Notas iniciais
Hey suas lindas, desculpa a demora mas estava na correria por causa do fim de ano e final do curso, mas aqui está um cap novo para matarmos a saudade de nosso casal favorito, boa leitura. Esse cap é para todas vocês mas em especial para JoLi July que fez uma linda recomendação, obrigada mesmo flor. E para Nessa que é uma leitora incrivelmente fofa e sempre me da ótimas e idéias e elogios super divos, :). E a as divas do grupo Vapiranhas, vcs são mto especiais para mim. ;)

Assim que entrei no quarto para pegar algumas roupas vi pelo canto do olho Elena entrar atrás de mim. Me virei para ela e dei um sorriso sem graça, daqueles que damos quando sabemos que não deveríamos fazer algo, mas fazemos mesmo assim.

― Então é isso? Vocês estão juntos de novo?

Dei um suspiro longo e me virei para pegar a mochila.

― Eu não sabia como lidar com o que estava acontecendo entre nós Elena, e tenho certeza que ele também não, então estou dando mais uma chance a nós.

― Mesmo depois de ele ter feito uma burrada monumental?

― Apesar de ele ter feito uma burrada monumental.

Coloquei alguns shorts e camisetas na mochila e minha escova de dentes.

― E para onde vocês vão?

― Para a casa do lago dele, precisamos conversar mais e acertar tudo.

― Hum...

― O que você quer dizer com “hum”?

― Quero dizer que acho que vocês vão terminar o que começaram no sofá.

Pisquei para ela colocando a mochila nas costas.

― E isso também.

Dei um abraço nela e me dirigi à porta.

― Divirta-se, mas tenha cuidado, eu não confio nele.

Essas palavras dela acrescentaram mais umas colheradas em minhas dúvidas. Tudo que ele falou sobre os pais e o jeito como ele mudava sutilmente sempre que falava da família, me fazia crer que tinha bem mais coisas sobre eles que ele não estava me contando.

Cheguei na sala e ele se levantou do sofá, já me puxando pela mão em direção a porta. Tive que rir com sua ansiedade, que era quase igual a minha, mas minha cabeça estava tão cheia que era difícil administrar tudo.

Quando chegamos a portaria do prédio o motorista já havia deixado o carro que viajaríamos. E antes que eu me desse conta já estávamos na estrada.

Ele me tocava sempre que possível. Minhas pernas, minhas mãos, meus cabelos. Como se estivesse se certificando que eu realmente estava ali.

― Me fala mais sobre sua família...

Perguntei timidamente e lá estava uma mudança na sua postura, seus ombros se ergueram e sua postura ficou mais defensiva. Ele tirou a mão que no momento estava entrelaçada a minha e apertou o volante com força.

― Não tem nada que valha a pena falar.

― Você me disse aquelas coisas sobre sua família e espera realmente que eu não faça perguntas?

― Na verdade, espero.

― Eu preciso te conhecer melhor Klaus, antes nossa relação era confusa e só sexo bastava, mas agora eu quero saber o que tem dentro de você.

Ele deu um suspiro longo e continuou olhando para a estrada. Eu me virei para a janela sentindo meu humor piorando a cada segundo. Eu detestava segredos, e agora que eu pensava em todas as coisas que já vivemos, percebi que no fundo tudo que eu sabia sobre ele eram as dimensões do seu corpo, e nada mais. E isso me incomodava, e muito, só que ele sempre se fechava, e agora estava se fechando de novo.

Depois de alguns minutos num silencio absoluto ele finalmente falou.

― Meus pais são egoístas, hipócritas e superficiais. Meu irmão mais velho é uma versão um pouco pior deles. Kol é mimado e egocêntrico e Rebekah é superficial e ingênua. Provavelmente o único entre nós que é diferente é o Elijah, ele é leal e íntegro. E eu... Bom, não há muito que eu vá falar sobre mim que você já não saiba.

Me virei para ele e fiquei olhando seu perfil. Era visível o quanto estava sendo difícil para ele falar, mas ele estava tentando, o que já era um progresso.

― Foi por isso que você veio morar aqui? Longe deles?

― Em parte. Mas eu expandi minhas empresas por vários países, eu precisava estar em um lugar, então aqui pareceu uma ótima ideia. Elijah veio comigo porque também já estava cheio de tudo.

― Vocês parecem se dar bem.

Ele deu uma risada irônica e balançou a cabeça.

― Meu relacionamento com Elijah não é tão ruim quanto com os outros, mas para por aí. Eu sempre vivi... Afastado dos meus irmãos, com o tempo eles também se afastaram de mim.

