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21 Capítulo 20
Notas iniciais
— Meu Deus. Eu não acredito que estou mesmo fazendo isso. — Sophie disse, apertando a mão de Benedict.
— Eu ia dizer pra você ficar calma, mas isso é provavelmente a última coisa que vai te acalmar. Mas sério, pode ficar calma. — ela olhou de lado para ele. — Eles vão te adorar.
Era o domingo após o dia dos namorados e Sophie tinha ido almoçar com Benedict (e sua família) na casa de Violet. O aniversário dele seria na terça-feira e todos iriam se reunir para almoçar, o que era considerado um feito na família Bridgerton. Com os oito irmãos e a mãe, cada vez se tornava mais raro que todos estivessem reunidos, principalmente porque Francesca agora morava em Edimburgo, mas até ela tinha vindo para comemorar o aniversário de Benedict.
Para tentar se acalmar, ela estava usando a mão de Benedict como uma âncora, além de tentar se lembrar do porquê de estar ali, relembrando a conversa que teve com ele na segunda-feira. Tinham acabado ficando em casa (não tinha mais onde fazer reserva), mas pediram comida pelo delivery e abriram uma garrafa de vinho. Estavam tomando o vinho enquanto conversavam no sofá, já depois de terem comido.
— O que está pensando em fazer no seu aniversário? — Sophie perguntou.
— Eu não sou muito de comemorar aniversário, então geralmente só comemoro quando alguém planeja algo pra mim. Este ano, minha mãe disse que vai fazer um almoço no domingo e que eu devia levar quem eu quisesse. E só tem uma pessoa que eu queria levar. — ele a olhou de uma forma significante.
— Eu vou. — ela respondeu, simplesmente. — É seu aniversário, ou pelo menos a comemoração, e se você me quiser lá, estarei lá.
— Ótimo.
— Ainda por cima, não é todo dia que se faz 30 anos.
— Ou que se comemora estar fazendo 30 anos.
— Detalhes. Tem alguma coisa que eu definitivamente preciso saber antes de ir?
— Eu vou pedir pra todo mundo se comportar, mas tem uma chance de que ninguém vai me ouvir.
— Nada que eu não estivesse esperando. O que mais?
— Só vou avisar que somos um pouco… barulhentos quando estamos todos juntos.
— Que surpreendente. — ela disse, muito séria e ele levantou uma sobrancelha. — Meu bem, se algum lugar com mais de 10 pessoas não for meio barulhento, há uma grande probabilidade de ser um hospital ou um velório.
— Uma repartição pública também se encaixaria na descrição.
— Você já foi numa repartição pública sem que uma pessoa estivesse fazendo um alvoroço porque o problema dela não foi resolvido?
Benedict pareceu refletir por um momento.
— Ok, você tem um ponto.
— Eu sempre tenho um ponto. — ela sorriu.
— Estou começando a ver isso.
Sophie parou de relembrar a conversa quando ouviu o som da campainha sendo tocada. Menos de quinze segundos depois, uma garota de talvez uns 13 ou 14 anos (que Sophie acreditava ser Hyacinth) abriu a porta, com um sorriso gigante.
— Você ao menos olhou pelo olho mágico? — Benedict perguntou. — Podia ser um assaltante.
A garota estreitou os olhos para o irmão.
— Primeiro, estamos em Mayfair, então é altamente improvável. Segundo, assaltantes por acaso tocam a campainha?
— Só os educados. — Sophie disse, com um sorriso.
Foi nesse momento que Hyacinth fingiu perceber Sophie pela primeira vez. A estava observando desde que abriu a porta para o irmão, mas, por causa dos pedidos de Benedict para que todos se comportassem naquele dia, fingia que estava mais focada no irmão e em sua arenga, ao invés de estar analisando a mulher que tinha chegado com ele. Ela era linda, provavelmente ainda mais do que tinha imaginado, já que imaginava que o irmão estava numa bolhinha cor de rosa porque a tinha reencontrado e a considerava mais bonita por isso.
