Shattered By Broken Dreams
10 I see my world crumble and fall, before my eyes
Notas iniciais
Gente primeiro eu tenho que agradecer à Angelyca_Th pela recomendação que ela fez à fic,Omg, eu fiquei tããão feliz *ooo* LKS~DLAS]D~ Obrigada mesmo!
E também queria agradecer à Stacy, que me deixou vários reviews! Quando eu vi, levei até um susto! usahuashu
Mas enfim, termino de falar lá embaixo se não vou lotar aqui ushaush
Espero que gostem desse capítulo *-*
Boa leitura!
Eu já previa isso, então porque raios eu tinha que escutar a Val?
A inquietação que surgiu junto com a noticia de que Jimmy já estava à caminho do estúdio pôs fim a qualquer esperança de que aquele dia seria pacato e agradável. – Eu sabia que cedo ou tarde teríamos que nos encontrar, só não sabia o quão cedo isso seria. Esperava que pelo menos teria tempo até a poeira abaixar.
Claro, mero engano meu.
Bem, a coisa mais sensata a fazer em uma hora dessas seria inventar uma desculpa qualquer e ir embora. Evitaria muita confusão. – Mas fato é que eu estava longe ser a garota mais sensata do mundo, e além do mais, eu era orgulhosa e não podia simplesmente fugir dele. Tinha que mostrar que eu estava bem e que nada do que ele havia dito ou feito me abalara. E também... Queria muito vê-lo, tinha que admitir.
Tá certo, podem dizer, aquilo tinha requintes de masoquismo, eu sei. Ou talvez fosse mais uma prova de que eu estava ficando definitivamente louca.
Suspirei com pesar enquanto procurava algo que pudesse me distrair. – A gravação do vocal de Matt na cabine, Justin afinando o baixo de má vontade, o emaranhado que era o cabelo do produtor musical e até com o carpete vermelho manchado sabe-se lá do quê.
Nem preciso dizer que foi pura perda de tempo. Minha mente estava longe de querer me deixar em paz.
Brian que até então se mantinha ocupado no celular, apareceu se sentando ao meu lado já enlaçando o braço em volta da minha cintura, como de costume. – Deixei que minha cabeça tombasse para o lado, aninhando-me no ombro dele enquanto sentia o misto de colônia masculina e cigarros, tão característicos dele, inebriar a minha mente. – Brian não era exatamente o tipo de pessoa que me acalmava. Muito pelo contrário, me agitava. O que não era muito bom dada as circunstâncias.
– Está pensativa hoje. – Ele disse de repente, examinando minha expressão pesarosamente.
Assenti, sem saber direito o quanto ele sabia sobre a briga entre mim e o Jimmy. – Mas se ele sabia o bastante, também não comentou apesar de eu ter certeza que ele o faria mais tarde. As perguntas pareciam brilhar em seus olhos a cada vez que ele falava comigo e também, Brian não era a pessoa mais paciente do mundo. Ele não esperaria eu ter a boa vontade de contar.
Bem, mas eu também tinha algumas dúvidas não esclarecidas, sobre o sumiço dele na noite anterior. Ele não havia feito nenhum comentário sobre o assunto e não parecia disposto a fazer. Eu também não falei coisa alguma. Aquele não era o melhor lugar para uma conversa como aquela.
A inquietação, que ainda não havia sumido, só piorou quando a porta se abriu e a voz alta de Jimmy e Zacky tomaram conta do local.
– Caralho, tá frio lá fora. Nem parece que estamos na Califórnia!
– Pensei que sua camada de gordura te impedisse de sentir frio. – Jimmy disse em uma risada, enquanto Zacky rebatia com um xingamento.
No mesmo momento em que ouvi a voz de Jimmy, me afastei de Brian retirando o braço dele da minha cintura. – Uma reação inteiramente irracional, que eu só me dei conta depois de o ter feito. Brian nada disse, apenas ergueu uma sobrancelha em reação ao meu gesto e então soltou uma risada áspera e sem humor antes de se levantar, como alguém que acabara de solucionar um quebra cabeça.
– Vou ver como estão as mixagens. – Falou, e eu pude ouvir certo controle em sua voz. – você vem?
Fiz que não com a cabeça e ele não insistiu.
– E ai Baker, beleza? – Brian cumprimentou o amigo assim que se encontraram. Mas então seu tom de voz mudou drasticamente ao se virar para o Jimmy. – E ai, Rev.
