Notas iniciais
Oie, meninas. fic nova, como perceberam. Mais avisos no final... Espero que gostem.

She falls asleep and all she thinks about is you
She falls asleep and all she dreams about is you
When she's asleep the air she's breathing is for you
Oh why she wants to live
She's not got that much more to give

XXX

Todos sabiam quem Perseu Jackson era.

Quer dizer, todos sabiam quem Poseidon Jackson era, e naturalmente, seu filho e esposa também eram reconhecidos por todo o reino. E todos, absolutamente todos amavam Percy – como era carinhosamente apelidado – sem exceção alguma. Ele era um menino belíssimo, de cabelos negros como piche e olhos verdes profundos como o mar num dia de ressaca. Sua pele era levemente bronzeada dos dias de brincar no enorme jardim nos fundos da luxuosa casa onde morava, e ele já tinha alguns sinais de ser um menino forte, apesar de ter apenas dez anos de idade. Todos sabiam que um dia ele seria um homem de grande poder, e, ainda assim, sabiam que a maior qualidade do menino era sua humildade, independente da enorme quantia de dinheiro que seu pai possuía.

Poseidon Jackson sendo um médico, nunca esperara virar amigo do Rei; naquela época, não havia muitos médicos e, quem precisava de um, teria que ter muito dinheiro para pagar por uma simples consulta, portanto, milhares de pessoas morriam de gripe ou de cólera, e nada podia ser feito. Poseidon, por sua parte, sendo recém-formado, não ganhava muito dinheiro: poucos nobres o conheciam, e por uma desgraça do destino, estes nunca ficavam doentes. E então, como um milagre dos deuses, recebera um telegrama oral de um serviçal, o informando de que a filha do rei, sua única filha, que tinha exatamente a idade de Perseu, tinha a doença de pus em seus pulmões e precisava de auxílio imediatamente. Poseidon sabia que, se não conseguisse salvar a menina, ele teria sérios problemas com o Rei.

De forma ou outra, num milagre, Poseidon conseguiu salvar a menina. Por pouco, mas conseguiu preservar a vida da frágil Rachel Elizabeth Dare, que um dia seria a herdeira do trono. Naquele momento, o Rei, extremamente grato por Poseidon ter salvado sua joia mais preciosa, lhe forneceu milhões de seus tesouros, prometeu a mão de Rachel em casamento para Percy, já que tinham a mesma idade, e, ainda por cima, Poseidon tornou-se o médico mais famoso do reino a partir de então, e mandou construir então uma moradia imensa para que ele, sua mulher e Percy pudessem morar. Os dois só possuíam do bom e do melhor, enquanto Poseidon era o mais sucedido no trabalho que tanto amava.

E assim cresceu Perseu, cercado de agrados e criados, além de muito amor. Não ia à escola como as outras crianças de sua idade: os professores vinham até sua casa para ensiná-lo do Francês ao Cálculo; nas tardes, o menino de dez anos praticava violino. Detestava o instrumento, mas sua mãe garantia que um dia, ele a agradeceria por praticar um instrumento tão fabuloso e clássico. Ele, por sua vez, achava a maior besteira, e na maioria das vezes, antes que seu professor pudesse encontra-lo, sempre se escondia dentro de seu armário ou debaixo da cama para que faltasse as aulas. Durante seu tempo livre, ia até o estábulo brincar com Nico, o garoto que cuidava dos cavalos. Muitas vezes, ele havia adormecido no topo de um mustangue ou dum bolo de palha, mas as tardes dos dois eram repletas de travessuras e brincadeiras pelo jardim.

Sua mãe, Sally Jackson, o repreendia quando o via brincando com Nico: Percy não entendia porque, mas ela nunca aprovara a amizade. Ao jantar, sempre dizia que empregados eram empregados, e mais nada, e que qualquer relação de amizade deveria ser proibida para que eles não se aproximassem demais. Era quase como se ela falasse de uma doença, mas Poseidon, sempre de bom humor, retrucava que ela deixasse Percy brincar com quem quisesse, já que não tinha muitos amigos por ser ensinado em casa. Era por isso que gostava de seu pai: ele mesmo já havia sido muito pobre como pequeno, por isso entendia; e, no caso de Poseidon, esse sempre repetia, empregados eram empregados, mas são pessoas, e Percy concordava, independente da irritação evidente de sua mãe.