― Por quê?

Notei que sua expressão escureceu e ele travou o maxilar. Depois olhou de lado para mim e vi tanta dor em seus olhos que me inclinei para ele e toquei seu braço.

― Eu não quero falar sobre isso.

― Não tem problema, eu entendo...

Sua postura ficou rígida como uma tábua, e sua expressão antes feliz agora parecia carregada e mergulhada em memórias dolorosas. Me arrependi imediatamente de ter tocado no assunto. Tentei pensar em algo para dizer para fazê-lo se sentir melhor, mas ele parecia tão imerso em seus pensamentos que nada que eu pudesse dizer iria ajudar. Então um sorriso se espalhou por meu rosto, só tinha uma coisa capaz de fazer com que ele se sentisse melhor agora.

Comecei a descer minha mão por seu ombro, e passar por seu peito. Ele piscou algumas vezes e me olhou confuso, continuei descendo até chegar ao cós da calça.

― O que você está fazendo?

Ele perguntou, mas senti ele começar a enrijecer sobre meus dedos.

― Nada... continue dirigindo que eu vou ficar aqui cuidando da minha vida...

Abri o botão de sua calça e em alguns segundos seu membro estava livre e totalmente ereto. Eu já o tinha visto e tido ele dentro de mim várias vezes, mas só agora, enquanto estava calma e não quase enlouquecendo com seus beijos pude notar o quão belo e grande ele era. Fechei minhas mãos em torno dele e notei o carro dar uma acelerada abrupta.

Ele puxou o ar entre os dentes e me olhou, o desejo substituindo a dor em seus olhos e eu sorri novamente.

Comecei a friccionar seu pau de cima para baixo bem devagar, senti meu corpo começar a se aquecer e um pulsar delicioso no meio das minhas pernas. Me sentia tão poderosa ao ver aquele homem forte e controlador tão entregue. Vi que ele estava se esforçando para continuar com os olhos na estrada.

― Caroline... O que você está fazendo comigo?

― No momento isso pode ser chamado de punheta, mas agora...

Parei de falar e mergulhei a cabeça em seu colo passando a língua em toda sua extensão, o carro derrapou e parou bruscamente. Ele mergulhou as mãos em meus cabelos.

― Oh Caroline...

Sua voz estava grossa e entrecortada por gemidos, comecei a fazer pequenas sucções, ele passava os dedos por meus lábios e me encarava intensamente. Seus olhos revelam muito mais sobre ele do que ele jamais me mostraria com palavras, e nesse momento, enquanto eu o sentia pulsando dentro da minha boca ele parecia tão entregue e vulnerável que eu senti cada célula do meu corpo se encher de amor.

Continuei pressionando seu pau e sentindo ele se endurecer cada vez mais.

― Eu vou gozar, amor...

Sua voz saiu baixa e sussurrante, eu aumentei o ritmo, e comecei a dar pequenas mordidas, seu corpo estremeceu bruscamente e ele se empurrou contra o banco, acariciei por mais alguns segundos, mas ele ergueu meu rosto e me beijou de forma quase faminta, eu correspondi o beijo com vontade e ele me puxou para seu colo, meu corpo parecia estar prestes a entrar em combustão, eu estava prestes a transar com ele ali mesmo, quando um outro carro passou por nós buzinando.

Aquilo me trouxe bruscamente a realidade de onde estávamos e apoiei as mãos em seu peito dando um pouco de distancia entre nós. Ele tentou me abraçar de novo, mas eu me afastei e sentei em meu banco, respirando fundo.

― Caroline... Eu preciso de você, agora.

― No meio da estrada? Nem pensar.

Ele fez aquela expressão entre irritada e divertida que eu conhecia tão bem, e começou a arrumar a calça.

― Você me chupa no meio da estrada, e agora se recusar a continuar, é isso mesmo?

― É isso mesmo, somos namorados agora, essa coisa de rapidinha no carro não pode rolar mais.

Sua expressão foi tão horrorizada que uma gargalhada explodiu por meus lábios.

― Rapidinhas no carro são ótimas! Todos os namorados fazem isso!

― Se você insiste... Quem sabe em outro lugar? Agora temos uma linda casa do lago para ir.

Ele pôs o carro em movimento e ficava me olhando de esguelha, e dando risadinhas. Fiquei imediatamente desconfiada. Klaus não era o tipo de homem que dava risadinhas, se ele parecia tão empolgado só podia ser algo deliciosamente malvado.

