Shame
1 fooling everyone, telling them he's having fun
Notas iniciais
Como o nome e a hipersexualidade devem denunciar, escrita depois de eu reassistir um dos filmes de que mais gosto depois de muitos anos, Shame.

Sanji tinha um vício. Embora ele realmente não gostasse de pensar nesses termos. Uma compulsão era um termo mais preciso. Ele não sabia realmente quando começou. Quando exatamente sua perversão se transformou nisso. Ele não sabia quando foi que seu eu antigo se tornou esse novo, ou se ele sempre foi podre desde o início, e nunca teve chance.
Mas ele sabia exatamente a primeira vez que percebeu que talvez tivesse um problema. E seu comportamento anormal vazou para a superfície, exposto para as pessoas ao seu redor verem. Ele era adolescente, era estúpido, mas isso ainda não justificava espionar o banheiro das meninas. Ele também quase conseguiu um registro de agressor sexual, o que resultou em uma punição severa por seu pai e negou seu desejo de ir à faculdade para fazer o que queria, o empurrando em direção à carreira que ele considerava digna e adequada. Mas o que mais doeu foi a decepção nos olhos de sua mãe, mesmo que ela ainda estivesse sorrindo gentilmente para ele.
Sanji era um romântico em seu coração, então, mesmo sabendo que provavelmente acabaria assustando qualquer garota, ele a princípio insistiu em tentar, repetidas vezes. Ele sempre acabava gostando muito delas e, inevitavelmente, arruinando tudo porque ele era quebrado de todas as formas possíveis.
Depois de um tempo, ele tentou parar de namorar mulheres completamente. Ele se sentia muito pior por ser assim com elas, por não saber se comportar e nunca corresponder às expectativas. Com homens, tudo era muito mais fácil. Ele não tinha que estragar nada. E ele não era realmente muito romântico quando se tratava deles. Então, ele apenas dormia com o maior número possível, com quantos sua compulsão exigisse.
Agora, ele estava na pior parte da cidade, saindo do seu táxi e indo na direção de um lugar caindo aos pedaços em um beco escuro. Ele ainda estava vestindo seu terno, já que veio logo depois do trabalho. Ele deveria estar em casa agora, ele realmente deveria, ele tinha muitos relatórios extras a fazer. Mas sua necessidade se tornou insuportável e ele nem estava mais pensando em trabalho, seu trabalho não era importante quando se sentia assim. Então ele entrou no clube sendo imediatamente atacado pelas luzes vermelha e púrpuras. Tentando ajustar sua visão, ele se moveu pelo local e revirou os olhos com a falta de pessoas lá. Sim, ainda era muito cedo. Ele caminhou até o bar e pediu algo enquanto olhava o corredor vermelho à frente, seus ouvidos focando nos gemidos que vinham de cada cabine e seus olhos capturando cada centímetro de pele que escapava através das cortinas mínimas.
Ele já esteve nesse tipo de lugar antes. Muitas vezes. Geralmente, quando algo desagradável acontecia em sua vida. Nem todas as pessoas eram assim, mesmo que este não fosse exatamente o melhor lugar da cidade. Eles gostavam disso, gostavam de estar lá, de fazer sexo com estranhos, de viver a vida exatamente como queriam. Acima de tudo eles estavam lá para se divertir. Ele não estava. Ele estava lá porque algo ruim aconteceu e ele se sentiu vazio e triste. E insignificante. E isso sempre levava a escolhas maravilhosas, é claro. Escolhas que ele normalmente não consideraria em sã consciência como entrar em um carro com um estranho que o parava na rua, ir a lugares sórdidos para ser tocado e usado e se sentir absolutamente nojento e desprezível depois.
Hoje era uma data muito especial. Aniversário da morte de sua mãe. Ele odiava isso. Lembrar-se da morte dela e lembrar-se de todos os outros aniversários, quando ele teve que ficar lá e ouvir as besteiras do pai enquanto todos fingiam que a morte dela não era completamente culpa dele. Exceto por este ano, quando Sanji não pôde sequer comparecer ao cemitério, por causa do trabalho.
Ele estava ficando nervoso novamente. Pensar nisso era precisamente o que ele não queria fazer.
Ele saiu pela porta dos fundos para fumar então.
Isso geralmente o acalmava, não importava a situação. É claro que às vezes não era o bastante. Então, ele fumava dois, três, quatro, quantos ele precisasse para acalmar seus nervos.
"Você sempre fuma como uma maria fumaça?"
Disse uma voz desconhecida trás dele. Sanji sem pressa alguma encheu os pulmões calmamente e exalou a fumaça novamente antes de se virar para ver quem era.
