havia proporcionado.

Girei meu corpo, ficando de costas para ele, sentei-me novamente em seu colo, ele suspirou, segurando-me pela cintura, recostei-me sobre seu peito, deitei minha cabeça em seu ombro e ergui minha mão, enlaçando sua nuca e trazendo seu rosto para junto do meu, beijei sua boca deliciosa com voracidade quando finalmente o senti dentro de mim; movi meu quadril lentamente, ouvindo-o suspirar, uma de suas mãos subiu, encontram meus seios e acariciando-os, enquanto a outra imprimia um ritmo mais acelerado ao meu quadril, eu o acompanhei obediente, satisfeita ouvindo-o gemer e arfar em meu ouvido.

Seu corpo estremeceu, enquanto arremetia, com força, seu quadril contra o meu, sua respiração descompassada, ele entregou-se a mim completamente, suas mãos enlaçando minha cintura com força, extravasando seu prazer comigo.

– Ah Leah...minha Leah! — sua voz rouca e entrecortada, buscando se recompor.

Beijei seu rosto, alcançando em seguida seus lábios, acariciando seus cabelos, assim como ele acariciava os meus.

Ficamos assim por um tempo indeterminado, abraçados, aproveitando ao máximo a privacidade que aquele lugar nos permitia. Só muito tempo depois, ele passou seu braço por baixo das minhas pernas, levantou-se e caminhou comigo no colo em direção ao banheiro, colocou-me de pé, ligou a ducha e juntou-se a mim no banho, ele enxaguou meus cabelos, enquanto eu ensaboava seu corpo, ele fez o mesmo por mim, era delicioso ficar ali, só trocando carinhos, reconhecendo os pontos mais sensíveis um do outro.

Terminado o banho, nos secamos e fomos para o quarto, nos vestimos, recolhemos e arrumamos nossas coisas nas bolsas de viagem.

– Já está na hora? — perguntou-me.

– Sim, precisamos ir — informei-o, a tristeza querendo se apossar de mim.

– Dará tudo certo! — ele assegurou, me abraçando apertado.

Eu apenas assenti, me aconchegando mais a ele, buscando conforto.

– Vamos, antes que venham nos expulsar do quarto — ele brincou, tentando me distrair.

Sorri para ele, soltando-o e pegando minha bolsa sobre a cama, ele tirou-a da minha mão, colocou-a no ombro junto com a sua e me ofereceu a mão sorrindo, saiamos do quarto e fomos fechar a conta, prontos para seguirmos para casa.

Paul ofereceu-se para dirigir, para que eu pudesse descansar, concordei feliz, mas, à medida que nos afastávamos de Seattle, a insegurança crescia dentro do meu peito.

Estávamos a caminho de casa e, tão logo chegássemos, eu teria que me confrontar com meus fantasmas particulares, isso definitivamente não estava me ajudando a relaxar.

Mantive meus olhos fechados na maior parte do percurso, até que Paul resolveu parar para abastecermos e jantar.

Depois de encher o tanque, ele me levou pela mão até uma lanchonete que ficava ao lado do posto de gasolina, abriu a porta me dando passagem, em seguida me guiou até uma mesa num canto afastado, assim que nos sentamos uma senhora simpática veio nos atender.

– boa noite — cumprimentou-nos alegremente, entregando os cardápios e servindo café nas xícaras que já estavam sobre a mesa — Gostariam de fazer seus pedidos agora? — perguntou solicita.

– Eu quero um hambúrguer duplo, com fritas e coca-cola — disse Paul sorrindo para ela.

Ela anotou o pedido dele e virou para mim.

– E para você meu bem? — perguntou-me.

– Para mim só café, obrigada — disse-lhe sorrindo, me sentia meio tensa ainda.

Ela assentiu e foi providenciar o pedido dele.

tomei um gole do café, na tentativa de desfazer o bolo que se formava em meu estomago, com a expectativa de logo estarmos em casa.

Olhei distraída pela janela, observando as pessoas que caminhavam lá fora, imaginando quantas delas já haviam enfrentado algum problema parecido com o meu. Não consegui chegar a nenhum cálculo satisfatório.

Paul acariciou minha mão que estava largada sobre a mesa.

– O que foi Leah? — perguntou manso, um toque de preocupação na voz grave.

