Notas iniciais
Hey gente, capítulo novo, foi mto bom de escrever e espero que seja bom ler também, não esqueçam de deixar os comentários. Bjos e boa leitura.

Klaus

O quadro escorregou pelos meus dedos e eu me virei para ela, seu rosto demonstrava ternura e preocupação, mas no segundo que ela viu o fogo que ardia nos meus sua expressão mudou, mas eu não consegui identificar porque num segundo já estava beijando-a freneticamente enquanto apertava seu corpo contra a parede.

O desejo se espalhou por meu corpo e eu queria sentir sua pele tocando a minha com urgência. Eu me sentia um viciado, que passou tempo demais sem sua droga, agora o corpo gritava por ela, ansiava por senti-la em meu sistema. Caroline era minha droga. Sentir o gosto dos seus lábios na minha boca era demais para mim, minhas mãos corriam por seu corpo tentando tocar o máximo possível.

Ela apoiou as mãos em meu peito e correspondia meus beijos, eu beijei seu pescoço e dei pequenas mordidas sentindo seu calor queimar contra minha boca. Eu segurei a barra de sua blusa e a tirei pela cabeça depois abri ou quebrei o fecho do sutiã e o empurrei por seus ombros. Nesse momento eu tive que parar um pouco para apreciar a beleza das suas curvas tão próximas assim de mim. Então ergui a cabeça para olhar seus olhos, o desejo brilhava em seus olhos e ela segurou meu rosto.

― Você é linda.

Falei beijando o canto da sua boca, e apertei seus seios na palma da minha mão, mas então senti ela se retesar um pouco em meus braços e empurrar meu peito.

― Espere Klaus.

Falou ela, mas eu já não conseguia ouvir nada que não fosse pedindo por mais. Então me abaixei e empurrei a calça por suas pernas, pareceu que ela iria protestar, mas antes que o fizesse eu a ergui nos braços e a levei para a cama. Assim que a deitei tirei a camisa e chutei as calças me juntando a ela o mais rápido que consegui.

― Não, espere um pouco.

Falou novamente apoiando a mão em meu peito.

― Porquê?

Falei me inclinando para dar beijos em seu pescoço e ombros. Ela se arrepiava onde minha boca tocava e eu me deliciava com a sensibilidade do seu corpo ao meu toque.

― Você ainda está abalado por tudo que aconteceu hoje, podemos ter paciência.

Falou ela tentando se forçar a raciocinar. Mas eu nunca fui paciente, e já tinha esperado tempo até demais antes de tê-la.

― Não precisamos ser pacientes. É isso que eu quero.

Falei tentando me abaixar para beijá-la, mas então ela segurou meu rosto entre as mãos.

― É isso que você quer ou é isso que você acha que tem que querer?

Perguntou e então eu parei por um segundo só então entendendo suas dúvidas. Então aquelas três semanas se encaixaram tão rapidamente que me atordoou. Ela nunca dormiu na minha cama, não me tocava mais que o necessário e não tentou nenhum tipo de proximidade. Eu podia ver o desejo em seus olhos, ela queria aquilo demais, mas estava tentando me parar porque não sabia se eu queria. Ela evitava agir de forma mais intima comigo para não me pressionar a corresponder. Mesmo me querendo, ela estava preocupada em não me magoar.

Então eu senti meu coração borbulhar com tantas emoções por aquela mulher que eu sequer soube nomeá-las. Ela me amava, a mim. Não ao que fui. Mas o que existia dentro de mim. Eu a apertei em meus braços. Sentindo que jamais permitiria que alguém a tirasse dali.

― É o que eu quero, eu desejo você. Não o que já vivemos. Mas o que estamos vivendo agora.

Falei a ela e tomei sua boca novamente para calar seus protestos que não vieram. Seu corpo se rendeu a mim e ela fechou os olhos gemendo meu nome.

Aquela palavra sussurrada saindo da sua boca fez o desejo voltar com força total, então afastei meus lábios dos dela e fui beijando seu pescoço até os seios. Então abaixei a cabeça e apertei um dos mamilos com os dentes enquanto massageava o outro com os dedos, ela se contorceu sobre mim e eu quis ainda mais ver seu prazer, vê-la gemer sobre mim. Então passei a morder devagar o outro.

