Shall Never Surrender

27 Chapter XXVI - War


Notas iniciais
Heeeeeeey demons! Aqui estamos com a terceira parte da guerra! Beeem, aqui serão desvendados tudo, e vocês vão ver muitas cenas tensas e cheias de emoções, espero que gostem! Quer dizer, tentei fazer, mas espero que tenha dado certo. Vamos acabar com essa guerra? Então, venham comigo! Let's go read! ♥

Uma luz forte luz preencheu minha visão.

A princípio, pensei que tudo havia acabado. Que finalmente minha vida havia chegado ao fim.

Mas... Na morte, não há dor. Há?

Eu estava tão ruim que achava que poderia derreter ali mesmo. Estava tão quente...

E foi aí que eu despertei completamente.

Estava deitada no chão quente em frente ao Castelo de Fortuna.

Meus olhos abriram-se e eu sufoquei um grito.

Eu consegui. Havia chegado até ali.

E depois o terror me tomou. Se eu havia chegado... Sanctus com certeza estaria vindo também. Se é que não havia chegado primeiro.

Levantei-me completamente, gritando baixinho por causa da dor nos meus ossos.

Corri desajeitadamente para dentro do castelo abandonado, fazendo o mesmo caminho que fiz quando entrei no Submundo.

Arrastei-me até a catedral em ruínas, vendo que ali, seria a minha meta final.

Enquanto corria até o centro da catedral, lembrei-me de como o Portal havia se aberto. Um Scarecrow havia cantado uma melodia macabra, para poder abrir o centro.

Ótimo.

Será que se eu cantasse Highway To Hell eu conseguiria abrir aquele troço?

Quando cheguei ao centro, percebi que ele estava fechado. Bem provável.

Comecei a entrar em pânico, vendo que havia passado por tudo aquilo para empacar aqui.

Mas algo aconteceu.

Enrolados em meus dedos, estavam os colares de Dante e Vergil, agora já não mais juntos.

O colar azul, respectivamente de Vergil, começou a brilhar e a esquentar. Uma força magnética o estava puxando em direção ao subterrâneo.

Soltei o artefato, que se incrustou no meio do chão do centro da catedral.

Uma luz azulada começou a percorrer o centro, e logo, ele abriu.

Yamato.

Ela estava chamando o colar.

O chão começou a se afastar, e o colar saltou para dentro. Logo, ele estaria fechando-se novamente.

Como um raio, me joguei bem na hora em que ele se fechou, acima de minha cabeça.

***

As escadas pareciam intermináveis. Eu descia cada lance com meu coração na boca.

Eu o sentia.

Ele estava perto.

Mas... Será que eu havia chegado primeiro?

Correndo feito louca, cheguei ao último lance de escadas. Avistei a ponte de longe, mas não foi isso que prendeu meu olhar.

E sim... Ele.

Nero estava ali. Ele estava bem ali. A minha frente.

Segurando um grito de felicidade, eu praticamente voei pela ponte, na direção em que ele estava.

Nero estava preso com as mesmas correntes que estavam prendendo-o no Submundo, mas com um pequeno detalhe.

Seu Devil Bringer estava preso junto a Yamato, quase deslocando o ombro de Nero. Seus dedos estavam presos na espada, e ele a estava observando.

Seu olhar estava infeliz e ele observava a espada. Ele estava quase a inserindo por completo, e esse ato... Liberaria o Portal.

Chegando a base da ponte, eu encontrei forças e berrei:

- Nero, não!

Seus dedos pararam imediatamente. Em um átimo, ele largou a espada e seu olhar caiu sobre mim.

Meu coração palpitou de tal forma que eu achei que ele iria parar.

O olhar azul elétrico de Nero penetrou por meus olhos e um grande sorriso formou-se em seu rosto.

Quase não enxergando nada por causa das lágrimas, corri até ele.

Quando cheguei bem a sua frente, estendi minha mão e a coloquei em seu rosto. Encostando a testa na sua, murmurei baixinho:

- Finalmente.

- Meu amor – Ele sussurrou, fechando seus olhos. – Eu achei... Achei que...

- Eu sei, Nero. Acredite, eu sei. Mas agora eu estou aqui, ok? Eu vou te ajudar.

