Shatter Me

11 Estilhaço de Amargor II


Notas iniciais
Bem, até mesmo em momentos ruins, coisas boas podem acontecer. Novas surpresas em relação aos personagens principais. Hoje, mais uma dica. ;p Boa leitura.

Hector:

O som agudo de um choro infantil faz-me levantar da cadeira em que cochilei.

Estou na guilda e creio que metade dos magos também.

Algo assustadoramente especial está acontecendo hoje, ou melhor, aconteceu.

— Pai! — Hermione entra na sala, animadamente. Olho a janela e vejo o que amanheceu um novo dia ensolarado. Quanto tempo eu fiquei descansando? — Nasceu!

Isso traz uma doce sensação de alívio e bem-estar a mim.

— Sirene está bem? — Pergunto.

— Shiro-san está cuidando dela nesse momento, mas Mizuki-san pediu que eu o chamasse também. — Ela recita calmamente e sei que está morrendo de curiosidade para ver o recém-nascido.

— Estou indo. — Coloco as minhas mãos na mesa e com o impulso delas levanto-me. Sigo a ruivinha até o quarto em que a jovem maga da musica tinha sido estabelecida. — Mizuki está mais calmo agora? — Pergunto, pois cinco horas antes eu quase o havia matado por causa de sua indomável insolência.

— Bem, acho que era estresse pré-parto. — Confidencia a God Slayer, com um sorrisinho.

— Tudo bem então. — Falo, acariciando seus cabelos. — Vá para baixo, Hermione e avise a sua mãe que a quero na minha sala depois que eu terminar de ver Sirene e o bebê.

— Pode deixar. — Entro no quarto e vejo o rapaz de cabelos acinzentados segurando o seu herdeiro. Ele o balançava desajeitadamente e isso fazia o rei branco sorrir e a jovem mãe do pequeno fazer o mesmo.

— Por favor, Mizuki, devagar. — Ela diz, com um sorriso.

— Mas ele não para de chorar. — Explica ele, ainda a balançar o neném.

— Então deixe-me pega-lo. — Intervenho finalmente.

E mesmo contrariado pelo pai, recebo o jovem e futuro mago da Sabertooth nos braços.

— Ele é realmente bem saudável. — Suspiro, para a calmaria dos outros três presentes. — É um adorável menininho. — Confirmo, ajeitando melhor o pequeno em meus braços.

— Hector, realmente não tem nenhum traço da minha magia nele? — A preocupação era notável na voz do jovem pai.

Fecho meus olhos e durante alguns instantes verifico a quantidade de magia presente no neném.

— Nada fora do normal, considerando que tem dois pais magos. — Respondo e ele solta seu ar aliviado.

É um bebê realmente parecido com os pais.

Tem os cabelos negros da mãe, mas os olhos frios e cinzentamente azuis arroxeados do pai.

— Ele é realmente filho de vocês dois. Acredito que vai ser da nova geração de magos da Saber. — Confesso e o choro estridente chega aos meus ouvidos como um pedido de colo. Rapidamente o levo até a mãe. — Qual o nome desse pequeno mago?

— Ainda não decidimos. — Ninando e embalando com a sua doce voz, Sirene responde-me. Ela parece cansada.

— Eu recomendo descanso absoluto. — Informo-lhe e vejo que Mizuki não pretende sair de perto da mulher e do filho. — Vamos, Toshiro.

— Sim. — O rei branco faz uma vênia polida e depois dirige-se a porta comigo. Fecho a porta e vejo-o suspirar. — Pensei que não veria esse bebê vivo.

— Hum? — Faço-me de desentendido e ele prossegue:

— Houveram varias complicações durante o parto. Até mesmo Rufus veio ajudar.

— É mais difícil sem Alois aqui, não? — Adivinho e ele sorri discretamente.

— Aquele pirralho faz mais falta do que imaginei. Afinal, eu meio que apadrinhei ele então, acho pelo menos, que é normal que eu sinta falta dele.

— Mas você não é o único. Hermione também tem estado desanimada sem ele ou James por perto.

— Mas também Hector, você queria o que? Se eu ficasse sem o meu namorado sem nenhum tempo definido para ele voltar eu também ficaria assim.

— Espera ai. Que historia é essa de namorado? — Ele para de supetão e sei que não era algo que eu devia ter descoberto.

— Ah não. — Se auto-repreendeu. — Esqueça que eu disse isso! Foi apenas uma forma de expres...