Depois desci devagar beijando e dando pequenas mordidas na sua barriga. Enquanto baixava a calcinha por suas pernas. Ela se ergueu um pouco sobre os cotovelos para olhar meu rosto, e eu senti uma conexão tão forte entre nós que era como se nossos corpos fossem um, eu sentia que podia prever o que ela queria ou o que faria a seguir, e eu precisava continuar a senti-la, o mais profundamente possível. Então afastei suas pernas, e suguei sua feminilidade com desejo e fome, querendo sentir seu gosto de mulher na minha boca, dominando meus sentidos. Ela arqueou as costas e gemeu meu nome mais uma vez. Ela estava molhada e pronta para mim, e eu a devorava, estimulando seu clitóris com a língua e afastando os músculos inchados me dando acesso a seu interior.

Ela agarrou os cobertores ao redor dela e num espasmo violento ela gozou na minha língua. Eu continuei a estimulá-la, mas ela começou a fechar as pernas, estava sensível demais e eu me deliciava ao sentir que era eu o responsável por isso.

Então eu me levantei e me apoiei sob os cotovelos olhando seus olhos e afastando suas pernas com os joelhos, então eu me abaixei para beijá-la ao mesmo tempo que a penetrava. Era para ser devagar, carinhosamente. Mas no instante que eu senti sua carne meu corpo entrou em frenesi e eu estoquei rápido e profundamente. Ela mordeu os lábios e eu a senti muito apertada em volta de mim, então soltei o corpo sobre ela sentindo meu peito nu sobre o dela.

O que quer que eu esperasse ao fazer amor com Caroline não chegava nem perto do que eu estava sentindo agora.

Sua pele estava colada na minha, seus olhos cheios de desejo e amor me encaravam em expectativa. Seu corpo pulsava em volta de mim. Era intenso demais, era bom demais.

Eu afastei meu quadril devagar e a penetrei de novo, um grunhido se formou no fundo na minha garganta, o prazer se formava dentro de mim, tão forte que eu sentia que explodiria no segundo que gozasse. Mas esse era o encanto. Mesmo ameaçando me consumir, mesmo sabendo que aquela mulher iria me transformar para sempre, eu não queria recuar, queria me atirar de cabeça e me perder em seus braços.

Então eu comecei a me movimentar sobre ela. Tentando ser gentil. Ela era apertada e se eu fosse com força demais poderia machucá-la. Mas então ela ergueu as pernas e cruzou–as na minha cintura, me fazendo chegar tão profundamente nela que me deixou tonto.

― Rápido agora, devagar depois.

Falou ela com a voz rouca e cheia de desejo. Então eu comecei a penetrá-la rapidamente, furiosamente, buscando nosso prazer como se fosse meu último suspiro de vida.

Seu corpo tencionava a minha volta, eu sugava sua boca como se fosse conseguir que seu gosto ficasse em mim para sempre.

Ela afastou um pouco a boca para respirar então eu abaixei a cabeça e capturei um dos seios sugando-a com tamanha intensidade, que ela cravou as unhas em minhas costas e gozou se apertando contra mim e gritando meu nome, então ela correu as unhas por minhas costas e aquela sensação fez meu orgasmo explodir de mim com ferocidade. Eu enterrei a cabeça em seu pescoço e mordi sua pele, inalando seu cheiro e sufocando meus gemidos.

Então soltei o peso do meu corpo sobre ela, sentindo ainda o calor de sua pele, sua respiração em meu ombro.

Então eu entendi aquele quadro. Entendi cada pincelada. Porque aquela sensação ficaria gravada em mim enquanto eu vivesse. Eu me lembraria de cada nuance de estar dentro dela. Cada respiração, cada gemido, cada toque. Seu gosto. Tudo. Ela estava entranhada em mim.

Então eu rolei de lado e a puxei para meu peito.

― Você tem irmãos?

Perguntei a ela depois de alguns segundos de silêncio.

Ela ergueu o rosto para mim, seu rosto estava vermelho e os lábios um pouco inchados, e eu a achei a coisa mais linda que já vi em toda minha vida.

― Nós acabamos de transar e você quer saber se eu tenho irmãos, sério?

Ela riu um pouco e eu coloquei uma mexa de cabelo atrás de sua orelha.

