She Will Be Loved 2

15 Where Were You? / Love Me Tender


Notas iniciais
DEMOREEEEI, mas voltei (:
Desculpa gente, semana passada eu fui viajar por causa de um casamento e eu não consegui postar na quinta como eu tinha prometido.
Enjoy (:

Trinta e dois dias. Exatos um mês e dois dias que não tinha noticia nenhuma de Justin. Ele não me atendia, não atendia a Lucy ou Ryan ou Mackenzie ou qualquer pessoa que eu pedia para ligar para ele.

Ele prometeu que estaria aqui no meu aniversário e, bom, meu aniversário é amanhã.

Sem pressão.

Quando meu pai descobriu sobre o final de ano, a reação dele foi melhor do que eu esperava. Ele veio para Kentucky – o que é raro para o meu pai – e me deu uma boa bronca de vinte minutos, depois tirou meu passe verde.

E Charlotte Adams está presa de novo dentro do internato.

Em resumo, eu não me ferrei tanto quanto achei que me ferraria. E Justin sumiu sem deixar rastros.

– Teve notícias do Justin? – Mackenzie perguntou assim que eu coloquei meu nariz para dentro do nosso quarto.

– Não. – Falei e me joguei na cama, afundando meu rosto no travesseiro.

Mackenzie estava preocupada com o meu aniversário. Ela queria que fosse algo legal porque provavelmente estava se sentindo culpada por eu ter dado presente para ela no natal e ela não ter me dado nada.

Nada além de me alojar na casa dela junto com meus amigos problemáticos.

– Tentou ligar para ele hoje? – Perguntou. Eu assenti sem tirar a cabeça do travesseiro. – E nada? Nem caixa postal?

– A caixa postal dele está lotada. – Falei e apertei meus dedos na palma da minha mão.

Por mais que eu estivesse preocupada com Justin sumindo do nada, eu tinha deixado no máximo cinco mensagens na caixa postal. Alguém – ou alguéns – deve ter deixado várias mensagens na caixa postal dele e aquilo me deixava um pouquinho louca da vida.

Ficamos em silêncio, daqueles que ninguém faz questão de quebrar.

Entrei no banheiro, tomei um banho rápido, coloquei pijama e deitei na minha cama, tentando não pensar muito em como amanhã é meu aniversário, meu “namorado” – não sei se somos namorados, para ser sincera – sumiu e meus parentes mais próximos provavelmente nem se lembram de que eu existo.

– Sabe o que eu acho? – Mackenzie perguntou. Abri a boca para dar uma resposta sacana, mas Mackenzie foi mais rápida. – Mesmo que Justin não apareça amanhã, você tem que comemorar. Só se faz dezessete anos uma vez na vida. É importante.

– Mackenzie... – Tentei protestar.

– Vai ter uma festa amanhã à noite nos fundos do prédio do primeiro ano. – Mackenzie falou. – Eu sei que é uma festa de primeiranistas e que não é o mesmo tipo de festa que você está acostumada ou esperando, mas é alguma coisa.

– Deixa isso pra lá, ok? – Falei. – Não é importante, de qualquer jeito. Não é como se fosse minha festa de dezoito.

Mackenzie ficou em silêncio durante dois minutos.

– Amanhã. Oito horas. Esteja pronta. – Mackenzie falou. – E é melhor você não tentar fugir de mim se não vou na diretoria e digo que você esconde bebida debaixo da sua cama.

(...)

Olhei meu reflexo no espelho, ajeitando melhor a minha blusa. Claro que Mackenzie não ia deixar eu me livrar da festa do primeiro ano, já que hoje era meu aniversário.

Lucy me ligou e disse que me mandou algo por correio que ia chegar provavelmente amanhã. Ryan ligou e me desejou parabéns e me avisou que aparentemente a conta de celular de Justin foi desativada e que era inútil tentar falar com ele por aquele número agora. Josh também ligou e me deu parabéns, mas ele passou mais tempo falando com a Mackenzie do que comigo.

