She Drives Me Crazy
15 Capítulo 15 - Tudo contra o ventilador
Notas iniciais
— Doutor Cullen...
— Olá, Bella. Eu vim para ver me filho.
— Ele está no escritório. Eu vou avisar que o senhor está aqui.
— Está bem. Eu estarei na sala.
Bella foi para o escritório com as mãos ainda tremendo.
— Edward, seu pai está aqui.
— Ele disse que viria. Não sabia que seria hoje.
— Ele está te esperando na sala.
— Tudo bem? Você parece pálida.
— Eu estou bem. Você vai contar à ele? Sobre nós?
— Vou. Qual o problema?
— Eu... Eu não sei o que ele vai pensar.
— Ele ficará feliz, Bella. Vem.
— Mas eu ainda preciso falar com você.
— Podemos conversar quando ele for embora, tudo bem? — Edward perguntou e Bella suspirou.
— Está bem. — Respondeu indo para a sala com ele.
— Edward, é bom te ver filho. — Carlisle disse e Edward sorriu. — Admito que fiquei surpreso com sua ligação.
— Eu estive pensando sobre isso faz um tempo. Talvez você tenha razão sobre a fisioterapia.
— Isso é ótimo de se ouvir. — Carlisle disse e Edward se sentou no sofá, olhando para Bella.
— Mas antes, eu quero contar uma coisa.
— Claro. O que é?
— Eu conheci uma pessoa. E ela é linda, inteligente e maravilhosa.
— Mesmo? Que surpresa. Você quase não sai. Isso é ótimo, Edward. Quando vou conhece-la?
— Na verdade já conhece. — Ele olhou para Bella outra vez. — Bella. — Disse estendendo a mão para ela, que estava de cabeça baixa na porta da sala. — Essa é a garota que estou falando.
— Bella? Sua assistente?
— Sim. Ela é incrível. — Respondeu com um olhar de admiração.
— Doutor Cullen, eu garanto que isso não interfere em minhas funções como assistente e...
— Isso é... Bem, eu não estava esperando por isso. — Ele a interrompeu.
— Doutor Cullen, eu...
— Isso é ótimo. É realmente ótimo. Não é ótimo?
— Tudo bem, doutor Cullen? — Bella perguntou preocupada.
— Eu? Eu estou ótimo. Não pareço ótimo?
— Na verdade, não muito. Considerando que usou a palavra ótimo umas cinco vezes no último minuto. — Bella respondeu, tampando a boca logo depois de perceber que aquele era seu chefe.
— Eu só estou... Surpreso. Edward, estou muito feliz por você. Voltando a fisioterapia, pode buscar seus últimos exames para que eu os avalie?
— Claro. Devem estar no escritório. Eu já volto. — Ele disse se levantando. Bella olhou para a porta para se certificar que Edward havia se afastado.
— Doutor Cullen, preciso falar com o senhor.
— Eu também acho e devo admitir que quando Edward falou sobre o namoro, eu fiquei surpreso. O acordo era apenas...
— Edward não vai demorar. É exatamente sobre isso que quero falar. — Bella o interrompeu. — Sobre o nosso acordo. Eu não quero mais.
— Bella, você trouxe meu filho de volta. Em todos os sentidos. Não pode desistir agora. O contrato está quase no fim.
— Eu sei disso. Mas eu não quero mais fazer parte disso. Não desse jeito. Eu não consigo mais. Eu realmente...
— Eu entendo que talvez para quem olhar de fora pareça ruim, mas...
— Pareça ruim? O senhor praticamente me pagou uma fortuna porque não queria que eu fosse embora e o deixasse. Eu não posso continuar com isso. Não mais.
— Sim, mas também porque eu sei dos seus problemas, Bella.
— Meus problemas não tem nada a ver com isso.
— Não mesmo? Eu sei que você precisa do dinheiro para sua tia.
— Como você...
— Isso não importa.
— Importa sim. Você me pagou para que eu não fosse embora; para que eu não o deixasse como as outras fizeram.
