Shatter Me

13 Estilhaço de Idolatria II


Notas iniciais
Bem, sinto não ter cumprido o prazo, mas as aulas voltaram (No!!!) e ainda tive de viajar nesse curto período. Vejo que há muitas pessoas lendo a fanfic, mas onde estão os reviews? Ok, ok. Isso é assunto para outra hora. Por ora, boa leitura. Amy.

Sting:

— Mais uma vez! — Ordena Weisslogia e grunhi de dor novamente, na esperança de pará-lo. Não dá certo.

— Droga... — Suspiro.

Estou dando o meu máximo, mas ainda não sou páreo para ele.

Como, por Acnologia, vou conseguir derrotá-lo?

— Como você acha que vai voltar para a sua amada se não consegue me derrotar? — Mal posso ouvi-lo, pois estou tossindo ferozmente.

— Não dá. —Respondo, sem confiança.

— Vamos! Você é o Rei dos Dragões! — Estou tão cansado que levanto-me novamente com muito esforço.

— Ensine-me como. Não poderei fazer nada sem o seu auxilio novamente.

— Ensiná-lo? Isso está dentro de você. — Num segundo sinto seus dedos em minha testa e fecho os olhos. — Vamos Sting... Está aqui dentro a resposta que você procura. — Este coloca a mão em meu peito e meu coração pula.

Começo a ver uma cena estranha.

Como um filme, imagens rodam em minha mente.

— Weisslogia! Weisslogia! — Chamo, notando como ele parecia cansado.

— Sting... — Sua voz grossa e cordial faz-me sorrir.

— Então Weisslogia... Como poderei saber se sou mesmo um dragão? Se estou forte como você deseja.

— Bem... Isso não é algo que você possa decifrar facilmente. — Começou e aquilo deixou o meu eu pequeno frustrado. — É uma sensação de confiança e de poder. Como uma ira branda e um amor correspondido, além de um profundo fervor em algo e medo. Vaidade, ganancia e compaixão. Piedade e selvageria.

— Não entendo... Isso...

— Sting, quando chegar a hora você compreenderá minhas palavras.

— Weisslogia... — Começo, piscando duas vezes.

— Compreende? — Ele diz, ainda com os dedos em minha testa.

— Acho que sim... — Revelo ainda atordoado.

— Então você sabe as palavras.

Miro-lhe e seus olhos brilham por causa de seus ínfimos poderes.

Respiro fundo e sento-me.

— O que acontecerá depois que recitar?

— Você entenderá sua origem, Dragão Rei.

De olhos fechados, inspiro e umedeço os lábios:

— Enquanto meus lábios clamarem palavras belas... — Começo. — Enquanto o sol brilhar todos os dias... Como a sombra tardia do desejo, permanecerei vivo, mesmo que o destino envolva-se e tente me destruir. Mesmo que o céu sem fim deixe de existir, as estrelas brilharam em minha alma e a magia dominará meu ser. Sangue dos deuses, fúria dos titãs, alma divina. Dragão de aço, monstro do firmamento. Demônio negro e arcanjo branco. Dragão de fogo e anjo da neve puro. Alma das almas, dê-me a sabedoria de usar bem seus poderes. — Termino, sentindo meu corpo fervilhar por dentro e por fora.

Olhei minhas próprias mãos e vi algo surpreendente.

Era como se meu próprio corpo estivesse sendo destruído por varias almas.

Meu braço direito estava sendo envolvido por um poder brilhante e vermelho, que assustou-me.

— Vamos, levante-se. — Weisslogia diz, sorrindo vitoriosamente.

A sensação era realmente incrível.

Os poderes faziam com que eu me sentisse o dono do mundo.

— Como lembrou de tudo isso?

— Não sei... — Respondo, confuso — Mas acho que Acnologia me deu uma mãozinha, sabe? — Pisco e finalmente vejo-o rir de algo.

— É, ele realmente gosta de você, pelo que eu sei. —Confirma.

— Acha que serei um bom rei?

— Você terá de descobrir isso sozinho. — Coloca a mão no meu ombro e depois vejo-o começar a desaparecer. — Eu não poderia ficar mais orgulhoso. Você realmente cresceu Sting. — Eu o abraço, soluçando. — Vejo você das estrelas, Sting... — E por fim, seu corpo some dos meus braços.

