Shatter Me

20 Estilhaço de Ira Desmedida II


Notas iniciais
Olá! Tive a semana mais intensa de provas em anos, mas finalmente adeus terceirão! E lá vamos nós para a universidade! Pois bem, cá está ele (depois de três edições que não foram enviadas, simplesmente).

Minerva:

Estávamos sentados, contando historias para Lucy, que nunca as havia ouvido. Ela parecia uma criança curiosa, com seus grandes olhos castanhos e seus cabelos loiros desarrumados.

Era divertido lembrar de historias da nossa época de criança. Essa cidade realmente sofreu muito em nossas mãos, porque éramos desordeiros e poderosos, sem ligar para nada. Apenas querendo nos divertir.

E exatamente como aconteceu conosco quando crescemos, entraram no quarto, sem se anunciarem ainda, Kuro e o doutor. Sting logo fica serio, mas é Hector quem toma a frente, levantando-se e colocando-me atrás de si.

—Quem os mandou? — Pergunta e encosto-me na parede, nervosa.

—As fadas me incomodaram pra vir torrar a sua paciência. — Kuro responde, franzindo ainda mais o cenho. — Quem liga se tenho três pessoas passando mal no quarto de tanto chorar?

—Ah... — O Doutor mira-o descrente e também parece ainda mais irritado. — Não sei. Isso ainda vai dar confusão. Essas pessoas tem o senso mínimo de tolerância ou raciocínio?

—Acho que já passou da hora de resolvermos isso. — Rogue diz depois de trazer Nanami para perto de si e beijar-lhe os cabelos. — É a hora para isso, Sting.

—Você tem razão. — O loiro assente, dizendo as palavras suavemente. Lucy se encontrava agarrada aos braços dele e apertou os olhos assim que o ouviu dizer aquilo. — Está na hora de você descansar, Lucy.

—Mas... — Ela tentou desdizer, como uma criança, todavia sabia que tentar impedi-lo era um esforço em vão.

—Fiquem aqui. — Rufus disse, vendo a expressão injuriada de Yukino logo após isso.

Olho silenciosamente Hector e ele me responde com o mesmo olhar preocupado. Ele se inclina na minha direção e beija-me rapidamente, como uma despedida.

—Por favor... — Peço-lhe, baixo. — Volte vivo.

O moreno sorriu e inclinou-se novamente para falar em meu ouvido:

—Não vou te deixar antes de ver o meu filho nascer, Minerva. — Sorrio a isso e ele beija a minha testa antes de ir para junto dos outros. É como se eles estivessem prontos para morrer. Morrer pela nossa segurança.

—Vou arrumar o quarto e deixarei todas mais a vontade. Por favor, doutor cuide de Lucy. Sei que ela ficara muito nervosa. — Ele ainda está de mãos dadas com a loira e ela parece recusar-se a solta-lo.

—Deixe-me ir com você. — Pediu, mas ele suspirou, calmamente.

—Não é hora para isso, Lucy.

—Sting! — Retorquiu indignada.

—Não quero ter de brigar com você nesse exato momento e nem poderia. Deixe-me ir. Por favor.

Eles trocaram um olhar e ele simplesmente beijou a testa dela, despedindo-se.

—Vou resolver as coisas, meu amor.

E saiu com os outros, como se partisse para a decisão de sua vida e com ela, sua morte.

Rogue:

—Sting... Acho melhor você ir com calma e... — Comecei e recebi um olhar tão frio dele que parei onde estava.

—Só não fale comigo. — Respondeu. — Estou numa discussão interna se devo ou não trucidar o Dragnell nesse exato segundo.

—Mas... — Começou Rufus, sem compreender a seriedade de Sting naquele segundo. Eu compreendia. O sangue do dragão rugia em suas veias reais muito mais que nas minhas. E eu havia ficado completamente irado.

—Silencio! — Exigiu, com uma veia saltando de sua testa.

—Fique aqui ponderando então e nós vamos na frente. — Hector sugere, sentindo o poder dele quase extrapolar a barreira da normalidade para ir em direção à fúria.

—Certo.

