She Drives Me Crazy

30 Capítulo 30 - Ela me deixa louco


Notas iniciais
Não aguentei esperar. Esse é o último e temos só mais o epílogo. Terminei meu bebê e estou no chão. Não consigo levantar. O jeito agora é focar nas outras fics. Zona de Guerra, aí vamos nós. Os agradecimentos mais detalhados vou deixar para o epílogo, mas desde já, agradeço a todos que leram e estão acompanhando a história. Gostaria de dar meu muito obrigada e dizer que se tudo correr com planejado, vocês terão uma mega surpresa muito em breve. Curtamo capítulo.COMENTEM E RECOMENDEM.

— Pronta para conhece-los? — Edward perguntou sorrindo e ela assentiu animada. Já havia cor em seu rosto. Ela estava mais forte e logo receberia alta.

— Você pode passar tanto tempo aqui, Edward?

— Não se preocupe com isso.

— Mas...

— É aqui que temos os pais de primeira viagem? — A enfermeira perguntou abrindo a porta e eles sorriram. — Acho que tem algumas pessoas querendo conhece-los.

Ela carregava um pequeno pacote rosa nos braços. As enfermeiras atrás dela traziam os outro dois.

Bella se endireitou na cama, abrindo os braços.

— E como se chama essa princesa? — Perguntou e Bella e Edward sorriram cúmplices.

— Essa é a Emma. Ela tem seus cabelos, Edward. – Apontou para a pequena.

— Vai ser uma menina linda. — A enfermeira completou. — Ela e um dos meninos já abriram os olhos. O caçula ainda não. Acho que vão ter que esperar. — Disse passando Emma para que Edward carregasse e entregou Aidan para Bella.

— Parece que Aidan puxou seus cabelos, amor. — Edward disse enquanto embalava o sono de sua pequena.

— Apenas a cor. Olhe a bagunça que já é. Isso é totalmente seu. — Rebateu brincando com os cabelos do filho.

— Agora o caçula da família. Como se chama? — A enfermeira perguntou e Bella e Edward se olharam sorrindo.

— Kal-El. — Responderam juntos.

— É um nome bem diferente. Ele foi o único que não abriu os olhinhos ainda. Mas acho que vai ser igual ao dos irmãos.

— Não. Ele vai ter os olhos da mãe dele. — Edward disse despreocupado, enquanto acariciava as bochechas rosadas de Emma.

— Como tem tanta certeza disso? — Bella perguntou divertida.

— Eu apenas sei.

Depois de alimentar os bebês, a enfermeira os levou até a maternidade.

— Ei. — Bella disse estendendo a mão e Edward agarrou prontamente.

— Eles são tão bonitos. – Disse ainda encantado.

— Puxaram ao pai nesse aspecto. — Respondeu bocejando e se ajeitando na cama.

— Você precisa descansar.

— Mas eu quero ficar com você. — Rebateu esfregando os olhos como uma criança.

— Eu ficarei aqui. Você terá alta amanhã de manhã. Os bebês já tem peso suficiente e poderemos ir para casa.

— Você não devia passar tanto tempo aqui. — Declarou fechando os olhos e suspirando com a carícia que Edward fazia em seus cabelos.

— Eu estou bem. Amanhã vamos para casa. — Ela assentiu, caindo em um sono tranquilo.

~*~*~*~*~*~

Carlisle estava com Aidan em seu colo, enquanto Edward segurava Emma e Bella, Kal-El. Seus pequenos olhos castanhos estavam abertos e ele olhava tudo ao seu redor.

— O que é isso, Edward? — Bella perguntou encarando o carro parado na porta do hospital.

— Nosso novo carro? — Declarou em tom de pergunta. — Eu pensei que seria melhor. Com as crianças, sabe?

— E então você comprou uma mini van?

— O Audi ainda está na garagem, não se preocupe.

— Essa não é minha preocupação. — Rebateu ainda observando o veículo.

— Então qual é? — Questionou confuso.

— Esquece. — Balançou a cabeça sorrindo.

Dentro do carro, as cadeirinhas já estavam posicionadas. Depois de arrumar as crianças, Bella e Edward entraram, assim como Carlisle, que dirigiu até a casa.