– Nada — menti, evitando encarar seus olhos inquisidores.

– Mas você praticamente não comeu nada hoje, está só com o café da manhã! Deixou de almoçar para ficar com Benjamim no colo lembra-se? — ele observou calmo — você deveria comer alguma coisa — sugeriu.

– Você vai me obrigar a comer também? — falei exasperada, olhando-o irritada.

Ele retirou a mão da minha, recostou-se na cadeira cruzando os braços sobre o peito, um sinal claro de irritação, fitando meus olhos.

– Do que exatamente você está falando? Alguma fez a obriguei a fazer alguma coisa? — a voz neutra, mas seus olhos traiam a sua calma aparente.

Sustentei seu olhar por alguns segundos, antes de abanar a mão num gesto displicente.

– Deixa pra lá, eu me expressei mal — disse, voltando a olhar pela janela — Só estou sem fome — arrematei, fingindo desinteressante.

– Sem fome ou sem coragem? — perguntou irônico.

– Do que você está falando? — questionei-o nervosa.

– Ora vamos, Leah! Admita! — disse irritado — você está com medo de dizer a Sam que estamos juntos! — acusou-me.

– Não seja ridículo Paul — bufei exasperada por ver o quão perto ele estava da verdade.

– Qual o problema hein? Você tem medo de destruir suas chances de tê-lo de volta caso ele saiba que você esteve com outro além dele? — inquiriu sarcástico — Pois me deixe esclarecer uma coisinha: Ele não vai voltar pra você! — concluiu cruel.

– Pois fique sabendo que eu não o quero de volta, nem mesmo que ele me pedisse de joelhos em frente a toda La Pusch! — afirmei categórica — Minha preocupação atende por outro nome, chama-se IMPRINTING– falei raivosa, aproveitei que o pedido dele chegou e pedi licença, arrebatando a chave do carro que ele havia deixado sobre a mesa e saindo em seguida, buscando refugio.

Cinco minutos depois ele entra no carro, sentando-se no banco do motorista.

– Você já comeu? — perguntei dividida entre o assombro e a dúvida.

Ele apenas levantou um saco de papel que trazia na mão, largando-o no banco de trás, virando-se em seguida para mim.

– Me desculpe por ter sido grosseiro com você ainda a pouco — a voz verdadeiramente arrependida — Mas é que, não consigo deixar de sentir ciúmes do cara e, vamos combinar que, sua atitude não tem me ajudado muito com isso — concluiu derrotado.

Uma onda de culpa me invadiu o peito, ele era tão melhor que eu, sempre tão claro com o que sentia que, me fazia repensar se o merecia.

– Sinto muito por isso — sussurrei culpada — Eu sei que não sou a pessoa mais fácil de lidar, mas realmente estou me esforçando — disse-lhe sincera.

– Eu sei, eu sei — falou calmo, pegando minha mão e apertando-a entre seus dedos — Mas não sei mais o que fazer a esse respeito Leah, não sei como fazê-la acreditar que a amo e que não vou deixá-la. Diga-me o que você quer e eu farei! — pediu convicto.

Soltei minha mão da sua, e enlacei-o pelo pescoço, puxando-o para um abraço.

– Só fique comigo! Por favor? — murmurei em seu ouvido.

–Sempre! — ele prometeu me apertando com força.

Ficamos assim por longos minutos, até que nos afastamos sorrindo de um para o outro.

– Eu dirijo, você come — ordenei.

– Você quem manda — ele concordou, erguendo as mãos rendido.

Trocamos de lugar e voltamos para a estrada, Paul insistiu em dividir seu lanche comigo e para evitar uma nova discussão me forcei a comer um pouco.

Eu o senti meio tenso ainda, resolvi questioná-lo.

– Ainda está pensando sobre aquele assunto? — inquiri cautelosa.

– Não, se você diz que resolveremos tudo eu acredito — ele disse fazendo um carinho em meu rosto — Estava pensando em Sara e sua família — ele disse, uma ruga de preocupação vincando sua testa.

– Qual o problema Paul? — perguntei inquieta.

– Eu estava pensando que, aquele sanguessuga nojento que enfrentamos era jovem e inexperiente, e se houver outros por lá? E se atacarem minha família Leah? — questinou-me visivelmente preocupado.