Quanto aos seus estudos caseiros, os professores diziam à Sally – que passava o dia em casa – e a Poseidon que Percy era um menino gentil, mas que se distraia facilmente: Poseidon imediatamente suspeitou um caso de déficit. Não havia cura, mas alguns psiquiatras acreditavam que leitura contínua de obras clássicas e música de Mozart ajudava, portanto, toda noite antes de dormir, o quarto de Perseu era inundado das melodias do compositor até que dormisse, e todo dia de manhã, depois do café, ele tinha que ler ao menos dez páginas de um dos livros que seu pai separasse para ele (e ele detestava).

Na manhã de seu aniversário de 11 anos, Percy acordou muito mais cedo do que o normal, quase suando de animação: seu pai havia lhe contado várias vezes que o décimo primeiro aniversário de um garoto era uma data muito importante, e, melhor ainda, ele havia prometido que tiraria o dia de folga do trabalho para levá-lo até a Casa de Leilões, aonde comprariam qualquer brinquedo que ele quisesse, e ele estava empolgado: sempre quis um soldado de brinquedo, um de tamanho real, enorme, e, finalmente, depois de anos de espera, ele ganharia um (sua mãe nunca deixara Poseidon comprar um daqueles nos seus aniversários anteriores por ser um brinquedo que representava violência, mas segundo Poseidon, 11 anos era uma idade perfeita para dar a um menino seu perfeito soldado de brinquedo).

Assim que acordou, Percy correu para o quarto dos pais, pulando na cama grande e fazendo com que ela tremesse. Sua mãe deixou escapar um suspiro de cansaço e virou-se para o lado, abrindo os olhos, mas fechando-os novamente. Poseidon permaneceu imóvel, e roncou um pouco mais alto. Percy franziu o cenho.

- Pai! – rosnou, chacoalhando um de seus ombros fortes. – ACORDA! Você prometeu.

Depois de resmungar algumas vezes e se xingar internamente por ter concordado em acordar tão cedo para ir até a Casa de Leilões, ele esfregou os olhos e sorriu para Perseu. Ele era seu mais precioso tesouro: Sally não podia mais ter filhos, e não os queria, já que no parto de Percy ela quase havia falecido, por ser uma mulher muito pequena e sempre frágil. Poseidon acariciou os cabelos do filho, bagunçando-os.

- Vamos, criança. – Ele concordou. – Pode pedir para Hiram preparar uma carruagem.

- YAY! – Percy exclamou, animado, e imediatamente zarpou da cama em direção à porta. Antes que pudesse sair, contudo, Poseidon o interrompeu com palavras que fizeram o garoto de 11 anos ficar ainda mais feliz do que antes.

- Feliz aniversário.

XXX

Os criados vestiram Percy em suas roupas azuis, que sempre usava em seu aniversário, e, depois de lavar o rosto – e ser dispensado de sua tortura matinal de ler as dez páginas de um clássico -, ele tomou café com o pai, já que a mãe ainda dormia. O garotinho basicamente devorava a comida, enfiando na boca os ovos fritos e o bacon. Poseidon não se incomodou em repreendê-lo, afinal, era um dia especial. Depois de mais alguns minutos de descanso, e de Percy reclamando, os dois andaram até a saída da grande moradia, aonde os criados os levaram até a carruagem preparada para os dois algumas horas antes. Percy adorava cavalos, principalmente os pretos: ele mesmo já tinha um pequeno mustangue, e cavalgar o filhote e acariciar sua crina preta era um de seus passatempos preferidos.