Não minta para mim. — Sou rudemente efetivo nesse quesito e este suspira mais pesadamente agora. — Ande logo, conte o que deve rei pedinte.

— Bem... Não deveria ser eu a contar isso pra você, é obvio, mas...

— Hermione está namorando? É isso?

— Bem... Exatamente.

— Qual dos dois?

— Como você sabe que é um deles dois? — Eu não sabia, na verdade. Até agora.

— Eu tive essa impressão agora.

— Hãn... Eu preciso mesmo dizes?

— Sendo meu subordinado, sim.

— Bem, ela e Alois estão juntos faz um tempinho.

— Juntos faz um tempinho? — Estou me remoendo de raiva. Acho que alguém vai ser fuzilado quando voltar para a guilda.

— Hector! — A voz intensamente enérgica de Suzume me assusta e corro até ela. O que houve?

— Suzume! — Respondo e no entanto vejo como Hermione e Minerva estão petrificadas. Nenhuma das duas respondem a ele. — O que houve? — Rufus e os outros se aproximam e logo, vejo a cabeleira esbranquiçada de Toshiro surgir ao meu lado.

— Pelos deuses Hector... — Minerva sussurra. Seus olhos estão assustados.

— O que houve? — Exijo saber.

Ela mira-me realmente surpresa.

As palavras demoram a sair de seus lábios:

—Sting está em coma.

— C-Coma? — Gaguejo.

Uma sensação terrivelmente fria se apossa do meu corpo.

Lucy:

— Lucy! Deixe-me entrar! — Implora Rogue e afundo mais uma vez na banheira.

Fico embaixo d'água até que meus pulmões doam por ar. Então levanto a cabeça e respiro uma grande quantidade dele e depois tusso.

— Por favor, Lucy! — Diz Nanami, também preocupada.

— Você deveria responder-lhes. — A voz cortante e suave de Lyko me atinge e viro a cabeça na sua direção, a esquerda de mim. — Estão preocupados contigo.

— Não tenho vontade de responder. — Sou rude e ele respira fundo uma vez.

— Aquele garoto na cama...

— É meu filho.

— Entendo. — Apesar de parecer frio, a serpente apenas balança a cabeça para os lados, tentando se convencer de algo que não diz. Sua armadura dava lugar a roupas finas e bem feitas, de cetim ou seda, ambos na tonalidade cinza. Os sapatos eram estranhamente normais, para época das suas roupas, é claro. — Ele está dormindo agora.

— Ele estava gritando até agora a pouco. Sting é tudo para ele. Seu mestre, seu pai, seu irmão. É o ídolo dele e agora pode ser que nunca mais volte, Lyko. Que fique nessa cama dormindo pelo resto dos seus dias.

— Você fala dele dessa maneira, mas não consigo entender a frieza em sua voz, mestra.

— Eu não quero mais chorar.

Este apenas acena.

— Quando eu era mais novo, eu perdi o meu pai. Eu deveria ter cinco anos. — Começou. — Eu virei rei naquele mesmo ano. — Este respira fundo. — Esse garoto é um prodígio, mestra. Talvez ele mesmo ainda não entenda o que deverá fazer, mas está destinado a algo grande.

— É uma previsão?

— Ainda não tenho certeza, mas por enquanto é apenas uma tênue sensação. Não deixe que ele desanime.

— Eu tenho de eu mesma não desanimar. — Dou um sorriso gasto e cansado a ele e este deixa algo na pia do banheiro.

— É algo para protegê-lo. Faça ele usar.

— Eu farei. — Lyko se aproxima e, apesar dos seus juvenis e aparentes dezesseis anos, ele fecha os olhos e beija meus lábios calmamente. Eu o afasto surpresa. — O que...?

— Você precisa da proteção de mais de dois simples reis. — Informa-me, com um sorriso travesso.

Miro a minha mão e vejo um desenho curvilíneo nascer e crescer, subindo pelo meu braço. Era uma cobra realmente bem trabalhada nas suas cores, cinza e vermelho e que desapareceu depois.

— Nunca mais repita isso. — Falo, com as bochechas coradas, ele apenas ri:

— Se você ordena, mestra. Eu despeço-me. — E assim desaparece.

Afundo novamente.

E novamente.

E mais uma vez, até que percebo algo que não havia notado.

“Você precisa da proteção de mais de dois simples reis”.

Preciso?

Como eu tenho a proteção de dois reis?

Miro as costas das minhas mãos e vejo três coisas diferentes nelas nesse instante.

