Sexy Fire - Klaroline
34 Capítulo 2 – Season 2
Notas iniciais
Caroline
Já era bem tarde quando Klaus finalmente pegou no sono. Mas eu não consegui calar minha mente e descansar. Eram tantas coisas acontecendo. Mesmo no sono Klaus não parecia descansando. Sua expressão estava contraída e eu sabia que não estava sendo fácil, e provavelmente amanhã estaria bem pior.
Eu achava que o relacionamento com meu pai não era fácil. Mas o do Klaus era muito pior. Sofrer violência do próprio pai a vida inteira, só para descobrir no fim das contas que ele não era sequer seu pai de verdade. Era coisa demais para digerir. Mas eu estaria aqui e o ajudaria a enfrentar o que quer que fosse preciso.
Vi o dia começar a clarear e só então consegui dormir um pouco. Mas acordei minutos depois com o celular de Klaus tocando insistentemente. Levantei procurando por ele, vi que estava no banho e atendi o celular.
― Alô?
Falei no meio de um bocejo.
― Caroline? Sou eu, Rebekah.
― Oi Rebekah, tudo bem? Klaus está no banho.
― Sem problemas. Eu só queria que você avisasse para ele que acabamos de chegar em casa do hospital com o papai.
O sono sumiu da minha cabeça num instante.
― Hospital? O que houve? Como ele está?
― Bem. Quer dizer, levou uns pontos na sobrancelha e nos lábios, nada de muito grave.
― Como assim Rebekah? Onde ele se machucou assim?
― Eu não entendi nada até agora. Quer dizer, um cara apareceu na nossa casa ontem, pensamos que era um amigo do papai já que foi ele mesmo que o deixou entrar, mas quando nos demos conta eles já estavam rolando pelo chão e o cara dizendo “isso é pelo meu filho”. Ninguém entendeu direito, mas chamamos a polícia e trouxemos papai para o hospital.
― Minha nossa...
Foi tudo que eu consegui dizer. Mas não era nem de perto tudo que eu estava pensando.
― Eu vou avisar a ele Rebekah.
― Tudo bem.
Respondeu ela e enquanto eu desligava o celular Klaus saía do banheiro com a toalha enrolada na cintura.
― Quem era?
Perguntou ele secando os cabelos.
― Rebekah.
Respondi colocando o telefone em cima da cama e pensando como eu diria aquilo para ele. Ele já tinha tanta coisa para processar e ainda vinha isso para coroar tudo? Droga.
Fui até ele e o abracei pela cintura. Ele envolveu os braços em mim e me beijou. Eu fiquei na ponta dos pés querendo sentir seu gosto bem de perto. O sabor delicioso da sua boca e o perfume inebriante que se desprendia da sua pele e me embalava carinhosamente.
Eu o amava. Amava tanto que as vezes chegava a doer. Klaus tinha sofrido mais durante a vida que muita gente sequer pensou. Mas cá estava ele. Um homem determinado e bem sucedido. Certo, ele era um grande cretino as vezes, mas ninguém é perfeito...
Me afastei de seus lábios concentrado-me no que eu precisava dizer.
― Você não quer saber o que a Rebekah queria?
― O que a Rebekah queria?
Perguntou ele monotonamente, parecia que não queria de fator saber, mas tendo que ouvir mesmo assim.
― Seu pa... ― Parei no meio da frase. Era bem complicado usar a palavra pai agora. ― Mikael esteve no hospital ontem. Pelo que entendi o Andrew foi até a casa deles e socou a cara dele por sua casa. Então o Mikael levou alguns pontos e está bem, já o Andrew provavelmente está na delegacia.
― Hum...
Resmungou ele e foi para o closet, eu o segui e observei enquanto ele escolhia uma calça.
― Só isso?
Ele vestiu a calça e pegou uma camisa.
― Como assim só isso?
― Seu pai biológico e Mikael brigaram ontem. Você realmente não quer saber o que aconteceu?
― Eu realmente não quero saber o que aconteceu.
― Mas Klaus...
― Caroline você lembra do que te disse ontem? Eu não quero falar sobre isso, não quero saber mais nada sobre isso. Acabou. O que quer que eles tenham feito não vai mudar nada em minha vida. Então eu prefiro me concentrar em algo que realmente vai. O nosso casamento.
Completou ele e me deu um beijo rápido antes de continuar a se vestir.
