Notas iniciais
Hey gente, cap novo. Não demorei mto viu só? kkkkkkkk. Obrigado pelos comentários do último cap gente. Boa leitura. Bjinhos.

Capítulo 6

POV’S Caroline

Se eu pudesse escolher quais foram as duas semanas mais perfeitas da minha vida. Eu escolheria sem dúvida a minha lua de mel. Primeiro porque eu estava com Klaus. Eu nunca o vi tão relaxado e bem como estava agora. Parecia que nada do lado de fora da nossa pequena concha o incomodava. Segundo porque as ilhas Phi Phi era sem sombra de dúvida o lugar mais bonito que eu já vi nada. Não que eu já tivesse ido a muitos lugares para comparar. Mas aquelas praias, o sol, o mar... Tudo era paradisíaco e perfeito. Passávamos o dia conhecendo todos os lugares possíveis. E a noite nos braços um do outro sem pensar em mais nada.

Pena que passou rápido demais. E num piscar de olhos já estávamos de novo em Nova Iorque. O lado positivo era que eu iria enfim conhecer a casa nova. Klaus não havia me levado lá ainda, e eu estava ansiosa demais para conhece-la.

Então agora que estávamos finalmente chegando lá, eu sentia um frio na barriga. Como se estivesse desembrulhando um enorme presente de Natal.

Assim que entramos eu pus a cabeça para fora do carro como uma criança e quase perdi o folego.

Um enorme jardim a rodeava. Com uma enorme variedade de flores e pequenos arbustos. Isso só já teria me encantado. Mas a casa era ainda mais bonita. Ela se erguia imponente, com uma varanda enorme a rodeando. As paredes do andar de cima eram quase todas de vidro.

Ele estacionou e eu pulei do carro para ver.

Era perfeita. Cada canto da casa, a sala de estar e de jantar, os quartos. Tudo decorado com móveis modernos em cores e estilos diferentes para cada cômodo. E a arte. Marcava cada pedacinho da casa. Esculturas, quadros, até alguns móveis pareciam ser esculpidos a mão.

Nosso quarto era perfeito. Klaus podia ser grosseiro e um babaca as vezes mas sua sensibilidade para tudo que era bonito era algo que eu sempre adoraria nele.

― Gostou?

Falou ele me abraçando pela cintura enquanto eu olhava o quarto. Durante meu tour pela casa ele me deixou curtir tudo fazendo comentários ocasionais sobre os quadros.

― É perfeito.

Me aninhei em seus braços e suspirei feliz.

― Perfeita é você.

Beijei-o e agarrei seu rosto aprofundando meus lábios aos dele. Era tão bom, tão certo estar aqui com Klaus.

Mas o toque irritante do celular dele nos afastou.

Ele franziu os lábios irritado mas atendeu mesmo assim.

― O quê?

Falou a pessoa do outro lado e escutou por um tempo, eu me afastei de seus braços e ele não me impediu. Então fui até a cama e deitei abrindo meus braços. Era tão macia que parecia um abraço fofinho.

― Isso tudo aconteceu em duas semanas?

Resmungou Klaus andando pelo quarto. Eu me sentei e olhei para ele. Vendo a postura de homem de negócios aparecer sutilmente, os ombros mais eretos, até um pouco tensos e aquela expressão severa que fazia você sentir como se sempre estivesse fazendo algo de errado.

― Prepare uma reunião em quinze minutos.

Falou ele e desligou, depois me olhou como quem pede desculpas e eu já sabia o que era mesmo antes que ele falasse.

― Tudo bem. Vai lá aterrorizar seus funcionários, que eu vou dar mais uma olhada na casa.

Ele me beijou sorrindo depois saiu.

E então eu caminhei de novo por cada pedacinho da casa nova, admirando e tentando gravar cada cômodo. Tinha mais quartos do que eu podia contar, o escritório e a biblioteca ficavam no andar de baixo. Procurei pelo cavalete que eu dei a ele e estava bem escondido lá no fundo. As tintas não estavam visíveis e isso me entristeceu um pouco. Logo agora que ele tinha voltado a se conectar com esse seu lado que fazia tão bem para ele, tudo virou uma grande confusão e pelo visto ele estava tentando ferozmente empurrar aquilo para o esquecimento.