– você tem razão — concordei desconfortável e nervosa — Acho que devíamos informar a Sam sobre isso — sugeri.

– Sim com certeza, mas, e enquanto isso? O que farei para protegê-los? Eu não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo — a voz frustrada.

– E se você os convencesse a passar uma temporada em La Pusch? Talvez sua mãe possa ajudá-lo com isso, ela pode alegar que está com saudades ou algo do gênero — sugeri.

– É isso mesmo! — disse exultante — Boa idéia Leah, você é um gênio! — concluiu beijando meu rosto contente.

– Nada mal para uma garota hein? — provoquei-o irônica.

– Certo! Você me pegou nessa — admitiu derrotado, gargalhando em seguida.

Chegamos a La Pusch, parei meu carro na esquina da casa dele e o encarei.

– Qual o próximo passo? — perguntei nervosa.

– Vamos dormir — disse simplesmente — Cada um na sua casa infelizmente — concluiu rápido diante do meu olhar assustado — Amanhã procuraremos Sam e falaremos com ele — disse resoluto, firmando seus olhos nos meus, transmitindo-me segurança.

– O.K, nos vemos amanhã então — falei mais calma.

Ele pegou suas coisas no banco traseiro e saiu do carro, dando a volta e parando junto a minha porta, abaixou-se para ficar com o rosto no mesmo nível que o meu.

– Durma bem — desejou-me beijando meus lábios — sentirei sua falta — sussurrou com a testa encostada na minha.

– Também sentirei a sua — confessei — Boa noite e até amanhã — despedi-me pesarosa.

Trocamos um beijo mais demorado e ele partiu, virando-se para acenar para mim antes de entrar, segui para minha casa.

Abri a porta vagarosamente, procurando não fazer barulho. Minha mãe cochilava no sofá, diante da TV ligada, entrei sutilmente, larguei minhas coisas no quarto e voltei para sala, a fim de despertá-la para que ela fosse para a cama.

– Mãe — chamei suave — mãezinha — insisti beijando-lhe o rosto delicadamente.

Ela despertou e olhou para mim, sonolenta.

– Você voltou! — constatou feliz — Estava sonhando com você — ela disse sorrindo.

– Mesmo? E era bom? — questionei-a sorrindo, aproveitando para ajudá-la a sentar-se e me acomodando ao seu lado, deitando minha cabeça em seu ombro.

– Não me lembro de muita coisa — ela disse distraída — só que você parecia muito feliz e não estava sozinha, mas não consigo me lembrar quem estava com você — ela disse me abraçando pelos ombros e beijando meus cabelos carinhosamente.

– Eu estou feliz mãe — disse-lhe retribuindo o abraço.

– Mas se você está feliz como diz, por que tem essa ruguinha aqui? — perguntou duvidosa apontando para minha testa.

– Ah dona Sue, por favor! — falei me desviando do assunto — vamos dormir que já está tarde e eu fiz uma longa viagem, está bem? — falei, me levantando e puxando-a pelas mãos.

– Está bem — ela concordou disfarçando um bocejo — Mas amanhã quero saber de tudo sobre isso — intimou-me antes de me dar um beijo de boa noite.

Tomei um banho, e me joguei na cama exausta, decidida a deixar para o dia seguinte o problema que eu tinha pra resolver, diante desse fato deixei que o cansaço das últimas horas me dominasse e apaguei.

Acordei meio perdida, sem saber direito onde estava, e me perguntando por que Paul não estava ao meu lado. Aos poucos, recobrei a consciência e me dei conta de que estava de volta ao meu quarto, em La Pusch. Suspirei alto, procurando relaxar, me espreguicei devagar, chutei as cobertas e fui me preparar para enfrentar o dia, que prometia ser, para dizer o mínimo, muito tenso.

Encontrei minha mãe na cozinha, as voltas com o café da manhã, aproximei-me dela abraçando-a pela cintura e beijando sua bochecha rosada pelo calor do fogão.

– bom dia mãezinha querida! — cumprimentei-a saudosa — Senti sua falta sabia Dona Sue!? — disse-lhe soltando-a e indo sentar a mesa.

Ela virou-se para mim sorrindo.

– Estamos contentes? Fez boa viagem? — disse emendando uma pergunta na outra.

