Sexy Fire - Kalijah
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Quando o sábado finalmente chegou, eu já estava no limite. Nós havíamos trocado mensagens durante a semana, mas a vontade de ficar perto dela estava ficando quase insuportável. E para piorar a situação o dia estava passando insuportavelmente devagar, cada segundo parecia se arrastar, então resolvi ir para a academia gastar um pouco de energia, provavelmente o cansaço físico ia me ajudar a não pensar tanto em Katherine.
Cheguei na academia e fui direito para a esteira, programei a velocidade e comecei a correr. A velocidade me obrigava a me concentrar nos meus pés ou eu provavelmente cairia na esteira. Passei a me concentrar na respiração e no impacto dos meus pés sobre a esteira. Eu adorava me exercitar, e apesar de preferir correr ao ar livre, eu também gostava daqui. O barulho dos aparelhos de ginástica, as pessoas, a música... Eram coisas reconfortantes, o ritmo constante, a energia, tudo ali fazia com que eu me sentisse bem. Eu não entendia direito porque coisas tão banais como essa podiam fazer eu me sentir melhor do que na minha própria casa, mas acho que todos temos coisas em nos mesmos que não conseguíamos explicar.
― Você está correndo como se quisesse parar na china.
Diminui o ritmo das passadas quando ouvi alguém falar. Me virei e dei de cara com Niklaus, ele estava suado e segurava uma garrafa de água na mão. Provavelmente estava ali a algum tempo, mas eu estava tão concentrado que nem notei.
― Também veio fazer um pouco de exercício?
Ele olhou para os lados e tomou um gole d’água e só então olhou para mim. Pela sua expressão eu podia ver o quanto ele estava preocupado. Desliguei o aparelho e desci da esteira, me doía tanto ver meu irmão desse jeito, eu mal me lembrava qual foi a última vez que eu o vi sorrindo.
― Eu não estava conseguindo trabalhar direito... Então vim para cá, gastar um pouco de energia.
― Você estava trabalhando num sábado?
Perguntei a ele erguendo uma sobrancelha. Klaus raramente trabalhava aos sábados, a não ser que fosse muito urgente.
― Se eu ficasse em casa provavelmente enlouqueceria, então...
― O que houve? Você e a Caroline estão bem?
― Estamos. Pelo menos por enquanto...
― Por enquanto?
― Esther vai dar um jantar na casa deles hoje e nos convidou.
― Droga.
― Pois é.
Respondeu ele e deu outro gole na água, ele não parecia estar realmente com sede, era mais um gesto de nervosismo.
― Ela convidou você?
Balancei negativamente a cabeça.
― Não. Tivemos uma conversa bem desagradável outro dia e além disso eu tenho compromisso hoje.
Isso fez ele sorrir um pouco e erguer uma sobrancelha para mim.
― E eu por acaso conheço esse compromisso?
Depois dessa pergunta nos dois rimos, eu senti o clima leve, como deveria ser um clima entre irmãos, mas não era mais assim com a gente fazia tempo.
― Talvez.
― Eu sabia!
Ele deu um soco de brincadeira no meu ombro e eu sorri mais ainda. Não que eu conseguisse parar sorrir ao pensar em Katherine.
Olhei para o relógio e quase dei um pulo ao ver que faltavam vinte minutos para as sete.
― E por falar em compromisso eu preciso ir. Espero que corra tudo bem no jantar.
Ele acenou para mim e não respondeu, pensei em falar mais alguma coisa mas ele já tinha se afastado. Então sai da academia e fui para casa. Tomei um banho e me vesti depois fui para a casa de Katherine.
Bati na porta exatamente as sete e meia. Pensei em levar flores ou algo assim mas descartei a idéia tão logo pensei sobre isso. Katherine não gostava muito de flores ou cartões. Ela preferia que eu demonstrasse meus sentimentos com ações, não com coisas que logo não estaria mais ali.
Ela abriu a porta para mim e meu coração se aqueceu ao ver seu sorriso. Estiquei o braço para tocar seu rosto e quase suspirei ao sentir o calor de sua pele em minhas mãos.
― Chegou bem na hora!
― Bem na hora de quê?
― De ir buscar a pizza!
Respondeu e Amy bateu palmas aparecendo na porta também.
― Pizza!
Falou ela e eu me abaixei.
― Mas eu só vou buscar a pizza com uma condição Amy.
― Qual?
― Que você me dê um abraço bem apertado.
Falei para a garotinha e no mesmo segundo ela se jogou em meus braços apertando seus braços em volta do meu pescoço. Eu a abracei forte também e me levantei segurando-a no colo.
― Tio você vai buscar a pizza?
― Agora vou!
― Eeeeba!
Ela comemorou e eu sorri olhando para Katherine, seus olhos estavam fixos em Amy e uma expressão estranha cruzou seu rosto, mas foi muito rápido.
― Eu posso ir com você?
Amy me perguntou e olhei para ela.
