Notas iniciais
Cap novo. Boa leitura. Obrigada pelos comentários, e bem vindos leitores novos!! Espero que fiquem conosco bastante tempo. Bjinhos.

Caroline

Eu realmente adorava meu trabalho. Principalmente nos últimos tempos em que ele era uma distração bem vinda ao estresse e loucura da minha vida. Mas hoje era uma experiência pela qual eu definitivamente não gostaria de ter passado.

Durante todo o fim de semana depois do meu não-casamento eu me isolei. Sem celular, tablet, Tv, jornais... Nada que pudesse me lembrar nem remotamente o que tinha acontecido. E deu certo. Pelo menos até chegar no escritório segunda de manhã. Estava em todo lugar. Todo tipo de mídia tinha estampado minha cara chocada e confusa na porta da igreja.

Eu agüentei firme. Passei pelo porteiro sorrindo. Entrei no elevador sem fazer contato visual com ninguém, mas assim que eu fechei a porta da minha sala e sentei na minha cadeira aquilo tudo pareceu demais para mim e eu desabei.

Meu tronco sacudia entre os soluços, eu tentava reprimi-los mas não adiantava. A dor parecia grande demais. Minha caixa de emails estava lotada. Eu tinha desligado o celular a dois dias, mas meu telefone estava tocando desde que eu cheguei aqui.

Meu casamento. O grande dia da minha vida se tornou uma grande piada na mídia. E não havia nada que eu pudesse fazer. A porta se abriu mas eu sequer ergui a cabeça para ver quem era. Alguém colocou um copo de água na minha frente. Eu peguei com as mãos tremulas e bebi. Pisquei para afastar as lágrimas e vi Deana me olhando, um misto de tristeza e compaixão brilhou em seus olhos e aquilo fez com que eu me sentisse pior. Eu sempre achei que apoio era o melhor que alguém podia receber, mas estando do lado de cá agora, todas as tentativas das pessoas de me animar tinham o efeito contrário, eu me sentia pior.

Era terrível imaginar toda a cidade falando de mim agora mesmo. A noiva largada, e Klaus, o noivo sem coração que me abandonou no altar.

A parte racional da minha cabeça, conseguia entender que no fundo não tinha sido culpa dele, nós dois fomos vítimas. Mas a parte emocional, aquela que estava a flor da pele nesse momento, só sabia que ele não estava lá. Eu não estava com raiva dele de verdade, mas ainda não estava pronta para esquecer e seguir em frente. Estava tudo muito recente. A ferida ainda estava bem aberta.

Ele estava tentando. Ficar perto de mim, conversar, me pedir desculpas. Eu o amava e isso não mudaria. Eu sabia que, eventualmente, eu o perdoaria e nos seguiríamos em frente, eu só não sabia quanto tempo iria demorar.

― Tem certeza que você quer estar aqui hoje?

Perguntou Deana quando eu coloquei o copo vazio na mesa.

― Sim. Trabalhar vai me fazer pensar em outra coisa eu acho.

Respondi a ela que acenou e saiu. Senti vontade de chorar de novo. Quanto tempo isso levaria? As pessoas com medo de falar comigo? Com pena de mim? Melhor ainda, quanto tempo eu levaria para superar aquilo tudo?

Eu não tinha resposta para nenhuma dessas perguntas. E também não podia me enterrar em auto-piedade. A vida segue. Em algum momento isso tudo iria passar e todo mundo iria esquecer.

Então me dediquei ao trabalho, mergulhei de cabeça sem parar nem para almoçar. Devorei um sanduíche em frente ao computador mesmo. O que foi bom, porque no fim do dia, eu percebi que praticamente não tinha pensando nos meus problemas.

Bom, pelo menos até quando saí do prédio. Uma horda de repórteres estava a minha espera. Enfiaram câmeras e microfone na minha cara.

― Srta. Forbes o que você tem a dizer sobre o casamento que não aconteceu?

― Seu noivo estava tendo um caso com a ex?

― Esse comportamento irresponsável é normal nele?

― Ele a ameaçou para não falar a respeito?

Eu piscava para todo lado. Sem saber para onde ir nem o que fazer.

― Me deixem em paz!