— Acho que você está muito nervosa, Bella. — Alertou, tentando acalmá-la. — E eu ainda não paguei você. — A lembrou.
— Nem vai me pagar. Eu não quero seu dinheiro. Não posso mais continuar com isso.
— Por que é tão difícil para você, Bella? Não vê que ele se tornou uma pessoa melhor depois que te conheceu?
— Eu só... Por que você não consegue entender? As coisas estão diferentes agora. Se eu pelo menos puder contar à ele...
— Eu lamento, mas você não pode fazer isso. Receio que ele se sinta traído e volte a se isolar, então todo o progresso que fizemos será perdido.
— E quer que eu faça o que? Que continue mentindo? Escondendo as coisas? Isso é errado.
— Por quê? Por que eu estou te pagando para não deixa-lo como todas as outras fizeram? Por que eu quero que meu filho volte a viver?
— O senhor fala como se fosse um negócio. Somos pessoas. Eu não quero seu dinheiro. Eu não estou aqui por isso. Eu realmente amo seu filho e... Que barulho foi esse? — Bella perguntou quando ouviu uma porta bater. Ela foi até lá. Era o escritório. Edward havia se trancado. — Edward?
— Vá embora! — Ele rugiu. — Eu quero os dois fora.
— Edward o que aconteceu? Edward? — Bella perguntou sem ter respostas quando ouviu um barulho do outro lado e correu até a gaveta da cozinha, procurando a chave reserva.
Quando entrou no escritório ele estava caído no chão. Ela correu para perto dele, o chamando.
Lying on the floor when I break through
(Caída no chão quando eu entrei)
I pull you in to feel you heartbeat
(Eu te peguei para sentir seus batimentos cardíacos)
Can you hear me screaming please don’t leave me?
(Você pode me ouvir gritando por favor, não me deixe?)
Hold on I still want you
(Espere eu ainda te quero)
Come back, I still need you
(Volte, eu ainda preciso de você)
Let me take you hand I’ll make it right
(Me deixe pegar a sua mão eu vou consertar isso)
I swear to love you all my life
(Juro te amar por toda minha vida)
— Edward? Edward, por favor, fala comigo! — Ela se aproximou e o puxou para ouvir seu coração. As batidas estavam lentas e baixas. — Senhor Cullen! — Ela gritou e Carlisle correu até onde eles estavam, já ligando para a emergência. Ele havia ido de táxi e o carro de Bella era muito pequeno.
— Edward. Você está me ouvindo? Edward, por favor... — Ela sussurrou bem baixo. — Eu amo você, então, por favor, não me deixa. Por favor, você não pode. — Disse agarrada a ele.
A ambulância chegou alguns minutos depois e afastaram Bella dele, o colocando em uma maca e o levando.
No hospital só permitiam a entrada de familiares. Carlisle já estava lá dentro com Edward, enquanto ela continuava ali, andando de um lado para o outro sem ter notícias.
Algum enfermeiro deve ter ficado com pena dela e avisado Carlisle, porque após alguns minutos ele apareceu e a levou para o quarto onde Edward estava internado. Alguns médicos puxavam seus batimentos cardíacos.
— Eu posso entrar?
— Ainda não. Escute, Bella, eu sei que talvez você não queira falar comigo sobre isso, mas... Eu não espero que você acredite, Bella, mas quando lhe ofereci o dinheiro, eu fiz porque vi que você era diferente. Vi que você fazia Edward ser diferente.
— Como pode ter visto isso se nem o visitava?
— Ele me ligou mais de uma vez reclamando de você. Ele nunca se importou o bastante para reclamar de alguém, mas de você sim. Eu pude ver que existia alguma coisa ali, então fiz você ficar. É claro que eu não imaginei que fosse existir alguma coisa além de amizade, mas se isso deixa meu filho feliz, está ótimo para mim. Edward mudou muito depois que te conheceu.
— Ele... Ele disse alguma coisa?
— Não mudou tanto assim. Ele ainda é muito fechado.
— Então como?
