Sexy Fire - Klaroline
49 Season 2 – Capítulo 17
Notas iniciais
Caroline
Eu pedi alguns dias de licença no trabalho. Eu achava que ficar em casa o tempo todo não ajudaria o Klaus em muita coisa, mas também sabia que quanto mas tempo ele me visse mas eram as probabilidades dele se lembrar de mim.
Então assim que ele dormiu aquela noite eu comecei a pesquisar obsessivamente sobre amnésia, causas, efeitos, tratamentos. Mas as respostas que obtive eram extremamente desestimulantes. Não era possível precisar quanto tempo, ou mesmo se a pessoa recobraria as lembranças. Os danos causados por estas lesões poderiam se curar rapidamente, ou levar meses, ou até nunca voltarem. E não havia nada a fazer. Em todo lugar só dizia que o correto era esperar, que o cérebro melhoraria sozinho.
Mas na pratica, não era muito fácil esperar. Especialmente quando se é casado com esse alguém, principalmente em situações como agora em que já era quase duas da manhã, eu estava exausta no sofá com o notebook no colo e não sabia se podia ir para a cama. Quer dizer, pelo menos não na minha cama. Klaus estava lá, eu só podia imaginar o estresse que seria dormir numa cama com uma completa estranha.
Então acabei pegando no sono no sofá na posição mais desconfortável do mundo. Uma dor aguda no pescoço e o cheiro de café foi o que me acordou de manhã. Meu humor estava péssimo e eu me levantei sem nem abrir os olhos me guiando pelo cheiro. Mas quando cheguei lá despertei na mesma hora, Klaus estava encostado no balcão da cozinha bebericando uma xícara de café.
― O que você está fazendo de pé? Como se sente?
― Estou bebendo café e estou bem.
Respondeu ele casualmente.
Mas eu não conseguia deixar de me preocupar. Vê-lo com aqueles curativos na cabeça e no braço ainda me deixavam em alerta máximo de ele não podia se machucar mais de jeito nenhum.
― Porque você não me açodou? Eu poderia fazer o café, e não estou gostando de você ficar subindo e descendo as escadas. E se você ficar tonto ou algo assim?
Falei cruzando os braços começando a ficar irritado. Klaus era teimoso e podia ser bem irritante quando queria.
― Eu não estou inválido, não me senti mal nem fiquei tonto. E não é do meu feitio acordar alguém para fazer o meu café.
Resmungou ele e deu mais um gole.
― Sério? Porque quando eu trabalhava para você 90 por cento das palavras que saiam da sua boca era para pedir café!
Reclamei indo até a cafeteira e pegando uma xícara.
― Acho que seria bem gentil da sua parte não fazer referências de coisas que eu não lembro.
Então eu parei com o café a meio caminho da boca me sentindo terrivelmente culpada por falar assim com ele.
― Me desculpe, eu sei que não é sua culpa.
Falei olhando para meus pés.
― Tanto faz. Mas parece que não é bem da sua natureza ser gentil, e além disso, eu detesto seu café.
Eu abri a boca para reclamar quando eu me dei conta. Meus dedos quase soltaram o café.
― O que você disse?
Perguntei olhando para ele.
― Sobre você não ser gentil? Aposto que você sabe disso.
Ele deu um sorriso debochado mas não tinha se dado conta do que ele mesmo disse.
― Não, a outra parte, sobre o café. Você disse que detestava o meu café.
A emoção era grande demais. Eu queria ouvi-lo falar de novo, várias vezes, colocar um pouco de esperança naquela missão que não parecia ser fácil. Ele franziu a testa mas então eu vi o segundo que ele compreendeu, pois seu rosto foi de surpresa e até um pouco de alívio.
― Eu detesto seu café.
Falou ele saboreando as palavras, como se aquilo fosse fazer ele se lembrar mais, como se aquela lembrança traria outras.
― Isso, você odeia meu café, mas adorava reclamar dele.
Falei esticando a mão e tocando seu braço, então ele olhou para meus dedos na sua pele e depois para meu rosto.
