Sexy Fire - Klaroline

32 Capítulo 32 - Season Finaly


Notas iniciais
Hey Guys, cap novo e Season Finaly primeira da temporada!!! Então não me matem ainda, não vou demorar um ano inteiro para a segunda não, viu? Vou postar rapidinho pois não vou conseguir ficar longe desse casal, então boa leitura e divertam-se pois escreve esse cap com todo carinho. Bjinhos.

POV’S Elena

― Champanhe para comemorar!

Falou Damon animadamente trazendo uma garrafa de champanhe e duas taças. Sua voz ecoou pelo apartamento vazio, mas era a sensação mais aconchegante que eu já senti.

Sentamos no chão enquanto ele abria a garrafa. Acabamos de fechar negócio, o apartamento era nosso. Perto do campus onde ele iria voltar a fazer faculdade e eu também no próximo semestre. Era tão surreal que eu as vezes precisava me beliscar para ter certeza que era real. Eu ia sentir falta de Caroline e de Jeremy, sem dúvida nenhuma, mas eu estava tão feliz com esse novo passo que nem podia explicar.

Damon me entregou uma taça e a ergueu em um brinde.

― A nós, e uma nova vida!

― A nós!

Respondi e toquei minha taça na dele. Depois pulei para seu colo e o abracei. Eu o amava. Muito. Era cedo e talvez estivéssemos dando um passo grande demais, mas eu nem ligava para as probabilidades, a única que me importava era o do homem em meus braços. Ele me beijou de volta e eu sorri.

― Vamos trazer os móveis amanhã mas... Poderíamos dormir aqui hoje e estrear o apartamento...

Ele ergueu a sobrancelha para mim de um jeito sugestivo.

― Não podemos dormir aqui Damon, o apartamento está vazio!

― Mas... Não está totalmente vazio.

Ele levantou num pulo e saiu. Olhei curiosa esperando para ver onde ele ia. A expectativa do que Damon poderia fazer jamais me deixava, era como viver uma aventura constante. Sem limites ou medos, apenas vivendo pelo prazer de viver. Ele era um pouco diferente quando eu o conheci, a culpa o consumia e apagava seu brilho, mas as coisas mudaram e hoje uma nova chama ardia em seus olhos.

Passamos poucos meses juntos, mais cada dia era uma surpresa, algo bom e novo. Todas as noites eu dormia pensando no quão bom foi o dia, mas todas as manhãs eu acordava pensando no que o novo dia traria. Damon me instigava a me desafiar, descobrir coisas e desejos em mim que eu nem mesmo sabia que tinha. É claro que também tivemos brigas, todos os casais tem e eu sabia que ainda teríamos várias. Mas nada superava nossa vontade de ficar juntos e lutarmos juntos por tudo que desejávamos.

Ele voltou pouco depois me tirando das minhas divagações, com dois grossos cobertores na mão e os estendeu no chão.

― Viu só? Uma King Size, com penas de gansos e massageadores.

― Você não acha mesmo que eu vou dormir nesses cobertores acha?

Perguntei a ele mais sem conseguir esconder o sorriso na voz.

― Claro que não! Nós vamos dormir nos cobertores, e não precisa se preocupar, não vou te deixar dormir muito tempo.

Coloquei a taça no chão e na mesma hora ele me deu o bote, me atirando no chão e rolando por cima de mim.

― Damon! Nós não vamos dormir aqui!

― Ah nós vamos dormir aqui sim...

Falou ele e quando eu já ia protestar ele me calou com um beijo e eu me derreti inteira em seus braços. Eu faria. Sabia que faria o que ele me pedisse no fim das contas. Porque eu sabia que seu amor e sua entrega por mim eram os mesmo que eu sentia por ele.

― Você vai ter me compensar bastante por isso...

Murmurei quando ele se afastou e nos cobriu com o outro lençol.

― Não se preocupe, vou passar minha vida inteira te compensando...

E nós nos amamos pelo resto da noite. Sem pressa ou preocupações. Apenas nós e o amor que sentíamos um pelo outro.

POV’S Jeremy

Larguei minha mochila em cima da cama e coloquei a caixa no chão.

― Sério que só isso é sua mudança?

Falou Kol erguendo uma sobrancelha para mim. Eu dei de ombros e ele veio até a cama começando a mexer na caixa.

