Shake The Pompoms
2 1. Homem-fatal
Notas iniciais
1. Homem-fatal
Eu apenas queria ser superdotada ao ponto de conseguir criar uma bomba para explodir esse colégio. E o Sr. Molina junto.
Andei a passos duros pelos corredores vazios do colégio, a caminho da biblioteca. As aulas já haviam terminado e todos estavam na quadra esportiva coberta do colégio, esperando a hora em que o jogo de basquete começaria. Seria o time do nosso colégio contra o time de outro colégio. Nada que me atraísse.
Ajeitei os óculos no rosto que sempre teimava em cair, e finalmente cheguei à biblioteca. Fiquei uns 10 minutos procurando por um livro de Biologia que me ajudasse no trabalho, e finalmente o achei. Cadastrei o empréstimo dele com a bibliotecária e saí, suspirando aliviada. Agora era só chegar em casa e me afundar em textos e...
Meu celular tocou. O peguei no bolso da calça e vi que era Rose – minha melhor amiga – que me ligava. Rapidamente o atendi.
– Cadê você?
Aprendam belas e educadas formas de cumprimentar as pessoas com: Rosalie Hale.
– Acabei de sair da biblioteca e estou a caminho de casa. – falei assim que coloquei os pés no estacionamento.
Com os olhos eu procurei pelo meu carro, enquanto Rose gritava comigo pelo celular.
– Os meninos logo entrarão na quadra e será divertido! Venha assistir o jogo, por favor!
– Rose, você sabe que eu não curto muito essas coisas. – suspirei. – Fora que você ficará lá com as outras cheerleaders. Vou ficar sozinha? Não, obrigada.
– Assim que terminarmos a coreografia eu ficarei com você! – falou. – Venha, por favor!
Suspirei, já ao lado do meu carro. Rose realmente conseguia vencer as pessoas pelo cansaço. Murmurei um “Tudo bem” desanimado e encerramos a chamada. Abri o carro apenas para guardar o livro e a minha mochila, e logo estava a caminho da quadra. Do lado de fora eu já conseguia ouvir os gritos das pessoas na arquibancada e o som da banda tocando. Pude imaginar Mike Newton em sua roupa de tigre correndo de um lado para o outro na quadra, e rebolando.
Suspirei desanimada. Decidi entrar pela porta dos fundos, próxima aos vestiários. Nem morta iria entrar já no meio daquela “festa” toda. Dei a volta por toda a construção e cheguei aos fundos. Abri a porta que havia lá e consegui ouvir o falatório dos garotos no vestiário. Passei rapidamente pelo corredor e, quando estava quase chegando à parte que me levaria até a arquibancada, ouvi vozes vindas de um dos corredores.
Não que eu seja fofoqueira nem nada do tipo, mas eu sou curiosa.
Eu me esgueirei pelos cantos até conseguir ouvir bem as vozes das pessoas que estavam ali. Era um garoto e uma garota, hm...
Disfarçadamente eu olhei para o corredor, escondida atrás da parede, para ver quem era. Gente, eles falavam tão alto e...
– Edward, eu já disse que não!
Arregalei os olhos ao ver que era Tanya Denali, a chefe das líderes de torcida, e Edward Cullen, o garoto do jornal da escola que era considerado o “Nerd-Gostosão”. Edward segurava um pacote com embrulho de presente, e Tanya tinha os braços cruzados, olhando para ele com a expressão fechada.
– Por favor, Tanya! – ele disse.
Tanya revirou os olhos.
– Edward, eu não vou sair com você. E não adianta tentar me subornar com presentes, se eu disse não, é não! – ela bateu o pé.
– Por que nunca aceita meus convites?
– Porque eu não gosto de você! – ela falou irritada. – Eu já repeti isso milhões de vezes, você não entende?!
Simples e direta, assim era Tanya Denali.
Revirei os olhos. Eu não gostava dessa garota. Ela era amiga de Rose, e também de Alice – minha prima – e Nessie.
Edward... Bom, eu tenho aulas de Biologia e de Literatura com ele. E faço dupla com ele na aula de Biologia. Ele é bem inteligente, e nas vezes em que eu achei melhor dormir do que fazer os exercícios que o professor passava, ele fez tudo por mim sem reclamar. E ainda sorriu no final e me desejou bom dia.
