Sexy Fire - Klaroline
58 Season 2 – Capítulo 26 (Season finally)
Notas iniciais
Klaus
Para um homem de negócios organizar uma festa é uma coisa básica, na verdade algo que geralmente nem fazemos. Mas necessário de qualquer forma. Parece complexo até, organizar refeições, saber quem pode ou quer comer o quê, quem vai sentar ao lado de quem, detalhes que determinam o sucesso ou fracasso de uma festa.
Eu sabia fazer isso. Mesmo que eu não fizesse de fato, eu tinha noção de como fazer. Para mim não era tão difícil quanto parecia.
Bom, mas a coisa engraçada é que essa perspectiva mudou totalmente quando eu soube como era organizar uma festa de aniversário para crianças.
Eu me senti um grande poste parado em meio aos balões e brinquedos e a nomes de doces que eu sequer sabia que existiam e como deviam parecer. Enquanto Caroline circulava pelo espaço delegando tarefas e organizando decorações tão facilmente que poderia fazer aquilo por todos os dias da sua vida.
― Você recebeu os pula-pulas?
Perguntou ela por sobre o ombro enquanto arrumava uma mesa.
― Sim.
Respondi confiante, então ela virou para mim, sorriu e soltou um beijo, depois voltou ao que estava fazendo.
E pronto, eu tinha terminado de fazer a única coisa que eu tinha sido designado a fazer. Receber os pula-pulas. Era até humilhante de certo modo. A única coisa que Caroline considerou que eu não seria capaz de arruinar, pensei. Embora magoasse, eu sabia que era real. Quer dizer, como eu ia saber que tipo de doces e pirulitos ficariam numa mesa chamada “Tesouro escondido”?
― Vou subir.
Falei a ninguém em particular pois Caroline já estava organizando algo que talvez quisesse dizer “o príncipe submarino”. Saí do jardim e fui em direção a casa que também estava repleta de balões azuis e brancos, e subi as escadas.
Ouvi sua risada antes mesmo de entrar no quarto, e isso me fez andar instintivamente mais rápido. Empurrei a porta e o vi. Ele estava sentado no chão no colo de Elena, seu sorriso se abriu ainda mais. Aquele pequeno sorriso com quatro dentinhos a mostra que me fazia sentir sortudo e o pai mais feliz do universo. Abaixei-me perto deles e ergui os braços.
― Sentiu minha falta garotão?
― Pá pá!
Gritou ele batendo mais e se apoiando em Elena para levantar. Depois abriu um pouco os braços para se equilibrar e deu dois passinhos vacilantes, eu o peguei antes que ele pudesse dar outro. Eu já o tinha visto fazer isso, mas não deixava de explodir de orgulho a cada vez.
― Pá pá!
Repetiu ele e eu o apertei em meus braços beijando sua cabecinha cheia de cabelinhos loiros como os da mãe. Caroline dizia que ele se parecia muito comigo, mas além dos olhos que eram idênticos aos meus, eu via demais os traços dela. Senti seu coraçãozinho bater forte no peito e sorri.
Alguns tempo atrás
― São os batimentos do seu filho.
A ginecologista falou sorrindo para nós, mas eu estava parado no lugar, ouvindo aquele barulho forte e rápido. Aquela sequência rítmica que cantava aos meus ouvidos me dizendo que era meu filho que estava ali. Dentro da barriga da minha mulher. Estava crescendo e ficando forte a cada dia. E eu os amava tanto que meu peito parecia prestes a explodir.
― Klaus?
Chamou Caroline e eu focalizei seu rosto. Ela estava vermelha e algumas lágrimas escorriam por seu rosto. Eu apertei seus dedos por entre os meus e sorri para ela.
― Nosso bebê está cada dia mais forte.
Falei a ela, querendo tocar sua barriga e senti-lo em minhas mãos, mas a médica ainda fazendo o exame e não era hora para isso. Mas não era muito fácil de controlar as emoções.
― Já podemos ver o sexo?
Perguntou Caroline a médica e nós dois olhamos para ela. Não tínhamos conversado sobre isso, nem sobre nomes, nem nada assim. Acho que na verdade nós só queríamos que ele estivesse bem. Porque nós dois já sentimos na pele como era perder um filho. Então todos os detalhes de sexo ou nomes, podiam ficar para depois. Desde que ele estivesse bem e saudável.