Ele abriu um sorriso luminoso e beijou minha testa. Mas depois seus olhos ficaram tristes.

- Eu já tentei de tudo, Kyrie. É impossível. Essas correntes foram feitas exatamente para mim. Elas nunca vão me libertar.

Segurei seu queixo e o fiz encarar-me nos olhos.

- Vão sim. E sabe por quê? Porque você é forte e eu estou aqui. E nada acontece se você não tentar, certo?

- Mas eu...

- Tentar de verdade, Nero. Com vontade. Ok? Estamos juntos nessa, meu amor. Você vai conseguir.

Ele estendeu sua cabeça na minha direção e eu o abracei. Senti seus lábios em meu ombro e o apertei ainda mais.

- Ei – Acariciei seu rosto. – Vamos lá? Não temos muito tempo. Sanctus não vai desistir tão fácil assim.

Ele assentiu e se concentrou.

- Libere primeiro o Devil Bringer. Ele pode fazer o resto, não é?

- Bem pensado. Mas ele é o que está mais preso, amor. Mesmo que eu tentasse...

Dei um tapa de leve em seu rosto.

- Não me venha com essa de que não consegue. Nada é impossível, aprenda isso. Se toda vez que formos tentar algo optarmos por negativar tudo, é aí que não dá certo. E vê se coloca mais força nisso, rapaz. Esse braço é maior do que eu!

Ele me olhou com um olhar divertido.

- Quando é que você ficou ainda mais linda?

- Cale a boca e se concentra.

Ele deu uma risada e fechou os olhos. Com toda a sua força, ele começou a puxar o braço, forçando mais do que podia.

- Concentre apenas no braço, Nero! – Instrui. – Esqueça as outras partes. Lembre-se de que é ele quem vai tirar você daí.

Ele assentiu. Depois, ele ficou tão concentrado, que eu achei que ele tivesse convulsionando. Com um grito de pura força, o braço de Nero se soltou das correntes.

- Isso! – Gritei entusiasmada.

Nero esticou o Devil Bringer na direção das correntes e as arrancou como se fossem barbantes.

A teoria estava certa. Se libertássemos o braço primeiro, do resto, ele cuidava.

Nero caiu no chão, com as mãos apoiadas. Corri até ele, segurando seu braço esquerdo e o ajudando a ficar de pé.

Quando vi que ele estava ali, bem a minha frente, eu não aguentei.

Joguei-me em seus braços e desabei.

Meus soluços estavam tão altos, que ecoava em todo o salão.

Nero pareceu assustado no início, mas depois ele me apertou em seu peito, enterrando seu rosto em meus cabelos.

Dei um gritinho abafado e ele me soltou assustado.

Envergonhada, apontei para minhas costelas e ele viu o inchaço que estava em minhas costas – a clavícula.

- Kyrie... – Ele me olhou bravo.

- Tudo bem – Eu sorri, acariciando seus cabelos. – Valeu a pena. Valeu muito mais que a pena.

Ele revirou os olhos, como que se pensasse: O que é que eu vou fazer com ela?

Depois, ele me observou carinhosamente. Eu percebi que seu olhar estava no colar em meu pescoço, o colar que ele havia me dado.

Sorri e apertei o colar junto ao peito. De uma forma que eu não conseguiria explicar, fora ele que havia me dado toda a força que eu pensei que não tinha.

Em meio a tudo isso, eu o olhava tão intensamente que parecia que eu poderia abrir uma cratera bem no meio do seu rosto.

Quando finalmente consegui me desprender daquele magnetismo, segurei sua mão junto a minha.

Nero se aproximou lentamente. Quando abri a boca para tentar dizer algo, ele me puxou junto a seu peito e encostou seus lábios nos meus. Meus olhos se fecharam e eu me prendi junto a ele.

Nero me segurou tão firme, que nem se eu quisesse, eu conseguiria sair dali.

Seus lábios foram macios de início, mas logo após, eles ficaram cada vez mais intensos. Quando dei por mim, eu estava nos braços dele, literalmente acima do chão.

Quando ele me soltou, eu senti seus lábios em meus ouvidos.

- Eu te amo mais do que a minha própria vida, meu pequeno anjo.

Abracei-o e escondi meu rosto, que estava banhado em lágrimas.