― Eu quero conhecer você.

Então ela deu um pequeno sorriso e beijou meu queixo.

― Não tenho irmãos. Só uma enteada do meu pai, mas ela é uma grande vadia e não é definitivamente minha irmã.

Sua testa se franziu um pouco e eu desfiz as ruguinhas com o dedo.

― E porque ela é uma va...

Antes que eu terminasse ela ergueu a mão me calando.

― Antes de mais nada quero que fique registrado que eu a detesto e você precisa me apoiar tudo bem?

Ela fez uma expressão bem seria e eu não pude deixar de rir com ela.

― E eu conheço a vadia?

Perguntei tentando amenizar seu aborrecimento.

― Conhece e ela deu em cima de você. Por isso nós a odiamos.

Apenas concordei com a cabeça. Eu me sentia feliz ali, não queria e não estava com disposição para remoer as coisas que eu não lembrava.

― Você gosta de cinema ou teatro?

Perguntei, descobrindo naquele momento que eu adorava conhecê-la.

― Cinema.

Então continuamos naquele ritmo calmo e sereno, conversando sobre coisas sobre ela que eu gostaria de saber, até que o sono foi aos poucos tomando conta de nós dois.

― E nosso jantar?

Perguntou ela bocejando.

― Pizza ou comida chinesa?

Perguntei calmamente fechando os olhos.

― Pizza.

Respondeu ela.

― Ótimo. Então nos vamos tirar uma soneca e depois pedimos pizza para o jantar.

― Você está um homem cheio de promessas essa noite Sr. Mikaelson.

― Promessas?

Me aconcheguei mais no travesseiro e a apartei mais nos meu braços.

― Devagar depois, não lembra?

Falou ela e a risada dela vibrou por meu peito e foi tudo que eu pensei antes de cair no sono.

***

Devagar depois.

As palavras dela estavam brincando no fundo da minha consciência enquanto eu acordava. Ela ainda estava dormindo profundamente em meus braços.

Rolei bem devagar para não acordá-la e apreciei seu corpo nu e quente.

Pensei em ir pedir a pizza, mas depois achei que deveria acordá-la de uma maneira bem melhor.

Fui beijando seu estomago e sua pele se arrepiava onde eu a tocava.

Devagar depois.

Pensei rindo comigo mesmo. Eu estava mais que disposto a ir bem devagar agora. Quando estávamos na casa do lago ela me implorou para parar e eu o fiz, mas agora ela precisaria fazer...

Ergui minha cabeça rápido enquanto aquele pensamento permanecia nítido em meu cérebro. Caroline deitada sobre os lençóis brancos me pedindo para parar enquanto eu saboreava seu corpo me deliciando com seus gemidos.

Uma lembrança.

Toquei sua pele sentindo várias coisas ao mesmo tempo, então eu pensei em um pouco antes, quando brigamos porque ela descobriu sobre Hayley, ou antes disso, enquanto ela se apertava em meu colo dentro do carro naquela rua mal iluminada.

― Eu me lembro.

Falei para mim mesmo sentindo a emoção daquele minuto aliviar todo o peso que esteve em minhas costas sumir milagrosamente. Meus olhos marejaram ao ver a silhueta da minha mulher adormecida no quarto escuro. Minha salvação. Todo tempo em que eu não conseguia lembrar eu estive afastado dela, mas quando eu finalmente me permitir sentir, meu amor por ela me trouxe de volta.

Pensei em acordá-la e contar, mas parecia algo importante demais para ser descrito com palavras.

Então eu desci para o escritório. Pretendendo mostrar a ela o quanto eu lembrava.

Tinha que ser rápido pois ela logo acordaria.

Não sei se levou meia hora ou mais, só sei que quando coloquei o último toque eu a ouvi me chamar.

― Estou aqui.

Falei sentindo meu peito queimar de emoção e felicidade com esse momento único.

Poucos segundos depois ela entrou e então parou na porta ao ver velas espalhadas por todo lugar.

― Tudo bem?

Falou ela e olhava para a grande caixa no chão sem entender.

― Tudo. Venha aqui.

Falei esticando a mão para ela, quando sua pele tocou a minha eu quase suspirei ao sentir o quão bom era sentir seu toque me lembrando de tudo que ela era e representava na minha vida.