― Porque você está tão empolgado? Está planejando torturar alguém?

― Ah querida... Você não tem ideia da quantidade de coisas que eu vou fazer com você quando chegarmos lá.

Senti o mesmo sorriso malvado se espalhar por meu rosto e comecei a olhar a paisagem.

― E então, como vai o trabalho novo?

Ele me chamou depois de alguns segundos de silêncio.

― Muito bem, a melhor parte é que meu chefe não é um cretino.

― Bom, nós os chefes cretinos, sempre temos bons motivos para isso, como por exemplo, desejar a secretária o tempo o todo.

Eu ri com as lembranças, a maioria delas péssimas, do tempo que eu trabalhava com ele.

― Eu sou assistente do Ethan, ele é gerente de marketing e eu... Nem posso dizer o quanto eu gosto de trabalhar com isso, parece quase outro universo do que eu estava acostumada.

― Tenho que dizer que me sinto um pouco ofendido com isso.

― Não seja bobo. Não tem nada a ver com você, bom... Talvez tenha um pouco, mas não é isso que importa. É o que eu faço, e tudo que eu posso crescer lá.

― Você podia crescer muito na Originals também Caroline, só precisava ficar por mais tempo.

― Eu não sei se você notou Klaus, mas eu estava transando com meu chefe, e isso é um tremendo conflito de interesses, e eu não quero que minha vida profissional esteja sempre a sombra da sua, quero crescer com minhas próprias pernas.

Ele ficou em silêncio por alguns minutos com uma expressão que ele sempre fazia quando estava negociando, como se estivesse organizando a melhor forma de impressionar e convencer as pessoas a fazerem o que ele queria.

― Seu sucesso não ia ser à sombra do meu, você iria crescer por seus próprios méritos, e tenho certeza que uma empresa do porte da Originals teria muito mais a oferecer, e muito que você pudesse aprender.

― O que você quer dizer com isso?

― Quero dizer que eu adoraria que você trabalhasse comigo de novo.

― Não!

Meu não soou abrupto e mais alto do que eu gostaria, seu rosto ficou tenso e eu quase podia ver a irritação começar a dominar seu corpo.

― Quer dizer... Eu gosto do meu trabalho, e não quero que o trabalho fique entre nos dois, já temos coisas demais a resolver sem precisar de uma troca de insultos diários.

― Você que sabe.

Ele respondeu secamente e não disse mais nada, mas eu podia traduzir facilmente aquelas palavras como um “Eu não estou gostando nada disso”. Mas ele teria que se acostumar. Eu não queria que minha vida estivesse tão atrelada a dele. Eu permiti que ele a controlasse no começo e saí bastante machucada, agora eu queria ir devagar, e ele teria que se acostumar com isso.

― Não adianta fazer essa cara, não podemos trabalhar juntos, eu não quero passar os dias de expediente transando ou brigando com você.

― Do jeito que você fala parece que eu sou um pervertido maluco.

Ergui uma sobrancelha para ele e isso lhe arrancou um pequeno sorriso.

Ficamos em um silencio confortável por vários minutos até que finalmente chegamos. Ele desceu do carro e abriu a porta para mim, depois colocou a mão na base das minhas costas e me guiou para dentro.

A casa era linda. A decoração era feita em tons pasteis suaves, e todos os móveis eram harmoniosos e aconchegantes como todo o ambiente. Ele me guiou até o quarto e meu queixo quase caiu quando vi que a parede de frente para a cama era totalmente de vidro, e tinha uma vista incrível do lago, com o sol refletindo sob sua superfície.

Deixei a mochila cair no chão e me aproximei do vidro, apoiando as mãos no vidro. Fiquei só admirando a beleza e calma daquele lugar durante alguns minutos.

Senti sua proximidade antes mesmo que ele me tocasse. Sua respiração quente fazia cocegas em minha nuca e quando me dei conta seu corpo já pressionava o meu contra o vidro.

Ele pegou a bainha da minha blusa e a tirou pela cabeça, depois colocou minhas mão acima da cabeça e começou a espalhar beijos por meus ombros e costas.

― Você é linda... Tem ideia da quantidade de coisas indecentes eu pensei em fazer com você enquanto olhava você me chupar naquele carro?

Ele abriu meu sutiã e empurrou por meus braços. O contanto do vidro frio contra minha pele aquecida enviou vários arrepios por meu corpo e senti meus mamilos enrijecerem quase instantaneamente.