― Existe alguma coisa que você prepare que não seja horrível?
Falou ele e eu revirei os olhos tirando a mão de seu braço.
― E é claro que não seria você se não estragasse tudo abrindo a boca.
Resmunguei e então sentei na mesa, aquilo podia significar muitas coisas. Ele podia estar se lembrando. Então ele sentou na minha frente e ficou olhando o copo.
― Acho que estamos abordando isso de um jeito errado. Eu li na internet que associações são uma boa maneira de fazer as lembranças voltarem.
― Na internet? E como você acessou a internet?
― Com meu notebook, enquanto você estava roncando no sofá eu desci e peguei.
Eu queria ficar brava e reclamar bastante tempo com ele sobre isso, mas agora, a perspectiva que suas lembranças pudessem estar voltando eram boas demais para que eu pensasse em qualquer outra coisa.
― O café fez eu pensar que eu detestava o seu. Então imagino que fazer alguma outra coisa que costumávamos fazer traga outras lembranças.
― Claro! É uma ótima idéia.
― Certo. O que era que nós dois fazíamos a maior parte do nosso tempo livre?
Perguntou ele, e então me veio a mente o que era só que eu não consegui dizer. Meu rosto esquentou imediatamente, era o Klaus na minha frente, mas um Klaus que não se lembrava das coisas que fazíamos, então era como contar a um estranho da nossa vida sexual.
― Hum... muitas coisas, como...
Não consegui concluir a frase. Mas como é que eu diria isso para ele? “Olha só Klaus, nós transavamos feito coelhos em todos os lugares, ótimo não é?”
― Como...?
Insistiu ele e eu não podia fazer isso se não fosse sincera com ela.
― Nós nos sentíamos muito atraídos um pelo outro, então, passávamos a maior parte do nosso tempo livre... fazendo sexo.
Encarei fixamente a xícara em minha mão esperando ele falar alguma coisa, mas como ele não o fez eu tive que erguer os olhos, sua expressão estava entre divertida e maldosa, e ele me encarava como se estivesse me imaginando nua, meu rosto esquentou ainda mais. Porque aquilo era tão estranho?
― Alguma outra coisa?
Perguntou ele e eu revirei os olhos.
― Você não está ajudando.
Resmunguei.
― Eu não me lembro, você é quem sabe as coisas que fazíamos e eu que não estou ajudando?
Eu suspirei e tentei me concentrar em algo que poderíamos fazer. Mas não veio muita coisa a cabeça. Klaus trabalhava muito, e praticamente só nos víamos a noite e nesse período fazíamos sexo e conversávamos, ele não tinha hobbies além da pintura e não saía muito, então ficava um pouco difícil.
― Eu não sei, nós conversávamos bastante e você sabe o que mais... Então eu não sei o que poderíamos fazer juntos para trazer de volta suas lembranças.
Ele olhou para as mãos um pouco frustrado.
― Podemos conversar então, talvez ajude.
― Isso, ótima idéia.
Concordei com ele e ficamos nos olhando, geralmente era nesse ponto que algum assunto surgia. Mas então esse tempo se prolongou bastante e nenhuma de nós dizia nada. Eu entendia que ele não soubesse o que dizer, Klaus não era conhecido por sua simpatia com estranhos, mas eu travei totalmente, eu não sabia o que dizer, ou que assunto falar com ele.
― Que tal fazermos alguma outra coisa, como jogar xadrez ou algo assim?
Sugeri numa tentativa desesperada de falar alguma coisa.
― Ótimo.
Concordou ele e então subimos para o quarto, eu peguei o tabuleiro de xadrez e sentamos na cama.
Nos primeiros movimentos não dissemos nada, até que ele acabou com um dos meus peões. Era péssima jogadora de xadrez, e não sabia o que peça alguma fazia além dos peões, mas não podia dizer ele. Pelo simples fato de que ele detestava minha comida, odiava meu café e eu não sabia jogar xadrez, coisa que ele adorava e isso queria dizer que até então, ele não sabia coisa alguma sobre mim de que ele gostava e isso era um desastre.