– Sim para as duas coisas — disse calma — Onde está Seth? — perguntei distraída me servindo de café e leite.

Como em resposta a minha pergunta, meu irmão surgiu na porta, o cabelo revolto em torno do rosto bonito, parecendo cansado.

– Hei Leah! — disse descontraído vindo beijar meu rosto — Finalmente achou o caminho de volta pra casa foi? — falou, não perdendo a chance de me provocar.

– E aí garoto, como estão as coisas? — perguntei realmente feliz, por reencontrá-lo bem.

– Uma loucura só — disse revirando os olhos bonitos — Mas logo você saberá de tudo, e prepare suas pernas pra correr muito por que os turnos de vigília foram dobrados, graças a você sabe quem — disse reticente atacando a comida em seguida.

Olhei para minha mãe, e percebi em seus olhos a preocupação latente, pela primeira vez me dei conta do quanto deveria ser difícil para ela, ter os dois filhos envolvidos em toda aquela doidera de Lobisomens versos vampiros.

Mudei de assunto, falando sobre minha viagem, tentando distraí-la. Seth terminou de comer e despediu-se de nós, correndo para tomar banho e deitar-se.

– Então minha filha, vai me contar agora o que a preocupa ou terei que arrancar isso de você? — ela disse pousando sua xícara de café na mesa e lançando-me um olhar perspicaz.

– Ah mãe, é tão complicado — disse reticente.

– Talvez se você me contar, eu possa te ajudar a descomplicar — ela sugeriu, pegando minha mão sobre a mesa, apertando-a transmitindo-me confiança.

– Eu me envolvi com alguém — disse olhando-a atentamente — E agora ele quer assumir um compromisso mais sério entende? — o nervosismo transparecendo em minha voz.

– E qual o problema nisso minha filha? — questionou-me calma.

– É que não sei se estou preparada para um relacionamento assim de novo sabe? — confessei — E se não der certo e ele me chutar? — perguntei triste.

– Leah, você não pode deixar que seu namoro com Sam, sirva de parâmetro para seus novos relacionamentos minha filha — ela disse sábia — Cada pessoa é única, cada relacionamento é diferente, se você não se permitir viver isso, estará fadada a ficar sozinha meu bem! E isso é muito triste, por que você é tão linda, tão jovem e tão especial, que seria um desperdício e um egoísmo muito grande da sua parte, não dividir seus melhores sentimentos com outra pessoa meu amor! — ela concluiu sorrindo, para amenizar o impacto que suas palavras sinceras tinham sobre mim.

– Mas e se ele não me amar de verdade como acha que ama? E se ele conhecer outra, e me trocar como se eu fosse um sapato velho? — questionei-a exasperada, não querendo dar razão a ela.

– Tenho certeza que Paul não agiria assim tão levianamente com você — ela disse me dando uma palmadinha na mão.

Olhei-a boquiaberta, como, em nome de Deus, ela sabia que era com Paul que eu estava envolvida?

– Como..quem...? — eu não conseguia articular a pergunta.

– Ora Leah, você acha que eu sou cega? Pensa que não vejo a maneira como ele olha pra você quando estão juntos? — ela disse sorrindo alto agora, diante do meu aturdimento — Se o que ele sente por você não é amor, então não sei que nome dar aquele sentimento que ele trás nos olhos sempre que a vê- ela disse convicta.

– OMG! Mais alguém sabe disso? — perguntei nervosa.

– Relaxe minha filha, acho que mais ninguém desconfia — ela disse tentando me acalmar, sem muito sucesso — Embora a mãe dele, tenha comentado comigo dia desses, que está desconfiada de que o filho anda apaixonado, por que faz algum tempo já, que ela vem notando uma mudança, pra melhor, no comportamento dele, segundo ela, antes ele vivia recebendo ligações de muitas garotas, mas que agora, as dispensa sem cerimônia e quando elas insistem ele pede pra ela dizer que ele não está, ou que se casou e mudou-se de cidade — ela contou-me isso como se revelasse um grande segredo.

Pisquei aturdida, Paul correndo das ex-pretendentes? Isso era bom, pelo menos agora eu sabia que ele não havia ficado com mais ninguém desde que começamos as nos relacionar.