― Que tipo de coisas?

Minha voz estava rouca e carregada de desejo, mas eu queria ouvir ele falar. Cada palavra que ele dizia com aquela voz baixa e quase rouca, e com aquele sotaque tinha o poder de me deixar louca.

― Eu queria deitar você sobre o capô do carro e chupar você até você me implorar para parar...

Um gemido escapou por meus lábios enquanto ele desabotoava meu short e empurrava por minhas pernas. Sentia sua ereção pressionar minha cintura, e queria tê-lo urgentemente dentro de mim, mas ele me provocava lentamente e me envolvia numa nuvem erótica tão poderosa que eu só conseguia pensar em ficar parada e sentir o que ele quisesse fazer comigo.

― Depois eu iria me enfiar tão fundo em você, que passariam dias e você ainda iria sentir onde eu estive...

Senti ele se afastar de mim e depois me pressionar de novo, dessa vez pude sentir o calor firme de seus músculos contra minhas costas. Ele começou a baixar minha calcinha por minhas pernas e eu pude ver nosso reflexo através do vidro. Meu rosto estava faminto e os deles estavam quase tão selvagens quanto os meus. Eu nunca senti um desejo tão primitivo e visceral quanto eu sentia por ele.

Vi sua mão passar por minha cintura e descer lentamente, até encontrar o meio das minhas pernas. Ele mergulhou um dedo em mim bem devagar enquanto acariciava o clitóris com o polegar. Vários gemidos escapavam por minha garganta, eu fechei os olhos e inclinei a cabeça sob o vidro tentando absorver as sensações que se espalhavam por meu corpo.

Ele mergulhou os dedos em meus cabelos e puxou minha cabeça para trás .

― Abra os olhos Caroline, eu quero que você olhe para mim enquanto goza...

Sua voz estava meio rude e suas mãos não largaram meu cabelo, mas aquilo me excitou ainda mais, me empurrei contra sua mão e um orgasmo violento tomou conta de mim, mordi o lábio com força e quase caí contra ele. Ele tirou a mão do meio das minhas pernas e me segurou pela cintura. Depois me pegou no colo e me levou para cama, me deu um beijo voraz e atordoante que me deixou quase zonza quando ele finalmente separou os lábios dos meus.

Depois começou a descer os beijos por meu pescoço e quando chegou aos seios ele deu pequenas mordidas e lambidas em cada mamilo, minhas costas arquearam e puxei seus cabelos com um pouco de força demais, mas eu ainda estava sensível com o primeiro orgasmo e ele sabia disso.

Depois beijou e lambeu minha barriga até que chegou a minhas pernas, ele as afastou e me encarou, suas pupilas estavam dilatas e seus olhos estavam famintos. A visão de seu rosto no meio das minhas pernas era tão erótico que fechei os olhos e apertei os lençóis com força.

Senti uma mordida no interior da minha cocha que me fez ofegar e abrir os olhos.

― Eu já disse para olhar para mim Caroline, se fechar os olhos de novo, não deixo você gozar.

― Você é muito mandão sabia? Você devia...

Minhas palavras se perderam no segundo em que senti sua língua tocar minha carne quente e molhada. Ele começou a me acariciar lentamente, mais ia aumentando a velocidade a media que meu orgasmo se aproximava. Fiquei tentada a fechar os olhos, mas ele me olhava com tanta intensidade que parecia quase errado desviar.

Senti ele penetrar um dedo em mim e foi o suficiente para eu gozar loucamente em volta dele.

― Klaus!

Repeti seu nome várias vezes e ouvi um gemido rouco soar no fundo de sua garganta. Ele continuava me lambendo, mas eu estava tão estimulada que parecia que iria explodir, comecei a fechar as pernas, mas ele as segurou no lugar.

― Não! Eu não aguento mais!

― Sou é que decido isso amor, não você.

Tentei empurrar sua cabeça com as mãos, mas ele continuou me acariciando, meus protestos foram morrendo a medida que uma nova onda de prazer tomava conta de mim. Comecei a me mexer contra ele, enquanto ele dava mordidas em meu clitóris e me penetrava com o dedo.

― Eu não vou aguentar Klaus, é demais...

― Vai sim querida, relaxe e deixa eu ver você gozar de novo.

Ele aumentou o ritmo das estocadas e senti o prazer se acumular em meu ventre. Dessa vez o orgasmo veio lentamente e me fez estremecer da cabeça aos pés.

Ele se levantou e num segundo senti seu peso contra mim.

