She Will Be Loved
4 A Garota Do Batom Verrmelho
Notas iniciais
So, this is it!
POV – Carlos
Estávamos nos arrumando para o jantar da Miranda Drumond. Eu ainda não entendi o porquê nós precisávamos ir afinal, nós somos uma banda e bandas não vão a jantares de donas de lojas de biquínis.
-James. — o chamei – Faz o nó da minha gravata? É que nó gravata borboleta eu não sei fazer.
-Tudo bem vem aqui que eu faço pra você. — ele respondeu. Fui até ele e deu o nó em segundos.
Kendall e Logan entraram no quarto já prontos.
-Vocês ainda estão assim? — perguntou Kendall em tom de reprovação.
-Só faltam vocês dois. — completou Logan.
-Para mim só falta terminar de por o smoking. James que fica um ano arrumando esse cabelo. — me defendi.
-Cara, meu cabelo não quer ficar para o alto... — falou James.
-Põe gel. — disse Logan – O meu sempre fica em pé com gel.
-O meu também. — Kendall sentou na cama.
-Eu já usei o pote todo de gel e ele não fica do jeito que eu quero... — choramingou.
-James! Para de viadagem e vamos logo! – reclamei.
-Põe essa porra de qualquer jeito aí. — Kendall deu um tapa em sua nuca
James terminou de se arrumar nós descemos. Paul e Dustin já nos esperavam no saguão do hotel. Dustin estava folheando um playboy e Paul mexia em seu celular.
-Cara! Olha o que eu achei aqui! — Dustin sacudiu a playboy no ar quando nos viu.
-Idiota, abaixa isso! — gritei pra ele – Tem criança por perto, sabia?
Dustin de deu dedo do meio. Fechou a revista e a pôs de volta do revisteiro.
-Paul, a gente é mesmo obrigado a ir nesse jantar? — perguntei na esperança dele dizer 'não, vocês só vão se vocês quiserem'.
-Sim vocês são obrigados a ir. — ele respondeu como se aquilo fosso óbvio, e saiu andando.
-Por quê? — Kendall seguiu-o.
-Porque sim Kendall – falou – Sem ‘mas’, todos aqui vão.
Levamos uns dez minutos para entrar no carro, pois ainda tentávamos convencer Paul a não irmos. Paul nos obrigara a usar smoking. “É um jantar muito importante. Vocês têm que estar no mínimo apresentáveis” disse.
Ao chegamos ao jantar, na havia vários fotógrafos e um banner aonde as pessoas que chegavam paravam tiravam umas fotos e depois entravam na festa. Nós fizemos o mesmo. Quando entramos o lugar estava cheio, havia várias pessoas conversando, todas muito bem arrumadas, tinham um DJ, uma pista de dança com alguns casais dançando e até um open bar. É até que não foi uma má idéia de ter vindo nesse “jantar”.
-Paul, isso aqui não era uma jantar relativamente pequeno? – Logan perguntou para Paul
-Pois é. – passou o olho no local – Miranda e suas surpresas.
Uma moça muito elegante de cabelos pretos, longos e lisos se aproximava vindo em nossa direção. Ela usava um longo vestido vermelho tomara que caia
-Paul! – ela disse o abraçando – Fico feliz que veio!
-Ahh, Miranda! – ele retribuiu o abraço — Não podia desperdiçar essa oportunidade de te ver!
-Vejo que você trouxe os seus meninos. – ela apontou para nós com a mão que estava ocupada pela taça de champanhe.
-Ah, sim. – ele se virou para a gente – Eles são o Big Time Rush. Vou lhe apresentar na ordem. Primeiro: Carlos.
-Prazer. – Ela sorriu. Estendi a mão e nós nos cumprimentamos em um breve aperto de mão.
-Kendall. – Paul continuou.
-Prazer. – Ela sorriu. E eles deram um breve aperto de mão.
-James. – Paul apontando para ele.
-Prazer. – Eles fizeram o mesmo.
-Logan. – Ela sorriu para Logan, Logan sorriu pra ela eles estenderam ás mãos às apertaram.
-E por fim Dustin. – concluiu Paul
-Big Time Rush – Miranda parou pensativa – Não é aquela banda que tem uma música que fica gritando ‘WOO HOO’ a música inteira?
-Sim são eles sim. – Paul confirmou
-Meninos, continuem assim! Eu adoro a música de vocês! – disse.
-Miranda, — ela se virou para Paul – não iria ser um jantar só para os mais chegados?
-Iria. Mas a minha filha Claire – ela apontou para uma menina de vestido verde que estava na pista de dança – Disse que era uma coisa muito careta, então ela contratou um DJ e chamou mais pessoas e transformou em uma festa, ela disse que ia ficar mais badalada. Eu não faço a menor idéia do que essa palavra significa, mas deve ser ma coisa boa.
Paul soltou uma risada.
-Ahh sim!
-Me dêem licença. – ela disse retirando-se.