– Eles já terminaram as mixagens? – Zacky perguntou tirando o casaco preto que vestia.
– Não sei, tô indo ver isso agora.
– Ah, vou só deixar as minhas coisa ali e já vou também. – Zacky disse. Ele que até então não havia notado a minha presença, se deparou comigo quando passou pelas poltronas perto da porta. – Lia, você por aqui? Que tipo de milagre é esse? – Ele falou em tom divertido.
Na mesmo momento, Jimmy também pareceu me notar. Apesar disso, lancei um sorriso à Zacky. – Ele beijou o topo da minha cabeça ao passar por mim e então deixou o suéter e uma mochila em uma das poltronas antes de circular as cadeiras para cumprimentar o resto do pessoal.
E então foi a vez dele. – Uma hora ou outra teríamos que nos encontrar, então porque adiar? Esse pensamento me dava certo conforto, apesar do estranho vazio que eu sentia por dentro.
– Oi. – Jimmy murmurou em tom baixo e calmo, embora eu soubesse, e não me perguntem como eu sabia, que ele próprio não estava assim tão calmo. Esboçou um meio sorriso simpático. – Não sabia que viria aqui hoje.
– É, eu também não sabia que você viria hoje. – murmurei, mais fria do que esperava.
A friza da minha voz o fez hesitar por um momento.
– Lia eu... – Começou, mas foi interrompido pelo produtor musical:
– James, vem cá ver como fico a mixagem da faixa oito. Talvez tenhamos que regravar algumas partes da bateria e da guitarra. – Ele gritou, com sua voz grave e rouca.
Por um momento, achei que ele não iria. Parecia estar pesando as palavras antes de dizê-las, mas por fim, soltou um longo suspiro e foi.
Jimmy então se sentou em uma cadeira giratória ao lado deles. – E de algum modo, o ambiente pareceu se tornar estranhamente sombrio. Um decreto final de que o meu dia estava acabado.
Bem, mas em suma, foi assim que passamos o resto do dia no estúdio. – Tentando agir normalmente, e forjando sorrisos.
E o pior de tudo era que por mais que eu tenta-se ignora-lo, eu sempre me pegava olhando em sua direção. Como uma espécie de imã. – E eu não fazia ideia do quanto doeria olhar nos olhos do Jimmy e ver que ele estava sofrendo, até realmente sentir isso. – Estávamos nos evitando ao máximo, se é que aquilo podia amenizar algo, mas sempre que nossos olhos se encontravam era a mesma coisa: Como se aquelas órbitas azuis me queimassem, e aquelas mesmas palavras que eu queria que se calassem fossem repetidas em minha cabeça, Eu te amo Lia, muito.
Claro que Jimmy tentava disfarçar fazendo piadas e tirando sarro dos amigos como sempre fazia, mas então sua expressão o denunciava a cada vez que Brian me beijava ou descansava a mão em minha cintura, mesmo que eu estivesse evitando que isso acontecesse. – E o que era pior é que ainda me sentia horrível a cada vez que seu rosto se mortificava em reação à isso.
Jimmy disse coisas horríveis para você ontem e não se importou se iria te magoar. Por que você é quem deveria se importar agora? – Me repreendi mentalmente.
Porque eu o amo também, e não posso evitar isso. Eu sou a culpada disso tudo. – A resposta mental veio acompanhada de um tremor involuntário.
Não, aquilo estava errado. Eu deveria odiá-lo por tudo o que ele fez comigo e não exatamente o contrário. – Mas então por que me sentia como se estivesse fazendo a coisa errada?
Suspirei profundamente enquanto umidecia meus lábios. Mesmo que nos perdoássemos, as coisas nunca seriam como antes, por mais que eu quisesse. – Fora que eu também não precisava dele. Estava feliz com Brian... Não estava?
Infelizmente eu não tinha uma resposta para aquilo, o que piorava ainda mais a situação. – Afinal o que diabos estava acontecendo comigo?
– O que foi? – Brian me perguntou de repente, interrompendo meus devaneios.
– Nada. – Respondi automaticamente, mas não soou convincente nem mesmo para Brian. Tentei completar: — Estou com dor de cabeça...
Ele se sentou ao meu lado, estudando meu rosto por um momento.
– Quer que eu te leve para casa? – Ele perguntou com certa desconfiança.
