Notas iniciais
Ola amados, estou de volta, e chegando com grande estilo, este capitulo esta recheado de suspense....
um mega beijo e obrigada por esperarem!

Caminhamos calados até a porta de entrada, me despedi de Jon com um singelo beijo e de Evans com um simples aceno de cabeça. Os garotos resolveram não subir, afinal alguém poderia ver e interpretar de forma errada.

Saímos do elevador e caminhamos pelo corredor caladas, um silencio horripilante pairava no ar, parei de frente a porta de nosso quarto, olhei pra Jully e percebi que a tensão havia voltado a se instalar em seu corpo e respirei fundo antes de abrir.

O quarto estava escuro e ainda mais silencioso que o corredor, entrei e deixei que meus olhos se acostumassem com a falta de luz antes de dar os primeiros paços. Dirigi meu olhar pra cama de Janny e senti um enorme alivio ao perceber que ela estava deitada e dormindo. Jully entrou e fechou a porta atrás de si bem devagar, sem duvida nossa linha de raciocínio estava direcionada a apenas um pensamento: Não acordar Janny de jeito nenhum.

Entramos no banheiro juntas, fechando a porta antes de acender a luz, parei um segundo em frente ao espelho olhando para o reflexo de Jully atrás de mim. Virei-me pra ela pronta pra descobrir se eu tinha razão sobre seu novos sentimentos.

-O que achou da noite?

Ela suspirou e virou para o armário fingindo procurar algo, essa era uma das reações que ela tinha ao tentar me esconder alguma coisa, era incrível como eu a decifrava tão facilmente.

-Foi interessante...

-Interessante?

-Sim.

Resolvi ser um pouco mais especifica em minhas

perguntas a fim de obter melhores resultados.

-E quanto ao Evans?

Percebi que seu corpo se enrijeceu a simples menção do nome dele.

-O que... O que... O que tem ele?

Minha pergunta a deixou nervosa a tal ponto de nem conseguir formular algo coerente para falar. Tentei mais uma vez.

-O que achou dele?

-Ah, sei lá, tipo, ele parece ser um cara bacana alem de ser muito lindo.

-Ju, você sabe que te amo muito né?

-Sim, eu sei, mas por que isso agora?

-Por nada, só queria ter certeza...

Ela me olhou sugestivamente e por um segundo pensei em lhe contar toda a verdade, mas eu sabia que não devia afinal esse não era um segredo meu, se alguém iria revela-lo esse alguém seria Evans. Gesticulei para pia a fim de mostrar que pretendia retirar a maquiagem, Jully saiu da frente e sentou-se no vaso.
-Não tivemos a oportunidade de falar sobre o que aconteceu hoje de manhã...

-Pois é, parece até que foi há um século...

-Ally, você acha que é normal essa atitude da minha irmã?

Parei no mesmo instante o que estava fazendo pra encarar Jully.

-Com sinceridade? Não, se me permite, essa é uma atitude que poderíamos esperar de você, por favor, não leve a mal, é que você sempre foi mais do contra, mais dona de si e ela sempre foi mais certinha, calma...

-Eu entendo, e é por isso que estou tão assustada.

-Acredite se existe algo a ser descoberto Katy é a pessoa mais indicada a descobrir, assim que a Janny for falar com ela teremos uma resposta.

-É você deve ter razão. Acabou?

-Não, que tal vir me ajudar?

Terminamos de tirar a maquiagem uma da outra e nos trocamos. Abri a porta o mais silenciosamente possível, espreitei e vi que Janny ainda dormia profundamente.

-Ally, posso dormi com você?

-Pode sim, vem cá.

Deitamos as duas em minha cama de solteiro. Em poucos minutos Jully caiu no sono. Assim que consegui dormir encontrei Jon em meio a meus sonhos, e assim toda a tensão existente desapareceu dando lugar a outros sentimentos puros e verdadeiros.

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Na manha seguinte acordei sozinha no quarto, pra minha surpresa nenhuma das gemias se encontrava por lá, lembrei que elas deviam ter ido ajudar na cantina (o que era parte do castigo), me levantei, escovei os dentes, penteei o cabelo, arrumei a cama e troquei de roupa, hoje não teríamos aulas a tarde por isso nem me preocupei em correr para tomar café, pois sabia que a maioria dos alunos só estaria de pé depois das 11h.

Peguei o elevador até o térreo, a sala comum estava praticamente vazia assim como a cantina. Jully estava ajudando a servir algumas mesas quando cheguei. Ela abriu um pequeno sorriso ao me ver.

-Pensei que fosse dormir até mais tarde...

-A não, eu tenho que encontrar com o pessoal do comitê para saber no que posso ajudar nos preparativos.

Ela baixou a cabeça ficando vermelha instantaneamente.

-Desculpe.

-Por quê?

-Por ter metido você nisso tudo.

-Não se desculpe. Cadê a Janny?

-Saio antes de mim, achei que viria pra cá, mas disseram que aqui ela não passou...

-Estranho, ela sabe que faz parte do castigo, será que ela tá pensando em não cumprir?

-Não duvido de mais nada que venha dela. Vou terminar meu serviço por aqui, depois conversamos mais.

-Ta bom, até mais tarde.

Eu já ia saindo quando Jully me puxou de volta.

-Você vai sair hoje com o Jon?

-Não sei ainda, por quê?

-Nada...