Desci as escadas primeiro, respirando fundo numa atmosfera menos carregada. Sentados na mesa estavam os magos da Fairy Tail, em um silêncio conformado. Sentei-me numa das cadeiras, sem pressa e vi Rufus fazer o mesmo, sendo que Hector permanecia mais afastado, sempre olhando em direção as escadas e a Sting.

—A situação é simples. — Resoluto, sem delongas — Foi inadmissível. Uma afronta a honra não só a Sting e Lucy, como a mim a Nanami e também as crianças. Não só falta de moral como também de princípios.

—Compreendemos iss... — Começou Laxus.

—Não. Não compreendem. — Sting diz, aparecendo gloriosamente. — E não. Não admitirei Natsu Dragnell em minha casa novamente, nem que seja para salvar a sua vida.

O silencio que se fez foi pior que dramático. Pragmático, eu diria.

—Makarov. — Interveio Hector, suavemente. Algo em seu sorriso insano assustou até mesmo nós, os velhos amigos. — Acho melhor vocês pegarem as suas coisas e partirem diretamente a Magnolia. Tem a minha palavra de paz.

—Não! — Insistiu Levy, observando que Sting e eu assentíamos. — Ainda não sabemos o que realmente aconteceu! E se...?

—Isso não me interessa. — O Snow respondeu frio. — Sabe o risco em que ele colocou a todos nós no momento que mexeu com Lucy? E se algo realmente ruim tivesse acontecido aqui, nesta cozinha? O que acha que Sting e Rogue fariam com ele?

—Perdoe a indelicadeza deles, senhorita, mas há feridas que nunca se fecham e seu companheiro acabou por atear sal nas mesmas. — O mago das memorias disse docilmente. — Pelo bem da sua saúde e da daqueles que você ama e preza saia imediatamente dessa cidade e nunca mais volte.

—E talvez voltemos a olhar-lhes como seres humanos que são.

Os outros permaneceram em silencio enquanto Sting e Hector passaram a discutir:

—Não! — O moreno ralhou, destemido.

—Não pode me impedir.

—Sim, eu posso. — O moreno disse e sua sombra se alongou sobre a cozinha. Levantei, sobressaltado. — Você não vai sair dessa casa.

—Quero ver você tentar me impedir. — Sting afronta, sem um pingo de medo.

Se eles realmente começarem a lutar, só sangue e morte os pararia. Ainda mais com tanto ódio em suas mentes deturpadas.

É hora de para-los.

Não quero ter de deixa-los em coma, mas o farei se preciso. — Resoluto, baixo e calmamente. Ambos param de se empombar e olham-me, frios e surreais. Poderosos e destemidos como são.

—Deuses o que vocês estão fazendo, idiotas? — Minerva pergunta, descendo as escadas e quase caindo ante o desespero de logo chegar até o andar de baixo. Sting a segura calmamente, olhando-a com os mesmo olhos tristes e culpados que olha Lucy.

Hector olha-a com a mesma expressão.

Dor.

Dor.

Dor e dor.

—Pare! — Diz ela, mas é tarde.

Algo me atinge na cabeça e cambaleio até cair no chão. Zonzo, não entendo a confusão que começa e só levanto quando a mesma me ajuda. Vejo Sting segurando Lisanna pelos braços, sobre a sua cabeça.

Percebo que um copo me atingiu furiosamente no lado esquerdo da cabeça. Sangue tinge a minha mão.

—O que você fez? Está maluca?! — Rufus rege, enfurecidamente furioso.

—Sting pare. Estou bem. — Sussurro, sentando-me. Ele a mataria apenas respirando.

—Lisanna! — Mira geme, com os olhos prateados quase a transbordar.

—Eles vão mata-lo! — Grita. — Acha que não?! É só sairmos daqui! — Gemeu, injuriada.

—O que você...?

—Eles o fizeram fazer isso. Natsu nunca...

—Natsu o que? — A voz de Sting mata a dela sem delongas. — Achei que você tivesse mais amor próprio, Lisanna Strauss. Natsu é tão importante assim pra você? Que mesmo depois do que vimos e ouvimos, você não deixa de ser tão cega por ele?

—E você? Se isso acontecesse com você, narcisista? Como você ficaria?! — Ralhou ela, com os olhos transbordando.