― Como nos conhecemos?
Perguntou ele ainda analisando as peças no tabuleiro.
― Num bar, pouco tempo depois que você se mudou para cá.
Falei e ele ergueu os olhos para mim por um tempo.
― E...?
― E... o quê?
― Aposto que você consegue ser mais detalhista que isso.
― Pensei que você não quisesse ouvir detalhes do que vivemos e que você não lembra.
― Não quero, mas isso pode ajudar a me lembrar, então eu preciso ouvir.
Ele fez um movimento com uma torre e eu senti que ele logo descobriria minhas habilidades nulas no xadrez, então achei melhor começar a falar o mais rápido possível.
― Nós nos vimos, você me cantou e me deu uma carona para casa. E nós... acabamos transando no carro e foi assim.
Seu olhar era cético e eu podia sentir vários comentários arrogantes vindo por aí. E é claro ele não me desapontou.
― Você entrou no carro de um estranho e transou com ele?
Cara como eu detesta o Klaus Cretino, mas eu já tinha ganhado uma vez e faria de novo.
― Sim, e eu não sou uma vadia.
― Eu não disse que era.
― Mas está pensando, e eu não sou mesmo, eu tive um ano infernal e você flertar comigo aquela noite foi a melhor coisa que tinha me acontecido em muito tempo, então eu fiz e foi ótimo.
Ele acenou com a cabeça e olhou novamente o tabuleiro.
― E depois?
Perguntou ele aguardando meu próximo movimento.
― Depois eu acabei trabalhando para você e começamos a namorar.
Eu dei um grande salto na história, mas realmente tudo que aconteceu nesse meio tempo não era algo que eu gostaria de lembrar especialmente num momento tão delicado para nós.
― Eu estava tendo um caso com minha funcionária?
Comentou ele e riu sem tirar os olhos do tabuleiro. Mas pela ironia das suas palavras eu podia imaginar que ele achava que eu era uma grande vadia. Droga. Conversar não era realmente uma boa idéia.
― É sua vez.
Falou ele e eu observei o tabuleiro em pânico, ele levantou os olhos quando viu que eu não fiz nada e me encarou esperando.
― Você sabe jogar xadrez?
Perguntou ele e eu não poderia esconder, mais que ótimas revelações no dia de hoje pensei ironicamente.
― Não.
― Então porque sugeriu esse jogo?
Perguntou ele franzindo a testa.
― Porque você gostava, nós nunca jogamos juntos.
Ele respirou fundo e voltou a olhar o tabuleiro. Eu imaginei todas as coisas que ele devia estar pensando nesse momento. Ele gostava de xadrez, e num momento tão complicado ele queria fazer algo que lhe parecesse seguro e familiar.
― Não é tão difícil.
Começou ele.
― Os peões sempre vão na frente porque são as peças mais descartáveis, então você tem duas torres, dois cavalos, dois bispos, o rei e a rainha. A rainha é a peça mais forte no jogo, mas é o rei que você deve proteger.
Ele apontou cada uma das peças enquanto falava.
― A torre sempre vai andar na horizontal ou vertical, o bispo na diagonal, a rainha em qualquer direção e quantas casas forem possíveis, o cavalo em forma de “L” e o rei também para qualquer direção, mas somente uma casa.
Concluiu ele e eu tentei memorizar suas instruções.
― Sempre observe o tabuleiro, onde você pode ir, e de onde viram as ameaças, isso é muito importante.
Então eu fiz uma jogada com a torre e olhei para ele querendo ver se tinha feito certo, ele deu um pequeno sorriso em aprovação. E eu me senti bem com aquilo. Então nós continuamos jogando, eu observava sua concentração, a certeza dos movimentos, e me vi também querendo isso, seguir suas orientações a medida que o jogo avançava e me via mais que feliz quando fazia algo certo, ele fingia aborrecimento quando eu comia as peças dele, mas eu podia ver que ele gostava disso, de me ver fazendo certo o que ele estava me ensinando.
