Notas iniciais
Olá!
Bem... Sendo essa a minnha primeira história original que eu estou querendo continuar, me ajudem, assim dizendo.
Não sou muito boa em questão de ortografia, e então, se encontrarem algum erro, por favor, me contatem.

Até as notas finais então.

Kuro.

O sol brilhava.

Mas continua frio de um modo tão desagradável que nem sequer Eiji, que com sua paciência vinda de outra galáxia, conseguia suportar.

Eiji Miyamoto tinha cerca de quatorze anos, estatura baixa para sua idade e para o que era requerido nos esportes que pratica. Seus cabelos eram castanhos e um pouco compridos, principalmente sua franja. Seus olhos castanhos, vagamente lembrando o mel fresco, olhava com melancólico e distante, como se estivesse inalcançável.

Sua sala de aula estava com alunos conversavam sobre jogos que estavam perto da estreia, ou sobre suas bandas favoritas. Já as garotas, ficavam em pequenos grupos, normalmente conversando sobre qual garoto melhor em qual esporte.

E, na opinião de Eiji, isso era desnecessário. Tanto o assunto dos garotos, quanto o dos videogames.

O professor chegou à sala de aula, todos os alunos foram correndo para suas respectivas mesas, e, sempre com um engraçadinho tropeça de propósito, apenas para que os outros se divirtam.

Como o esperado, funcionou.

Durante as aulas, Eiji não abre a boca. Ao contrário dos outros, que o professor tem que parar a aula apenas para encaminhá-los para a coordenadora. Mas ele não apresta atenção. Ele fica rabiscando alguns desenhos ou frases que vem a sua mente. De um modo vago, e, sem fim, vem com uma velocidade impressionante. Assim como o tempo, que, imperceptivelmente, passou.

A aula acabou. O primeiro semestre também. E agora vem as férias que, mesmo que muitas pessoas não irão ver os amigos pois, viajarão, normalmente para o exterior. De qualquer modo, se livrar da escola é um privilégio, pelo menos é como Eiji pensara naquele momento.Ah... paz finalmente...

- Miyamoto-kun – disse uma garota atrás dele, esta tinha cabelos pretos e olhos cinza-azulados, feições delicadas e alegres. – O que você vai fazer esta semana? – continuou ela,com um tom sério.

Eiji deu de ombros, a menina se agitou um pouco. Ela estava para dar meia-volta com os calcanhares quando ele pôs a mão direita no ombro respectivo da menor.

- porque quer saber? – perguntou baixinho, como se ninguém mais pudesse ouvir, e, realmente ninguém podia. Todos já haviam se retirado.

- não sei...– respondeu ela, impressionada com o fato de Eiji ter ficado interessado, mas isso trouxe dúvida à Eiji.

- Certeza que não sabe? – reforçou o moreno, semicerrando os olhos. Ela ficou assustada, como se não soubesse o que dizer, ainda assim, murmurou um “sério mesmo”. Parecia que, se não a soltasse, iria começar a chorar.

Mesmo que a garota tenha respondido, Eiji não acreditou em sua resposta. Sempre tem um porque para tudo, mas ele tinha que se retirar. Ele definitivamente não gosta de ficar depois do horário de saída. É um saco quando isso acontece.

Soltou-a e ela, rapidamente, pega sua bolsa de sai andando, sem claro, dar ao moreno um aceno de cabeça, no qual foi possível entender um ‘‘nos veremos novamente’’

Eiji achou um tanto misterioso tal ato. Mas...

Bem...

São garotas.

Quando Eiji saiu do prédio, Hatsuharu, Miyuki e Kaori estavam conversando alegremente, Kaori até estava dando uns saltinhos enquanto exclamava algumas coisas nas quais, Eiji, de tão longe, não conseguia ouvir.

Enquanto ele andava distraidamente em direção aos três rapazes, um garoto de cabelos curtos pretos, veio correndo – não, quase voando – em direção de Eiji. Empurrou-o gritando ‘‘cuidado!’’ e depois, um grito excruciante vindo do mesmo.

- Mon dieu!

Kaori veio correndo em direção dos dois. A posição estava um tanto embaraçosa. Eiji estava debaixo do rapaz que havia gritado. Os dois estavam a se encarar, como se não houvesse amanhã. Só agora, Eiji conseguiu ver detalhes do rosto do outro.

Cabelos negros como a escuridão, estes ajudavam a destacar os olhos azuis como safiras, embaixo de sobrancelhas pretas e bem definidas. Pele levemente amorenada, e lábios finos rosados. Seu olhar era levemente intimidador, mas, tinha algo a mais neles...

Eiji estava para dizer algo, mas o outro foi mais rápido.

- ahn... me perdoe... – Eiji ficou perplexo com o que ouviu.

-? –questionou ele. Sentia que seu rosto começou a esquentar...

Tinha...

- Eiji!!Menino-que-eu-não-sei-o-nome!! – Kaori chegava o mais rápido que seus pés permitiam andar, pela expressão dorapaz, já estava sem forças.

Dor, que agora, estava refletida em seu olhar.

Até que finalmente o maior desmaiou, caindo coma a cabeça em cheio no tórax de Eiji. Neste mesmo momento, Kaori, Hatsuharu e Miyuki chegaram. Os dois mais altos – Miyuki e Hatsuharu – ajudaram Eiji a sair de baixo do moreno, enquanto Kaori ligava para uma ambulância.

Eiji começou a ter uma excruciante dor de cabeça, e as coisas, lentamente, começaram a girar... E pensou:

Mas, por que Kaori está ligando para uma ambulância?

Havia uma espécie de flecha de metal, só que bem mais grossa, também tinha alguns detalhes ou outros, com cores estranhas, agora escondidas sobre o tom escarlate vindo da parte traseira da perna do moreno, que no qual, já está inconsciente.

Eiji perdeu o folego, a dor começou a piorar, mas ainda assim, cambaleou em direção ao rapaz que se encontrava jazida no chão.

- hey, ta me ouvindo? – perguntou baixinho, como se a resposta fosse algo secreto e inesperado. Não houve resposta. Eiji entrou em pânico... pois, ele havia o salvado da flecha maldita, ele tinha que viver. Como Eiji conseguiria agradecer ao outro? Teria que pedir ajuda de Akira?

- Oe, Eiji – esta voz lhe era bastante familiar, não, pensou ele, não pode ser...

O garoto estava o fitando – Só agora Eiji percebeu que a cabeça se encontrava em seu colo – e os orbes safiras estavam levemente foscos. Mas ainda assim, esboçava um sorriso, em meio de sua expressão preocupada.

- você está bem, né? – continuou ele, mas desta vez, a voz estava mais fraca do que antes. Eiji ferveu de raiva “Como assim? Ele está com uma flecha de metal na perna e ele pergunta se EU estou bem?” Mas mesmo assim ele confirmou com a cabeça, com pensamentos semelhantes ao antigo voando desesperadoramente sobre sua cabeça.

O rapaz relaxou, sorrindo como se fosse aquilo que importasse. E assim, seus olhos fecharam, como se agora pudesse descansar em paz.