Na esquerda, pendurado calmamente por uma fina corrente um minúsculo relógio que poderia ser confundido com um pingente. Esse reloginho tinha os ponteiros loucos e que giravam rapidamente. Atrás, tinha um de D gravado majestosamente. Na mão direita, no entanto, duas coisas apenas e nenhuma delas imperceptíveis. A primeira, o anel dourado de Lancelot, cuja pedra verde esmeralda agora mudava de cor e estava com o dobro do tamanho original e na mesma linha que o dedo mindinho um pequeno resquício da tatuagem de Lyko, mas agora com apenas uns pontinhos desenhando a cobra.

Afundo na agua novamente e depois escuto um estrondo na porta:

— Lucy! Sou eu! Abra! — Minerva está aqui.

Fico na água por mais tempo para não ouvi-la e dessa vez outro espírito inconveniente me faz uma desafortunada visita:

— Não esperava vê-la dessa maneira. — Tyler confessa, sem a menor vergonha ao notar que estou na banheira. — Não está tentando se afogar está? — Com a mão dou um tapa na água e ele, diagonalmente, atinge em cheio Tyler, ensopando-o.

—Vire-se para eu que saia. — Minha voz tem uma estranha nota autoritária, mas sei que é apenas a dor e a culpa agindo em mim novamente.

Tyler fez mais que isso, ele saiu a passos calmos do quarto e depois que eu sai enxugada e enrolada numa das fofas toalhas azuis anil, vi-o acariciando os cabelos de Alois enquanto o mesmo soluçava durante o sono:

— Ele o ama muito. — Diz-me, sem saber que isso faz doer ainda mais.

— Eu também o amo.

— Eu sei disso. — Num passe de mágica, estou trocada e vejo que isso é a influencia da sua magia sobre mim. — Seus amigos estão ficando desesperados do outro lado da porta. Consigo ouvi-los dizendo que vão arrebentar a porta.

— Eles podem tentar. — Eu atiro a toalha na porta e vejo-a ser eletrocutada por uma barreira.

— Obra de Sting?

— A pedido meu.

— Você sabe que pode ficar aqui, escondida para sempre não sabe? — Miro-me no espelho, vestindo um lindo vestido azul marinho até os joelhos. — Eles merecem saber.

— E eu mereço tempo.

— Lucy...

— Tyler, eu preciso de tempo. Nós estamos noivos, mas ainda existe a possibilidade dele nunca mais acordar. — Os olhos brilhantemente dourados dele desviam-se para a janela — Eu o amo.

— Mas de nada vai adiantar ficar aqui. — Repreende, severamente. — Por favor, não me faça trazer todos.

— Você não pode mandar em mim.

— E não vou permitir que fique nesse estado deprimente. Confie mais no homem que você ama. Acha que ele não estava com medo? Que não estava apavorado com a idéia de ter de deixá-la sozinha? Com tantos perigos assim? — Este já está de pé, segurando-me pelos ombros com firmeza — Sting está arriscando tudo por você, Lucy. Para te proteger. — A ultima palavra foi engolida pelas minhas novas lagrimas desesperadas.

Não tive coragem de chorar na frente de Alois e de Ryuu e Lecter, mas agora, entrego-me nos braços de Tyler:

— Eu só o quero aqui. — Gemi, com lagrimas caindo com mais força. — Quero ele aqui... — Repito, chorando com mais fervor e soluçando mais, e o tigre apertou mais o abraço.

— Lucy! — Uma voz diferente agora chama. Laxus é o enviado dessa vez. — Estamos preocupados. Hector e Minerva estão aqui também. Deixe-nos entrar. — Pede e escondo meu rosto no ombro direito do rei da terra, puxando suas vestes com força.

— Ainda não é a hora disso. — A voz do rei imperial se torna imponente e poderosa e logo depois um trovão soa no céu com ira. O dia fica escuro e quando dou por mim, Daniel aparece furiosamente no jardim. — Eu acho melhor você limpar essas lágrimas, as coisas são vão piorar se... — Não pode terminar. Um novo trovão soou no céu e em seguida Reiji apareceu também no jardim, envolto de fogo e ira. Outro e outro trovão e logo, todos os reis e rainhas estavam presentes no meu jardim, sendo que Tyler era o único comigo no quarto.

— Tyler... — Sussurro, vendo a quantidade de magia que eles ressonavam e que, incrivelmente, chamavam por mim. Pela minha magia.