Miranda foi em direção às meninas que estavam se acomodando na mesa redonda ali adiante, sentou-se entre a menina ruiva e uma morena, bem bonita. As meninas estavam super empolgadas, ajeitando o cabelo, rindo o tempo todo. Uma delas; uma morena, com os cabelos bem cacheados me chamou atenção, particularmente. Ela exalava alegria. Puxou então da bolsa um batom e então o retocou, mas sem a menor necessidade, ele estava intacto. Perfeito. Talvez fosse só um charme para exibir seus lábios, eu acho que estava funcionando, pois por um segundo, por trás das luzes da pista de dança piscando em seu rosto.
Eu não parava de encará-la. Naquele instante, eu desviei o olhar para não ficar muito na cara, olhei de rabo de olho para a sua amiga que estava distraída com o seu copo vazio, seus olhos estavam avoados enquanto fazia movimentos circulares em seu copo.
-Demi!- cutucou a menina de cabelos cacheados, fazendo com que a amiga levasse um susto, mas então Demi virou, para prestar atenção na conversa. A menina morena de cabelos cacheados riu, mostrando suas covinhas.
Eu ri, bobamente.
-Do que você está rindo? — James chegou a mim por trás me dando um tapa nas costas e o susto foi tão grande que eu quase caí no chão.- Nada, estava lembrando daquele programa idiota que o Logan viu de manhã...
James ergueu a sobrancelha direita, desconfiado.
-Tudo bem, então... — percebi que uma de suas mãos estava erguida, com um copo de bebida para mim.
-Não, obrigado.
-Vai logo, se solta um pouco aí...
-Hum... Ok. — peguei o copo e dei um gole. Não sabia o que estava bebendo, mas eu gostei, e tinha frutas...
-Qual é o nome disso?
-É Caipirinha... Acho que foram as meninas da Miranda que sugeriram, é do Brasil. E aquela menina morena ali, é brasileira, a Bianca...
-Ah... — bebi quase tudo com mais um gole e depois fui em direção ao barman para pedir igual.
E na minha terceira bebida, tomei coragem e virei para trás, vi James dançando com Kendall na pista de dança com uma rosa vermelha da decoração na boca. Eu ri deles por um momento. Mas quando a garota loira e Dustin se juntaram a eles eu vi que a pista começou a encher um pouquinho. A menina morena das covinhas puxava a amiga mais tímida da cadeira, insistindo para ela ir para a pista com ela.
Logan chamou a menina que sobrara para dançar, a ruiva, depois dançou com a loira e finalmente a amiga tímida da menina de cachos, que não recusou e foi com um risinho tímido. A amiga dela, a Bianca, segundo James, então sentou na cadeira, e eu fui até lá. Motivado pelas minhas três caipirinhas.
-Oi, meu nome é Carlos — pensei ter sido formal demais, então acrescentei — quer uma bebida?
-É claro! E eu sou a Bianca...
Ela riu e suas covinhas apareceram de novo, seu batom vermelho era mais vibrante de perto. Ela me acompanhou até o barman. Pediu um Sex On The Beach. Levou os lábios até o copo e eu não tirei os olhos deles.
-Olha que contraditório, eu americano com uma Caipirinha de limão nas mãos, e você com um Sex On The Beach...
Ela riu, descontraída, o que me fez relaxar.
-A vida é feita de contradições... – começa ela, com um sorriso misterioso.- Não achei em momento algum que a Demi iria para a pista de dança antes de mim!
-O Logan não deixa escapar uma, e todas vão, mesmo... — ele riu fitando as próprias mãos.
Your Body da Christina Aguilera começou a tocar a fumaça subiu até o teto na pista de dança.
-Eu amo essa música!- gritou ela- Vamos dançar?- perguntou. Não me deixando muito tempo para pensar e já puxando a minha mão para a pista.
Eu estava meio tonto, tinha bebido o meu quarto copo e não a via com clareza. Depois de tantas bebidas e tantas músicas, no dia seguinte foi pouco o que ficou na minha memória. Flashes. Dustin em cima da mesa dançando Michael Jackson. Logan com uma amiga em cada braço, e as meninas rindo. E se não me falha a memória, Miranda, tão recatada, perdeu a linha também, foi até o chão com sua filha Claire. Lembro-me do riso da Bianca quando viu a amiga Demi dançando até o chão. Lembro-me do pessoal perdendo um pouco da linha e eu perdendo o rosto da Bianca no meio da fumaça. Umas três vezes, ela sumiu, voltou depois de retocar o batom. E eu não sei em qual parte da noite, por me lembrar pouquíssimo dela, foi que o batom da Bianca foi parar no meu bolso. Isso eu fui ver no dia seguinte, quando quase nenhuma memória dela me vinha à mente, eu olhei para o batom e me lembrei exatamente da cor daqueles lábios. Vermelhos vibrantes. E outras memórias foram vindas à mente: suas covinhas, seus olhos amendoados e seus cabelos macios, perfumados. Seu rosto desaparecia na fumaça. Mas a memória mais marcante foi o batom vermelho, o tom, os lábios. Peguei o batom e fiquei feliz por tê-lo em meus bolsos. Olhei para o rótulo: Ruby Woo, Mac. Devolvi aos meus bolsos me imergindo novamente aos pensamentos na noite anterior.
Ah, Bianca... A garota do batom vermelho.
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