Sophie percebeu que Hyacinth a observava discretamente e aquilo a fez querer sorrir. Tinha certeza de que Benedict não percebeu que a irmã estava fazendo isso e tudo o que Sophie conseguia pensar é que a menina a lembrava dela mesma naquela idade. Estremeceu de leve ao pensar nisso. Adorava seu trabalho, mas não era necessariamente algo que indicaria para uma outra pessoa, principalmente para uma garota tão jovem.
— Ah, oi. Você deve ser a Sophie. Eu sou Hyacinth, mas o Benny deve se referir a mim como a irmã favorita dele.
— Oi. — Sophie disse, ainda sorrindo enquanto entravam pelo portão.
— Você não é minha irmã favorita. — Benedict disse. — Já disse pelo menos mil vezes que não tenho irmã favorita.
— Ele está mentindo, é claro. — Hyacinth disse para Sophie, enquanto iam na direção da casa. — Todos falam isso porque sabem que os outros vão ficar tristes se souberem que eu sou a irmã favorita de todos.
— E quem, se me permite a pergunta, é seu irmão favorito? — Sophie perguntou.
— Gregory. — ela deu de ombros e Sophie deu uma risadinha.
Benedict quase não conteve o suspiro de alívio. Tinha medo de verdade de como os irmãos agiriam quando levasse Sophie em casa pela primeira vez, então fez questão de avisá-los logo e pedir que se comportassem.
"Benedict: Eu sei que ainda faltam uns dias
Benedict: Mas vou avisar logo de agora pra vocês irem praticando
Eloise: Valha
Kate: Você tá bem, Benny?
Benedict: Pelo amor de Deus não surtem
Francesca: Peça pra não surtar depois de dizer o que é caceta
Gregory: Para de fazer a esfinge e só fala
Benedict: A Sophie vai almoçar com a gente domingo
Colin: AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Daphne: FINALMENTEEEEE
Hyacinth: NÃO ACREDITO QUE VOU CONHECER A LENDA
Benedict: Se comportem por favor
Anthony: Só pra saber quão bem tenho que me comportar
Anthony: Ela vai como sua amiga ou como sua namorada?
Kate: Cirúrgico, amor
Daphne: Obrigada por fazer a pergunta certa
Benedict: Namorada
Eloise: Muito bem
Eloise: Ninguém ia acreditar se você dissesse que era sua amiga
Colin: Não mesmo
Hyacinth: Mamãe já tá dizendo que tá feliz que finalmente vai conhecer a nora nova dela
Benedict: Só queria fazer um pedido
Benedict: Sem piadinha (principalmente com casamento e filho) por favor
Colin: Eu seguro o Colin -P
Benedict: Ainda bem que você conhece o namorado que tem
Gregory: Quem ganhou o bolão dessa vez?
Francesca: Eu muahahaha
Francesca: Nem creio que eu de longe consegui ver melhor que vocês
Colin: Como assim dessa vez?
Benedict: Que bolão?
Kate: O bolão de quando os dois iam levar as respectivas namoradas em casa
Daphne: O primeiro eu que ganhei
Colin: Por isso que você tava insuportável naquele dia
Anthony: E nas três semanas seguintes
Eloise: Nossa, eu ouvi até o natal
Daphne: Deixa de ser exagerada, Eloise
Simon: Meu amor, mas é verdade
Simon: Você ficou bêbada no natal e ficou dizendo pra Eloise que tava certa sobre o Colin e a Penny
Daphne: Era pra você estar nesse grupo só pra dizer "concordo, minha esposa linda", não pra me contrariar
Simon: E foi assim que eu fui dormir de couro quente
Colin: Como alguém que já dormiu no sofá de vocês, fique contente que é extremamente confortável
Benedict: Do nada uma briga
Benedict: Enfim, gente, se comportem por favor
Hyacinth: Tá bom papai
Hyacinth: Prometo que vou me comportar suuuuuper bem, não vou nem parecer eu mesma de tão bem que vou me comportar"
Claro que Hyacinth ainda parecia com ela mesma, mas já era uma recepção completamente diferente da que Kate tinha recebido pouco mais de um ano antes. Certo que Hyacinth já a conhecia antes e que isso ajudou bastante na reação que ela teve, mas, aparentemente, ela tinha amadurecido um tanto durante o último ano. E crescido também! Ele parou para olhar de verdade para a caçula pela primeira vez no que deviam ser séculos, esperando encontrar uma garotinha de 10 anos e encontrando uma adolescente. Quando aquilo tinha acontecido?