Berrei para as câmeras e dois pares de braços me puxarão por entre a multidão de repórteres. Eu tentei resistir mas eles me enfiaram num carro. Um deles entrou no fundo comigo e o outro foi dirigindo o carro.

― Desculpe o mau jeito Srta. Forbes, mas somos seus seguranças. O Sr. Mikaelson nos mandou para buscá-la. Infelizmente aqueles abutres chegaram antes.

Resmungou ele olhando para fora. Alguns repórteres ainda nos seguiram tirando fotos do carro.

― Seguranças? Porque eu precisaria de seguranças?

Ele olhou para mim incrédulo.

― A Srta. Viu a quantidade de repórteres que estavam a sua espera Srta. Forbes, eles não iam parar só porque você pediu para pararem. O Sr. Mikaelson achou mais prudente que a acompanhemos, pelo menos até a situação se acalmar.

Eu cruzei os braços e olhei pela janela. Havia muitas coisas que eu gostaria de dizer, mas não a eles. Afinal eles só estavam cumprindo ordens, e além do mais, eles me tiraram daquele lugar. Então aquilo era um ponto para eles. Infelizmente era um ponto negativo para Klaus. Será que ele realmente achou que não era necessário me avisar que iria me contratar seguranças?

Quando chegamos a casa dele outra horda de repórteres estavam a nossa espera. Eu me encolhi no banco, mas felizmente as janelas eram escuras demais para que eles soubessem quem era. Entramos pela garagem e logo eu já estava em casa.

Subi para o quarto e tomei banho. Eu até estava com um pouco de fome no escritório, mas agora parecia até tortura colocar qualquer coisa no meu estomago. Fui para o closet de roupão pensando em vestir o pijama e encerrar esse dia o mais rápido possível, e foi lá que Klaus me encontrou quando chegou.

― Oi. Como você está?

Falou ele se aproximando. A gravata estava frouxa e sua expressão era cansada. Ele provavelmente teve um dia tão ruim quanto o meu. Mas eu definitivamente não estava com humor para ser compreensiva agora.

― Eu fui atacada por repórteres na porta do meu trabalho, depois fui jogada num carro por seguranças que eu nem sabia que tinha, e meu “noivo” sequer pensou em me avisar que faria isso. E claro, vi meu rosto estampado em mais jornais que a Madona. É claro que meu dia foi incrível. E o seu?

Sai do closet pisando duro e ele veio atrás de mim.

― Eu teria te avisado sobre os seguranças se você atendesse o telefone.

Resmungou ele e eu me virei para encará-lo.

― E eu atenderia o telefone se não tivesse medo de ser só mais um repórter querendo saber como foi ser largada altar!

― Eu não posso fazer nada sobre isso Caroline, não é minha culpa que eles queiram escavar essa história.

― Sim, é sua culpa! Isso tudo é culpa sua!

Berrei para ele sentindo uma nova onda de lágrimas em meus olhos. Sua expressão passou de brava a magoada no mesmo segundo e eu odiei vê-lo assim, mas não sabia como reagir. Não sabia como lidar com esses sentimentos. Corri para o banheiro e bati a porta com força.

Então abracei meus joelhos e deixei as lágrimas escorrerem. O chão era duro e frio mas eu não consegui levantar dali.

Depois de algum tempo ouvi a porta se abrir e os braços dele me envolverem. Eu tentei me afastar mas ele me segurou ainda mais forte, seus braços tentavam me passar força e carinho, então eu não resisti mais. Enterrei a cabeça em seu ombro e chorei profusamente. Ele me abraçou em silêncio e deixou que eu chorasse, sem dizer nada, e não era preciso. Palavras não resolveriam nada.

Senti ele me erguer e levar para a cama. Eu me agarrei a seus ombros sem querer me afastar daquele conforto.

― Me diz o que eu preciso fazer, por favor.

Murmurou ele em meus cabelos.

― Eu não sei. Eu só queria apagar aquilo tudo.

Falei entre os soluços e ele não me falou mais nada. Apenas me abraçou até que eu adormecesse.

