Sexy Secret HIATUS
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Começava a me sentir perdido.
Olhei novamente, o pequeno pedaço de papel em minhas mão, que continha as coordenadas para que eu chegasse a sala de aula da turma do segundo ano. A senhora McQueen, disse que seria fácil eu me perder, caso me distraísse com algo, era um prédio antigo, com muitos corredores, os quais em sua maioria, completamente inutilizados, com salas fechadas, e ou com amontoados de antigos objetos da escola, desde carteiras e armários de madeira e ferro, que foram substituídos, por novos e mais modernos, à livros que continham uma grande camada de pó, em suas capas duras de couro envelhecido, que há muito perderam as inscrições em suas lombadas, virei a direita e me deparei novamente com um corredor que parecia não ter fim, e quanto mais eu andava, mais silenciosa, quando eu estava quase no meio do corredor, encontrei uma nova possibilidade para chegar a minha sala.
A senhora McQueen, deveria estar acostumada a ter notícias de perda, vindas de novos membros do corpo docente, e ou discente, pois pela maneira como havia falado, ela parecia ser capaz de prever o futuro, pois, dito e feito, eu estava realmente perdido. Finalmente, encontrei o corredor com as paredes que eram revestidas de metais, e resolvi, pegar o caminho a direita, onde antes havia virado a esquerda.
Como professor, eu havia chegado uma hora antes a escola, o que me parecia desnecessário, se fez de grande ajuda. Após a conversa com Velkan, que me garantiu que eu seria muito bem recebido, pela turma de sua filha Anna. Eu realmente espero que sim, a final, eu deixei tudo, amigos, um bom emprego, e uma bela casa, quando me mudei do Alaska para Laguna Beach, procurando o melhor para Sabrina e Aleera. Mesmo, que tivéssemos uma vida boa, nada com muito luxo, mas vivíamos confortavelmente, em uma bela casa, de três andares, em Anchorage, minhas garotas, não estavam completamente satisfeitas, Aleera, sempre fora muito solar, acostumada com o clima quente de Phoenix, não ficou muito feliz quando nos mudamos para Anchorage, onde Sabrina viria a nascer, sempre tive esperança de que, como toda criança, Sabrina fosse gostar da neve, fosse para ficar horas brincando de guerra de bolas de neve, ou fazer gigantescos bonecos, ou até mesmo delicados anjos no quintal de casa, porém sua falta de coordenação, não era de grande utilidade, ainda mais em um lugar onde o gelo, era uma condição, mais constante do que pode imaginar...
Flash Back
"Quando, estava tomando café na sala dos professores com a Senhora Miller, minha então diretora, e grande amiga de minha mãe.
– O que houve Jack? – ela levou sua xicara até os lábios, e tomou um breve gole de seu chá de gengibre com canela, que deixava a sala com cheiro de “casa da mamãe”.
– Sabrina, quebrou o pé essa manhã, quando saia de casa, e Aleera diz que isso é culpa minha, por me negar a sair daqui. – me deixei afundar nas almofadas do sofá onde estava.
– Porque isso garoto? – ela agora parecia mais séria – Ela está melhor? – perguntou preocupada.
– O médico disse que não foi nada muito grave, apenas uma pequena fissura na tíbia, colocou gesso e a proibiu de colocar o pé no chão por pelo menos 15 dias. Fora isso, e a super proteção de Aleera, ela está bem. – sorri fracamente para Emma.
– Espero que ela melhore rápido. – voltou a tomar seu chá. – Mas porque Aleera, te culpa? Crianças são assim mesmo, sempre acabam se machucando, para aprender. – ela tocou meu joelho e o apertou levemente.
– Ela diz que não está bem aqui, e que Sabrina também não gosta, e além do que essa não é a primeira nem a última vez que ela irá se machucar se continuarmos aqui.
– Mas você pensa em se mudar? – agora ela parecia apresentar um misto de sentimentos na voz, algo que se dividia entre alegria e uma pontinha de desapontamento.
