She Will Be Loved 2

19 Landslide / She Will Be Loved Part 1


Notas iniciais
SDFGHJSLÇFSADFASDFGHJKJHFAUTKFLJHFSAFASFHJSFSJFASLFJSLÇFJASLFJASFGUTUWEKJNSMFDCJF
VAMOS SÓ COMENTAR QUE ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO DESSA FIC E ENTÃO VOCÊS ESTARÃO LIVRES DE MIM.
Enjoy (:
JSKLDFJLASKDFLAJSDLFKAJSLDF ALL THE FEELS ~~~~

“Não são sempre arco-íris e borboletas, é o compromisso que nos move juntos”– She Will Be Loved (Maroon 5)

“Posso navegar através das transformações das ondas do oceano? Posso lidar com a mudança das estações da minha vida?”– Landslide (Fleetwood Mac)

Sabe quando alguma coisa muito ruim acontece e nosso cérebro simplesmente para de funcionar? Talvez não seja comum com as pessoas normais, mas comigo sempre acontece.

Toda a vez que algo ruim acontece comigo, meu cérebro para de processar as coisas e tudo o que eu consigo pensar é nos tempos em que eu não entendia as coisas direito, quando eu tinha uns seis ou sete anos.

Minha mãe gostava de músicas antigas e sempre escutava a mesma rádio quando andávamos de carro. Eu não lembro o nome da rádio ou da frequência, mas a cada duas músicas eles tocavamLandslideda bandaFleetwood Mac. Essa era a música favorita da minha mãe.

Por algum motivo, toda vez que meu cérebro apaga,Landslidecomeça a tocar na minha cabeça. Acho que é porque essa música me transmite calma.

EnquantoLandslidetocava repetidamente como um disco quebrado no meu cérebro, várias pessoas falavam coisas ininteligíveis ao fundo. Eu queria mandar todas elas calarem a boca, mas meu cérebro não queria “ligar” de novo.

Tentei abrir meus olhos, mas eles estavam pesados. Respirei fundo e senti uma dor grande no meu pulmão junto com uma dor de cabeça insuportável. Tentei abrir os olhos de novo. Nada.

Depois de um tempo as vozes pararam e eu acho que acabei dormindo. Quando “acordei”, meus olhos abriram sem esforço algum. Estava de dia e toda aquela claridade incomodava meus olhos, e o fato do quarto ser todo branco só piorava a situação.

Eu estou no hospital.

Tentei me lembrar do porque vim parar no hospital, mas tudo o que eu conseguia lembrar era de Justin completamente irritado indo atrás de Polly e Phill no corredor do hotel.

Mexi minha cabeça um pouco para o lado para ver se encontrava alguém no quarto, mas minha cabeça começou a doer e latejar muito e eu desisti de me mexer. Até mexer os olhos machucava.

Foi quando meu pai apareceu, no meio do nada.

– Charlotte? – Ele falou. Parecia que ele queria ter certeza de que eu estava ali.

–Oi pai.– Falei. Minha voz saiu baixa e fraca, mas acho que ele escutou.

Meu pai arregalou os olhos – ele estava com olheiras fundas debaixo dos olhos – e umedeceu os lábios.

– Está doendo? – Perguntou e sentou em uma poltrona ao lado da minha cama.

–Está.– Falei.

Meu pai apertou um controle pequeno pendurado ao lado da minha cama.

– Eu chamei as enfermeiras. Elas vão te dar um remédio ou alguma coisa assim. Vai ficar tudo bem. – Meu pai falou.

–O que aconteceu?– Perguntei e meu pai me olhou com um pouco de desespero nos olhos.

– Nada importante. – Falou. Eu sei que ele estava mentindo. – Vai ficar tudo bem.

–Cadê o Justin?– Perguntei.

– Ele foi para o hotel tomar banho, mas já deve estar voltando. – Meu pai falou. – Você nos deu um susto mocinha.

–A Polly ainda quer me matar?– Perguntei.

Meu pai riu pelo nariz.

– Não, está tudo bem agora. – Meu pai falou.

Duas enfermeiras entraram no quarto. Uma falava espanhol e a outra traduzia as coisas para o meu pai. Pelo jeito eu ainda estou no Caribe.

