She Drives Me Crazy

12 Capítulo 12 - Marcas do passado


Notas iniciais
Primeiro, vamos aos agradecimentos hahaha. Quero agradecer a Amanda Clarke pela linda recomendação. Fico tão feliz em saber que estão gostando da fic. Esse capítulo é muito especial, então tirem as crianças dos computadores e aproveitem. Quem sabe não vale mais uma recomendação né?

Bella não trabalhava aos sábados, então Edward pediu que ela viesse apenas no final da tarde. Ele havia planejado algo especial para aquela noite.

— Edward? — Bella o chamou, entrando na casa. — Edward?

— Olá. — Ele disse na soleira da porta da sala. Ele vestia um smoking e a observava atentamente.

— Uau! — Bella o olhou e o desejou com os olhos. Ela nunca havia sentido esse tipo de atração por ninguém. — Eu sabia que você era lindo, mas vestido assim... — Ela disse e ele sorriu.

— Que bom que gostou. Porque eu tenho uma surpresa para essa noite.

— Uma surpresa? E o que é?

— Não é surpresa se eu contar.

— Sem graça. Mas você podia ter avisado. Eu podia ter, sei lá, me vestido melhor. — Bella disse olhando para as próprias roupas.

— Aí você não poderia usar aquilo. — Ele disse apontando para um vestido que estava pendurado na sala.

— Tudo bem, agora eu sei que você não está brincando.

— Você disse que queria sair. Eu estive pensando nisso. Você passa a semana toda nessa casa. Merece alguma diversão.

— Edward, você não precisa...

— Não, Bella. A razão pela qual eu não saio, são os olhares das pessoas sobre mim, mas eu percebi que não me importo mais. Contanto que estejamos juntos, não me importaria nem se me apontassem.

— Isso é ridículo. A única razão das pessoas olharem para você é que você é muito gostoso. — Ela disse e ele riu.

— Viu? Como alguém se importaria com olhares tendo alguém como você ao lado? Agora vá se vestir ou vamos nos atrasar.

— Ele é lindo Edward — elogiou o vestido —, mas eu não posso. — Concluiu e ele a olhou confuso.

— Por que não?

— E se eu manchar ou rasgar? — Perguntou temerosa e ele riu. — Ei, não ria. Você sabe que é possível.

— Não se preocupe com isso, Bella. É um presente.

— Não é, não.

— Você sempre tem que ter a última palavra, não é? Escute, eu já comprei, então, você pode escolher usá-lo ou deixar guardado, o caso é que, ele é seu de qualquer forma.

— Tá bom. Mas não quero que você pense que está tudo bem ficar comprando coisas caras para mim. Não precisamos deixar nossas diferenças ainda maiores, ok?

— Então você pode gastar suas economias para me dar um celular, mas eu não posso te dar um vestido? Não parece muito justo. — Semicerrou os olhos.

— Não é para ser justo. É para ser assim e pronto.

— Já te disseram que você é muito teimosa?

— Eu digo isso para mim mesma todos os dias. — Ela provocou.

— Está bem. Agora vai.

— Eu posso dirigir? — Sorriu.

— Não. — Respondeu rapidamente, tirando o sorriso do rosto dela. — Vamos de táxi. — Finalizou e ela revirou os olhos.

— Não custava tentar. — Jogou de ombros.

— Os sapatos estão no quarto.

— É claro que estão. — Bella resmungou subindo as escadas.

Meia hora depois, ela – nervosamente – se olhou no espelho. O vestido cobria bem seu corpo, ele batia na altura de seu joelho. Bella trançou o cabelo rapidamente e saiu do quarto. Ela estava descendo as escadas quando Edward se virou para olhá-la, a fazendo corar.

— Não tenho mais certeza se quero sair.

— Por que não? Eu aceitei o vestido.

— Exatamente. E você está deslumbrante nele. Não quero outros caras babando em você.

— Você é absurdo. — Ela disse sorrindo.

Edward chamou um taxi e eles foram até o teatro.

— Já veio aqui antes? — Bella perguntou enquanto Edward a guiava para seus lugares.

— Sim. Eu gostava de vir aqui quando era mais novo.

— Aqui é tão bonito. — Bella comentou deslumbrada com a vista.

O concerto durou duas horas e depois eles foram até um restaurante. Os dois fizeram seus pedidos e enquanto aguardavam o retorno do garçom, iniciaram uma conversa carregada de banalidades quando ouviram uma voz:

— Edward?

Ele não se mexeu.