— Minha tia deu notícias? — Bella perguntou sem tirar os olhos de seus pequenos.

— Sim. Estão todos na casa nos esperando.

— Espero que Alice não esteja planejando nada. — Bella disse e Carlisle desviou o olhar, com um sorriso nos lábios. — O que você sabe, Carlisle?

— Eu? Eu não disse nada. Estamos quase chegando.

Ao chegar na casa, os bebês dormiam tranquilamente. Assim que passaram pela porta, Alice ameaçou correr e gritar, mas se deteve ao olhar para os pequenos. Todos estavam lá. Amigos e família.

— Bellita! — Emmett a saudou, correndo em sua direção. — Posso segurá-lo? Esse é o pequeno Superman? — Perguntou sorrindo e Bella assentiu.

— Por favor, não o derrube, Emmett. — Rosalie pediu.

— Eu não vou. Assim posso praticar para daqui alguns meses.

— O que?

— Droga. — Lamentou.

— Emmett! — Rosalie ralhou com ele. — Era uma surpresa.

— Droga! Eu sei, querida. Escapou.

— Você está grávida? — Alice perguntou pulando. Rosalie e ela haviam se tornado melhores amigas depois do casamento dela com Emmett.

— Dez semanas. — Rosalie respondeu sorrindo.

— Eu serei tia de novo! — Vibrou.

— Você sabe que não somos irmãos, não é, baixinha? — Emmett a provocou.

— Cale a boca, Emm. Você sabe que ele ou ela será tão meu sobrinho ou sobrinha, quanto os três pequenos aqui são seus.

— Eu sei. — Respondeu sorrindo. — Eu não havia reparado. Os olhos desse carinha aqui são diferentes.

— Eu sei. Ele tem meus olhos. — Respondeu olhando para Edward, que exibia um sorriso presunçoso.

— Como eu disse. — Edward rebateu.

— Convencido.

— Deixe me ver meus netos. — Esme disse orgulhosa, pegando Aidan do colo de Carlisle. — Como estou ficando velha! Meus bebês estão tendo bebês. — Declarou embalando Aidan em seus braços.

— Eu não estou tento bebês, mãe. — Alice defendeu-se.

— É só uma questão de tempo. — Esme retrucou e Jasper engasgou.

— E a senhora não está velha, tia.

— Isso mesmo. Ainda dá um caldo, dona Esme.

— Emmett! — Rosalie e Alice ralharam juntas, fazendo Edward rir.

— Pare de rir e ajude o irmão aqui, odiador de gatos.

— Ei! — Edward protestou e Peludo miou ao seu lado, como se não concordasse com aquela afirmação.

— Desculpe. Ex-odiador de gatos. É difícil acompanhar. Você odiava o Peludo aqui. — Disse erguendo uma das mãos. — E agora não odeia mais. — Ergueu as outras. — Vou me lembrar disso. Só para constar, minha ideia de casaco de pelo para ele está fora?

— Sim, Emmett. Desculpe. — Lamentou com um sorriso nos lábios e todos olhavam para ele como seu tivesse perdido o juízo.

— Que foi? — Perguntou.

— Sério, o que deu em você hoje? — Rosalie indagou.

— Eu sou muito sincero. — Defendeu-se, dando ombros.

Bella ainda estava com Kal-El nos braços, então olhou para Edward que assentiu.

— Se você pegar seu afilhado você fica quieto? — Perguntou, aproximando Kal-El dele.

— Meu afilhado? — Perguntou com os olhos brilhando e um sorriso que mostrava suas covinhas.

— Sim. Bella e eu conversamos. Gostaríamos que você e Rosalie fossem padrinhos de Kal-El. Assim como Alice e Jasper serão de Emma.

— E quanto a Aidan? — Esme perguntou.

— A madrinha dele está o segurando. — Bella respondeu sorrindo.

— Mesmo, querida? — Perguntou com os olhos cheios de lágrimas.

— Não poderíamos ter escolhido padrinhos melhores.

Após mais algum tempo com os afilhados, todos foram para suas casas.

Bella havia saído do banho, mas quando atravessou o banheiro até o quarto, não encontrou Edward, então caminhou até o quarto das crianças, mas parou ao ouvir uma voz bastante familiar vindo de um dos quartos e foi até lá.