E ele não estava brincando.
Klaus era determinado e quando enfiava algo na cabeça nada o demovia disso. Então, durante o mês seguinte ele se concentrou apenas em nosso casamento e mergulhou de cabeça nos preparativos.
Sempre que eu tentava tocar no assunto ele se esquivava com detalhes do casamento ou as opções de lua de mel. Ele estava tão concentrado nisso que todo o resto pareceu ter sumido. Nada mais fazia diferença.
E nesse meio tempo Esther e Andrew tentaram incansavelmente entrar em contanto com ele. Mas ele os ignorou completamente. Então eles me bombardeavam com ligações o tempo todo. Querendo saber como ele estava, se já poderia falar com eles, querendo jantar na casa dele para conversar. E eu é claro não dizia nada disso a Klaus. Ele estava fugindo da dor. E enfrentar Andrew e Esther o machucava demais, então eu não o forçaria a isso. A notícia boa é que Mikael simplesmente sumiu. Ele não tentou entrar em contanto com ele de forma alguma e isso era incrível. Pelo menos com uma coisa eu não tinha que me preocupar. Por que com o resto...
O casamento estava totalmente fora de controle. Eu sempre me imaginei casando ao ar livre, apenas com os amigos mais íntimos e familiares. Acontece que Klaus tinha idéias totalmente diferentes. Meu casamento se transformou num mega evento. A quantidade de convidados me assustava. O tamanho do lugar onde seria realizada a cerimônia me fazia estremecer inteira por dentro. Mas Klaus estava tão empolgado com tudo que eu sempre acabava concordando. E pensando que, se eu ia me casar com o homem que eu amava, realmente fazia diferença onde e como?
A única coisa pela qual eu fiquei responsável no fim das contas foi o meu vestido. E para dar um pouco de crédito a Klaus ele não se envolveu em nada. Nem sequer opinou de qualquer jeito, ele disse que eu poderia casar vestida com um saco, desde que eu estivesse lá e dissesse sim para ele. Isso me deixava brava no início, mas depois eu vi que era bom. Um pouco menos de pressão sobre todo o resto.
Então, hoje, a véspera do casamento eu estava fazendo a última prova do vestido. Eu fiquei parada me olhando através do espelho enquanto a costureira dava os últimos ajustes. Meu vestido era sem mangas e com pedras aplicadas do busto ao pescoço. A calda não era muito longa. Era lindo. Eu me sentia tão feliz e nervosa. Era véspera do meu casamento afinal. Minha última noite como Caroline Forbes. Logo, logo eu seria a Senhora Mikaelson. Meus olhos se encheram de lágrimas. Meus Deus! Estava realmente acontecendo! Iríamos nos casar!
Enxuguei os olhos e a costureira terminou os ajustes. Tirei o vestido e saí de lá.
Depois chamei um táxi e fui para o apartamento de Klaus. Eu me mudei para cá definitivamente há duas semanas. Mas não iríamos ficar muito tempo. Nossa casa já estava quase pronta. Só que Klaus ainda não me deixou vê-la. Ele disse que seria uma surpresa. Nós dois escolhemos quase tudo, mas eu nunca estive lá realmente. A curiosidade estava me matando, mas só iríamos para lá quando voltássemos da lua de mel.
Tomei um banho assim que cheguei. Logo, logo as garotas estariam aqui. Hoje seria minha despedida de solteiro e a de Klaus também. Todos se recusavam a dizer onde iríamos. Eu estava um pouco nervosa com isso. Mas não tivemos opção de qualquer jeito.
Klaus chegou assim que terminei de me vestir. E sem dizer uma palavra sequer ele me puxou num abraço e me beijou. Sua presença me acalmava. E eu relaxei em seus braços.
― Oi.
Falou ele se afastando um pouco.
― Oi. Tudo bem com o vestido?
― Tudo. E você, tudo bem com... Todo o resto?
Ele riu e eu ri também.
― Tudo.
Ele colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha.
― Essa noite vai ser uma droga.
― Concordo. ― resmunguei.
Nossos brilhantes amigos resolveram que teríamos que passar essa noite separados. Os garotos seqüestrariam Klaus e eu ficaria aqui fortemente protegida por Elena.
― Mas podemos sempre fugir mais tarde...
Falou ele com um sorriso sedutor.
