She Falls Asleep
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Era impossível parar de beijá-la.
A boca de Annabeth era tão doce, tão intoxicante, e, pela primeira vez, nenhum dos dois tinha motivo algum para se afastar. Percy já amava a maneira com que ela reagia aos seus beijos, como os lábios dela pareciam tão submissos aos dele e como o corpo dela parecia relaxar a cada vez que eles trocavam mais e mais. Se ele não estava certo de estar apaixonado por ela antes, ele certamente estava agora. A amava com todo o seu coração, todo o seu ardente ser. Amava sua risada, seus longos cachos dourados, seus lindos olhos cinza, sua boca de rosa, o seu tom de voz, o quanto ela amava ler, o quão feliz ela era independente de qualquer circunstância. Amava o quão gentil e amável era, o quão ela sempre fora sua confidente, o quão sua amizade o alimentava de uma felicidade e leveza de ser que ele nunca fora capaz de explicar. Ele amava Annabeth Chase, e se houvesse alguma montanha próxima, ele correria até o seu cume para gritar ao mundo os seus sentimentos.
- Percy... – Ela sussurrou seu nome em voz quase inaudível, separando seus lábios dos seus por apenas alguns milímetros. Os olhos cinza dela encontraram os dele por um instante, e antes que ela pudesse grudar seus lábios nos dele novamente, ele segurou seus ombros gentilmente.
- Vamos sair daqui. – Percy sussurrou de volta. Era tarde, provavelmente já havia passado da meia noite, mas isso não significava que todos estivessem dormindo. Se alguém os visse, seus atos só trariam problemas inimagináveis para Annabeth, problemas que talvez nem mesmo ele pudesse consertar, especialmente se tal informação chegasse à Sally.
Annabeth fez que sim quase que timidamente e ele segurou sua mão num aperto forte, quase que como estivesse com medo de perdê-la na escuridão da noite. O único som que podia ser escutado era da respiração silenciosa dos dois enquanto entravam na mansão, e o barulho suave da sola dos pequenos pés de Annabeth enquanto ela subia as escadas de mármore atrás dele na direção do único local em que sabia que ninguém os perturbaria: os seus aposentos. O quarto de Percy ficava ao fim do largo corredor, e considerando o fato de que os empregados dormiam na casa afastada no quintal, não poderiam ser vistos escondidos pelas quatro paredes do aposento.
Assim que adentraram o quarto e a porta foi fechada, a boca de Percy grudou-se na de Annabeth rapidamente, só que dessa vez, de imediato, os beijos trocados entre os dois foram ardentes como fogo, e Percy tinha que fazer o seu melhor para se controlar e não excitar-se na frente dela, ou estava certo que morreria de vergonha; aquele pensamento não lhe preocupava muito, contudo... Ele tinha a garota que sempre desejara em seus braços e nada iria ficar entre eles naquele momento. Segundos depois, no entanto, ele sentiu uma das bonitas pernas de Annabeth lentamente subir contra a sua e envolver sua cintura, fazendo com que ambos soltassem um som de contentamento dentro do beijo.
- Você não me quer? – Ela fez a mesma pergunta que havia feito noites atrás, quando havia oferecido seu corpo a ele e ele havia recusado. Dessa vez, no entanto, ela tinha um sorriso nos lábios, e ambos sabiam que a situação era diferente do que da última vez... Agora, não havia dúvidas que lá estavam por livre e espontânea vontade.
- Deite. – Percy instruiu, sorrindo contra os lábios dela e beijando-a mais uma vez antes de gentilmente deitá-la na cama, observando cada um de seus movimentos enquanto ela escorregava para acomodar-se contra as dezenas de travesseiros contra a cabeceira da cama, suspirando feliz quando estava confortável.
- Essa é a cama mais... Maravilhosa em que já me deitei. – Annabeth desabafou, acariciando os cobertores de seda macios com suas mãos. Percy franziu o cenho, já que ele detestava o fato de que Annabeth nunca conhecera os mimos de uma vida confortável. Se ele pudesse, faria dela sua rainha, e a mimaria com qualquer coisa que pedisse.
- É sua, se você quiser. – Percy riu baixinho, deslizando ao lado dela na grande cama até estar sobre o corpo dela, pressionando-o contra os colchões macios antes de dar-lhe um beijo apaixonado, ganhando um pequeno suspiro de contentamento de Annabeth quando ele o fez.
