Sexy Fire - Klaroline
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Passei a mão por entre os cabelos exasperada, depois me virei para Tyler.
― Você é um grande babaca!
Ele deu um sorriso inocente para mim e deu de ombros, como se não tivesse idéia do porque eu estava aborrecida.
― Por quê? Por que eu atendi seu telefone? Eu te fiz um favor, você deveria estar me agradecendo.
― Você só atendeu porque viu que era o Klaus e queria me causar problemas seu idiota!
― Problemas? Seu namorado não está pronto para um pouco de competição?
Ele ergueu uma sobrancelha para mim e sorriu de um jeito cínico, essa era uma das coisas que eu mais detestava nele. Aquele sorriso irônico, e um jeito de fazer você se sentir estúpido por não concordar com ele.
― Não existe competição Tyler, eu não sinto mais nada por você.
Ele se aproximou de mim e colocou as mãos no bolso.
― Sério? Não foi o que pareceu a alguns segundos.
Respondeu ele e eu tive que fechar os olhos para não socar a cara dele, contei até dez para me acalmar depois os reabri.
― É melhor você ir embora.
― Ir embora? Justo agora que estamos nos divertindo?
― Eu não imagino onde você está vendo a diversão, mas nesse exato momento eu quero muito bater em você, então ou você vai embora ou quando o Klaus chegar eu deixo ele fazer isso por mim?
― Ele está vindo? Ótimo!
E simples assim ele sentou no sofá e esticou confortavelmente as pernas. Jeremy tinha finalmente desligado a droga do videogame e alternava o olhar entre mim e Tyler.
― Você não ouviu? Vá embora!
― Eu não tenho medo do seu namorado Caroline.
Eu quase rosnei de frustração e saí da sala batendo os pés, quando cheguei bati a porta com força e peguei uma mochila colocando algumas peças de roupas dentro. Ouvi a porta se abrir e me virei.
― O que houve?
Elena me perguntou e eu joguei a mochila na cama.
― O Tyler foi um babaca e agora o Klaus está uma fera.
― Nossa... Embora eu sempre soube que o Tyler era um babaca.
― Nem me fale.
― Você vai dormir na casa do Klaus?
― Provavelmente.
― Talvez você...
O barulho da capainha soou interrompendo Elena. E pela impaciência do toque que eu apostaria meu salário que era o Klaus. Peguei a mochila e soltei um beijo para a Elena. Corri para a sala mas quando cheguei Tyler já havia aberto a porta.Klaus estava parado lá, encarando Tyler,estava emanando tanta hostilidade entre eles que era quase palpável. Ele ergueu os olhos quando entrei e me fitou por cima dos ombros de Tyler, seus olhos queimavam de raiva.
― Vamos.
Klaus disse apenas isso, mas soou tão baixo e ameaçador que eu quase voltei correndo para o quarto e me tranquei por lá. Fui caminhando lentamente até eles como se estivesse indo para minha própria forca. Tyler se virou quando eu me aproximei, e felizmente não estava mais sorrindo.
― Você vai com ele?
― Vou.
Respondi sem desviar os olhos dos de Klaus, Tyler segurou meu braço quando eu passei por ele e me virou.
― Tem certeza que é... seguro?
Ele olhou para Klaus e depois para mim. Eu até entendia o que ele quis dizer, para alguém que não conhecia, sua expressão parecia dura e prometia uma tempestade muito em breve, mas eu o amava e confiava nele, e sabia que ele jamais faria nada comigo.
Ao ouvir as palavras de Tyler, Klaus segurou minha mão e me puxou para o lado dando um passo a frente, ficando cara a cara com Tyler.
― Você por acaso está insinuando que eu poderia machuca — lá?
― Se você tocar nela, eu vou logo avisando que...
Em apensas um segundo Klaus soltou minha mão e puxou Tyler pela gola da camisa.
― Eu vou te avisar que é bom você ficar bem longe dela, ela minha entendeu?
Sua voz soou como um trovão pela sala, Tyler se desvencilhou de suas mãos e o encarou com raiva.
― Você só está esquecendo de que ela também já foi minha.
― E você a perdeu, só que eu não vou cometer esse erro.
E com isso ele pegou minha mão de novo e me puxou para fora, entrando no elevador. Assim que as portas se fecharam ele soltou minha mão e eu me senti mal imediatamente, ele respirava pesadamente e eu me encolhi no canto do elevador. Droga! Como eu tinha deixado isso acontecer? Porque diabos eu achei que Tyler não iria causar problema algum?
