Shadows Of The Soul- Livro 2
29 Capitulo 29
Eu não agüentava mais o silencio que se instalara no carro, Miguel dirigia com os olhos fixos na estrada enquanto eu me encolhi no banco de passageiro a seu lado.
Depois de algumas horas decidi ligar o radio, escolhi uma musica de piano, o toque era suave e me lembrava de momentos felizes ao lado de Jully e Janny, quando eu era apenas uma estudante órfã de mãe e louca pela atenção do pai... Em algum momento cai no sono... Acordei assustada, notei no mesmo instante que havíamos parado e que Miguel já não estava a meu lado. Com dificuldade abri a porta do carro e pulei pra fora atenta a todos os barulhos a meu redor. Caminhei dois passos e fui parada por um toque em meu ombro que me fez pular instantaneamente.–Quer café?–Miguel, mas que droga, quer me matar de susto? Ele abriu um sorriso torto e me esticou um copo descartável. Respirei algumas vezes tentando controlar minha respiração, e disse entre dentes.–Você sabe que não tomo café. Ele deu de ombros e virou as costas caminhando em direção ao carro. Apressei o passo e o segui.–Ei ainda falta muito?–Mais 2 horas até o heliporto.–Hum, OK.–Vai querer beber alguma coisa?–Acho que vou ao Toalete... Ele indicou o caminho e dei um aceno em agradecimento. No banheiro aproveitei para me molhar, eu não havia percebido o quão quente eu estava até aquele momento. Na saída passei pela pequena loja de conveniência e comprei um suco de maracujá e um pedaço de bolo de banana com canela. Quando voltei Miguel estava sentado sobre o capo do carro já me esperando.–Mais alguma coisa?–Acho que não. Ele foi até a porta do passageiro e a abriu para mim.–Então vamos.–Obrigada. Sentei com as pernas cruzadas e coloquei o cinto, depois comecei a mordisca pedaços pequenos do bolo. Miguel sentou a meu lado e voltou para estrada.–Quer um pedaço?–Não.–Tudo bem. Durante as duas horas seguintes ninguém falou mais nada, só se ouvia o barulho do motor e de nossas respirações... No heliporto Miguel pediu que eu ficasse no carro enquanto ele encontrava um piloto disposto a nos levar. Cerca de vinte minutos depois já estávamos acomodados em um jatinho particular a caminho do colégio
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