A médica analisou o monitor por algum tempo, o que para mim na verdade só parecia um grande borrão, mas Caroline já estava com quase doze semanas, então para ela provavelmente fazia um pouco mais de sentindo. Ela se concentrou, e depois sorriu.
― Você vai ficar em desvantagem Caroline, porque é um menino.
Falou ela e meu coração falhou uma batida. Eu não sabia nomear o que eu estava sentindo. Não tinha como definir como era estar aqui sentado ouvindo o coração do meu garotinho batendo. Segurando os dedos da mulher que eu amava e me preparando para algo grandioso, para algo que me mudaria e mudaria o sentido da minha vida para sempre. Eu iria ser pai. De um menino saudável, cujos batimentos ecoavam ainda em meus ouvidos.
Me ergui da cadeira e me inclinei sobre Caroline ignorando que tinha mais alguém ali, segurei seu rosto e mergulhei em seu beijo, só então me dando conta de que meu rosto estava tão molhado quanto o dela.
Ela passou a mão por meus cabelos e me puxou para mais perto. Sua pele estava quente e seu cheiro fazia com que as emoções daquele momento único ficassem cada segundo mais intensas.
― Eu amo você.
Murmurei afastando um pouco os lábios para respirar.
― Eu amo você Niklaus Mikaelson, e vou amar feito louca nosso garotinho.
Eu sorri ainda encostado a testa dela me deixando pela primeira vez desde que eu soube da sua gravidez imaginar nós dois no futuro. Com nosso filho e com uma vida feliz e completa. Vida essa que lutaria com unhas e dentes para dar a minha família.
Atualmente
Ele não ficou por muito tempo me abraçando e já começou a espernear para que eu o colocasse de volta no chão. Nessas horas eu era obrigado a concordar com Caroline e dizer que ele não herdou apenas meus olhos e sim meu temperamento.
― Ele já tomou banho, só falta vestir a roupa.
Falou Elena apontado para um conjunto que estava em cima da cama.
― Eu fico com ele não se preocupe, a Caroline não vai me deixar fazer coisa alguma lá embaixo, então aqui eu me sinto um pouco menos inútil.
Elena riu um pouco e passou a mão na cabeça do meu filho, depois se levantou.
― Eu vou descer então, me sentir um pouco inútil também.
Nós dois rimos e ela saiu, então eu comecei a brincar com ele. O que na verdade para uma criança de um ano significava morder coisas depois jogá-las longe para que pudéssemos pegar para elas. E como o autentico pai babão que eu era, conseguia fazer isso por horas a fil.
Pois todas as coisas que falam que nós iremos fazer quando nos tornamos pais não eram mentiras. Olhar nossos pequenos brincar, franzir a testa e fazer sons ininteligíveis podia ser a coisa mais divertida do mundo. Então não sei ao certo quanto tempo fiquei brincando com ele, que gostava particularmente de uma girafinha roxa até que Caroline apareceu na porta do quarto.
― Ele ainda não está pronto? Os convidados já começaram a chegar!
Comentou ela e eu me levantei pegando ele no colo.
― Estávamos brincado, não é garotão?
Falei enquanto colocava ele na cama para começar a vestir a roupa.
― Claro que estavam brincando, vocês já formam o clube do bolinha e ele ainda nem começou a falar.
Falou ela rindo e beijou meu rosto.
― Mamãe está com ciúmes Matthew, você acha que devíamos beija-la?
Perguntei baixinho a ele, mas é claro que o pequeno traidor já estava esticando os braços para ela.
Então ela o pegou sorrindo e se sentou ao meu lado, enquanto colocava uma blusa nele.
― Como você está?
Perguntei tocando seu cabelo.
Ela se virou para mim e se inclinou para me beijar. Um beijo rápido e quente, da maneira como fazemos com a pessoa que amamos e que já quase é uma extensão de nós.
― Nosso filho está fazendo um ano, eu sou casado com o homem que eu amo, como eu poderia estar menos que extasiada?
Respondeu ela e eu sorri por dentro me levantando para pegar os sapatos dele depois voltei para a cama.
― Tá vendo só? Você está o homem mais bonito da casa, só não conte isso ao seu pai...
Falou ela erguendo Matthew e beijando sua barriga, ao que ele gargalhou.
Depois ela segurou ele contra o peito e esticou a mão para mim.
