Sexy Secret HIATUS
1 Prólogo
Notas iniciais
Eu acordei com o som da campainha no andar de baixo. Fechei os olhos, e tentei voltar a dormir, era uma manhã cinzenta de sábado, que tipo de pessoa vai a casa dos outros em um sábado de manhã? Meus pensamentos ao invés do que imaginei que vagariam novamente para meu sonho com Spencer, teimaram em se concentrar no que acontecia no mundo real.
O estrago já estava feito, Spencer do meu sonho que me perdoe, mas você vai ficar na mão. Desisti completamente de voltar a dormir quando ouvi os risinhos estridentes de Anna, ela não pararia mais de tagarelar, feito um papagaio, e com suas risadinhas, irritantemente contagiantes. E isso só acontecia quando havia visitas.
Irritada por ter sido tirada tão bruscamente, do contato quente, com o corpo dele, e agora com frio por ter esquecido a janela aberta após a partida de Spencer durante a madrugada, eu pulei pra fora da cama, indo, ainda que cambaleante para o banheiro.
Meus cabelos mais pareciam um amontoado de feno seco, obrigada, Sr. Hall, por acabar com minhas esperanças de não ter de lavar a cabeça tão cedo... se bem, que pensando melhor, valeu a pena. Duas enormes bolsas arroxeadas, decoravam meus olhos como um presente pela noite mal dormida.
Após um banho rápido, estava frio de mais para lavar a cabeça a essa hora da manhã, me vesti, e desisti de pentear o cabelo, apenas o prendendo com um elástico, em um rabo de cavalo desleixado. Desci para a cozinha, onde encontrei meus pais conversando com um homem.
E que HOMEM!
– Bom dia, Bela Adormecida. – meu pai veio até mim, com sua habitual caneca de café, deu um beijo em minha testa, e me conduziu até o outro lado da enorme mesa de madeira que ficava no meio da cozinha.
– Essa é a Elsa, Jack. – o homem, me encarou por alguns segundos, e então sorriu, não devia passar dos 35, mas seus cabelos eram extremamente brancos, e seus olhos azuis gelo brilharam.
– Prazer. – ele estendeu a mão, e eu a peguei, apreciando cada segundo de seu toque, suas mãos eram levemente mais frias que as minhas, e sua pele macia, seu aperto era forte.
– O prazer é todo meu. – lhe dei meu melhor sorriso de lado, e andei até onde Anna estava, esbarrei levemente meu braço contra o seu. Ele me encarou por dois segundos, como se pensasse em algo. Mas, preferiu não compartilhar.
– Elsa, Elsa! Sabia que o senhor Frost vai ser meu professor. – Anna comentou eufórica, sorrindo de orelha a orelha, acho que se ela não estivesse sentada, estaria dando pulinhos pela cozinha.
– Sério? – olhei para ele, por sobre a cabeça dela, e agradeci por meus pais estarem de costas para nós duas, sorri levadamente, e ele retribuiu com um pequeno elevar de sobrancelhas. – Que legal Anna. – passei a mão em seus cabelos e os desarrumei um pouquinho.
– Mamãe! Olha a Elsa! – ela reclamou, e eu lhe mostrei a língua, mamãe, veio para arrumar suas maria-chiquinhas, e eu me juntei a papai e ao senhor Frost.
– Você trabalha com o papai? – perguntei, me sentando na bancada, entre os dois, tocando levemente o corpo de Jack, com minhas pernas. E o encarei. Jack, ou Sr. Frost, corou um pouco e sorriu abertamente.
– Sim, eu sou professor de matemática. – ele me encarou e sorriu.
– Jura? Eu amo matemática. – passei a língua levemente nos lábios, ele continuava a me encarar, e arregalou os olhos levemente.
– Sério? É tão difícil, alguém gostar de matemática. – ele parecia tão ingênuo...
– Não, prefiro Biologia, estudar a reprodução das espécies, sabe... – lhe lancei um sorriso de canto.
Tem uma coisa sobre mim, que ninguém nunca reparou, eu não sei se é porque disfarço muito bem, ou o mundo é que se faz de cego para certas coisas, eu sou uma provocadora. Uma provocadora nata. E o Sr. Frost, com toda essa pinta de bom moço, e certinho... É o tipo de cara que pede para ser provocado, se bem que pedir nesses casos é pouco, ele é do tipo que praticamente, IMPLORA, para ser provocado. E que culpa eu tenho, se sou uma boa garota, e não gosto de falar não para as pessoas?
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