O caminho até a Casa de Leilões foi quieto e demorado. As estradas estavam lamacentas devido à chuva do dia anterior, portanto o cocheiro teve que controlar os cavalos para que seus cascos e as rodas do veículo não ficassem afundados na terra, ou demoraria o dobro de tempo. Depois do que pareceram séculos, o cocheiro parou em frente ao enorme edifício colonial que servia de hospedeiro para a Casa de Leilões. O prédio era largo, tinha apenas dois andares e possuía enormes janelas enfeitadas em dourado, enquanto sua coloração era bege. Pelo movimento na frente do local, não havia muita gente; era realmente o dia de sorte de Percy, afinal de contas.

Sem esperar pelo seu pai, o garoto entrou correndo pelas grandes portas de vidro, já que os funcionários imediatamente reconheceram Poseidon. Percy apressou-se em adentrar o lugar, seus olhos se arregalando quando viu as vastas prateleiras. Para falar a verdade, ele estava acostumado: em todos os seus aniversários anteriores seu pai havia o levado lá, e Percy sabia que quando ele tivesse seus próprios filhos, eles seriam levados até lá em seus aniversários, também. A Casa de Leilões era o local aonde todos os nobres compravam enfeites para suas casas, uniformes para seus criados e brinquedos para sua prole, portanto, a variedade dos produtos era muito vasta. Pessoas de todo o reino da Inglaterra iam comprar ali, na famosa Casa de Leilões de Londres, aonde o que saía, não voltava mais.

Mais uma vez, Percy não esperou por seu pai. Pôs-se a correr em torno das prateleiras, seus olhos procurando pelo soldado de brinquedo. Quando finalmente o encontrou, suas pupilas se dilataram. Ele era grande, maior do que se lembrava, e entalhado em madeira; seu uniforme, pintado em azul marinho, e a arma em seu braço direito, feito de aço verdadeiro, e parecendo tão pontuda e letal quanto uma de verdade, como as que seu pai tinha no escritório – aonde Percy não podia entrar. Lambeu os lábios e com certa dificuldade, puxou o soldado com suas mãos; foi mais fácil do que pensara. Com um suspiro de alívio, ele carregou o boneco de madeira até aonde seu pai se encontrava conversando de negócios com algum de seus amigos. Percy revirou os olhos. Não importava aonde fossem, Poseidon sempre era reconhecido em qualquer lugar que ele fosse, e, na maioria das vezes, isso era insuportável para uma criança ativa como ele.

- Ô pai. – ele puxou a blusa do terno do pai. – Já escolhi.

- Já? – Poseidon questionou, olhando para baixo com entusiasmo. – Uma boa escolha. – ele disse, quando, na verdade, sempre soubera o que o filho ia escolher.

- Vamos lá pagaaaaaaaaaaaaaaaaar. – Percy reclamou. Nunca fora mimado, mas caramba, era aniversário dele, e ele queria ir logo pra casa. Poseidon pediu licença aos homens, que desejaram um feliz aniversário a Percy depois de saírem. Poseidon apontou para até as cadeiras do leilão.

- Vai ter que esperar o número dessa audição, filho. – Poseidon fez que sim, encarando o número entalhado na mão de madeira do soldado. – Número 55, é o próximo. Fique atento, aquele senhor ali vai gritar o número e anunciar o produto, seu soldado. Quando você tiver uma oferta maior do que a dos outros senhores, levante a mão direita, está bem? Aí, eu intervenho, e pago a quantia.

- Pai... – Percy franziu o cenho, curioso. – Quanto é... a quantia?

Poseidon suspirou. Tendo sido muito pobre a vida inteira, até salvar Rachel Elizabeth Dare das mãos da morte, nunca ouvira seu pai falar sobre dinheiro quando foi pequeno, e, nos dias atuais, sempre evitava dizer a Percy quanto dinheiro possuía em mãos, pois sempre apreciara o quanto o filho era humilde; tinha medo que, introduzindo dinheiro vivo na vida dele tão cedo o estragasse e fizesse dele ganancioso como a maioria dos meninos ricos como ele. Mas, desta vez, ele supôs uma exceção. Era seu primeiro brinquedo de homem, portanto, ele merecia saber.

- Dez mil pratas é o limite. – Poseidon falou baixo, se tratando de uma grande quantidade para a maioria dos nobres ali, mas uma pequena para ele. – Só não conte a ninguém.