― Se eu for rápido demais você me avisa, mas eu te quero demais para conseguir ser carinhoso agora.

Ele afastou minhas pernas com os joelhos e numa estocada ele estava totalmente dentro de mim. Eu arqueei as costas e envolvi minhas pernas em sua cintura. Ele soltou um grunhido e começou a me penetrar tão profundamente que o barulho de nossos quadris se chocando preenchiam o quarto. Seus lábios buscavam os meus de forma rude e intensa, e senti a pressão se formar em meu ventre, eu estava tão sensível e estimulada que eu acho que desmaiaria no segundo que gozasse, mas eu queria isso de forma quase ensandecida.

― Klaus... Eu vou gozar, mais fundo...

Ele gemeu alto e enterrou a cabeça em meu pescoço, senti seus dentes no meu ombro e essa pequena pontada de dor foi o ápice, me apertei contra ele e gozei violentamente, ele começou a estocar mais rápido e profundamente, atingindo quase o limite do meu corpo, mas eu não me importei, queria sentir ele cada vez mais fundo. Com um gemido brusco ele gozou com força, senti seu corpo estremecer violentamente depois relaxar sob mim.

Nossas respirações iam se acalmando aos poucos e o peso de seu corpo quente sob o meu era tudo que eu precisava agora.

Minhas pálpebras ficaram pesadas e senti o sono se aproximando cada vez mais. Ele saiu de dentro de mim e eu franzi o rosto, com a súbita sensação de vazio que eu senti, depois ele me puxou para seu peito e beijou minha cabeça. Eu o abracei e senti sua respiração sob meu rosto.

― Acho que depois disso eu preciso dormir pelo menos por 12 horas.

― Eu te dou duas horas no máximo antes começarmos o segundo round Caroline.

Dei um tapa de leve em seu ombros.

― Quem é o chefe pervertido e maluco mesmo?

― Se eu fosse um chefe normal e chato eu com certeza não estaria aqui agora, então... Acho que não ligo de ser um pouco pervertido.

Nos dois rimos e senti meu peito se aquecer ao ouvir o som da sua risada.

― Acho que eu devo ser meio maluca também... Afinal eu me apaixonei por meu chefe pervertido.

Senti sua respiração quase congelar. E me arrependi imediatamente do que disse. Um rubor se espalhou por meu rosto e eu tentei me levantar, mas ele me puxou de volta e me fez olhar para ele. Sua expressão estava entre choque e descrença, com um fundo de admiração quase surreal.

― O que você disse?

― Que eu sou maluca?

― Não! A outra parte.

Olhei em volta tentando pensar no que dizer, só que a essa altura eu não podia fazer nada, ele já ouviu e só precisava que eu confirmasse.

― Eu disse que estou apaixonada por você.

Seu sorriso em resposta foi tão deslumbrante como eu jamais vira em seus lábios. Era um sorriso de pura felicidade, ele rolou por cima de mim e me deu um beijo depois olhou em meus olhos.

― Diga de novo.

― Eu estou apaixonada por você Klaus.

Pude ouvir um gemido escapar por seus lábios, ele enterrou a cabeça em pescoço e começou a beijar. Depois se afastou e eu pensei ter visto lágrimas brilharem em seus olhos, mas foi tão rápido que não pude ter certeza.

― Esqueça as duas horas, preciso de você agora.

Ele não me disse o que sentia por mim, mas pelo resto do dia ele me mostrou muito mais que com palavras, ele me mostrou o quanto me queria e o quanto o que sentia por mim o consumia.

Naquela noite mais tarde quando nos finalmente estávamos exaustos demais para fazer qualquer coisa além de dormir, eu abri meus olhos e o vi dormindo em meus braços. Ele me abraçava tão apertado que eu mal podia me mover, seu rosto estava calmo e relaxado, mas mesmo no sono parecia carregar algumas marcas profundas demais para serem ditas com palavras.

Eu sabia que ele guardava um lado obscuro e doloroso, mas eu estaria aqui, e o tiraria da dor e mostraria como era ser feliz e amado.

Notas finais
Erika Masen: Gostaram? Klaroline se reconciliaram e tals, Uma coisa que eu sinceramente não queria pra agora né kkk Enfim, Jana provavelmente Trará mais novidades ótimas pra vcs, vão adorar! Care na provocação? Adooooro e tenho certeza que também gostaram, eu amei. Deixem seus contatos para entrarem no nosso grupo no Whatsapp da fic, se quiserem.Vamos amar ter vocês lá. Xoxo