Sexy Fire - Klaroline
27 Capítulo 27
Notas iniciais
POV’S Caroline
Abri os olhos bem lentamente, eu estava descansada apesar de um pouco dolorida em todos os lugares certos. Inspirar Klaus a pintar foi uma das coisas mais prazerosas que eu tinha feito ultimamente. Abri um sorriso e estendi a mão para tocar nele, mas só encontrei a cama vazia. Sentei-me na cama e olhei em volta. Ele não estava a vista, e também não parecia estar no banheiro.
Levantei da cama e saí do quarto. Mas ele não estava em nenhum lugar. Parei por um momento pensando se ele poderia ter saído, mas logo que pensei me dei conta de onde ele deveria estar. Me encaminhei para o seu escritório e abri a porta. E lá estava ele, pintando só com uma calça jeans, o peito nu, onde eu podia ver várias manchas de tinta. Dei alguns passos para perto dele, mas ele estava tão absorto no que estava fazendo que nem notou minha presença.
Cheguei mais perto e toquei seu braço, ele parou e se virou, dando um sorriso enorme quando me viu.
― Oi.
― Oi. Eu já estava indo para cama.
Respondeu ele dando um beijo em meus lábios.
― Como assim indo para a cama? Já é de manhã.
― Oh. Então eu não vou mais para a cama.
― Você ficou pintando a noite toda?
― Não... Só parte da noite.
Depois me abraçou e deu vários beijos no meu pescoço.
― É que eu não conseguia parar entende?
― O que você estava pintando afinal?
Perguntei e ele me soltou, com um sorrido enigmático no rosto.
― Algo lindo e que eu amo demais.
Depois deu um passo para o lado e eu vi a tela.
Perdi as palavras no mesmo instante. Ele tinha pintando a mim. Dei um passo a frente para olhar melhor. O fundo estava escuro, como se fosse de noite. Meus cabelos bagunçados, estava olhando diretamente para frente, mordendo o lábio inferior e com o olhar meio perdido. Era uma inconfundível expressão de prazer. Cada detalhe, do rosto, da posição dos ombros, dos olhos... Eu quase podia me ouvir gemendo daquele jeito. Senti um rubor se espalhar por meu rosto e pescoço e me virei para ele. Sua expressão era de expectativa que murchou um pouco quando viu meu rosto.
― Você não gostou.
Não era uma pergunta, e eu olhei de novo para o quadro. Era lindo, tão perfeitamente pintando, era palpável a admiração que ele sentia em cada pincelada. Eu amei. Só não sabia como dizer isso a ele. Então me atirei em seus braços e o beijei com todo amor e paixão que eu sentia por ele em cada poro do meu corpo. Ele pareceu surpreso, mas logo tomou as rédeas da situação e me abraçou pela cintura com tanta vontade que meus pés saíram do chão. Depois deu alguns passos para frente até que eu senti a mesa encostar em minhas pernas.
― Eu não gostei, eu amei.
Falei quando consegui afastar meus lábios dos dele para respirar um pouco. Ele segurou meu rosto com as duas mãos e encostou a testa na minha.
― Eu pareço estar...
― Gozando?
Ele completou por mim e nos dois rimos. Depois ele ergueu minhas pernas me sentando na mesa e se encaixando entre elas.
― Você pretende mostrar ao Andrew um quadro em que estou visivelmente tendo um orgasmo? Sério?
― Eu não vou mostrar a ninguém, esse quadro é apenas nosso.
Disse ele enquanto deixava uma trilha de beijos por minha mandíbula.
― Sabe, os caras costumam pintar as garotas sorrindo, para dar uma cantada e tal, mas você tinha que me pintar gozando...
― Você sabe que momento foi esse?
Disse ele fazendo um sinal em direção ao quadro.
― Você já me deu tantos orgasmos que fica meio difícil me lembrar de um específico.
― Aquela foi a primeira vez que eu estive dentro de você.
Eu olhei para seu rosto e ele tocou meus lábios com o polegar.
― Dentro daquele carro, onde eu nem ao menos sabia seu nome, mas dentro de você naquele instante, foi tão profundo e bom que eu não consegui tirar seu rosto da cabeça. Até hoje, se eu fechar os olhos eu posso me lembrar de cada detalhe daquele dia.
― Tudo bem, esqueça os sorrisos, isso foi a coisa mais romântica que você poderia ter me dito.