Depois de quase uma hora de jogo o tabuleiro estava quase vazio e eu observa minhas peças para ver o que poderia fazer.
― Não acho que você seja uma vadia.
Comentou ele e eu ergui a cabeça para olhar seus olhos.
― Você está aqui aprendendo xadrez com um cara mal humorado e que nem sequer se lembra de você, e além de tudo detesta seu café. Mas você está aqui, e isso não é coisa que uma vadia faria, mas sim alguém que se importa comigo.
Falou ele sem desviar os olhos dos meus e muitas emoções me tomaram. Eu estava abatida e triste por tudo aquilo, mas estava feliz demais em saber que ele estava aqui e estava bem, e mais ainda, em saber que mesmo sem se lembrar de mim, ele sabia que eu ficaria aqui e que me importava. Eu já ia abrir a boca para dizer que o amava e movi uma peça no tabuleiro sem nem olhar direito para ela quando ele me interrompeu.
― Espere um pouco amor.
Meu coração quase saiu pela boca quando ele me chamou assim, aquele apelido tão carinhoso e especial saindo dos seus lábios depois de tanto tempo quase me fez chorar de alegria.
― Xeque-mate.
Falou ele e então todo alegria e romantismo do momento acabaram tão rápido que me deixaram zonza.
― O quê?
Perguntei olhando para as peças.
― Eu avisei, sempre preste atenção ao tabuleiro.
Então eu me levantei muito rápido da cama.
― Você é um babaca sabia?
Ele deu de ombros e começou a arrumar as peças no tabuleiro de novo.
― Não seja má perdedora Caroline.
Eu queria soltar uma imensa fileira de reclamações sobre sua insensibilidade, mas resolvi sair do quarto batendo a porta. Tomei uma ducha quase rangendo os dentes de raiva. Mas eu tinha que me focar no babaca. E ele precisava trocar os curativos do braço e da cabeça e tomar um banho.
Então voltei para o quarto e o encontrei com o notebook no colo, eu fui até ele o tirei de suas mãos sem dizer nada.
― Banho.
Resmunguei e ele ficou de pé.
― Você precisa trocar os curativos e tomar um banho.
Falei e ele foi para o banheiro enquanto eu o seguia, quando chegou na porta ele parou e se virou para mim.
― Eu posso tomar banho sozinho.
― Não, não pode. Seu braço direito está machucado e você não pode molhar a cabeça sobre hipótese nenhuma, então você vai entrar no banheiro, calar a boca e me deixar te dar um banho.
― E se eu não quiser?
Perguntou ele debochando de mim, o que só serviu para me irritar ainda mais. Então eu fechei os olhos e respirei fundo contando até três para não estrangulá-lo.
― Klaus, por favor, não me obrigue a usar a força.
Falei por entre os dentes então ele riu e entrou no banheiro começando a tirar as calças, eu o ajudei a tirar a camisa e ele entrou no chuveiro.
Eu estava brava com ele, e pretendia ficar assim por um tempo. Mas ver seu corpo absolutamente nu na minha frente com certeza não ia ajudar a ficar brava por muito mais tempo. Eu peguei uma esponja e coloquei sabão sem fazer contato visual com ele. Aquela situação era intima demais, estávamos próximos demais.
Comecei a esfregar seu peito bem devagar. Alguns arranhões eram ainda visíveis do lado direito do seu peito e eu não queria sequer arriscar machucá-lo.
― Está doendo?
Perguntei a ele.
― Não.
Respondeu e seu hálito quente bateu em mim fazendo eu ficar arrepiada. Santo deus como é que as enfermeiras conseguiam fazer isso? Eu estava dando banho nele, não de forma erótica nem nada, apenas para cuidar dele, e já estava aqui, pegando fogo frente a simples proximidade do seu corpo.
― Eu não vou quebrar, não se preocupe.
Falou ele e então eu comecei a esfregar sua cintura e depois passei para as pernas, mas fiz isso o mais rápido que consegui, aquilo era mais do que eu conseguiria agüentar. Mas então eu olhei para baixo, e me dei conta que tinha que lavar seu pênis também. Mas como eu faria? Com a bucha? Doeria?