Os trinta batendo na porta, Hyacinth adolescente… ele estava mesmo ficando velho.
Depois de entrarem, apresentou Sophie a Francesca e Gregory, que ela ainda não conhecia, além de Penelope e Simon e, mais importante, para sua mãe. Imaginava que Sophie ficaria um pouco tímida (naturalmente) e ele ficaria ao lado dela para ajudá-la a se situar e se sentir mais confortável, mas logo ela foi convidada para um tour pela casa por sua mãe e Eloise, e, quando voltou, simplesmente se inseriu numa das conversas, só voltando para o seu lado cerca de meia hora depois.
Ele sorriu ao perceber aquilo.
É, ela se encaixava bem ali, como ele sempre tinha suspeitado.
***
Algumas horas mais tarde, Sophie aproveitou um momento de pausa e se esgueirou para a cozinha para tomar um copo de água. Tinha adorado conhecê-los, todas aquelas personalidades semelhantes e ao mesmo tempo diferentes que tinham moldado Benedict no homem que ele era, mas, para alguém cujas reuniões familiares nunca foram tão agitadas ou populadas, era algo um pouco fora de sua zona de conforto.
Cinco minutinhos pareciam o suficiente para se recuperar.
— Está se escondendo na cozinha? — Violet perguntou, ao ver Sophie sozinha lá.
— Só tomando uma água. — ela sorriu para a sogra. Ainda não tinha tido oportunidade de conversar mesmo com ela, então aquele parecia um bom momento.
— Não vou te julgar se estiver fazendo isso para tirar um tempo para você. Eu amo minha família, mas entendo que, quando estamos juntos, podemos ser um pouco…
— Intensos?
— A primeira palavra que me vem à mente é barulhentos, mas intensos também descreve muito bem. — Sophie riu de leve e Violet sorriu. — Sabe, da primeira vez que eu fui conhecer a família de Edmund, tive uma reação muito parecida com a sua.
— Ele também tinha muitos irmãos?
— Duas irmãs e um irmão, mas eles sempre se juntavam com os vizinhos e, bom, era uma cena um pouco parecida com essa. Como eu era filha única e não tinha muitos tios e primos, não estava nem um pouco preparada para o que encontrei.
— O caos acolhedor?
— É. Eu estava aterrorizada quando fui almoçar com eles pela primeira vez.
— Sério?
— Sim. Eu só tinha 16 anos e Edmund era meu primeiro namorado. Imagine o susto que eu levei quando cheguei lá e encontrei aquele mundo de gente reunida. Eu amava demais o meu marido, mas, aos 18 anos, acho que ele não percebeu que aquilo podia não ser algo com que eu estivesse acostumada.
— Quem diria que rapazes de 18 anos não são as pessoas mais sensíveis do mundo? — Sophie perguntou, a voz carregada de ironia.
— Só garotas de 16 anos acreditariam no contrário. — Violet disse, com um sorriso. — Logo que eu cheguei foi um choque, mas era fácil de conversar com todos.
— E eu digo o mesmo. Quer dizer, não foi uma surpresa encontrar tanta gente, mas todos me trataram muito bem. Você tem uma família linda.
— Obrigada, querida. — Talvez um dia você também possa se contar no meio desse grupo, Violet pensou, mas não disse.
Por tudo o que tinha ouvido Benedict falar sobre ela, ela queria manter as coisas casuais por um tempo, então falar disso logo da primeira vez em que ela vinha ali era o mesmo que dar um tiro no pé. Entretanto, Violet não tinha dúvidas de que isso podia vir a acontecer um dia. Sim, fazia pouco tempo que eles estavam juntos, mas ela era capaz de reconhecer o olhar de um casal apaixonado quando o via. Era um olhar que estivera estampado nela por tanto tempo que passou a procurá-lo em todos os lugares quando a pessoa a quem esses olhares eram dedicados foi removida da sua vida. E, enquanto adorava ver esse olhar entre quaisquer duas pessoas, sempre era mais emocionante quando o via no rosto de algum dos filhos e, também, direcionado a eles.
