Shade and Love

8 Capítulo 7 - Perigo na ponte Wickery


Notas iniciais
Oii gente!! Queria agradecer mais uma vez a todas que comentaram,isso é um incentivo e tanto. Bom, aqui vai mais um capítulo, espero que gostem. E não deixem de me dizer o que acharam, eu sempre fico feliz quando vejo que tem mais um comentário, ou acompanhante, ou favoritamento.Sério, vocês deixam meus dias mais felizes. Ahh é, como podem ter percebido, eu mudei os títulos dos capítulos para português, espero que não se importem. Achei que dessa forma eu pudesse passar melhor as mensagens que eu gostaria de passar.

Stefan Salvatore já estava cansado de esperar o irmão. Vampiros também sentiam sono, apesar de menos do que os humanos. Mas ele não iria dormir antes de dar a Damon um copo de Uísque cheio de verbena. Aquela planta era venenosa para os vampiros e ele havia colocado uma quantidade suficiente para enfraquecer o irmão por um bom tempo.

Naquela noite ele pretendia dormir tranquilamente, sabendo que todas as pessoas da cidade estariam seguras. Parar Damon era a única forma de garantir a segurança de Caroline, Vicky e, principalmente, Elena. Stefan bebeu um gole de seu copo enquanto o drinque especial do irmão estava sobre uma mesinha ao lado do sofá.

Damon ameaçava a segurança de todos, e ameaçava o segredo da existência dos vampiros também, pois estava cada vez mais difícil esconder seus rastros. Ao menos ele havia escondido o corpo da mãe de Mia, mas havia deixado Vicky Donavan à beira da morte e nem ao menos tinha apagado as lembranças do ataque.

Naquela noite, depois do jantar na casa do Gilbert, Stefan foi ao hospital ver como a garota estava. Por sorte ela dormia enquanto Jeremy esteve lá, quando acordou a primeira coisa que fez foi gritar desesperada, dizendo que havia sido atacada.

Stefan fez com que ela esquecesse daquilo, mas sabia que não havia sido tão eficiente quanto gostaria, pois fazia muito tempo que não bebia sangue humano, e isso enfraquecia os poderes dos vampiros. Ao menos havia conseguido fazê-la parar de gritar.

Despertou de seus pensamentos quando ouviu a porta se abrindo.

—O que está fazendo acordado irmãozinho? –Damon perguntou, já pegando o copo com uísque e verbena.

—Estou sem sono... Não tenho nada para fazer. –Stefan fez um gesto, oferecendo o copo, se arrependeu em seguida, Damon o olhou desconfiado. Sabia que aquele era um tratamento amigável de mais.

—A que devo a honra? –Damon perguntou, cheirando a bebida, percebeu um leve vestígio do cheiro da planta venenosa, já sendo diluído pelo álcool.

—Bom, ser um adolescente de 145 anos tem sido o ponto alto da minha vida, então... Um brinde ao ponto alto das nossas vidas. –Tarde de mais, Damon já havia percebido.

—Admiro seu esforço Stefan. –Jogou a bebida no chão e levantou o irmão pelo pescoço com uma velocidade e força sobrenaturais. –Se servindo de bebida e enchendo meu copo com verbena... Mas não sou uma garota boba, não pode me dopar.

—Você tem que parar com isso Damon. –Disse Stefan, respirando com dificuldade. –Tem que parar de atacar as pessoas. Eles já estão desconfiando.

—Do que você está falando? –Perguntou, soltando o irmão.

—Hoje mais cedo teve uma reunião na casa do Lockwood, amanhã a noite vai ter outra festa, você sabe o que isso significa? O Conselho dos Fundadores está se reorganizando.

Damon ficou pensativo. Fazia sentido, as festas eram apenas um pretexto para fazer as reuniões secretas, assim como havia sido em 1864. O Conselho de Fundadores daquela época era composto por várias famílias, incluindo os Lockwood, os Gilbert e até mesmo os Salvatore, eles se organizavam em uma espécie de caça aos vampiros. Foram eles que incendiaram a igreja com Katherine presa.

—Ouvi a xerife Forbes dizendo que encontraram cinco corpos sem nenhuma gota de sangue, isso sem contar aquela garota, Vicky Donavan. Você nem sequer limpou a memória dela!

—Eu nem sei quem é essa Vicky. –Damon disse, pegando o copo de uísque que Stefan bebia. Aquele não estava com verbena. –E eu não matei cinco pessoas... Duas... No máximo.