Voltei para o quarto pensando em arrumar as minhas roupas no closet mas já estava tudo no lugar, todas as minhas roupas e sapatos e mais um monte delas que eu tinha certeza que não tinha antes de viajarmos.

Fui andando por dentro do closet e vi uma espécie de penteadeira com um enorme espelho e gavetas de mogno escuro. Fui até lá e abri uma delas, havia brincos e colares em pequenos compartimentos. Na outra gaveta havia pulseiras e anéis. Tudo parecia tão fino e elegante. Absolutamente não pareciam bijuterias então eu fechei a gaveta e voltei para o quarto. Me sentindo tão minúscula nessa casa enorme, que era linda, mas não tinha nada de familiar ou reconfortante. Sem Klaus aqui ainda não parecia minha casa.

Peguei meu celular e liguei para Elena.

― Oi aqui é a Elena. Deixe seu recado que eu ligo de volta.

Desliguei a ligação e joguei o celular na cama. Tentando não deixar aquilo me engolir. Quer dizer, eu estava casada com o homem que eu amava, e essa certeza precisava me fazer continuar. Porém ao pensar naquelas joias, nessa casa enorme que com certeza não poderia comprar e todo o resto que vinha junto com Klaus me assustava um pouco. No fim das contas eu era uma garota que veio de uma cidade pequena e aquilo tudo era certamente bem mais do que eu podia esperar ter.

Minha cabeça começou a latejar, eu não podia ficar aqui sentada pensando nessas coisas. Aquela era minha vida agora e eu teria que aprender a lidar com aquilo. Então preparei um conjunto para vestir no trabalho na segunda feira. Hoje ainda era sábado, mas eu realmente precisava me ocupar e aquela dor de cabeça não passava. Rodei pelo closet inteiro tentando achar minha nécessaire para tomar algumas aspirinas, quando achei levei-a para o quarto e peguei um copo de água.

Então no meio dos comprimidos eu encontrei uma caixinha de remédio que me fez congelar na hora. Merda. Anticoncepcional. E o último que eu tinha tomado foi... Qual foi o último dia? No meu quase casamento? Antes disso?

Droga. Como é que eu pude esquecer uma coisa dessas? Mas em minha defesa foi uma semana muito estressante depois do casamento e logo em seguida fomos para lua de mel e eu não tive tempo de preparar nada. Isso dava quase três semanas que eu não estava tomando o remédio... e fazendo sexo sem proteção.

Merda. Merda. Isso não podia estar acontecendo. Era cedo demais. Para mim. Para Klaus.

Peguei meu notebook e liguei o mais rápido possível pesquisando qual era o período fértil da mulher. Fiz contas obsessivamente. E então, pelas minhas contas, meu período fértil foi a mais de duas semanas e eu e Klaus não transamos durante esse período. Suspirei um pouco aliviada. Provavelmente eu não estava grávida. Meu ciclo menstrual iria começar logo e essa dúvida ia sumir de vez. Além disso eu usava anticoncepcional a quase três anos e engravidar não era tão fácil assim. Tinha gente que tentava durante anos para conseguir.

― O que você está fazendo tão concentrada assim?

Me assustei com a voz de Klaus e fechei o notebook na mesma hora.

― Nada.

Falei meio sem graça e ele me beijou.

― Já conseguiu resolver tudo?

― Já? São quase sete da noite Caroline.

― Ah.

Eu não tinha visto escurecer de tão concentrada que eu estava.

― Vou tomar um banho.

Falei a ele e fui para o chuveiro quase voando. Primeiro porque eu não sabia mentir, e nem queria mentir na verdade. Mas até onde eu sabia não havia nada para contar.

Tirei a roupa e entrei no chuveiro. A água estava quente e me acalmava. E eu com certeza precisava me acalmar.

Então ouvi a porta do chuveiro abrir e lá estava Klaus. Seu corpo nu era glorioso e eu o observei lentamente. Ele fechou a porta do box atrás de si e num segundo eu estava nos seus braços, sentindo a parede fria sobre as minhas costas.

― Eu tive altas doses do seu corpo na nossa lua de mel e preciso imediatamente de outra.