***

Durante o resto da semana um padrão se estabeleceu. Ele me levava para o trabalho. Os seguranças iam me buscar, e quando ele chegava em casa eu já estava dormindo. Isso acontecia na maioria das vezes porque eu estava exausta. O dia inteiro. No meio da noite eu geralmente acordava e não conseguia pegar no sono. O corpo de Klaus era tudo que eu queria e precisava, mas eu não sabia como seria depois de tudo que houve. Então me encolhia no meu lado da cama e sequer me mexia.

Foi uma longa semana, porém no sábado de manhã quando eu acordei encontrei Klaus levando uma mala para baixo.

― Você vai para algum lugar?

Perguntei a ele.

― Na verdade, nós vamos. Passar o fim de semana na casa do lago. Afinal de contas me lembro de ter prometido levar você lá várias vezes lembra?

Mordi o lábio indecisa. Séria ótimo termos um pouco de tempo para nós. Mas por outro lado eu tinha medo de ter o efeito totalmente contrário. Ao invés de melhorar nossa relação piorar o clima.

― Eu não sei se é uma boa idéia Klaus.

Ele veio até mim e me olhou nos olhos.

― Eu não vou tocar em você se você não quiser Caroline. Só achei que precisávamos de um pouco de descanso.

Concordei com a cabeça e em pouco temos saímos de casa.

O silêncio reinou a viagem inteira. Era tão estranho. Não era aquela sensação confortável de quando estávamos a sós e a conversa não era realmente necessária para que nos sentíssemos bem. O clima era tenso, como se tivéssemos medo de falar qualquer coisa, como se estivéssemos sobre um campo minado e qualquer palavra nos faria explodir.

E eu me sentia exatamente assim. Qualquer coisa parecia capaz de me fazer explodir. E com Klaus não era diferente. Seu rosto estava sério e a expressão dura, ele estava pálido, com a barba por fazer e enormes olheiras em volta dos olhos. Nos não dormíamos direito, e a julgar por minha última refeição ter sido a quase vinte e quatro horas e apenas um iogurte, imagino que ele não estava comendo muito bem também. Para falar a verdade, na última semana a única coisa que eu via nas mãos de Klaus era um copo de uísque puro de vez em quando.

Eu realmente queria saber como concertar as coisas. Fazer tudo voltar a ser como era. Dormir e acordar nos braços dele. Sentir seus lábios nos meus. Mas até isso já não estava mais acontecendo. A última vez que ele tentou me beijar eu me retraí instintivamente, então ele não o fez mais. Parecia que sempre que tentávamos dar um passo para perto um do outro, acabávamos dando dez para traz.

Assim que chegamos a casa, eu pulei para fora do carro aliviada. Aquela tensão estava me matando e eu queria respirar um pouco. Ele pegou nossas malas e levou para casa. E eu fui caminhando até o cais. Olher a superfície calma do lago me transmitia calma, e eu precisava disso mais do que nunca. Eu tirei meus sapatos e sentei, colocando os pés na água, fechei os olhos e respirei a brisa limpa.

Eu sempre gostei do agito da cidade, sempre tinha algo para fazer ou ver, pessoas por todo lado, as vezes era sufocante, mas também era libertador. Mas o campo tinha uma aura especial, fazia você se conectar com o lado mais intimo de você mesmo.

Não sei dizer direito quando começou a escurecer, ou quando meus dedos dos pés começaram a encolher de frio. Quando Klaus sentou ao meu lado, eu abri meus olhos, mas não me virei. Apenas continuei a apreciando o lago.

― Você já está aqui a bastante tempo.

Comentou ele, e eu tirei os pés da água sentindo um súbito frio que me fez estremecer. Ele ergueu o braço como se fosse me abraça mas depois o abaixou.

― Vou preparar o jantar.

Falei me levantando, ele se levantou também.

― O jantar já está pronto. Você parecia tão calma aqui que não queria te chamar, mas já está tarde.

― OK.

Respondi e fomos para casa. Eu entrei no quarto e fui tomar banho. Quando saí de lá vestindo apenas um roupão, parei em frente a parede de vidro. Me lembrando da última vez que estivemos aqui. Ergui a mão e toquei o vidro, eu quase podia sentir a respiração dele batendo em minhas costas, seus gemidos, meus gemidos. A conexão primitiva que existia entre nós. Algo que pulsava e crescia, e nos tornou dependentes desse amor, antes mesmo de sabermos que ele existia.

