Sexy Fire - Kalijah
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Elijah
Eu acho que em algum lugar deve ter uma escala das conversas mais estranhas do mundo. E com certeza absoluta aquela estaria no topo da lista.
“―Oi.
― Oi.
― Tudo bem?
― Tudo.
― Como está a Amy?
― Bem.
― Meus pais querem jantar com você e conhecer a Amy.
― Péssima idéia.
― Tudo bem.
― Tudo bem.
Enorme silêncio constrangedor.
― Então até mais.
― Tchau.”
E foi isso a minha última conversa com Katherine. Já tinha se passado uma semana inteira desde que nos meio que... Terminamos? Demos um tempo? Não sei bem como classificar. Mas o fato é que, eu sentia demais a falta dela. Cada segundo do dia. Mesmo que, quando eu aparecia para visitar Amy ela estivesse lá, era como se no fundo não estivesse. Está distancia estava me matando, mas era um mal necessário. Nossa vida tinha sido confusa, eu saí magoado e ela também. Mas se eu estava me entregando completamente a ela, eu precisava que ela fizesse o mesmo.
As coisas não estavam nada boas para mim. Salvo é claro estar com Amy. Era uma delícia e eu lamentava cada vez que eu tinha que ir embora. Mas não tínhamos muitas opções, então eu me contentava em buscá-la na creche e passarmos o máximo de tempo possível juntos. Mas quando Amy ia para cama e eu ficava sozinho com Katherine reinava um silencio constrangedor até que eu ia embora.
Meus pais estavam me ignorando, embora eu não fosse a casa deles vezes o suficiente para que isso ficasse estranho. Bom, na verdade em se tratando dos Mikaelsons, estranheza era praticamente nosso nome do meio. Nossa família era, externamente um modelo de bom relacionamento, mas por dentro éramos completamente disfuncionais.
Meu relacionamento com Klaus, que tinha melhorado recentemente agora estava péssimo. Ele me cumprimentava friamente quando nos encontrávamos pelos corredores e era só isso. Nem mais uma gota de entendimento. Só que isso era minha culpa, eu era jovem e egoísta e provavelmente estraguei ainda mais a vida já problemática do meu irmão.
Rebekah não se concentrava em muitas coisas além dela mesma, mas isso só era uma forma de fugir dessa família tão distorcida. E Kol, que sempre foi completamente despreocupado, andava extremamente fechado. Em resumo, era como se cada vez mais em nossa família, cada um vivesse sua própria vida e tentasse afastar o restante de nós.
Isso era uma droga. Acho que eu não serei o tipo de pai que vá ter muitas regras para os filhos, mas um delas vai ser que a família tem que estar acima de tudo.
Tentei me concentrar no relatório que estava na minha frente, hoje era sexta feira e eu me sentia exausto. Emocionalmente e fisicamente, primeiro porque desde que Katherine e eu brigamos não teve uma única noite que eu conseguisse dormir por mais de três horas. Sempre era a mesma coisa, acordava coberto de suor e com a mesma sensação de estar sujo, com o cheiro de sangue grudado na minha pele.
Então, para amenizar isso, eu fazia horas de academia, para que quando eu fosse para cama, estivesse tão cansado que praticamente entrasse em coma. Não funcionou muito. E tudo que eu consegui foi ficar exausto durante o dia e com um humor nada amigável.
Então, hoje, mesmo ainda sendo quatro da tarde, eu iria terminar esse relatório e ir embora mais cedo. Encerrar o dia, e tentar fazer algo além de contemplar meus problemas e não ver solução alguma para eles.
Continuei digitando até me dar por satisfeito com o que eu estava fazendo. Então desliguei o computador e peguei minha pasta, enquanto eu o fazia o porta canetas caiu em cima da minha mesa. Eu o ignorei e continuei saindo, a parte boa disso é que me sentia tão cansado que mal tinha forças para organizar tudo obsessivamente como eu estava fazendo. Isso era um grande avanço, porque eu estava me vendo cada vez mais perto da terapia, e isso era uma droga. Sentar numa poltrona e falar por horas e horas de tudo que estava errado dentro de mim.
Assim que sai pela porta vi Max debruçado sobre a mesa de Bonnie. Ele levantou abruptamente quando me viu e ambos ficaram sem graça.
― Estou encerrando o expediente Bonnie. Bom fim de semana.
― Para você também. ― respondeu Bonnie.
― Max.
Cumprimentei e ele me respondeu com um aceno. Eu o vi aqui algumas vezes nos últimos dias. E Bonnie parecia muito mais feliz quando o via. Sorri, feliz porque as coisas estavam indo bem para ela. Bonnie trabalhava comigo desde que morávamos na Inglaterra, e veio para cá quando me mudei. Era ótimo ter alguém a tanto tempo com você, sobretudo alguém tão dedicada e eficiente como Bonnie. Eu sei que não era muito apropriado que o namorado viesse vê-la aqui (se é que eles eram namorados), mas ela merecia um desconto. Então ia simplesmente ignorar.