– Oh mãe, o que você acha que devo fazer? — perguntei confusa — Ele quer falar com Sam sobre nós, ele quer namorar comigo! — minha voz alterada pela expectativa.

– Acho a atitude dele muito correta, o que prova que ele a respeita e respeita seus sentimentos e a amizade de Sam também — ela afirmou admirada — Se você, realmente, gosta dele, deve seguir o exemplo dele e ser honesta com seus sentimentos minha filha. Fale com Sam, afinal vocês terão que conviver e nada deve atrapalhar essa sua nova escolha, não deve haver nenhuma dúvida assombrando vocês, tenho certeza que tudo irá se ajeitar da melhor maneira possível. Paul é um bom rapaz, fico feliz por vê-los juntos — ela afirmou, levantando-se em seguida e me puxando para um abraço.

Fiquei mais tranqüila depois dessa conversa, minha mãe sempre conseguiu me entender e me ajudar como ninguém mais. Fomos interrompidas por batidas na porta da cozinha, minha mãe me soltou e foi atender.

– Bom dia Sra. Clearwater — a voz grave de Paul se vez ouvir.

– Bom dia Paul, entre vamos — minha mãe convidou-o, afastando-se para lhe dar passagem.

Ele excitou por um momento antes de se decidir por entrar, sorriu para mim calmo.

– Bom dia Leah, posso falar com você um minuto? — pediu tranqüilo.

– Fique á vontade, tenho que ir até o mercado, nos vemos depois filha — ela disse já pegando as chaves do carro e a bolsa que estavam sobre o armário — Até qualquer hora Paul — ela disse despedindo-se dele com um sorriso.

Ele acenou para ela, sem desviar os olhos de mim. Assim que ela saiu, corri para abraçá-lo, beijando-o em seguida, não tinha me dado conta do quanto tinha sentido sua falta até aquele momento.

– Bom dia — cumprimentei-o em seguida — Senti sua falta — confessei, roçando meu nariz no dele e sorrindo.

– Também, senti sua falta — ele disse sorrindo de volta — fiquei um tempão imaginando quando seria uma boa hora para bater na porta da sua casa sem parecer um desesperado — ele disse rindo.

– Minha mãe sabe sobre nós — despejei sem conseguir me segurar por mais tempo.

– Você contou a ela? — perguntou-me surpreso.

– Nem precisei, a danada já tinha sacado há tempos, e sabe como ela descobriu? — perguntei, me afastando para olhá-lo atentamente, ele apenas deu de ombros, indicando que nem desconfiava — Ela disse que o pegou olhando para mim apaixonadamente, foram bem essas as palavras que ela usou, acredita? — inquiri-o.

– Ela é muito observadora — ele disse sorrindo feliz — Bom veja pelo lado bom, ela nem me expulso, sinal de que com ela não teremos problemas — ele arrematou divertido.

– Ela adora você! — concordei fingindo desgosto.

Ele me abraçou mais forte, rindo em meus cabelos.

– Queria saber se você ainda está decidida a ter aquela conversa com Sam? — questionou, ligeiramente tenso.

– Estou sim, quanto antes falarmos com ele melhor — afirmei decidida.

– Então vamos, não quero ter que esperar até á noite para resolvermos isso — disse segurando minha mão e me levando até a porta, parou um momento e virou-se para mim dizendo — antes desse dia chegar ao fim, todos em La Pusch saberão que você está comigo. Quase consigo sentir pena dos caras que terão suas esperanças, em conquistá-la, reduzidas á cinzas — sorriu vitorioso.

– Como assim? Do que você está falando? — perguntei perdida.

– Minha sorte Leah, é que você ficou tão cética em relação os homens depois do término do seu namoro com Sam, que nem percebia os caras a sua volta — ele disse calmo — Cada vez que você entrava no bar do Joe, eu tinha que me controlar pra não esmurrar alguns caras por lá, seria cômico se não fosse absolutamente doloroso vê-los, babando por você como cães sem dono — ele confessou exasperado — Você sabia, que tive uma discussão acalorada com o Will lá da escola por sua causa? O cara só faltou pular em cima de você depois de descrever para a turminha dele, em detalhes, o que faria caso tivesse uma chance de se aproximar de você. Só não bati nele por que sei que perderia o controle e acabaria me transformando na frente de todos, o que seria realmente lamentável, mas a vontade de arrancar a cabeça dele do pescoço foi grande, tenho que admitir — ele disse fechando as mãos em punho, para controlar a raiva que aquela lembrança despertou nele.