Oh, o segurança. Ele parecia muito jovem. Certamente mais jovem que Sanji, que estava na casa dos trinta. E ele parecia bastante perigoso também. O homem de cabelos verdes tinha uma cicatriz medonha no olho esquerdo, a camisa social aberta o suficiente para ele notar o início de outra cicatriz no peito, e uma carranca permanente como se nada pudesse fazê-lo sorrir. E ele não carregava uma arma aparentemente. Ele carregava espadas. Três delas.
Isso era perfeito.
"Bem, é para isso que serve a parte de fora de uma boate, não?" Sanji disse suavemente, seus olhos não se incomodando em esconder o interesse nos músculos do guarda, que ameaçavam saltar para fora da camisa.
"Na verdade, você pode fumar lá dentro."
"Sim, mas eu não gosto de incomodar as pessoas." Sanji disse enquanto se inclinava ainda mais no espaço pessoal do segurança e soprava fumaça lenta e deliberadamente em seu rosto.
"Mentiroso." O homem disse com a mesma expressão imperturbável, os músculos do rosto não se movendo nem um centímetro, mesmo que Sanji estivesse perto o suficiente para que as respirações deles se misturassem.
Ele não soltou as espadas também, mas Sanji não poderia se importar menos. Ele apenas fez o que queria e agarrou o volume do outro homem com força. Só para obter uma reação naquele rosto estoico. O que ele conseguiu, mas era algo tão mínimo quanto uma sobrancelha arqueada.
Este homem era irritante.
Sanji então rapidamente se ajoelhou, calças caras feitas sob medida sendo arruinadas no chão imundo, os joelhos se machucando no asfalto áspero. Estavam bem ao lado da porta, muito visíveis para quem entrava ou saía, cercado por um beco escuro muito nojento. O homem ainda estava apenas olhando para ele, o que ainda era irritante, mas pelo menos agora as sobrancelhas estavam na parte superior da testa e o olho bom só um pouquinho arregalado, o que pelo menos fazia Sanji saber que ele estava ao menos surpreso. No entanto, Sanji não tinha certeza com o quê exatamente, já que ele nem havia começado ainda.
Ele não esperou pela permissão do outro e apenas puxou as roupas do homem o suficiente para liberar seu pau meio duro e sorriu para ele. Aparentemente, alguém gostava que soprassem fumaça no seu rosto, afinal. Sanji ainda tinha o cigarro na mão, então ele apenas inalou uma última vez e soprou a fumaça por toda a virilha do homem, apreciando o olhar em seu olho enquanto fazia isso. Havia faíscas lá e Sanji tinha certeza disso, mesmo com a escuridão daquele beco.
Sanji descartou o cigarro e agarrou a ereção do homem. Parecia incrivelmente quente em sua mão fria, e ele sabia que o cara provavelmente também havia gostado do contraste, a julgar pela pulsada que recebeu ao fazer aquilo. Ele não perdeu tempo e começou a encher a boca com ele, acomodando a rola facilmente na garganta como se não fosse nada, notando que o olho do homem se arregalou um pouquinho mais.
Ainda o irritava bastante que ele estivesse ali parado, deixando-o fazer o que queria, quando ele realmente havia esperado pelo menos um pouco mais de violência e resistência. Mas ele gostava daqueles pequenos sinais de perda de compostura de qualquer maneira. Sanji continuou movendo a boca em torno da ereção quente, enquanto sua mão libertava seu pau do confinamento de suas calças, começando a se masturbar violentamente enquanto chupava aquele pau grosso.
Em algum momento, ele viu o aperto do homem aumentar no punho das espadas, e ele queria tanto sentir aquilo. Ter aquela mão segurando seu cabelo da mesma maneira, mais e mais forte quanto mais excitado ele ficava. Então ele parou de chupar com um estalo alto e encarou seu trabalho maravilhoso, a ereção parecia grande e dolorosa e estava escorrendo abundantemente, exatamente como deveria. Sua mão tocou a do segurança sobre suas espadas e o guiou até seus próprios cabelos loiros, retomando suas ministrações depois disso.
Ele pensou por um momento que o cara não o havia entendido, mas alguns segundos depois ele sentiu o que queria finalmente. A mão grande puxou seu cabelo terrivelmente forte e começou a empurrar a cabeça de Sanji em direção a seu pau, fazendo Sanji ficar tonto e seus olhos começarem a lacrimejar um pouco. Ele tocou seu próprio pau ainda mais rápido, extasiado por estar perdido na dor de seu couro cabeludo e de sua garganta até que ele gozou por todo o chão, enquanto engasgava com a porra grossa que enchia sua garganta. Foi incrível.
Até que ele começou a se sentir nojento novamente.
Ele se levantou do chão e saiu do local sem olhar para trás, embora pudesse ouvir o homem de cabelos verdes tentando lhe dizer algo. Enquanto caminhava pelas ruas tranquilas, ele podia sentir lágrimas quentes escorrendo pelo rosto teimosamente.
Ele se sentia incrivelmente sozinho.
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