Cheguei em casa menos de meia hora depois. Só então me dando conta do quanto era cedo e de como eu provavelmente não teria nada para fazer. Então me troquei e fui para academia.
Quando cheguei em casa, quase quatro horas depois, minhas pernas queimavam e meus músculos protestavam incansavelmente pelo abuso que acabaram de sofrer.
Então entrei na banheira e fiquei lá por mais ou menos 40 minutos.
Bom, só metade desse tempo era por causa dos músculos. A outra metade era que, geralmente durante o banho era mais difícil controlar, então eu passava aproximadamente meia hora lavando e passando sabão exaustivamente em cada superfície do meu corpo. Era uma droga, eu sabia disso. Mas já estava ficando mais fácil, e eu passava cada vez menos tempo, e isso era com certeza uma vitória. A separação com Katherine não ajudava muito, mas, bem, eu me virava com o que tinha.
Quando sai do banheiro com uma toalha amarrada a cintura, o telefone estava tocando. Meu coração disparou um pouco e a expectativa de que fosse Katherine me impulsionou a atender o telefone o mais rápido possível.
― Alô?
Falei ofegante.
―Elijah.
Mas não era Katherine.
― Klaus?
― Pois é, sou eu.
― Está tudo bem?
― Está sim, eu só queria...
Ele ficou mudo por um tempo.
“Nós conversamos sobre isso Klaus. Ele é seu irmão e ama você. Converse com ele”
Ouvi a voz de Caroline do outro lado da linha. Não pude não sorrir, e fiz uma nota mental de mandar flores para essa garota.
― Eu sei que as coisas ficaram complicadas entre nós. Mas eu não culpo você por isso. Pelo menos não mais. O que aconteceu foi uma tragédia, mas sei que você não permitiria que isso acontecesse se tivesse escolha.
Senti um peso tão grande sair das minhas costas quando ouvi isso que tive de respirar fundo.
― É tão bom ouvir isso irmão. Eu fui um canalha com Tatia, mas daria qualquer coisa para não ter feito aquilo, e para que ela ainda estivesse viva.
― Eu sei disso. Eu fiquei com raiva de você, mas... Vi que era prejudicial para nós dois ficarmos assim.
― Você não sabe o que isso significa para mim irmão.
― Eu sei Elijah. Somos irmãos lembra? Always and forever.
― Always and forever.
Repeti com ele.
― Vou desligar agora. Nos vemos depois.
― Tudo bem. Diga a Caroline que eu mandei um beijo.
Eu ri e ele riu comigo.
Era inexplicável a sensação de, depois de tanto tempo guardando aquilo dentro de mim e me envenenando, eu finalmente tivesse colocado para fora. E mais importante. Receber o perdão do meu irmão.
Peguei uma toalha e comecei a secar o cabelo. Me sentindo parcialmente feliz. Ainda me sentia sozinho naquela casa. Parecia tudo tão vazio e silencioso. Considerei seriamente em me vestir e ver Amy. Mas já eram oito e meio e não era um horário nem um pouco apropriado para se ver uma criança.
Mas amanhã era sábado. Eu iria levá-la ao parque. E mostrar uma linda bicicleta rosa que agora estava no meu quarto de hospedes.
Fui para cozinha pensando em aquecer meu jantar quando a campainha tocou. Arqueei a sobrancelha, eu não estava esperando ninguém.
Fui até a porta e a abri.
Eu definitivamente não esperava o que vi.
― Posso entrar?
Falou Katherine. Ela estava com o cabelo preso no alto da cabeça, e um sobretudo que cobria todo seu corpo, dos pés aos braços.
― Katherine?
Perguntei, sem saber o que dizer, apenas embasbacado e impressionando. Ela estava totalmente coberta, mas a visão de seu corpo era tão sensual que me tirou o fôlego.
Saí da frente para que ela entrasse.
Ela caminhou até o meio da minha sala e se virou para mim. Ela trazia uma bolsa grande na mão, e seus saltos pretos e finos ecoavam no chão enquanto andava. Estava encantadora.
― O que você está fazendo aqui?
Ela jogou a bolsa no sofá e olhou para mim.
― Em primeiro lugar: Eu fui uma idiota. Estava com medo de me machucar e acabei machucando você, eu te expulsei da minha vida sem nem dar a chance de você fazer parte dela. E agora sei que, não adianta mais, nem é uma vida direito sem você.
