Notas iniciais
CAPÍTULO DEDICADO A LINDA DA Isabelle Bianchi QUE ME MANDOU UMA RECOMENDAÇÃO MARAVILHOSA QUE ME EMOCIONOU. MUITO OBRIGADA, SUA PERFEITA. ♥
Enjoy (:

– Char, eu não peguei carta nenhuma.

Uma música um pouco mais animada começou a tocar, seguido de uns gritinhos animados de algumas meninas.

– Como assim? – Falei. – Quer dizer, a senhorita Tate disse que você...

– Bom, eu não peguei nada. – Justin falou. – Tem certeza de que ela disse que fui eu?

– Ela disse que foi meu namorado e, bom, eu deduzi que foi você. – Falei.

Justin olhou para os lados, como se estivesse procurando alguém. Justin agarrou meu pulso e me puxou para o canto da quadra, onde uns amigos de David estavam fumando alguma coisa que definitivamente não era cigarro.

– Onde está o David? – Justin perguntou para um garoto moreno.

– Eu não sei. – Ele falou divertidamente. – Por que a pergunta?

– Fala logo. – Falei e me aproximei do garoto.

Ele me olhou e depois olhou para Justin.

– Eu sei o que vocês querem. – O garoto falou. – Não percam seu tempo. Ele foi embora hoje a tarde. Você sabe, as férias de verão começam amanhã.

O garoto deu uma longa tragada e soltou a fumaça na minha cara.

– Você parece ser bem legal, até. – O garoto falou. – Sinto muito.

Justin colocou uma mão delicadamente no meu ombro e me conduziu para longe. Eu simplesmente não conseguia andar, falar ou fazer qualquer outra coisa. Eu estava literalmente paralisada de ódio.

– Vamos dar um jeito, Char. – Justin falou e pegou a minha mão, depositando um beijo nela. – A Inglaterra é perto da Irlanda, podemos ir lá e contar o que aconteceu para a direção do Newbridge. Eles não vão dizer não para você.

– É. – Falei.

Eu sei que talvez tenha solução, mas só de pensar que aquele nojento teve a coragem de tentar foder com a minha vida de vez me dá vontade de matar aquele idiota.

Justin me abraçou e beijou minha testa.

– Vamos lá, pirralha. – Falou. – Esquece aquele filho-da-puta.

Abracei Justin de volta e beijei seu pescoço.

– Vamos amanhã mesmo? – Perguntei.

– Vamos. – Justin falou.

Passamos a noite dançando as músicas lentas e conversando durante as músicas animadas. Inventamos de tomar uma dose de uísque toda vez que os cantores das músicas falavam “tipo”. Em menos de uma hora eu já estava bêbada.

(...)

Abri os olhos por causa da claridade. Uma dor de cabeça filha da mãe me atingiu e eu afundei meu rosto no peito de alguém. Era Justin. Me mexi e sentei, percebendo que estávamos deitados na grama perto da quadra e cheios de folhas e grama cobrindo nossas roupas de baile.

Sorri e me joguei na grama de novo.

– Que bom que acordou, pensei que tinha morrido. – Ouvi Justin falar.

Olhei para ele e lá estava os olhos castanhos claros me hipnotizando.

– Pensei que estivesse dormindo. – Falei.

– Minha mãe é atriz. – Justin falou e se espreguiçou, sentando na grama. – Sou bom nessas coisas. Você sabe, genética.

Ri.

– Tá bom, Tom Cruise. – Falei. – Que horas que é o voo?

– Seis da tarde, mas vamos sair daqui às duas. – Justin falou. – Tenho uma surpresa para você no caminho.

Assenti e levantei do chão, tirando os pedaços de grama e gravetos do meu vestido.

– Vou tomar banho e depois vou ir pro seu quarto. – Falei.

Justin veio até mim e colou nossos lábios rapidamente. Depois de alguns segundos, ele soltou.

– Vou ficar te esperando. – Falou e me ajudou a sair do meio do mato.

Segui para o alojamento do segundo ano e Justin foi para o do quarto. Entrei no meu quarto, ignorei Lucy e Ryan jogados na cama dela e fui para o banheiro. Tomei um banho longo para tirar os restos de ontem e sai enrolada na toalha.

Peguei uma roupa dentro da minha mala pronta para as férias e voltei para o banheiro.Terminei de me arrumare sai do banheiro, jogando minha toalha molhada em Lucy e Ryan que dormiam como se nada estivesse acontecendo.

Lucy deu um pulo, levando Ryan junto. É, eles estavam mesmo pelados.

– Acordem, seus preguiçosos. – Falei. – E, por favor, vistam alguma coisa.

Virei para a parede e esperei alguns segundos. Quando virei para Lucy e Ryan, os dois já estavam devidamente vestidos.

– Justin disse que íamos sair daqui às duas. – Falei.

– Vocês vão sair daqui às duas. – Ryan respondeu. – Eu e Lucy só vamos mais tarde. Digamos que a “surpresa” no meio do caminho é só para vocês e blá blá blá.

Arqueei uma sobrancelha.