— Weisslogia! — Grito chorando. — Não!

Lucy:

Faz algumas horas desde que Rogue trouxe Alois.

Cuidei do loirinho, sem esquecer-se de dar maior bronca nele e também deixei que Lecter falasse algumas para ele, deixando-o ainda pior. Depois cuidei de Sting, que ardia de febre.

— Então Lucy você não está cansada? — Lecter pergunta, sentado sobre o colo de Alois ao lado de Ryuu:

— É mãe, você não está se sentindo cansada? — O outro gatinho pergunta, preocupado.

— Estou bem, meninos. — Digo, acariciando os pêlos de ambos.

Estou cansada, mas não posso demonstrar isso pra eles. Não posso parecer fraca, mas tenho de cuidar deles.

— Mãe, quer comer alguma coisa? — Alois pergunta, calmamente. Ele ainda está sonolento e compreendo que está mais cansado do que o normal.

— Bem, acho que sim. Você poderia fazer o favor de ir buscar algo para comermos?

— Claro. Ryuu-chan, vamos?

— Hum!

Eles saem rapidamente do quarto e fico sozinha com Lecter, que finalmente suspira:

— Lucy... Você acha que o Sting-kun vai acordar logo?

— Eu não sei Lecter. — Falo e este vem rapidamente para o meu colo, já que eu havia me sentado ao lado do loiro. — Mas espero que ele volte logo... Eu... Sinto muita saudade dele.

— Eu também... Eu tenho medo de nunca mais vê-lo acordado de novo. — Depois de muito tempo é a primeira vez que vejo Lecter chorar como agora. Vejo o gato carmesim começar a soluçar, esfregando o rosto na minha barriga.

Eu sei como ele se sente e então apenas acaricio sua cabeça.

Puxo-o e aninho-o como fazia antes com Ryuu e ele soluça mais e mais. Deito-o comigo ao lado de Sting:

— Vai ficar tudo bem... — Sussurro, mesmo mentindo.

Lecter pigarreia algumas vezes, mas logo cai no sono e eu, por compasso, também acabo ficando sonolenta. Deito minha cabeça ao lado do ombro de Sting e sinto seu doce cheiro de hortelã amadeirado.

As lembranças do que passamos juntos despertam um sentimento tristemente desesperador dentro de mim e seguro a mão dele, apertando-a com medo:

— Por favor... Não me deixe sozinha... Por favor... — Gemo e em poucos instantes já estou fechando os olhos.

A terra dos sonhos não está distante.

Stan:

É insuportável.

Estou gritando de dor e não sei o motivo aparente disso.

Abro os olhos e vasculho meu corpo até que vejo uma sombra negra sobre mim.

Zeref.

— Zeref! — Grito, em meio aos meus gemidos de dor. Pela primeira vez desde que nos conhecemos vejo-o adormecido. E isso realmente me apavora. — Você vai me matar! Acorde porra! — Grito, sentindo uma dor tão intensa que meu corpo parece querer quebrar em pedaços tão pequenos quanto a poeira cósmica. —Acorde! — Rolo da cama para o chão, com meu corpo a ter espasmos de dor.

Finalmente vejo-o abrir os olhos e sinto um alivio imediato em todo o meu corpo. Ainda estou gemendo quando ele se aproxima.

— Radios! O que aconteceu? — Ele tenta tocar a minha testa, mas dai sinto eletricidade passar do seu corpo para o meu e me contorço de dor novamente.

— Será que dá pra parar de tentar me matar hoje? — Resmungo, suado e ofegante.

— Sinto muito.

— Ah, claro que você sente. Não foi você que sentiu o que eu senti. — Sento-me, alisando a testa. Meu corpo inteiro está dormente.

— Eu não sabia que poderia te machucar, pensei que...

— Pensou errado. — Não sei por que estou tão furioso com ele, sendo que foi um acidente. Mas algo me impulsiona a falar essas coisas.

Com os olhos baixos, ele se aproxima novamente e dessa vez, fica a um metro de distancia de mim:

— Você teve outro sonho, não é?

— Tive o caramba! Não mude de assunto imbecil! Quase me mat... — Sou interrompido por seus lábios, mas tenho de me conter para não retribuir. Ao invés disso, mordo seu lábio e me solto.