– Talvez, mas ainda assim, teria de procurar um novo emprego, e um novo lugar para morar. – suspiro desanimadamente.
– Posso lhe fazer uma pergunta Jack? – ela parece mais aliviada, e sorri para mim – Você pode acreditar ou não em destino, mas tenho uma boa notícia para você.
– Como assim Emma? – me encontro confuso com tudo isso.
– Tenho alguns contatos, e um velho amigo meu, vem procurando professores novos para trabalharem em sua equipe, — ela abre ainda mais o sorriso. – E a melhor parte, a escola é na Califórnia, se tiver interesse, me avise que eu falarei com ele. – ela voltou a tomar seu chá."
O salário era menor, porém quando contei a Aleera, que havia a oportunidade de ir trabalhar na Califórnia, ela não esperou nem que eu terminasse, de falar. Dois dias depois, já estava resolvendo os últimos detalhes de nossa viagem. Entrei em contato com Sr. Dronning, o coordenado do colégio onde iria dar aulas, ele também fez o favor de me ajudar a encontrar uma casa, próxima a escola, e que coubesse no meu novo orçamento.
E foi assim que vim parar nesse corredor vazio da Laguna Beach High. No dia anterior, o Sr. Dronning, me falou da dificuldade que sua filha mais nova estava tendo, em aprender matemática, e prontamente me ofereci para dar-lhe aulas particulares, eu já estava acostumado a dar aulas extras para alguns alunos no Alasca, e era uma maneira de aumentar minha renda, durante nosso café da manhã de boas-vindas conheci a adorável Sra. Dronning, a encantadora Anna, e a suspeita Elsa.
Alguma coisa naquela garota me incomodou, não sei se foram os sorrisos sacanas, ou os olhos azuis como duas enormes “águas-marinhas” que queimavam provocativos. O pai não lhe poupou elogios, primeira da turma, capitã das líderes de torcida, e também era a solista nos musicais da escola. Não haviam duvidas que a garota era praticamente perfeita. Porém, não existem pessoas perfeitas, e por experiência própria, quando se parecem muito boazinhas, não costuma ser bem assim. Elsa praticamente gritava “PERIGO”, era o tipo de garota por quem eu teria me apaixonado durante meu tempo de escola, por isso era perigosa, nunca tive gosto pelas boazinhas.
Bufei e passei a mão pelos cabelos. Uma coisa engraçada na genética era isso, tenho 32 anos, e todos os cabelos brancos, parece que em algum momento da minha árvore genealógica, um gene havia saído errado, fazendo com que todos os homens da família ficassem grisalhos aos 20, e tivessem todo o cabelo branco antes dos 30. Olhei novamente para o corredor que eu estava agora, parecia mais novo, porém também parecia estar passando pela reforma que a parte antiga do prédio passava. Pelo menos agora eu sabia onde estava. Segui em frente procurando a escada que deveria descer par chegar ao primeiro andar, quando ouvi um som que não deveria fazer parte daquele lugar, sorrisinhos agudos vindos de algum lugar mais afastado no corredor. Ok, sorrisinhos em um andar vazio da escola, uma hora antes do início das aulas? Eu posso ter me formado a algum tempo, mas até eu sei o que isso pode significar. Agora tinha um impasse nas mãos, eu deveria procurar o provável casal que estavam dando um amasso, e sair com fama de chato já no primeiro dia. Ou deixar eles fazendo, “sei-lá-o-que” que fosse, e me mandar.
Tentei, mas não consegui virar as costas para meu dever como professor. Ainda que relutante eu segui em direção ao fim do corredor, de onde parecia estar vindo o som. Eu já estava quase abrindo a porta, quando um sorrisinho, se transformou em um gemido, e minha mão congelou na maçaneta rapidamente, “MERDA”. Gemi rezando para que seja lá quem fosse que estivesse ali dentro, ainda estivesse vestido.
Abri a porta e no mesmo momento, desejei que tivesse virado as costas e continuado a procurar a escada. Sentada sobre o que deveria ser a mesa do professor, com a camisa branca do uniforme completamente aberta, caída, presa apenas em seus pulsos. O sutiã azul marinho abaixado apenas o suficiente para que os seios ficassem a mostra, estava ninguém menos que: Elsa Dronning.