Ela falou isso num só fôlego, as palavras entraram devagar em meu cérebro, e assim que entendi o significado delas uma onda de amor e desejo se espalhou por meu corpo com tanta força que tive medo de explodir em mil pedaços. Então dei uma passo em sua direção para sentir seu corpo, mas ela ergueu a mão me parando.
― E segundo, você me disse que eu precisava achar meu caminho de volta para você Elijah, e aqui estou. Mas você me conhece o suficiente para saber que faremos isso do meu jeito.
Concluiu ela.
― Sim.
Quase gemi aquelas palavras. Minha Katerina.
― Venha.
Falou ela e pegou a sacola e se encaminhou pelo corredor. Para o meu quarto. Eu a segui hipnotizado.
― Onde está a Amy?
Perguntei quando ela abriu a porta e entramos.
― Com a Rebekah.
Isso me fez parar.
― Rebekah? Rebekah minha irmã?
― Ela mesma.
Respondeu Katherine atrás de mim, fechando a porta.
― E como foi que isso aconteceu?
― Eu a encontrei no Shopping hoje de manhã. Tivemos uma conversa bem interessante. E ela se ofereceu para ficar com a Amy hoje.
― Sério?
Perguntei a ela, mas antes de me responder ela empurrou meu peito e eu caí na cama.
― Sério. Ela me contou que seu irmão vai se casar com uma garota. Legal, pelo que ela me disse.
― Você e minha irmã ficaram falando sobre nós?
Ergui uma sobrancelha para ela, que se limitou a sorrir.
― Basicamente. E mais importante, ela me fez perceber que nem todos os membros da sua família são detestáveis. E que, caso a sua mãe me crie problemas, basta eu mandar ela enfiar aquela arrogância num certo lugar e ignorar.
Me ergui nos cotovelos para olhar para ela. Aquilo era bom demais para ser verdade. Tudo que eu queria e mais precisava, acontecendo num só dia.
― E o quê isso quer dizer?
― Quer dizer que, nós podemos jantar com sua família. Afinal eu não sou mais uma garota assustada de vinte anos e não vou deixar sua mãe me afastar de você.
― Katherine eu...
Me levantei para abraçá-la. Mas ele me empurrou de volta na cama.
― Não me lembro de ter dito para você levantar.
Então ela tirou o sobretudo e eu perdi o fôlego. Ela vestia um corpete preto e vermelho, uma calcinha preta minúscula, e uma cinta liga com meias calças pretas. Os saltos altos faziam com que suas pernas ficassem deslumbrantes. Seu corpo inteiro na verdade. Ela esbanjava sensualidade por cada poro.
O desejo me dominou completamente, e ela pegou algo na bolsa e veio em minha direção. Depois ela contornou a cama e puxou minhas mãos, eu estava tão distraído com seu rosto que só me dei conta do que ela estava fazendo quando ouvi um clique. Ela foi para o outro lado e eu tentei puxar o braço. Mas não aconteceu nada. Ela estava me algemando em minha própria cama.
A excitação daquilo me atingiu com uma bomba, estar completamente imóvel e a mercê dessa mulher era perturbador e incrivelmente excitante.
― Acho que você já viu o suficiente.
Falou ela se debruçando sobre mim e colocando uma venda em meus olhos.
Merda, eu já estava duro e pronto para ela no segundo que a vi, mas agora minha ereção pulsava desconfortavelmente.
Senti suas mãos quentes puxarem minhas calças, o ar frio bateu em minha pele quente pela situação, enviando arrepios por meu corpo.
Senti a cama ceder quando ela subiu. E ficou por entre minhas pernas, puxei a mão querendo tocá-la. Mas a algema me impediu, me senti frustrado e excitado ao mesmo tempo.
Meus sentidos pareciam mais aguçados, cada movimento era multiplicado. Então senti suas mãos tocarem meu peito. Gemi com o contato e puxei as mãos de novo.
― Eu quero tocar você...
Murmurei para ela.
― Eu sei. Mas se eu deixar você vai fazer o que sempre faz, fazer com que eu perca a cabeça. E hoje eu quero estar focada Elijah, quero tocar em você e te dar prazer de todas as formas possíveis.
― Tocar em você me dá prazer.
― Hoje não.
Falou ela e quando já ia contestar senti sua língua quente tocar em minha pele. Eu gemi enquanto ela beijava e lambia meu peito. Depois ia subindo pelo pescoço.
― Katerina...
Falei e na mesma hora seus lábios tocaram os meus. Ela estava faminta. Sua língua procurava a minha e se deliciava com meus lábios. Vários gemidos se formavam no fundo da minha garganta, e muitos outros escapavam da dela. O raspar do tecido das suas roupas contra minha pele nua era inebriante. Eu me sentia consumido. Por tudo. Por sua pele. Seu gosto. Seu amor. Meus sentimentos por ela ocupavam cada poro do meu corpo. E em momentos como agora, quando nossas peles se tocavam, eu sentia explodir para fora de mim.