Era verdade. Um pouco depois de chegarem à cidade, Damon matou um professor de história, que também era treinador do time de futebol da escola de Mystic Falls. Ele havia deixado o corpo explícito no estacionamento do colégio, porque queria que suspeitassem de seu irmão. Stefan foi visto na cena do crime, estava presente quando Damon matou o professor, mas não foi tido como suspeito. Os jornais alegaram que o professor tinha sofrido um ataque de animal.

A segunda vítima de Damon foi Jessica Summer, e ele enterrou o corpo no antigo cemitério da cidade, onde sabia que ninguém encontraria. Depois disso, induziu Caroline Forbes, para que fizesse tudo o que ele mandasse, inclusive lhe dar seu sangue. Desde então, ele só se alimentava dela.

—Tem outro vampiro na cidade. –Damon concluiu, era a única explicação que tinha, pois nunca havia encostado um dedo em Vicky.

Stefan soltou um riso irônico, obviamente não acreditava. Para ele, agora além de assassino, Damon era mentiroso. O vampiro mais velho não se importou com a descrença, levantou as mãos e arqueou as sobrancelhas, um gesto que dizia que ele não tinha nada a ver com o que estava acontecendo. E não faria nada para descobri quem era o outro vampiro; seu único objetivo ali era abrir a tumba e resgatar Katherine.

*

A manhã seguinte estava ensolarada, Mia acordou e foi direto para o chuveiro, havia pegado no sono no sofá, mas estava bem disposta. Tinha passado por alguns momentos ruins nos últimos dias, mas aquela manhã estava linda. Jessie não ficaria feliz se Mia deixasse os dias passarem, entregue a uma depressão. E foi pensando nisso, que a garota decidiu que aproveitaria aquela manhã para treinar a direção, ela já tinha licença para dirigir, mas não era uma de suas habilidades.

Quando Mia girou a chave, sentiu um solavanco que a lançou para frente, logo depois ouviu o ronco do motor. Seguiu passo a passo todas as lições teóricas que havia aprendido e lentamente o carro se movia pela rua estreita que cercava a pequena casa de madeira. Mia ainda não tinha decorado o caminho até a escola, mas decidiu seguir a margem da floresta, parecia que a cidade inteira ficava em volta daquela floresta, encontrar a escola não deveria ser uma tarefa tão complicada.

*

Damon estava caminhando em direção ao centro da cidade, quando viu um Uno vermelho, antigo e brilhante, se aproximando em alta velocidade. O vampiro estava na beira da estrada e teve que saltar para o lado para não ser atropelado. Era uma maneira muito inconveniente de começar o dia, ele pensou.

Olhou para o carro que parecia desgovernado, apenas para ter certeza de que não voltaria mais e ficou mais enfurecido do que imaginava quando percebeu que era Mia quem dirigia. Aquela garota mal tinha tamanho para andar sozinha e estava dirigindo um carro. Ele continuou olhando o automóvel, imaginando se Mia não se cansava de arriscar a própria pele com ideias estúpidas. Ideias como sentar na janela do hotel, por exemplo.

Damon percebeu que ela dirigia na direção da ponte Wickery, e ficou preocupado. A ponte estava muito velha e as obras de reconstrução ainda não haviam começado. Foi lá que os pais de Elena haviam sofrido o acidente que os levou a morte. Mia não sabia disso.

O vampiro mal se reconheceu quando deu meia volta e correu na direção do Uno. Estava preocupado com Mia, mais uma vez sentiu aquela necessidade de protegê-la, tudo porque havia matado a pessoa errada. Ele nunca deveria ter entrado naquele hotel, então não estaria correndo atrás de uma garotinha em um carro desgovernado.

Damon avistou o automóvel quando a garota já se preparava para fazer a curva e entrar na ponte. Mas ela não sabia fazer curvas.

Mia estava muito nervosa, não tinha mais nenhum controle sobre aquele velho Uno. Às vezes seu pé pesava de mais no acelerador, às vezes ela nem conseguia sair do lugar. Quando viu que fazer a curva para a ponte era sua única opção, tirou o pé do acelerador, virou o volante o máximo que conseguiu e acelerou novamente. O veículo não se moveu, então ela afundou o pé no pedal, fazendo o carro pular em uma curva fechada de mais.

O carro bateu na cerca de proteção e a madeira velha se quebrou. A primeira roda saiu da ponte, pendendo sobre o rio. Com o nervosismo, Mia se esqueceu de que o problema seria resolvido se ela puxasse o freio de mão. A segunda roda dianteira já estava saindo da ponte quando ela sentiu que algo segurava o carro pela parte traseira.