– Não, vai passar.
Ele fez uma pausa e então olhou para os lados para ver se alguém nos ouvia. — Mas o sofá estava parcialmente afastado dos demais, e todos pareciam estar bem ocupados com as gravações. Só então estreitou os olhos e continuou:
– Ok, o que realmente aconteceu com você? — Ele então ergueu uma das suas sobrancelhas acusatóriamente. – Ou melhor, com vocês?
Revirei os olhos. – Sabia a quem ele se referia. Pelo visto não estávamos agindo tão normalmente como eu esperava.
– O-olha Brian, não é nada. É só uma dor de cabeça...
– Afinal, o que aconteceu ontem a noite? – Ele disse me interrompendo, um pouco irritado. – Caralho, parece que só eu estou por fora disso tudo. – Ele fez mais uma pausa. Não parecia querer discutir aquilo mais do que eu. Mas mesmo assim bufou antes de continuar. — Ele fez isso com você?
Antes que eu pudesse perguntar o quê, ele apontou para as duas marcas vermelhas em meus pulso. – Eu não me lembrava de Jimmy ter me segurado com tanta força ao ponto de deixarem marcas em volta deles. Mas também, não precisava de muito para deixar minha pele (que para ressaltar, era extremamente pálida) marcada.
Tentei esconder as marcas, puxando as mangas da blusa vermelha que usava. – Se Brian havia percebido, então era sinal que aquilo estava bem mais que visível.
– Eu me machuquei na porta do meu quarto, foi só.
– As duas mãos?
– A porta estava... Emperrada. Tentei empurrar com as duas mãos.
– E então você machucou as duas mãos no mesmo lugar?
Silêncio.
– Lia, você deveria saber que mente terrivelmente mal.
Franzi a testa, subitamente desesperada para acabar com aquele assunto. Mas meu estoque de desculpas, como sabem, era lamentável, e além do mais, minha mente não estava trabalhando com a eficiência que eu gostaria.
A única saída foi inverter os papéis.
– Bem, você teria como saber o que aconteceu se estivesse lá. – Tentei soar neutra, mas a forma com que as palavras foram ditas denunciou a minha irritação. Eu não queria discutir sobre aquilo no estúdio, mas Brian não havia deixado muitas alternativas. – Aliás, onde você estava ontem a noite?
O desconforto de Brian ficou aparente quando seus olhos se desviaram dos meus. Claro, foram segundos até ele voltar ao normal. – Brian era perito em esconder esse tipo de coisa. – Mesmo assim, aquilo foi como uma espécie de confirmação das minhas hipóteses.
– Houve uns imprevistos com o carregamento dos instrumentos do meu pai. – Ele deu de ombros como se aquilo não fosse algo importante. – Só fui dar uma ajuda para ele.
– E você quer mesmo que eu acredite nisso?
Ele conteve uma risada, e então se inclinou para mim, me obrigando a olhar para ele.
– Só se você quiser Liadan. – Ele falou cordialmente. – Estou dizendo a verdade, mas não posso te obrigar a acreditar. Confia em mim?
Não. – Queria dizer.
– Lia, você é a única garota para mim.– Ele disse como se tivesse lido meus pensamentos. Afagou meu rosto, e então deixou que a mão deslizasse até a base do meu pescoço. – O que mais eu tenho que fazer para que você acredite em mim?
Corei e fechei os olhos instintivamente, enquanto sentia seu hálito quente soprar cada vez mais perto de mim. O gosto dos lábios de Brian parecia inundar a minha mente, enquanto eu lutava para retomar a minha linha de pensamento. – Maldita seja Liadan Nevaeh Collins, foco!
Brian era mesmo um canalha, dos piores que podiam existir. – Não só conseguia me desarmar com tamanha habilidade, como ainda tinha o poder de fazer minhas pernas bambearem com um simples beijo. E eu me odiava tanto por me deixar levar por ele desse modo, tão impotente.
Bem, nós dois havíamos nos safado de explicações. Por enquanto.
Alguém pigarreou do outro lado do estúdio, me fazendo afastar de Brian em um pulo ao me lembrar de que não estávamos sozinhos.
– Syn, acho que vamos ter que regravar aquela sua entrada na guitarra. Será que não dá para dar uma força aqui? – Matt disse com certa censura no sorriso que nos lançou.