Mas isso não o impede de avançar novamente e dessa vez ignoro meu senso lógico gritando na minha mente para afastá-lo.

Quando percebo estou deitado na cama, com o pescoço cheio de saliva e ele sobre mim. Não deixo de umedecer seus lábios.

Outra recaída?

Mais uma entre tantas.

(...)

Acordo dolorido.

Dessa vez, realmente foi uma recaída digna de uma seria abstinência.

Digamos que, estou mais dependente dessa droga chamada Zeref agora.

— Caralho... — Resmungo, levantando-me.

Percebi que ele estava dormindo agora novamente e que, dessa vez, devia estar tão cansado que nem ao menos me machucou.

Levanto completamente nu e vou pegar algumas roupas para ir tomar banho.

Tomo uma ducha demorada e troco-me, pronto para sair de casa e respirar um pouco de ar puro. Quando saio, ele ainda está adormecido então não tenho a menor intenção de acordá-lo e ser seguido.

Saio de casa sem bater a porta.

Caminho pela cidade despreocupadamente, até que vejo um grupo de seis rapazes, dentro de quinze ou dezoito anos, virem até a minha direção. Paro quando eles estão a menos de dois metros de mim:

— Então você é o pedaço de vacilo que está hospedado lá naquele hotel chinfrim, não é? — Olho-o de maneira desinteressada.

— E ainda anda com aquele cara estranho. —Riu outro.

Esbarro neles e tento seguir meu caminho, mas um idiota tenta me puxar para trás e simplesmente acerto um soco em seu estomago e o faço cair no chão. Outros dois deles me cercam e acabam no chão, com muito mais dor que o outro. Os outros três ficam com as mãos brilhando e sorrio, imaginando que merda de magia é essa.

— Você não deveria brincar com crianças, Stan. — Zeref diz, aparecendo ao meu lado. Nenhum dos que estavam de pé conseguiriam se mover novamente.

Subitamente sinto o chão tremer e, também subitamente, vejo a expressão do moreno torna-se rígida.

— Parece que finalmente você tem oponente a sua altura. — Diz-me ele, apontando para o homem que deveria ser mais velho que eu e, assustadoramente, não parecia ter medo de nos dois:

— Eu sabia que vocês não estariam muito longe. — Diz ele. Era moreno e tinha um lado da cabeça raspado. Tatuagens pelos braços e uma grande no ombro dizendo “Sabertooth”. — Vocês vão pagar pelo que fizeram as meninas.

Olho o moreno ao meu lado e dou um passo a frente.

— Antes de eu te arrebentar, quero saber o seu nome. — Digo, estalando os dedos.

— Sou Suzumme Collins, mago SS da Sabertooth e protetor daqueles que você ousou machucar. — Sua magia se expande por todo lugar e a terra treme. Sua magia tem a cor azul marinho e eu apenas suspiro.

— Bem... Acho que finalmente encontrei um desafio a altura. — Falo ao meu mestre e avanço rapidamente até o meu oponente.

Estou animado.

E quando isso acontece, normalmente, alguém acaba morto.

Sting:

A luz me acorda.

Realmente não compreendo onde estou até que meus olhos se acostumem com a luz branca do sol.

Então, vejo meu quarto.

O guarda-roupa feito sobe encomenda e as cortinas negras. A porta do banheiro perfeitamente entalhada e a parede nua a minha frente. E depois, compreendo o leve peso sobre meu peito.

Lucy.

Eu voltei... Realmente voltei...

Toco seu rosto, esperando que isso não seja um sonho e realmente não é.

O cheiro de seus cabelos ainda é o mesmo, tão adocicado que meu nariz fica levemente irritado. Então, depois do ardor terminar, respiro o aroma novamente, apenas para ter certeza de que ficou gravado em minha memória.

Eu voltei.

Consigo tirar Lucy de cima de mim sem acordá-la e agora, sobre ela, vejo o quanto a desejo. Como a amo.

Vocês não podem ter filhos” .

Que se dane tudo.

Beijo calmamente seus lábios, vendo-a corresponder-me durante o sonho.

Meu corpo realmente mudou.

Um simples toque em seus lábios traz uma sensação tão forte ao meu corpo que chego a perder o ar. O nosso magnetismo agora me custa caro.