— Eu vejo como ele te olha. Eu vi assim que entrei naquela casa hoje e ele contou sobre o namoro. Eu acho que não havia reparado antes.
— Como ele me olha?
— Bella, ele te olha como se estivesse se afogando e você fosse um barco.
— Então por que ele é tão teimoso? Por que tentou me mandar embora tantas vezes?
— Ele passou por muita coisa. Depois que Tânia o deixou... ele não foi mais o mesmo. Ele tem medo de te deixar entrar e se machucar de novo.
— Eu nunca faria isso. Eu não entendo. Ele estava bem, não fez esforços físicos. Ai meu Deus. — Disse paralisada.
— Bella? O que foi?
— Ele ouviu. Ouviu sobre o acordo. Estúpida. É isso que eu sou. Por que eu não contei enquanto podia? — Questionou para si mesma, andando de um lado para o outro.
— Se acalme, Bella.
— Não. O senhor não entende? Ele sabe que o senhor me pagou para ficar. Ele não se acha digno de ser amado e acaba de descobrir que eu fiquei com ele por dinheiro.
— Você não ficou por dinheiro. Já deixou isso bem claro.
— Eu sei disso, mas ele não. Ele devia estar voltando quando ouviu.
— Bella, você não tinha como saber. Além do mais, pode haver outro motivo para a crise.
— Qual?
— Essas crises simplesmente acontecem. E tudo que se pode fazer por ele é trazê-lo até o hospital.
— E o que vai acontecer agora? — Bella perguntou, olhando para o quarto onde Edward estava internado.
— Estamos tentando estabilizá-lo, mas a água no pulmão não está cedendo.
— E o que vai acontecer com ele?
— Isso depende dele, Bella. Você quer vê-lo?
— Eu posso? — Perguntou e o seguiu quando ele assentiu.
Ao entrar no quarto, haviam agulhas e tubos ligados a máquinas e a ele.
— Eu posso ficar sozinha com ele um minuto? — Bella perguntou.
— Está bem. Vou falar com os médicos dele.
— Edward... Eu não sei se pode me ouvir, mas eu espero que possa. Por que não me deixou explicar? Você devia ter me deixado explicar, mas isso não importa. — Ela disse chorando e limpando as lágrimas que não paravam de cair. Ela pegou uma das mãos dele e colocou entre as suas. — Edward, volta pra mim. — Sussurrou fungando. — Eu prometo que não vou mais implicar com você. Eu vou embora se você quiser, mas, por favor — implorou —, por favor, não me deixa. Você tem que voltar.
Ela ficou ali, segurando a mão dele até que Carlisle voltou.
— Bella, venha aqui fora um minuto. Não terminamos nossa conversa. — Bella deixou as mãos de Edward e saiu do quarto.
— O que eu disse continua valendo. Eu não quero mais o seu dinheiro. — Bella disse sem tirar os olhos de Edward.
— Por que não? Eu sei que você precisa do dinheiro para sua tia. Ela precisa da operação.
— Como você sabe sobre a operação?
— Eu sei de muitas coisas. Não pense que eu quero manipular você, Bella.
— Não? Porque é o que parece.
— Eu só gosto de ter controle das coisas.
— Por isso me pagou para ficar com ele? Por que gosta de controle?
— Eu ainda não paguei.
— Nem vai. Eu não quero seu dinheiro. Não posso fazer isso.
— Por que não? — Perguntou outra vez. — Eu já disse. Ele se tornou um pessoa melhor depois que você apareceu na vida dele.
— Eu só... Por que é difícil de entender?
— Está bem. Talvez essa não seja a melhor hora para conversarmos.
— Foi o que você disse na casa. Até quando pretende adiar isso? — Carlisle olhou para Edward, que se mexeu na cama.
— Amanhã de manhã. No meu escritório. Está bem? — Ele perguntou e Bella assentiu, voltando para o quarto.
Edward acordou, olhando para o lado e encontrando Bella segurando sua mão.
— Oi. Como se sente? — Ela perguntou.
— Doente.