― Gibis?

Questionou ele e eu fechei a caixa olhando feio para ele.

― Eu gosto. Além disso vou estudar artes plásticas. Quem sabe eu não vire um cartunista?

Ele gargalhou mas eu o ignorei. Era seu jeito, implicar e fazer piada de tudo.

― Vou pegar uma cerveja para comemorar sua chegada.

Comentou ele e saiu.

Eu sentei na cama e olhei o quarto. Eu tinha me mudado hoje para cá, Elena já ia se mudar com o Damon e eu não queria e nem precisava ficar mais na casa delas. O quarto era simples, tipicamente um quarto masculino. Alias toda casa o era. Dava para perceber logo na chegada quando a única decoração que tinha eram videogames e muitos jogos nas prateleiras. E na geladeira só tinha cervejas e congelados. Eu tinha que me lembrar de comprar alguma coisa ou morreria por intoxicação alimentar.

Kol disse que não iria passar muito tempo aqui, era sua casa de baladas. Eu não gostava muito da ideia de ficar sozinho aqui o tempo todo, mas não podia pedir para ele se mudar para cá só para me fazer companhia. Kol era sem dúvida meu melhor amigo. E mesmo sendo, como Damon adorava dizer, meu único amigo, ele era muito importante para mim. Mesmo sem ter a intenção disso Kol se tornou tão parte de mim que eu mal conseguia explicar, e isso até me confundia as vezes.

A medida que eu o conhecia mais intrigado eu ficava. Kol era extrovertido e animado, fazia piada por tudo e eu nunca o vi se aborrecer de verdade. Mas eu as vezes via em seus olhos, por mais fugaz que fosse, umas espécie de tristeza ou vazio que eu não conseguia compreender. E em momentos como esse eu desejava de todo coração arrancar aquela tristeza dele e vê-lo feliz. Era um desejo tão feroz que as vezes me assustava, mas imagino que amigos verdadeiros são assim. Eles lutam pela felicidade um do outro.

Kol voltou para o quarto e me entregou a cerveja, dando um gole na dele se sentando ao meu lado.

― E então, já pensou na próxima festa? Porque as minhas aulas começam em duas semanas.

Perguntei a ele.

― Claro que já pensei. Vai ser no sábado. Uma festa de boas vindas para você a essa casa.

― Seus amigos nem me conhecem, eles não vão querer me dar boas vindas.

Falei em tom de brincadeira, mas seu rosto ficou sério de repente.

― Eles não são meus amigos, são só pessoas que querem cerveja de graça.

Seu tom era amargo.

― Então porque você faz festas para eles então?

Perguntei colocando minha cerveja no chão.

Ele olhou para frente depois me encarou por vários segundo.

― Para não me sentir sozinho.

Respondeu ele e eu odiei ver esse vazio em seus olhos de novo.

Involuntariamente ergui a mão para segurar a dele.

― Não precisa fazer isso se não quiser, você não está sozinho, eu estou aqui por você, e sempre vou estar.

Falei as palavras com convicção encarando seus olhos. Querendo que ele sentisse o quanto eu me importa e que eu estava aqui com ele, não precisava se sentir sozinho.

Ele me encarou de volta depois baixou os olhos para nossas mãos unidas. Quando ele me olhou de novo alguma coisa mudou. Senti uma eletricidade estranhas correr por meu corpo. Seus olhos estavam fixos em mim e eu não pensei em mais nada além dele. Sua proximidade, o toque de sua pele... Eu queria me aproximar, mais alguma coisa me grudava no lugar, como se eu cruzasse essa linha imaginária algo muito importante aconteceria.

Então ele fechou a distâncias entre nós e quando percebi seus lábios já estavam nos meus. Eram macios e quentes, a sensação era intensa e boa e ao mesmo tempo assustadora. Fechei meus olhos deixando que aquela sensação de felicidade se empalhasse pelo meu corpo, cada célula parecia estar perdida no momento, apenas sentindo, sem pensar em mais nada.

E em um minuto tudo acabou. Ele se levantou e eu fiquei lá sentando. Olhando para porta. Quando finalmente caiu a fixa do que realmente tinha acontecido eu segurei a cabeça entre as mãos. Eu tinha beijo Kol. Meu melhor amigo. Um homem. E tinha gostado disso.