Então, faço a coisa mais sensata que pensei no momento. Coloquei uma barreira ante som nas portas e nas janelas do quarto. Por dentro, podíamos ouvir o som, mas por fora não. E com isso, precavido agora, voltei a beijar-lhe.

— Sting... — Geme ela, ainda de olhos fechados.

— Acorde...

— Hãn...? — Finalmente vejo-a abrindo os olhos e isso me faz sorrir ainda mais.

— Bom dia meu amor. — Suspiro em seu ouvido, mas ela está tão chocada por ver-me acordado que começa a tremer.

— S-Sting... — Gagueja e abraço-a, apertando seu corpo contra o meu.

— Eu voltei para você e nunca vou te deixar. — Murmuro, beijando seu labios.

A ardência que sinto é tanta que prendo-a contra a cama com meu corpo e já estou quase sem blusa nesse rápido processo.

— E-Espere... E as crianças?

— No andar de baixo. — Responde e me da um beijo nada casto.

É como se tivéssemos voltado de um grande pesadelo e que esse seja o nosso primeiro momento juntos.

Meus lábios buscam freneticamente seu pescoço e mordo, lambendo também todo o lugar. É tão rápido que sinto-me selvagem e num segundo pergunto-me se não são alguns dos efeitos colaterais dos novos poderes.

— Sabe que se acontecer algo não tem volta, não sabe? — Digo roucamente, arfando.

— A vida é feita de riscos. — Sorrio e arranco a blusa dela, revelando o conjunto de lingerie que eu mais gostava de vê-la usando, apesar de eu nunca ter experimentando-o antes.

— Esse seu sutiã é a minha luxuria encarnada. — Admito, admirando-o. Lucy estava sentada sobre o meu colo.

— Pelo amor, Sting... — Reclama ela, divertida. Mas nossos lábios se encontram novamente e não deixo de esconder o quanto estou animado.

Quero-a agora.

— Você é minha, Lucy Heartfilia. Minha noiva e minha mulher. Minha parceira. — Mordo sua orelha e a faço suspirar sensualmente. — Minha razão de existir.

— Você também é minha razão de existir, Sting. — E novamente nossos lábios se encontram num beijo.

Rogue:

Estou sentando-me para o café da manhã quando vejo Lucy descendo rindo as escadas. E então vejo Sting correndo atrás dela, também rindo.

Levanto num pulo e vou até os dois, que estão quase na porta de entrada:

— Sting! — Estou tão feliz de ele ter acordado que me esqueço de dar a maior bronca da vida dele. — Seu idiota! — Ralho quando ele me dá um abraço brusco e ri disso:

— Senti saudades suas também, Rogue.

— Você só ficou uma semana fora, panaca.

— Acredite, onde eu estive não era apenas uma semana. — Confessa. — Mas a boa noticia é que eu fiquei mais forte.

— E a má noticia? — Lucy pergunta, confusa.

— É que eu estou ainda mais forte também. — Suspiro pesadamente, fazendo-os rir.

— Tem algo que nós três precisamos conversar. — Lucy diz, olhando as crianças deitadas no chão da sala.

Sei do que ela está falando.

A luta entre Alois e Erza mostrou-me o quanto devo começar a prestar atenção em James. Como devo orienta-lo de maneira correta por causa de seus poderes.

— Aconteceu algo?

— Depois que você entrou no coma, os reis celestiais decidiram selar um quarto dos poderes do Alois. — Lucy começa, seriamente. — E então orientaram-me a treiná-lo para que ele conseguisse controlar o resto de seus poderes.

— E além disso, a marca dos anjos já apareceu nas costas dele.

— Marca dos anjos? — A loira pergunta e Sting responde-lhe:

— Antigamente, acreditavam que os deuses eram anjos caídos que se voltaram contra Deus. — Começou. — Eles são celestiais e divinos, com todos os seus poderes, mas desafiaram a autoridade onipresente de Deus e por isso foram mandados para terra, onde se tornaram os chamados “Deuses do Olimpo”.

— Mas foram os reis celestiais que fizeram essa marca nele. — Diz. — Eu mesma a vi.

— Só teremos certeza quando eu a vir. — O rei dos dragões disse.

— Não quer treinar? — Pergunto. Estou com vontade de ver seus novos poderes como também, quero testar os meus próprios.