Falou ele mordendo o lóbulo da minha orelha depois abocanhou meus seios me levando a loucura com pequenas sucções. Mordi o lábio com o prazer e o desejo se espalhando em meu corpo. Ele afastou minhas pernas e eu suspirei em expectativa por senti-lo dentro de mim. Mas então eu me lembrei do maldito remédio e o afastei.

― Não. Espere.

― Por quê?

Perguntou ele se afastando e me olhando com surpresa pela seriedade do meu tom de voz.

― Não podemos fazer sexo sem... proteção.

Falei olhando para meus próprios pés. Absolutamente não falar a ele não era uma opção.

― Proteção? Você usa anticoncepcional não usa?

― Não. Uso. Quer dizer, eu usava, mas acontece que eu esqueci uns dias.

Falei na defensiva sem querer dizer que por “uns dias” eu queria dizer mais de três semanas.

Ele não disse nada por um tempo, mas também não ficou chocado como eu pensei que ficaria.

Então chegou perto de mim e colocou a mão em meu rosto.

― Somos casados Caroline. Alguns dias sem proteção não são um problema.

― Alguns dias sem proteção podem nos trazer um filho Klaus. E eu não estou pronta para isso, é muito cedo. Acabamos de nos casar.

― Eu entendo. E não é como se estivéssemos tentando ter um filho nesse segundo. Só estou dizendo que se tivermos um filho vai ser incrível.

― Klaus, eu... é muito cedo. Ainda não estamos prontos para uma coisa assim. Temos que passar mais tempo juntos, e acertar as coisas com os seus pais e com o meu pai. Temos coisas demais para resolver antes de sequer pensar em colocar uma criança nessa bagunça.

― Tudo bem. Eu só queria que soubesse que está tudo bem para mim, mas só quando estiver tudo bem para você.

Eu o abracei pela cintura e sorri. Ele ia me dar espaço e eu sabia disso, então eu senti por um momento que realmente eu não precisava dizer a ele o quão perto estávamos disso realmente acontecer.

― Obrigada por entender.

Falei e ele beijou meu pescoço e foi descendo pelo ombro.

― Mas eu ainda estou com fome de você.

Então ele se ajoelhou na minha frente e afastou minha perna erguendo uma contra parede, e lambeu o meio das minhas pernas. Minhas mãos voaram para seus cabelos e a sensação de sua boca em mim era tão intensa que eu lutava contra o desejo de puxá-lo para mais perto ou afastá-lo.

― Klaus...

Mas ele não falava, sua boca me massageava delicadamente, o prazer começou a se acumular em meu ventre e eu me movimentava devagar contra sua boca.

Eu me sentia preenchida, tudo que eu precisava e mais tudo o que eu nem sonhava querer tudo numa mistura deliciosa de desejo e amor no mesmo homem.

Mordi o lábio com força quando senti sua língua me invadir, penetrando minha intimidade quente, firme, porém delicada. Era tão bom. Aquilo tudo era tão perfeito que mal sabia como descrever. Apenas sentir.

Então senti seus dentes rasparem de leve em meu clitóris e eu gozei numa explosão. A onda de prazer me fez estremecer de dentro para fora e eu empurrei seus ombros sentindo-me sensível e faminta ao mesmo tempo.

Ele se levantou do chão e me beijou. Eu ainda podia sentir meu próprio gosto em sua boca, mas não me importava, eu precisava da sua boca. Sua ereção pulsava entre nós e eu também pulsava de desejo para senti-lo. Mas eu realmente não podia arriscar. Então agarrei-o com a mão e comecei a massageá-lo devagar no começo, mas seu desejo era bruto e cru, e eu podia sentir nos seus lábios em minha boca, praticamente me devorando, então intensifiquei os movimentos querendo senti-lo se perder em prazer. Ele se movimentou sobre a minha palma e ouvi um gemido grave se formar no fundo da garganta e então ele gozou, senti jatos quentes baterem em minha barriga e ele mordeu meu lábio.

― Agora sim podemos tomar banho.

Falou ele e eu sorri. Então foi isso que fizemos, tomamos banho e descemos para jantar. Ele comentou que iria entrevistar algumas pessoas para trabalharem conosco semana que vem.