– Já tô indo. – Ele disse antes de se virar para me dar um longo selinho, seguido de um sorriso satisfeito. – Já volto para terminarmos isso.
Talvez fosse muita paranoia minha ao notar que Brian olhou diretamente para Jimmy após dizer isso. – Talvez eu estivesse ficando de fato louca, criando situações em minha cabeça que simplesmente não existiam. Brian não seria capaz disso, seria? Não fazia sentido ele ficar provando coisas para ninguém. Muito menos para James.
Mas de qualquer forma, Jimmy não olhava para Brian. – Olhava para mim.
Aquilo já era o suficiente por hoje. Afinal, que tipo de pessoa eu sou?
– Brian, acho que vou embora. – Disse já me levantando e passando a minha bolsa sobre os ombros.
– Mas você disse que não queria ir para casa...
– É eu sei, mas a minha dor de cabeça piorou. – Pelo tom de voz que utilizei era evidente a mentira, mas quer saber de uma coisa? Que se foda. Eu só queria sair dali e acabar com aquele clima de julgamento. Parecia que eu estava em uma sala de julgamento onde eu tinha que tomar cuidado com cada palavra dita ou a cada gesto feito. – Ei Val, será que você pode me dar uma carona para casa?
Antes que Val pudesse se pronunciar, Justin se levantou fazendo as chaves do carro tintilarem ao pega-las em uma mesa.
– Eu te levo, tenho que comprar cigarros para mim. – Ele disse.
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O som alto da música competia com ronco do motor do carro de Justin. – Aquilo sim estava me deixando com dor de cabeça.
– Você me surpreende a cada dia que passa. – Justin disse ao parar em um semáforo. – Entendo que esteja com raiva do Rev, mas aquilo que fez foi um pouco cruel.
– Eu não fiz aquilo para atingi-lo. – murmurei com o cenho franzido.
Por um momento, pensei tê-lo ouvido dizer “você talvez não, mas o Brian sim”, mas ao invés disso, ele riu.
– Aham, sei disso. – Ele murmurou sarcástico. E então soltou mais uma risadinha. – Devia ter visto a cara do James quando via você e o Syn juntos. Achei que ele ia levantar a qualquer momento daquela cadeira e sair quebrando tudo.
– Acha que eu irritei ele? – Perguntei cautelosa.
– Ele não seria capaz de ficar irritado com você nem se tentasse. É mais provável que ele tenha se irritado com Brian. Mas de qualquer maneira, Jimmy está longe de ser um santo. É melhor você não ficar testando a paciência dele desse jeito.
Ele deu a partida novamente no carro, assim que o semáforo ficou verde, e então continuou:
– Mas isso passa, pode acreditar. Eles são como uma família e essas intrigas não duram muito. – Eu só esperava que ele tivesse razão. Justin então abriu o porta luvas com uma mão e apontou para dentro. – Ei, será que pode pegar um cigarro para mim?
Ergui as sobrancelhas e sorri.
– Achei que precisasse comprar cigarros. – Murmurei, ao pegar uma cartela novinha em folha de dentro do porta luvas. – Ou foi só uma desculpa para sair de lá? Você não parece gostar muito do estúdio.
Ele riu, enquanto pegava o cigarro que eu ofereci para ele e acendeu com um isqueiro. Deu uma trago e então tombou a cabeça para soltar a fumaça.
– Tem razão, eu odeio o estúdio. – Justin disse franzindo o cenho para dar ênfase a frase. – Na verdade, acho que essa porra de estudio não é para mim.
– Não gosta de ficar trancado dentro de uma sala. É, eu te entendo.
– Não é só isso. Sei lá Lia. Eu gosto de tocar baixo, mas é mais como um hobby e não algo que eu queira encarar como profissão, saca? Os caras estão paranoicos com essa coisa de vender discos e sair mudando o mundo por ai. Essa porra não é pra mim. Já decidi que vou sair da banda.
Aquilo foi tão repentino, que não pude reprimir o ataque que estava prestes a acontecer.
– O quê? Não me diga que vai sair no meio das gravações. — Falei afobadamente.
– As minhas partes já foram gravadas, eles não vão sair prejudicados. E também, baixista é o que mais se encontram por ai.