― Vamos?
Perguntou ainda sorrindo, e eu segurei a sua o mais rápido possível. Seu toque era familiar e perfeito, nossos dedos se encaixavam como se tivessem sido feitos para estarem ali. E nosso bebê em seu colo sorrindo para nós era o melhor presente que a vida podia ter me dado.
Saímos do quarto e eu segurei sua cintura.
― Já faz um ano você acredita nisso?
Perguntou ela enquanto descíamos as escadas. E não era mentira quando diziam que o tempo passa muito mais rápido quando estamos felizes. Já estava completando um ano que Matthew nasceu, e eu mal senti passar. È claro que a noite a um ano atrás não passou tão depressa assim.
Um ano atrás
Caroline estava deitada no sofá com os pés em meu colo e eu os massageava bem devagar, nos últimos dias ela insistia em dizer que estavam inchados, muito embora eu não entendia como ela conseguia ver os pés com uma barriga enorme de oito meses a sua frente. É claro que dizer isso a ela na semana anterior tinha sido uma péssima ideia, pois eu acabei com uma mulher em prantos trancada no banheiro e gritando que eu era um babaca.
Lembrete para o futuro: Nunca subestime a ira de uma mulher com os hormônios fora de controle no corpo. Porque elas podem ser cruéis e violentas. A única vantagem nisso é que não são boas de mira e eu acabei esquivando de um secador arremessado, e isso me fez aprender a lição. Cuidar, proteger, e nunca, sobre circunstancia alguma insinuar que ela estava gorda.
― Meu nariz está parecendo uma laranja...
Falou ela tocando a ponta do nariz com os dedos.
― Não está não, você está linda.
Respondi, ao que ela fez um biquinho.
― Você sempre diz isso mesmo que eu esteja horrível.
― Você está carregando meu filho, é fisicamente impossível você parecer horrível para mim.
Respondi a ela e isso a fez sorrir. Ultimamente na verdade eu conseguia arrancar muitos sorrisos seus é claro, obviamente não pela minha habilidade em fazer piadas, mas por ela estar se sentindo assim como eu mais que feliz o tempo inteiro.
Me inclinei para frente e beijei um de seus dedos.
― Vou pegar um pouco de suco para você.
Falei me levantando, e ela já começou a se levantar também.
― Nem pensar, você fica sentadinha aqui.
― Klaus, eu não estou doente, só grávida.
― Você está grávida, mas precisa descansar, lembra que a médica disse que sua pressão estava um pouco alta na última consulta e que você devia beber muito líquido e descansar?
Ela revirou os olhos mas sentou.
― Eu estou bem, e já bebi tanta água que ganhei praticamente mais um quilo.
Me inclinei para beijar sua cabeça.
― Só estou sendo cuidadoso Amor, além disso tenho que terminar sua massagem nos pés.
Fui até a cozinha e enchi um copo com suco de laranja depois voltei a sala. Caroline sorriu satisfeita e pegou no sono enquanto eu continuava a massagear seus pés.
Então eu a peguei no colo e levei para cama, depois tirei os sapatos e a abracei com as mãos sobre sua barriga que era meu novo jeito favorito de dormir.
Sua respiração era calma e tranquila e eu fui pegando no sono aos poucos também.
O sono foi virando uma névoa e eu apertei Caroline nos meus braços, acontece que eu não a senti, e aquilo fez com eu despertasse. Me virei de lado tentando focalizar a visão no escuro e localizá-la, então vi a luz do banheiro acesa e relaxei um pouco. Ela reclama que meus litros de água e suco diários faziam ela fazer xixi mais que dormir durante a noite.
Fechei meus olhos um pouco esperando ela voltar para a cama, mas demorou um pouco mais do que deveria. Então me levantei da cama e bati na porta.
― Caroline? Você está bem amor?
Perguntei tentando ouvir algo.
― Não.
Veio a resposta baixinha do outro lado da porta, meus sentidos se ligaram num segundo e eu abri a porta num movimento já entrando no banheiro. Caroline estava sentada no vaso, olhando para frente, mas seu rosto estava extremamente pálido e suas mãos tremiam um pouco apoiadas em seu colo.
Eu me ajoelhei em sua frente e peguei suas mãos, estavam geladas.
― O que houve? Você está sentindo alguma contração?