Chegamos ao Térreo e saímos do prédio, ele abriu a porta do carro para mim e de novo não disse uma única palavra. O silêncio do carro estava ficando cada vez mais opressor, eu queria falar com ele queria me justificar, e dizer que não tinha significado nada. Mas ele parecia tão absorto em seus próprios pensamentos que eu duvidava que fosse me ouvir.
Subimos para o seu apartamento e ele abriu a porta para mim eu entrei e assim que a ouvi se fechando eu larguei a mochila no chão e me virei.
― Klaus...
Mas sua expressão fez com que eu me calasse. Uma mistura de desejo, medo e desapontamento cobriam seu rosto e antes que eu sequer pudesse respirar eu já estava em seus braços. Sua boca invadiu a minha num beijo selvagem e intenso, seus lábios praticamente devoravam os meus, sua língua explorava cada centímetro da minha boca. Suas mãos apertavam meu corpo contra ele sem deixar sequer um milímetro entre nós. Tive que afastar nossos lábios para conseguir respirar, mas ele continuou a beijar meu pescoço.
Ele afastou um pouco nossos corpos e segurou a frente da minha blusa e a arrancou num único movimento fazendo os botões voaram por todo lado. Eu arquejei e no mesmo segundo sua boca voltou a devorar a minha. Ele me levantou no colo e quando eu pensei que ele me levaria para cima, ele simplesmente me deitou no chão e desabotoou a minha calça puxando-a pelas pernas de um jeito rude, a sensação do tecido sendo raspando por minha pele tão intensamente fez com que minha pele se aquecesse e eu senti uma onda de desejo tão forte que um gemido escapou minha garganta.
Ele tirou a camisa e a calça dele e voltou para mim, a essa altura meus braços quase ansiavam por seu toque ele não me desapontou, seus lábios exploravam minha pele e sua língua quente e molhava fazia eu me contorcer embaixo dele. Ele começou a cariciar meus seios com uma mão e beijar e lamber o outro, eu dei um suspiro profundo, e passei as mãos por seus cabelos, ele deu uma mordida no meu mamilo e quase gritei num misto de dor e prazer. Ele gemeu contra minha pele e voltou a me beijar, fechei os olhos e só senti suas mãos em meu corpo.
Empurrei meus quadris contra ele tentando sentir seu pau entre minhas pernas mas ele se afastou um pouco. Eu abri os olhos e vi seu rosto. Seus olhos estavam famintos e queimavam de desejo, mas eu também podia ver medo e tristeza neles. Segurei seu rosto.
― Klaus?
― Não.
Foi sua única resposta ele tentou me beijar de novo mas eu virei o rosto.
― Klaus nós temos que conversar primeiro, eu não queria que...
― Não, Caroline.
― Não o quê?
― Nós não temos que conversar.
― Por que não?
Ele respirou fundo e olhou para os lados, só depois olhando de novo em meus olhos.
― Você consegue olhar no fundo dos meus e me dizer que ele não mexeu nem um pouco com você? Que ele não fez você sentir nada?
Eu queria dizer a ele que não, e realmente eu não sentia, eu não o queria mais. Mas ele tinha sim mexido um pouco comigo, e eu não podia mentir para ele desse jeito. Desviei o olhar sentindo lágrimas se acumularem em meus olhos.
― Então não há nada que você possa dizer que vá fazer eu me sentir melhor.
E com isso ele começou a beijar meu pescoço e ombros, depois foi descendo por meus seios, até circular a língua no meu umbigo. Um turbilhão de sentimentos estavam em mim, eu queria Klaus como jamais quis Tyler, queria dizer isso a ele. Mas ele estava magoado e confuso, minhas palavras não adiantariam nada. Então eu parei de pensar e só pude sentir.
Ele entreabriu minhas pernas e quando sua língua tocou meu clitóris eu quase explodi de êxtase. Ele começou a brincar comigo e me provocar bem lentamente. Eu me contorcia embaixo dele sentindo o prazer se acumular em meu ventre.
― Klaus, eu vou gozar...
Eu gemi e mordi o lábio e nesse exato momento ele se afastou. Começou a beijar o interior da minha coxa. Eu ergui a cabeça com a frustração de um orgasmos interrompido varrer a razão para bem longe de mim.
― O que você está fazendo? Eu preciso...