Ian me deu uma miniatura colecionável de um zumbi, o que foi simplesmente sensacional porque Mackenzie tem medo de zumbis e foi engraçado ver a reação dela.

Mackenzie me comprou um sapato, o mesmo que eu coloquei para ir na festa imbecil que ela estava me arrastando.

– Vamos, tá na hora. – Mackenzie falou enquanto agarrava meu braço e me arrastava em direção a porta.

Arrastava literalmente.

– Sério, eu estou bem. – Falei. – Não precisa de festa. Principalmente porque hoje é quarta-feira e amanhã tem aula.

– Para de bobagem e vem. – Mackenzie falou.

Fomos para a droga da festa. E, como toda festa desde que Josh se formou graças a um milagre dos céus, estava uma porcaria. Ele pode ser um idiota às vezes, mas sabe dar uma festa.

Peguei um copo de cerveja e Mackenzie fez o mesmo. Ian supostamente era para estar aqui, então peguei um copo para ele.

– Feliz aniversário, Charlie. – Mackenzie falou e bateu o copo azul de plástico no meu, tomando um gole logo depois. Fiz o mesmo.

Ian apareceu e ficamos conversando até tarde, rindo de piadas e comentários alheios. Até que foi divertido, para ser sincera.

Duas horas da manhã resolvemos voltar para os quartos. Mackenzie correu na minha frente para usar o banheiro e eu sentei na minha cama, tirando meu sapato. Coloquei meu pijama em tempo recorde e me deitei. Amanhã eu vou ficar parecida com um guaxinim, mas não tem problema.

A verdade é que é triste não saber onde Justin está. Além de revoltante.

Fechei os olhos pelo o que pareceu dois minutos até a janela do quarto começar a ser espancada e eu cair da minha cama de susto. O mesmo aconteceu com Mackenzie, que tratou de pegar um chinelo que estava jogado no chão perto da cama dela.

Era alguém na janela, parecendo desesperado para entrar.

Levantei do chão, bolando planos mirabolantes para fugir caso fosse um psicopata, mas acabou que era Justin.

Justin. Na minha janela. No meio da madrugada.

Levantei do chão e fui o mais rápido que consegui até a janela, a abrindo e dando espaço para Justin entrar. Ele entrou, tirou algumas folhas que estavam presas na jaqueta dele e olhou para mim.

Não precisei de mais de um oitavo de segundo para abraçá-lo o mais forte que consegui, provavelmente o esmagando. Justin correspondeu ao abraço, me esmagando também.

– Por onde esteve, seu idiota? – Perguntei, sem o soltar.

– Obrigada pela parte que me toca. – Justin falou. – Feliz aniversário. Eu prometi que vinha.

Ignorei o fato de ele não ter respondido a minha pergunta.

– Quase me matou de susto. – Mackenzie falou e eu lembrei que ela estava ali.

Eu e Justin nos separamos, olhando para uma Mackenzie totalmente pálida e assustada.

– Desculpa Mackenzie. – Justin falou e eu vi um sorrisinho torto e meio triste estampar o rosto dele. – Volte a dormir.

Mackenzie fez o que Justin disse e eu o arrastei até fora do quarto, checando o corredor para ver se não tinha ninguém.

Estava tudo limpo.

– Eu comprei uma coisa para você. – Justin falou com um sorriso triste enquanto eu fechava a porta do quarto.

Justin estava encostado na porta do quarto da frente, me estendendo um pacote com um embrulho prata e um laço vermelho. Peguei e abri, vendo uma cópia de “Hamlet” de Shakespeare.

– Você provavelmente não der ter lido porque você é uma sem cultura, mas é bem legal. Espero que goste. – Justin falou, ainda sorrindo triste.

– Pra sua informação, eu li os sonetos. – Falei e mostrei a língua. Justin riu minimamente.