Ele abaixou a alça da minha camisola e beijou meu ombro. Eu suspirei e corri os dedos por seus cabelos. Eu sabia que jamais amaria de novo alguém como eu o amava. Chegava a doer, e as vezes até me assustava. Mas eu não queria nada além dele. Nossos dias de briga chefe/secretária pareciam perdidos num passado bem distante. Se bem que, conhecendo Klaus como eu conhecia, não faltariam novas brigas no futuro. Mas eu brigaria feliz, se eu pudesse amá-lo depois.
Seus lábios foram descendo por meu ombro, até que finalmente chegou em meu seio e passou lentamente a língua em volta, um arrepio desceu por minha coluna e eu me empurrei contra ele querendo mais, querendo sentir seu toque. Ele desceu a mão por minhas coxas abrindo ainda mais minhas pernas, de forma que o tecido áspero da calça roçasse minha abertura sedenta e molhada. Um gemido se formou dentro da garganta dele e ergueu minha camisola expondo minha intimidade nua.
― Você ainda vai me enlouquecer sabia?
― Está reclamando?
― Não, estou ansioso para começar logo.
Antes que eu pudesse dar uma resposta espertinha ele me calou com um beijou, eu envolvi sua cintura com minhas pernas e levei minha mão entre nós tocando sua ereção por cima da calça. Ele gemeu e enfiou um dedo dentro de mim, eu quase enlouqueci e comecei a desabotoar freneticamente sua calça.
― Wow! Não precisam parar por minha causa.
Ouvimos uma voz e quase dei um grito de susto, tentei me afastar de Klaus, mas ele segurou minha cintura. Olhei por cima de seu ombro e vi Kol olhando para nós com um sorriso enorme no rosto, e uma expressão entre divertida e irônica. Klaus virou o rosto para ver, mas não se afastou de mim, e eu agradeci internamente a ele, pois na posição em que estávamos Kol teria um visão completa do meio peito e das minhas pernas abertas. Eu não sabia muito sobre ter cunhados, mas isso pareceu ser uma péssima coisa a se fazer.
― Kol!
Rugiu Klaus e ele caiu na gargalhada.
― Tudo bem, fiquem tranqüilos, eu vou ficar sentadinho aqui enquanto vocês terminam e...
Ele estava andando pela sala quando viu o quadro. Se é que era possível sua expressão ficou ainda mais divertida.
― Caramba! Isso é... muito sexy.
― Saia daqui agora Kol!
Berrou Klaus para ele, mas ele não se deixou intimidar por sua explosão.
― A vamos lá Klaus, prometo que não faço barulho...
― Kol! Sai! Agora.
Finalmente Kol resolveu sair de lá e Klaus me colocou de pé.
― Por favor, que um buraco se abra no chão e me engula.
Resmunguei enquanto ele me ajudava a por a camisola no lugar, o que não era muita coisa, pois ela era curta e bem transparente.
― Não se preocupe, vou falar com ele.
― Não importa o que você diga, nada vai mudar o fato de que ele quase nos viu transando em cima da mesa!
Tentei arrumar os cabelos, mas meu rosto estava vermelho e o pior de tudo é que eu ainda podia sentir uma pulsação no meio das minhas pernas, quase implorando por ele. Ele puxou a barra da camisola um pouco para baixo e franziu a testa.
― Eu adorei essa camisola ontem, mas hoje não parece uma idéia tão boa...
― Tudo bem é melhor sairmos daqui. Ou ele vai acabar pensando que nos estamos continuando.
Ele assentiu e pegou minha mão, nós dois saímos de lá, ele com uma expressão assassina no rosto, que só serviu para arrancar gargalhadas do Kol. Eu subi as escadas voando e quando Klaus chegou lá eu já estava vestida, ele parecia bem aborrecido.
― Você não precisa ir embora ainda.
― Na verdade eu preciso sim, tenho que vestir alguma coisa para ir trabalhar.
― Você não precisaria se voltasse a trabalhar para mim.
Falou ele tocando meu rosto.
― Nós já falamos sobre isso, eu não vou voltar a trabalhar para você.
― Você falou isso, mas nós ficamos de conversar depois.
― Klaus por favor, eu não quero brigar com você justo agora.
― Não estamos brigando.
― Não, mas se você continuar com esse papo do que eu devo fazer nós vamos brigar.
― Você está sendo meio irracional não acha?
― E você está sendo controlador não acha?
E por um segundo ficamos nos encarando, eu sabia que ele tanto quanto eu estávamos prontos para brigar. Que bela maneira de terminar uma manhã perfeita.