Ou seja: se eu pudesse, dava uns beijos nele de agradecimento, mas acho que ele iria sair correndo.
– Mas Tanya... – Edward tentou falar.
Tanya revirou os olhos e bufou audivelmente.
– Edward, pare. Esqueça isso. – falou com a voz dura. – Eu tenho que ir agora.
Sem olhos nos olhos dele, ela lhe deu as costas e começou a vir na direção em que eu estava escondida. Rapidamente eu me escondi atrás de uma lixeira grande que havia ali, e ela foi para o outro lado, para o corredor que a levaria até a lateral da arquibancada. Saí do meu esconderijo e olhei para Edward, que já ia pelo mesmo caminho pelo qual Tanya passou. Ele arqueou as sobrancelhas ao me ver, e parou onde estava.
Cruzei os braços, crispando os olhos para ele.
– Você é um idiota. – falei.
– O quê?
– Idiota. Você. – falei pausadamente. – Quero dizer... É Tanya Denali. Espera o que dela? Declarações e beijinhos apaixonados?
Ele suspirou, desviando o olhar do meu.
– Olha, eu não quero ser rude, mas isso não tem nada a ver com você. – falou.
Dei de ombros.
– Ok, tudo bem. Eu só acho que, como ela falou, é melhor esquecer isso. Conselho de amiga. – falei, sorrindo levemente. – Pelo o que eu vi e ouvi, acho que não tem jeito de você conquistá-la.
Edward bufou, e abriu a boca para falar algo. Com certeza iria mandar eu ir à merda, então eu rapidamente comecei a andar no caminho ao contrário em que ele estava, voltando para a porta dos fundos. Mas quando eu coloquei a mão na maçaneta da porta, ele gritou meu nome.
Olhei para trás, e ele andava rapidamente até mim, com um sorriso de orelha a orelha e os olhos brilhantes.
Ele é bipolar?
– Você é uma garota! – falou de repente, animado demais.
– Acho que sim. – resmunguei. – Pelo menos é o que eu vejo quando me olho no espelho.
– Garotas entendem outras garotas! – constatou. – Certo?
– Olha, no meu caso... – murmurei incerta, coçando a cabeça.
Eu ia dizer que eu não entendia nada, nem ninguém, nem eu mesma. Mas ele me segurou pelos ombros, ainda sorrindo. Esse cara é louco ou o quê?
– Você poderia me ajudar! Quero dizer, você é uma menina, então com certeza seria de grande utilidade em descobrir como eu poderia conquistar a Tanya!
“Seria de grande utilidade”. EU SOU UM OBJETO DE CONQUISTA AGORA?
– Pode esquecer. – falei de desvencilhando de suas mãos e dando dois passos para trás. – Eu não me dou com a Tanya, então...
– Mas... – ele me olhou com uma carinha de dar dó. – Mas poderíamos fazer um acordo então!
O olhei desconfiada.
– E esse acordo seria...?
– Você me ajuda a conquistar a Tanya, e em troca... – ele suspirou pensativo. – Eu faço todos os seus trabalhos. Até o fim do ano.
Opa.
Sorri abertamente.
– Se prepare, porque o próximo Dia dos Namorados você não passa solteiro! – falei, estendendo a mão para ele.
Edward riu e apertou minha mão, selando nosso acordo.
(...)
2 dias depois...
Eu estacionei meu carro em frente a minha casa, e olhei para Edward pelo canto dos olhos. Ele tinha aquele sorriso idiota no rosto, e revirei os olhos.
– Olha só, a minha mãe está em casa, então você diz oi e me segue até o quarto, entendeu? – falei rapidamente, pegando minha mochila no banco de trás do carro.
– Só digo oi?
– Exato. – resmunguei, saindo do carro.
Edward saiu do carro e bateu a porta, ajeitando a mochila no ombro.
– Recebi mais educação, sabe. – ele resmungou.
Revirei os olhos. Edward Cullen e sua mania de ser educadinho o tempo inteiro. Ok, eu também fui educada bem, mas não pode dar muita trela para a minha mãe.
Eu a conheço bem...
– Mãe, eu cheguei! – gritei assim que entrei em casa. – Lembre-se do que eu disse. – sussurrei para Edward.
– Oi, filha. – minha mãe apareceu, e sorriu abertamente ao ver Edward. – Ai meu Deus, é o seu namorado?!