O loiro apenas sorriu:

—Lucy jamais faria isso comigo. Ao contrario de Natsu, ela me ama de verdade e já sofreu penas altas por causa disso.

A albina mirou-o como se realmente quisesse enfiar as palavras dele goela abaixo e num súbito momento de desespero, conseguiu se soltar e estapeou a face de Sting, desprotegida.

Os olhos dele faíscam em desafio.

Ele se inclina na direção de seus ouvidos e sussurra algo que não compreendo pela distancia. Lisanna escondeu sua boca com a mão e continuou escutando, tremendo.

—Entende? — Disse Sting, pela primeira vez em voz alta. — É para o seu bem que digo isso. Pois entendo melhor do que você pensa o que é se sentir desse jeito.

Ela simplesmente mira-o aflita e nada diz. Seus olhos azuis agua perdem-se nos safira de Sting. Deuses, ela poderia ser ele. São tão parecidos.

—Darei as garantias que não tive. Segurança, abrigo e dinheiro.

—Mas eles...

—Irei impedi-los. — Anunciou — Aproveite a chance que nunca tive.

Foi então que percebi.

E pretendi agir tão rápido quanto o mesmo, só que com distrações.

—Minha cabeça está explodindo. — Objeto, distraidamente. Precisava de tempo para que ela decidisse e consegui quase que imediatamente, pois Hector, Minerva e Mirajane vem ao meu auxilio.

—Eu aceito. — Disse Lisanna, quando simplesmente a mirei. — Apenas... Prometa que cumprirá o que disse.

—Você tem a minha palavra. — O loiro lhe estende a mão, enquanto dá um passo para trás. Ela avança e pega na mão dele e naquele instante sinto um mini tremor na casa e uma barreira nos separando do resto da casa.

—Sinto muito Mira... Mestre... Levi... Todo mundo. Sinto muito. — Diz enquanto pigarreia e começa a chorar. — Talvez... Nos vejamos algum dia.

—Lisanna! Não! Não pode fazer isso conosco! — Insisti Mirajane, embasbacada. Ela vai até a barreira, mas Hector a impede de encostar na mesma.

—É a decisão dela. — Diz ele enquanto ela se debate.

—Vamos... — Sting a puxa escada acima e um choro coletivo assola todas as fadas sem exceção. Gray estava de cabeça baixa e treme incessantemente enquanto o velho é acalentado por Erza e Guildarts.

Me espantei de ver Laxus tentar se jogar numa barreira daquela.

—É idiotice. — Digo, mesmo que já tenha feito algo parecido, uma vez apenas.

Ele me fuzila.

—Sabe o quanto é difícil ver alguém querido partir?

—E você pergunta isso justamente a mim? — Respondo sonoramente entristecido. Uma avalanche de memorias cai sobre minha diminuta autoestima alegre.

Um silencio estranho passa por todos.

Escuto a voz de Sting e viro-me para a barreira, eles vinham juntos, sendo que ela estava com a mala que havia vindo e uma outra sacola.

—Vou com você. — Escutei, depois que saíram do meu campo de visão. — Apesar de ser apenas isso que posso fazer a partir desse momento. Além de também desejar boa sorte.

—Você fez o bastante, Sting. — Ela disse, agradecendo. — Eu cumprirei a minha parte do acordo, quando chegar ao meu destino.

—Já sabe para onde vai?

—Não. — Ela riu. — É insanamente injusto, mas não posso nem quero pensar nisso. É como se pudessem ler meus pensamentos.

—Eu poderia, se quisesse.

—Serio? — E escuto a porta se abrindo.

—Bem, até o presente momento, não. — E ela sai rindo.

Suspiro.

—Sting. Vamos, solte-me. — Peço e escuto-o rir.

—Oh, desculpe. Não consigo.

—Hum?

—Tenho de ir. Além disso, Rogue você mente muito mal. — E fecha a porta.

Respiro fundo.

—Idiota. — O Dragon Soul se ativa e a toda a dor que eu sentia se esvai. Olho para a barreira e vejo o ponto fraco nela de imediato. Concentro toda a minha velocidade em passar por ali sem ser queimado.