A morena de pele escura – que só falava espanhol – aplicou uma injeção em um fio que saia da minha veia do braço e sorriu para mim, mostrando seus dentes brancos. Queria sorrir de volta, mas estava doendo mesmo.

As enfermeiras deixaram o quarto.

–Há quanto tempo estou aqui?– Perguntei.

– Cinco dias. – Meu pai falou.

Franzi as sobrancelhas. Doeu.

–Cinco dias? O que aconteceu comigo?

Meu pai umedeceu os lábios.

– Você caiu na escada do hotel em que estava hospedada e bateu a cabeça com força. Polly te viu jogada na escada, com a cabeça sangrando, e chamou a ambulância a tempo de você não ter uma hemorragia. – Meu pai falou. – Além disso, você quebrou uma costela e lascou o osso do quadril. E, se quer um conselho, passe longe de espelhos. Seu rosto está uma porcaria porque você rompeu um vaso sanguíneo quando cacetou a testa em um degrau.

Senhoras e senhores, apresento a vocês o meu pai.

Depois de uns trinta minutos assistindo televisão, alguém bateu na porta. Olhei para a porta branca do quarto branco e vi Justin e Polly entrarem. Os dois com olheiras e olhos inchados.

Polly conseguia estar com mais olheiras e com os olhos mais inchados do que estava quando foi conversar comigo e com Justin no hotel.

Justin também parecia...Frágil. Como se não estivesse se alimentando.

Justin percebeu que eu estava acordada e foi para perto de mim, dando um beijo leve nos meus lábios como se estivesse com medo de me machucar.

– Como se sente? – Justin perguntou.

–Eu sobrevivo. – Falei e Justin riu baixo pelo nariz, sorrindo durante uma fração de segundo.

Justin me beijou de novo, do mesmo jeito de antes.

– Eu te amo. – Justin falou de olhos fechados, com cara de dor.

–Eu também te amo. – Falei. –O que está acontecendo?

Justin olhou para o meu pai, que respirou fundo e umedeceu os lábios.

– Eu achei melhor esperar vocês. – Meu pai falou.

Polly respirou fundo e se aproximou de mim, abaixando para ficar da minha altura.

– Acho que te devo desculpas. – Polly falou. – Aliás, eu com certeza te devo desculpas. Muitas desculpas. Eu duvidei de você e duvidei do meu próprio filho. Eu estava confusa, mas não estou mais. Então... Se você precisar de absolutamente qualquer coisa, sei lá, como conversar com alguém, você pode... Não, não. Vocêdevevir até mim, ok? Eu sinto muito, Charlotte.

Polly começou a derramar algumas lágrimas, mas as limpou e depois levantou e foi em direção a porta do quarto.

– Vou chamar o médico. – Polly falou e saiu.

Justin se abaixou onde Polly estava e segurou minha mão, a acariciando devagar com o polegar.

– Preciso que você seja forte agora. – Justin falou. – Preciso que seja a Charlotte que me bateu no Halloween e não a Charlotte que se fechou para o mundo depois do verão do ano passado.

Meu coração estava acelerado. Mas que porra aconteceu?

–Mas que merda, Justin. Fala logo o que aconteceu.– Falei e tossi por ter forçado minha voz.

Justin desviou o olhar e limpou uma lágrima solitária que caiu dos olhos dele.

Seja lá o que for, parece sério.

Um médico alto, moreno e bronzeado entrou no quarto segurando uma prancheta e acompanhado de Polly. Justin apertou minha mão com um pouco mais de força.

– Olá, Charlotte. – O médico falou e sorriu fraco. – Sou o doutor González e sou eu que acompanho seu quadro médico. Sou o único médico desse hospital que fala seu idioma fluentemente também.

Respirei fundo e olhei de soslaio para Justin, que estava concentrado em um fio solto do lençol da minha cama.

Voltei a olhar para o médico.

– Já te disseram o que houve? – Ele perguntou e veio até perto de mim, sentando em uma cadeira de rodinhas na frente da minha cama.

–Mais ou menos. – Falei.

– Bom... – Ele começou. – Você desmaiou na escada e rolou alguns andares para baixo. Bateu bem forte a cabeça em diversos pontos, quebrou uma costela, lascou os ossos da bacia óssea e rompeu um vaso sanguíneo na testa.

