She Drives Me Crazy
22 Capítulo 22 - A morte é tranquila, fácil. A vida é mais difícil
Notas iniciais
Bella abriu os olhos e foi cegada pela claridade que a rodeava.
— Bella? — Edward a chamou e ela olhou em sua direção. Não se lembrava de muita coisa. Eram apenas alguns flashs de memória. Charlie aparecendo, ela descobrindo sobre a gravidez, Charlie a ameaçando e então a briga. Ela olhou para o lado e viu que se encontrava no hospital. Não precisava de muito para adivinhar o resto. — Como se sente?
— Não sei. Só estou com um pouco de dor na... — Bella levou às mãos a barriga, arregalando os olhos, e voltando a olhar para Edward. Seu semblante lhe dizia tudo que ela precisava saber. — Edward?
— Bella, eu cheguei tarde demais. Ele havia fugido. Você estava caída no chão e eu não pude carrega-la. Simplesmente não pude.
— Como... como sabe? — Bella perguntou sem conseguir olhar para ele.
— Eu encontrei a caixa. Meu pai pediu vários exames. Você vai ficar bem, mas... — Edward começou a dizer enquanto se aproximava da cama onde ela estava.
—Não. Por favor, não diga. Ainda não. – Ela disse sentindo sua garganta fechar pelas lagrimas que brilhavam em seus olhos. – Ele... ele fugiu? – Perguntou já sabendo a resposta.
— Sim. Ele fugiu, mas a polícia está atrás dele. Eu estou cuidando disso pessoalmente, tenho um amigo dos tempos da faculdade, Damon, ele se formou em direito e vai nos ajudar nesse caso.
— Eu... Eu o perdi, não foi? — Perguntou e ele sabia do que ela falava.
— Eu preciso que você se acalme, está bem? — Edward disse com lagrimas nos olhos. — A queda, o estresse... foram demais. Eu sinto muito, Bella.
— O que eu... como é que... eu...
— Amor, calma. — Ele pediu tentando manter a tranqüilidade em sua voz, mas estava destruído por dentro. Ele não entendia, como perder alguém que nunca chegou a conhecer podia doer tanto?
— Calma? Você está me dizendo para manter a calma? O lunático do meu pai não ficou satisfeito em destruir somente a minha vida, ele tinha que fazer algo maior. Ele tirou meu filho de mim... Nosso filho! — Ela gritou chorando. — E você me pede calma. Eu...
— Bella, por favor, acalme-se. — Edward disse afagando suas costas.
—Não, não, não. Não dá, não dá, não dá. Não! Está doendo, isso dói, faz parar, por favor, faz parar, isso dói. — Ela começou a gritar e chorar. Bella sentia seus pulmões arderem, como se não conseguisse respirar.
Charlie havia tirado tudo dela, e quando ela pensou que ele havia feito o bastante, descobriu – da pior maneira – que estava errada. Tudo que ela sentia era dor. Não tinha espaço para mais nada.
Edward a abraçou e a apertou em seus braços enquanto ela chorava e soluçava, esperando que a dor diminuísse. Mas ela não diminuiu.
Depois de passar a noite em observação, Bella finalmente teve alta e eles foram para o apartamento dela. Alice havia pedido para Emmett passar no apartamento e arrumar aquela bagunça, já que ela teria que ficar com Esme no hospital.
Bella entrou no apartamento, olhando tudo ao redor, como se pudesse mudar o que havia acontecido ali. Edward vendo que ela havia parado, foi até ela e afagou suas costas.
'Cause your presence still lingers here
(Porque sua presença ainda permanece aqui)
And it won't leave me alone
(E ela não me deixará sozinha)
These wounds won't seem to heal
(Essas feridas não vão cicatrizar)
This pain is just too real
(Essa dor é muito real)
There's just too much that time cannot erase
(Há muita coisa que o tempo não pode apagar)
— Bella...
— Eu estou bem. — O interrompeu, suspirando.
— Vem. — Ele disse a puxando em direção ao quarto. — Onde tem uma mochila?