– Ry... – Usei a voz mais doce que consegui. – Você sabe o que é?

Ryan negou.

– Ele não quis falar. – Ryan respondeu.

Enquanto Ryan e Lucy conversavam sobre alguma coisa e ficavam num grude total, arrumei o que faltava nas minhas malas e coloquei minhas coisas como porta-retratos e luminárias em uma caixa.

Essa caixa, como sempre, será despachada para “minha casa” e então, se eu der sorte, despachada para a Irlanda junto com mais algumas outras coisas que eu vou pedir para o meu pai incluir.

Olhei para uma foto do ano passado em que eu e Lucy estávamos fazendo careta para a câmera e não pude deixar de sorrir. Se por acaso a Newbridge não me aceitasse, se toda essa ideia de Justin acabar em merda, vou sentir falta dessa garota.

Depois de um bom tempo ajeitando as coisas, finalmente terminei. Peguei minha caixa cheia de tranqueiras e minhas malas e fui para a recepção, despachando minha caixa para a casa do meu pai e arrastando uma de minhas malas – a que dá menos impressão de “sou compradora compulsiva” para quem não me conhece – para o dormitório do quarto ano.

Logo que cheguei na escadaria principal, Justin já estava ali sentado em cima de uma mala colossal e duas outras paradas perto dele.

– Pronta? – Perguntou assim que me viu, me lançando um sorriso maravilhoso.

– Sim. – Respondi sorrindo também.

Josh, Sophie e Anne estavam ali, tentando fazer as malas de Anne passar pela pequena grama na frente do alojamento sem atolar na lama.

Josh correu até mim e me pegou no colo, me girando no ar.

– Tchau Josh. – Falei o abraçando forte. – Vou sentir sua falta.

– Também vou sentir a sua, encrenqueira. – Josh falou.

Senti meu coração apertar.

A verdade é que aquela era a minha família. Enquanto meu pai fingia que eu e Sophie não existíamos, aquelas pessoas ali se tornaram nossa família. Unidos pela falta de nossas famílias ausentes, criamos uma família para nós mesmos. Uma famíliaproblemática, é verdade, mas mesmo assim uma família.

E, querendo ou não, eu amo essas pessoas.

E agora uma boa parte está indo embora – quem sabe para sempre.

Meu olhos umedeceram um pouco enquanto Josh me soltava.

– Ei, para de chorar. – Josh falou. – Não é um adeus. Vamos nos ver de novo, pode ter certeza. Acha mesmo que vai se livrar de mim com tanta facilidade? Fala sério.

Ri e algumas lágrimas escaparam dos meus olhos. As enxuguei.

Josh beijou o topo da minha cabeça.

– Boa viagem, pequena. – Josh falou quase num tom paternal. – E use camisinha. Não me faça ir para a Irlanda só para te dar um sermão.

Ri um pouco daquilo, ficando tensa logo depois. Newbridge, o único problema que ainda não solveu.

Sophie veio até mim e Josh deu espaço para nós duas. Nos olhamos, mas nada como antigamente. Antigamente Sophie estaria tentando procurar alguma coisa para me criticar e então falar alguma coisa para me provocar, mas agora era totalmente diferente.

Estávamos nos olhando como se quiséssemos guardar uma última imagem uma da outra antes de ir embora.

– Não use aquele seu biquíni laranja. – Sophie falou e sorriu torto.

– Não vou. – Falei.

Sophie me abraçou com força e me deu um beijo na bochecha.

– Se cuida. – Falou.

Nos soltamos e eu olhei para Anne.

– É, é. Boa viagem. – Anne falou. – Josh, por favor, me ajuda com essa mala.

Anne chutou a mala enorme e rosa e felpuda dela.

– Vamos? – Justin falou. – Não vai dar tempo se enrolarmos mais.

– Não vai se despedir? – Perguntei para Justin.

– Não, ele sabe que despedida é coisa de baitola. – Josh falou. Justin riu.

Josh e Justin se abraçaram desajeitadamente, mostrando que aquilo não era um gesto comum entre os dois. Eles falaram algumas coisas e depois Justin abraçou Sophie.

– Toma conta da minha irmã, Fletcher. – Sophie falou.

– Eu sempre tomo. – Justin respondeu.

Eles se soltaram e Anne agarrou o pescoço de Justin.

– Vou morrer de saudade. – Anne gritou e começou a chorar e a esfregar os peitos em Justin.

Justin se soltou dela pouco tempo depois.

– Valeu. – Falou.

Justin veio até mim e suas malas. Nos viramos para ir embora quando ouvi a voz de Sophie.

– Charlotte. – Chamou. Me virei para Sophie. – Vou sentir sua falta.

– Também vou. – Falei. Depois de alguns segundos tomei coragem. – Mamãe estaria orgulhosa de você.

Sophie sorriu, deixando algumas lágrimas escorrerem.

– De você também. – Falou.

Sorri de volta.

