Sexy Fire - Kalijah
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Elijah
Fui para casa tomar banho assim que Hayley foi embora. Me preparei para ir trabalhar mas não consegui parar de pensar no que tinha acabado de acontecer.
Eu nunca sequer cheguei a pensar em Hayley dessa forma. Ela era noiva do meu irmão, então eu obviamente só tentava ajudar. Niklaus não queria estar em um relacionamento e as vezes não se importava muito em como ela se sentiria. Então foi uma surpresa e tanto ouvi-la dizer que se apaixonou por mim.
Mas as palavras de Hayley me fizeram pensar sobre todas as coisas. Que eu vivi e ainda poderia viver. A anos atrás ela estava apaixonada por mim, e eu estava tão afundado nos meu próprios demônios para perceber isso. E hoje, eu tinha Katherine e Amy na minha vida e estava muito perto de deixar as coisas acontecerem do mesmo jeito.
Eu tentei lutar contra meus problemas, tentei fingir que eles não existiam mas eles sempre estiveram lá. Eu me anulei, deixei que tudo que eu era se perdesse no meio das minhas incertezas. Acontece que por Amy e por Katherine eu não poderia fazer isso de novo. Não podia descobrir daqui a cinco ou seis anos que perdi minha chance de ser feliz.
Então ao invés de ir para a empresa fui para a casa de Katherine. Eu tinha alimentado por tempo demais minhas manias de organizar tudo e manter tudo perfeito. Estava na hora de fazer uma coisa ousada e mandar a organização para o espaço.
Quando estacionei em frente a casa de Katherine ela estava saindo de casa com Amy para leva-la a escola, quando desci do carro Amy se soltou dos braços de Katherine e correu para mim, eu a peguei no colo e dei muitos beijos em seu rosto então fui até Katherine.
― Eu fui um covarde e muito estupido. Deixei que as coisas me desequilibrassem e fiquei a ponto de expulsar vocês da minha vida por medo de machuca-las. Acontece que vai me machucar demais perder vocês, e tudo que eu sou, se eu temer isso pelo resto da minha vida só vai me consumir. Então eu não vou mais ter medo de ser feliz, vou me entregar totalmente a vocês, tudo que eu sou e tudo que eu quero de agora em diante são vocês duas.
Katherine me olhava enquanto eu falava, com os braços cruzados. E então ela sorriu e se inclinou para me beijar.
― Não seja idiota o bastante para fugir de novo.
― Não serei.
Falei a ela apertando as duas mulheres da minha vida em meus braços.
― Vamos, entrem no carro.
Falei a Katherine e coloquei Amy na cadeirinha, Katherine sentou no carona e me olhou de lado. Ficamos em silencio por alguns segundos, uma explosão de coisas estava rolando em mim. E por mais emoções que eu tivesse sentindo, eu nunca me senti tão no controle de mim mesmo.
― Para onde estamos indo?
Perguntou Katherine notando que eu não estava pegando o habitual caminho da escolinha da Amy.
― Para a casa dos meus pais.
― Para a casa dos seus pais? Por quê?
Perguntou ela com a testa franzida para mim.
― Você vai ver.
Conclui ainda sorrindo. Na verdade era impossível parar de sorrir.
Então estacionei o carro em frente ao carro e peguei Amy do banco de trás.
― O que acha de ficar um pouco com o tio Mikael Amy?
Perguntei a ela que sorriu me mostrando a suas lindas covinhas.
― Você vai deixar a Amy aqui? Ficou maluco?
Katherine me seguiu enquanto eu tocava a campainha, e como se o destino estivesse conspirando para que realmente fizéssemos isso, Mikael atendeu a porta. Ele franziu a testa quando nos viu, mas seus olhos brilharam num sorriso contido para Amy.
― Você se importa de ficar com a Amy por um tempo pai? Temos algo importante a fazer.
A expressão de Mikael foi de surpresa total, mas mesmo assim ele esticou os braços pegando-a no colo. Katherine me encarava como se eu fosse louco. Mas se tem uma coisa que eu aprendi com o passar do tempo foi que sempre é possível haver redenção.
Antes que eles entrassem eu beijei o rosto de Amy e segurei o ombro do meu pai.
― Eu não sei o que houve no seu passado pai, mas isso não importa. O que importa é o que você vai fazer daqui por diante. Amy é minha segunda chance, talvez seja a sua também.
Conclui e puxei Katherine pela mão para o carro. Assim que entramos eu dei partida.
― Elijah você está me assustando. E que história é essa de deixar Amy com seu pai?
― Todos merecemos uma segunda chance Katherine. Eu vi Amy tocar Mikael de um jeito que nenhum de nós nunca conseguiu.
― Não é sua função salvá-lo Elijah, talvez ele deva fazer isso por ele mesmo.
― Talvez. Mas ele não tem o que eu tenho, então eu acho que posso dar uma mãozinha.