– São bons. – Justin falou e umedeceu os lábios com a droga do sorriso triste que não saia da cara dele.

– O que houve? – Perguntei. Justin franziu o cenho, como se não soubesse do que eu estava falando. – Eu já percebi que há algo errado, só me fala o que é.

Justin bufou e mordeu os lábios, mirando o chão.

– Não é nada de importante. Problemas em casa. Só isso. – Justin falou.

– Ok. – Falei. – Agora que você já contou a mentira, me fala a verdade. Não atendeu o celular, Ryan disse que sua conta na operadora foi desativada... O que houve de verdade?

Justin bufou e virou de costas pra mim, olhando para o teto.

– Não posso mais usar meu celular. – Justin falou.

– É tipo um castigo da sua mãe por alguma coisa? – Perguntei.

– Mais ou menos. – Respondeu sem virar para mim. – Eu... – Respirou fundo. – Eu estou em uma clínica de reabilitação.

Demorou alguns segundos antes da realidade entrar em foco de novo.

– Como assim clínica de reabilitação? – Perguntei, temendo o pior. – Está... Está usando cocaína de novo?

– Não. – Justin falou e virou para mim, olhando para o chão. – Alguém colocou um pacote com heroína nas minhas coisas. Não estou culpando ninguém, mas foi o desgraçado, filho de uma puta barata, do Phill.

Phill, o padrasto do Justin que ele odeia e que eu odeio depois de menos de cinco minutos de convivência no verão passado.

– Por que ele faria isso? – Perguntei. – Quer dizer, vocês brigam para cacete, mas isso é passar um pouco do limite.

– Ele é um otário. – Justin falou e deu de ombros. – Ele nunca gostou de mim. Desde quando ele namorava minha mãe. Só porque ele tem a ilusão de que eu quero que minha mãe volte com o meu pai. Como se, depois de tudo o que meu pai fez pra minha mãe, ela quisesse voltar com ele. Patético. Ele me quer longe porque não tem que lidar comigo e meu comportamento adorável e com o passado da minha mãe.

Me aproximei de Justin e o abracei. Justin correspondeu ao meu gesto, me apertando demais. Mas eu não reclamei porque ele precisava muito de um abraço.

– Eu não aguento mais, Charlotte. – Justin falou com a voz um pouco embargada. – Phill, toda a merda que envolve minha família disfuncional... Se você... Se você visse o jeito que minha mãe me olhou quando me deixou naquela droga de clínica. Eu podia ler o olhar dela... “Você é um monstro, igual ao seu pai”.

– Tenho certeza que... – Comecei, mas uma fungada mínima de Justin me cortou.

Ele estava chorando.

Chorando.

– E ainda por cima tem o meu pai com aquela história de “você tem que amadurecer e assumir a empresa”. Que aquela empresa vá pra casa do caralho. Estou pouco me fodendo pro que meu pai quer que eu faça desde que ele não empurre as decisões que ele faz pra mim pra debaixo da minha garganta. – Justin falou.

Beijei o ombro de Justin.

– Vai ficar tudo bem. – Falei. – Você vai ver.

Nos soltamos porque eu estava começando a sentir meus pulmões começarem a doer pela falta de ar porque Justin estava me apertando demais.

– Eu duvido. – Justin falou e limpou a lágrima solitária que saiu do olho castanho-avelã dele.

Encostei meus lábios nos de Justin por poucos segundos.

– Tem que pensar positivo de vez em quando. – Falei.

– Sou realista. – Justin falou.

Ouvi um barulho no corredor e tampei a boca de Justin delicadamente. Uma porta de um quarto abriu e uma garota totalmente bêbada saiu de lá, abrindo a porta de outro quarto bruscamente e depois batendo a porta ao entrar.

Justin riu baixinho e eu também.

– Quando vai sair da clínica? – Perguntei quando os risos cessaram.

