Shazer ~ Um Novo Mundo.

2 Capítulo 2 ~ A Morte pede Carona.


Capitulo 2. A morte pede carona!

- Pisa fundo Leo, rápido, esses desgraçados estão nos alcançando – Alex

- Esses bichos correm muito, já estou a 40 por hora e eles estao na nossa cola – Leonardo

- Cuidado eles estão na rua! – Carol

- ATROPELA! – Alex

- Não ! tente desviar, se um deles quebrar o vidro, ou ir para de baixo do carro, estaremos encrencados! – Gabriel

Um deles se agarrou na ponta da capota e não largou, Alex pos seu taco cheio de pregos em ação, acertou o bixo com toda força na cabeça, o bicho soltou.

- Bicho nojento! – Alex

- Se segurem ai atrás! Olha o quebra mola! – Leonardo

Alex quase caiu do carro, mas Marcos o segurou, mas Marcos não era o único, um zumbi o agarrou pela jaqueta, e não quis soltar, foi ai que Marcos com sua “lança” feita de cabo de vassoura e faca encravou na cabeça do zumbi, e depois puxou Alex e sua lança de volta.

- Valeu mano, salvou minha vida! – Alex

- Vocês estão bem ai atrás? – Carol

- Tudo Ok! — Marcos

Era uma estrada longa, e com bastante obstáculos, e como se não pudesse ficar pior, as coisas pioraram.

- Mas que droga! – Leonardo

- Danou-se. – Alex

Uma avenida reta, e simplesmente cheia de carros batidos, um total banho de sangue!

- Procure no GPS desse carro, se tem ruas alternativas. – Leonardo

Enquanto Leonardo dirigia, Carol mexia no GPS.

-A rua alternativa fica a duas quadras daqui – Carol

- Beleza! – Leonardo

Leonardo estava dirigindo bem para um garoto de 15 anos.

- “Vire a direita, e logo após vire a esquerda” – GPS

- Galera, acho que tem algo errado. – Marcos

- O que? – Gabriel

- Todos os zumbis que estavam atrás da gente, sumiram! – Marcos

- Estranho, vamos continuar. – Carol

Tomamos a rua alternativa, que faria um atraso de 10 minutos em nossa pequena caminhada pelo inferno, era o que parecia, um verdadeiro inferno. Atropelavamos pessoas, opa, pessoas não, zumbis, sangrentos e muitas vezes deformados.

- Estamos chegando? – Alex

- Ainda não . – Leonardo

- Que saco. – Alex

- Calma, ainda estamos vivos não e? – Carol

- Não fale isso – Gabriel

- Bom chegando ou não, eu vou ficar vivo. – Marcos

- Como assim? – Alex

- Eu sou facha preta em crave-maga, mesmo não vencendo, eu vou me proteger de algum jeito – Marcos

- Acho que isso não vai te ajudar muito nos dias de hoje não parceiro – Alex

- ... – Marcos

Estavamos muito tensos para conversinhas de viajem, então se acumulou um silencio na pikpe.

Entramos em uma parte da cidade, que parecia estar deserta.

- Galera, temos um problema. – Leonardo

- O que? – Carol

- A Gasolina, esta so no cheiro. – Leonardo

- Conheço essa área da cidade, tem um posto de gasolina logo na esquina – Marcos

- Voce mora por aqui? – Alex

- Aham, não se assustem, essas áreas são desertas mesmo antes disto tudo. – Marcos

- Tomara. – Carol

- Chegamos ao posto.- Leonardo

- Não pare, de a volta no posto para nos sertificarmos a segurança. – Gabriel

- Ok – Leonardo

Demos a volta na rua, estava deserta, então saímos do carro, Leonardo sempre dentro, no caso de emergência, todos iriam entrar na capota, e ele arrancaria, este era o plano, eu peguei o bico da bomba de gasolina, e fui enchendo o tanque, não achei nescessario um pagamento, na situação atual, enchemos o tanque.

- To com fome. – Carol

- Agora não Carol – Gabriel

- Calma biel, vamos pegar alguma coisa pra menina.- Alex

- Não, e perigoso demais. – Gabriel

- Eu vou com ele. – Marcos

- Esta bem, Carol você fica. – Gabriel

Os dois entraram no mercadinho do posto.

- Esta deserto demais aqui dentro. – Alex

- Xii – Marcos

- Que? – Alex

- Escutou isso? – Marcos

- Isso o que? – Alex

- Pegue a comida. – Marcos

- Ok. – Alex

- Ei, fique atento, ali no canto. – Marcos

Havia uma mulher, ela estava “comendo” uma criança no canto escuro na loja.

- Puta merda. – Alex

A mulher se virou olhou para o Alex, e correu em sua direção, Alex largou a bolsa de comida no chão, pegou o taco e se preparou para uma rebatida.

- Pode vir, sua vaca louca! – Alex

- Ta maluco? Aposto que tem mais aqui dentro. — Marcos

Seu palpite estava certo, vieram correndo mais dois homens atrás da mulher, Marcos pegou a sacola, deu um tapa no peito do Alex(mais para acordar o garoto pra realidade), e os dois correram da loja para o carro.

- Entrem! Eeeeentrem! – Alex

- A meu deus, o que vocês fizeram? – Gabriel

Carol entrou primeiro, depois Gabriel, fecharam a porta, e Leonardo arrancou, passou pelo lado dos dois meninos, que logo após pularam na capota.

- Essa foi por pouco! – Alex

- E. – Marcos

- Então? Conseguiram pegar os “suprimentos”? – Leonardo

- Claro! – Marcos

Marcos deu a sacola para Carol, que foi logo pegando os biscoitos salgados e comendo, dividiu com todos menos Leonardo, que logo a frente encontrou mais alguns obstáculos a frente.