Ela interrompeu o beijo e voltou a lamber e beijar meu pescoço, mas não parou por aí. O tempo pareceu congelar enquanto eu sentia seus lábios e sua língua em cada parte do meu corpo. Ela beijava e tomava posse de cada centímetro meu, que já era irremediavelmente dela.
Quando suas mãos se fecharam em meu pau eu precisei reunir todas as minhas forças para não gozar imediatamente. Puxei ainda mais forte minhas mãos, sentindo as algemas pinicarem minha pele. Mas sem me importar. As sensações eram intensas demais.
― Katerina, por favor... Me solte. Preciso tocar você.
― Ainda não.
Falou ela e assim que terminou, abocanhou meu pau. Um gemido grave saiu da minha garganta. Ela passou a língua em volta várias vezes, depois senti-a colocá-lo na boca completamente, fazendo-me sentir o fundo de sua garganta. Aquilo era bom demais.
― Merda...
Praguejei baixinho e ela se afastou de mim. Eu gemi de frustração.
― Palavrões são coisas feias Elijah.
Falou ele e se inclinou para frente mordendo minha barriga.
― Merda!
Soltei de novo com a pontada de dor que senti, mas aquilo me excitou ainda mais.
― De novo?
Perguntou ela e senti deus dentes de novo na minha barriga, dessa vez um pouco mais forte, eu puxei as algemas de novo e serrei os dentes para não soltar outro palavrão.
― Muito bem...
Falou ela e me abocanhou de novo, soltei um rugido grave, sentindo uma pressão forte se acumular em minha barriga.
Ela aumentou o ritmo praticamente me fodendo com a boca. Eu não consegui raciocinar, tudo que existia era sua pele na minha, sua boca quente ao redor de mim. Então eu gozei gritando seu nome várias vezes, e ela continuou chupando.
― Pare! Chega, por favor...
Falei ofegante então ela veio para cima de mim me beijando com vigor, eu me deliciei com seus lábios, mordendo e chupando seus lábios, e quando eu pensei que iria enlouquecer ela se afastou de mim.
― Onde você está? Katherine?
Chamei-a, mas ela não demorou a voltar e dessa vez senti sua pele nua. Minha nossa, eu tinha acabado de gozar, mas já estava ficando duro de novo. E pelo visto era esse era o objetivo dela, pois voltou a me beijar se esfregando em mim e murmurando palavras sujas e sensuais no meu ouvido.
Depois começou a lamber meu pescoço, e gemer meu nome. Eu queria tocá-la e ver o quanto estava molha, sentir seu calor em meus dedos.
Então ela levou a mão entre nós e posicionou meu pau em sua entrada, e antes que eu pudesse respirar, eu já estava profundamente dentro dela. Puxei minhas mãos com tanta força que quase podia sentir o metal cortar minha pele, mas naquele momento eu não ligava, precisava tocar nela.
Mas ela mal notou porque começou a subir e descer no meu pau rápido e profundamente, soltando gemidos deliciosos com as palmas das mãos apoiadas em meu peito.
― Elijah...
Gemeu ela, seu corpo estava quente e ela estava escorregadia, minha garota estava mais que excitada em me ver assim, a sua mercê.
― Eu vou gozar...
Disse ela e aumentou ainda mais o ritmo soltando gemidos e palavras desconexas, então senti-a se contrair em volta de mim, e seus gemidos foram demais, gozei junto com ele empurrando meus quadris em seu corpo. Então ela desabou em meu peito, respirando pesadamente. Eu queria olhar seu rosto, abraçá-la.
― Katherine.
― Hum?
― Me solte, por favor...
Supliquei com a voz baixa, então ela ergueu a mão e tirou a venda dos meus olhos. Pisquei com a súbita claridade e foquei em seu rosto a centímetros do meu. Ela era linda. O amor inflamou por meu peito e eu sorri.
― Eu amo você.
Ela se inclinou para mim e me beijou.
― Eu também amo você Elijah. Sempre amei.
Então ela se levantou e soltou meus pulsos.
― Minha nossa! Você se machucou!
Falou ela olhando meus pulsos, mas eu não liguei a mínima para isso e a puxei para a cama rolando por cima dela.
― A única coisa que pode me machucar é ficar longe de você.
Ela ergueu a mão e tocou meu rosto, fechei os olhos contemplando essa sensação.
― Isso nunca mais vai acontecer.
Falou ela e eu abri os olhos, vendo a sinceridade e a certeza que sabia estar refletindo também nos meus.
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