Quando faço e caio sentado no chão do outro lado, atordoado. Minhas roupas estão meio queimadas e eu mesmo ainda tremo por causa do choque. Se não fosse pelos meus poderes, teria virado cinzas.

Deus.

—Rogue, vá ver Lucy! Agora. — Pede Minerva e assinto, levantando e jogando a jaqueta queimada no sofá.

Entendo a sua demasiada preocupação e subo as escadas o mais rápido que posso. Lá encontro tanto o doutor quanto Nanami em pé, andando de um lado para outro e Lucy em nenhum lugar.

—Onde está Lucy?

—Essa realmente é uma ótima pergunta. — Diz Yukino com a expressão mista de surpresa e susto.

Lucy:

—Tyler! — Exclamei alvoraçada. — Ponha-me no chão!

—Sinto muito Lucy, mas aqui o Manda-Chuva sou eu. — Respondeu pomposo.

—Sou sua mestra!

—Não aqui.

—Tyler! — Inquiri, mas não pude deixar de rir. Ele também estava se divertindo com aquilo.

—É só um passeio rápido para te distrair. O tempo aqui passa muito mais rápido que na terra, lembra-se?

—Hum, claro. Como não esquecer a sua aula sobre isso?

—Ótimo. Aproveite a estadia, queridinha. — E me colocou no chão.

Foi então que percebi que aquilo não era um sequestro comum. Era um sequestro com festa surpresa.

Todos os meus espíritos estavam ali, rindo e cantando juntos divertidamente. Eles pareciam tão felizes, conformados e fortes. Humanos e incríveis.

—Lucy-nee! — Gritaram e os menores, “Plues”, pularam em mim.

—Ei ei! Deixem um pouquinho pra gente também! — Reiji replicou, passando na frente de todos, abraçando-me em seguida.

—Ei!

—Estávamos com saudade. — Lyko disse, beijando as minhas bochechas. — Muita saudade.

—Sei. — Respondo, mas Mouse simplesmente me aperta desesperadoramente. Rio disso e ela também parece mais animada, todos os rapazes ficam enciumados.

—Que saudade sua, princesinha! — É o que ela diz.

—Nem fale!

Eu nunca havia visto completamente o novo mundo dos espíritos. Era tão bonito e iluminado.

Parecia que realmente seria uma boa tarde.

Keith:

A praia estava deserta e vazia, calma e silenciosa.

Eu já estava ali por quase uma hora, aguardando o inexplicável.

—Você não deveria ficar aqui sozinho, quando se tem tanta gente numa vilazinha aqui perto. — Disse Klaus.

—Onde você foi parar?

—No lugar mais inimaginável do mundo. — Ele sorria — Na varanda de Charlotti.

—Ela cuidou de você?

—Digamos que cuidar não seja bem a melhor palavra. — Klaus relembra, com um sorriso sacana nos lábios. — Ela me perdoou.

Ah é? — Rio disso.

—É. E eu a transformei em imortal, como presente de noivado.

—Voltou, noivou e já a transformou? Porque algo tão radical?

—Se não fosse agora nunca mais ia ser. — Confessou. — Ela está te esperando. Temos chá lá.

—Hum. Chá é a minha fraqueza, não? — O moreno me ajuda a levantar.

Caminhamos conversando sobre as coisas mais tolas possíveis, rindo e gesticulando bizarramente. Klaus estava feliz e eu, como bom amigo e irmão, fiquei feliz com seu comprometimento, apesar de estar torrencialmente entristecido por voltar a lembrar que meu único amor partirá.

A casa ainda era a mesma.

Charlotti nos esperava na varanda, com bolos e biscoitos quentes. Obviamente, Klaus ficou encantado.

Nós sentamos, todavia, eu não tinha fome alguma. Pensava na visão que tinha visto e em Sting. Meu filho pequenino. Como ele estava? Chorava ou sorria? Amava ou se destruía?

—ith... Keith! — Chama o moreno de olhos multicoloridos, estalando os dedos.

—Hum?

—Tudo bem?

—Oh. Sim. — Suspiro, levando a xícara aos lábios. Fecho os olhos e respiro fundo. — Eu tomei uma decisão. Obrigado pelo chá, Charlotti-san, Klaus.

—Ei! Aonde você vai? — O moreno pergunta, abismado.