― Não quero que você fique presa na cozinha.

Falou ele enquanto eu preparava a salada.

― Ficar presa na cozinha não vai ser um problema já que vou ficar presa no trabalho durante o dia de qualquer forma.

Eu ri, mas ele parou o que estava fazendo.

― Você está realmente pensando em voltar ao trabalho?

Eu olhei para ele achando que era brincadeira, mas seus olhos estavam sérios.

― Eu não estou só pensando Klaus. Eu vou voltar ao trabalho.

― Você não precisa trabalhar, isso é uma bobagem.

― Não é bobagem nenhuma. Claro que eu preciso trabalhar.

― Eu posso dar tudo que você precisar. Além disso, tudo isso aqui é seu.

― Não Klaus, tudo isso aqui é seu. Eu preciso ter meu próprio dinheiro, não quero viver dependendo de você.

― Se isso é tão importante assim, volte a trabalhar para mim. Problema resolvido.

― O problema não está resolvido. E eu não vou voltar a trabalhar para você, eu quero trabalhar, não quero que minha vida dependa da sua Klaus, ou eu vou me perder na sua sombra.

Falei a ele que ele se calou, mas não de um jeito bom. Era como se ele estivesse pensando em novos argumentos.

― Você é minha esposa. Não pode fingir que não é.

― Eu sou sua esposa sim. Não um capacho. E eu não vou deixar você tomar decisões por mim.

Ele me encarou e eu não desviei os olhos.

― Certo. Tudo bem, faça o que quiser. Já que isso é a única coisa que vai te fazer feliz.

― Não, o que me faria feliz era que meu marido me apoiasse e não agisse como seu eu fosse só um enfeite e tivesse que dizer “sim, querido” para tudo!

Ele passou a mão entre os cabelos e respirou fundo.

― Nosso primeiro dia em nossa casa e já estamos brigando.

― Sim, estamos brigando e eu não vou mudar de ideia sobre isso.

― Caroline eu não quero que você seja minha sombra, só quero que... Você fique perto de mim, não quero correr o risco de te perder para nada.

― Você não vai me perder Klaus e precisa confiar em mim e nas minhas decisões.

― Eu sei... Só que não é muito fácil.

― Você aprende rápido e logo, logo vai se acostumar.

― Onde eu fui me meter...

Falou ele e eu bati em seu braço de brincadeira. Eu sabia que não era muito fácil para ele ceder, nem ter outras pessoas tomando decisões. Mas nós dois tínhamos que nos adaptar a nossa nova vida juntos.

POV’S Esther

Eu tinha quase certeza que alguém estava me seguindo. Se bem que, quando estamos fazendo algo que não deveríamos ficamos o tempo inteiro com a sensação de que alguém vai perceber . Tinha sido assim todas as vezes que nos vimos. Toda vez que eu vinha aqui encontrar Andrew. Ninguém desse lado da cidade me reconheceria e isso na maioria das vezes era reconfortante. Mas hoje não era.

O dia estava chuvoso e frio. Eu me sentia assim por dentro. Gelada, fria, eu não conseguia lidar com meus próprios sentimentos. Então eu os empurrei para o fundo do peito e deixaria para sofrer quando eu estivesse sozinha e ninguém poderia ver como eu estava destruída.

Eu nunca havia sentido isso. Um amor que queima tão forte e rápido que eu deixei ele me consumir, eu me entreguei as chamas e elas me aqueceram e me cegaram. E eu não vi que elas poderiam se apagar bem rápido e tudo que sobraria de mim seriam cinzas.

Ele estava me esperando na porta como sempre. Mas diferente de todas as outras vezes ele não sorria. Ele sabia que eu não traria boas noticias.

Ele abriu a porta e eu entrei.

― Quer se sentar?

Perguntou ele formalmente. Isso nunca era preciso. Toda vez que eu o via mal esperávamos fechar a porta para cairmos nos braços um do outro e agora mal conseguíamos nos olhar nos olhos.

― Não. Não posso demorar.

― Você falou com ele?

Perguntou ele, mas olhava para um ponto atrás de mim.

― Não. Porque quando eu falar não vai ser muito fácil sair de casa.

― Esther...