— Mochila? — Perguntou confusa.
— Para colocar suas roupas. Você vai ficar lá em casa.
— O que? Edward, não precisa...— Ia dizendo, mas parou de falar.
— Não precisa o que? — Ele questionou gentilmente e ela suspirou.
— Não preciso de pena.
— Pena? Bella — a chamou inconformado com seu pensamento — como pode pensar que eu sinto pena de você?
— Eu não sei, eu só... você... eu não sei o que pensar. — Ela disse confusa, se sentando na cama, e Edward segurou suas mãos.
— Não pense nem por um segundo que eu a quero comigo por pena, meu amor. Eu a quis morando comigo assim que a beijei pela primeira vez. Só não tive coragem de pedir. Não queria sufocar você.
— Então não está falando isso por... — Deixou a pergunta no ar, ainda com medo da resposta.
— Bella, eu realmente sinto muito pelo que aconteceu. Você tem minha palavra que ele vai pagar pelo que fez à você e ao nosso filho, mas eu nunca a levaria para morar comigo por mera obrigação. Eu amo você e espero passar o resto dos meus dias ao teu lado. — Edward declarou e ela se desfez em lágrimas.
— Edward?
— Sim, amor?
— Você teria ficado feliz em ter um filho comigo? — Perguntou receosa.
— Bella, não vale a pena se martirizar por isso.
— Eu preciso saber. Preciso acabar com as más idéias que rondam minha cabeça. — Ela disse sem desviar o olhar. — Por favor. — Suplicou.
— Eu teria sido o homem mais feliz do mundo. Não apenas por ter uma mulher que eu amo mais que minha própria vida, mas por que essa mulher me daria um pedaço de nós dois. Então sim, Bella, eu teria sido mais do que feliz se nós tivéssemos um filho. E tenho tanta certeza disso quanto tenho a certeza de que um dia você me dará essa e muitas outras alegrias. — Ele disse a envolvendo em seus braços. A morena o abraçou de volta, sorrindo com as palavras dele.
Depois que Bella juntou tudo que precisava, eles foram de táxi até a casa de Edward, onde seria a casa dos dois agora.
— Se você quiser, pode ter um quarto só seu. A casa é grande.
— Você quer que eu fique em outro quarto? — Perguntou o olhando.
— É claro que não, amor. Mas eu pensei que talvez você precisasse do seu espaço. — Se defendeu.
— A única coisa que preciso agora é de você. – Disse passando os braços pelo pescoço dele e enroscando seus dedos nos fios de cabelo acobreado, o fazendo gemer.
—Bella, sabe que não podemos. — Disse a afastando – muito à contra gosto – de seu corpo. — O médico disse...
— Eu sei. Temos que esperar. — O interrompeu. — Vão ser quinze dias muito longos.
— Não pense nisso agora. — Disse a beijando e pegando sua mochila. — Vamos arrumar um lugar para suas coisas.
— Você tem certeza de que é isso que quer? — Perguntou querendo a certeza.
— Bella! — Edward disse indignado com sua falta de fé.
— Só checando. Porque se eu me mudar para cá, quer dizer que estamos mesmo juntos, e isso me assusta um pouco.
— Se não está certa de que quer um compromisso comigo para toda a vida, eu posso entender. Mas, por favor, não duvide do que eu sinto.
— Eu quero você também, Edward. Eu não tenho dúvidas do que você sente. Eu nem sei por que estou dizendo essas coisas. Vem? — Ela o chamou puxando-o pela mão até o quarto, que agora era dos dois.
Já estava escurecendo quando Edward pediu uma pizza. Os dois deitaram na cama com seus pratos e comeram enquanto assistiam alguma comédia na TV. Ele ia colocar um filme de romance, mas ela disse que queria algo que a fizesse rir e ele concordou prontamente.
O filme estava no fim e ele admirava Bella, que estava adormecida em seus braços, quando se lembrou do presente que havia comprado para ela. Ele entregaria assim que tivesse oportunidade.
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