Pareceu que minha cabeça fez um som estranho e eu lembrei de estar nas escadas e de apagar.

–Hm.– Falei.

O médio respirou fundo.

– Preciso que se esforce agora, ok? – O médico falou. Assenti devagar por conta da dor de cabeça que amenizou só um pouco com o remédio das enfermeiras. – Como se sentia uma semana antes disso tudo acontecer?

–Normal.– Falei.

“Me sentia tonta porque não parava de beber e quebrar a lei do seu país, eu sinto muito”

– Se sentia enjoada ou com tontura? – O médico perguntou.

–Ahn... Sim.– Falei. –Eu acho que posso ter bebido um pouco.

O médico assentiu e então me olhou sério.

– Senhorita Adams, você estava grávida quando caiu da escada. – O médico falou. – E perdeu o bebê com a queda.

Os acordes deLandslidecomeçaram a tocar de novo e tudo escureceu.

(...)

Quando acordei já era de noite.

Eu não estava mais com dores pelo corpo quando acordei, mas eu queria estar. Pelo menos assim eu ia ter alguma coisa para pensar além do que o médico falou.

Eu estava grávida. Não estou mais. Eu matei um bebê.

Comecei a chorar baixo, pensando em como eu sou estúpida.

Eu sempre soube que eu devia me prevenir muito para não terminar grávida antes de ir para faculdade ou durante a faculdade. Eu sempre me preveni muito paranuncater uma gravidez indesejada.Mas...

Tudo parecia tão diferente agora. Eu não queria um bebê, mas em pensar que eu perdi o bebê do Justin... Só faz tudo ficar pior.

Depois de poucos minutos, meu choro baixo se tornou algo razoavelmente alto e uma luz acendeu no quarto. Olhei para o lado e vi Justin se aproximar da minha cama de hospital, parecendo cansando.

Ele não falou nada, eu não falei nada, nós só nos abraçamos e ficamos assim por bastante tempo. Eu não tenho certeza, mas acho que Justin estava chorando também.

– Vai ficar tudo bem. – Justin falou com a voz um pouco embargada. – Só pensa em outra coisa.

Eu não sabia o que fazer ou o que falar, então só fiquei abraçada com Justin durante um longo tempo. Quando o sol já estava aparecendo no horizonte e iluminando um pouco o quarto, eu acabei pegando no sono.

Quando acordei, continuei em silêncio. Não tem muitas coisas a serem ditas nesse tipo de momento.

Depois do almoço, o doutor Gonzáles veio falar comigo e me explicou – ou tentou me explicar – o porque de tudo ter acontecido. Aparentemente o fato de eu ser “pequena” e ter bebido durante a gestação não ajudou muito na hora de salvar o bebê.

Em outras palavras,a culpa foi minha.

Justin, Polly e meu pai jogaram uma porção de indiretas do tipo “não é culpa de ninguém”, mas não funcionou.

Polly conversou comigo durante um tempo enquanto meu pai almoçava e Justin ia para o hotel tomar banho, falando sobre o quanto ela estava arrependida de ter brigado comigo e o quanto ela está feliz que eu e Justin estamos juntos apesar de tudo.

Era uma conversa um pouco unilateral porque ela falava e eu só assentia e tentava não chorar muito alto para ninguém perceber.

De noite, quando ficou apenas eu e Justin no quarto, as coisas ficaram um pouco piores.

Basicamente, eu tive uma crise de choro e tentei arrancar os aparelhos de mim.

Então eu chamei a enfermeira e pedi para ela jogar calmante na minha veia para me fazer dormir. Ela ficou um pouco preocupada, mas no fim ela me sedou e eu consegui dormir.

Quando acordei Justin não estava mais no quarto. Chamei a enfermeira e ela disse que Justin tinha ido embora durante a noite e que o doutor Gonzáles queria falar comigo.

As notícias do doutor Gonzáles até que foram boas: Eu vou liberada do hospital no dia seguinte, mas vou ter que tomar uma porção de remédios durante um tempo. Entre os remédios tem umantidepressivo.

Meu pai dormiu comigo no hospital. Justin estava sem dar sinal de vida.

No outro dia de manhã as enfermeiras apareceram e arrancaram os tubos que estavam nos meus braços. Polly tinha trazido algo confortável para eu usar para ir embora.