Abriu a porta lentamente para não atrapalhar. Ao olhar pela fresta da porta, pôde ver Edward sentado na poltrona de amamentação. Aidan estava no berço, junto com Kal-El, enquanto Emma estava em seu colo.

— E então, estava tudo bem. Hell's Kitchen era seu bairro. E o Demolidor observava tudo na escuridão. Uma escuridão eterna.

— O que está fazendo? — Bella perguntou com um sorriso.

— Lendo para eles.

— Lendo o que?

— O Demolidor. — Respondeu simplesmente e ela sorriu ainda mais. Ele não existia.

~*~*~*~

Uma semana depois

Edward se remexia na cama, em seu sonho agitado.

— Edward? — Bella o chamou assim que percebeu que havia algo errado. — Edward? — O chamou novamente e ele abriu seus olhos. Seu rosto estava banhado em suor e os dedos de Bella quase se queimava pela alta temperatura de sua pele.

— O que...? — Perguntou a olhando confuso. Seu corpo doía e ele sentia calafrios.

— Você está com muita febre. — Disse preocupada, já se levantando.

— Onde você vai? Fique aqui. — Pediu ainda grogue de sono.

— Eu vou ligar para Carlisle. Eu sabia que era uma má ideia você ficar no hospital.

— Não precisa ligar para ele. — Disse se sentando, mas gemeu de dor, voltando a se deitar.

— Eu não estou negociando aqui. — Declarou saindo do quarto para ligar para Carlisle. Menos de uma hora depois, Carlisle já estava no quarto examinando seu – muito teimoso – filho.

Bella olhava tudo com olhos atentos e bastante preocupados.

— E então?

— O peito está cheio. Parece começo de pneumonia. — Concluiu preocupado.

— E agora? — Perguntou alarmada.

— Vou receitar a medicação. Ele precisa descansar.

— Você sabe como ele é teimoso. Isso aconteceu porque ele ficou no hospital, não foi?

— Possivelmente.

— Eu disse que não faria bem à ele.

— Podem parar de falar como se eu não estivesse... — foi interrompido por uma crise de tosse — ...aqui? É perigoso para eles? — Perguntou se referindo as crianças.

— Não. Sua pneumonia é de origem bacteriana. Não é contagiosa.

— Bom. — Sussurrou fechando os olhos.

— Bom? — Bella perguntou furiosa. Como aquilo poderia ser bom?

— Eu já vou. Se precisar de qualquer coisa, Bella, por favor, me ligue.

— Pode deixar, Carlisle.

— Eu trarei os remédios e logo meu filho cabeça dura ficará melhor.

— Também amo você, pai.

— Até mais tarde, filho. — Se despediu saindo.

— O que você tem na cabeça? — Perguntou acariciando os cabelos dele, enquanto ele se aninhava nos braços dela.

— Você. — Sussurrou fechando os olhos, mas a sentiu tensa ao seu lado. — O que foi?

— Nada.

— Não é “nada”. Tem alguma coisa. — Disse levantando seus olhos e a fitando.

— Isso me assusta. — Suspirou o apertando mais com os braços.

— O que te assusta?

— O fato de você ficar doente sem mais nem menos.

— Desculpe.

— Não peça desculpas. Não estou dizendo que seja sua culpa.

— Eu simplesmente não podia sair. Não podia deixa-la sozinha naquele hospital e ...

— Eu sei. — O interrompeu e ele a olhou confuso.

— Sabe?

— Se a situação fosse inversa, eu também teria ficado. Então eu entendo. E logo você ficará melhor.

— Você quer dormir no quarto das crianças até lá?

— Por que? — Questionou.

— Não quero que fique doente.

— Você ouviu o que seu pai disse. Não é contagioso. Não vai se livrar de mim. — Disse beijando o vão de seu pescoço.

— Isso é ótimo. Porque eu não tenho intenção nenhuma de me livrar de você, senhora Masen.

~*~*~*~

Mais de um mês se passou e Edward foi se curando aos poucos. Com o repouso, a boa alimentação e a medicação correta, logo estava novo em folha.

— O que é isso?

— Uma carta. Acabou de chegar. Alice e Jasper estão na Itália.