Levantei da cama e fechei a porta me apoiando nela. Um milhão de perguntas zunindo na minha cabeça e eu não sabia a resposta para nenhuma delas.

POV’S Caroline

Voltamos para Nova Iorque domingo de manhã. A viagem até Menphis foi um fiasco completo. E qualquer esperança que eu tinha que nosso relacionamento melhorasse dali por diante tinha se espedaçado totalmente.

Ashley era uma vadia, e estava tentando dar em cima do Klaus, o ciúme me dominou e tudo em que em pensava era arrancar os cabelos daquela vaca. Foi imprudente eu sei, e acabei por fazer eles acharem que eu era uma louca descontrolada, mas ela mereceu e eu faria de novo sem pensar duas vezes.

O trabalho no dia seguinte foi uma distração bem vinda. Me fez parar de pensar um pouco sobre todas as coisas problemáticas na minha vida e pensar apenas nas boas. Como meu casamento por exemplo, que eu tinha decido ser o mais rápido possível.

Mas ainda não sabia sequer por onde começar. Não sabia se seria tão bom ou tão ruim como eu vejo nos filmes. Quer dizer, eu teria mesmo que escolher entre Marfim e branco? Ou melhor ainda, existia diferença entre elas? E o bolo, eu adorava bolo de chocolate, mas não podia fazer um enorme bolo de chocolate no casamento ou podia?

Meu Deus! Eu tinha que descobrir por onde começar a resolver tudo, afinal tinha só um mês para organizar um casamento. O meu casamento! Uau! A um ano se alguém me perguntasse sobre casamento provavelmente ouviria uma sonora gargalhada, mas na época eu estava ferida e descobrindo como seguir em frente com minha vida depois de tudo que aconteceu. Hoje eu tinha Klaus. Algo que eu nunca pensei que aconteceria comigo, principalmente num bar e com algumas doses de vodca envolvida. Mas cá estava eu, loucamente apaixonante por um homem que amava do mesmo jeito e prestes a me casar.

Sai do trabalho no fim do dia e decidi ir para a casa de Klaus. Meu apartamento estaria vazio provavelmente e eu não queria ficar sozinha. Elena ia se mudar com Damon e Jeremy provavelmente já tinha se mudado. Nossas vidas pareciam se desenrolar de uma forma surpreendente. E se tinha alguém me merecia ser feliz eram os irmãos Gilbert, eles já tinham sofrido o suficiente e vê-los feliz agora era tudo para mim.

Cheguei em casa e subi para o quarto pretendendo tomar um banho, mas parei quando vi Klaus. Ele segurava um copo com um líquido âmbar e olhava pela janela. Nem notou minha presença quando eu entrei. Seus ombros estavam rígidos e tensos, parecia preocupado.

Caminhei até ele e toquei suas costas fazendo-o virar imediatamente.

― Oi. Tudo bem?

Perguntei quando vi sua expressão. Parecia triste.

― Tudo.

― Tem certeza?

Era óbvio que algo não estava bem, mas parecia que seu primeiro reflexo quando algo não estava bem com ele era se fechar e fingir para o mundo que tudo estava bem.

― Me conta.

Insisti e ele respirou fundo, depois tocou meu rosto.

― Nada demais. Eu só... soube agora que uma amiga morreu.

― Meu Deus Klaus! Como assim nada demais? Como ela morreu?

Entrelacei meus dedos aos dele tentando lhe passar conforto.

― Aconteceu a anos, mas eu só soube agora, está tudo bem.

Depois se virou de novo para a janela. Ele não queria falar sobre o assunto, então é óbvio que isso importava demais para ele. Abracei suas costas e beijei-o.

― Quer falar sobre isso?

Perguntei esperei que ele negasse, mas ele não disse nada por um tempo, finalmente respirou fundo.

― O nome dela era Tatia. Ela sempre ia a minha casa, na época eu não tinha contato com praticamente ninguém. Mas ela foi se aproximando e quando me dei conta eu já desejava que ela viesse.

Era tão esquisito vê-lo falar de outra mulher desse jeito, mas eu podia imaginar claramente o que ele estava dizendo. Um garoto retraído e assustado, vivendo longe de sua própria família, de repente conhece alguém que não faz parte disso mas o quer por perto mesmo assim. É claro que ele se agarraria a esse afeto e seria importante para ele.