— Bem... Acho que sim. — Ele compreende o que quero dizer. — Ah, Rogue vou te dar um presente.

— Presente?

— Sim. Vou despertar os seus poderes.

— Como vai fazer isso?

— Você verá. — Ele misteriosamente completa. — Venha, aqui dentro não poderei fazer nada.

Saímos da casa, acompanhados da maga celestial e cada um se preparou para lutar:

— Eu tive muita dificuldade para conseguir despertar isso. Tomara que funcione. — Exclama ele. — Sangue dos deuses, fúria dos titãs, alma divina

É diferente de quando vi o Dragon Soul pela primeira vez.

Primeiro, um circulo de magia se forma aos seus pés, fazendo a grama ao redor desaparecer e um punhado de terra quebrada aparecer. Depois, o vento começou a uivar e girar ao redor dele, formando um redemoinho de folhas verdes. Eletricidade girava também no redemoinho fazendo tanto barulho que chegava a assustar.

Vejo Laxus, Gazille, Natsu e Wendy sairem da casa assustados, com eles Erza e Alois:

— Alma das almas, dê-me a sabedoria de usar bem seus poderes. — Tudo vira pó quando outro circulo de magia aparece diante de Sting. Não consigo vê-lo por causa da luz dourada que seu corpo emite, mas sinto a pressão da sua magia sobre mim, que estou há cem metros de distancia.

Estou sufocando.

A luz vai diminuindo aos poucos e consigo vê-lo.

Sting estava vestido com um casaco branco com detalhes dourados, varias abotoaduras e ombreias douradas também. A calça justa e branca tinha o caimento perfeito. Sobre suas costas uma capa que por dentro era dourada e por fora era azul marinho.

— Bem... Essa roupa não é tão ruim assim. — Diz ele e percebo que em sua cabeça tem uma coroa de ouro franzido delicadamente. Era de folhas de louro e o brilho era tanto que meus olhos ardiam.

Sem que eu percebesse, já estava de joelhos de cabeça baixa. Meu corpo tremia.

— Ora Rogue, não precisa disso, levante-se. — Quando o faço percebo que as roupas de Sting mudaram novamente.

Agora, sua armadura também é terrivelmente assustadora.

Brilhante como se tivesse sido alvejada nas nuvens do céu, ela cobre uniformemente o corpo do rei dragão, como que com escamas perfeitas.

A capa, antes dourada e azul, agora vermelha e negra, arrastava-se sobre a grama. A aura dele é quase divina.

É além da magia humana.

É a magia una dos dragões.

Estava com duas espadas, uma em cada lado da cintura, com o capo ornamentado em ouro rosado ou ouro branco, além da costumeira espada transversal nas costas. As ombreiras tinham dentes de dragões brancos e afiados, de quase quinze centímetros.

— É incrível, não é? — Sting diz, serenamente.

Ele estende o dedo indicador para o ar e pequeno pássaro pousa e canta uma melodia harmoniosa. O loiro sorri e o pássaro voa para o céu azul límpido.

— É surreal. — Sussurro e isso o faz rir, ainda mais.

— Venha, aproxime-se. Quero te mostrar algo, Rogue. — Exclama, estendendo a mão e obediente mente o faço, sabendo da enorme diferença entre nós dois. Como ele está em outro patamar agora.

— O que vai fazer? — Pergunto, receosamente.

— Eu ia libertar seus poderes não ia? Então, prepare-se. — Toco seus dedos e sinto uma onda aterradora de poder jogar-me contra o chão.

Meu corpo parece estar sendo esmagado e grito de dor, revirando os olhos até ver Sting. Eu grito por ajuda, mas meus gemidos disfarçam as palavras claras e tudo parecia grunhidos selvagens. O ar faltava aos meus pulmões e meus olhos se fecharam subitamente.

Não consigo respirar.

Não posso...

Respirar...?

Estou morrendo?

Realmente, estou morrendo?

— Venha. — Sting diz e subitamente vejo-me num mar de escuridão.

— Onde estamos?

— Em sua própria alma.

— M-Minha alma? C-como?

— Agora eu estou unificado com todos os poderes dos Dragões, entende? Então posso despertar os seus.

— Que loucura.

— Bem, parece mesmo. Mas vamos... Temos de voltar logo, entende?