Perguntei mas seu rosto estava cravado de choque e medo, pareciam que as palavras não conseguiam se formar direito, então ela se levantou, e eu quase congelei, sua camisola, estava molhada com algum tipo de líquido e sangue.
Me levantei num segundo e a peguei no colo.
― Precisamos ir ao médico, agora.
Falei a ela, mas seu rosto ainda parecia congelado, desci as escadas o mais rápido que pude sem correr, eu sabia que devia pegar a sacola com suas coisas, mas eu não queria parar para esperar coisa alguma, apenas fui com ela para o carro e a deitei no banco de trás, depois entrei no carro e sai de lá o mais rápido possível.
― Caroline? Você está tendo contrações?
Perguntei a ela, e então sua testa se franziu e ela fez uma careta de dor segurando a barriga, eu parei no sinal vermelho e olhei para trás, parecia que tinha surgido mais sangue.
Sim ela estava tendo contrações, isso era normal. A bolsa se rompeu, isso também era normal. Mas aquele sangue todo? Não parecia nem um pouco normal.
― Eu não vou conseguir Klaus.
Falou ela baixinho e olhava para frente, seu rosto parecia perdido em dor e medo.
― Claro que vai amor, eu estou aqui, estamos indo ao hospital. Vocês vão ficar bem.
Falei para ela, e para mim mesmo. Porque no fundo eu também estava apavorado. Não era para ser assim, era para eu estar segurando sua mão, ela sentindo contrações mas sabendo que ficaria bem. Agora nós dois estávamos apavorados, com medo de perder aquilo que sonhamos tanto em ter, e com medo de sentir de novo aquela dor.
Apertei as mãos no volante com força, e tentei me concentrar em chegar ao hospital. Assim que chegássemos lá eles saberiam o que fazer e tudo ia ficar bem. Tudo precisava ficar bem. O caminho pareceu levar uma eternidade, cada sinal vermelho que eu parava me deixava ainda mais assustado, cada segundo parecia um segundo a menos.
Quando enfim parei na frente do hospital pulei para fora e a peguei no colo entrando o mais rápido possível.
― Ela esta tendo contrações!
Gritei para atendente que se levantou da cadeira e ligou para alguém, trouxeram uma maca e eu a coloquei, mas ela agarrou meu braço, como a me pedir para ficar, acontece que nada no mundo me tiraria do seu lado agora. Nós entramos por algumas portas e então outro médico começou a examina-la.
― Chamem a doutora Emmerson.
Falou um deles e Caroline me olhava ainda com o rosto pálido e contraído.
― O que está acontecendo?
Perguntei enquanto um deles aferia sua pressão. Eles se entreolharam e aquilo me aborreceu muito.
― O que está acontecendo?
Gritei sabendo que aquilo assustaria Caroline, mas eu não conseguia me conter, aquilo estava me apavorando.
― A placenta está lacerando, e a pressão dela está muito alta.
Falou um deles e então nossa médica chegou, vê-la ali me deu um pouco de alívio, mas sua expressão não era nada boa, ela colocou Caroline no apoio de pernas para examina-la e eu fiquei olhando seu rosto. Só que ela franziu a testa ainda mais preocupada.
― Ela não está com dilatação suficiente. E não podemos correr o risco da pressão arterial subir ainda mais, então não podemos esperar para que a dilatação aumente.
― Mas porque ela está sangrando?
Perguntei a ela segurando forte os dedos de Caroline.
― A pressão arterial alta fez com que o trabalho de parto fosse induzido pelo corpo, como ela não teve dilatação suficiente a placenta começou a lacerar, por isso precisamos levar ela para a cesariana agora, para que nenhum dos dois corra riscos.
Aquilo tudo parecia muito grave para mim. Mas eu não podia me deixar pensar no pior.
― Levem-na.
Então nos guiaram para uma série de salas e me colocaram um avental e mascara enquanto a preparavam, quando entrei na sala e a vi deitada naquela mesa, ainda pálida e apavorada eu senti mais medo do que já senti em toda minha vida. Fui para perto da sua cabeça e toquei seu rosto.
― Eu estou aqui, vai ficar tudo bem.
Falei para ela, e algumas lágrimas começaram a escorrer por seu rosto.