― Espero que esteja certo. Mas para onde estamos indo afinal de contas?
― Para o aeroporto.
E foi tudo que eu disse a ela até a fora de fazer o cheque in. Ela pegou as passagens e me olhou boquiaberta.
― Vegas?
Perguntou.
― Vegas.
Concordei puxando sua mão pelo portão de embarque. Assim que nos sentamos no aviões ela se virou para mim e cruzou os braços.
― E o que exatamente nós vamos fazer em Vegas?
― Vamos nos casar e voltar antes da hora de colocarmos Amy na cama.
Katherine piscou várias vezes como se estivesse digerindo o que eu estava falando.
― Elijah...
― Não Katherine, eu sempre tive minha vida em ordem, tudo perfeitamente organizado e planejado com antecedência. E então você e Amy chegaram e mandaram isso pelos ares, e eu quero continuar assim. Não quero padrões, nem nada disso, quero acordar sabendo que minha vida é uma aventura constante.
Então ela soltou o cinto e me beijou, sua boca tinha um gosto doce e familiar, seu cheiro invadiu meus sentidos e eu a puxei para meu colo.
― Eu amo você.
Falou ela em meu ouvido, e eu a apertei ainda mais forte em meus braços, mas então o avião passou por uma turbulência e nos finalmente acordamos para onde estávamos.
― Eu amo você, sempre e para sempre.
Respondi a ela e abracei, por toda a viagem.
Assim que chegamos a Vegas o sentimento de felicidade esmagadora continuava tomando conta de nós, fazendo com que corrêssemos pelas ruas lotadas de Vegas rindo feito adolescentes e procurando uma capela.
A primeira que encontramos ficava ao lado de um cassino e tinha uma enorme imagem de Elvis Presley com um violão.
― Olá?
Perguntei quando entrei e a encontrei totalmente vazia.
Um homem saiu de uma porta lateral, também vestido de Elvis e uma peruca enorme que estava bem mais que no meio da cabeça.
― Queremos nos casar.
Anunciei para ele que sorriu mostrando um dente de ouro.
― Ótimo! Vou preparar o palco!
Ele entrou de novo pela porta e eu e Katherine esperamos embaixo de um arco dourado cheios de flores de plástico.
― Vamos mesmo nos casar em Vegas?
Perguntou Katherine com um brilho de aventura nos olhos que eu vi desde a primeira vez, e me fez querê-la a cada segundo depois disso.
― Vamos sim.
Então o Elvis cigano veio até nós com os documentos, nós os assinamos e então ele começou.
― Então, estamos aqui para celebrar o show do amor, tendo como astros principais ― Ele parou um pouco para olhar nossos nomes no papel ― Elijah Mikaelson e Katherine Pierce.
E sorriu para nós enquanto falava.
― Então, Katherine Pierce é por livre e espontânea vontade que está aqui fazendo esse compromisso hoje?
Eu e Katherine estávamos um de frente para o outro segurando nossas mãos e absorvendo todas aquelas palavras malucas, que mesmo não fazendo sentido, estavam nos tornando um.
― Sim.
Respondeu Katherine e apertou meus dedos.
― E você, Elijah Mikaelson, é por livre e espontânea vontade que está aqui fazendo esse compromisso hoje?
Perguntou-me ele e eu senti em cada fibra do meu ser que aquele compromisso seria para sempre a minha vida.
― Sim.
Concordei também sorrindo.
― Onde estão as alianças?
Perguntou ele, e eu e Katherine nos entreolhamos. Eu esqueci desse detalhe. Mas aquilo só nos fez rir ainda mais. Então tive a segunda ideia maluca daquele dia, tirei uma caneta do bolso e ergui a mão de Katherine.
― Está aqui!
Falei enquanto desenhava uma aliança no dedo de Katherine, assim que terminei ela fez o mesmo em mim.
― Pronto!
Anunciou ela quando finalmente conseguiu terminar.
― Pelos poderes a mim investidos, e com a benção do Rei Elvis Presley eu os declaro estrelas da vida um do outro! Podem se beijar!
Antes que ele terminasse de falar ela já estava em meus braços, tudo que sentíamos um pelo outro transbordando naquele beijo e naquele momento único.
Então eu afastei um pouco o rosto e o Elvis pediu que assinássemos a certidão e nos entregou, saímos de lá enquanto ele acenava de frente a capela.
― Bom e agora? O que fazemos?
Perguntou Katherine, enquanto caminhávamos.
― Como estamos de tempo?
Ela olhou o relógio.
― Precisamos ir agora se quisermos voltar a tempo para colocar a Amy na cama. Mas deveríamos ter um tempo para nós dois não acha?
― Bom, ainda podemos. Quarto de hotel ou banheiro do avião?
Ele parou e ficou com uma expressão pensativa.