- La vem eles de novo – Leonardo

- Faltam apenas 2 quadras – Carol

- Aew ! – Alex

- Mas que...? – Leonardo

- Jaera. – Marcos

- Oque ouv... eita porra, lascou-se. – Alex

Parece que um grupo de zumbis estavam indo em direção ao grupo de resistência no colégio, se continuássemos indo de carro, acabaríamos parados no meio de um monte de zumbis com sede de sangue.

Gabriel se virou, abriu a pequena janela que ligava a capota a “cabine”, e disse:

- Fiquem em absoluto silencio, eles são sensíveis ao som, vamos arrumar um plano. – Gabriel

Alex deu um sinal de “jóia” para não ter de falar.

- O que faremos? – Leonardo

- Estou pensando. – Gabriel

Já dava para escutar os tiros dos policiais no colégio, Gabriel olhou para cada canto daquela maldita rua, foi ai que surgiu a idéia, que nos salvou muitas vezes no futuro.

- Espera ai, Leo, entra naquele beco ali. – Gabriel

- Ok. – Leonardo

Alex pois a cabeça para dentro da cabine.

- Já pensaram em algo? Aqui fora esta com um cheiro de gente morta, que não da mais para suportar. – Alex

- Aguenta ai, estamos quase la. – Gabriel

Leonardo dirigiu o carro como se o motor mal estivesse ligado, para não fazer barulho, entrou no beco.

- Estamos aqui, e agora? – Carol

- Esperem aqui, se ago acontecer você arranca mesmo com eu fora, eu pulo na capota. – Gabriel

- Espere, você não vai! – Carol

- Fica calma. – Gabriel

Gabriel saiu do carro, e fechou a porta com a maior delicadeza, logo após, Alex e marcos pularam da capota com silencio, Gabriel fez um sinal para voltarem, mais eles não corresponderam, então foram os três.

Voltaram para o carro, Alex e Marcos na capota, Alex pois a cabeça na cabine novamente.

-Oque fomos fazer la? – Alex

- Você não percebeu? – Gabriel

- Em que? – Leonardo

- Normalmente em cada beco tem um esgoto grande. – Gabriel

- Ah, nem pense nisto! – Carol

- Jáera! – Alex

Os cinco saíram do carro, Alex puxou a tampa do esgoto, e segurou com as duas mãos.

- Toma Marcos, bota naquele canto ali. – Alex

- Beleza – Marcos

Já dava para ver uma escada longa e escura.

- Alguem tem uma lanterna? – Gabriel

- Meu celular tem uma. – Marcos

- Você tinha um celular e não ligou para policia? – Carol

- Liguei, mas estava tudo ocupado. – Marcos

- Vamos, me de isto aqui. – Gabriel

Marcos tentou pegar o celular no bolso, e sem querer a tampa de esgoto caiu no chão, o som ecoou por toda rua.

- Vamos rápido, entrem! Rápido! – Gabriel

- Desculpem! – Marcos

- Ta, entra logo! – Gabriel

Os quatro entraram, e Gabriel ainda do lado de fora, ele avistou os primeiros 20 zumbis, no fim do beco, a uns 20 metros, correndo em sua direção, ele pegou a tampa de esgoto, e foi descendo as escadas, e encaixando a tampa. So se escutavam as batidas dos zumbis na tampa. Não eram muito inteligentes.

- Esta escuro. – Carol

- Desça logo Alex – Gabriel

- Não enxergo nada. – Alex

- Ave, como liga essa lanterna? – Gabriel

Se via um pequena luz no tomo das escadas que era do celular.

- Me de aqui, eu ligo pra você. – Marcos

- Alex, passa pro Marcos. – Gabriel

- Beleza – Alex

Marcos ligou a lanterna do celular, um pequeno feixe de luz em meio a escuridão intensa.

- Eu não vou na frente! – Marcos

- Deixa que eu vou. – Gabriel

- Eu dou cobertura. – Alex

- Eu fico atrás. – Marcos

- E eu? – Carol

- Fica no meio. -Gabriel

Carol foi andando, se sentindo um tanto, inútil. Andaram bastante, ate que avistaram uma luz amarela meio alaranjada no meio do esgoto.

- O que e aquilo? -Alex

- Não sei, mas vamos ter que descobrir – Gabriel

Andaram um pouco, e viram que na verdade era uma fogueira, havia também uma pequena poltrona meio velha e rasgada.

- Quem são vocês ? – X

Todos tomaram um imenso susto, se viraram de costas, e avistaram um homem velho, com roupas e cobertores( Mendingo ).

- Ei você. Se vire de costas, e tire essa roupa – Gabriel

- Que? – Mendingo

- Vamos, se vire. -Alex

Acho que o mendingo obedeceu apenas, porque se intimidou com o taco de basebol cheio de pregos e sangue do Alex.

- Esta bem, calma moleque. -Mendingo

- Ele esta limpo. – Marcos

- Quem são vocês? – Mendingo

- Ninguem, o que você faz aqui? – Gabriel

- Eu moro aqui. – Mendingo

- Você sabe o que esta acontecendo la em sima ne? – Alex

- Claro, esta um bagunça, eu prefiro ficar aqui em baixo. – Mendingo

- Nois estamos indo para resistência, quer vir conosco? – Gabriel

- Não valeu, pelo que eu vi, eles estão com problemas, estão ficando sem munição – Mendingo

- Voce pode ver eles daqui? – Marcos

- Claro que não, eu passo la as vezes, para buscar comida. – Mendingo

- Conhece o caminho para la? – Carol

- Claro, querem uma ajuda? – Mendingo

- Sim, claro! – Gabriel

O mendingo nos levou ate o esgoto da escola, nois entramos. As ultimas imagens da Viajem pelo inferno foi de um esgoto mal tratado.