Após um pequeno risinho vindo da parte de Annabeth também, os dois não demoraram a retomar os beijos ardentes compartilhados pelos dois naquela noite; para Percy, tudo parecia ocorrer muito rápido, como se enfim, toda a tensão, paixão e ardência construída entre os dois desde sua primeira experiência romântica finalmente se aliviando naquele precioso momento. Após alguns minutos de apenas beijos, no entanto, ambos precisavam de mais: a sensação de tentação e desejo de finalmente entregarem-se uns aos outros era forte demais, e não havia nada no mundo que pudesse fazê-los parar. Antes que a mente de Percy pudesse registrar mais alguma coisa além da boca de Annabeth na sua, as mãos apressadas dele desfaziam o laço que prendia o uniforme cor-de-rosa de Annabeth ao seu corpo, e as macias mãos dela desabotoavam as calças já apertadas dele e retiravam a parte de cima de suas vestimentas. Normalmente, o pensamento de estar completamente nu na frente de sua melhor amiga o faria demasiado envergonhado, mas diabos, ele não podia negar que havia sonhado tanto com aquele momento e aquele perfeito cenário que nem houve tempo para pensar em embaraçar-se.
Quando ela enfim se encontrava exposta a ele, completamente exposta, ele perdeu o fôlego completamente. Sempre achara Annabeth a menina mais bonita de todo o mundo – desde que se conheceram – e por sua puberdade havia imaginado como seria o corpo dela por baixo das roupas de empregada que sempre usava, mas nunca acreditara que um dia, realmente poderia vê-la e tocá-la daquela forma. Seu corpo era perfeito, definido e magro, sua pele branca como a neve, seus seios redondos e proeminentes fazendo com que ele se excitasse ainda mais.
- Você é tão linda... – Ele suspirou, arrastando seus lábios contra o pescoço de Annabeth e sorrindo quando sentiu sua pele esquentar contra sua boca. Ela sempre reagia daquela forma quando ele a elogiava, e agora, ele desejava poder voltar atrás em todas as vezes que queria conta-la o quão bela ele a achava, mas nunca tivera coragem. Dali para frente, não esconderia mais nada: Queria que o mundo soubesse que amava Annabeth Chase, e se isso não fosse possível, ele se contentaria em dizer isso a ela todos os dias.
- Percy... – Annabeth protestou por um instante, gentilmente empurrando seu peitoral forte e engolindo em seco. Percy podia ver em seus olhos que ela hesitava pelo motivo óbvio que sempre havia sido um oceano entre os dois. Naquele momento, com o corpo frágil da menina que amava debaixo dele, seus cachos dourados esparramados por um dos travesseiros, o luar que entrava da janela por entre as cortinas iluminando seu rosto... O resto pouco lhe importava.
Se ele pudesse tê-la por uma noite, segurá-la em seus braços por apenas uma madrugada, estaria mais do que satisfeito, e agradeceria aos deuses até o último dia de sua vida por permitir que tamanho acontecimento ocorresse.
- Você é minha, não é? – Percy sorriu, gentilmente empurrando um cacho loiro de sua testa.
- Sim. – Annabeth sussurrou, um rubor inocente colorindo suas bochechas quando ela falou. Estava extremamente nervosa, ele percebia, e ansiosa, como ele. – Sempre fui... – Ruborizou novamente.
- Então não há nada a temer. – Percy sorriu novamente, beijando-a com gentileza antes de posicionar-se para, enfim, fazê-la dele, completamente dele, e de mais nenhum homem. Não sabia muito sobre fazer amor com mulheres, mas sabia em seu coração que aquilo pouco importaria. (Nico sempre havia dito que não havia sensação que se comparasse a estar dentro de uma mulher, e Percy sentia-se bobo por rezar para que essa mulher fosse Annabeth).
Assim que os olhos cinza de Annabeth encontraram os dele, brilhando como duas joias esperançosas na escuridão do quarto, ele lentamente deslizou-se para dentro dela, mordendo seu próprio lábio quando sentiu a barreira da virgindade dela sendo quebrada, fazendo com que o corpo frágil de Annabeth se contorcesse embaixo do dele e que um som de insatisfação saísse de sua boca. Percy sentiu seu coração quebrar-se em um milhão de pedaços, já que machuca-la era a última coisa que queria. Quando olhou em seus olhos novamente, estavam cinza brilhantes, cheios de lágrimas, mas havia um sorriso suave em seus lábios.