- Eu te amo mais do que tudo, Nero. Nada no mundo conseguiria me afastar de você.

Ouvi uma leve risada e ele me pegou no colo, sustentando todo o meu peso.

- Chega de se esforçar, está bem? – Ele beijou minha testa. – Você já se esforçou demais.

- E me esforçaria ainda mais, se fosse preciso.

Ele beijou-me mais uma vez nos lábios.

- Você é mesmo indiscutível, não é mesmo garotinha?

A voz de Sanctus predominou o salão.

Segurei um suspiro. Nero me colocou delicadamente no chão, e com uma mão, colocou-me atrás de si, me protegendo com o seu corpo.

- Acabou, seu verme – Ele fuzilou Sanctus com os elétricos olhos azuis. – Você não vai mais relar em um único fio de cabelo dela.

- Que bonitinho – Sanctus exclamou. Ele estava com o mesmo visual de quando o vi no Salão – com a sainha sexy inclusa, claro. – O que um homem apaixonado faz por sua amada é indescritível.

- Nisso, eu admito, vou ter que concordar com você. – Nero segurou sua mão na minha e a beijou.

- E uma mulher também, diga-se de passagem. – Ele me fuzilou com os olhos.

Abri um pequeno sorriso malicioso em sua direção, apertando ainda mais a mão de Nero e se colocando ao seu lado.

Sanctus nos encarou com raiva, mas seu olhar demorou-se mais em mim. Seus olhos brilharam de ódio e sua boca ficou em uma linha fina. Na mesma hora, Nero ficou tenso.

- Gostou da surpresinha, Sanctus? – Sorri em sua direção. – Não é todos os dias que se precisa armar um exército.

- Concordo. – Ele disse com uma voz calma, mas ainda sim, sem nenhum entusiasmo. – Até porque quando queremos nos livrar da raia, mandamos alguém no nosso lugar, não é mesmo?

Semicerrei meus olhos em sua direção. Aquele velhote de saia já estava passando dos limites.

- Só se for você, não é? Por ao que parece, até uma humana magrela de cinquenta quilos conseguiu te passar a perna, não é mesmo?

Nero olhou para mim com as sobrancelhas erguidas, mas eu fiz um sinal de que depois eu explicaria tudo a ele. Se eu sobrevivesse, claro.

Sanctus semicerrou os olhos. Encarando-me, eu pressupus que ele deveria estar imaginando uma forma para me matar. Uma forma que não seria nada agradável, logicamente.

Nero apertou ainda mais a minha mão e eu retribui. Estávamos juntos agora. O que quer que acontecesse, aconteceria. Nada mais ia mudar o que eu estava sentindo.

- Você se mostrou ser uma pedra no sapato muito maior do que imaginei, Kyrie – Ele me olhou azedo. – Mas, tudo bem. Sabe o que fazemos com as pedras? Nós as eliminamos.

- Não antes de elas machucarem seu pé – Terminei.

Ele sorriu sarcasticamente e se aproximou. Nero estava preparado. Na hora em que ele avançou em nossa direção, ele ativou o Devil Bringer e o jogou-o longe.

- Lembro-me de nossa última luta, Sanctus – Nero se retesou. – A luta em que chutei o seu traseiro molenga para bem longe de nossas vidas. A luta em que mandei você e Savior, direto para o Inferno.

Sanctus gargalhou. Uma gargalhada longa e gutural. Meu coração palpitou e eu apertei ainda mais a mão de Nero. Ele, a segurou e depois me colocou novamente atrás dele.

- De fato, meu querido. Mas ainda sim, a Terra é redonda e com certeza ela dá voltas, não é mesmo? Com esse seu ato repentino de amor, - Ele desdenhou explicitamente da palavra. – Eu consegui sobreviver dentre meus domínios. E em pouco tempo, em questão de horas, eu consegui planejar novamente minhas metas.

- Mas não conseguiu, não é mesmo? – Nero debochou. – Se depender de mim, meu caro, não irei abrir nunca essa merda de Portal.

- Ah, é mesmo? – Sanctus ergueu uma sobrancelha.

De relance, percebi dois demônios vindo por trás de mim. Nero estava focado em Sanctus, por isso, em meio segundo eu dei um giro e engatilhei a Glock. Atirei em suas cabeças e em seus corações, e em quase um minuto, os dois estavam caídos.

