She Is A Rebel

1 Don't be a american idiot


Notas iniciais
o começo é chato mas depois melhora eu juro

Meu nome é Samantha, me chame de Sam. Tenho 18 anos, moro no subúrbio. Meus pais são muito ricos e essas coisas, mas nunca nos demos bem. Chamo meus pais de idiotas americanos e falo que eles são controlados pela mídia. Mas é verdade se a porcaria da revista que eles acharam interessante fala que comer cachorro é bom para os rins, os dois comem cachorro.

Quando eu fiz 15 anos eles me deram um apartamento no subúrbio. A localização não era das melhores, ficava perto de um “puteiro” e de uma “boca de fumo”, mas já era muito bom sair da casa deles. O apartamento não ficava há muitas quadras da minha escola e eu consegui me acostumar com a vizinhança.

Mas tem varias coisas nessa vizinhança que eu não conseguia me acostumar, e hoje eu me acostumei: o som de tiros todas as noites, putas com mini saias sentadas de pernas abertas em qualquer lugar, maconheiros falando coisas sem sentido e entre outras coisas. Mas tem coisas que eu nunca consegui me acostumar... um exemplo é o som do meu despertador de manha.

Eu estou ouvindo ele tocar nesse momento. Peguei ele e joguei ele na parede, se quebrou ou não, o importante é que parou de tocar.

– Droga! – eu disse

Na tentativa de me levantar eu cai no chão. Bela forma de começar o dia Samantha, jogando o despertador na parede e depois caindo no chão.

– odeio segunda feira – murmurei ainda deitada no chão

Me levante meio tonta e fui até o banheiro. Acho que eu tinha dormido no sofá de novo. Quando eu cheguei no banheiro eu me encarei no espelho por alguns segundos. Olhei para os meus braços ainda estavam machucados por causa do skate e hoje eu teria que trocar os curativos de novo. Eu fiz minha higiene e enfaixei meus braços de novo. Depois eu arrumei o meu cabelo e prendi ele em cook e fiz algumas trancinhas que ficaram soltas.

Eu estava vestida assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48103231&.locale=pt-br

Coloquei na mochila dois cadernos normais e um para eu escrever letras. Uma caneta esferográfica preta, outra vermelha e uma arma também estavam na minha mochila. Sai de casa atravessando a sala (que estava uma bagunça) e tranquei a porta. Andei pelas ruas rápido, mesmo estando armada é bom correr nessas ruas, vai saber o que pode acontecer.

Cheguei no colégio, comecei a andar pelos corredores até que a diretora veio falar comigo. Ok que eu tenho um estilo revoltado, mas eu não fiz nada, principalmente no primeiro dia de aula. A diretora era uma mulher baixinha e estressada.

– Helena, seus pais vieram aqui ontem, analisamos sua ficha, eles acharam suas notas boas, mas havia uma nota falando sobre o seu social. Os professores disseram que você é até quieta, mas recusa-se a se relacionar, então você vai entrar em um programa novo da escola que vai te ajudar muito– ela falava rapidamente – sem contar nas atividades escolares que você vai participar

– Que programa? E como ele vai “me ajudar”? – perguntei arqueando a sobrancelha

– é um programa para todos os que tem uma nota parecida com a sua terão que ajudar um aluno novo – ela disse – me encontre na sala 20-B no primeiro horário para que eu possa explicar melhor

– ok... – eu disse

Fiquei olhando ela se afastar, nossa era a coisa mais engraçada do mundo. A diretora além de baixinha e estressada, ela ainda era gorda e andava de um jeito engraçado. Fui para a tal sala. A sala 20-B era no segundo andar do colégio sendo divididos assim: térreo, primeiro e segundo andar. A sala ficava em um corredor bem isolado e todas as paredes perto dele tinha paredes a prova de som, a sala era de musica. Eu fui até lá e tinha outras duas garotas.

– Oi – eu disse

Elas murmuraram um “oi”. Uma delas era loira, segurava duas baquetas batendo elas na mesa enquanto ouvia musica, ela provavelmente era baterista e estava tocando “Chop Suey” do System of a Down. A outra tinha os cabelos longos e escuros, estava tocando a mesma musica que a loira no baixo. Eu dei uma olhada na sala e tinha uma guitarra juntando poeira lá. QUE DESPERDICIO! Uma Les Paul pegando poeira!

Peguei a guitarra, limpei ela e conectei no amplificador. Elas já tinham até parado de tocar. A loira encarava a bateria, a outra olhava para as cordas do baixo. Eu dei uma olhada na Les Paul, toquei umas notas e ela estava afinada!!! Comecei a tocar “Lonely Day” do System of a Down. Só parei com a chegada da diretora acompanhada de quarto garotos.