Percy fez que sim, animado. Sentou-se em uma das cadeiras de madeira ao redor do pequeno palco aonde parte das audições matinais eram feitas e balançou as pernas com animação, segurando o soldado perto para quaisquer olhos que pudessem querê-lo, apesar de que, para o divertimento de muitos senhores que estavam observando, nenhum homem rico ali se interessava pelo soldado. A cada minuto que passava, Percy ficava mais animado; contudo, alguns minutos antes do leilão começar, algo mais chamou sua atenção.

À sua esquerda, ouviu um choro feminino, infantil, junto com alguns protestos. Ninguém parecia notar. Havia dois homens: Um magro, muito magro e cansado, de olhos cinza, com vestimentas paupérrimas, indicando que ele era um mero plebeu, enquanto o outro era rechonchudo e vestia-se muitíssimo bem, com um terno roxo escuro; Perseu logo reconheceu o homem gordo. Tratava-se de Dionísio Podium, um homem ganancioso e rico que era famoso por gastar a maioria de suas finanças em garotas de 7 a 12 anos, para que eles as tomassem como escravas e as ensinassem a se comportar de maneira sexual. Percy não sabia de nada daquilo, mas de forma ou outra, nunca havia gostado de Dionísio; por algum estranho motivo, ele sempre o chamava de Percival, quando seu nome era Perseu, muito obrigado.

Foi então que, enfim, ele a viu, a fonte dos choros infantis que ninguém além dele parecia notar. A menina deveria ter a mesma idade dele, onze anos, e lágrimas caíam de seus olhos enquanto ela segurava a mão do homem magro e pobre. Estava desesperada, era evidente, mas Percy sentiu seu rosto ruborizar ao pensamento de que nunca havia visto nenhuma menina tão linda; ela era bem mais bonita que Rachel Elizabeth Dare, que tinha cabelos de fogo e era irritantemente mimada. Ela era bem mais bonita. Parecia uma das princesas dos livros clássicos chatos que seu pai o fazia ler, com seus cachos loiros e seus olhos cinza iguais aos do homem, os lábios rosados e o corpo frágil. Percy não sabia por que ela chorava, mas, por outro estranho motivo, ele levantou-se de sua cadeira, deixando o soldado para trás enquanto marchava até aonde se encontravam. O garoto tinha seu coração batendo de uma forma desconfortável em seu peito como nunca havia batido antes, como se uma força invisível o puxasse em direção a menina, como se dissesse, salve-a.

- Não, papai, não! Por favor, eu amo você! – a garotinha implorou, chorando mais alto.

Antes que o homem pudesse responder, Percy limpou a garganta e cruzou os braços na frente do peito, olhando para Dionísio com desprezo e para o homem magro com curiosidade. Seus olhos se encontraram com os da menina por um momento, e mais uma vez, seu coração doeu. Voltou sua atenção para Dionísio quando o gordo falou.

- Oh, veja se não é o pequeno Percival Jackson!

- Perseu. – Percy o corrigiu, revirando os olhos quando o homem passou a mão por seus cabelos e os bagunçou. – Quero saber, por favor, o que está acontecendo aqui. – murmurou, parecendo irritadíssimo. Queria ser tão amedrontador quanto seu pai quando estava nervoso.

Dionísio limpou a garganta, enquanto a garotinha olhou para o homem magro com esperança em seus belíssimos olhos verdes. Percy estava nervoso, afinal, nunca havia sentido seu peito contraído daquela forma... E se ele tivesse doente? De qualquer forma, aquilo não importava. Ele tinha uma dama para resgatar, mesmo que não a conhecesse.

- A garotinha aqui vai morar comigo. – Dionísio explicou. – E ela vai sentir falta do pai dela, só isso.

- Não importa. – Percy retrucou, apontando para a garota. – Eu quero ela.

Ambos os homens abriram a boca em surpresa, mas Dionísio parecia mais bravo do que surpreendido. De qualquer forma, Perseu bufou pela demora de troca de palavras e pisou firme ao chão, vendo que a menina havia parado de chorar.