Ele deu uma mordida na minha coxa e eu arquejei interrompendo minhas palavras. Ele subiu de novo e me beijou, eu tentei me aproximar um pouco mais dele, querendo seu contato com tanta intensidade que eu não pensava em mais nada. Levei a mão entre nós tentando guiar seu pau para dentro de mim mas ele segurou minhas mãos e as prendeu acima da minha cabeça. Depois começou a lamber e chupar meus seios, se posicionando entre minhas pernas de modo que seu pau roçasse de leve em mim.
Eu gemi e tentei libertar minhas mãos mas ele segurou-as com mais forças, eu sentia meu orgasmo tão perto que qualquer contato a mais e eu me perderia. Mas ele não parecia disposto a fazer isso. Cada vez que eu chegava mais perto ele se afastava.
― Klaus, eu preciso gozar.
― Eu digo quando, amor.
Ele murmurou no meu ouvido e eu quase enlouqueci ao ouvir sua voz tão perto. Ele continuava me provocando e se afastando, sempre que eu mais precisava.
Meu corpo já estava no limite, cada célula do meu corpo parecia prestes a entrar em combustão e ele parecia querer fazer aquilo por horas.
― Você é um sádico filho da puta!
Berrei para ele já sentindo as lágrimas ameaçarem começar a rolar.
Ele roçou em me de novo e chegou bem perto do meu rosto.
― Dói não é? Quando precisamos de algo tão desesperadamente e alguém tenta tirá-lo de nós...
― Klaus, eu preciso...
― Parece que vamos enlouquecer se ficarmos longe,parece que precisamos mais disso do que do ar para respirar...
― Por favor...
Ele se afastou de mim de novo e eu senti uma lágrima quente rolar agora.
― Foi assim que eu me senti quando ouvi a voz dele pelo seu celular, e quando eu vi ele tocar você daquele jeito, com tanta intimidade. Como se você pertencesse a ele.
― Não...
― É ele que você quer? É ele que você quer aqui agora?
― Não! É você, eu quero você!
Ele estava tão perto de mim e ao mesmo tempo tão longe, eu queria seu toque, seu beijo, queria tudo.
― Diga para mim quem você quer Caroline.
― Eu quero você Klaus, só você!
Eu quase berrei as palavras e ele soltou minhas mão entrando fundo em mim, eu gritei seu nome e enterrei as unhas em seu peito deixando um rastro vermelho por onde passavam. O orgasmo foi tão forte que eu perdi o fôlego.
Antes que eu pudesse respirar Klaus me levantou bruscamente do chão e me inclinou sobre o encosto do sofá. Senti um tapa forte estalar em minha bunda e em um segundo ele já estava me preenchendo de novo. Eu gemi sentido o prazer me tomar de novo. Suas estocadas eram profundas e furiosas e eu queria cada vez mais, eu tinha acabado de gozar e já estava quase gozando de novo. Ele se inclinou sobre mim e quando senti seus dentes em meu ombro eu me perdi no êxtase de novo, ele grunhiu e com uma última estocada ele se derramou em mim, senti seu corpo estremecer, depois relaxar.
Continuei apoiada no sofá por mais um tempo e ele saiu de mim. Me senti tão vazia quando ele fez isso que mais lágrimas se acumularam em meus olhos. Ele me virou para ele e eu abaixei os olhos, mas ele ergueu meus rosto com o indicador.
― Eu amo você Caroline, não consigo sequer imaginar te perder.
As lágrimas transbordaram livremente em meus rosto agora e eu me atirei em seu peito. Ele me acalentou por um tempo, depois me pegou no colo e me levou para cama. Quando ele já ia se levantar eu segurei sua mão.
― Para onde você vai?
― Estou agitado demais para dormir, estarei lá embaixo se você precisar.
Depois saiu e eu fiquei na cama, eu estava sensível depois de tudo, mas também me sentia culpada porque eu permiti que Tyler ficasse lá, eu sabia que também me sentiria assim, ou talvez até pior se achasse que o Klaus estava com outra mulher.
Mais algumas lágrimas rolaram por meu rosto e eu enfim peguei no sono.
Acordei algum tempo depois, sozinha e confusa. O quarto estava completamente escuro, eu peguei uma camisa dele vesti e desci as escadas para procurá-lo.
Quando cheguei lá embaixo ele estava olhando a cidade pela janela, estava tão absorto em pensamentos que mal notou minha presença até que eu toquei seu braço.
― Oi.
Murmurei timidamente para ele.
― Oi.
― Ainda não conseguiu dormir? ― Perguntei a ele.
― Já estava subindo.
Ele respondeu e eu olhei seu peito, onde as marcas das minhas unhas ainda estavam em seu peito.