Damon estava segurando o para-choque do carro e não entendeu porque a garota não dava ré e saía logo dali. Ele tinha força suficiente para puxar o Uno, mas aquilo o deixaria exposto. Pessoas normais não tinham aquela força. Mia não sabia o que fazer, estava com medo de se mover e o carro cair no rio. Damon foi para a janela do motorista com uma velocidade sobre humana e segurou o veículo pela janela. Mia se assustou quando olhou para fora e ficou cara a cara com aquele lindo vampiro. Seus olhos azuis estavam tão próximos a ela que sua respiração falhou, ela não sabia se estava assustada ou agradecida por ele estar ali.

—Será que você pode dar uma ré e sair daí? Não tenho o dia todo. –Damon disse, irritado.

Aquele rosto, os olhos, a voz. Tudo em Damon prendia a atenção de Mia e a encantava de um jeito que nunca havia acontecido. Ela puxou a embreagem e acelerou. O carro foi novamente para frente e Damon teve que fazer força para que não caísse no rio.

—Com licença. –Falou ainda nervoso e abriu a porta de Mia.

Ele tentou puxá-la pela cintura, mas a garota estava travada no banco com as mãos no volante. Era estranho estar tão próximo a ela sem ter a intenção de matá-la. O vampiro pôde sentir o cheiro dela, um cheiro adocicado, delicioso. Era diferente dos outros humanos. O interior do carro estava cheio daquele aroma.

Mia tinha o rosto um pouco infantil, talvez por causa do seu cabelo com a franja, os olhos azuis estavam lacrimejando. Mas ainda assim estava linda. Damon tirou as mãos dela do volante quase carinhosamente, ele não queria deixá-la ainda mais assustada. Depois a puxou pela cintura e em um movimento rápido a garota estava de pé ao lado do veículo. O vampiro sentou-se e ainda com a porta aberta deu ré, levando o Uno até a estrada, onde estaria seguro. Em seguida saiu e segurou a porta.

—Se você está tentando se matar, eu posso mostrar um jeito mais prático de fazer isso. –Mia apenas o encarou.

Ela não acreditava que ele estava ali, que ele havia salvado sua vida. Damon não estava mais nervoso, estava feliz por ter chegado a tempo de evitar que Mia caísse no rio.

—Obrigada por me ajudar. –Disse ela, quando recuperou a voz.

—Não é um hábito. –Disse o vampiro, sério.

—Sou Mia Summer. –Disse ela com um pequeno sorriso enquanto se aproximava do carro para entrar novamente.

—Quem deixou você dirigir? –Damon perguntou, antes que ela sentasse no banco do motorista.

—Tenho 16 anos, já tenho licença para dirigir.

Dezesseis aninhos, rosto de boneca, jeito de Nova Yorkina e já havia quase morrido pelo menos três vezes em menos de uma semana, Damon pensou.

—Para onde você está indo? –O vampiro perguntou. –Me deixa te levar, ou você vai acabar sofrendo um acidente na primeira curva.

Era uma oferta de paz, mas Damon percebeu que sua voz arrastada fez soar mais como uma ameaça.

—Me chamo Damon. –Ele sorriu, tentando não parecer assustador. Mia ficou em dúvida, mas fez sinal para que ele entrasse no lugar do motorista e caminhou até o lado do passageiro. Ela não tinha nada a perder a final e era uma chance de conhecer melhor aquele vampiro confuso.

—Eu estava indo para a escola de Mystic Falls, mas acho que peguei o caminho errado, ainda não conheço muito bem essa cidade.

—Sim, você estava no caminho errado. –Disse ele. –Eu também estava indo para a escola. Vou encontrar uma pessoa.

—Caroline? –Damon se lembrou de que ela havia visto os dois juntos no jantar na casa da Elena, então concordou com a cabeça enquanto olhava a estrada.

—O que está achando da cidade? –Ele perguntou, apenas para quebrar o silêncio. Mia não acreditou que ele estava perguntando aquilo depois de ter matado a mãe dela, então se lembrou de que o vampiro havia tentado hipnotizá-la, mas por algum motivo não havia funcionado. Para ele, Mia não sabia quem havia matado Jessica.

—Perigosa... –Era uma indireta, a melhor que Mia conseguiu, mas ela não era boa com indiretas. –Mas, você sabe, tem pessoas realmente boas aqui. E acho que eu gosto de Mystic Falls.