Olhei para cima e vi os médicos trabalhando, eles diziam alguns termos que eu não compreendia, e trabalhavam rapidamente. Então abaixei a cabeça e me concentrei em Caroline. É claro que ela estava assustada, da última vez que ela tinha sangrado dessa forma nosso bebê tinha morrido. E ela estava sozinha. Mas dessa vez eu estava aqui por ela, mesmo que nem eu mesmo conseguisse me sentir calmo.
Ouvi uma movimentação entre os médicos e ergui a cabeça novamente, e os vi tirando meu filho do ventre de Caroline. Acontece que ele estava imóvel e não chorou.
Um grunhido ameaçou escapar por minha garganta e meu peito doeu tão fortemente que eu me inclinei para frente, tamanho era o peso do que eu achava que estava acontecendo. Eu não tinha chegado a tempo. Travei os dentes tentando não demonstrar o desespero que eu sentia e me ajoelhei ao lado de Caroline beijando sua beça.
Um soluço ameaçou irromper por minha garganta, e eu senti minhas mãos tremendo enquanto segurava as dela.
Mas então um som irrompeu por esta agonia quase me fazendo arfar. Um choro de bebê. Um choro meio fraco no começo, mas que ficou mais forte com os segundos. Fechei meus olhos sentindo lágrimas quentes escorrerem por meu rosto, enquanto outro soluço passava por minha garganta, e então um dos médicos veio até nós com um embrulhinho azul e o abaixou perto do rosto de Caroline. Nosso bebê chorava todo coberto de sangue e sacudia seus bracinhos, Caroline virou a cabeça para olhá-lo.
― Estamos aqui querido...
Sussurrou ela.
― Quer segurá-lo?
Perguntou o médico me olhando, eu me levantei tentando firmar as pernas e estiquei os braços, ele o colocou em meu colo e eu fiquei parado. Quase como se meu corpo estivesse adormecido. Uma coisa tão preciosa estava aqui em meus braços, preciosa demais para que eu pudesse me lembrar de qualquer outra cousa. A não ser minha mulher ao meu lado, e meu filho em meus braços.
― Ele é lindo.
Falei olhando para Caroline, minha voz saia entrecortada e eu o embalei devagar tentando acalmá-lo e querendo protegê-lo. Porque era minha obrigação e minha vida desde sempre, cuidar deles e protegê-los. Minha família era minha vida.
Atualmente
Segundos dolorosos se arrastam como horas, mas os momentos felizes não só passam rápido como também fazem os tristes parecerem pequenos e insignificantes. E foi assim que eu senti assim que chegamos lá embaixo, em meio a um mar de azul e branco, com nossos amigos, nossos irmãos e familiares, todos aqui esperando por nós para comemorar um ano de vida e pura felicidade do nosso filho.
― Klaus!
Chamou Andrew assim que saímos, ele veio até nós e me abraçou depois beijou a cabeça de Caroline e pegou Matthew no colo.
― Como está meu neto?
Perguntou ele, brincando com ele fazendo-o rir.
― Nos deixando loucos agora que está aprendendo a andar.
Respondeu Caroline e eu toquei no ombro de Andrew.
― Ainda bem que vocês estão aqui para cuidar dele para descasarmos um pouco.
Ele riu para mim e eu o fiz também. Ter um pai era... muito bom. Eu não sabia o quanto eu sentia falta disso até que eu tive. Uma família que se preocupava e se importava. Alguém para conversar sobre mim, sobre minha família e coisas que eram importantes para nós. E acima de tudo alguém para se importar com nossa felicidade.
― Nem pense que vocês vão dar uma rapidinha na biblioteca enquanto cuidamos do bebê.
Falou Kol se aproximando também, ao que Caroline deu um tapa em seu braço.
― É uma festa infantil Kol! Comporte-se!
Ele riu a vontade e a abraçou pelo ombro.
― Eu sei que é cunhadinha, mas você sabe, faz parte de mim.
Ele piscou para ela fazendo-a revirar os olhos. E aquilo era muito bom de ver, Kol estava feliz, genuinamente feliz. Eu nunca o tinha visto assim, e era gratificante de maneiras que nem posso dizer.
― Onde está o Jeremy?
Perguntei a ele que apontou para o lado.
― Babando a segunda garota mais bonita da família.
Então eu olhei na direção e o vi com a pequena Emma no colo. A filhinha de Elijah era um pouco mais velha que Matthew e era uma criança linda. Katherine estava conversando com Jeremy enquanto Elijah estava um pouco no fundo vigiando Amy no pula-pula.