― Tenho um presente para você.

Então eu a encaminhei para o meio da sala e a fiz se sentar no chão. Eu me sentei atrás dela e puxei a caixa colocando-a na sua frente. Eu olhava para a caixa sobre seu ombro e estiquei a mão tirando a tampa.

Ela encarou todos aqueles itens sem entender.

― Eu vou falar, e você vai apenas escutar por enquanto está bem?

Perguntei em seu ouvido.

― Sim.

Concordou ela, então eu tirei o primeiro item da caixa. Uma garrafa de vodca.

― Nos conhecemos num bar. Você parecia exausta e bebia a vodca mais barata daquele lugar. Você estava tão linda daquele jeito tão, imersa em seus pensamentos, sem pensar ou se preocupar com o que os outros pensavam sobre você, que eu não pensei, apenas fui até você.

Ela levou a mão a boca e eu beijei seu ombro pegando a próxima coisa. Uma xícara de café.

― Então segunda de manhã você estava na minha sala, e eu só pensava no quanto eu estava fodido, porque sabia que não ia conseguir ficar longe, eu tinha certeza que não resistiria a você. Mas infernizar você para me fazer aqueles cafés horríveis aliviava um pouco.

A próxima coisa era um pequeno coração vermelho desenhado em um papel partido em dois.

― Eu fui um babaca e magoei você, mas eu te amava demais para te deixar ir. Eu sabia que era o melhor para você, mas tentar ficar longe seria como arrancar meu próprio coração do peito.

Falei e senti ela estremecer com as palavras mas permaneceu em silencio. Enquanto eu tirava um curativo da caixa.

― Você viu o que tinha dentro de mim, sabia sobre todas as coisas ruins que eu carregava, mas ao invés de se assustar ou fugir, você ficou, me amou ainda mais e conseguiu me curar.

Terminei as palavras sentindo a emoção começar a embargar minha voz, mas eu precisava continuar, por nós dois.

A próxima coisa que eu tirei foi minha aliança.

― Você transformou minha vida, e se tornou ela. E eu sabia que jamais seria feliz se você não fosse minha mulher. E novamente eu te magoei, por ter sido estúpido demais. Mas no fim do dia, o que importou foi que eu te dei o casamento que você queria, e eu agradeço todos os dias por você.

Então eu ergui um par de sapatinhos brancos e uma lágrima quente escorreu por meu rosto.

― Você estava esperando um filho meu, e foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Pensar em você carregando nosso filho. Eu fiz planos e pensei em como nossa vida mudaria com aquela criança. Mas então nos o perdemos, e quase nos perdemos no processo. Só que nosso amor era maior que a dor, e quando percebemos isso nos reconstruímos e levantamos a cabeça ainda mais fortes.

Minha mão tremeu um pouco quando peguei a última coisa. Um carrinho de brinquedo, um soluço sacudiu os ombros de Caroline e eu fechei os olhos.

― Então o acidente aconteceu. E eu não conseguia me lembrar de quem você era, e não entendia porque você estava lutando tanto por mim.

Então eu me ajoelhei em sua frente e segurei seu rosto.

― Eu não me esqueci de você porque era doloroso lembrar. E sim para ter ainda mais certeza que você é a mulher da minha vida. Porque o que ficou disso tudo foi que, não importava o que eu sou, quem eu sou, ou que quer que aconteça nas nossas vidas, eu vou sempre amar você, e vou me apaixonar de novo e de novo durante todos os dias da minha vida.

Conclui olhando seu rosto que eu tanto amava enquanto ela chorava, mas então ela se atirou em meus braços e enterrou o rosto em meu pescoço.

Depois de alguns segundos ela se afastou um pouco e olhou meu rosto.

― E não importa o que aconteça ou que façamos daqui para frente. Eu amo você e sempre vou estar aqui por você, pelo resto da minha vida.

Eu a apertei forte em meus braços sentindo-me completo. Real, e em todos os sentidos possíveis. De todas as formas que o amor poderia existir. De todas as maneiras que um homem poderia amar sua mulher. Eu estava no lugar onde deveria estar e estava completo, porque nós meus braços estava a outra metade da minha alma.

Notas finais
E então? O que acharam?