Afastei aquelas lembranças e me virei dando de cara com Klaus. Nossos olhos se cruzaram e eu podia ver em seus olhos que os mesmos pensamentos que rondavam a minha cabeça, agora estavam na dele também.

Baixei os olhos e fui em direção as nossas malas pegar algo para vestir.

― O jantar já está na mesa.

Concordei com a cabeça e notei ele se afastar.

Bom, se eu já achei a viajem estranha, chamar o jantar de estranho foi o eufemismo do ano. Não dissemos uma palavra um ao outro. O único som que se ouvia era o dos talhares, e até isso foi diminuindo com o tempo.

Mal comemos e já não estávamos mais com fome. Eu tirei a mesa, e se é que era possível, o clima ficou ainda mais pesado enquanto decidíamos quem lavaria a louça. Por fim eu os lavei, e fui para cama. Nem sequer vesti um pijama. Me encolhi de um lado da cama e fui dormir. Eu não o vi vindo para a cama. E quando acordei estava sozinha.

Levantei da cama e fui escovar os dentes e tomar banho. Ele preparou o jantar e eu prepararia o café. Meu estomago embrulhou só de pensar nisso, eu não sei se teria condições de enfrentar mas uma refeição como a última. Quando saí do quarto abri minha mala para vestir algo e a encontrei praticamente vazia.

Mas o que diabos tinha acontecido com minhas roupas?

A única coisa que sobrou foram algumas lingeries e um vestido branco que eu não me lembrava de ter colocado na mala.

― Klaus?

Chamei, mas ninguém respondeu. Droga.

Será que aquilo era uma piada?

Vesti uma calcinha qualquer e enfiei o vestido pela cabeça. Era de alças com rendas no busto e na barra, e ia até o joelho.

― Klaus?

Chamei de novo indo para a cozinha. E de novo ele não respondeu.

Vi uma garrafa de uísque vazia no chão, e a porta da frente estava aberta.

Minha nossa! Ele bebeu isso tudo durante a noite?

Olhei para a porta a aberta de novo e vi o lago. De repente um frio congelante desceu por meu estomago. Ele estava bêbado. A porta aberta, bem em frente a um lago que só Deus sabe a profundidade.

― Klaus! Não!

Gritei e corri pela porta aberta, sem pensar em mais nada.

Quando eu o vi na margem do lago de costa para mim eu quase parei de respirar de alívio, ele se virou e eu me joguei em seus braços.

― Meu Deus! Você está bem! Você está bem!

Repeti tocando seu rosto para ter certeza.

― Você está aqui amor. É claro que eu estou bem.

― Eu vi a porta aberta e a garrafa de Uísque, e pensei... eu pensei que...

― Shhh ― Falou ele beijando meus cabelos. ― Eu est

Antes que ele pudesse terminar eu o beijei, sentindo meu corpo inteiro se arrepiar ao sentir seu toque, sua boca era macia e forte, e eu queria me perder em seus braços para sempre. E ali, eu descobri porque eu estava tão exausta e deprimida, eu estava lutando contra meus sentimentos. Todo o restante passaria, mas precisávamos estar junto.

― Deixa isso para mais tarde loirinha.

Resmungou alguém e eu me afastei de Klaus olhando em volta.

― Deixe eles em paz Damon.

Repreendeu Elena. E lá estavam eles. Meus amigos. Minha família. Elena, Damon, Jeremy, Stefan, Elijah, Kol, Rebekah, Marcel.

Olhei para Klaus sem entender, e só então eu vi onde estávamos. Um enorme arco decorado com flores brancas estava acima de nós. Uma garotinha com lindos olhos castanhos e cabelos cacheados me entregou um buquê de rosas brancas. Eu o peguei sem saber o que falar. Klaus segurou meu rosto e me olhou nos olhos.