- Certamente – Eu ergui minha cabeça e joguei minha franja para trás. – Ele não vai abrir essa merda de Portal.

Nero olhou para trás boquiaberto e eu dei um meio sorriso para ele. As pessoas podem mudar, certo?

- Olha para frente, grandão – Eu pisquei.

Ele deu um sorrisinho de lado e deu uma piscadela com um olho azul elétrico, rapidamente se virando e armando seu braço. Meu coração deve ter parado, absolutamente.

- Atacando garotas indefesas, não é mesmo? – Ele começou a se aproximar. – Não em minha presença, meu querido.

Nero atacou.

Como um relâmpago, ele avançou para cima de Sanctus, com todo o ódio e toda dor sobressaindo-se rapidamente.

Sanctus rapidamente entrou em modo de defesa, deixando para lá sua arrogância e em seu lugar, uma espada de uns dois metros de comprimento e aparentemente uns sessenta quilos ficou em seu lugar.

Nero estava completamente desarmado – exceto por seu Devil Bringer. Ainda assim, ele estava muito fraco e cansado, o que lhe dava uma tremenda desvantagem.

Com meu coração apertado, eu o observei lutar, querendo milhões de vezes estar em seu lugar.

Em meio a tudo isso, fiquei imaginando como estavam todos na batalha. Será que estavam vencendo? Ou será que seria outra tragédia com que eu teria que lidar?

Meus olhos encheram-se de lágrimas quando imaginei todas aquelas pessoas morrendo por minha causa.

Quando dei por mim, a batalha a minha frente estava um caos.

Nero estava quase caindo por causa de sua fraqueza. De algum modo, todo aquele processo parece ter drenado todas as suas energias.

Mas ele ainda continuava em pé, firme e forte. Posicionando seu Devil Bringer, ele saltou em um giro de trezentos e sessenta graus, atingindo em cheio o peito de Sanctus.

O velho voou para trás, mas não sem antes golpear Nero.

Este, por sua vez, desviou e voltou a atacar, com uma sequencia de golpes. Toda a raiva do garoto estava sendo descontada naquele momento. Raiva por ter sido enganado, usado e maltratado. Raiva por ter sido sucumbido a aquele pesadelo, sem saber se teria volta ou não.

Sanctus lutava agilmente, golpeando com a espada para todos os lados e atingindo Nero a cada dois golpes.

Eu queria muito tentar ajuda-lo, mas me senti como na última vez em que estivemos juntos.

Eu não conseguia me mexer. Estava dividida entre tentar ajuda-lo e acabar estragando tudo. Na última vez, ele quase perdeu a cabeça quando provoquei um demônio.

E tudo o que eu consegui fora uma clavícula quebrada e um sentimento de culpa para o resto da vida.

Mas eu sabia que isso ficara para trás. Depois de ter quase morrido queimada, ter lutado com demônios, conhecer o Inferno, liderar uma guerra e apanhar do próprio Líder das Trevas, eu não conseguia mais ter medo de nada.

Olhei para a Glock em minhas mãos. Ela era tão poderosa e destrutiva. Obviamente o meu oposto. Por isso, ela era perfeita para mim.

Eu vira tantos guerreiros colocarem nomes em suas armas, mas sempre achei muito clichê. Até mesmo Nero, tinha duas: A espada motorizada que ele dera o nome de Red Queen e seu revólver com bocal duplo, ao qual ele colocara o nome de Blue Rose.

Eu nunca entendera o significado por trás desses nomes, mas também nunca perguntei.

Agora eu entendia. Não é você que escolhe a arma. É ela quem te escolhe. Vergil não a dera para mim por acaso. Ele sabia que ela era especial.

Como eu. De alguma forma, eu tinha um propósito. Eu não era guerreira, nem destrutiva. Mas acabei virando. Quando seu coração é desafiado, você é capaz de fazer loucuras.

Como a Glock. Por isso, um nome especial me veio a mente. Um nome que não me descrevia. Que eu não era. Mas que eu acabei me tornando.

Warrior. Guerreira.

Com isso, eu a segurei mais próxima. Ela não era mais tão pesada. Era perfeita.

No mesmo momento, Nero e Sanctus entraram em uma dança mortal. Nero saltava a cada passo e usava o seu braço a cada segundo.