—Resolver algumas coisas. — Respondo reparando bem que aquela poderia ser a ultima vez que nos veríamos daquela maneira.

Sting:

—Boa sorte, Lisanna. — Sussurrei quando ela me abraçou para se despedir.

—Desculpe causar tanta confusão. — Gemeu ela. — Oh... Eles vão ficar com tanto ódio de você. Desculpe!

Sorri. Ela parecia uma criancinha.

—Ei. Sou o Rei-Dragão, não posso ter medo de nada, entende? — E baguncei os cabelos dela como fazia com Alois, Ryuu e Lecter. Isso a fez sorrir. — Agora chega de choramingo e vá. Antes que algo dê errado e você fique novamente presa, passarinho.

—Sim.

Percebi como ela olhava para a neve, em direção a minha casa onde todas as suas lembranças, boas e ruins, estavam. Vi uma lagrima cair.

—Lisanna. — Chamei, quando ela entrava no trem.

—Hum? — Limpou a lagrima rapidamente.

—Tenho certeza que você vai encontrar alguém que realmente te ame, no seu próximo lar.

Isso a fez rir.

—E agora você também prevê o futuro? O que há de errado com você, Sting Eucliffe? — Indagou, balançando a mão em despedida.

—Parece que tudo. — Respondo ao vento, mirando o trem que partia a todo vapor para Magnólia.

Se fiz uma boa ação por que me sinto tão inconstante e sufocado?

—Talvez por nossa causa. — A voz de Daniel me assusta e viro-me para vê-lo. Ele estava com o mesmo tipo de roupa que eu, simples e casualmente elegante.

—Já pedi que parasse de entrar na minha mente. É falta de educação.

—Não tenho culpa se você pensa tão alto. — Ele resmunga, sorrindo.

Bufo, mas não consigo deixar de rir.

—Porque está aqui?

—Para algo que pareça uma desculpa, mas que soe como uma piada. — Sua voz soou leve e animada, um gracejo divino.

—Parece que não vai conseguir nenhum dos dois.

Ele pondera calmamente e fala:

—Lucy está no mundo dos espíritos agora, então não devo me preocupar e em não ser totalmente sincero com você.

—E o que isso quer dizer?

Que você é um idiota que não sabe seguir a droga das regras! — Seu tom fica raivoso num instante, apenas — Droga Sting! Sabe o quanto de risco Lucy está correndo?

—Acha que não?

—Então porque fica agindo como um idiota desmiolado?

—Se eu der bandeira do que realmente está acontecendo e a gravidade mínima da situação, todos vão entrar em pânico. E pânico não vai ser agradável a ninguém.

—Você não tem ideia do que está acontecendo! Tenho tido tantas visões sobre você e Lucy que mal tenho dormido durante a noite. Tyler está me dopando, Sting. Tem ideia do que é ouvir os seus gritos todas as noites? Os de Lucy, ainda por cima?

Olho no fundo de seus olhos e vejo a angustia ali. O medo e a dor que assomavam a sua alma.

—Mostre-me. Lucy não está nesse mundo, então faça-o enquanto ainda temos tempo.

—Você não vai suportar. — Ele diz, horrorizado.

—Sou a droga do rei, não sou? Eu ordeno, faça.

Vi seus olhos perderem totalmente o brilho. O moreno mirou o céu acinzentado, nublado pelas nuvens cobertas de neve. Uma lagrima solitária caiu.

Lucy... Mestra... — Geme, colocando a mão tremula entre os olhos. — Perdoe-me pelo que vou fazer a ele. — E no instante seguinte, ele tinha ambas as mãos segurando meu rosto, olhando fixamente meus olhos.

Só então percebi que era uma péssima ideia.

Notas finais
Bem, e lá vamos nós! Porque Dan é sempre tão pragmático? Ou Keith sempre tão confusamente importante? Porque o Stan e o Zef continuam como incógnitas irrelevantes? Alguma teoria relevante para essas perguntas? Preparem-se para a avalanche que vem por aí, já que esse capítulo desestruturou todos eles, meus amados personagens. Prometo que não demorarei tanto para postar novamente (máx: 15 dias) Até a próxima? Amy B.