— Eu acho que é com você. — Bella disse olhando para a pessoa que o chamou.

— Acho que sim. — Respondeu com um suspiro e se virou. Do outro lado do restaurante, Peter (o homem que o chamara) se levantou indo em sua direção.

— Eu não acredito. Edward Masen.

— Olá, Peter.

— Quanto tempo não vejo você. Você está muito bem. Apesar de tudo, não é?

— Sim, estou.

—Essa é Charlotte. Minha noiva.

—Oi. O Peter fala muito de você.

— Mesmo? — Ele perguntou ironicamente e Bella cutucou sua perna.

— É claro. — Charlotte respondeu docemente.

— É um prazer. Essa é minha namorada, Bella. — Sorriu para a esta última, que devolveu o gesto. — Bella, esse é o Peter. Ele é músico também.

— Muito prazer. — Bella disse estendendo a mão.

— Bom, eu não quero incomodar. Nós já estávamos indo embora e eu vi você. — Explicou. — Aqui. — Entregou-lhe um cartão. — Meu celular. Me liga Edward. Vamos marcar de sair um dia desses.

— Claro, quem sabe?

— Foi um prazer, Bella. — Peter disse gentilmente e Bella sorriu, pegando o cartão que Edward mal havia olhado, e então eles saíram.

— O que foi? — Bella perguntou acariciando a mão dele que estava sobre a mesa.

— Nada.

— Por que ficou estranho depois que seu amigo saiu? Não gosta dele?

— Não é isso. — Respondeu sério. — Peter é um cara legal.

— Então qual o problema?

— O problema não é ele. São as coisas que ele me lembra. Os concertos que eu tocava, as grandes turnês que fazíamos. Eu estou sendo ranzinza, desculpe. Era para ser uma noite divertida.

— Ei, eu estou me divertindo. E isso é importante para você. — Ambos sabiam que suas palavras eram verdade. — E eu acho que você toca muito bem. — Acrescentou sorrindo.

— Não sei se acredito em você. Você não parece muito imparcial. — Rebateu, devolvendo o sorriso.

— O mesmo vale quando você diz que eu sou deslumbrante e essas coisas.

— Mas é verdade.

— Assim como quando eu digo que você toca bem, também é verdade.

— Poderíamos discutir isso a noite toda e não chegaríamos em um acordo.

— Poderíamos, mas eu prefiro fazer outras coisas a discutir com você. — Ela disse sorrindo e bebendo o vinho.

Eles terminaram o jantar e entraram no taxi.

— Você quer que eu te deixe na sua casa? — Ele perguntou enquanto ela se aninhava em seus braços no banco de trás.

— Eu queria passar a noite com você. — Respondeu levantando os olhos para ele, que sorriu.

— Seu desejo é uma ordem.

Chegaram na casa e foram direto para o quarto; Edward ainda a admirava.

— Por que está me olhando assim?

— Assim como?

— Como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu. — Respondeu soltando o cabelo.

— Porque você provavelmente é.

— Não pode dizer coisas assim e não querer que eu me apaixone por você.

— Eu acho justo que você se apaixone, já que eu estou. — Ele disse, puxando-a para perto e a beijando. As mãos dela foram até os cabelos dele.

Bella afastou as roupas do pianista e desabotoou a camisa dele, enquanto ele a empurrava delicadamente até a cama, descendo o zíper do vestido dela.

— Não, não. Espera. — Ela falou mais alto, com um olhar aterrorizado.

— Desculpe, Bella. Eu pensei... Tudo bem, nós não precisamos...

— Não. Não é isso. Mas tem uma coisa que eu não te contei.

— O que é? — Edward perguntou preocupado.

— Lembra, que eu disse que meu pai não era uma boa pessoa? E que eu não queria falar sobre ele?

— Lembro.

— Existe um motivo para isso. — Ela disse abraçando o próprio corpo, já com lagrimas nos olhos. Edward se aproximou lentamente e acariciou seu rosto.

— Fala comigo. — Ele pediu

— Quando eu era pequena, as coisas eram... Diferentes.

— Diferentes? Diferentes como?

— Meu pai sempre quis um menino, então quando veio uma menina ele... Digamos que ele não ficou muito feliz. Minha mãe morreu no parto. Éramos ele e eu. Minha tia, a irmã da minha mãe, me visitava de tempos em tempos. Foi assim que eu passei os primeiros oito anos da minha vida, me sentindo mal por ser uma garota. Ele cortava meu cabelo bem curto e todas as minhas roupas eram largas. Ainda assim, não era o bastante pra ele. Então ele me matriculou no clube de natação. Ele dizia que aprendeu muitas coisas sobre a vida no vestiário e isso iria me ajudar. — Disse enjoada com as lembranças.