– Bom dia meninas, como sabem estão em um programa especial. Vocês vão mostrar o colégio, ajudar nas lições, ajudar em geral os nossos novos alunos. Esses são Gerard, Frank, Ray e Mikey – ela disse – não se preocupem com o Mikey, ele não será responsabilidade de vocês, digam oi aos meninos

– oi – falamos sem humor

– oi – eles disseram

– ficará assim, Frank e Miranda – o Frank foi para o lado da loira – Ray e Alice – o Ray foi para o lado da morena – Gerard e Samantha – ela disse e o Mikey e o Gerard vieram para o meu lado

Eu mereço vou tomar conta de dois garotos. Tudo bem que esse Mikey era pequenininho e uma gracinha, só ficava no joguinho dele. O Gerard era calado, tinha os cabelos na altura dos ombros, os olhos verdes e roupas iguais as minhas (camiseta branca, gravata vermelha, jeans rasgadas e all star preto).

– essa aula fica para vocês conversarem, na próxima vocês vão para as salas, Miranda, Alice, Frank e Ray para a sala 3-B e Sam e Gerard para a sala 15-B. Mikey venha comigo eu vou te levar até a sua sala – a diretora disse saindo da sala junto com o garotinho

Ficamos lá, os 6 a Miranda e a Alice até falaram um pouco com os meninos. Eu estava fora da rodinha compondo uma musica. Sim, eu sou anti-social a esse ponto. Meu caderno do meu lado, eu sentada em uma cadeira, as outras pessoas conversando animadamente. Assim foi aquela “aula”.

Depois disso eu segui para minha sala, o Gerard me seguindo o tempo todo, ele sentou ao meu lado e aguardamos o professor.

4 aulas depois

O sinal bateu , na minha mente eu não ouvia o “ttttttrrrrrrrrriiiiiiiimmmmmm”, o que eu ouvia era um hino magico para a hora do almoço. Sai andando pelas cadeiras, dando mortais correndo e fazendo de tudo para chegar lá primeiro. Eu fui a primeira na fila do refeitório (pulei uns pirralhos, mas ninguém precisa saber disso), a tia da cantina colocou na minha bandeja um prato com uma gelatina branca quadrada e umas melecas coloridas.

– o que é isso? – perguntei

– arroz, salada e lasanha – ela disse

Eu fui me sentar deixei a bandeja de lado, peguei um caderno e comecei a escrever uma letra de musica.

– Podemos sentar aqui? – aquele Mikey perguntou acompanhado pelos alunos novos e aquelas garotas que estavam na sala de musica no primeiro horário

– claro – eu disse

Todos deixaram a comida de lado e conversaram. Eu estava ouvindo a conversa enquanto eu escrevia no meu caderno de musica. O Mikey olhou curioso para o meu caderno enquanto os outros conversavam.

– o que você está escrevendo ai? – ele perguntou curioso

– nada de mais – eu disse

– deixa eu ver? – ele pediu

– não – eu disse

– é o seu diário? – ele perguntou

– não – eu disse

– se não é o seu diário e é “nada de mais”, então eu posso ver? – ele perguntou

– não – eu disse

O menino pegou o meu caderno e se escondeu de baixo da mesa.

– MIKEY DEVOLVE MEU CADERNO – eu mandei

– NÃO – o garoto disse debaixo da mesa – a musica é legal – ele saiu de baixo da mesa e começou a correr com o meu caderno

Eu comecei a correr atrás dele, claro que eu era mais rápida e alcancei ele rapidamente. Voltei para a mesa puxando ele.

– uau! Você é rápida! Eu queria ser rápido assim! Você gosta de videogames? – o garoto não parava de falar

Eu me sentei e continuei a escrever a letra da musica. O Mikey se sentou no lugar dele eu encarei ele com um olhar de “eu vou te matar moleque” mas ele tinha um olhar tão fofo de “me desculpa”.

– sorte sua que você é fofo ou você estaria morto – eu disse

– o que você fez agora Mikey? – o Frank perguntou

– Li o caderno dela – o Mikey disse

– Mikey sua ... coisa infernal já falei que você não pode sair pegando as coisas dos outros – o Gerard disse

– mas não era o diário dela e ela disse que não era nada de mais então eu peguei e li – eu até abaixei a cabeça, a inocência do Mikey não tinha tamanho

– Aff Mikey eu já ia perguntar de quem ela gostava — o Ray disse fazendo as pessoas na mesa menos eu rirem

– só tinha a letra de umas musicas – o Mikey disse – parece que ela escreve algumas letras de musicas

– serio? –o Gerard perguntou para mim

– sim – eu disse derrotada – eu escrevo letras de musicas

– eu também – ele disse – eu já escrevi varias

– eu escrevo varias, mas não sou de mostrar elas – eu disse

Conversamos mais um pouco e eu voltei para a minha letra. O sinal tocou e eu fui para a sala de musica, ela estava vazia. Sorri e fiquei lá tocando musica, as paredes eram a prova de som, ninguém me ouviria mesmo.

