Shards Of Fool Killer: O ataque a Nova Metropolis
30 Capitulo IV - Parte 14
Um sentimento estranho tomava conta daquele salão escuro, sendo iluminado apenas por uma bola de cristal, que revelava algo que estava acontecendo no Hospital da LightTech. Ao redor da bola de cristal, Haruka, Nya e Liah assistiam sentadas toda a confusão entre Artha Lamys e Jack. Dan permanecia apenas encostado na parede do salão, observando e ouvindo de longe tudo o que conversavam. Haruka sorria olhando muitas vezes sem piscar para Jack. Nya e Liah continuavam apenas assistindo tudo. A curiosidade foi despertada de forma descomunal entre aquelas três. ENquanto Dan, não parecia gostar do que via.
– Sim, Dan. — Falou subitamente Haruka, sem tirar os olhos do globo. — Já sabemos que você não confia nele.– Pra mim, sempre será uma má ideia ter salvo esse garoto. — Respondeu o jovem de cabelo bangunçado. – O futuro dele não é claro. São várias linhas por trás desse garoto que.. Isso me provoca.. — a jovem sorria de forma maliciosa.– Dar poder demais para alguém que não o conhece é loucura demais. Lissie não devia ter feito sem nos consultar. Olha quantos problemas ele nos causou até agora. As Gêmeas então se viram e vão na direção de Dan. Ambas lhe apontando o dedo indicador, com tom de sermão. Dan as olhava um pouco assustado:– Salvar pessoas.. — Falou Nya...– É o nosso dever! — E Liah completou.– Não se preocupe, Dan... — Novamente falou Nya.– Lissie estava certa! Ele é um mocinho legal. — Diziam ambas em sincronia. O Rapaz então ficou sem jeito. Sorriu e fez um cafuné na cabeça de ambas, que retribuiram com um sorriso. Ele então caminhou junto com ambas as meninas para a mesa e começou a assistir de perto o que acontecia. Dan era o filho mais velho de Regn, o vice-diretor da LightTech. Seu pai, a encarnação do deus egípcio selado Seth, se tornou um grande amigo de Artha quando ainda eram jovens. Por esse motivo, Regn se tornou muito próximo a família de Artha, tal como considera-se membro da própria família do homem mais poderoso do mundo. Seu carinho por todos, é como se Artha e Unnish fossem seus tios e enquanto Lissie, Carry e Dmitri fossem seus primos mais próximos. Roía as unhas. S econcentrava nas coisas que cada lado dizia. Foi então que viram aqueles quatro caminhando para o lugar mais espaçoso do Hospital da LightTech: A Quadra de esportes e reabilitação do hospital. Eles se preparavam, Artha em uma ponta e Jack em outra. E Dan sabia que quando isso acontecia...– Irá acontecer um combate entre os dois... — Dizia o rapaz.–------------------------------------------------------O Sol já estava quase no topo do Céu. O calor e o sliêncio guerreavam entre si antes mesmo de qualquer movimento. Artha continuava olhando pra Jack sem piscar. Jack ajustava o corpo numa postura e então olhou para o lado por alguns instantes. Lissie estava abraçada com Unnish, que permaneciam apenas assistindo. Jack deu três tapas no seu fragmento de coração e sorriu. Seus olhos ficaram azuis e então novamente olhou para Artha. Seu corpo então manifestava aquela mesma aura, dessa vez mais orientada. Seguia os movimentos do seu corpo e fluiam com sua respiração. Jack sorriu. Se sentia implacável. Com tanto poder nas mãos, poderia explodir um prédio num soco. Ele então voltou-se a olhar pra Artha Lamys e falou:– Vamos lá, Artha. Se eu vencer, eu decido o que fazer de mim. Se eu perder... Ah, decide ai. – Você vai se tornar o membro de defesa pessoal de Fleur-de-Liz Tah Lamys e também membro da força-tarefa da LightTech. Temos um acordo?– Tá me dizendo pra ser babá da Fleur? Ela é grande demais pra fazer o que quer e sabe se virar muito melhor que eu. Mas eu aceito. Vamos acabar... Antes mesmo de de acabar a frase, Artha já tinha sumido da visão de Jack. Ele então ouviu próximo ao seu ouvido: " Já começou?". Jack ficou pasmo e recuou. Ele sorriu e então avançou. Era de se espantar o poder do homem mais poderoso do mundo. Jack tinha muita percepção ocular, fazendo com que prevesse quase todos os movimentos dos seus oponentes. Mas Artha Lamys era diferente. Jack golpeava, mas parecia estar só treinando, com o vento. Saltou golpeando com um soco. Se abaixou dando uma rasteira. Pegou impulso e investiu verticalmente contra Artha. Todos os golpes, erraram. Artha parecia estar brincando, apesar de sua expressão ser bem séria. Jack persistiu. Suspirou pesado e investiu novamente. Era socos incríveis. Fortes, precisos, socos que jamais alguém faria. Focava regiões como joelhos, queixo, barriga, nuca, pescoço e face na mais incrível velocidade, quase sem tempo de reação. Artha no entanto, desviava, defendia, saltava... Tudo de forma tão suave e natural. Olhava nos olhos do garoto que estavam possuídos de selvageria e determinação. Algo não fazia sentido. Sua aura, em tom prateado, demonstrara seu senso de Justiça e a sede por um lugar melhor. Seus socos eram quentes e transpareciam aquilo. " Porque não lutar por essa mesma causa? Porque fugir? Ou melhor, por que não assumir que pode mudar o mundo ao lado de quem pode lhe dar essa chance?", pensou o homem. Mas aquilo precisava acabar.