— Acho que devíamos levar o bolo para fora e cantar os parabéns.
— Eu concordo. — Sophie disse.
— Você pode carregar? — ela pediu.
— Claro.
Violet sabia que, por mais que o filho a amasse, ficaria ainda mais feliz vendo a namorada levar o bolo.
E estava certa.
O rosto dele se iluminou ao ver Sophie passar pela porta da casa, indo em direção à área externa com um sorriso tímido, e Violet teve certeza de que estava vendo algo especial.
***
Quando chegou em casa mais tarde, encontrou Posy sentada no sofá olhando para o teto, com um grande boá de penas rosa ao redor do pescoço. Ela parecia aérea, mas provavelmente só estava um pouco bêbada e cansada. O chá de panela de Rosamund tinha sido naquela tarde e, como uma das madrinhas, Posy tinha sido uma das responsáveis por organizar tudo.
Ou seja, deixar todos os mínimos detalhes do jeito que Rosamund queria. Sophie não tinha dúvidas de que era levemente exaustivo ser madrinha de casamento dela.
— Está viva? — ela perguntou, se aproximando da irmã e se sentando ao seu lado no sofá.
— Por pouco, mas sim. — Posy respondeu, esfregando os olhos. — Me lembre de me lembrar que eu não aguento mais beber tanto assim.
— Acho que você vai lembrar disso amanhã de manhã.
— Deus do céu, vou ter que ir trabalhar de ressaca. — ela disse, já massageando as têmporas. Sophie ia perguntar como tinha sido o chá de panela, mas Posy foi mais rápida. — Como foi o almoço?
— Foi muito bom. Não achei que fosse me sentir tão à vontade no meio de tanta gente nova, mas todos foram bastante acolhedores e simpáticos.
— Own. — ela abraçou Sophie de lado. — Você sobreviveu à apresentação pra família do namorado. Eu geralmente fujo antes de chegar nessa parte porque meu nível de vontade de levar alguém em casa é negativo.
— Eu sei. E eu entendo bem o porquê. — antes que pudessem se aprofundar naquele assunto, Sophie perguntou como tinha sido.
— Foi bom também. Apesar de algumas das companhias não serem tão agradáveis. A Cressida tava lá. — Posy disse, revirando os olhos. — Sério, top 1 da minha lista de familiares que eu não queria ver mais de jeito nenhum.
— Ela mudou alguma coisa?
— Nadinha. Não sei como que a Rosie ainda é amiga dela.
— Assim, elas eram meio parecidas antigamente.
— Eu sei, mas as pessoas mudam. Crescem, perdem a proximidade, percebem que as outras são escrotas e só chamam pro casamento mesmo, não pras festas anteriores. E, agora que eu paro pra pensar nisso, eu provavelmente vou ter que aguentar ela na despedida de solteira também. — Posy gemeu. — Posso fingir que você está doente quase morrendo e que eu fiquei com pena de te deixar sozinha em casa?
— Eu vou deixar, mas só porque eu sei que você só fala da boca pra fora. Você se arrependeria de não ir pra despedida de solteira da sua irmã só pra não encontrar sua prima.
— Você está certa.
— O que aconteceu na festa?
— A Rosie ficou bêbada, aí teve uma hora que ela começou a chorar dizendo que amava muito o James e que a tiara que ela vai usar no casamento é muito bonita. — ambas riram.
Certo que a tiara para o casamento provavelmente já está escolhida desde antes de qualquer um de nós nascer, mas se ela disse isso, será que já tem uma data para o casamento?, Sophie pensou. Mas seria certo eu pegar essa informação da Posy, mesmo ela estando bêbada?
Eu estaria me perguntando isso se fosse outra pessoa?
Não.