― Com licença.
Falei a eles e fui para perto de Elijah, seus olhos acompanhavam cada pulo de Amy como se estivesse pronto a segurá-la a qualquer instante.
― Superprotetor.
Falei a ele que se virou e me deu um abraço.
― Irmão... Isso vindo do cara que mandou colocar grades quase na casa toda?
Perguntou-me ele erguendo uma sobrancelha e eu tive que me render.
― Culpado.
― A festa está linda.
Falou ele.
― Eu não tive nada a ver com isso, tudo organizado por Caroline.
Ele riu um pouco e voltou a olhar para Amy.
― Somos homens de sorte irmão.
― Sim, somos.
Eu não poderia concordar mais com isso, porque tinha aquela certeza todos os dias.
― Onde está a Rebeca?
Perguntei a ele.
― Disse que está chegando com o “Pierre”, um ator francês que ela está namorando, e pediu para você não ousar bater os parabéns antes que ela chegue.
Balancei a cabeça. Bom, essa era Rebekah.
Kol acenou para nós, para que fossemos até ele e eu segui um pouco na frente enquanto Elijah tentava convencer Amy a sair do pula-pula por um tempo.
― Vamos tirar uma foto.
Anunciou Kol e eu peguei Matthew do colo de Andrew ficando ao lado de Caroline, Jeremy e Katherine se aproximaram e Elijah também com Amy saltitando ao seu lado, Damon e Elena se juntaram a nós e Kol ergueu o braço batendo a foto.
Todos nós sorrimos, então ele falou que ia mandar para alguém, mas eu não prestei atenção. Apenas me inclinei para abraçar Caroline pela cintura e beijá-la.
Um pouco longe dali
Esther
O inverno na Inglaterra era um tanto rigoroso, e já começava a dar seus sinais enviando alguns arrepios por minha pele enquanto eu olhava nosso jardim através da janela. O clima fazia o dia ficar escuro, mas eu gostava, parecia mais real e mais próximo.
Senti Mikael se juntar a mim mas não olhei para lado, não precisávamos mais de muitas palavras. É uma das vantagens de se viver tanto tempo com alguém. Palavras e conversar bobas acabam se perdendo.
Então ele colocou algo na minha mão, era um celular. Levantei para ver e uma foto estava na tela.
Nossos filhos, nossos netos. Todos reunidos e sorrindo para a foto.
Uma nostalgia se insinuou por dentro de mim. Mas não tristeza. Aquele momento não me pertencia. Meus filhos estavam felizes com suas vidas, e eles mereciam isso. Só que eu não fazia parte. Durante a minha vida eu escolhi que fosse assim. Eu escolhi como queria viver, e agora estava apenas convivendo com minhas escolhas.
― Eles estão felizes.
Comentei.
― Estão sim.
Respondeu Mikael.
― Isso é bom.
Disse por fim.
Então eu finalmente me virei e olhei para ele.
― Fomos pessoas horríveis. Fizemos coisas horríveis um ao outro e aos nossos filhos.
― Sim, fizemos.
Concordou ele finalmente e eu voltei a olhar o jardim.
― Mas eles estão felizes e devemos isso a eles.
Completei e respirei fundo.
― Mas temos um ao outro, e mesmo sendo pessoas horríveis que fazem coisas horríveis, isso ainda é uma coisa boa.
Falou Mikael e eu senti sua mão segurar a minha, e me senti bem.
Voltando a festa
― Venham pessoal!
Chamou Caroline e ficamos em frente a mesa com o bolo enquanto todos se juntavam.
A vida se acelera e diminui seu ritmo todos os dias. Pessoas vão e vem, somem e aparecem, nós as vemos ou as vezes não. Mas em momentos assim, como o de hoje. Todos nós estávamos aqui. Comemorando juntos, seguindo nossa vidas, separados, mas unidos no que importava.
Meu pai estava aqui com a esposa a quem eu aprendi a amar, minha irmã e meu irmão que agora estava com um chapéu de aniversário na cabeça. Seus rostos queridos que eu descobri na minha vida a pouco tempo, mas que já faziam parte dela.