- Não. – Annabeth sussurrou, sabendo que ele pensava em parar. – Não pare. Quero que você continue. – Ela ofereceu a ele um pequeno sorriso, e, então, sabia que devia continuar. Ela estava dando o seu corpo a ele, passando por uma dor inimaginável por ele, e o mínimo que poderia fazer era obedecer aos seus desejos.
Mexeu-se lentamente, entrando e saindo do corpo frágil de Annabeth e beijando-a como se não houvesse amanhã. De vez em quando, ela soltava pequenos suspiros de dor e incômodo dentro de seus lábios, mas estes eventualmente se transformaram em barulhos de contentamento. Não fazia muito tempo, mas Percy já estava em seu limite de prazer e sabia que Nico estava certo: não havia sensação que se comparasse a estar dentro de uma garota... Mas Percy estava dentro de uma mulher, sua Annabeth, a quem ele amava mais do que podia colocar em palavras, e, agora, oficialmente, ela era sua, apenas sua, e de mais nenhum.
Não sabia muito bem o que estava fazendo, mas Percy sabia que não ia durar muito e queria dar Annabeth algum tipo de satisfação extra antes que se acabasse. Usando uma de suas mãos livres, seus lábios ainda nos dela, ele apertou um de seus seios macios gentilmente contra a sua palma, fazendo com que as costas de Annabeth se empinassem em sua direção.
- Oh, Percy – Ela gemeu seu nome, e apenas aquelas duas palavras foram o suficiente para fazer com que ele explodisse dentro dela com um grunhido de satisfação que foi aquietado por mais um ardente beijo.
A garganta de Percy doía com o que ele queria falar... Queria dizer, ali e naquele momento sem falhas, que ele a amava, havia a amado fazia tempo, mas ele poderia conta-la de manhã, não é mesmo? Não se atreveria a estragar aquele perfeito instante, portanto, limitou-se a lentamente deslizar de dentro dela e segurá-la perto de seu corpo, beijando a superfície do seu pescoço, rezando para os deuses velhos e os novos que quando ele acordasse, ela ainda estivesse enroscada em seus braços.
XXX
Acordaram apenas quando os rouxinóis cantaram na janela e o mais suave dos raios de sol escapava por um feixe na cortina.
Annabeth mexeu-se contra os braços dele, um grande sorriso enfeitando seu rosto quando se lembrou dos acontecimentos da noite anterior; o vão entre suas pernas ainda queimava em dor, mas ela era final e completamente de Percy e isso era o que importava. Após tantos anos de amá-lo incondicionalmente, os dois enfim haviam se juntado como um só, e o coração dela palpitava não apenas por ela, mas por ele também.
À princípio, ela ficara nervosa, demasiado, até: pouco sabia sobre fazer amor com um homem, e a informação que recebera viera de Afrodite, que, segundo ela mesma, não sabia muito em tese. Annabeth sempre amara ler, e com o consentimento de Percy sempre fazia uso da biblioteca de Poseidon quando ele estava por perto, mas a cópula entre homem e mulher sendo um extremo tabu, ela nunca havia encontrado livro nenhum sobre o assunto. Sabia que doeria uma dor aguda e que não sentiria prazer em sua primeira vez, mas precisava demonstrar seu amor e gratidão ao seu Percy de alguma forma, e no final das contas, tudo havia ocorrido perfeitamente. Desejava poder ser a mulher dele para entregar-se a ele daquela forma, mas apesar de não ser Annabeth Jackson em nome, sabia que iria amá-lo para sempre, e isso era suficiente.
- Percy. – Ela sacudiu o próprio ombro lentamente para acordá-lo, sorrindo quando ele murmurou preguiçosamente contra sua pele. – Percy, acorde. – Tentou novamente, rindo baixinho contra o travesseiro quando ele, brincalhão, mordeu seu pescoço de leve. – Estou falando sério! Já é de manhã.
- Podemos fingir que não é. – Percy respondeu com um sorriso maroto, e Annabeth suspirou. – Ficaremos o dia inteiro aqui, e quando alguém bater na porta, digo que estou indisposto, simples assim.
- Indisposto, é? – Annabeth sorriu de volta, virando sua cabeça parcialmente para beijar a testa de Percy. – Pobrezinho. Mas veja, eu não estou indisposta, e tenho coisas para fazer. Logo vão me procurar, infelizmente. Adoraria fingir que estou indisposta também. – Ela sorriu novamente, gentilmente escorrendo de seu abraço e sentando-se contra o colchão lentamente.
- Mas... – Percy fez um pequeno beiço com seu lábio inferior enquanto olhava para cima em direção à Annabeth, que já balançava a cabeça em negação. Ela sabia melhor que ninguém que Percy podia conseguir tudo que queria com aquele beiço.