― Só se sua mãe deixar.
Nos dois olhamos para Katherine.
― Porque nós não esperamos aqui filha? Podemos ver desenhos...
― Mas eu quero ir! Por favor, mamãe!
― É, por favor, mamãe! ― Ecoei ao pedido de Amy e Katherine cedeu por fim.
Levei-a para o carro e a prendi no sinto de segurança, depois fomos a pizzaria.
Quando chegamos a tirei do carro e entramos, fiz o pedido e ficamos esperando ficar pronto.
― Sabia que eu consigo comer um montão de pizza?
Me perguntou Amy e eu sorri para ela.
― Sério? Um montão mesmo?
― Um montão assim ó...
Ela abriu os braços para mostrar e eu gargalhei com ela. Crianças eram coisas tão especiais que você nem sequer se dava conta do quanto elas tornavam tudo melhor e mais divertido.
A nossa pizza chegou pouco depois.
― Aqui está Senhor.
― Obrigada.
Respondei ao rapaz pegando a pizza. Ele passou a mão na cabeça de Amy e depois sorriu para mim.
― Sua filha é muito parecida com o senhor.
Depois disso ele se virou para sair. Mas eu fiquei parado no lugar com a testa franzida. Parecida comigo?
Senti um puxão na camisa e olhei para Amy.
― Vamos tio?
― Vamos.
Respondi a ela dando um sorriso forçado e pegando sua mão para irmos para o carro. Durante o trajeto para casa várias dúvidas surgiram em minha cabeça. Olhei para Amy pelo retrovisor. Ela estava olhando pela janela. Eu sempre a achei muito parecia com Katherine, alguns pequenos detalhes eram diferente, mas eu julguei que fossem características do pai. Quem quer que seja ele. Então porque um total desconhecido havia visto características minhas nela? Eu não era seu pai... Não era?
Chegamos em casa e eu a tirei do carro. Nós dois entramos em casa e eu levei a pizza para a mesa.
No fim das contas o montão de pizza que Amy conseguia comer era uma fatia. Eu a observava sorrindo. Cada gesto, cada detalhe, cada coisa que ela fazia me chamava atenção.
Quando terminamos de comer ela foi para a sala ver TV e eu e Katherine ficamos limpando a mesa.
― Está tudo bem?
Katherine perguntou enquanto eu colocava os pratos na lavadora.
― Está. Porque?
― Não sei... Você está meio calado.
― Coisas do trabalho.
Menti para ela e me concentrei nos pratos. Eu não queria perguntar sobre o pai da Amy para ela de novo. Não era um assunto sobre o qual ela gostasse de falar. E eu também não, mas eu não conseguia parar de pensar no que aquele homem tinha dito. Nem sabia se havia algo em que pensar na verdade. Talvez fosse só a vontade de tê-las em minha vida que estava fazendo minha cabeça ficar tão bagunçada.
Depois de limparmos a cozinha fomos para a sala ver TV, e por mais bobos que fossem os desenhos eu me peguei rindo com elas e me divertindo muito. As nove horas Amy já estava cochilando no sofá e Katherine foi colocá-la na cama. Eu olhei em volta e vi várias fotos de Amy e Katherine. Me levantei para olhar mais de perto. Tinha uma em que a Amy era recém nascida, outra dela um pouco maior numa piscina de plástico, varias dela com Katherine. E mais ninguém. Em nenhuma das fotos elas estavam com mais alguém, adulto ou criança. Sempre sozinhas. Isso me entristeceu muito. Eu sabia o quanto Katherine era guerreira. Mas cuidar de uma criança não era nada fácil, fazer isso sozinha então era pior ainda. Então eu fiquei com raiva desse pai quem quer que seja ele, de telas deixado sozinhas desse jeito. Qualquer homem teria sorte de tê-las em sua vida e ele simplesmente as deixou?
Senti um toque nas minhas costas e me virei para Katherine, estava tão absorto em pensamentos que nem a vi chegar.
― Estava vendo suas fotos.
― Eu percebi.
Respondeu ela rindo e passou os braços por meu pescoço.
― Mas que tal você me ver em carne e osso?
Disso ela e me beijou. Assim que sua boca encontrou a minha eu não consegui pensar em mais nada além de tê-la ali, seu corpo, suas mãos... Puxei seu corpo mais para perto e toquei minha língua na sua, seu gosto quente e doce fez um gemido se formar no fundo da garganta e eu apertei sua cintura sentindo minha ereção roçar deliciosamente em sua barriga.
Comecei a ir em direção ao sofá, mas ela foi mais rápida. Se virou e me empurrou no sofá, depois subiu no meu colo tirando a blusa e voltando a me beijar. Minhas mãos corriam por suas costas e eu desabotoei o sutiã enquanto ela puxava a camisa pela minha cabeça. O contato dos seus seios contra meu peito nu fez minha pele ficar em chamas, levei minhas mãos para eles e os pressionei, sentindo sua maciez sob minha palma, então interrompi o beijo e mordisquei cada mamilo bem devagar, saboreando-os com a língua. Katherine enfiou as mãos por entre meus cabeços e puxou com força gemendo meu nome, depois soltou meus cabelos e começou a desabotoar a calça.