Eu o olhava entre surpreendida e abobalhada. Eu nunca tinha percebido nada disso, tudo bem que eu sabia que uns carinhas me olhavam e tal, mas nem de longe desconfiei que a coisa fosse naquele nível.

– Meu Deus Paul!? O que você está dizendo? — perguntei confusa — Isso, quer dizer então, que você já tinha algum tipo de sentimento por mim á algum tempo. É isso? — inquiri.

– Leah, eu gosto de você desde que tinha 12 anos — disse sério — Só que você era mais velha, e mais tarde á vi se apaixonando por Sam, e isso foi bem difícil de superar sabe? — ele confessou envergonhado — Eu via vocês juntos e não conseguia deixar de invejá-lo, ele tinha a única garota de quem eu tinha gostado realmente. Aí, desencanei e parti pra outra, por que eu percebi que você gostava mesmo dele, e que eu não teria a mínima chance com você, só que depois as coisas mudaram, todo esse lance de lobos e tal, e de uma hora pra outra vocês não estavam mais juntos, então pensei "Eis sua chance Paul", e parti pro ataque — ele disse dando de ombros, como se isso fosse à coisa mais normal do mundo.

– Você...você...gosta de mim desde os 12 anos!!?? — gaguejei surpresa — Você cuidou de mim e da minha reputação sem eu saber? O que fez você acreditar que eu lhe daria uma chance? – desferi as perguntas sem nenhuma ordem, tentando absorver tudo o que ele tinha revelado até ali.

– Sim, eu sempre gostei de você e, sim eu cuidava de você sem que você soubesse, e achei que eu deveria ao menos arriscar, por que se eu não tentasse nunca saberia se poderia dar certo ou não — ele disse calmo — Aquele dia no rio, quando você passou mal depois da caçada, eu já tinha tomado a decisão de me aproximar, mas ai as coisas fugiram um pouco do controle quando tive que resgatá-la da correnteza. Juro, que não planejei nada daquilo, mas tê-la ali, tão perto, tão vulnerável, tão lindamente assustada, foi demais pra mim, perdi o controle e, bem... você sabe o que aconteceu depois — ele confessou, sua voz era tão carregada de sinceridade que nem por um minuto duvidei que fosse verdade.

– Oh Paul, isso é... é estranho sabe? — sorri, acariciando a mão dele que ainda segurava a minha — Eu nunca desconfiei de nada disso, e sinto muito se feri seus sentimentos ao longo desse tempo — desculpei-me sincera.

– Tudo bem! — tranquilizou-me delicadamente — O Que importa agora é que estamos juntos Leah. E vou lutar muito para que nada nos separe — assegurou-me — Amo você! — disse me puxando para a proteção de seus braços.

– Obrigada por tudo Paul — falei emocionada — Prometo fazer o que estiver ao meu alcance para fazer com que nosso relacionamento de certo — disse-lhe, algumas lágrimas furtivas escorrendo por meu rosto e molhando sua camiseta.

Ele ergueu meu rosto e beijou meus olhos, buscando em seguida meus lábios tocando-os suavemente, antes de se apossar deles com vigor.

Nos separamos, já meio ofegantes e sorrimos um pro outro.

– Venha, vamos logo falar com Sam, antes que sua mãe volte e acabe mudando o conceito bom que tem mim, se me pegar aqui agarrando você na cozinha dela — ele disse rindo.

Saímos, fechei a porta e respirei fundo, seguindo-o pela trilha na floresta atrás da minha casa, que nos levaria até a casa de Emily.

Notas finais
Eeeeeeeeeeeeeeeee?? Gostaram??? Me deixem saber....No proximo teremos o tão famigerado encontro entre Casal e ex...Espero que vcs tenham curtido!Se for o caso me dexem saber ok???
E se tiverem alguma dúvida ou pergunta, seja sobre minhas fics ou sobre a minha pessoa fiquem a vontade de me questionarem!
http://www.formispring.me/keyshewolf
Ficarei feliz em responder =)
Bom fim de semana amores!
Bjs.
K