Droga.
– Não. Esse é Edward Cullen, um... Amigo meu. – apresentei.
Edward sorriu todo educado, e minha mãe já foi dando beijinho no rosto dele.
– Vai ficar para almoçar, Edward? – ela perguntou animadinha demais.
Mães foram criadas apenas para nos fazer passar vergonha.
– Ele não vai, apenas vamos terminar de fazer um trabalho! – falei, antes que ele tivesse a chance de dizer algo. – Vamos, Edward.
Ele sorriu para mim mãe e me acompanhou até meu quarto.
Joguei minha mochila em um canto qualquer e tirei meu tênis. Edward se jogou na minha poltrona que ficava ao lado da porta da varanda e me olhou. Eu me agachei ao lado da cama e, de debaixo dela, tirei um quadro branco.
Rapidamente montei o quadro em seus pés de apoio e peguei a caneta piloto para escrever. No topo do quadro, em letras garrafais, escrevi “MISSÃO (IMPOSSÍVEL): CONQUISTAR TANYA DENALI!”.
Edward bufou.
– Com todo esse seu pessimismo e áurea negativa, nós nunca conseguiremos fazer ela se apaixonar por mim! – ela reclamou, ficando de pé e parando ao meu lado, olhando para o quadro.
– Mas será impossível mesmo, ainda mais se você ficar olhando para ela com essa cara de peixe morto.
Ele me olhou sério. Dei de ombros.
Edward pegou o piloto da minha mão e apagou minha frase, em seguida escrevendo “MISSÃO (POSSÍVEL): CONQUISTAR TANYA DENALI”.
Revirei os olhos.
Ele ainda não estava preparado para a vida, sonhando desse jeito.
Eu me joguei em minha cama, e ele sentou na poltrona novamente.
– Olha, para conseguirmos fazer aquela megera gostar de você, teremos que dar um jeito em você também, querido. – falei.
Edward revirou os olhos e ficou me olhando. Observei bem o seu rosto, à procura de algo que pudéssemos mudar para ver se melhorava. Mas melhorar seu rosto seria algo impossível, porque não tinha NADA para ser melhorado. Olhei seu corpo.
Ele nasceu com Photoshop embutido? Mas que porr...
Sentei na cama rapidamente, olhando-o de forma decidida.
– Olha, você terá que mudar esse seu jeito acanhado, entendeu? Nada de ficar gaguejando!
– Eu não gaguejo.
– Eu o ouvi gaguejar enquanto conversava com a Tanya no dia do jogo.
Edward abaixou os olhos, constrangido. Bufei.
– Levanta essa cabeça, homem! – ralhei, e ele rapidamente fez o que mandei. – Você terá que ser um homem-fatal!
Edward riu alto.
– Bella, eu não vou me transformar em um “homem-fatal”! Eu quero que Tanya goste de mim do jeito que eu sou. – falou.
Ah, que fofinho.
Alguém dá uns tapas na cara dele?
– Ah, e me diga: fazê-la gostar de você do jeito que você é está funcionando? – sorri com ironia.
Edward ficou sério e suspirou, passando a mão pelos cabelos cor de bronze, lisos e revoltos. Por fim, ele me olhou decidido.
– Me transformarei em um homem-fatal. – falou com a voz mais grossa.
Sorri, controlando a vontade de rir. Edward tentando ser mais másculo era engraçado, não combinava com ele. Ele era tão... Garoto-gato-de-biblioteca!
Ajeitei meus óculos no rosto, — essa coisa do demo vivia caindo – e fiquei de pé em frente ao quadro. Edward fez o mesmo. Peguei o piloto novamente e criei um tópico, enquanto ele observava o que eu escrevia.
“PLANO A: VIRAR UM HOMEM-FATAL E FAZER TANYA DENALI FICAR DE QUATRO!”.
Edward riu.
– Olha, isso aí dela ficar de quatro pega meio mal... – ele falou.
O olhei sem entender. Por que pegaria mal?
– Como assim? – perguntei.
Edward riu novamente e bagunçou meus cabelos já bagunçados.
Muito obrigada, Cullen.
– Você é tão inocente! – ele falou risonho. – Mas enfim, amanhã colocamos o plano em prática. Eu tenho que ir para casa estudar agora, teremos uma prova de Biologia amanhã e...