Ergui um pouco o quadril para ajudá-la a tirar e assim que finalmente conseguiu ela levantou do meu colo e tirou o short que vestia e a calcinha. A visão do seu corpo nu quase me deixou sem fôlego, ela tirou algo do bolso do short e voltou para o meu colo. Eu peguei minha calça que estava jogado no chão e procurei o preservativo que eu tinha colocado no bolso hoje de manhã, para não correr o risco de que se repetisse o que aconteceu na outra noite.
Quando eu tirei a camisinha do bolso ela me mostrou uma que tinha pegado do short e nos dois rimos. Rasquei a embalagem e o coloquei enquanto Katherine observava de forma faminta.
Quando eu terminei ela se inclinou para frente me posicionando na sua abertura quente e molhada. Eu segurei suas pernas, mas ela desceu sobre mim de uma vez, fazendo-me chegar tão fundo que meus olhos reviraram um pouco de tão bom que foi. Ela era apertada e estava muito molhada, olhei seus olhos e ela estava em chamas tanto quando eu. Ele tentou se erguer, mas eu segurei suas coxas para restringir os movimentos.
― Vá devagar, por favor.
Ela deu um sorriso e mordeu o canto da boca, se erguendo lentamente, só para depois descer de novo bem rápido. Eu arfei e puxei seu peito a apertando contra mim. Sua pele tinha um gosto delicioso. Eu a conhecia bem demais para saber que ela gostava de ir rápido, gostava de me enlouquecer. Mas hoje, depois de tanto tempo sem estar dentro dela, a sensação era tão incrível que eu tinha certeza que não iria segurar por muito tempo.
Coloquei uma das mãos entre nos e comecei a massagear seu clitóris, ela gemeu e aumentou um pouco o ritmo. Eu beijava sua boca, e pescoço, sem afastar minha boca da sua pele sequer por um segundo. Pressionei seu clitóris com mais força e mais rápido, ela aumento o ritmo em meu colo fazendo meu corpo estremecer a cada vez que ela se empurrava contra mim de novo.
― Você é tão apertada...
Gemi contra sua boca e ela se contraiu ao redor do meu pau, a sensação foi tão intensa que eu mordi seu pescoço para não gritar, ela cavalgava em meu colo com muito mais vontade, buscando o êxtase que eu sabia estar próximo. Levantei meu rosto e mordi o lóbulo de sua orelha.
― Goze para mim Katerina...
Murmurei para ela e ela gozou em meu colo estremecendo contra mim, e se empurrando em meu pau com tanta intensidade que com um ultima estocada eu gozei também, sentindo o meu corpo inteiro se aquecer e estremecer com o prazer.
Ela encostou a cabeça em meu peito para recuperar o fôlego, eu acariciei seus cabelos bem devagar e a ergui no colo levando-a em direção ao quarto.
Deitamos um de frente para o outro e ficamos nos olhando, apenas ali, parados apreciando um ao outro. Eu sentia meu coração se encher de um amor que eu sempre soube que estava ali. Que jamais tinha mudado ou ido embora, pelo contrário, cada segundo de distância só o fez aumentar.
Ela se aconchegou a mim e fechou os olhos.
― Você pode dormir aqui se quiser.
Ela disse de uma forma um tanto dura, mas eu apenas sorri. Eu sabia que aquilo era só o jeito dela de dizer que me queria ali.
Adormeci pelo que me pareceram segundos, abri os olhos e vi o quarto totalmente escuro e nos dois nus abraçados. Me levantei da cama bem devagar para não acordar Katherine e fui até a sala. Vesti minha calça e peguei nossas roupas que estavam espalhadas pelo chão. Quando já estava voltando para o quarto vi a porta do quarto de Amy do outro lado do corredor.
Pus as roupas no chão e empurrei a porta bem devagar. O quarto estava iluminado por uma luminária ao lado da cama e eu me aproximei. A luz iluminava seu pequeno rosto que estava calmo e tranqüilo no sono. Olhei seu rosto de novo, sentindo as dúvidas se insinuarem de novo na minha cabeça.
Os olhos de Amy eram exatamente iguais aos de Katherine, o nariz, os cabelos... Mas olhando para seu rosto adormecido, sua boca tinha um formato tão familiar...
Balancei a cabeça e sai do quarto. Eu não devia sequer pensar sobre isso. Ela era filha de Katherine, com um homem que eu não conhecia e provavelmente nunca iria conhecer. Eu não podia ficar pensando nisso... mas porque agora e eu a achava tão familiar? E porque cada vez que eu a olhava a achava cada vez mais parecida comigo?
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