— O que estamos procurando mesmo?

— Você verá... — Sigo-o sem rumo por entre o breu que está.

Caminhamos por um tempo até que escuto passos vindo na nossa direção. Olho Sting e vejo-o sorrindo.

— Bem vindo Skiadrum. — Diz Sting e arregalo os olhos, vendo um homem de aparentemente trinta anos, com olhos azuis policromados. Seus cabelos negros estavam muito bem alinhados para trás, deixando seu rosto livre.

Ele usava roupas formais e negras, cheias de detalhes azuis anil.

Sorria para mim:

— É um prazer conhecê-lo também, Rei Dragão. — Skiadrum faz uma vênia brincalhona e sorrio, lembrando-me de como ele era antes. — E é bom vê-lo também, Rogue.

— Pai... — Lagrimas caem sem permissão, mas não consigo me mover até que Sting me emburra pra cima dele. Tropeço em meus próprios pés e antes de cair, sou agarrado pelos braços do meu pai. Tem o mesmo cheiro, o mesmo calor que eu sentia quando era pequeno e isso me faz ficar ainda pior.

A culpa toma conta de mim enquanto choro.

— Ei, não precisa chorar tanto. Sou só eu. — Diz-me ele, limpando as minhas lagrimas. Soluço duas vezes antes de vê-lo passar a mão em meu rosto. — Você realmente cresceu, Rogue-chan. Ficou mais forte.

— Sinto muito pai... Sinto muito... — Gemo, abraçando-lhe novamente.

— Tudo bem.

— Não! Eu matei você e...

— Rogue, o que está feito, está feito. — Admite, com a voz suave. O amargor de minha alma não desaparece. — Olhe, vou mostrar a você a minha verdadeira forma e depois você poderá usar o Dragon Soul quase uniformemente.

— Seria de grande ajuda. — Sting diz.

— Mas... Mas...

— Não importa. Você precisa de ajuda, precisa proteger pessoas importantes não é? Isso o fará mais forte.

— Não posso... Não mereço isso, pai. Todos nós sabemos disso.

— Não seja por isso. —O moreno fala, seriamente. — O passado pode ser ignorado às vezes, entende? Farei qualquer coisa para que você não se machuque novamente. —Coloca a mão sobre o meu ombro, com os olhos cheios de lagrimas. — Eu nunca o culpei.

Estou chorando novamente:

— Você não sabe como tem sido difícil sem você, pai... Eu...— Soluço e novamente sou abraçado. — Não quero perder você novamente... Não quero ficar sem você de novo.

— Eu estou com você. E você sabe disso, Rogue. — Ele toca o meu coração e sinto uma pressão suave ali. — Eu sempre estarei. — Eu o abraço novamente, sentindo que é a ultima vez que poderei fazer isso.

— Já é a hora. — Sting diz, tristemente. Agora entendo o porquê de ele estar tão desesperado quando Weisslogia desapareceu nos céus durante os jogos.

Essa sensação de solidão é desesperadora. Tão avassaladora que me é estranha, apesar de tudo que já vivi.

— Weisslogia ficaria orgulhoso de você, Sting.

— Eu sei que ficaria. — A voz dele vai desaparecendo quando eu também acabo perdendo a consciência.

Tudo volta ao breu, mas a sensação de vazio não desaparece.

Abro os olhos e me vejo em pé, distante de Sting e dos outros.

Noto uma figura grande e com grandes escamas negras e olhos azuis profundos. Ele ruge e eu olho-o com ares despreocupados.

— É bom vê-lo aqui, Sting. — Minha voz sai sozinha e percebo que alguém está controlando meu corpo. Quem, eu não sei.

— Seria ainda melhor se você despertasse os poderes de Rogue logo, Skiadrum. Você está assustando os meus convidados.

— Sinto muito, Rei Dragão. — Falo e noto uma grande nota de desdém ali. Sting mantém-se serio.

— Rogue? — A voz de Nanami faz com que Skiadrum olhe-a. — O-O que é isso?

O monstro ruge e os Dragon Slayers colocam-se em posição de ataque, menos Sting que revirou os olhos calmamente.

— Nanami... — O nome sai calmamente cantado e sinto um sorriso se abrir ainda mais nos meus lábios.

O dragão grunhi e Skiadrum revira os olhos, contrariado.