Ele agarrava o corpo do velhote, mas este desviava e fácil. Sua espada finalmente conseguiu atingir o braço de Nero, fazendo com que ele perdesse um pouco de sua força.

Ele segurou um grito e eu segurei o meu. Eu não poderia interferir.

- Corajoso, hein jovem herói? – Sanctus desdenhou. – Muito bem. Vamos testar essa coragem, então.

O Portal se intensificou, mas não a ponto de ser liberado. Mais demônios saíram, de todas as espécies e foram em direção a Nero. Ao mesmo tempo, Sanctus também foi.

Agora eu entendi.

Ele não conseguiria lutar com todos do jeito que estava.

Ofegando, eu engatilhei minha Warrior e atirei. A bala atingiu a criatura em sua nuca, fazendo com que perdesse o controle. Rapidamente, engatilhei-a e atirei em seu coração.

O demônio caiu aos meus pés.

Todos me olhavam chocados, inclusive Sanctus. Levantei minha cabeça e encarei Nero. Minha mensagem era clara.

Não se preocupe com isso. Vamos vencer isso. Juntos.

Ele abriu um pequeno sorriso e virou-se na direção de Sanctus.

- Isso vai acabar agora, velhote – E com um rugido, ele lançou o Devil Bringer em sua direção.

Os demônios começaram a atacar. Eles atacavam Nero e eu, mas conseguimos equilibrar.

Transportei a Glock acima da cabeça e tentei saltar. Não foi bem o que eu esperava, mas eu tivera algumas aulas de atletismo e ginástica. Credo era bem exigente.

Com uma abertura aérea, metralhei duas criaturas e cai deitada em cima de outro.

Desviando-me de suas garras, atirei no meio de seus olhos, fazendo com que eles se esbugalhassem e o sangue jorrasse arduamente.

Com a sua própria garra, cortei seu peito, fazendo com que seu sangue jorrasse e seu coração fosse parar em minhas mãos.

Ótimo. E meu estômago? Coloco aonde mesmo?

Nesse meio tempo, um desgraçado me agarrou por trás e eu fiquei presa. Dei um tiro em seu pé e ele me soltou. Fiz o mesmo processo dos outros.

Algumas vezes, eu ouvia demônios sendo dissipados por Nero. Mas ele ainda estava com a concentração maior em Sanctus.

Os dois começaram a ganhar terreno, mas ainda assim, a luta não estava muito justa.

Ele precisava de ajuda.

Enquanto metralhava mais um demônio, eu avistei um artefato. É claro que eu já a vira ali. Brilhante, reluzente e poderosa.

Yamato.

Ela estava segurando os dois mundos, como se fosse uma ponte entre eles.

Era isso. Era disso que ele precisava.

Comecei a correr, me desviando das criaturas e me joguei próximo ao Portal. Precisei tomar cuidado para não cair ali dentro.

Quando eu estava próxima a espada, um demônio se prostrou em minha frente.

Seus olhos malignos me gelaram a alma, mas eu não tinha alternativa. Com um grito, atirei em sua testa e ele ficou tonto.

Era o que eu precisava. Comecei a escalar o bicho, segurando em seus membros e indo na direção de sua cabeça.

Eu não era muito alta, mas ainda assim, deu para o gasto. Atirei minha mão até a espada e agarrei. Ao mesmo tempo, eu ouvi um grito.

- Não! – Ouvi a voz de Sanctus. – Fique longe disso, sua garota de merda!

Ele avançou na minha direção.

Nero pulou atrás dele e eu agarrei Yamato. Senti um calor enorme percorrer meu corpo, e o peso da espada me sucumbiu.

Antes que Sanctus chegasse até mim, peguei a espada e a lancei com toda a força que tinha. O movimento estralou a minha clavícula ruim e eu berrei.

Nero lançou o braço no mesmo momento e agarrou a espada. Um brilho azul intenso o atingiu e seu Devil Triger foi ativado.

Nero duplicou sua força e seus olhos ficaram totalmente vermelhos. Sanctus estava despreparado para essa trama.

Com uma força do tamanho do universo, o meio-demônio gritou e lançou seu braço demoníaco na direção de Sanctus, atravessando seu corpo com ele.

