She Drives Me Crazy
26 Capítulo 26 - O assunto sempre volta
Notas iniciais
— Alice, já disse que queremos uma coisa simples. Na casa mesmo. Apenas familiares e alguns amigos.
— Mas é o seu casamento, Bella! — Choramingou com os planos que tinha – literalmente – nas mãos.
— Exatamente. É o meu casamento. Nosso casamento. — Disse apontando para Edward, que assistia tudo do sofá, enquanto brincava com o cabelo de Bella. — E nós queremos fazer do nosso jeito.
— Mas...
— Já chega, Alice. — Esme a censurou. — Se eles querem um casamento simples, é o que vai acontecer.
— Eu prometo que deixo você cuidar do enxoval quando tivermos filhos, está bem? — Edward disse e sua cara emburrada se transformou em um grande sorriso e depois ela pulou no sofá.
— Mas o casamento ainda será simples, Alice. — Bella a cortou.
— Está bem. Posso lidar com isso. Vou conseguir a decoração perfeita.
— Foi o máximo que consegui. — Edward sussurrou no ouvido de Bella, fazendo-a rir.
— Já está ótimo.Obrigada. — Respondeu o beijando.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~
— Alice, você sempre tenta me arrastar para comprar coisas, mas quando eu preciso, você não atende esse celular! — Vociferou pela caixa postal do telefone.
Ela olhou para a agenda e pensou se era a melhor escolha, mas ela não tinha outra.
— Você ligou para o Emmett. — O telefone soou e ela estava pronta para desligar, quando ouviu a voz. — Brincadeira! Te peguei!
— Quanta maturidade, Emmett. — Ralhou. — Eu preciso que você me ajude.
— É só falar, Bellita.
— Eu preciso que você vá até a farmácia e compre um teste de gravidez.
— O que? — Gritou no telefone.
— Emm, pare de gritar.
— Precisa ser eu? Eu quero ajudar, mas não acha que Alice seria uma melhor opção?
— Eu tentei falar com ela, mas ela não atende. — Explicou. — E eu realmente preciso de uma resposta. — Acrescentou.
— Como eu vou saber onde encontrar essa coisa? — Questionou.
— Emmett, é um teste de gravidez! Não é a cura do câncer.
— Então você não vai comigo?
— Eu não posso. Edward logo vai chegar da fisioterapia e fará perguntas se eu sair. E eu só quero contar a ele quando tiver certeza.
— Eu vou, mas se eu comprar o errado, não me culpe. — Disse se despedindo.
— Obrigada, Emm. Você é o melhor.
Uma hora se passou e Bella andava de um lado para o outro pela casa. Não teve mais noticias de Emm, até que a campainha tocou.
Quando ela abriu a porta, não sabia o que dizer.
— Eles tinham muitas opções. E a vendedora não garantiu que nenhum é exato, aí eu não sabia qual escolher, então eu trouxe todos eles.
Bella o puxou para dentro com todos os testes na mão.
— Onde você vai? — Emmett perguntou ao vê-la pegando todos os testes que ele trouxera.
— Eu vou até o quarto. Não vou deixar nada espalhado. Quando Edward chegar, ele não pode ver, Emmett. Ainda não.
— Mas... Você tem que contar!
— Emmett, eu preciso que você se acalme.
— Me acalmar? Você está grávida!
— Eu acho que estou. Não tenho certeza ainda.
— Então faça o teste. Eu trouxe sete tipos diferentes! É só escolher!
— Por que está gritando comigo? — Perguntou com lágrimas nos olhos.
— Eu... Desculpe, Bella. Não chora. — Pediu e ela não conseguia segurar as lágrimas que caiam. — Por que ainda está chorando?
— Eu não sei! Eu só não consigo parar! — Gritou de volta.
— Venha aqui. Eu vou preparar um chá, Bellita.
— Você não sabe fazer chá. — Respondeu fungando.
— Um suco então. — Retrucou, balançando a cabeça e a puxando para a cozinha, mas antes ela deixou os testes em um dos quartos, onde Edward não os encontraria.
*~*~*~*~*~*~*~~*~*~~*~
Ela ainda não tivera tempo de fazer os testes. Fazia uma semana que eles estavam guardados, mas sempre que ela ia fazer, Edward aparecia e ela perdia a coragem. E se desse negativo? E se desse positivo? Ela não sabia qual resultado queria ver. Mas precisava resolver aquela situação.
— Alice, por favor! Eu não quero mais ver a tonalidade de babados. Eu nem queria babados! — Grunhiu esfregando o rosto.
— Toda noiva precisa de babados, Bella. Já estamos planejando o casamento tem dois meses, e ainda falta um monte de detalhes.
— Eu queria que o Emmett estivesse aqui. — Choramingou e pôde sentir Edward rindo em seu pescoço.
— Pra que? — Alice perguntou.
— Ele já teria feito você desistir da maioria dessas coisas. Sozinha eu não tenho chance contra você.