– Saí ontem. – Justin falou. – Meu pai deu um jeito porque precisava de mim de volta na faculdade para não ficar óbvio que ele comprou meu diploma.

– Ele comprou seu diploma? – Perguntei meio perplexa. Justin riu.

– Não sei. – Falou. – Talvez sim, talvez não. Mas como ele manda naquela porcaria, é a primeira coisa que as pessoas pensam quando eu falto muito. E meu pai gosta de manter as aparências de homem justo apesar de ter trocado minha mãe por uma prostituta.

Comecei a rir e Justin me acompanhou. Quando paramos de rir, Justin me beijou. E eu fui para as nuvens, como sempre acontecia quando Justin chegava a menos de um metro de mim.

Infelizmente, seres humanos respiram e comigo e com Justin não é diferente. Partimos o beijo assim que a falta de ar se tornou insuportável. Não nos afastamos, entretanto. Ficamos com as testas coladas e, no meu caso, de olhos fechados, apenas sentindo o momento.

Pode soar extremamente brega, mas se Justin está aqui, então está tudo bem.

– Eu sinto sua falta. – Justin falou e subiu a mão até a minha nuca, acariciando o local de um jeito fofo.

– Eu também sinto a sua. – Falei. – Bastante.

Justin selou nossos lábios rapidamente. Abri meus olhos e encontrei o par de olhos avelã tristes olhando diretamente para os meus olhos. Ainda estávamos com as testas coladas, fazendo os olhos de Justin ficarem bem mais... Hipnotizantes.

– Eu tenho que te falar uma coisa. – Justin falou. Assenti, umedecendo meus lábios. – Eu...

– Quem está ai no corredor? – Ouvi a diretora do alojamento falar de algum lugar.

Me afastei de Justin com pressa, abrindo a porta do quarto e entrando, puxando Justin comigo. Fechei a porta sem bater para não acordar Mackenzie – que dormia igual um bicho-preguiça – e nem dar motivos para a diretora vir conferir nosso quarto.

– Essa foi por pouco. – Falei. Me virei e vi Justin sentar na minha cama. – O que estava dizendo?

– Nada. – Justin falou. – Era bobagem. Ia fazer piada sobre seu pijama extremamente sexy.

Olhei para o meu pijama e senti minhas bochechas corarem. É claro que ele estava brincando comigo porque meu pijama dos Muppets deve ser a coisa mais broxante que já existiu na história do planeta.

– Haha. – Ri sem humor. – Como você é engraçado.

Justin riu e deitou na minha cama, tirando os sapatos e colocando os braços atrás da cabeça.

– Não vai me convidar para passar a noite aqui? – Perguntou divertidamente.

– Não. – Respondi fingindo estar séria. – Se manda.

– Me tire daqui então. – Justin falou num tom divertidamente desafiador.

Ri baixo e fui até minha cama, deitando do lado de Justin. A cama é de solteiro e estávamos apertados um do outro feito sardinha em lata.

– Boa noite. – Justin falou e beijou minha testa.

– Boa noite. – Respondi.

(...)

Abri os olhos devagar, tentando me acostumar com a claridade. Senti alguém se mexer bem perto de mim e olhei para o lado, encontrado Justin tentando sair da cama. Justin olhou para mim e viu que eu estava acordada.

E ele sorriu.

E eu tive que sorrir de volta.

– Te acordei, não foi? – Justin perguntou. – Foi mal, não era minha intenção.

– Não tem problema. – Falei.

Justin saiu da cama, levando minhas cobertas junto. Sentei na cama e olhei ao redor, vendo que Mackenzie não estava na cama dela e já passava do meio dia.

Perdi aula, que legal.

– Quer sair hoje? – Justin perguntou enquanto colocava os sapatos.

– Claro. – Respondi.

– Vamos para o centro da cidade então. – Justin falou. – Está tendo um festival de inverno e tem umas barraquinhas de comida.

Mordi minhas bochechas por dentro da boca.