Quando ele já ia abrir a boca para falar a porta do quarto se abriu.
― Então gente, eu posso levar aquele quadro para casa?
Kol encostou-se ao batente da porta e ficou olhando para nós. Peguei minha bolsa e sai do quarto.
― Eu vou para casa.
Klaus veio atrás de mim e segurou meu braço.
― Tudo bem. Não precisamos discutir por isso.
Eu parei e encarei seu rosto em dúvida.
― Isso quer dizer que você vai parar com essa história de voltar a trabalhar para você?
― Isso quer dizer que não precisamos falar sobre isso agora.
Revirei os olhos para ele, e desci as escadas. Ele e Kol iriam me levar em casa.
Se não fosse por Kol a tensão no carro poderia ser cortada com uma faca. Klaus podia ser extremamente romântico num momento e teimoso feito uma mula no outro. Kol ficava fazendo piadas sobre balançar a mesa e sobre relembrar os velhos tempos como patrão e funcionária. Dava para aborrecer, mas também me fazia dar risadas, o que aos poucos foi melhorando meu humor.
Quando chegamos em casa eu disse a ele que não precisava me levar até lá em cima, mas ele não me deu ouvidos, Kol é claro veio com a gente.
Assim que abri a porta vi que algo estava acontecendo. Elena e Jeremy se encaravam com raiva e pareceram nem notar que chegamos. Até que Elena desviou os olhos de Jeremy para nós, seu semblante estava preocupado e irritado ao mesmo tempo.
― Tudo bem?
― Tudo. Só estamos conversando, vamos aproveitar o fim das férias até Jeremy voltar a Mystic Falls.
Falou Elena olhando de novo para Jeremy.
― Eu não vou voltar para Mystic Falls!
Berrou Jeremy para ela. Klaus e Kol estavam ao meu lado e não sabiam direito o que fazer ou dizer.
― Jeremy não vamos falar sobre isso agora.
― E porque não agora? Acho que eu vou mudar de idéia se você fingir que não está me ouvindo?
― Eu estou ouvindo cada palavra Jeremy, mas não vou deixar você estragar seu futuro!
― Você não manda em mim Elena, eu tenho dezoito anos e posso muito bem decidir o que fazer com a minha vida.
― Eu sei que você está chateado Jer, mas você não pode fazer isso com a sua vida. Eu não vou deixar.
― Fazer o que com a minha vida? O mesmo que você fez com a sua?
― Exatamente! Eu não posso deixar você desistir do seu sonho.
― Aí é que está Elena, esse não é mais o meu sonho.
― Sempre foi o que você quis! Como você pode dizer agora que...
― Era o que eu queria quando nossos pais eram vivos, Elena! Não é mais isso que eu quero.
― Jeremy por favor pense bem...
― Eu já pensei, aliás estou pensando desde o dia em que voltamos para casa do velório. Eu não quero mais isso. Não vou voltar para Mystic Falls, e continuar a viver a sombra da minha vida.
Nós olhávamos de Elena para Jeremy, como se assistíssemos um ping-pong de palavras.
― Isso é mesmo uma droga, velórios, vida chata... Mas aposto que uma bebida ajudaria um pouco. Vamos lá, eu pago.
Kol falou dando uma risada meio nervosa no final e foi até Jeremy passando o braço por seu ombro. Jeremy pareceu meio confuso no começo, mas depois se deixou encaminhar até a porta e os dois saíram. Elena fez menção de segui-los mas eu a segurei.
― Deixa ele esfriar a cabeça Elena, depois vocês conversam.
Ela concordou com a cabeça e foi para o quarto. Eu sabia que naquele instante ela precisava muito de mim, então me virei para Klaus que me pegou de surpresa puxando minha cintura e me beijando. Depois de um tempo ele se afastou e beijou minha testa.
― Odeio ficar bravo com você.
― Então não fique.
― Seria mais fácil se você concordasse comigo.
Eu fiquei na ponta dos pés para beijar seu rosto.
― Nada fácil demais é bom. E acho bom você trancar aquele quadro no seu quarto está bem?
― Será um prazer...
Sorrimos um para o outro e ele foi embora, depois fui para o quarto de Elena dar apoio a ela e estar presente para ela, do mesmo jeito que ela sempre estava para mim.