― Mas Elijah também gostava dela e no fim das contas ela escolheu ficar longe de mim para ficar com ele.

― Você era apaixonado por ela?

― Por um tempo eu achei que fosse, mas não era. Eu não desejava Tatia desse jeito.

― O que aconteceu com ela?

― Elijah a deixou. E ela...acabou com a própria vida.

Minha nossa! Isso era pesado, bem mais do que eu pensei. Era tão difícil imaginar que Elijah fez isso com alguém, mas eu não poderia julgá-lo tão pouco. Não fazia ideia do que se passava entre eles, ou o que o levou a fazer isso.

― Eu sinto muito.

Murmurei para Klaus.

― Por um tempo eu pensei que Tatia era a única pessoa que se importaria comigo naquela casa, vela desaparecer foi muito doloroso e agora eu sei que o Elijah foi o culpado disso tudo, ele a fez ficar longe de mim.

Ele estava com raiva e isso era nítido no seu tom, mas não era nada saudável para ele. Sua família era disfuncional e maluca, mas se tinha alguém que se importava com ele no meio daquela loucura era o Elijah. Fiz com que ele se virasse para mim e segurei seu rosto.

― O Elijah obrigou ela a ficar longe de você é isso?

― Não, ele a manipulou e...

― Então ela era crescidinha o suficiente para decidir, não é culpa do Elijah.

― Você não entende...

― Eu entendo sim, entendo que ele é seu irmão, eu não tive irmãos de sangue Klaus mas Elena divide um laço comigo talvez até mais forte que o sangue, e eu conheço o que é lealdade quando eu a vejo. O Elijah se importa com você, não importa o que te contaram.

― Foi ele mesmo que me contou.

― Isso é só mais uma prova, ela podia ter escondido se quisesse, mas ele decidiu ser sincero com você porque ele te ama. Agora cabe a você enxergar isso e perdoar seu irmão.

Quando acabei de falar isso Klaus ficou me encarando por um tempo, mas eu podia ver que no fundo ele sabia disso. Só estava triste e magoado.

― Klaus...

Minhas palavras foram interrompidas bruscamente quando ele jogou o copo no chão e me esmagou contra parede.

― Como foi que eu consegui achar você?

Falou ele depois esmagou a boca na minha, a fúria e o desejo contidos em seus beijos inflamaram o desejo em mim e eu agarrei seus cabelos puxando-o ainda para mais perto de mim. Ele devorava minha boca e saboreava minha língua com uma fome desesperada, como um homem faminto que finalmente encontrasse comida.

Comecei a desabotoar sua camisa e fiquei mais que feliz ao ver que metade dos botões já estavam abertos, empurrei a camisa por seu ombro e quando ia desabotoar a calça ele empurrou o vestido por meus ombros e o atirou no chão. Depois agarrou minha calcinha e arrancou violentamente, ele se ajoelhou na minha frente e eu pensei que ia tirar meus sapatos, mas ele apenas beijou minha panturrilha e separou minhas pernas.

― Deixe os sapatos, quero comer você usando só isso.

Suas palavras lançaram chamas por meu corpo e se concentraram em meu ventre. Suas pupilas estavam dilatadas e o desejo era visível em seu rosto. Então antes que eu pudesse falar ele enterrou a língua no meio das minhas pernas, eu gemi e agarrei seus cabelos me deliciando com a sensação de sua língua quente no meu corpo.

Klaus me massageava e instigava, rápido depois devagar, prolongando meu estado de excitação. Meus seios estavam pesados e praticamente implorando por seu toque.

― Klaus...

Gemi e ele ergueu minha perna lhe dando mais acesso em meu corpo. Quando ele enfiou a língua na minha carne sensível eu gritei e gozei loucamente, ele continuou segurando minhas pernas e dando golpes deliciosos em mim.

― De novo.

Rugiu ele ainda com a cabeça no meio das minhas pernas, mordi o lábio tentando conter a onda de prazer que me invadia. Eu estava sensível, mas era quase impossível conter, sua língua quente parecia conhecer cada ponto sensível dentro de mim e ele era incansável, buscava meu orgasmo violentamente, o prazer se acumulou em meu ventre e quando senti seus dentes mordiscarem meu clitóris eu desabei gozando de novo.