- Não me ouviu? – ele perguntou a Dionísio. – Eu quero ela.

Após alguns minutos de pensamento interno, o gordo respondeu.

- Creio que isso não será possível, garoto. – Ele murmurou, pois, no fundo, sabia que podia ter problemas se arrumasse encrenca com o filho do segundo homem mais poderoso do reino, só perdendo para o Rei. – Eu estou pagando uma grande quantia em dinheiro por ela.

- Eu cubro sua oferta. – Percy disse de cabeça erguida, orgulhoso por agir como um homem, como Poseidon o havia ensinado. – Hoje é meu aniversário, tenho dinheiro. Meu pai disse que eu podia levar qualquer coisa que quisesse da Casa de Leilões, e eu quero a menina.

Dionísio arregalou os olhos e o homem magro permaneceu parado, enquanto a menina apoiou-se na perna do plebeu, encarando Perseu como se fosse um deus. Antes que outro acontecimento marcante ocorresse, Poseidon aproximou-se, fumando seu charuto e cumprimentando os dois homens.

- Senhores. – disse. – O que está havendo aqui.

- Pai. ­– Percy disse antes que fosse interrompido. – Disse a esses homens que quero comprar a menina como meu presente de aniversário. Eles não acreditam em mim.

- A m-menina? – Poseidon franziu o cenho, encarando a menina loira, uma verdadeira bonequinha de porcelana. – e porque você iria querer uma menina, filho? Não se acha muito jovem para isso?

Os três homens riram (Dionísio e o pobre nervosamente) e Percy suspirou, irritado.

- Ela pode ser uma de minhas servas. Minha serva pessoal, eu não ligo. – Percy disse rapidamente. – Pegue o dinheiro, pai. Não quero mais o soldado. Vamos levar ela pra casa. Agora.

Com isso, Percy puxou a mão da menina e a trouxe para seu lado, notando que ela era um pouco mais baixa que ele; a mão dela tremia. A maneira com que seus dedos se enroscaram era confortável e amável, não forçada e ruim como quando Sally o forçava a segurar a mão de Rachel Elizabeth Dare quando iam ao palácio. Quando encarou a bela menina ao seu lado pelo rabo do olho, Percy fingiu que não percebeu o pequeno sorriso em seus lábios cor de rosa.

- Filho... – Poseidon suspirou. – Tem certeza que quer... Uma menina? Você parecia tão interessado no soldado, e, como eu disse você pode ter qualquer coisa daqui, e –

- Exatamente. – Percy fez que sim. – Qualquer coisa. E eu quero a menina. Agora, pai, dê o dinheiro ao homem, para que essa menina pertença a mim.

Quando Poseidon soube que a menina era filha do homem paupérrimo, dividiu o dinheiro para que fosse uma compra justa: metade das dez mil pratas foi para o homem, enquanto a outra, para Dionísio, que não parecia nada satisfeito em ter uma de suas mais novas servas roubadas dele, já que, no seu caso, ele precisava da menina para propósitos sexuais.

Enquanto andavam até a carruagem, Percy ainda segurava a mão da menina firmemente.

- Como você chama? – ele perguntou, já que agora se sentia nervoso consigo mesmo, já que havia gastado sua única chance de comprar o soldado com uma menina – por mais que fosse bonita – que nunca lhe teria utilidade nenhuma. De qualquer forma, precisava saber o nome dela, se ela seria a menina que o vestiria todos os dias, e que lhe ajudaria nos estudos, e que pentearia seu cabelo.

- Annabeth. – A menina respondeu com um pequeno sorriso, quase que como soubesse que havia acabado de conhecer o menino que um dia viraria o homem que mudaria sua vida.

Notas finais
E AÍ? Sim ou não?
Já faz um tempo desde que decidi escrever a fic mas nunca tive coragem, mas hehe, cá está. Se você gosta de McFLY provavelmente sabe que a música 'She Falls Asleep' fala sobre suicídio, mas fiquem tranquilas q nao vai ter nada disso nessa fic.
Como sempre só peço por 10 REVIEWS pra postar o segundo capítulo.
Beijos!