Me virei para frente e eu e Justin fomos em silêncio para o carro dele. Depois de algumas manobras, finalmente conseguimos colocar todas as malas dentro do carro. Como ele estava indo para casa, então todas as malas iam com ele. Não era como eu que podia mandar a escola entregar minhas coisas em casa porque ia direto para minha viagem de verão.

– Vou sentir falta desse lugar. – Justin falou enquanto dirigia para os portões principais da escola.

– Eu também. – Falei e então me toquei de que ainda não era certeza de que eu ia estudar na Irlanda. – Eu acho.

Justin riu.

Fomos conversando o tempo inteiro, até pararmos no aeroporto de Kentucky. Assim que descemos nossa mala no aeroporto, tive vontade de bater em alguém. Uma fila enorme de adolescentes de vários internatos da região tentando fazer o check-in para seus estados natais ou para suas tão esperadas férias.

– Merda. – Resmunguei.

Justin riu.

– Bem-vinda a minha vida. – Justin falou e continuou andando para os salões de embarque. – Vamos de voo particular. Até porque não quero estragar a surpresa.

Voo particular?

Fala. Sério.

– Vamos de avião para a minha surpresa? – Perguntei. – Pensei que era alguma coisa na estrada e não uma coisa em que precisássemos de avião.

Justin riu e parou no portão de embarque 8. Depois de alguns minutos de conversa, um homem enorme pegou nossas malas e levou para dentro de um jatinho que esperava nós dois na pista de decolagem.

Subimos no jatinho e eu tentava realmente não babar.

Justin estava completamente se divertindo com a minha total falta de reação a viajar de avião particular. Conversamos durante algum tempo e eu acabei adormecendo quando tentamos começar a assistir um filme.

– Charlotte. – Justin me chamou. – Chegamos na surpresa.

Abri os olhos e me espreguicei. Levantei da cadeira confortável do avião e Justin fez o mesmo. Saímos do avião de mãos dadas até finalmente entrarmos no aeroporto e eu me dar conta de onde estávamos.

Aeroporto Internacional de Connecticut.

– O que estamos fazendo aqui? – Perguntei.

– Eu achei que você ia gostar de rever alguém. – Justin falou.

– Se está falando de ver meu pai, por favor vamos voltar para o avião e fingir que isso nunca aconteceu. – Falei.

Justin riu e me conduziu até um carro. O carro arrancou do aeroporto, me deixando preocupada.

– Aonde vamos? – Perguntei.

– Você vai ver. – Justin falou.

Vinte minutos depois o carro estacionou na frente de um cemitério. O cemitério em que minha mãe estava enterrada.

Justin abriu a porta do carro para mim e me ajudou a sair. E depois me ajudou andar porque eu perdi completamente o controle sob minhas pernas.

Andamos até o túmulo da minha família, escrito em letras graúdas e de aparência cara “Adams”. Engoli em seco e vi o nome da minha mãe, Claire, e a data do nascimento e a data do falecimento dela.

– Vou deixar vocês conversarem. – Justin falou e foi até perto de uma árvore, fingindo não prestar atenção no que eu estava fazendo.

– Oi mamãe. – Falei.

Eu não tinha vindo aqui desde que... Bom, desde o enterro dela.

Fiquei em silêncio e desejei ter trazido uma flor ou alguma outra coisa.

– Se eu soubesse que ia vir aqui teria trago alguma coisa. – Falei e me senti idiota.

Eu realmente estou conversando com uma lápide?

É, estou. E de algum jeito isso é reconfortante.

– Eu não sei bem como essa coisa de morte funciona, mas, onde quer que esteja, eu te amo. – Falei. – E sinto muito se fiz alguma coisa nesses últimos três anos que te desapontou de alguma forma.

Mirei Justin e percebi ele desviar o olhar assim que percebeu que eu estava vendo ele me assistir enquanto eu conversava com minha mãe.

– Eu acho que vou ter que ir agora. – Falei e respirei fundo. – Bom, então é isso. Eu te amo e prometo que vou tentar vir mais vezes.

Falei e andei meio sem rumo até chegar perto de Justin.

(...)

Olhei para a janela do avião, vendo o avião pousar em terras inglesas. Agora é pra valer, eu estou oficialmente na Inglaterra. A exatas 360 milhas da Irlanda.

Mexi meu braço e Justin acordou – é, ele estava deitado no meu braço de um jeito doloroso, mas eu deixei porque estava fofo demais.

– Chegamos? – Ele perguntou enquanto se espreguiçava.

– Sim. – Respondi.

Observei a noite iluminada de Londres enquanto o avião parava completamente.

LEIAM AS NOTAS FINAIS *-*

Notas finais
ADIVINHEM SÓ?? Faltam só mais dois capítulos para o final dessa temporada.
Eu sei, isso é feliz e triste ao mesmo tempo, eu sei.
MAAAAAAAS, sem pânico minhas jovens. SIM, IRÁ TER UMA SEGUNDA TEMPORADA (:
Viram que linda a Isabelle Bianchi?! Façam igual a ela, meninas. Me façam feliz u.u
Ou não, vocês que sabem.
Ok, parei por aqui nessas notas (:
BEIJOS NA BUNDA DE VOCÊS!