Ele segurou minhas pernas quando elas fraquejaram e ficou de pé desabotoando a calça. Eu tinha gozado duas vezes mas queria ele dentro de mim com tanta intensidade que mal pude esperar ele desabotoar a calça, empurrei-a por suas pernas e ajudei a se livrar delas.

Quando ele estava absolutamente livre ele me segurou pela cintura e afastou minhas pernas com os joelhos e eu me ergui entrelaçando as pernas em sua cintura, então ele me penetrou numa estocada profunda e absolutamente deliciosa.

Senti-o me preencher de uma forma incrível e profunda. Eu podia sentir cada centímetro dele dentro de mim.

― Merda... Você é uma delicia.

Rosnou ele começou a devorar minha boca ao mesmo tempo que se movimentava dentro de mim. Sentia minhas costas batendo no vidro frio da janela, e a sensação em meu corpo quente era demais, meu corpo parecia prestes a explodir.

― Preciso te foder... Preciso sentir você...

Murmurou ele e começou a me estocar forte e violentamente, podia sentir sua ereção atingir o limite do meu corpo e aquilo me enlouquecia. Me fazia querer mais, mais forte, mais rápido.

― Me fode Klaus, me fode...

Repeti em seu ouvido e ele deu rugido de prazer em meu ouvido e aumento o ritmo me estocando com tanta força que podia sentir uma pontada de dor mas aquilo só fez aumentar o prazer que eu sentia se acumular em mim, então eu mordi seu ombro enquanto gozava me apertando contra ele.

Ele grunhiu e estocou mais algumas vezes depois gozou gritando meu nome e mordendo meus lábios.

Minhas pernas estavam moles quando ele finalmente me colocou no chão e eu quase não consegui ficar de pé. Então ele me segurou pela cintura e me beijou, devagar dessa vez, carinhosamente.

― Precisamos tomar banho. Agora.

― Porque?

Resmunguei, tudo que eu mais queria agora e dormir um pouco.

― Convidei Andrew para tomar um drinque conosco lembra?

Só agora eu me lembrei disso. Então fomos para o banheiro tomar banho e estar apresentáveis quando ele chegasse.

Enquanto me vestia Klaus entrou no Closet para pegar uma camisa. Vi-o entrar só então me dando conta de uma coisa.

― Vamos ter que fazer algumas mudanças no armário quando nos casarmos.

Comentei quando ele voltou para o quarto.

― Por quê?

― Para colocar minhas roupas.

― Vamos comprar uma casa com um armário maior.

Comentou ele enquanto abotoava a camiseta. Fiquei parada olhando para ele.

― Espera, vamos comprar uma casa?

― Porque a surpresa? Temos que escolher um lugar nosso.

― Eu gosto daqui.

― Eu também gosto, mas quero escolher um lugar junto com você, algo que seja só nosso.

Ele veio até mim e me abraçou pela cintura.

― Não precisamos comprar uma casa, eu fico bem aqui.

― Eu sei que não precisamos, mas eu quero.

Ele falou da forma mais normal possível e então uma das coisas que mais me deixavam em dúvida sobre o casamento finalmente surgiu.

― Você não precisa gastar seu dinheiro por isso Klaus. Vamos ficar bem aqui.

― Eu não me importo de gastar esse dinheiro e além disso depois que casarmos vai ser seu também.

Completou ele e beijou meu cabelo.

― Não, não vai. Vai continuar sendo seu dinheiro.

Me afastei um pouco dele e ele me encarou.

― Caroline...

― Não Klaus. Precisamos falar sobre isso.

― Sobre o quê?

― Eu quero fazer um acordo pré-nupcial.

As palavras saíram da minha boca rápido demais mais eu vi que ele entendeu. Porque sua expressão se fechou e ele cruzou os braços.

― E porque exatamente nós faríamos um acordo pré-nupcial?

― Porque eu quero deixar bem claro que, se de algum jeito não dermos certo ou você quiser se divorciar de mim eu não quero um único centavo seu.

Falei e ele sorriu depois de um tempo me puxando para um abraço de novo e erguendo meu rosto com o polegar para que eu o encarasse.

― Eu sei que você não quer, não precisamos de um documento para dizer isso.

― Não Klaus, eu não vou abrir mão disso. Eu topo me casar com você até amanhã se você desde que você mande seus advogados fazerem o contrato.