– Não dá. – Falei depois que me lembrei de um detalhezinho. – Meu pai tirou meu passe verde.

Justin sorriu, um daqueles sorrisos maliciosos de “eu dou um jeito”.

– Dá sim. – Justin falou. – Vamos combinar assim: Você vai almoçar e tenta pegar o período da tarde de aulas e a noite nós vamos. Seis horas, mais ou menos. Combinado?

– Tá, pode ser. – Falei e dei de ombros.

Justin veio até mim, me beijou e depois foi até a janela, abrindo e pulando para fora.

Comecei a rir porque ele com certeza não pensou que é hora do almoço e não tem ninguém nos alojamentos.

O dia passou bem devagar. Cinco horas comecei a me arrumar para sair com Justin, sorrindo igual uma retardada.

Justin sempre faz isso comigo. De fazer eu me sentir extremamente retardada, quero dizer.

Terminei de me arrumar e esperei uns dez minutos antes de alguém bater na porta. Abri e Justin estava lá, parado na soleira da minha porta e sendo lindo.

– Oi. – Falei porque foi a única coisa que veio a minha mente que não faria Justin pensar que sou uma pervertida.

Você não fala “você é gostoso” quando uma pessoa acabou de chegar, nunca. Isso pode assustar essa pessoa.

– Oi. – Justin respondeu, sorrindo. – Vamos?

– Sim. – Falei, sorrindo também.

– Oi Justin! – Mackenzie gritou enquanto mudava o canal da televisão. – Cuida bem dela e não deixa ela beber demais!

– Pode deixar! – Justin respondeu.

Comecei a rir porque sou retardada.

Saí do quarto e eu e Justin fomos andando até o portão principal. Estranhamente, o porteiro nos deixou passar sem me barrar.

– Como... – Comecei a perguntar.

– Eu meio que comprei seu passe verde por uma noite. – Justin falou e riu baixinho.

Claro, ele subornou o porteiro.

Assim que saímos do internato, fomos em direção a um carro parado por perto. Justin abriu a porta de trás para mim e eu entrei, vendo o mesmo homem negro alto e forte. Kenny, se não me engano.

– Charlotte. – Kenny falou olhando para mim pelo espelho retrovisor. – Quanto tempo.

– Oi Kenny. – Falei e sorri.

Kenny sorriu sem mostrar os dentes e depois olhou para Justin.

– Entra logo. – Kenny falou com uma voz firme.

Justin entrou do meu lado e fechou a porta com força. Kenny deu partida no carro.

Não demorou muito até chegarmos no centro da cidade. Kenny estacionou nas redondezas do parque onde o festival estava acontecendo.

– Às dez horas eu quero os dois aqui, entenderam? – Kenny falou.

Assentimos enquanto Justin me ajudava a descer do carro. Fechei a porta do carro preto e Justin agarrou minha mão, me levando para a entrada do festival.

Pagamos quatro dólares – dois cada um – pela entrada e fomos para as barracas de comida. Eu paguei pela minha própria comida e sentamos em uma das mesinhas de plástico.

Havia várias atrações, entre elas uma encenação de “Mágico de Oz” que explica a quantidade exagerada de crianças correndo para lá e para cá.

Conversamos enquanto comíamos e, quando terminamos, começamos a andar pelo lugar. Jogamos um jogo idiota de atirar nos patinhos e eu, claro, perdi. Mas Justin me deu o prêmio dele, uma caneta que acendia.

Justin acertou, no máximo, dois patinhos.

Enquanto andávamos e conversávamos, passamos por um lugar onde as pessoas dançavam umas músicas antigas e lentas. A maioria das pessoas que estavam debaixo dessa tenda eram pessoas entre os 50/60 anos. Um monte de velhinhos dançando juntos e uma mulher de aparentemente 30 e poucos anos cantando em um espaço reservado.