Congelei, por alguns segundos, enquanto o garoto entre suas pernas sugava lentamente um de seus seios, sua outra mão está sob sua saia, no meio de suas pernas. Parecia um bebe faminto sugando o seio esquerdo dela, provavelmente tentando deixa-lo tão vermelho quanto o outro, e por falar em seios... os dela eram lindos, brancos com mamilos rosados, do tamanho exato para se ter entre os dentes... Devo ter perdido a noção da realidade contemplando o seio marcado dela que estava exposto, ergui meus olhos e encontrei os de Elsa me encarando, ela tinha um sorriso de canto. Novamente podia ver seus olhos queimarem, com um alerta de “PERIGO”. Limpei a garganta e o garoto se sobressaltou, fazendo com que ela protestasse pela mordida que levou, o garoto se virou em direção onde eu estava, me encarando, ela não teve nem a decência de ficar vermelha, continuou ali sentada, balançando os pés no ar.
– Ooops! – foi tudo o que disse enquanto recolocava o sutiã, e arrumava os seios ali. – O professor de matemática pegou a gente Spencer. – não sabia se tinha inveja do garoto por estar tocando ela, ou sentia pena da cara de desespero que o mesmo estava, abrindo a boca em um perfeito “O”, começando a corar, diferente de Elsa, que parecia estar calma, como se aquilo fosse algo normal de se ocorrer, enquanto subia a camisa para os ombros e a abotoava lentamente, começando por baixo.
– E-Eu... meu Deus – ele gemeu, levando as mãos aos cabelos, e coçando a cabeça, em um gesto tipicamente nervoso.
– Melhor você saírem daqui, — sai da frente da porta, deixando o caminho livre. – E que isso não se repita. – disse o mais sério que consegui, ainda com a imagem de Elsa seminua sobre a mesa do professor em minha mente.
Spencer, se abaixou e pegou o que parecia ser o casaco do time de basquete, juntamente com sua mochila, tentando disfarçar o volume em suas calças, e recolocou rapidamente a camisa, e saiu correndo da sala, batendo em mim, enquanto tentava se ajeitar. Elsa, continuava com o sorrisinho nada ingênuo no rosto, quando se abaixou provocativamente de costas para mim, me dando uma bela visão de sua pequena calcinha, que deveria fazer conjunto com o sutiã azul marinho de renda, pegou o casaco preto do uniforme do colégio, o vestindo e me olhando nos olhos com intensidade, veio caminhando para perto.
– Você vai falar algo para o papai? – perguntou baixinho com ar de inocente, se não a tivesse visto sobre a mesa, nas mãos daquele garoto, poderia dizer que era a criatura mais pura desse universo.
– Não, — lhe devolvi o olhar, — mas espero não ter de pegar você em uma situação tão comprometedora, com outro aluno, novamente. – tentei usar meu melhor tom de “Adulto responsável”
– Claro professor Frost, — agora ela já estava bem a meu lado, tão próxima que podia sentir o cheiro de menta, que emanava de seus cabelos – Prometo que da próxima, o senhor não me verá com outro aluno. – colocou sua bolsa no ombro, e foi para a porta, antes que saísse, se voltou para mim, e disse com o tom mais doce e angelical que conseguiu. – Não queremos mais situações comprometedoras. – aquelas palavras apesar do tom inocente e doce, pingavam veneno, e pude perceber um tom de desafio nelas. Saiu da sala, com um leve risinho, que pareceu ecoar por toda a sala, e extensão do corredor.
Sai da sala logo à trás da garota, e fiquei olhando enquanto a mesma caminhava pelo corredor, com uma certa elegância felina, eu sabia, desde o momento em que a vi, ontem, se sentando sobre o balcão da cozinha de sua casa, e sorrindo provocativamente dissimulada.
Elsa era um perigo para a sanidade de qualquer homem, e infelizmente, eu não presto.
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