—Eu não gosto muito, me traz algumas lembranças ruins.

—Então porque você está aqui? –Mia fingiu que não sabia, apenas para continuar a conversa. Uma conversa com Damon Salvatore era algo inédito, e ela estava gostando daquilo.

—Estou esperando uma pessoa. Procurando por ela, na verdade.

—Eu gostaria de ajudar você. –Disse Mia, olhando os olhos do vampiro com uma intensidade que o prendia. Sempre que Damon olhava nos olhos daquela garota, sentia como se a conhecesse, e como ela soubesse todos os seus segredos. Daquela vez não havia sido diferente.

—O que você sabe sobre mim, Mia? –Perguntou usando hipnose, querendo garantir que ela dissesse a verdade. Ele não sabia que aquilo não funcionava com ela.

—Sei o suficiente. –Disse ela, ainda com aqueles olhos azuis intensos, como se pudesse ver a alma do vampiro. Mas sua voz amável, com entonação quase infantil, balanceava aquilo e deixava o ambiente leve e tranquilo.

—Então você sabe que o melhor para você é ficar longe de mim, não sabe? –Damon perguntou com a voz áspera, era um alerta.

—Mas eu quero ajudar você. –Disse a garota, fechando os olhos com força para não se sentir mais fraca por estar diante daquele homem. Eles chegaram à escola, e depois que estacionou o carro, Damon olhou novamente nos olhos dela, tentando influenciá-la.

—Mia, você vai esquecer...

—Não, eu não vou! –Ela disse antes que ele continuasse, não queria mais ter que fingir que não o conhecia, que nunca tinha conversado com ele. Mas Damon segurou seus ombros com força e continuou olhando em seus olhos.

—Você vai esquecer tudo o que aconteceu hoje. Tudo o que vai lembrar é de dirigido até aqui, sozinha.

Mia estava assustada com a força que o vampiro segurava seus ombros, então apenas balançou a cabeça, e no segundo seguinte Damon não estava mais lá.

Mia foi para a sala de aula se sentindo triste e um pouco inútil. Ela não entendia porque o vampiro não deixava as pessoas se lembrarem das coisas boas que ele fazia e dizia. Porque Damon Salvatore era bom, Mia podia ver isso quando olhava em seus olhos, e ele havia salvado sua vida.

*

As aulas daquela manhã estavam passando em um ritmo lento. Mia não conseguia parar de pensar no que havia acontecido mais cedo. Não parava de pensar naquele vampiro de olhos azuis.

Ela deveria ter tido aula de história com Jeremy, mas ele havia faltando. Os alunos conheceram o novo professor chamado Alaric Saltzman, o antigo havia morrido algumas semanas antes de Mia chegar à cidade. Quando tocou o sinal para o almoço, Alaric perguntou se alguém na classe era amigo de Jeremy. Mia levantou a mão, apenas ela.

—Peça para ele vir falar comigo o mais rápido possível. Parece que seu amigo estava muito encrencado com o antigo professor. –Alaric sorriu e saiu da sala. Mia gostou dele, era jovem e compreensivo. Parecia o tipo de professor que gostava de ser amigo dos alunos.

A garota foi procurar por Jeremy, tinha certeza ele estava na escola. Quando estava virando o corredor dos armários ouviu a voz de Stefan.

—O truque da bebida não deu certo. Damon não vai baixar a guarda agora. –Ele disse quase num sussurro.

—A gente precisa parar ele Stefan. –Era Elena quem falava. –Você precisa fazer alguma coisa.

—Eu vou...

—O que você vai fazer com o Damon, Stefan? –Mia perguntou, encarando o casal.

[Placa da ponte Wickery, quando já estava em reforma, só para enfeitar o capítulo rs]

Notas finais
E então meninas, o que acharam do Damon herói? Na série só começamos a conhecer esse lado dele depois da metade da primeira temporada. Mas sabemos que ele sempre teve esse lado bonzinho, só não gostava de mostrar, por isso ele tentou apagar a memória da Mia. Bom, então... Ele negou a ajuda da Mia, mas ela vai descobrir o que Stefan pretende fazer com ele (e não vai ser só o que fez na série, vcs vão ver) e vai retribuir a ajuda que ele deu a ela... Mas claro que isso significa se meter em mais encrenca. Nossa garotinha parece ter sede de perigo, não é? Comentem, por favor. Beijos ♥