Katherine e Elijah com minhas duas sobrinhas, que quando se juntavam com Matthew me deixavam de cabelo em pé e em total desespero, mas a quem eu amava demais. Damon, que eu achei tantas vezes que ia acabar se destruindo mas que provou que era um homem forte e digno ao lado de Elena que o fez um homem melhor e acima de tudo que o fez feliz.
Kol e Jeremy de mãos dadas, e sorrindo. Ambos completaram o que faltava na vida um do outro e agora construíam sua felicidade apesar de tudo que poderia ir contra eles.
Marcel, a quem eu amei e criei como se fosse um filho e que me mostrou que nós lutamos com tudo por quem amamos e de quem eu me orgulhava demais.
Rebekah, que mesmo sendo sonhadora, conseguiu construir sua vida e ser feliz sem dar tantos tropeços quando eu achei que daria.
Todos aqui, dividindo comigo tamanha alegria. Marcando minha vida com todos aqueles sorrisos, e com tudo de bom que eles poderiam oferecer.
Aquilo era único. Bom demais para alguém que um dia julgou não ser merecedor. Alguém que já imaginou que a vida não tinha nada de realmente bom a me oferecer, agora via aqui entre essas pessoas sorrindo e cantando parabéns para o meu filho, do lado da mulher que eu amo. A felicidade. No mais real sentido da palavra.
Um pouco mais tarde...
Eu achei que a pior parte de uma festa de criança era organiza-la, mas só diz isso quem ainda não arrumou tudo depois. Pensei descendo as escadas, depois de ficar quase meia hora tentando fazer Matthew dormir. Ele deveria estar cansado depois de brincar tanto, mas só parecia ter recarregados suas baterias.
Caroline tinha ficado com o pessoal da arrumação, mas já estava tudo silencioso e escuro, quando eu a vi sentada no nosso pequeno bar preparando um drinque, eu sorri e fui até ela.
― A próxima é por minha conta.
Falei sentando-me ao seu lado, e eu a vi sorrir antes mesmo de se virar, e quando ela o fez, seu rosto estava tão carregado de promessas que senti meu corpo se aquecer na mesma hora.
― Eu sempre soube que os ingleses eram arrogantes.
Respondeu ela e eu sorri ainda mais.
― E eu sempre soube que os americanos eram calorosos.
Falei me inclinando para ela e passando os dedos por suas coxas, e tive o prazer de ver sua pele se arrepiar sobre meu toque.
― Que tal você me dar uma carona para casa?
Respondeu ela já com a voz entrecortada.
― Só um carona?
Perguntei e a puxei para meu colo, ela abriu as pernas e seu corpo se encaixou no meu perfeitamente. Sua pele estava quente o desejo borbulhava para fora de mim, intensamente, me devorando de dentro para fora. Eu queria sentir seu corpo contra a minha pele, queria sentir seu cheiro e ouvir seus gemidos. Ela ergueu o vestido e se esfregou em meu colo fazendo-me grunhir e morder seu lábio inferior.
Eu apertei meus dedos em sua cintura e arranquei sua calcinha sem cerimônia alguma, a barulho do tecido rasgando na sala silenciosa fez minha fome aumentar ainda mais, levantei-me apoiando seus quadris no balcão enquanto ela começava a desabotoar minha calça.
Afastei suas pernas com o joelho e coloquei minha mão entre suas pernas, ela estava deliciosamente pronta, abaixei a alça do vestido e passei a língua em um dos seus mamilos rosados, aquilo a fez ofegar e enlaçar as pernas em minha cintura. Eu posicional meu pau no meio das pernas e segurei seus quadris.
A antecipação de ter seu corpo me enlouquecia. Eu conhecia cada milímetro de sua pele, conhecia seu corpo e sua mente. Mas nunca ia deixar de ser assim. A paixão e o amor que eu sentia por ela jamais deixaria de me consumir. Caroline se impregnou em mim, me devolveu minha vida, me devolveu a felicidade. Seu amor me fez inteiro por dentro. E seu corpo me fazia inteiro por fora. Não importava o que acontecesse, não importava quantos anos passassem. Seu fogo me consumiria de dentro para fora e eu me entregaria em seus braços sem hesitação ou reservas. Porque nós nos pertencíamos. Nos nós fazíamos inteiros.
― Calma amor, devagar.
Sussurrei em seu ouvido, já sentindo sua carne quente e molhada perto demais.
― Rápido agora, devagar depois.
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