POV’S Jeremy
O garçom colocou uma cerveja a minha frente e eu a bebi automaticamente, sem realmente sentir o gosto. Eu sabia que não seria nada fácil falar com Elena sobre a faculdade, mas o que me deixava puto da vida era o quanto ela estava sendo hipócrita. Ela foi embora depois que nossos pais morreram, porque queria fugir da dor, abandonou a faculdade de medicina e veio para cá ser analista de sistema. E agora tinha a cara de pau de me dizer que eu não podia fazer o mesmo.
Não que minha vida em Mystic Falls tenha sido um pesadelo completo, mas mesmo assim, era doloroso ver os olhares de pena nas pessoas, os comentários por onde eu passava. Era como se as coisas que eu fizesse não fossem tão boas assim, mas todo mundo sorria e me dava tapinhas nas costas como se pensassem “esse garoto já teve a vida fodida, vamos fingir que ele não é um fracasso”.
Eu não agüentava mais isso. E agora que finalmente pude sair de lá, eu finalmente pude estar com pessoas que não sabiam nada sobre mim, e nem ligavam. Eu podia ser eu mesmo.
― ...gelada do mesmo jeito?
Notei que ele estava falando comigo mais não ouvi sequer uma palavra, então me forcei a prestar atenção e sacudi a cabeça.
― O que você disse?
Ele deu um sorriso de lado.
― Você estava em outro lugar não era?
― Não eu só... estou meio aborrecido com todo esse lance da minha irmã.
― Não fique. Irmãos podem ser um saco as vezes, é só você ignorar as coisas ruins.
― Você tem algum irmão?
― Tenho quatro.Três irmãos mais velhos e uma irmã gêmea.
Sorri quando ele disse isso.
― Tudo bem, você ganhou.
Dei um soco de brincadeira em seu braço e batemos nossas garrafas uma na outra.
― Eu sei que eu não devia ter ouvido a conversa de vocês, mas eu ouvi, então eu vou dar o melhor conselho que você já ouviu na sua vida.
Aquilo me aborreceu um pouco e eu olhei para a garrafa. Já estava farto de ouvir conselhos.
― Não importa o quão fodida está a sua vida: Divirta-se.
Tudo bem, aquele conselho eu nunca tinha ouvido, virei-me para ele que deu uma piscadinha para mim.
― Faz você esquecer todos os problemas, até porque eles sempre vão existir, então não tem porque não deixar tudo de lado e se divertir pra valer.
― Esse é o melhor conselho que eu já ouvi.
― Eu sabia!
Dei um gole na cerveja.
― E qual seu nome?
Perguntei para ele.
― Kol, mas meus amigos me chamam de Sr. Diversão.
Dei risada de novo e ele me olhou de um jeito caloroso, como se ele estivesse feliz por me ver sorrindo. Foi uma sensação tão nova e estranha, alguém olhar para mim desse jeito. Alguém que não fosse da minha família é claro. Até meus amigos as vezes pareciam sentir pena de mim, ou concordar comigo só para não me contrariar e isso era péssimo. Até as garotas com quem eu fiquei depois da morte dos meus pais pareciam pensar que eu cairia no choro a qualquer momento. E isso era uma droga, me fez perder até a vontade de estar com elas.
Mas esse cara quase que totalmente estranho, Kol, não parecia ter pena de mim, ou achar que eu iria surtar. Ele só queria que eu me divertisse.
― Então Sr. Diversão, como você pretende que eu me divirta?
Um olhar estranho cruzou seu rosto, mas foi logo substituído por diversão e ele sorriu.
― Hoje a noite nós vamos a uma festa.
Eu pisquei um pouco, meio decepcionado.
― Uma festa? Só isso?
Ele passou o braço por meu ombro e se aproximou de mim. Eu me senti tão confortável ali com ele. E isso foi surpreendente. Eu geralmente não gostava que as pessoas me tocassem demais, não era paranóia nem nada, eu só preferia que respeitassem meu espaço. Mas o abraço de Kol foi diferente, eu não me senti entranho nem nada, só me senti bem.
― Pequeno Jeremy, uma festa com Kol Mikaelson nunca é só uma festa, tenha certeza disso.
Nós dois sorrimos e ele se afastou, e eu imediatamente quis que ele voltasse, que chegasse mais perto de mim. Esse pensamento me confundiu e eu dei um grande gole na cerveja. Eu estava tão cansado dos mesmos amigos falsos, que agora que encontrei alguém que não ligava para os mesmo problemas da minha vida, deve ter mexido com minha cabeça. Então dei mais um gole na cerveja enquanto ele fazia planos para a noite, e eu desejava que o tempo passasse logo para eu poder deixar de lado tudo que embaralhava minha cabeça.
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