— Bella, não precisa...

— Tudo bem. Eu tenho que dizer, já faz muito tempo. O clube era apenas para meninos, mas como meu pai era o chefe de polícia da cidade, abriram uma exceção para mim. Os meninos eram... Cruéis. Sempre mexiam comigo. Eu não tinha influências femininas, então não era confortável com meu corpo, mesmo com oito anos. Eles nos obrigavam a tomar uma chuveirada antes de entrar na piscina e eu sempre usava camisa e um calção.

— Bella...

— Eles me provocavam e eu os ignorava, isso funcionou por um tempo. Eu me lembro que estava tão cansada dos comentários e brincadeiras maldosas que eu revidei. Eu precisava. Eu ofendi um dos meninos, não me lembro do que foi. Mas foi o bastante para eles. — Disse olhando para baixo. — Eles arrancaram minhas roupas e ligaram o chuveiro. Era um... Chuveiro antigo. Se não regulássemos a água, ela nos queimava. Digamos que eles não tiveram essa preocupação. Eu tentei fugir, mas eles eram muitos. A água me desorientava e queimava meu corpo...

— Para! — Edward rugiu, sentindo a dor que Bella sentia. A raiva fazia seu sangue ferver.

— Depois de um tempo eles me deixaram lá. Mesmo com a dor das queimaduras, eu vesti minhas roupas e sai. Liguei para minha tia e contei o que havia acontecido, ela havia me dado seu telefone uns meses atrás dizendo que eu podia ligar para ela se precisasse. Ela me buscou no dia seguinte. Charlie estava fora de si. Ela entrou na justiça para requerer minha guarda; ganhou facilmente. Não vejo meu pai desde então.

— Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você.

— O motivo pelo qual estou te contando isso é que... Eu ainda tenho algumas marcas de queimadura pelo meu corpo. E quando você começou a abrir o zíper eu congelei, com medo do que você iria pensar...

— Achou que as marcas seriam um problema?

— Eu não sei. Elas estão por todos os lados e algumas estão feias, mesmo depois de tantos anos.

— Então quer dizer que você nunca...

— Não. Eu ainda não perdi meu cartão V, se é isso que está perguntando.

— E você quer? Quer ficar comigo?

— Eu quero. Muito, mas tenho medo do que vai pensar.

— Confia em mim?

— Mais do que em qualquer um. — Edward começou a beijar seu pescoço e abriu a lateral do vestido, descendo a parte dos ombros enquanto Bella abria a calça dele.

Quando sua calça estava no chão ele terminou de tirar o vestido dela lentamente. As marcas estavam lá. Algumas maiores e mais visíveis, mas a perfeição das curvas dela se sobressaiam. Tudo o que ele via era o quão linda e perfeita ela era. Ele a encarou sem palavras, mas ao olhar em seus olhos, viu que ela confundia seu olhar de adoração com de repulsa. Então ele segurou sua nuca e a beijou.

— Eu certamente não esperava por isso. — Ele disse entre os beijos.

— Eu entendo. Tudo bem sentir repugnância. — Comentou cabisbaixa.

— Repugnância? Bella, você é absolutamente de tirar o fôlego. Eu estou deslumbrado.

— Como? Por quê?

— Por quê? Porque você é absolutamente linda. Por dentro e por fora. — Edward respondeu e voltou a beijá-la.

Depois de alguns beijos ela se sentiu mais segura e confiante, então colocou sua mão dentro da boxer dele, sentindo seu tamanho e a tirando logo em seguida. O que ela não esperava era que ele fosse tão... Grande. Bella cessou os beijos e olhou para seu comprimento por um instante.

— Você parece preocupada.

— Eu estou

— Eu vou fazer isso ser bom. — Ele se deitou sobre ela, mas mantendo seu peso em seus braços o quanto pôde. Ficando entre suas pernas, ele se lembrou do preservativo. — Camisinha?

—Ei, eu sou a virgem aqui, lembra?

— Bem, não é como seu eu tivesse usado uma nos últimos anos. — Disse ainda admirando seu corpo. — E o que fazemos agora? — Perguntou saindo de cima dela.

— Eu tomo pílula.

— Eu nunca fiz sem proteção e depois do divórcio fiz vários exames. Eu estou limpo, confia em mim?

— Com toda minha vida. — Ele sorriu.