― Eu sinto muito por isso...
Falei apontando seu peito, ele deu de ombros e me puxou para seus braços. Eu o abracei feliz e suspirei.
― Eu deixei a marca dos meus dentes em você também, então estamos quites.
Ficamos em silêncio depois disso, nem eu mesma sabia o que dizer, se devia falar sobre o que houve, ou se devia esquecer.
― Então... Exposição na sexta hum?
Falou ele, e eu sabia que era o jeito dele de dizer que queria esquecer o assunto. Então eu faria o mesmo.
***
― Vamos Klaus!
Falei de novo para ele. Estávamos na exposição a menos de uma hora e ele levava quase 10 minutos olhando cada quadro.
― A arte tem que ser apreciada, querida. Sem pressa.
― Ótimo. Vou pegar algo para beber e já volto.
Eu gostava de arte, mas não sabia o que tinha para se ver por dez minutos num único quadro. Eu e Klaus tínhamos passado juntos cada minuto livre que tínhamos. Não tocamos no nome de Tyler sequer uma vez depois daquele dia, e eu ficava feliz por isso. Não tinha muita coisa que eu pudesse dizer. Só mostrar que eu o amava e só era ele que eu queria.
Peguei duas taças de Champanhe com um garçom que passou por mim e voltei para Klaus. Quando cheguei uma mulher estava próxima a ele, apontando algumas coisas na pintura. Ele sorriu ao me ver chegar e me abraçou pela cintura. Entreguei o champanhe a ele e sorri para a mulher. Ela parecia ser jovem e tinha cabelos loiro mel que descia até a metade das costas, sua expressão era delicada e um sorriso acolhedor.
― Essa é a artista Caroline.
Apontou Klaus e eu estendi a mão para ela.
― Mas você pode me chamar de Kara se preferir.
Sorrimos uma para a outra.
― Seu pai me falou sobre você.
Ela revirou os olhos mas sua expressão era divertida.
― Espero que ele não tenha te contado histórias constrangedoras e nenhum um pouco divertidas sobre mim.
― Com certeza não, mas já que você tocou no assunto, quem sabe eu pergunte da próxima vez.
Dei uma piscadinha para ela que sorriu.
― Bom, fiquem a vontade, espero que gostem da exposição.
Ela acenou para nós e se afastou.
Klaus e eu seguimos para o próximo quadro.
― Ela é uma artista muito talentosa.
Comentou ele enquanto analisava a próxima pintura.
― Hum hum... E muito bonita também?
Enfatizei o “bonita”, mas ele continuava prestando atenção no quadro.
― Sim...
Ele respondeu e eu empurrei seu braço.
― Klaus!
― O quê?
― Você acha ela bonita?
― Bonita?
Continuei encarando ele já com os braços cruzados, ele pareceu por fim entender o que eu tinha dito e deu uma gargalhada.
― Caroline Forbes você está com ciúmes?
― Não!
― Está sim!
Comecei a andar mas ele segurou minha mão.
― Sim, ela é bonita. Mas você é perfeita.
Disse ele e me beijou, depois continuamos a andar, eu estava com um sorriso bobo no rosto. Depois de alguns quadros e mais algumas taças de champanhe eu precisava muito ir ao banheiro, então deixei Klaus admirando outro quadro e saí em busca de um banheiro. Quando eu voltei ele estava conversando animadamente com um homem, eles tinhas quase a mesma altura. Klaus riu de algo que o homem disse e eu franzi a testa. Ele geralmente não era tão simpático com... Com quase todo mundo na verdade.
Me aproximei deles e reconheci a voz de Andrew, sorri e me juntei a eles, mas estaquei no lugar. Ambos se viraram para mim e eu tive que engolir em seco. Eu definitivamente não esperava por isso.
― Tudo bem Caroline?
A preocupação na voz de Klaus me despertou e eu dei um passo a frente.
― Tudo bem.
Respondi e me aproximei deles.
― Eu e Andrew estávamos falando sobre os quadros.
Dei uma risada forçada e eles continuaram conversando. Meus olhos iam de um para o outro tentando processar o que eu estava vendo. E eu finalmente descobri porque Andrew me parecia tão familiar. Ele era absurdamente parecido com Klaus. Os olhos, o formato do rosto... Andrew parecia uma versão um pouco mais velha de Klaus. Porque eles se pareciam tanto? Porque ele e Esther nitidamente se conheciam mas fingiram não se conhecer? Tinha alguma coisa nessa história... Alguma coisa que eu realmente precisava descobrir.
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