— Você quase me matou de susto.
— Eu quero falar com meu pai, por favor.
— Edward, sobre o que você ouviu...
— Agora, Isabella. — Ele disse se livrando das mãos dela, que o tocavam, e ela estremeceu.
— Tá. Eu... Eu vou esperar lá fora. — Disse saindo do quarto
— Bom te ver acordado, Edward. Como se sente? — Carlisle perguntou.
— Bem, na medida do possível. Mas preciso acertar umas coisas.
— Claro. O que seria?
— Quero que mude a senhorita Swan de cargo.
— Mudá-la de cargo? — Perguntou confuso.
— É muito simples, eu não quero que ela seja dispensada, porque além de eficiente, ela precisa do emprego. Mas também não a quero perto de mim.
— Por quê? Pensei que estavam se dando bem. Pensei que gostasse dela, Edward, você mesmo disse.
— E pensei que ela estivesse comigo por mim mesmo, mas parece que me enganei sobre muitas coisas.
— Edward, eu sei que não sou o melhor pai do mundo, eu devia ser mais presente, mas até eu posso ver que ela se importa com você.
— Comigo ou com o dinheiro que você vai pagar à ela?
— O que? Não, Edward.
— Vai negar que não ofereceu dinheiro à ela para que não fosse embora?
— Você não entendeu, filho.
— Eu estava perto da porta e ouvi vocês conversando. Ela queria ficar longe de mim? Pois bem, ela vai, mas ela me ajudou muito durante esse tempo. Quero que a mantenha até o fim do contrato. Mas a quilômetros de distância de mim.
— Edward, você não entende o erro que está cometendo.
— Talvez sim, talvez não. Não importa. Eu não vou ficar na minha casa de qualquer jeito.
— E para onde vai? Não vai se isolar de novo, filho. — Pediu. — Você ia começar a fisioterapia e...
— Não vou me isolar. Mas não posso ficar lá. Não agora.
— Isso é uma pena, Edward, mas eu conheço você o bastante para saber que não vai mudar de ideia. Vou falar com ela.
— Ótimo. Se ela quiser vir aqui, diga que estou dormindo. Não quero vê-la. — Carlisle assentiu e foi até a sala de espera.
— Doutor Cullen, como ele está? Eu posso vê-lo? Eu sei que não sou da família, mas...
— Ele está dormindo. Ele precisa descansar.
— Eu ouvi o médico falando que foi um tipo de crise respiratória. Eu não entendo...
— Eu entendo agora. Está tarde, Bella. Vá para casa. Descanse. Preciso que venha até meu escritório amanhã cedo.
— Mas o Edward...
— Você estava certa. E ele não precisa mais dos seus serviços.
— Não precisa... Como não? Foi alguma coisa que eu disse? Eu sei que falo um monte de besteira, mas eu posso...
— Não, Bella. O único que está fazendo uma besteira aqui é meu filho, mas não há nada que eu possa fazer. Você tem razão. Ele ouviu nossa conversa. Ele pensa que eu paguei você para ficar com ele.
— O que? Eu preciso explicar. Ele tem que me deixar explicar.
— Se coloque no lugar dele, Bella. Se tivesse ouvido o que ele ouviu, fora de contexto, também não julgaria? Também não iria querer se esconder?
— Mas isso é loucura. Ele não pode me afastar assim.
— Ele entende que você precisa do emprego e até mesmo ele reconhece que você é uma ótima profissional, então ele pediu para mantê-la até o final do seu contrato.
— Mas será possível? Vocês não entendem que eu não estou aqui pelo dinheiro? Tudo bem, ele era horrível comigo no começo e agia como um idiota às vezes, e talvez no começo fosse, mas não é mais pelo dinheiro. É diferente agora.
— Por quê? Por que você o ama?
— Como o senhor sabe?
— Ninguém faria tanto esforço para ficar perto de alguém que apenas tolera. E do mesmo jeito que percebi como ele te olha, percebo como você olha para ele. Você o ama.
— Amo. — Respondeu sem hesitar.