— É tão linda. — Edward disse, beijando seu pescoço e a empurrando levemente para trás. Bella sentiu suas costas encostarem na cama. Edward colocou suas mãos na cintura dela e continuou a beijar seu pescoço. As mãos de Bella estavam agarradas ao seu cabelo, lhe dando leves puxões. — Eu não quero machucar você, mas isso pode doer.

— Confio em você. — Repetiu, olhando em seus olhos. — Eu amo você. — Disse acariciando o rosto de Edward, que beijou sua mão.

— Eu também te amo. Não sabe o quanto te esperei. — Edward sorriu e voltou a beijá-la enquanto avançava. Ele ficou parado enquanto ela se acostumava com as sensações. Bella sentiu uma fisgada, como se algo se partisse. Ela abriu os olhos e encontrou o olhar de Edward preocupado.

— Tudo bem. Só fica parado um pouco.

— Já vai passar. Eu prometo que só vou me mexer quando você disser.

Ela respirou fundo e se mexeu um pouco, testando o nível da dor e assentiu, dando carta branca para que ele voltasse a se mexer. As pernas dela se cruzaram em sua cintura, o fazendo ir mais fundo.

Ela estava tomada pelas sensações e tudo que conseguia fazer era gemer e se agarrar mais a ele. A perna de Edward começara a dar alguns espasmos de dor, mas ele não se importava. Se sentia bem com ela, como se estivesse em casa pela primeira vez na vida.

Seus movimentos ficaram mais rápidos e ele não conseguia mais manter o peso em seus membros. Bella estava perdida nas sensações, mas ela queria mais. Usando a força das pernas, ela o prendeu e os girou na cama. Edward a olhou com uma mistura de surpresa e desejo.

Edward desceu um pouco as mãos e a ergueu, fazendo-a subir e descer cada vez mais rápido. Ele se sentou, com ela ainda em seu colo, os dois gemendo cada vez mais alto e o suor de seus corpos se misturando. Os seios dela estavam livres e balançavam cada vez mais em sincronia com as estocadas dele.

Ela tombou a cabeça para trás, lhe dando livre acesso ao seu pescoço, que Edward logo tomou para si com beijos molhados, ele foi descendo a carícia por sua clavícula e seios. As mãos deles estavam entrelaçadas e as pernas de Bella enroscadas em sua cintura, o apertando cada vez mais forte, enquanto seu ápice se aproximava. Ele desceu os beijos pelo vale entre os seios dela, a fazendo gemer seu nome ainda mais alto. Ela se movimentava e rebolava em seu membro, gemendo cada vez mais alto. Incapaz de se controlar.

— Edward...

— Sim, Bella. — Ele gemeu e ela se agarrou a ele com mais força, enquanto sentia seu orgasmo a atingir, tirando todas as forças que tinha.

Mais algumas investidas e Edward alcançou o clímax também.

Ele soltou uma de suas mãos, acariciando suas costas, e depois se afastou um pouco, a deitando do seu lado. Ele a observou, ela nunca esteve tão perfeita. Seus cabelos castanhos esparramados pelo travesseiro, suas bochechas coradas, seus olhos fechados. Ela só conseguia se concentrar nas sensações que sentia. A mão de Edward passeou pela lateral de seu corpo, chegando até seu quadril e subindo novamente, arrancando dela um sorriso.

Ele estava agarrado a ela com todas as suas forças e ela se remexeu um pouco, o fazendo sussurrar:

— Não. Por favor, não me deixe agora. — Ele devia estar sonhando e Bella acariciou seus cabelos, sussurrando de volta:

— Eu não vou. — Ele abriu os olhos, a admirando.

— Obrigado.

— Pelo que exatamente? — Ela perguntou confusa.

— Por ficar. Mesmo quando eu tentei fazer você ir.

— Não existe outro lugar que eu gostaria de estar agora. — Ela disse enquanto brincava com o cabelo dele.

— Isso me assusta. Às vezes, eu penso que isso é um sonho ou talvez signifique que você é muito teimosa ou então que gosta de alguém que estava quebrado.

— Você não estava quebrado. Só perdido. E precisava de mim.

— Eu ainda preciso

— Isso é bom. Porque não pretendo ir a lugar algum. — O assegurou e os dois pegaram no sono, agarrados um ao outro.

Notas finais
O que acharam da primeira vez dos dois? Será que a Bella vai ajudar ele a se reaproximar dos amigos? E sobre o tal acordo? O que vocês acham? COMENTEM!!