Se fosse outra pessoa, eu simplesmente seguiria no assunto e tentaria conseguir a data. Me desculpe, Posy, mas eu preciso saber disso.
— Isso é bem a cara dela, você tem que admitir. — Sophie disse. — Seria estranho se ela não casasse com uma tiara e se não achasse ela bonita, até porque eu tenho certeza que todos os mínimos detalhes estão saindo do jeito que ela quer.
— Sim, mas não foi ela que escolheu a tiara. É uma herança da família de James, então acho que ela teve sorte de ser uma tiara bonita.
— Sério? Nunca conheci ninguém que tivesse uma tiara no meio das heranças de família.
— Ele é descendente direto dos Stuart. — ela deu de ombros.
— Calma. Dos Stuart que eram reis da Inglaterra? — Sophie perguntou, fingindo que não sabia disso há cinco anos.
— Sim. Pensei que você soubesse, porque ele fala demais disso. Chega a ser meio cansativo. Eu fico “sim, nós já entendemos que seus antepassados foram injustiçados, mas será que dá pra calar a boca sobre algo que aconteceu quase 300 anos antes de você nascer?”. Do jeito que ele fala, até parece que eles tentariam fazer algo pra mudar isso.
— Você acha que poderiam fazer?
— Não. Imagina que loucura? Já tem uma porrada de gente que quer que a monarquia acabe porque eles são basicamente sanguessugas do dinheiro público, aí do nada chega alguém diferente do que eles já conheciam, tentando tomar o poder porque é descendente de alguém deposto há 300 anos? Honestamente, me poupe.
Ela é contra essa loucura, Sophie pensou, quase suspirando de alívio. Não se sentia mais tão culpada por estar procurando a informação na conversa.
— Você tem certeza que bebeu hoje? Essa foi a coisa mais lúcida que eu ouvi em anos.
— Só uns drinkszinhos. E um doce que tinha tequila, mas acho que nem conta como álcool.
— É, acho que não.
— E eu vi o que ela quer que seja meu vestido. Ficaria melhor em alguém que pesasse uns 5 quilos a menos do que eu, mas pelo menos a cor é legal. É um tom de lavanda que parece esquisito, mas que fica bem, na verdade. Marcamos de ir na costureira semana que vem pra ver isso e eu só espero que dê tempo de ficar pronto até o dia do casamento. — o coração de Sophie acelerou.
— Não sabia que eles já tinham marcado uma data. Não que eu esteja esperando um convite ou algo do tipo, mas eu gosto de saber dessas coisas.
— Eu entendo. Também gosto de saber dessas coisas. De qualquer forma, eu não tinha te dito?
— Não.
— Eles vão casar dia 21 de maio.
Seria em três meses. O que queria dizer que, em algum momento dos dois meses seguintes, eles tentariam dar um golpe na monarquia.
Naquele instante, tudo se tornou real demais. Sophie não soube como, mas conseguiu manter uma conversa com Posy por mais meia hora. Se lhe perguntassem o que ela tinha acabado de falar, jamais saberia dizer, já que seu cérebro só estava funcionando no automático e formulando frases.
Assim que ela deu boa noite, Sophie também foi para o seu quarto. Ainda era cedo, mas ela estava cansada e, mais importante, tinha que avisar Andrea. Pegou o telefone de trabalho e mandou uma mensagem para ela, dando graças aos céus que ela estava online.
"Sophie: Pode me confirmar uma informação?
Sophie: É meio urgente
Andrea: Claro
Sophie: De acordo com nossos informantes, o casamento de James vai ser um evento pós golpe, certo?
Andrea: Sim
Andrea: Um dos primeiros eventos para que possam mostrar poder, riqueza e as novas caras da realeza
Andrea: Mais ou menos 3 semanas depois do golpe, pelo que disseram
Andrea: Por que pergunta?
Sophie: James e Rosamund marcaram a data do casamento para 21 de maio
Andrea: Então nós temos 8 ou 9 semanas (no máximo) para desarticular um plano que possivelmente está em desenvolvimento há 300 anos
Andrea: É isso que você está me dizendo?
Sophie: É.
Andrea: Merda"
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