— Ela é sua namorada?

— Minha mulher.

— Sinto estar controlando seu marido, senhorita. Mas é para o seu bem.

— Seria melhor se você não demorasse tanto tempo. — Sting diz e percebo que a leve irritação em sua voz. — Pode vir com tudo, eu irei proteger a todos.

— É bom. Pois bem... Ah, antes de tudo tenho um aviso para você, Gazille Redfox. — O moreno mira-me estranhamente e rio mentalmente pela sua expressão. — Preste atenção, talvez Rogue não tenha pago na mesma moeda, mas eu irei descontar em você no inferno, seu verme. Ou talvez ele desconte em você antes, se ele não for tão passivo. — Sting mira tudo isso com ares divertidos e depois, prepara-se para barrar um ataque.

— Ok, você já pode atacar-me.

— Dark Dragon Perfect Roar. —Uma onda maciça de magia é arremessada contra Sting e este bloqueei-a com a mão, protegendo os demais.

A magia começava negra e depois se metamorfoseava e mudava de cor, indo para um tom escuro de vermelho e depois para laranja e amarelo com dourado.

— Dark Dragon Soul. — Minha voz sussurra e meu corpo entra em estado de dormência, caindo contra o chão.

Bato a cabeça e fico zonzo, sem poder me mexer.

Escuto gritos, mas novamente mal consigo me mexer quanto mais responder-lhes.

— Era a minha ultima partícula de magia em seu corpo, Rogue. E eu fico feliz de dizer que o ajudei a proteger aqueles que você ama.

— Skiadrum...

— Seu caminho ainda é longo e você ainda tem muito o que caminhar, Rogue Cheney. Talvez se esqueça de mim ou dos dias que passamos juntos, mas jamais o esquecerei, não importa onde eu estiver.

— Pai...

— Você foi uma das coisas mais especiais da minha longa vida fedelho, trate de agir como tal. — Sinto seus lábios na minha testa e engulo o choro, soluçando.

— Nunca vou esquecê-lo. Eu te amo.

— Também te amo, filho.

— É tudo sua culpa Sting! Agora Rogue não acorda! — Nanami esbraveja e vou abrindo os olhos, confusamente.

Miro o rosto dela, contorcido pelo desespero e coloco a minha mão sobre a sua, na grama.

O mundo ainda gira, mas sinto-me mais forte e independente.

E Skiadrum se foi para todo o sempre... Agora sua alma pode descansar em paz.

— Eu disse que ele logo acordaria. —Retruca o loiro, vendo-a abraçar-me forte.

— O que, exatamente, foi isso aqui? — A voz de Laxus pergunta e dessa vez, estou apto a responder:

— Um ritual de iniciação.

— Que?

— Brincadeira. —Sting já dá gargalhadas nesse segundo e vejo Lucy contém o riso. —Sting estava libertando os meus poderes e...

— É terrível, não? —O loiro me corta e suspiro, sentando-me.

— Foi uma das coisas mais terríveis que já enfrentei na vida.

— Aquele era mesmo Skiadrum? — Gazille pergunta e miro-o calmamente.

— Sim.

— Como?

— Não sei, na verdade. Mas acho que a alma dele nunca me deixou e apenas agora pode se libertar.

— Isso é loucura. —Lisanna exclama.

— Isso é bem possível, desde que o dono da alma tenha um laço profundo com o dono do corpo. — Alois responde, confirmando algo inesperado. — Eu já presenciei algo parecido, uma vez.

— Acha que consegue se levantar Rogue-kun? — Lucy pergunta e assinto, meneando a cabeça.

— Estou forte como um tigre. — Isso a faz sorrir e retribuo da mesma maneira.

Quando estou de pé ajudo Nanami a levantar-se e em seguida miro seus olhos castanhos brilhantes. Meus lábios tocam a sua testa com ternura e sinto um sorriso brilhante e encantador em seus lábios.

— Veja isso. — Peço e ela se afasta, ficando atrás de Sting com Lucy. — Dragon Soul. — Sussurro.

A sensação é nova, mas não deixa de ser atraente.

Sinto a minha magia se fundir com as sombras e juntos nos tornamos um. Sinto a vibração dos sentimentos negros e um arrepio corta a minha coluna.