Gerard narrando On

Já acordei de manha desanimado vim de Nova York para essa cidade (ainda não decorei o nome da cidade) e ser novo em uma escola nova não é legal. Me arrumei, desci tomei meu café da manha junto com o meu irmão Mikey. Ele é fofo e essas coisas mas é irritante para caramba. Fomos para a escola a pé porque meu carro está na oficina concertando, chegamos no horário e a diretora veio falar comigo. Junto dela estavam Frank e Ray dois amigos meus de Nova York.

Acompanhamos ela até uma sala onde estavam 3 garotas, uma loira e duas de cabelo preto. Uma delas me chamou muito a atenção, jeans rasgados, all star, traças e um cook ao mesmo tempo... ela não parecia se uma garota muito normal.

– Bom dia meninas, como sabem estão em um programa especial. Vocês vão mostrar o colégio, ajudar nas lições, ajudar em geral os nossos novos alunos. Esses são Gerard, Frank, Ray e Mikey – a diretora disse, pera ai! Somos parte de um programa? – não se preocupem com o Mikey, ele não será responsabilidade de vocês, digam oi aos meninos

– oi – ela falaram sem muito humor, parece que elas gostaram tanto quanto eu gostei disso

– oi – falamos sem humor

– ficará assim, Frank e Miranda – o Frank foi para o lado da loira quando a diretora mando – Ray e Alice – o Ray foi para o lado da morena – Gerard e Samantha – ela disse e o Mikey e eu fomos para o lado da menina com os jeans rasgados

Acho que ela estava prestando mais atenção na guitarra do que na diretora.

– essa aula fica para vocês conversarem, na próxima vocês vão para as salas, Miranda, Alice, Frank e Ray para a sala 3-B e Sam e Gerard para a sala 15-B. Mikey venha comigo eu vou te levar até a sua sala – a diretora disse saindo da sala junto com o Mikey

Eu fui conversar junto com o Ray, o Frank e aquelas duas garotas. A Samantha ficou tocando aquela Les Paul. Bem... acho que ela prefere a musica a relações sociais, nada contra, mas eu prefiro também. Só que eu tento ser social, mesmo que meus únicos amigos sejam o Ray, o Frank e o Mikey (é eu considero meu irmão meu amigo). Depois que tocou o sino eu segui ela até a sala (sou aluno novo não sei aonde fica a minha sala).

4 aulas depois

Aulas entediantes!! Quando ouvimos o sino nem deu um segundo e a Samantha já estava pulando as mesas e correndo para o refeitório. Eu também fui correndo, ela corria tão animada, mas quando pegou a comida toda a animação acabou. A tia da cantina serviu uma gororoba para a gente, eu não tive coragem de perguntar o que era.

Eu encontrei o Mikey junto com o Ray, o Frank e as meninas da primeira aula se sentando na mesa da Samantha. Eu me sentei junto com eles, conversávamos sobre assuntos bobos, a Samantha como sempre fora da conversa junto com o caderno dela (provavelmente o diário). O Mikey começou a discutir alguma coisa com ela.

Quando eu vi o Mikey estava correndo com um caderno na mão fugindo da Samantha. Segundos depois ela voltando e puxando o Mikey com o caderno na mão. Eles se sentaram e se encararam por breves segundos.

– sorte sua que você é fofo ou você estaria morto – a Sam disse

– o que você fez agora Mikey? – o Frank perguntou

– Li o caderno dela – o Mikey disse, sim meu irmão é um caso perdido

– Mikey sua ... coisa infernal já falei que você não pode sair pegando as coisas dos outros – eu disse me segurando para não xingar

– mas não era o diário dela e ela disse que não era nada de mais então eu peguei e li – o Mikey disse e até a Sam abaixou a cabeça

– Aff Mikey eu já ia perguntar de quem ela gostava — o Ray disse fazendo as pessoas na mesa menos a Sam rirem

– só tinha a letra de umas musicas – o Mikey disse, menos mal que eram só musicas – parece que ela escreve algumas letras de musicas

– serio? –perguntei para ela

– sim – ela disse em um tom de derrotada – eu escrevo letras de musicas

– eu também – eu disse – eu já escrevi varias

– eu escrevo varias, mas não sou de mostrar elas – ela disse

Conversamos mais um pouco, ela voltou para a letra dela e eu para a conversa com os meninos. Logo ouvimos o sinal tocar, a Sam estava virando em um corredor que era o sentido contrario para o caminho para a sala de aula. Eu vi ela entrando naquela sala de musica, colei os ouvidos a porta... Droga não dá para ouvir nada! Olhei para os lados, a essa hora se eu for pego fora da sala eu levo detenção. Entrei naquela sala fazendo o mínimo de barulho possível.

Continua...

\"\"