Jack golpeou-o, pressionando Artha a ficar apenas em defensiva. Os golpes não cessavam. Eram rápidos, fortes, seguidos e com o mesmo ritmo frenético que aquele menino havia aprendido. Artha se surpreendia a cada movimento de Jack. Mas então, Artha defendeu um último soco de Jack, abrindo os braços de forma que Jack era forçado a recuar. E o garoto sorriu. Jack então saltou e no ar, girou seu corpo seguidas vezes, para então atingir Artha com força o suficiente para causar um nevoeiro imenso.– Fim de Jogo. — Respondeu Jack. — Eu sou um garoto livre afinal. O Rapaz andava para fora dali. Unnish permanecia olhando para Jack em uma única expressão. Lissie, no entanto, estava pasma. Ninguém nunca derrotaria o homem mais poderoso do mundo naquelas condições. Aquele era seu pai, Arthalamys. – O que foi tia? — perguntou o rapaz de forma arrogante para Unnish. — Tá chateada porque esmaguei seu benzinho no chão? – Não. — Disse Unnish, abrindo um sorriso. — O que mais me perturba é um garoto tão jovem como você, com tanto talento e habilidade... Ser tolo o suficiente para não perceber que a luta já acabou. Jack não compreendia até meio segundo após aquilo após sentir ser agarrado pelo pé. O nevoeiro então cessa. De lá emerge Artha o arremessando contra o ar. " Minha vez." , dizia o homem de cabelos alvos. Artha golpeava violentamente por todo o corpo de Jack. A barriga para manter ele de pé, o pescoço para perder o fôlego, o joelho para buscar mais fôlego por tanta dor e a nuca para se aproximar mais. Isso, Seguidas e seguidas vezes, numa velocidade ainda maior que a de Jack, por pelo menos 40 segundos, até Jack finalmente cair. Jack, transbordava sangue por todo o local. Artha segurou Jack pegou cabelo e o ergueu por ali para ouvir com atenção o que o homem dizia.– Amanhã, depois depois do almoço, você vai ir pra minha casa com Lissie. — Falava o homem, sem nenhum arranhão pelo corpo. — Isso é para aprender onde, como e com quem está lidando. Eu só usei minha habilidade física, sem nenhum outro tipo de técnica. – É.. assim... que busca respeito...? — Jack dizia com muito esforço. — Destruindo.. um garoto... heh...– Você não é um garoto. Não para mim, nem para ninguém aqui. Para mim você é um homem. Venceu a morte e cospiu na cara de anjos corruptos. Comece a agir como um. Artha então joga o corpo de Jack pelo chão de novo. Caminha até Unnish e Lissie, que dão as mãos para o homem. Lissie olhava para Jack, preocupada. – Seu A.T. Está no seu quarto do Hospital. Essas feridas irão se curar em menos de trinta minutos. No fim da tarde provavelmente terá alta. Já conversei com seus pais, por isso não precisa de autorização para fazer parte da LightTech. Artha, Lissie e Unnish sairam da quadra e aos poucos, desapareceram na visão de Jack. O garoto estava feliz. Era aquilo que buscava. E ainda mais feliz por ser o homem mais poderoso do mundo ser quem lhe derrotou. O Mundo nunca foi um conto de fadas. Mas muitos contos de fadas são reais. E Jack sabia que iria conhecer todos aqueles que um dia seus pais lhe contaram antes de dormir. E então, com um sorriso de satisfação, ele desmaiou.
Fale com o autor