― Não precisamos de um contrato, meu amor por você e o seu por mim não precisam ser quantificados por uma droga de documento.

― Eu sei Klaus, mas eu não quero ficar com nada seu se você...

― Vamos ficar juntos. Eu não vou deixar que nada nos separe. Não tem porque se preocupar.

― Por favor, é importante para mim.

Completei olhando em seus olhos, ele pareceu pensar no que eu estava falando, por fim respirou fundo. Parecia resignado, mas concordou.

― Já que é tão importante para você eu vou ver isso com meus advogados amanhã, mas não vai fazer diferença o que o papel diz, pertencemos um ao outro, para sempre.

Ele se baixou para me beijar e eu senti meu peito inflar com o amor que correu em minhas veias. Mas antes que pudéssemos chegar mais perto a campanhia tocou.

Ele se afastou de mim com o rosto irritado, mas eu apenas sorri.

― Vamos descer.

Puxei-o pela mão e fomo receber Andrew.

Fomos para a sala de estar e logo estávamos envolvidos em uma conversa animada sobre vários assuntos. Andrew era inteligente e se entendia muito bem com Klaus. Era muito gratificante vê-los assim.

Gratificante e intrigante. A semelhança entre eles ficava cada vez mais bizarra. O jeito de sorrir, até alguns gestos eram os mesmo. Minhas desconfianças iam se acumulando a medida que eu os via juntos. Eu precisaria falar com Klaus sobre isso. Mesmo que eu achasse bobagem ou algo assim eu não podia mais guardar todas as informações que eu tinha e que eu vinha percebendo ao longo do tempo.

Andrew ficou muito feliz quando contamos a ele sobre o casamento, ele me abraçou depois abraçou Klaus. De um jeito tão carinhoso e até... paternal.

― Parabéns filho, você merece.

Falou Andrew enquanto abraçava Klaus e meus olhos se arregalaram quando eu finalmente me dei conta. O meu Deus, será que... A campainha interrompeu meus pensamentos e eu fui atender, ainda chocada e surpresa. Não podia ser.

Assim que abri a porta Esther entrou, sem nem ao menos me cumprimentar.

― E boa noite também Sra. Mikaelson, é sempre um prazer vê-la.

Falei sarcasticamente indo atrás dela e quase me bati em suas costas quando ela estacou no lugar.

― O que ele está fazendo aqui?

Perguntou ela e eu saí de trás dela indo para o meio da sala. Sua expressão era de pavor e choque e ela encarava Andrew fixamente.

― Ele é meu amigo e está na minha casa Mãe.

Falou Klaus e todos os olhos se voltaram para ele. Sua expressão era aborrecida, e é bem justificável. Nenhuma visita de Esther acabava bem.

― Boa noite Esther.

Cumprimentou Andrew. E Klaus olhou para ele depois para Esther.

― Vocês se conhecem?

Perguntou ele franzindo a testa.

― Sim.

― Não.

Ambos responderam ao mesmo tempo e isso só aumentou a confusão nos olhos de Klaus.

― Nós nãos nos conhecemos.

Falou Esther por entre os dentes cerrados.

― Sim, nós nos conhecemos. Eu não aguento mais mentiras Esther.

Respondeu Andrew e tudo que eu fiz foi ir até Klaus e segurar sua mão.

― Você é louco.

Rosnou Esther para ele e a raiva era visível em seus olhos.

― Pense o que quiser de mim, mas eu não posso mais fazer isso.

― Cale-se. ― Esther gritou para ele.

― Ou você conta a ele ou conto eu.

Nesse segundo eu finalmente vi um pouco de humanidade em Esther, seus olhos se encheram de lágrimas e eu vi o arrependimento brilhar. Ela olhou para Klaus e depois para Andrew.

― Não faça isso...

Seu tom era quase uma súplica, mas Andrew se virou para nós. Seus olhos estavam marejados de lágrimas também. Uma determinação voraz brilhava em seus olhos. Klaus estava rígido ao meu lado, até sua respiração era superficial. Apertei com força meus dedos ao redor dos dele e esperei.

Finalmente Andrew respirou fundo e falou.

― Eu sou seu verdadeiro pai.

Notas finais
Então people comentem viu? Se não vou achar que vcs odiaram e não querem ler a segunda. ;)