She Will Be Loved
10 Toxic
Notas iniciais
Justin me consolou o resto da noite. Aposto que não foi exatamente a noite que ele planejou, mas ele parecia feliz por fazer eu me abrir com ele sobre a morte da minha mãe.
Voltei para o quarto depois e me joguei na cama, tentando aliviar a dor de cabeça de tanto chorar.
Como eu sou patética, consigo gastar uma noite inteira do lado do menino mais perfeito do mundo chorando.Chorando.
Acabei chorando até dormir. Acordei no outro dia com Lucy me chacoalhando.
– Charlie... – Lucy chamou. – Esqueceu que tem aula hoje?
– Obrigada por me lembrar. – Falei sarcasticamente e levantei da cama, colocando qualquer roupa.
Quando terminei, já estava atrasada. Lucy já tinha ido para aula faz tempo e eu ainda estava no quarto. Corri para o prédio de literatura e entrei no meio da aula. Tomei aquela bronca básica do professor, que no fim acabou me deixando entrar de qualquer jeito.
Senti meu celular vibrar no bolso da minha calça.
Charlotte, meu anjo.
O que acha de ir a festa de hoje? Todo mundo que é alguém vai. Eu sei que sua irmã não te curte muito, mas pelo o que eu andei ouvindo parece que você e o britânico estão... Íntimos. Se precisarem, eu tenho algumas pílulas do dia seguinte. Espero que não esteja me trocando.
Josh
Josh, sempre discreto quanto um mamute.
Josh, meu carma.
Eu vou. Não por sua causa, para sua infelicidade. E o britânico tem nome. Justin. Sabe, aquele que te ajudou quando você estava capenga de tão bêbado? E, fala sério, não vou discutir minha vida pessoal com você, Josh. Nem pedir uma pílula contraceptiva.
Charlotte.
Segundos depois, Josh me respondeu.
Você é quem sabe, use o método contraceptivo que você quiser. E sim, eu sei o nome dele. Obrigada por me corrigir, pirralha.
Ri da mensagem de Josh e desliguei o celular, voltando a prestar atenção na aula.
(...)
– Mas que droga de celular. – Lucy reclamou pela 234567ª vez.
– Lucy, para de reclamar. – Falei enquanto tentava meequilibrar nos saltosque Lucy tinha escolhido para mim.
Andamos até o prédio do quarto ano, no “quintal dos fundos”. Assim que chegamos, automaticamente comecei a procurar por Justin. Já não nos víamos desde ontem a noite, quando Justin me ouviu chorar toda a água do meu corpo por causa da minha mãe.
– Charlotte! – Ouvi a voz de Josh. Me virei e lá estava ele. Josh, quero dizer. – Pensei que ia mesmo me abandonar.
Josh já parecia bêbado, como sempre.
– Oi Josh. – Falei. – Onde está Justin?
Josh começou a rir.
– Está dizendo o britânico? – Josh perguntou ironicamente. – Aquele safado está por ai.
Respirei fundo. Josh se aproximou de mim com uma rapidez surpreendente considerando que ele estava quase entrando em coma alcoólico e segurou meu braço com força.
– Charlotte, Charlotte, Charlotte... – Josh falou e soluçou.
– Me solta, Josh. – Falei tentando manter a calma.
– Presta atenção porque eu só vou dizer uma vez. – Josh falou com a voz embargada. – Ele não é quem você pensa que é. Ninguém é tão perfeito do jeito que ele finge ser.
– Ninguém é perfeito. – Falei e tentei soltar meu braço. – Agora me solta.
– Quando ele pegar esse seu coração jovem de dezesseis anos e transformar em adubo, não venha correndo para meus braços. – Josh falou e riu.
– Pode deixar, não vou correr para os seus braços. – Falei.
Josh afundou o rosto no meu pescoço, fungando. Desviei.
– Ok, chega. – Falei. – Você está bêbado.
Josh continuou a rir e fez de novo a mesma coisa.
– Cara, solta ela, sim? – Ouvi uma voz masculina.
Mirei o garoto. O garoto que me passou cola ontem.
– Pequeno gafanhoto, nos deixe em paz. – Josh falou para o garoto.
– Solte ela. – O garoto repetiu, parecendo firme no que estava dizendo.
Josh o olhou com uma sobrancelha arqueada e me soltou.
– Faça bom proveito dos restos do Fletcher. – Josh falou venenosamente e saiu de perto.
Me virei para o garoto que olhava para onde Josh tinha ido com raiva nos olhos.
– Er... Valeu. – Falei.
– Imagina. – O garoto respondeu, voltando sua atenção para mim.
– Sou Charlotte. – Falei e sorri. O garoto sorriu de volta. Um sorriso lindo, diga-se de passagem.
– Sou David. – O garoto falou.
– Charlotte. – Ouvi alguém me chamar.
Me virei e avistei Justin que parecia me procurar entre os bêbados da festa.
– Te vejo depois. – Falei e fui até Justin.
– Ah, você tá ai. – Justin falou e sorriu. – Olá, gatinha.
Justin me deu um selinho com um gosto forte de cigarro.
– Andou fumando, benzinho? – Perguntei me fingindo de inocente.
Justin sorriu.
– Não, imagina. – Justin falou.
Um garoto passou distribuindo copos de alguma bebida. Peguei um e Justin outro. Entornei o copo de uma vez, fazendo Justin me olhar de um modo estranho.
– Você sabe que não tem permissão para ficar bêbada hoje. – Justin falou.
– Por que? – Perguntei. – Virou meu pai agora?
Justin sorriu maliciosamente e se aproximou da minha orelha.
– Na verdade, é porque eu quero vocêbem sóbriahoje. – Justin sussurrou, mordeu meu lóbulo e saiu de perto de mim, indo cumprimentar um grupo de garotos.
Notas finais
Eu voooolteeeii (8)
Enfim, espero que gostem lindas, mesmo estando curtinho.
É que, assim, infelizmente eu tenho que ir para escola e esse ano eu tenho que ficar o dia inteirinho lá.
Tipo, ensino médio integral ¬¬
Enfim, beijos suas fofas ♥
Mereço reviews??
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