Um rubor se espalhou por minha face e eu achei melhor fazer só com as mãos, então coloquei mais sabão nas mãos, fiz espuma por mais tempo do que deveria e então eu o toquei. Só que no segundo que eu o fiz, ele se retesou sobre meu toque e Klaus soltou um suspiro, eu finalmente olhei para seu rosto, e vi uma chama de desejo por seu rosto.
Mas eu não devia fazer isso, por mais que eu quisesse ficar com meu marido, seu corpo só estava respondendo a meu toque, não era isso que ele queria. Então eu me afastei e comecei a enxaguar as espuma. Eu não disse nada, nem ele.
Depois saímos do chuveiro e eu o ajudei a se secar e vestir uma calça. Eu trocaria os curativos e depois vestiria uma camisa.
Ele se sentou na cama enquanto eu peguei a maleta com o material para curativos.
― Você é enfermeira?
Perguntou ele quando me sentei a seu lado começando a tirar o curativo.
― Não.
― E como você sabe fazer isso?
― Meu marido viria para casa cheio de machucados, eu tinha que aprender.
Falei terminando de tirar o curativo, estavam com uma aparência boa, sem vermelhidão ou inchaço e isso era um ótimo sinal, então eu terminei e desenfaixei sua cabeça. Tentei conter um suspiro de espanto ao ver o tamanho da cicatriz em sua cabeça. E o quão perto eu estive de perdê-lo. Mas eu não o perdi, ele estava aqui e estava bem, pensei enquanto inspecionava a cicatriz. Parecia bem seca também, e os pontos não inflamaram. Respirei aliviada e coloquei os curativos novos.
― Está cicatrizando bem, logo não vai mais precisar de curativos.
Comentei enquanto começava a me levantar, mas então ele segurou minha mão e me fez ficar no lugar.
― Obrigada.
Falou ele e eu sorri um pouco.
― Por nada. Você precisa de alguma coisa?
Perguntei e ele continuava a observar meu rosto.
― Sim.
Respondeu e então se inclinou para mim e me beijou. A surpresa se misturou a felicidade e eu segurei seu rosto. Mas ele não aprofundou o beijou, apenas se moveu um pouco tocando bem levemente em meus lábios. Depois se afastou. Eu podia ver aquela faísca de desejo em seu rosto novamente, mas a concentração o sobrepôs, e eu me dei conta de que ele estava tentando lembrar, eu prendi a respiração por um segundo esperando alguma coisa, qualquer coisa, mas então ele me olhou meio desapontado e eu soube que ele não lembrou.
― Não se esforce tanto, vai vir quando chegar o momento certo.
Falei para ele, mas então ele voltou a me beijar segurando minha nuca e invadindo minha boca com sua língua, o calor era bom demais, seu toque e seu gosto eram familiares e perfeitos, eu lhe dei acesso total ao seu beijo e me entreguei a seu toque, ele explorava meus lábios, tomando posse de cada pedacinho dela, só que mais rápido do que eu gostaria acabou e nos afastamos respirando profundamente.
Ele olhou para meu rosto e ficou assim por um tempo, eu não via estranheza ou mesmo confusão, era como se ele apenas estivesse apreciando meu rosto.
― Você... lembrou de algo?
Perguntei com a voz baixa e ele deu um pequeno sorriso.
― Não. Apenas queria muito beijar você.
Eu sorri de volta e levantei pegando as coisas e jogando os curativos fora, quando eu já estava quase saindo eu ouvi ele falar.
― Você já pensou que eu posso nunca mais lembrar?
Eu me virei ligeiramente para olhá-lo.
― Não irá fazer diferença para mim. Você é meu Klaus, eu lembro por nós dois.
Concluiu e sai do quarto me sentindo menos pressionada do que nos últimos dias. Pela primeira vez desde o acidente eu tinha certeza absoluta de que tudo ficaria bem.
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