Eram três pilas para entrar então eu e Justin ficamos do lado de fora, dançando as músicas que tocavam na tenda. Não éramos os únicos, uma porção de gente que não iria pagar 3 dólares para dançar estava ali, aproveitando a música de graça.

Os acordes de Love Me Tender, de Elvis Presley, começaram a ser tocados pela banda e Justin me puxou para perto. Passeis meus braços por seu pescoço e ele passou os braços pela minha cintura.

Os olhos de Justin estavam ainda mais brilhantes devido à luz amarela no local onde estávamos. Depois de alguns segundos, Justin me deu selinho rápido e respirou fundo.

– Tenho que te falar uma coisa. – Justin falou. – Antes que eu surte.

Ri baixo.

– Pode falar. – Falei.

Justin pareceu pensar por dois segundos.

– *Como hei de comparar-te a um dia de verão? És muito mais amável e mais amena. – Justin começou a recitar o soneto 18 de Shakespeare. – E... Hm, os ventos que sopram alguma coisa. E blá blá blá. – Comecei a rir um pouco. – Desculpa, eu não sou Shakespeare. Mas eu não me lembro de Romeu estudar em Oxford, sabe como é. – Ri mais ainda. – Eu queria ter as palavras mais bonitas e perfeitas para te dizer agora, porque se as tivesse eu as diria, mas... Diria o quanto você faz eu me sentir bem. Diria o quanto amo seu sorriso e seus olhos. E o quanto odeio o Oceano Atlântico por separar a Inglaterra daqui.

Sorri enquanto sentia o canto dos meus olhos encherem com as lágrimas idiotas que sempre resolvem aparecer na hora errada.

– Eu diria que você me faz uma pessoa melhor. – Justin continuou. – Você me faz ser eu mesmo. E é por isso que eu te amo. Você significa tudo para mim, muito mais do que qualquer outra pessoa que eu conheci. Eu te amo, Charlotte Adams. E eu tenho certeza disso. Mas, ei, eu sou só um universitário estúpido. Eu não tenho as palavras bonitas.

Se eu disser que meu coração pulou uma batida, eu estaria mentindo. Eu estava legitimamente tendo uma parada cardíaca.

Fiquei pelo menos três segundos sem nem me mexer, mas os aplausos das pessoas para a mulher que terminou de cantar Love Me Tender me tiraram do transe.

– Eu também te amo. – Falei.

Justin sorriu antes de me beijar.

Justin me ama. Justin me ama. Justin me ama.

Já disse que Justin me ama?

Eu o amo. Eu o amo mais do que tudo.

Ele e ama e eu o amo, isso é tudo o que eu quero pensar agora. O fato de Justin ter que voltar para a Inglaterra, meu pai o odiar, eu ainda estar no ensino médio enquanto ele está na faculdade... Tudo parecia tão distante de nós.

É só nós dois, eu e ele. Nada mais importa agora.


Atualiazado 00:19: * = Me baseei no filme "Coisas de Meninos e Meninas" para escrever essa parte. Não estou plageando (:

Notas finais
Gostaram? Eu sei, ficou meio tosco :B
Eu fiz ele grande para compensar a demora (:
EEEEEE EU TENHO UMA NOVIDADE: Estamos quase no fim da segunda temporada! Já?! Já. :3
Então eu tenho uma pergunta pra vocês, leitoras: Vocês querem que a história inteira seja finalizada na segunda temporada ou vocês querem a terceira? Vocês que mandam, suas lindas.
BEIJOS PRA VOCÊS, SUAS PERFEITAS MARAVILHOSAS. VOCÊS SÃO A ROSE DO MEU JACK, A JULIETA DO MEU ROMEU, A BELLA DO MEU EDWARD, A KATNISS DO MEU PEETA, A COMIDA DO MEU NIALL, O INSTAGRAM DO MEU JUSTIN, O GLITTER DA MINHA DEMETRIA ♥
Vou parar de usar droga antes de escrever as notas finais, eu juro (não).
Mereço reviews? Eles me inspiram :3