― A alguns dias eu te perguntei o que eu podia fazer para concertar o que houve e você me disse que queria apagar o que aconteceu. Eu sei que não posso apagar ou mudar nada, mas posso fazer isso aqui para nós dois. E daqui a cinqüenta anos quando estivermos bem velhinhos e lembrarmos do nosso casamento, vai ser esse aqui. Um casamento ao ar livre, com os amigos mais próximos e... ― Ele olhou para o lado e meus olhos acompanharam os seus, pousando em meu pai ― e a família.

Ele veio até nós e segurou uma de minhas mãos.

― Eu sempre tive medo de você me odiar como pai quando descobrisse o que eu era de verdade, por eu ter me separado da sua mãe. Então, achei que me afastar aos poucos seria menos doloroso, para nós dois. E agora vejo que nunca será menos doloroso te ver longe. Eu me orgulho de você filha, você é corajosa, forte e amorosa. Você sempre foi minha melhor escolha. E hoje você está começando uma nova família, e eu queria estar aqui para te dar minha benção, e desejar que você seja completamente feliz.

Terminou ele e beijou minha testa.

Eu me sentia atordoada, todas as emoções me bombardeavam de todos os olhos, felicidade, amor, surpresa, esperança...

Tudo parecia perfeito, as pessoas que eu amava todas ali juntas, para me ver tornando-me a esposa do homem que eu amava. E que me amava tambem, que apesar de toda dor, e de tudo que houve, estava aqui por mim, me dando tudo que tinha e tornando esse momento possível.

Uma lágrima escorreu por meu rosto e eu notei um homem ficar do nosso lado.

― Posso começar?

Perguntou ele.

Klaus me olhou, esperando minha resposta e eu acenei com a cabeça.

― A celebração de um casamento nos oferece uma oportunidade para celebrar o amor. ― Começou o juiz e meus olhos não se desviavam de Klaus um só segundo. ― Amor este que é motivo de polemica, conversas, discussões... Mas seu significado ímpar reside apenas no coração daqueles que já o sentiram. Por isso, ter o amor como base de uma união, de uma nova família, é toda a solidez que e um casal precisa para começar. E aqui estamos nós, para celebrar o amor entre esses dois jovens, tão claramente visto em seus olhos que é impossível duvidar dele.

― Portanto, pergunto: Caroline Forbes, você aceita Niklaus Mikaelson como marido, e fazer da construção desse casal um projeto de ambos, por todos os dias da sua vida?

― Sim.

Respondi com lágrimas na voz, meus olhos não desviaram de Klaus um só segundo, e eu senti a verdade daquelas palavras pulsar em cada célula do meu corpo.

― E você Niklaus Mikaelson, aceita Caroline Forbes como esposa, e fazer da construção desse casal um projeto de ambos, por todos os dias da sua vida?

― Sim.

Falou Klaus e a certeza das suas palavras ecoou em mim.

― Pode pegar as alianças.

Klaus tirou a caixinha do bolso do paletó, e tirou as alianças entregando uma a mim e ficando com a outra.

Eu segurei sua mão e comecei a colocar a aliança no seu dedo.

― Eu Caroline, te recebo Niklaus, como legítimo esposo, para te amar e respeitar por todos os dias da minha vida.

Falei a ele, que pegou minha mão e fez o mesmo.

― Eu Niklaus, te recebo Caroline, como legítima esposa, para te amar e te respeitar. Sempre e eternamente.

Concluiu ele e mais lágrimas rolaram por meu rosto.

― Pelos poderes a mim investidos, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

E com essas palavras Klaus me puxou para seus braços e eu me rendi a seu toque, sentindo a felicidade e o amor explodirem dentro de mim.

Ouvi aplausos e assobios de nossos amigos e num segundo estávamos no meio de um enorme abraço coletivo.

E eu finalmente senti que o que passou não importava, eu tinha as pessoas mais maravilhosas do mundo ao meu lado, que eu amava e me amavam de volta, e o homem que eu amava agora era meu marido. Eu podia dar um jeito em qualquer coisa se estivéssemos juntos.

Só tinha mais uma coisa que eu queria nesse momento, dar um jeito de ficar sozinha com ele e arrancar essas roupas o mais rápido possível. Eu precisava do meu marido, precisava do toque de sua pele em mim para me sentir inteira, e sentir seu amor por mim me consumindo de dentro para fora.