Enterro as minhas unhas na palma da mão e aperto mais os olhos, controlando permanentemente as sombras.

— Uou. — Escuto a voz de James dizer e abro os olhos.

Miro as minhas mãos e vejo luvas de couro negro e firme, muito bem presas aos meus dedos. Olho meus braços e vejo que não estão senão cobertos por outra brilhante camada de couro também justa.

Bufei, pensando em como poderia estar estranho.

— Ora, ora e não é que você ficou maneiro, Cheney? — Sting brinca e olho-o raivoso.

— Devo estar ridículo.

— Ha-ha! Acredite em mim, amigo. — Ele diz, colocando a mão sobre meu ombro.

O toque foi o suficiente para que eu me afastasse.

Um choque percorreu meu corpo por causa dele.

Era a sua magia branca, no final das contas?

— Hum... Parece que não devo tocar você por enquanto.

— Já está meio complicado controlar esses novos poderes e você ainda quer me matar Sting? — Brinco e isso o faz sorrir.

— Sinto muito, parceiro.

— Vou ver como estou. —Digo a ele, entrando na casa num segundo depois, sendo que antes eu estava há vários metros de distancia dela.

Entro e vou até um espelho, notando como era confortável estar usando aquelas roupas. Não eram pesadas e nem pinicavam por estarem apertadas. Exatamente na medida certa.

Olhei-me no imenso espelho de parede e vi as roupas que usava.

Apesar da minha primeira impressão, eu não estava usando uma simples roupa de couro. Era conhecido como cota de malha, um tipo de roupa que substituía o uso de armaduras pesadas por causa de sua proteção. Eu usava também um casaco de algodão, com varias medalhas de honra e condecorações. As ombreiras davam lugar a uma capa longa e negra, sem um fundo vermelho como a que uso na guilda em ocasiões especiais. Na minha cintura vejo algo como uma mascara decorada com jóias grandes e chamativas e perguntei-me o porque daquilo.

Então vi plenamente o meu rosto.

Apesar da aparência normal, eu tinha um brilho sombrio em meus olhos e isso os fez ficar na cor sangue, tristemente emoldurados pelos meus lábios rosa sem vida e a minha pele pálida. Meus cabelos estavam penteado como no dia do meu casamento, mas surpreendentemente eu usava uma coroa.

Não como Sting, porque não sou um rei.

Mas simplesmente uma coroa a que eram entregues apenas aos valorosos heróis das historias mitológicas. Um presente dos deuses para a bravura, uma coroa de louros feita de ouro branco e ouro negro, com um leve toque dourado sobre a luz.

Satisfeito, volto para o lado de Sting.

— Enganei-te?

— Parece que você anda numa estranha maré de acertos, Sting.

— Você está incrível pai! — James fala, orgulhoso.

— Realmente incrível. —Nanami diz, surpresa.

Eu me sinto tão bem.

— Ei, quer treinar? — Natsu pergunta e sorrio, desafiadoramente.

— Eu não quero bater em você, Natsu, mesmo que seja sem querer. Ainda não entendo esses poderes.

— Ei!

— Lute comigo então. — Laxus fala e dessa vez olho Sting, e este concorda.

— Vá, não acho que vá machucar Laxus já que ele é o Dragão dos Raios.

— Isso não é justo! Eu pedi para lutarmos!

— A natureza da sua magia é mais parecida com a minha Natsu e mal pude tocá-lo.

— Mas os raios de Laxus são brancos e...

— De onde os raios vem? — Lucy contrapõe, tendo o mesmo raciocínio do namorado.

— De nuvens negras pela chuva. —Laxus responde, com um sorriso confiante.

— Além disso, Laxus é da segunda geração e não se feriria muito por causa dos ataques de magia negra, diferente de mim ou de você.

Natsu bufa e isso faz Erza sorrir.

— Então estamos acertados? —Pergunto e o loiro a minha frente dá um sorriso estranho.

— Considere isso uma revanche.

Notas finais
Mais lutas a serem travadas. Quem vencerá? O bastardo dragão Radios ou o herdeiro de Jiemma, Suzumme? O novo dragão negro ou o dragão, falso, dos raios? Trevas ou Luz? Façam suas apostas, queridinhos, as coisas vão ficar quentes agora. Até a próxima!! Reviews para a tia? Amy B.