– Eu não sei Justin, acho que você deveria pensar no assunto, e não ser tão impulsivo. E tem também o contrato com a gravadora e os shows e... – Só de pensar em toda a parte burocrática que deveria ser resolvida com a saida dele... Fiz uma careta balançando a cabeça. – Deus do céu, preciso de cigarros. – Peguei um cigarro do maço de Justin e acendi, tragando e soltando a fumaça lentamente na medida em que me afundava no estofado marrom do banco. – Eles já sabem que você tá pensando em sair?
Ele riu da minha reação. – Talvez ele achasse que aquilo fosse uma grande besteira.
– Sabem, e Matt ficou puto com isso.
– Matt puto? Uau, isso sim é uma novidade. – Ironizei.
Ele riu alto.
– Mas mesmo assim, quando comentei sobre isso ainda não era algo definitivo. Mas vou falar com eles, não passa dessa semana.
Dei mais uma trago antes de me inclinar para guardar o maço de cigarros no porta luvas e desastrada que sou, deixei cair um sacola preta. Foi então que deparei-me com uma enorme quantidade de frascos laranja com capsulas dentro e saquinhos de cocaína e maconha. – E por incrível que pareça eu não estava tão chocada quanto deveria. Era mais frequente ver Justin chapado do que sóbrio.
– Viu só essas belezinhas que eu consegui? – Ele falou sem um pingo de vergonha. Pegou um frasco laranja do porta luvas e balançou na minha frente. – Isso daqui é da melhor qualidade.
– Justin você não deveria ficar se drogando tanto.
– Relaxa, não é tudo para mim. – Ele virou uma esquina, entrando na minha rua. – Ei qual dessas é a sua casa?
– É no final da rua, a casa com a varanda azul... – Disse apontando para ele. Quando ele achou a casa continuei o assunto. – Com a quantidade que você tem ai, a desculpa que é para consumo próprio não vai colar. Você tem noção de quanto tempo você pode passar na cadeia se pegarem você com isso?
– Claro que tenho, mas já estou nisso há bastante tempo. Sei me cuidar.
Dito aquilo, fiquei em silêncio com o meu cigarro. Se ele queria envolvimento com drogas, o que eu poderia fazer ou dizer? – Afinal, eu era a última pessoa que poderia vir a dar lições de moral para ele, visto que a minha estava tão suja quanto à dele.
Ele parou na frente da minha casa, sem desligar o motor, e eu desci do carro agradecendo pela carona e murmurando um "juízo".
– Ei, Lia. – Justin chamou quando eu já estava na metade do caminho até a porta.
Assim que eu me virei ele arremessou um frasco para mim e eu peguei no ar por reflexo.
– Justin eu não...
– É só um presente, não precisa usar se não quiser. – Ele deu uma piscadela. – Você precisa parar de se preocupar tanto com as coisas.
Dito isso deu partida e foi embora.
Girei o frasco em minhas mãos, analisando-o. Pensei em joga-lo no lixo em frente à minha casa, mas por fim, dei um último trago no cigarro que tinha na boca e o atirei no chão, pisando em cima. Inspirei e soltei o ar pesadamente antes de enfiar o frasco no bolso e caminhar até a porta de casa.
Era como se os velhos fantasmas do meu passado em Nova Iorque estivessem voltando para me assombrar. – Estava prestes a começar tudo novamente. Como se eu já estivesse predestinada a me meter em encrencas. De fato, eu não queria me envolver de novo com as drogas, mas a ideia de fugir dos meus problemas, nem que fosse por uns instantes, era irresistível para mim.
Entrar em um problema para fugir de outro, que inteligente Liadan.
As pessoas a minha volta viviam dizendo que eu me preocupava demais com as coisas. – Talvez fosse verdade, mas era a minha única defesa contra mim mesma. Sentia que se eu não estivesse sempre alerta, faria alguma besteira e me machucaria. Sempre foi assim.
Até que eu descobri que eu não podia controlar tudo à minha volta. Infelizmente, o meu destino não pertencia necessariamente a mim. – E o próprio, tratou de me provar isso da maneira mais difícil.
Notas finais
Agora com a saída do Justin,finalmente o nosso baixinho preferido (que até então andava meio apagadinho na história) vai entrar em cena, yay o/
Bem, eu mudei a capa da fic também *-* gostaram? hehe
Enfim, eu espero que tenham gostado desse capítulo. Na verdade ele seria muito maior mas achei que a leitura ficaria cansativa e por isso encurtei :3
Beeeijos avengers, e obrigada por terem lido!
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