Seus dedos ultrapassaram todo o corpo lateral de Sanctus e foram na direção de seu peito. Seu sangue jorrava descontroladamente e o demônio urrou em agonia.

Nero caminhou seu braço internamente e foi até o coração de Sanctus. Com seus dedos, ele começou a apertar o órgão. Os olhos do Líder se esbugalharam e Nero sorriu.

O sangue jorrava descontroladamente.

- Acabou, velho – Nero gritou. – Desista.

- Nunca – Sanctus cuspiu um jorro de sangue.

Nero deu de ombros e sacou a Yamato com sua mão esquerda. Com uma força descomunal, a espada foi na direção da garganta do velho, cortando-a em duas.

O último chiado de Sanctus saiu de seus lábios e as mãos de Nero soltaram o velho.

Seus olhos não tinham mais foco, mas de alguma forma, ele conseguiu-os focar em mim.

Eu estava pendurada pelo braço do demônio, este perdendo sua força, devido a derrota de Sanctus.

- Ainda... Não... Acabou – E com um sorriso sombrio, seus olhos perderam o foco.

O demônio me soltou, sumindo no ar.

Fraca, eu não consegui me equilibrar e cai. Fechei meus olhos já pressentindo a queda.

Mas não senti nada.

- Abra os olhos – Ouvi uma voz suave.

No mesmo momento, eu pulei nos braços de Nero, tremendo e chorando. Warrior caiu de minhas mãos, e eu a deixei ali.

Nada poderia atrapalhar aquilo. Nada mesmo.

- Você... Foi... Incrível – Senti os olhos de Nero em mim. Abri um sorriso fraco na sua direção e ele beijou minha testa.

- Não tanto quanto você.

- Acredite princesa, eu não cheguei nem perto. Eu sempre soube que você é uma guerreira, Kyrie. Você só precisava se libertar. – Ele sorriu. – Mas se me der um ataque cardíaco de novo, eu te mato.

Nós dois rimos e por um momento eu era a menina mais feliz desse mundo. Eu tinha conseguido o que eu tentei fazer por dias, e tudo saíra bem.

Ele estava ali. Eu estava ali. Sanctus estava morto. E tudo havia acabado.

Mas por que meu coração dizia que não? Por que eu não conseguia acreditar que estava tudo acabado?

Isso ainda não acabou. Ouvi as palavras de Sanctus na minha mente.

A guerra. Ainda não havia acabado. Lembrei-me da última vez em que Nero lutara com Sanctus. Sua forma mortal pode ter sido destruída.

Mas Savior ainda estava presente. A alma do demônio estava na estátua. Para destruí-lo de vez...

- Nero! – Eu gritei alarmada. – A guerra... Sanctus... Savior...

Seus olhos transbordaram a compreensão. Ele havia entendido.

Segurei sua mão na minha e entrelacei meus dedos nos seus. Levantamo-nos e fomos à direção do Portal.

Olhei para baixo, naquela direção e tremi. Aquele foi um dos piores momentos de minha vida, mas ainda assim, tinha que ser feito.

E agora eu estava com um bônus. Nero estava ao meu lado.

Nada disso iria mudar.

- É... Esse é o nosso preço – Murmurei baixinho.

Senti seus lábios em meus cabelos.

- Estamos juntos nessa, Kyrie.

Assenti.

Juntos. Isso já estava soando perfeitamente aos meus ouvidos.

Segurei sua mão e pulamos juntos.

O round final estava para começar.

Notas finais
Ahá! Deixei a melhor parte para depois? Ou não? Vocês que decidem. Ah, e sim! Hahahaha! Eu não fiz igual ao game! Aí também tem emoções entre casais KKKKK, ~le tapa~. E FINALMENTE O NERO DEIXOU DE SER BV! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK não resisti ~le porrada de novo~. O desfecho está para acontecer. E a história está chegando ao fim :( Mas ainda assim, mesmo depois de ter acabado... Ela sempre estará aqui. E vocês sempre estarão em meu coração! Por todo esse apoio, mesmo que não tenham muitos leitores. Ainda assim, foi uma das melhores experiências que tive! Muito obrigada mesmo! Agora, vou dar um intervalo de vinte minutos e vou lançar os três capítulos finais! Ok? Beeeeijinhos e até mais!