— É tarde demais para mudar de idéia. — Completa. — Agora não podemos mais adiar o inevitável. Todos vamos conversar. — Separa-se e em seguida, caminha até Alois. Não consigo para-lo, mas noto que há algo diferente nele também, como há comigo.

Caminho para fora do quarto, com Sting ainda deitado inerme. Olho-o uma ultima vez antes de me jogar da janela. Caio nos braços despreocupados de Daniel e que depois pousa meus pés com cuidado na grama verde e bem cuidada do jardim.

— A assembléia dos espíritos está prestes a começar. — Informa o notavelmente belo, Reiji. — Que a sorte esteja conosco.

— E que os deuses sejam bons. — Completa um Alois sonambulo, ao meu lado. Deitado nos braços de Tyler.

— Que eles o sejam mesmo.

Keith:

— Sua missão não é fácil. — Começa o mestre, ainda consigo sentir a barreira zunir. — Você deve fazer nascer nesse pequeno Dragão a sua própria força, Keith de Weisslogia. Faça com que ele descubra também a minha força nele. — O tom grave de sua voz faz a terra tremer levemente ao redor e seus poderes são esmagadoramente assustadores. —Você terá um tempo finito, mas bem justo enquanto estiverem juntos então, aproveite-o bem.

— Como queira, mestre.

— E também... Oriente-o sobre o herdeiro. Diga-lhe que tenha em mente o que vai fazer, que pense nos riscos. — Não entendo isso, mas sei que, é algo que está escrito e é premeditado.

Está escrito nas estrelas e nem mesmo nós, dragões, podemos alterar.

— Ele o espera, bom amigo. — Despede-se, tão calmamente como começou.

— Ore por mim. — Peço, mas isso o faz rir.

— Que os Dragões mortos vigiem a sua alma. — Profetiza e depois tudo começa a ficar negro.

O breu é confortável.

Meus passos ecoam contra o vácuo. Minha mente coberta de um fino véu de neblina que embaçava tudo o que eu deveria enxergar.

A doce sinfonia do silencio fazia as suas rimas com fervor e eu ainda tinha a mente conturbada por mim mesmo.

Um som baixo e descompassado chega rapidamente aos meus ouvidos e quando percebo estou vendo Sting correr na minha direção.

— Weisslogia!

Fico parado esperando-o sem emitir um único e ruidoso som.

— É bom vê-lo Weisslogia.

Estou amargamente contente também, Sting.

— Você realmente quer fazer isso? Tem certeza? — É o que sai dos meus lábios. Este contém um suspiro, mas diz:

— Absoluta.

— Mesmo com os riscos?

— Com todos eles.

— Você não vai sair daqui até que eu tenha transformado-lhe em um Dragão. — Digo, cruzando os braços. — Todo e qualquer treinamento que você já teve era uma brincadeira de criança Sting. Bem vindo ao método de treinamento dos Dragões. — Ele não vê, mas eu acerto um soco em seu estomago como iniciação.

— W-Weisslogia... — Gagueja, curvando-se.

— A brincadeira acabou, Sting. Tem muita coisa em jogo agora. — Paro um segundo enquanto deixo-o cair no chão de águas negras. Meus olhos estão fixos nos dele — Ou você sai daqui como Dragão ou sai daqui morto.

Lucy:

— Você não pode estar falando serio... — Gaguejo.

— Quem me dera brincar com algo assim. — Reiji diz, seriamente. Tyler ao meu lado está tão pálido quanto um papel. — Eu o reconheceria em qualquer lugar.

— Mas ele é novo demais! — Intervêm Rachel.

— É o escolhido.

— Ele tem apenas doze anos. É novo demais para tal sobrecarga, Reiji. — Mouse concorda com a rainha da cura. — E além do mais, o garoto precisa ser treinado adequadamente.

— E quem melhor para treiná-lo que a maga celestial mais forte? — Lyko propõe.

— É uma boa idéia. — Sussurro, ainda confusa. — Mas eu quero saber se é certeza absoluta.

— Sim. — Responde o homem de cabelos vermelhos faiscantes.

— Eu terei força o suficiente para treiná-lo? — Viro-me para a serpente e este apenas mira o fundo dos meus olhos. Sinto um calafrio depois disso:

— Perfeitamente. Mas por hora, ele precisa de descanso. E também... Até que ele atinja certa maturidade teremos de selar os poderes dele mestra.

— Selar? — A idéia me deixa apavorada.

— Apenas um quarto dele para que Alois consiga acostumar-se. Quando você ver que chegou a hora, tiraremos o selo. — Daniel explica.