― Banheiro de avião é claro, sempre quis saber como seria transar a 11.000 mil metros do chão.
Então voltamos para o aeroporto no mesmo ritmo que chegamos e assim que decolamos, nós dois cambaleamos pelos corredores até o banheiro.
Ela já estava me beijando antes de eu fechar a porta atrás de nós, seus lábios exploravam minha boca enquanto minha língua saboreava a dela. Ter Katherine em meus braços era familiar e explosivo, doce e selvagem, tudo numa mistura intoxicante e perfeita.
Enquanto ela empurrou o paletó por meus ombros e eu tirei sua blusa, depois desabotoei o cinto da calça enquanto ela também tirava as dela, então ela me empurrou sentado no vaso e apreciei suas curvas enquanto ela tirava o resto das roupas. E ela o fazia bem devagar, tirou a calcinha depois se virou de costas para mim para desabotoar o sutiã, então eu a puxei pela cintura e a sentei em meu colo.
Ela se ajeitou e apoiou as mãos na parede a sua frente, deixando suas costas nuas expostas a mim, então ele se ergueu um pouco me posicionando, depois sentou num único movimento e eu estava dentro dela.
― Você é perfeita...
Falei por entre os dentes, senti sua carne quente e molhada me abraçar intimamente, eu acariciava suas costas enquanto ela subia e descia em meu colo, me fazendo arquejar de tanto prazer e amor que eu sentia por essa mulher. Minha mulher.
Pensar isso me deixou mais que consciente do seu corpo em meus braços, seus gemidos de prazer por meu corpo, estiquei a mãos segurando seus cabelos e vi a aliança rabiscada de caneta em meu dedo. Eu estava casado com Katherine. A mulher que mais amei em toda minha vida era finalmente minha.
Procurei seu clitóris com a outra mão e ela se contorceu em meu colo buscando avidamente seu prazer.
― Goze Katherine, deixe vir...
Murmurei por entre um gemido e então ela gozou se empurrando com tanta força em mim que me fez revirar os olhos de prazer, então eu segurei sua cintura e estoquei algumas vezes buscando um alívio do orgasmo que veio me queimando por dentro.
Puxei-a para meus braços e a mantive ali enquanto nossas respirações se acalmavam.
― Isso foi...
Começou ela.
― Incrível.
Eu completei.
Então ela se virou em meu colo e me beijou, com calma e amor, saboreando nosso toque.
― Primeira transa como casados!
Falou ela sorrindo.
― Isso pede uma comemoração!
Comentei colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha e beijando sua testa.
― O que você acha de champanhe e sexo no banheiro de novo?
Falou Katherine se levantando e pegando suas roupas.
― Perfeito.
Foi a única coisa que pensei em dizer. Porque era realmente perfeito. Tudo com Katherine era assim.
***
Quando finalmente voltamos a minha casa para buscar Amy já tinha escurecido a algum tempo e torcíamos para que ela ainda estivesse acordada.
― Já pensou em como vamos contar isso a ela?
Perguntei a Katherine quando entramos, a governanta da casa nos atendeu e disse que meu pai estava lá em cima.
― Ainda não. Mas acho que não vai fazer muita diferença para ela. Você já está lá conosco sempre que possível. É só uma questão de reorganizar as coisas.
Ela deu de ombro e eu respirei aliviado. Embora não achasse que seria muito fácil reorganizar as coisas eu sabia que era possível, que sempre seria possível se estivemos juntos.
Assim que chegamos ao andar de cima vi minha mãe parada na porta do quarto observando algo com tamanha concentração que nem nos viu chegar.
― Mãe?
Perguntei já ao seu lado, então ela se virou para nós. Seus olhos estavam marejados e ela sorriu. Sorriu sinceramente. Algo que eu talvez nunca tivesse visto.
― A muito tempo que eu não o vejo assim.
Comentou ela apontando para o quarto, e então olhou para Katherine.
― Sua filha é linda, e... Obrigada por isso.
E então ela saiu nos deixando parados no corredor sem saber o que dizer. Eu pensei que meus pais nunca aceitariam Amy, e agora ela parecia estar os mudando totalmente.
Então peguei na mão de Katherine e entrei no quarto.
Mikael estava sentado numa poltrona com Amy encostada em seu peito dormindo. Os braços dele estavam em volta dela protetoramente, muitos livros e brinquedos estavam no chão e ela vestia uma roupa diferente daqui a deixamos.
O rosto dele estava calmo e tão tranquilo no sono de uma forma que nunca vi acordado.
― Tem razão Elijah. Todos merecem uma segunda chance.
Falou Katherine apertando meus dedos enquanto eu olhava minha pequena. Que estava unindo minha nova a família a minha outra família. Pessoas que eram importantes na minha vida, mas que estavam perdidas demais para estarem aqui, agora convergiam nesse pequeno ponto de luz que era minha filha.
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