— Diz mais alguma coisa? — Perguntou sorrindo, enquanto alimentava Aidan.

— O que você sabe? — Ela respondeu com outra pergunta, o analisando e seu sorriso aumentou.

— Eu perguntei primeiro, espertinha. — Declarou, colocando Aidan sentado no amontoado de almofadas e pegando Kal-El.

— Jasper a pediu em casamento e ela aceitou.

— Eu disse que aceitaria. — Respondeu convencido.

— Você sabia?

— Sim. Antes de viajarem ele me pediu ajuda. E eu sugeri a ideia da torre.

— Alice adorou. Eu posso ouvi-la gritando pela carta. Na pousada onde eles estão não pega telefone. — Explicou.

— E quando voltam? — Edward perguntou.

— Daqui um mês. — Respondeu colocando Emma e Kal—El sentados no monte de almofadas no chão junto com Aidan. — Teremos mais um casamento.

— Um só? — Edward perguntou, a observando.

— Eu sei o que está pensando. — Disse se sentando no chão ao lado dele. — Esme disse que não quer se casar e seu pai parece concordar.

— Eles apenas moram juntos.

— Nós morávamos juntos antes de nos casarmos. — Bella acrescentou.

— Mas não acho que ela vá mudar de ideia.

— Eu entendo. O pai de Alice não foi a melhor experiência.

— Você nunca contou o que aconteceu.

— Ele abandonou minha tia assim que soube que ela estava grávida. A família dele era muito conhecida. Seria um escândalo. Então ele a acusou de traí-lo. E disse que o filho não era dele.

— Que coisa horrível. Alice chegou a conhece-lo?

— Não. Nunca quis e sei que nunca vai querer. Acho que nos demos bem nos final das contas. — Declarou vendo Emma colocar os dedinhos na boca.

— O que quer dizer?

— Em nossas escolhas. Você é um pai incrível e eu tenho certeza que Jasper também será, algum dia. Não tivemos muita sorte com os nossos pais, mas nossas escolhas foram melhores.

— Fico feliz que pense assim. Porque me senti bastante perdido nas primeiras semanas.

— Errar o lado das fraldas é um privilégio de pais de primeira viagem. Se não errarmos agora, quando faremos? — Perguntou brincando e entrelaçando seus dedos aos dele.

— A propósito, obrigado.

— Pelo que?

— Eu já agradecia antes, mas não me parece o bastante. Obrigado por aparecer aqui e me dar essa vida extraordinária.

— O prazer foi todo meu. — Respondeu convencida.

— Acho que alguém aprendeu alguma coisa comigo. — Rebateu sorrindo, beijando-a e a montando em seu colo, enquanto Emma, Aidan e Kal-El soltavam gritinhos de alegria, brincando entre eles. Ela o beijou, mas parou ao sentir um cheiro estranho.

— Acho que Kol te trouxe um presente. — Disse saindo do colo dele e lhe dando a mão para que levantasse.

— Me trouxe um presente? — Perguntou pegando o pequeno nos braços.

— Eu limpei da ultima vez, esse é todo seu. — Respondeu divertida e Edward balançou a cabeça, levando Kal—El até o quarto.

Não se importava de limpar. Ele era feliz como nunca pensou que seria um dia e até essas pequenas coisas faziam parte de sua felicidade. Uma esposa que o amava; e que ele amava apaixonadamente, mesmo que o deixasse louco às vezes. Porque sim, ela o deixava louco. Louco de amor, de alegria, de ciúmes. Ele era completamente e irrevogavelmente louco. Louco por ela.

Além disso, ele tinha três filhos perfeitos e saudáveis, que ele amava mais que sua própria vida, uma família amorosa e bons amigos. E até um gato, que antes odiado, agora também fazia parte de sua vida. Sua vida imensuravelmente feliz.

Notas finais
E então? O que acharam? Tudo que sonharam aconteceu? Tinham mais alguma expectativa? Porque pra fim foi o final que imaginei. O desfecho de todos e atendi os pedidos que recebi. Espero que tenham gostado e agora só resta o epílogo. Muito obrigada por lerem e acompanharem. COMENTEM E RECOMENDEM. O EPÍLOGO SERÁ O BAQUE FINAL.