- Nada de ‘mas’. – Annabeth balançou a cabeça novamente, enfim se levantando e segurando dentro de sim um pequeno gemido de dor. Levantar-se e andar apenas fez com que a dor aumentasse, mas faria questão de escondê-la muito bem. Não queria que Percy se preocupasse e não podia levantar suspeitas. Agachou-se, caçando seu uniforme cor-de-rosa e suas roupas de baixo timidamente. – Olhe pra lá! – Ela riu baixinho, apontando para a janela. Era pura inocência da parte dela não deixar que ele a visse nua, mas ainda era a mesma adolescente tímida de uma noite atrás e queria ao menos colocar suas roupas em privacidade sem ruborizar-se.
- Mas... – Percy fez beiço novamente, eventualmente rolando para o outro lado. – Você sabe que não faz muito sentido não me deixar olhar, mas...
- Quieto. – Ela retrucou com um sorriso maldoso, terminando de colocar o uniforme cor-de-rosa sobre sua cabeça e, mais uma vez disfarçando a queimação, sentando de volta na cama. – Agora me faça o favor, e amarre o nó que você mesmo desfez. – Ela abafou um riso, se referindo ao laço em suas costas que ele refez obedientemente, também segurando um riso.
- Quando você volta? – Percy perguntou com uma dica de esperança em sua voz, e, antes de partir, Annabeth agachou-se ao lado da cama e suspirou, passando a mão sobre seus cabelos negros ainda de menino, agora bagunçados.
- Logo, eu espero. – Ela sorriu, e, hesitantemente, pressionou os lábios dela contra os dele com paixão e força. Não queria sair do quarto, não queria passar o dia fazendo suas tarefas usuais quando seu interior queria cada vez mais e mais Percy, uma necessidade que ela haveria de aprender a controlar pelo bem dos dois.
Quando quebraram o beijo, ela olhou em seus olhos verdes, os olhos mais belos do mundo e sorriu, gravando-os em sua memória como fazia todos os dias desde que havia chegado na mansão, sabendo que a visão de amor lhe daria forças para esperar o próximo momento, que estava certa que logo chegaria.
XXX
Assim que Annabeth chegou à casa dos empregados no canto do jardim, quietamente entrou no quarto onde o irmão Mason dormia, rezando para que ele não houvesse percebido sua ausência. Havia dito à Afrodite na noite anterior que dormiria no quarto junto ao irmão, mas se ele houvesse acordado no meio da noite e notado que ela não descansava no colchão ao lado do seu, teria de inventar uma boa história para cobrir sua noite de carícias e amor.
Esperava encontrar Mason dormindo quietamente, ou, ao menos, acordado encarando o teto como havia feito desde que Poseidon curara sua perna. Ansiava pelo dia em que ele sairia da mansão, pois não sabia se deveria segui-lo ou não. Poderia ir junto para apenas uma visita, mas teria o coração para abandonar a família novamente, e voltar? E se não conseguisse, e Percy? Não podia partir agora, estava fora de questão. Ao mesmo tempo, fazia sete anos que não pousara os olhos em seus outros irmãos ou em seus pais, e precisava desesperadamente perdoá-los, mesmo que não se sentissem culpados, e tirar o enorme peso que pressionava seu coração desde que fora vendida como uma mera mercadoria. Agora, uma mulher feita, ela entendia que as circunstâncias da época, a família pode se alimentar e viver dignamente graças a ela, porém estava ciente que sempre carregaria ressentimento em seu peito, ao menos, até ter um novo contato com aqueles que chamavam de pais e irmãos.
Mason não estava dormindo, no entanto, e sim apoiado contra a parede ao lado da janela, os olhos vermelhos de raiva ou de sono, ela não saberia dizer. Sorriu tremulamente, fechando a porta atrás de si.
- Como é que dormiu, Mason? – perguntou ansiosa, notando também que a cama dele estava intocada. – Precisa descansar a perna, não deveria estar em pé. Vamos, deite, vou até a cozinha pegar uma bandeja com o seu café da manhã, vamos. – Fez que sim em direção ao colchão, mas a expressão dura do irmão não mudou.
- Onde é que você estava? – Questionou ele, a voz severa demais para um moleque em seus 14 anos. Annabeth sentiu seu corpo tremer de medo, mas ela sabia atuar, e colocou outro sorriso no rosto antes de responder.