– Vou esperar lá fora. – Meu pai avisou e saiu do quarto junto com Polly.

Coloquei a roupa,tentando evitar me mexer muito porque meu corpo ainda doía, e prendi meu cabelo. Me olhei no espelho do quarto e tive vontade de chorar. Eu estava horrível.

Meu rosto estava mais fino, eu tinha perdido um peso absurdo a ponto de parecer uma caveira com pele. Meu cabelo estava uma bagunça. Eu estava com olheiras imensas apesar de o roxo do vaso sanguíneo rompido já ter desaparecido.

Eu parecia eestavameio morta.

Saí do quarto e encontrei meu pai e Polly conversando com algumas enfermeiras e com o doutor Gonzáles. Justin estava encostado na parede de frente ao quarto, olhando para o chão.

Apertei meus lábios com força e encostei na porta fechada, de frente para Justin.

– Está brava comigo? – Justin perguntou sem olhar para mim. – Eu devia ter ignorado o imbecil do Phill, parado a briga...

– Não foi culpa sua. – Interrompi. – Você não sabia.

– Não foi culpasua.– Justin falou, enfatizando a última palavra. – Você sabe disso, não sabe?

Umedeci os lábios e respirei fundo.

– Você sabe que foi culpa minha, Justin. – Falei.

Justin me lançou um olhar bravo.

– Se repetir isso de novo, juro por tudo o que é sagrado que bato sua cabeça contra a parede até seu cérebro voltar a funcionar de novo. – Justin falou.

Aquilo me fez rir. A primeiríssima risada depois de um bom tempo. Não que fosse a coisa mais engraçada da Terra, mas eu ri.

Quando terminei de rir, vi que Justin olhava com uma cara engraçada para mim, como se eu fosse maluca. Talvez eu seja mesmo maluca, mas pelo menos eu dei risada e Justin sorriu um pouco.

– Onde foi durante a noite? – Perguntei. – As enfermeiras disseram que você saiu.

Justin respirou fundo e sorriu um pouco mais.

– É surpresa. – Justin falou.

(...)

Meu pai, Justin Polly e eu entramos na suíte de lua-de-mel do hotel. Tudo estava exatamente como eu me lembrava.

Eu não estava me sentindo bem porque tudo parecia... Sei lá, real demais.

Acho que eu ainda não me convenci completamente de que eu estava grávida e fui irresponsável o suficiente para deixar o bebê morrer.

– Vou pedir pizza. – Meu pai falou e se afastou de mim e de Justin.

– Preciso dar um telefonema. – Polly falou e pegou o celular no bolso da calça, se afastando também.

Acho que eles só queriam que eu e Justin conversássemos.

Justin pegou minha mão e me conduziu até o banco que tinha perto da beirada da enorme varanda do quarto. Estava de noite e o céu estava com uma porção de estrelas, uma coisa bem... Caribenha, eu acho.

Sentamos no banco e ficamos olhando a paisagem, sem falar nada um para o outro.

– Você ainda acha que a culpa é sua, não é? – Justin perguntou depois de um tempo.

Não respondi.

– Charlotte, eu preciso te contar uma coisa antes que eu fique louco. – Justin falou e respirou fundo.

– Pode falar. – Falei.

A respiração de Justin começou a ficar um pouco descompassada e parecia que ele estava tendo algum tipo de dor física.

– Eu sinto muito, não foi por querer. – Justin falou.

– O que aconteceu? – Perguntei.

Justin colocou as mãos na cabeça e começou a puxar um poucos os próprios cabelos.

– Fui eu que acertei o soco em você.


Notas finais
Estou muito triste e feliz ao mesmo tempo para falar qualquer coisa aqui. JKSLFJLKSDF
Falando em felicidade e tristeza... Me contem o que acharam do fim de Jelena. (:
VAMOS FALAR DE REVIEWS AGORA... Eu tenho 200 leitoras, eu sei que vocês conseguem fechar a fic com chave de ouro me mandando reviews. Por favorzinho.
BEIJOS, EU AMO VOCÊS, NOS VEMOS NO PRÓXIMO (E ÚLTIMO) CAPÍTULO :*
♥♥
Mereço reviews?? Eles me inspiram (: