Shalom - As Memórias de John Sigerson
32 Capítulo 32: Fronteiras Cercadas
Notas iniciais
Não estranhe se estou agindo quase como autora de novela e postando cap quase todo dia, rs.
Esse cap é bem curtinho, diria que é uma "ponte" para o próximo, mais decisivo. Aliás, aguardem, pois o próximo cap será o início da minha versão de "A Casa Vazia"... Sim, este dia está chegando...
Holmes já tinha corrido para longe de Baker Street, esgueirando-se pelas sombras das ruas de Londres e evitando que fosse visto. Ofegante, apoiou-se em um muro, numa rua deserta, quando julgou que estava em uma distância segura e dificilmente seria pego.
Ele recuperou, por alguns minutos, sua respiração, e voltou à sua casa em East End. Tinha que se preparar para mais uma noite de trabalho no prostíbulo de Madame Close.
Ele estava subindo as escadas barulhentas e trepidantes, com mais raiva do que pressa propriamente de ter assistido o enlace romântico de seus dois amigos, quando encontrou Rose, sentada no mesmo lugar de sempre.
-Hoje o Coronel Moran vai jogar no Bagatelle. – ela disse.
-Hum... Como você sabe disso? – ele perguntou, sentando-se ao lado dela.
-Em fim de mês, quando ele está sem dinheiro, ele costuma fazer isso. Já gastou mais do que devia, então arrisca-se para obter alguma coisa de volta. Consegue muitas vezes, uma quantia considerável, com trapaça.
-E ninguém repara que ele faz isso?
-Ele é bom nisso. E tem um bom aliado. Chama-se Adair.
-Adair? – Holmes achava o nome familiar.
-Sim, só o que sei é isso. Adair tem prestígio, e o coloca nas melhores casas de jogos da cidade. Os dois dividem a grana. E antes que você me pergunte como sei isso, é evidente: Adair é meu cliente.
-Oh.
-E ele costuma ser muito conversador quando bebe. Inclusive, ontem à noite, ele parecia um tanto furioso, quando foi procurar meus serviços. Perguntei porquê ele estava se sentindo assim, e ele me contou que estava desconfiado de que estava sendo passado para trás por seu parceiro de negócios. Eu já sabia de sua associação com Moran, então logo deduzi de quem ele estava falando. Comentou que se assim fosse, ele lhe daria um ultimato, exigindo que ele saísse de todas as associações de jogos, senão ele iria desmoralizá-lo publicamente. Os dois irão jogar hoje no Bagatelle, e aposto que Adair irá tirar a prova esta noite de suas suspeitas.
Holmes ficou sério, imaginando como atuar. Sem dúvida, aquela poderia ser a ocasião. O Coronel Moran não irá aceitar se afastar de nenhuma associação. O jogo praticamente garantia suas extravagâncias, e qualquer coisa que ameaçasse isso seria subitamente eliminado por ele.
No entanto, Holmes sabia que não teria como acessar a casa de jogos, e nem esse era seu objetivo. Teria de esperar o desenrolar dos casos, e contava com Rose Willians para isso.
-Mas vem cá, Sigerson, você me pareceu um tanto furioso quando chegou... O que aconteceu?
Já focado em seu objetivo de desmoralizar Moran, Holmes bufou. – Nada de relevante.
-Já vi que é mulher, não é?
Holmes bufou outra vez.
-Bem, se você quiser minha companhia outra vez...
-Er, não... – ele desconversou. – Não acho que será necessário. Vou dormir. Boa noite...
-Sendo assim, boa noite Sigerson. – ela disse, enquanto ele subia as escadas.
Notas finais
Prometo que os próximos serão melhores.
Obrigada pela atenção, e reviews!
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