― Seria ótimo mais eu tenho a leve impressão de que Elena vai grudar em mim feito um chiclete.
― Hum... Então isso quer dizer que essa pode ser a nossa última oportunidade de fazer sexo até amanhã?
― Provavelmente.
― Seria uma pena estragar então não é?
― Com certeza.
Respondi já querendo suas mãos por meu corpo inteiro, mas no segundo que sua boca ia tocar a minha Elena irrompeu pelo quarto.
― Oi para vocês dois.
Falou ela me pegando pela mão e puxando.
― Tchau Klaus.
Falou ela, sem sequer me dar a chance de me despedir.
Ia ser uma longa note.
Klaus
Ia ser uma longa noite.
Pensei enquanto bebia um copo de Uísque. Logo eles estariam aqui para me arrastar numa ridícula despedida de solteiro. Eu não estava nem aí para isso, e não quero mais ser solteiro. E para piorar a situação eu só veria Caroline na manhã seguinte. Enquanto ela estivesse caminhando até mim no altar.
Era perfeito. Tudo que eu queria e precisava. Tinha encontrado em Caroline. A mulher que me mantinha inteiro e me fazia acreditar no melhor de mim mesmo. A única coisa que me mantinha são em meio a uma tempestade.
Sacudi a cabeça tentando não pensar nisso, mas não precisei me esforçar por muito tempo. Num segundo meu apartamento foi invadido por eles.
E me arrastaram para fora.
Damon, Stefan, Marcel, Elijah e Kol. Todos determinados a fazer da minha despedida de solteiro uma despedida inédita. E é claro, seria uma experiência torturante.
― Nem adianta ficar com essa cara. Vamos seguir os planos e fazer tudo que ainda pode. Afinal de contas a Caroline te pegou pelas bolas e provavelmente é a última oportunidade que você vai ter de ver peitos que não sejam os dela.
Falou Damon batendo em meu ombro enquanto entravamos na boate.
― Eu não quero ver peitos que não sejam os dela. E além disso, falou o cara que deve ter pedido permissão a namorada para estar aqui.
Resmunguei enquanto todos gargalhavam, e pela expressão no rosto dele, com certeza ele teve que pedir para vir aqui. Não que eu tivesse pedido a Caroline ou algo assim... Quer dizer, nós só... conversamos sobre isso.
Eles me empurraram para dentro e as luzes me cegaram por um tempo. Pisquei algumas vezes só então vendo o lugar. Mulheres dançavam em cimas das mesas, dentro de gaiolas e até de cabeça para baixo penduradas em cordas. Outras serviam bebida de calcinha e um pouco de glitter cobrindo os mamilos. Merda. Onde eu vim me meter?
Fui praticamente jogado para uma das salas dos fundos. Onde tinha uma cadeira no meio e várias outras ao redor. Meu Deus do céu, aquilo ia ser humilhante em vários níveis. Estaquei no lugar.
― Vamos lá Klaus! Está com medo?
Kol tocou em meu braço e me forçou a sentar na cadeira do meio.
― Bebida!
Falou Marcel e várias garotas vieram até nós com cervejas e Drinques que brilhavam dentro dos copos.
― Então, vamos começar.
Falou Damon se levantando. Uma garota surgiu ao seu lado e ele a abraçou pela cintura.
― Essa gracinha aqui é a Nicole. E vai nos ajudar um pouco. Vamos fazer perguntas e se você errar, ela vai fazer com você o que escolhermos.
Merda.
Todos gargalharam e a garota ficou parada na minha frente. Ela era um pouco mais baixa que Caroline e tinha os cabelos ruivos. Um sorriso curvava seu rosto, mas não chegava nem perto dos dela... Droga. Eu já estava com saudade dela.
― Primeira pergunta. ― Gritou Marcel. ― Qual o nome da garota que tirou sua virgindade?
Merda. Isso era sério? Como eu iria me lembrar do nome dela pelo amor de Deus?
Todos olhavam para mim, e com certeza estavam vendo meu desespero crescente.
― Responde ou paga Niklaus?
Incitou Marcel e eu travei os dentes. Eles gargalharam e bateram palmas.
― Nicole querida, você poderia abrir a camisa dele e lamber seus mamilos?
Falou Damon e eu estreitei os olhos.