-Ah, deixe-me adivinhar, você quer saber do Evans, acertei?

Ela ficou vermelha feito um pimentão.

-Claro que não Ally, que loucura, acontece que não quero ficar sozinha com a Janny, sabe como é ainda não conversamos e tal, quero que ela peça no mínimo desculpa pra mim, afinal foi ela que me agrediu por causa daquele... Daquele... Ah, não consegui nem pronunciar o nome do idiota.

-Sei, vou fingir que acredito.

-Mas é verdade.

-Tá. Vou ver com o Jon se eu encontrar com ele, agora me deixa ir porque ainda tenho um trabalho pra

entregar na terça.

-Ok, até mais tarde.

Sai da cantina e encontrei o grupo de comitê conversando, eles disseram que só pretendiam começar os preparativos para a festa na sexta, então fui em direção à biblioteca, no caminho passei pela porta de Katy e resolvi dar um oi.

Conversamos por um bom tempo, ela me convidou para almoçar e aceitei, ela ligou na mansão e Astolfo logo trouxe nossa comida, era incrível como os vampiros eram sempre tão rápidos. Resolvi que já que estava lá podia ter mais uma sessão de terapia, era bom poder falar como eu realmente me sentia com o fato de ser esquecida por meu pai...

As horas passaram rápido, sai da sala de Katy às 17h. Fui direto para a biblioteca, afinal ainda tinha o bendito trabalho a terminar.

A sala estava vazia quando entrei, nem mesmo a bibliotecária estava lá. Fui até o computador central e digitei o nome do livro que eu precisava para a pesquisa, em poucos segundos encontrei o livro dentre os muitos outros das prateleiras. Sentei-me em uma das mesas no fundo da sala e comecei a ler.

Relâmpagos sovam ao longe e a escuridão já tomava conta do céu.

A cada parágrafo que eu lia ia anotando os pontos necessários para o trabalho. As 21h resolvi parar com minha leitura e procurar algo para comer. Encontrei no fim do corredor a maquina de salgados, que graças aos céus estava cheio. Peguei o necessário e voltei para a biblioteca.

A sala continuava vazia, sentei mais uma vez na mesa e continuei a ler, anotar pontos importantes e comer.

As horas passaram depressa, lá fora uma chuva forte tomava conta do céu que já estava mais preto que o habitual. De repente ouvi um estrondo e todas as luzes se apagaram de uma só vez, deixando-me numa completa escuridão.

Levantei-me depressa a fim de chegar até a porta, tentei forçar meus olhos a enxergar o caminho, dei alguns passos pra frente e no mesmo instante pude ouvir um punhado de livros sendo arremessado no chão, tentei gritar, mas minha voz ficou presa na garganta, eu sabia que havia algo de errado acontecendo no mesmo instante que um cheiro de coisas podres invadiu o ar, fiz um mapa mental da sala, eu sabia que se encontrasse as paredes poderia tatear até as portas duplas. Andei alguns passos para o lado em meio à escuridão, meu coração batia cada vez mais acelerado, ouvi passos se arrastando pra perto de mim, os pelos de minha nuca eriçaram, com muito sacrifício encontrei minha voz e comecei a gritar, fechei meus olhos com força desejando que “aquilo” se afastasse de mim.
Mãos fortes me apertaram, tentei me soltar, lutei desesperadamente gritando com mais força a cada segundo. Perdi o ar e desmaiei.

Assim que reabri meus olhos me deparei com as luzes acesas, os livros todos arrumados e Tayler, sentado em minha frente igualzinho a uma estatua.

-O que. Foi. Toda. Essa. Palhaçada?

Tentei parecer calma, mas estava completamente impossível, meu corpo tremia por inteiro em pequenos intervalos de tempo, minha garganta ardia, minha cabeça girava.

-Eu é que pergunto, cheguei aqui e te encontrei gritando desesperada, de olhos fechados, tentei te segurar, mas você resistiu.

-Não me venha com essa, por que queria me assustar? É algum tipo idiota de brincadeira? Pois saiba que não teve graça nenhuma.

-Juro, eu não sei do que você tá falando.

-Vai se fazer de bobo agora?

-Allyce me explique o que aconteceu.

-Você sabe muito bem do que to falando, primeiro você fez aquele baita barulho, depois apagou as luzes, ai começou a jogar livros no chão e por fim me perseguiu pela sala.

-Não fiz nada disso.

-Fez sim.

-Não, eu tava na sala da diretora, cheguei aqui no momento que você se debatia toda.

Olhei pra ele pelo canto do olho, ele parecia estar falando a verdade, mas se não foi ele...

-Será que foi o Evans, ah eu mato aquele idiota, Evans apareça...

-Não Ally, não foi ele, tenho certeza.

-Quem mais poderia ser? Como você explica o fato de num momento os livros estarem no chão e no outro estarem arrumados?

-Sinceramente, é o que pretendo descobrir. Mas acho melhor eu te levar até seu quarto, acredito que lá você estará mais segura.

-Segura de que?

-Não sei, já disse, agora vamos.

Apenas uma fina garoa caia do céu, não havia nem sinal de tempestade, será que eu havia sonhado tudo

aquilo? Não, impossível, era muito real, tinha que haver uma explicação, e seja lá qual fosse eu descobriria, custe o que custasse, essa era uma questão de honra.

Notas finais
Quero ver os comentários!!!!!!!!!