Antes que ele terminasse de falar, eu peguei sua mochila e joguei para ele pegá-la no ar, logo o empurrando para fora do meu refúgio.
– Chega desse papo nerd, vai embora logo. – resmunguei.
Assim que descemos as escadas, minha mãe apareceu na porta da cozinha com uma bandeja com suco e biscoitinhos. Bufei.
– Ah, já vai embora, Edward? Eu estava levando um lanchinho para vocês. – ela lamuriou.
Edward olhou para os biscoitos e fez uma carinha triste. Peguei alguns da bandeja e coloquei-os em sua mão. Edward riu e comeu um.
– Ele tem que estudar, ele vive apenas para isso! – falei, forçando um sorriso para minha mãe. – Tchau, Edward.
O empurrei para fora da minha casa e o ouvi gritar um “Seja educada!” quando bati a porta na sua cara. Virei para minha mãe.
Renée Swan não parecia satisfeita.
– Não se trata o namorado assim, Isabella! – ela recriminou.
Revirei os olhos. Peguei a bandeja de suas mãos e beijei seu rosto.
– Obrigada pelos biscoitos! – gritei enquanto subia as escadas novamente.
(...)
Acordei no dia seguinte desejando derramamento de sangue.
Mentira, não tanto assim, mas se me irritassem hoje isso iria acontecer e eu provavelmente iria para um reformatório. Será que lá eles nos obrigam a fazer avaliações de Biologia? Acho que não.
O reformatório provavelmente é um lugar bem legal.
E para melhorar ainda mais a minha manhã, minha mãe decidiu que colocar todas as minhas calças jeans para lavar de uma vez só seria algo muito divertido, então eu tive que vestir a primeira coisa que vi: uma saia.
Eu estacionei minha amada caminhonete em uma vaga no estacionamento do colégio e saí me arrastando. Tentei puxar o pedaço de pano que chamavam de saia um pouco para baixo, incomodada com minhas pernas tão à mostra.
O estacionamento estava lotado. No outro lado estava Rose, Nessie e Alice. Nessie é prima de Rose, e Alice é minha prima.
Alice me viu e começou a acenar. Ela me lembrava-me uma fada, e eu controlei a vontade de rir ao vê-la no meio das cheerleaders e dos garotos do time de basquete. Parecia uma criança no meio de adultos.
Andei até lá e cumprimentei alguns dos garotos. Emmett Cullen, — que por ironia do destino é irmão do Edward – tentava inutilmente flertar com Rose, que dava umas patadas nele.
Às vezes dava pena de quem se apaixonava por Rosalie. Sério.
– Estou mesmo vivendo o dia em que vejo Isabella Swan mostrando as pernas?! – Nessie riu. – Que milagre é esse?
Revirei os olhos, ajeitando os óculos no rosto. Eu definitivamente tenho que comprar lentes.
– Minha mãe botou todas as minhas calças para lavar. – respondi.
– Até aquela calça rosa que eu te dei de presente? – Alice perguntou.
Eu olhei-a, séria.
– Alice, não se usa aquilo para vir à escola, e sim para ir a uma festa de Halloween.
As meninas riram alto, e Alice fingiu uma expressão triste. Sorri para ela, e ouvi um carro entrando no estacionamento. Olhei para trás e vi que era o Volvo de Edward. Quando ele saiu do carro, com sua mochila pendurada em um ombro e sua pasta marrom de sempre em mãos, me despedi das meninas e fui até ele.
– Preparado? – perguntei assim que me aproximei.
Ele deu um sorriso amarelo.
– Não.
Sorri e ouvimos uma voz conhecida soando pelo estacionamento. Olhamos em direção onde as meninas estavam, e vimos Tanya se juntando a elas e aos rapazes do time. Controlei minha vontade de revirar os olhos ao ver seus sorrisinhos e suas jogadas de cabelo oxigenado.
Ok, talvez fossem loiros naturais, mas eu definitivamente não ia com a cara dela.
Olhei para Edward e vi que ele praticamente babava enquanto a observava sem piscar.
– Ela parece uma bonequinha, né? – ele perguntou.
Só se for de vudu.
– Sim, linda como uma Barbie. – resmunguei. – Agora vamos esperar ela ir até o armário dela antes das aulas e você parte para o ataque, entendeu?