Bom, falar os detalhes do resto da noite seria um atentado ao pudor e a moralidade pública. Basta dizer que duas horas depois, cá estava eu, sem camisa, coberto de glitter e com uma calcinha na cabeça. Nem pergunte de onde ela veio.
― Agora para o Gran Finale, vamos para a épica e última, dança privativa!
Levantei da cadeira e eles me empurraram para um quarto. Depois fecharam a porta. Eu não sabia para onde eles foram e honestamente desejei que fossem abduzidos por alienígenas ou algo do tipo.
Tinha uma cadeira no meio do quarto e uma cama em formato de coração. Sério?
Eu estava exausto. Um perfume insuportável estava grudado em mim e eu queria sumir dali o mais rápido possível. De preferência para os braços de Caroline.
Uma garota entrou pelas portas do fundo com um roupão de seda vermelho e orelhas de coelhinho na cabeça. Me levantei do lugar. Eu definitivamente não ia passar por isso.
― Tudo bem, quanto eles estão de pagando por isso?
― O quê?
Ela parou no lugar.
― Os que eu erroneamente considerava amigos. Quanto eles estão te pagando por essa dança?
Ela parou para pensar e eu tirei aquela coisa da minha cabeça e a joguei no chão.
― 800,00 dólares.
― Eu pago dois mil para você não fazer isso, me arranjar uma camisa e me tirar daqui.
Ela concordou sem pestanejar e num segundo eu estava saindo daquele quarto e indo para a o bar. Eu precisava ir embora. Mas precisava muito de um uísque. Segundo ela, os idiotas estavam vendo uma dança também, em outra sala e levaria pelo menos meia hora. E era tudo que eu precisava.
― Klaus?
Ouvi meu nome e me virei do bar.
― Hayley?
― Meu Deus o que aconteceu com você?
Perguntou ela apontando para o meu pescoço.
― Longa história. E você, o que faz por aqui?
― Vim com uma amigas.
― Ah, que bom.
Falei eu. Mas estava super sem graça. Não sabia como reagir. Ela não parecia com raiva nem nada do tipo. Mas era muito difícil dizer.
― Posso te pagar uma bebida?
Perguntou ela.
― Não precisa. Eu já estou indo embora.
― Então era por isso que você estava no bar?
Ela ergueu uma sobrancelha, depois respirou fundo.
― Olha Klaus, nós não precisamos ser inimigos está bem? O que aconteceu, já passou. Eu segui em frente. Nós dois seguimos. Então que tal aceitar essa bebida como uma oferta de paz?
Ele riu e olhou de novo para meu pescoço.
― E uma chance para tirar esse glitter rosa do pescoço?
― Tudo bem. Acho que não têm problemas sermos amigos não é?
Falei, depois fui ao banheiro enquanto ela pegava as bebidas. Aquela coisa não saia do meu pescoço. Meu Deus do céu! Porque diabos alguém usaria isso?
Voltei para o bar e Hayley me entregou um copo. Virei todo de uma vez. A noite estava sendo uma droga.
― Então, eu devo perguntar de onde veio esse glitter?
― Despedida de solteiro.
Respondi. Eu realmente não queria falar sobre meu casamento com ela. Mas também não podia mentir. Eu tinha escolhido viver com Caroline. E uma hora ou outra ela saberia disso.
― Que ótimo, fico feliz por você, de verdade. Eu também estou...
Ela continuou falando, mas sua voz ficou distante, como se eu estivesse ouvindo de dentro d’água sacudi a cabeça tentando clarear meus sentidos. Eu não tinha bebido tanto assim.
― Lembra que eu te falava dela?
Continuou ela e eu a encarei sem saber do que ela estava falando.
― O que você disse?
― Minha amiga que se casou a duas semanas.
Continuou ela e me olhou de um jeito estranho. Mas antes que eu pudesse identificar do que se tratava sua imagem virou um borrão. Pisquei varias vezes tentando enxergar direito, mas nada fazia efeito.
― Está tudo bem?
Perguntou-me ela e eu tentei dar um passo para frente, mas minhas pernas estavam tremendo. Meu corpo inteiro parecia pesado e sem equilíbrio. Um zumbido se formou em meus ouvidos e u já não conseguia ouvir nada direito.
Senti Hayley me abraçar pela cintura e me ajudar a andar.
― Vai ficar tudo bem.
A última coisa que eu consegui pensar foi que as coisas não ficariam nada bem.
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