— E por falar nele, onde ele está? — Edward perguntou e logo em seguida ouviu a porta sendo aberta e uma voz bastante conhecida soou.
— Não precisam mais se desesperar. Aqui estou eu. — Emmett proclamou abrindo a porta e colocando as mãos na cintura, como se fosse um super herói.
— Você chegou! Faça Alice parar! Minha cabeça dói. — Bella disse rindo da pose que ele fazia. Edward e ele passavam tanto tempo juntos, que ele acabou se apaixonando por super heróis também.
— Por onde você andou essa semana? Nós estamos com pouco tempo para o casamento e você desapareceu. Onde esteve? — Alice questionou, colocando uma mão na cintura enquanto batia o pé.
— Las Vegas, baby! — Vibrou, puxando Rosalie pela mão.
— Las Vegas? O que vocês foram fazer lá? — Perguntou impaciente, voltando a mexer nas rendas.
— O que os casais apaixonados fazem em Las Vegas? Eles se casam.
— O que? — Todos gritaram ao mesmo tempo.
— Emmett McCarty, você teve a coragem de se casar e não deixou que eu planejasse o seu casamento?
— É, bem... — Disse coçando a nuca, sentindo todos os olhos sobre eles. — Eu não queria aquela bagunça. Quero dizer, eu realmente queria me casar com a ursinha, mas eu não conseguiria lidar com as flores, rendas e babados. E... — Parou de falar ao ver as coisas espalhadas pela sala. — O que vocês estão fazendo?
— Planejando o casamento. — Edward respondeu, segurando a risada.
— Ah, isso é... Ótimo. Tenho certeza que a fadinha vai fazer um ótimo trabalho e... Bem, olha a hora. — Disse olhando para seu pulso que nem tinha relógio. — Nós tinhas aquela... coisa para fazer, não é, Rosie? — Disse, puxando-a pela porta.
— Espera! — Bella disse se levantando, mas parou olhando para Edward.
— Eu queria perguntar uma coisa.
— Pode falar.
— Carlisle vai ficar muito chateado se eu pedisse que o Emm me levasse até o altar? Quero dizer, eu sei que seu pai se ofereceu, mas eu realmente gostaria que fosse o Emmett.
— É claro que não, Bella. Além disso, Esme e ele serão os padrinhos. Tenho certeza que ele ficará feliz de qualquer forma.
— E você? — Perguntou.
— Você está feliz? — Respondeu com outra pergunta e ela assentiu. — Então eu também estou.
— Ei, vocês dois! Estamos em lua de mel ainda. — Disse apontando para Rosalie, que sorriu. — Será que podem parar de cochichar e falar de uma vez?
— Eu quero saber se você pode me levar até o altar. — Bella declarou, fazendo-o sorrir.
— É claro que eu posso, Bellinha. — Disse pigarreando e apontando para Edward. — É bom você cuidar bem dela, viu rapaz.
Ao fazer isso, Bella e Alice explodiram em uma gargalhada.
— O que? Vai ser como se eu fosse o pai dela. Tenho que cuidar dela. Assumir o papel de um bom pai. — Disse, fazendo com que os risos cessassem.
O sorriso dela morreu no instante em que Emmett disse a palavra pai. Ela se lembrou de Charlie e que não teria ninguém de sua família no casamento, a não ser por Esme e Alice. Esse era um dos motivos pela qual ela quis uma cerimônia pequena. Não é como se ela tivesse muitas pessoas para convidar.
— Bella, eu... — Emm a chamou.
— Podemos terminar isso depois, Alice? Eu queria descansar um pouco.
— Claro. Podemos ver os últimos detalhes depois.
— Certo. — Disse se virando para Edward, que a olhava atentamente. — Eu vou dormir... Descansar um pouco. Volto mais tarde.
— Você está bem? — Perguntou vendo lágrimas se formarem em seus olhos castanhos.
— Sim. Só cansada. — O beijou se levantando.
Assim que Bella subiu as escadas, Edward se levantou com o auxilio da bengala e mancou até ela.
— Edward, eu não quis...
— Está tudo bem, Emmett. Vou ficar com ela. — Interrompeu, o tranquilizando.
— Eu pensei que ela estivesse bem com tudo isso.
— Apesar de tudo, Charlie ainda é o pai dela. E além disso, ela está bastante emotiva ultimamente. — Declarou. — Podem continuar aí. Eu vou ver como ela está.
Edward disse e foi em direção ao quarto deles.
Emmett ao ouvir o que Edward havia dito, não pôde conter o riso.
— Você está rindo do que, seu idiota? Você tinha que falar aquilo sobre o pai dela?
— Mas...
— Não quero ouvir. — O censurou. — Ainda estou furiosa. — Disse, se aproximando e colocando o dedo no meio do peito dele. — Não acredito que você se casou e não me deixou planejar nada.
— Acredite em mim, fadinha. — Disse a segurando pelos ombros. — Você vai ter muito com o que se ocupar daqui alguns meses.
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