– Mas você acha que vai dar certo? – ele perguntou receoso.
NÃO!
– Claro! – sorri abertamente.
Edward assentiu, parecendo confiante.
– Agora vamos às regras! – falei rapidamente. – Regra número um: não gagueje. Regra número dois: não pisque como se tivesse algum tique nervoso. Regra número três: não a bajule tanto.
– Tudo isso?
– Você não quer conquistá-la? Garotas como Tanya não gostam de tanta bajulação, você tem que agir como se ela precisasse de você, e não o contrário!
Edward suspirou, com os ombros caídos.
– Mas é o contrário.
Mordi o lábio inferior para não gritar um palavrão.
VAI TER DERRAMAMENTO DE SANGUE!
Segurei o Sr. Inseguro pelos ombros e o sacudi.
– Edward, pelo amor de Deus, para com isso! – pedi desesperada. – Sério, eu acho que nunca vi um garoto tão inseguro, frouxo e tonto como você!
Edward bufou visivelmente irritado. Ótimo, consegui ferir o ego dele.
– Ok, eu vou lá e vou tratá-la como objeto. – ele praticamente rosnou. – É bom que tudo isso dê certo, Swan. Caso contrário, nada de trabalhos prontos.
Arqueei uma sobrancelha.
– Foi você que pediu a minha ajuda, não adianta reclamar!
Ele ia responder algo quando eu vi Tanya indo para dentro do colégio, sozinha. Peguei Edward pelo braço e saí rebocando-o, a seguindo. Viramos dois corredores e a vimos abrindo seu armário no fim de um deles. Segurei Edward pelos ombros novamente.
– Vai lá e arrasa! – falei, empurrando-o em direção de Tanya.
Ele revirou os olhos e, quando me deu as costas para ir até lá, dei um tapinha em sua bunda. Ele me olhou pasmo e eu balancei as mãos para que ele fosse logo.
Edward respirou fundo e foi. Fiquei escondida atrás da parede, espionando. Edward chegou perto de Tanya e se encostou ao lado do armário da mesma, cruzando os braços. Como ela estava de costas para mim e ele de frente, era possível ver a cara de sedutor dele.
Um sedutor muito barato.
– Olá. – ele disse com a voz mais grossa.
“OLÁ”?! QUEM DIZ “OLÁ” QUANDO VAI CHEGAR EM UMA GAROTA?!
Tanya o olhou como se ele fosse um alien e o ignorou, continuando a pegar seus livros.
Eu também o ignoraria.
– Eu estava pensando se você não gostaria de dar um rolé comigo, gata.
Puta. Que. Pariu.
Escondi o rosto em minhas mãos, sentindo uma vergonha alheia absurda.
Tanya fechou o armário com força, olhando-o com desdém.
– Edward, você faz aula para ser ridículo, ou você já nasceu assim mesmo? – ela perguntou.
Controlei a vontade de rir, enquanto Edward fazia cara de quem comeu limão.
– Um dia você vai cair na minha, gata. – ele disse, estufando o peito.
CHEGA DE “GATA”, HOMEM! PARA COM ISSO!
Pude ver que Tanya controlou a vontade de rir. Ela trancou seu armário e deu as costas a Edward, indo embora.
Os braços de Edward caíram ao lado de seu corpo e ele me olhou com os olhos crispados. Não aguentei mais segurar e ri alto. Ele bufou.
– Você foi incrível! – falei entre risos. – Agora vamos para o Plano B!
Edward revirou os olhos e passou por mim, pegando-me pelo cotovelo e me arrastando para a nossa aula de Biologia. Não consegui parar de rir até a prova começar.
Vai ser uma longa caminhada até fazer Tanya Denali gostar de Edward...
Mas ao menos terei uma diversão particular
Notas finais
O próximo capítulo JÁ ESTÁ PRONTO, mas a Carol só vai postar quando tiver reviews, gente!
Ah, e a postagem dessa fic será assim: Um capítulo meu, um capítulo da Carol, um meu, um da Carol... E assim vai. Entenderam, né? HAUHAHAHUA.
Eu e ela estamos MUITO animadas por começar essa história, de verdade, então mandem review, galera! Nos anime mais! *u*
Beeeeeeeeeeijos!
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