― Andrew, não. Não faça disso ainda mais difícil do que já é.

― Por favor. Vamos falar sobre isso.

― Já falamos sobre isso Andrew.

― Você não pode tirá-lo de mim! É meu filho!

Seus olhos estavam cheios de lágrimas e isso me dilacerou ainda mais.

― É o único jeito.

― Eu posso cuidar de vocês, eu...

― Não somos apenas eu e nosso filho Andrew. Eu tenho mais dois filhos.

― Por favor, vamos pensar um pouco mais...

― Eu não posso. Já estou com quase quatro meses, o Mikael pode não prestar muita atenção em mim no momento. Mas ele não é idiota, ele vai perceber minha barriga crescendo.

― Então conte a verdade a ele, venha ficar aqui comigo.

― Andrew esse apartamento sequer é seu. Eu não posso fazer isso. Eu tenho dois filhos e mais um a caminho. Eu nunca trabalhei e você é pintor, como acha que vamos dar conta de tudo isso?

― Vamos dar um jeito.

― E mesmo que eu venha para cá. Como você acha que ele vai reagir quando descobrir sobre o que fizemos?

― Ele não pode te obrigar a ficar com ele.

― Você não o conhece como eu. Ela vai fazer o que for preciso para ter o que quer Andrew, e você sabe que ele está concorrendo nas próximas eleições. A última coisa que ele quer agora é um escândalo.

Mikael nunca tinha sido violento comigo. Pelo menos, não mais que o normal, ele era mais sútil para se fazer entender. Mas eu sabia que aquilo não terminaria bem quando ele descobrisse. Eu tinha medo do que ele poderia fazer, a meus filhos e a mim. E agora tinha um bebê crescendo dentro de mim, eu não poderia arriscar. Ficar com Andrew não era sequer uma opção. Só que meu coração não entendia isso, pois vê-lo aqui, chorando e me pedindo para ficar comigo e com seu filho estava destruindo o que restou de mim.

― Eu vou contar a ele sobre nós e dizer que isso não vai mais acontecer. Ele não vai querer um divórcio agora, então é claro que vai aceitar. E vai ser muito bom para a campanha posar de pai que está feliz esperando seu filhinho.

― É meu filho! Não dele! Não posso aceitar que meu filho chame outro homem de pai!

― Se eu sequer pensar em me separar dele e ele vai arrancar meus filhos de mim Andrew, eu não posso pensar só no que está em minha barriga! O Finn e o Elijah também precisam de mim.

― Podemos...

― Não podemos. Não torne isso ainda mais difícil. Mikael é um homem difícil, mas ele nunca maltratou nossos filhos e com nosso bebê não vai ser diferente.

As lágrimas escorreram por seu rosto agora e eu dei um passo em sua direção e estendi a mão para tocá-lo, ele se inclinou sobre a minha palma e um soluço sufocou em minha garganta.

― Eu amo você. Sempre vou amar. Mas temos que fazer isso, por nosso filho. Eu vou voltar para ele e nunca mais vamos nos ver, esse é o sacrifício que vou fazer para que nosso filho não sofra pelo que nós dois fizemos. E você vai nos deixar ir Andrew. Você sabe que é o melhor. Não para nós dois, mas para ele.

Eu consegui manter a voz estável enquanto dizia tudo isso, mas não pude impedir que as lágrimas escorressem por meu rosto. Antes eu conseguia viver sem o amor, mas depois de tê-lo conhecido eu não sabia como viveria sem ele.

― Eu posso senti-lo?

Falou ele esticando a mão em direção a minha barriga, eu assenti e ele a tocou. Seu toque transmitia tanto amor, e era quase reverente enquanto sentia nosso filho sobre a minha barriga.

― Pela última vez Andrew.

Fale e então me afastei, porque eu sabia que não suportaria nem um só segundo e tinha medo de desabar aqui mesmo.

― Adeus. Eu amo você.

Falei e sai sem esperar resposta. A chuva tinha começado e suas gotas frias batiam em meu rosto. Eu pensei que ia chorar. Mas não chorei. As lágrimas não viam. Não vinha nada. Era como se algo dentro de mim tivesse morrido.

Notas finais
O que acharam?