— Vá para casa, Bella. Dê um tempo à ele. Talvez ele perceba a estupidez que está fazendo e volte atrás. — Bella assentiu e saiu do hospital, sentindo sua garganta fechar.
Tudo que ela temia aconteceu. Edward havia descoberto da pior maneira e não lhe daria chance de explicação.
Ela chegou ao apartamento e Alice estava na sala; ela tentou correr para o quarto, mas não conseguiu.
— Bella? O que aconteceu?
— Ele sabe, Alice. Ele sabe sobre o acordo. Eu estraguei tudo. Eu sempre estrago tudo.
— Ah, Bella. Eu sinto muito. O que ele disse? — Perguntou.
— Ele não disse nada. Pediu para o doutor Cullen me transferir. — Respondeu sem emoção na voz.
— Eu sinto muito. Sinto que você esteja sofrendo, Bella.
— Sofrendo? Eu não estou sofrendo. Por que estaria? Por que o homem para quem entreguei meu coração, corpo e alma não quer nem me dar a chance de explicar por que eu fiz o que fiz?
— Bella. — Alice disse se aproximando e tentando abraça-la, mas Bella se afastou, abraçando o próprio corpo e andando de um lado para o outro.
— Tudo bem, Alice... Quer saber? Eu não preciso dele. Sempre fomos nós três. Você, a tia Esme e eu. Eu nunca precisei de ninguém para ficar do meu lado. Eu não tenho um cara do meu lado desde que tinha oito anos. E você sabe no que o ultimo terminou. — Disse, referindo-se ao seu pai.
— Bella. — Alice a chamou outra vez, mas ela continuou andando, lutando contra as lagrimas que fechavam sua garganta.
— E quer saber o que mais? Eu vou atrás da profissão que eu quero. Vou terminar esse maldito contrato e assim que o Carlisle me der o cheque, vou entregar direto para o Edward. E vou seguir com a minha vida e... Mesmo que a tia Esme não consiga vencer o câncer e você se case com o Jasper e eu fique sozinha de novo, vai ficar tudo bem. — Disse encostando na parece. — Eu vivi os primeiros oito anos da minha vida completamente sozinha com alguém que não me queria e posso viver o restante dela. Eu vou dar um jeito. Eu sempre dou.
— Bella, por favor. Você está me assustando. — Alice pediu, se aproximando dela, que deslizou pela parede e se sentou no chão; não conseguindo mais lutar contra suas lágrimas.
— O que há de errado comigo, Alice?
— Bella...
— Eu não quero mais ficar sozinha. Eu o amo tanto. O que tem de errado comigo? Por que eu simplesmente não contei pra ele? Eu não faço nada direito. Talvez Charlie tivesse razão em querer me mudar.
— Não. Ele não tinha. Charlie foi um cretino que destruiu sua infância e você não vai dizer isso novamente.
— Então por que ele não me deixa explica? Como ele pode duvidar de como eu o amo? Eu entreguei tudo que eu tinha pra ele. E agora que ele ficou com tudo, eu me sinto tão vazia.
— Isso vai passar, Bella. — Ela disse a abraçando e dessa vez Bella não se afastou.
— Isso dói.
— Eu sei, querida, mas vai passar. Você vai se reerguer, ele vai te perdoar.
— Não vai, não. Você tinha que ver a cara dele. Eu o traí. Isso foi pior do que deixa-lo.
— Tudo bem, Bella. Tudo vai ficar bem. — Disse, a puxando para o sofá.
Bella chorou tanto que acabou adormecendo com as lágrimas como companhia.
~*~*~*~*
Ao acordar, olhou para o relógio. Faltavam duas horas para encontrar Carlisle em seu escritório. Ela se olhou no espelho e estava horrível. Seus cabelos desgrenhados, os olhos vermelhos e o rosto manchado e inchado pelas lagrimas do choro da noite passada. Ela tinha medo que quando Edward descobrisse, ele se machucasse, mas foi ela quem acabou saindo destruída de tudo isso.
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