- Ora, acordei cedo para ajudar na colheita de folhas para o chá. – Annabeth fez que sim rapidamente. – Há uma horta com erva cidreira logo atrás das bromélias, e a Senhora Jackson não cochila bem à tarde se não toma o chá logo de manhã cedo.
Estava tão certa que Mason compraria sua história, tão certa... Afinal, Mason sempre havia visto Annabeth como seu modelo, como uma pessoa a admirar. Não havia porque duvidar dela. Sabia que o irmão estava um pouco desconfortável repousando na mansão dos Jackson, mas assim como ela acreditava que ele não havia mudado em seus profundos interiores, ele deveria pensar o mesmo dela, certo?
- Está mentindo. – Mason cuspiu, balançando a cabeça e usando as muletas improvisadas de galhos de cedros para se aproximar dela. Era mais baixo que a irmã, naturalmente, mas naquele momento, Annabeth se sentiu como uma inofensiva borboleta ao ser observada da cabeça aos pés por seu irmão.
- P-Porque haveria de mentir?! – Annabeth gaguejou, sabendo que sua falha na voz era um péssimo sinal. – Vamos, vamos, já está de pé há muito tempo. Deite-se, Mason. – Quase suplicou.
- Exato. – Mason sibilou. – Estou de pé há muito tempo. Tempo suficiente para saber que está mentindo.
- Mason, pare com isso, está sendo bobo...
- Bobo? – Mason grunhiu, caminhando ainda mais perto dela, tão perto que ela podia sentir a respiração dele contra seu queixo e boca. – Talvez sim, seja bobo, pois fui tolo ao acreditar que você tinha um compromisso com a família Jackson. Te compraram, foi isso que disse, não é? Que tinha um dever aqui. Um dever. – Riu sem humor, balançando a cabeça antes de ficar severo novamente. – Acho que se esqueceu de mencionar que seu dever aqui é como saco de porra de um menino mimado, é?
- N-Não! – Annabeth balançou a cabeça repetidamente, mas seus olhos estavam cheios de água e já denunciavam o fato de que era impossível armar um teatro a aquela altura. – Não é nada disso! – Ela fez que sim, hesitantemente colocando as mãos sobre os braços de Mason. Sabia que era arriscado beijar Percy ao jardim, ainda mais iluminados à luz da lua, mas na noite anterior, tudo parecia muito doce e uma deliciosa fantasia para dar atenção à razão. Mason deve ter visto tudo da janela, do momento que se beijaram até que desapareceram na escuridão da mansão. – Eu o amo. – Ela deixou escapar, seu coração batendo forte quando percebera que era a primeira vez que havia dito tal frase em voz alta.
Mason franziu o cenho, distanciando-se dela e voltando para sua posição anterior na janela, como se tais palavras o machucassem bem dentro de si. Os joelhos de Annabeth tremiam enquanto procuravam nos olhos castanhos do irmão o mínimo de compreensão, mas notava que seus braços davam espasmos de raiva. Rezava para todos os deuses naquele momento, rezava para que o seu querido irmão não tomasse nenhuma atitude imprudente e que rogassem por ela naquele momento de fragilidade.
- O ama, é? – Finalmente murmurou numa voz baixa, quase inaudível. – Pode amá-lo, pode. Não há nada de errado nisso... – Mason mordeu o lábio, uma dica de sarcasmo pesado e raivoso por trás de suas palavras. – Mas querendo ou não, quando o Rei cair podre, quem vai casar com a princesa vai ser seu precioso Jackson, não importa quantas vezes que abra as pernas pra ele, Annabeth.
Queria batê-lo, queria soca-lo, abrir o corte de sua perna novamente para sentir na carne o efeito de tamanhas palavras. Não podia acreditar que Mason, seu Mason, o irmão que tanto amava, de que tanto sentia falta, dirigia-se a ela daquela maneira e que tinha os olhos e a voz tão sinceros que claramente falava a verdade. O que só apenas agora notara era quão certo o moleque de quatorze anos realmente estava...
Perseu Jackson, seu príncipe, seu salvador, seu amanhã, casaria-se com Rachel Elizabeth Dare, e o número de vezes que fizesse amor com ele nunca, nunca poderia mudar aquele fato.
Notas finais
OBRIGADA, MUITO, MUITO obrigada pelas recomendações e os reviews. Não continuaria se não estivesse respondendo tanta resposta positiva de vocês!
Espero que tenham gostado, mais uma vez.
Peço 10 reviews pra continuar, como sempre.
Beijos,
Ju
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