— Se é o melhor para ele, eu permitirei. — Dou-me por vencida.

Tyler leva-o até o centro do circulo, ao qual todos estamos reunidos. Alois ainda jaz inconsciente e agora gritara de dor.

— Sabe qual o signo dele, mestra? — Lyko pergunta, mas Rachel responde-lhe:

— Ele é ligado com a minha constelação. — Intervém com brandura.

— É no seu colo que a cabeça dele deve repousar. — Tyler sussurra. Seus olhos estavam dourados e malignos. — Rápido, antes que ele desperte. — Ele se levanta quando esta se abaixa e faz o que ele lhe pediu. Ambos trocaram olhares sérios e Tyler inclinou-se para beijar os lábios da rainha.

Eu ficaria feliz por esse beijo, mas estou com tantos outros sentimentos conflitantes em minha mente que só fique com um tímido sorriso.

— Lembrem-se, ele é um deus. — Reiji fala com uma entonação digna de dar medo.

Logo depois eu vejo as marcas de proteção aparecerem na minha pele. O mini relógio tinha parado e estranhamente, haviam surgido pequenas contas na pulseira. A tatuagem de Lyko subiu por todo o meu braço e o Lancelot reluziu como ao seu dono.

— O rei do céu te reprimi. — Começa Daniel e por um mínimo instante vejo duas asas negras de Dragão sobre suas costas. Elas somem quando pisco, mas tenho tempo de ver a cicatriz em forma de V que estava nas costas de Alois quando ele se remexeu de dor.

Parecia que Alois era um anjo e que suas asas tinham sido brutalmente arrancadas.

— O rei da terra te acorrenta. — Duas pulseiras douradas e grossas pendem nos pés do meu pequeno. Nada posso fazer para parar isso agora. Tenho de assistir pacientemente. Elas logo desaparecem, diferente da cicatriz das costas.

— A rainha da água te pune. — Um gemido escabroso sai dos seus lábios quando Mouse termina de falar. A cicatriz nas costas agora está em carne viva.

— O rei do fogo lhe feri. — Agora vejo que a dor que ele sente não é pior que a minha. Talvez ele só esteja sonhando com isso, mas eu, que vejo tudo, mal posso suportar. A ferida agora está cheia de bolhas.

— O rei do tempo dá-lhe a devida proteção. — Isso me conforta. Um medalhão em forma de duas serpentes, um caduceu, brilha em seu pescoço.

Tudo estava terminado.

Eles selaram os poderes dele numa cicatriz e em três amuletos invisíveis.

Alois é a reencarnação do antigo deus Apollo.

Ray afasta-se quando coloco-o em meu colo. A ferida me assusta, agora de perto, mas a coelha prontamente começa a curá-la e em seguida, apenas a cicatriz se torna presente.

O destino dele é proteger o segredo da morada dos Deuses.

Seus olhos na cor oliva miram-me ainda meio adormecidos. Ele demora a compreender o que acontece, mas beijo a sua testa e este volta a se embalar no mundo dos sonhos.

— Tyler, ajude-me a levá-lo para dentro. — Peço, com um clamor suplico em tão poucas palavras.

— Como queira, Lucy. — O tigre tira-o com facilidade do meu colo e depois desaparece. Sei que já estão no quarto me esperando.

— Lyko... Tem mesmo certeza que o tempo parou? — Minha voz quase falha e o espírito sorri em concordância:

— Absoluta.

— Se é assim... Realmente, obrigado pela preocupação de todos. — Faço uma vênia e eles fazem o mesmoEu tratarei de me cuidar e também cuidarei dos meninos.

— Você tem a proteção das estrelas ao seu favor, Lucy. Não se esqueça disso. — Reiji, de repente, aparece na minha frente, beijando a minha testa.

E quando abro os olhos novamente, consigo escutar Laxus bater na porta do quarto. Alois está deitado e compartilha de um sono profundo como o de Sting.

— Está bem, Laxus. Eu abrirei a porta. — Falo, levantando-me depois de arrumar os cabelos loiros do deus da musica adormecido.

Notas finais
Fim do capitulo. E agora? Muitas duvidas foram respondidas? Mais duvidas chegaram? O que, diabos - ou melhor- quem é Keith de Weisslogia? Já sabem o que isso quer dizer? As peças do quebra cabeça começam a se encaixar paralelamente. Prestem atenção aos detalhes, queridinhas. Mereço Reviews? Kiss